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A Criação da Vida Animada

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos by admin on 24-02-2010

Gênesis 1:1 - 2:25

Versículo para memorização: Gênesis 1:24

Nesta lição, trataremos do quinto dia da criação e, de maneira geral, da criação do sexto dia, excluindo o detalhe concernente à criação do homem. A criação do quinto dia envolve a criação da vida marinha e das aves. “E disse Deus: produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus” (Gênesis 1:20).

Há alguns que vêem isso como base para pensar que os pássaros vieram do mar de segundo a Bíblia, que eles igualmente evoluíram do peixe. Penso ser essa hipótese uma interpretação descuidada do versículo 20 e, na realidade, uma especulação totalmente infundada. O caminho para decidir a respeito de qualquer versículo questionável é ler os versículos precedente ou seguinte. Nesse caso, o versículo 21 explica perfeitamente a ordem. Deus criou grandes baleias e toda criatura viva que a água produziu conforme a sua espécie. Essas palavras são constantemente proferidas em razão da criação para negar a mutação e garantir que Deus criou.

A Palavra diz: “toda a ave de asas conforme a sua espécie”. Afirma-se que Deus criou de ambas as categorias, e afirma-se de ambas: cada criatura, cada ave conforme sua espécie. Somos constantemente conduzidos a negar qualquer possibilidade de evolução ou negar a Bíblia. Você não pode ter ambas possibilidades.

A criação do sexto dia pode ser basicamente dividida dessa forma: animais, serpentes, insetos e homem. A pessoa que reivindica que o versículo 20 afirma a evolução da vida a partir do mar também deve afirmar que o versículo 24 afirma a evolução da vida a partir da terra. Assim, novamente, a falta de lógica cronológica evolucionista encontrou sua cauda voltando ao redor da árvore. Deus criou a besta, o gado e as criaturas rastejantes conforme sua espécie.

A criação final de Deus para o sexto dia foi o homem. Devo também dizer que esta é a criação física final de Deus. Deus está preparando, julgando e regenerando hoje, mas Ele não está criando (Gênesis 1:31).

A criação final e exclusiva de Deus é o homem. O homem é único por duas razões. Primeiro, foi criado para ter domínio (Gênesis 1:26) sobre todo o resto da criação e, segundo, porque Deus deu-lhe responsabilidade. Deus incumbiu e comandou o homem sob um propósito. É notável que Deus não falou dessa forma para os animais. Eles devem mover-se, agir e multiplicar-se apenas por instinto. Não é assim com o homem, ele teve desejo, responsabilidade e desígnio. É nesse sentido que foi feito à imagem de Deus.

Deus não é físico, Ele é Espírito. Deus é, entretanto, pessoal. Ele tem desígnio, desejo e domínio e, depois de tudo, foi criado o homem.

PERGUNTAS - LIÇÃO 4

1. Quais são os dois tipos de vida mencionados no versículo 20?
2. O versículo 20 está descrevendo um ato da criação?
3. O versículo 21 indica uma ou duas formas de vida?
4. Deus estava satisfeito com a criação do versículo 21?
5. O versículo 24 é um ato de criação ou um decreto?
6. Aponte três tipos de vida criadas no versículo 25.
7. Por que não podemos assumir que as aves foram criadas através do peixe?
8. O mar produziu a ave?
9. As baleias são um resultado da criação direta?
10. As baleias e os peixes são diferentes?
11. Qual deve ser a principal característica do homem?
12. Isso significa que Deus tem um corpo?
13. A Escritura indica que o homem pode ter evoluído?
14. Deus deu domínio para o homem sobre o quê?
15. O que é entendido por o homem ter domínio?
16. Quantos homens tiveram esse domínio?
17. Adão deveria ter desejos e planos?
18. Deus deu a Adão alguma ordem?
19. Se sim, aponte algumas delas.
20. Deus disse a Adão o que era para o homem comer?

Autor: Pr. Forrest Keener
Tradutor: Albano Dalla Pria
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br


Velozes e Furiosos

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Santidade, Vida Cristã by admin on 05-02-2010

Lembro-me que há um tempo atrás eu vi um filme, num vôo, chamado “Velozes e Furiosos”. Não lembro muito sobre o filme, além do fato de que se tratava de caras roubando carros e um policial que se infiltrou para pegar os ladrões. Nem me lembro qual era a razão deles de roubar, além do fato que promoviam corridas ilegais, mas me lembro bem que o filme era centralizado em roubos. Nunca fui muito afim de roubar nada na minha vida, mas, nas últimas semanas, tenho visto umas caminhonetes bem bacanas andando por aqui e fiquei pensando como seria legal de ter uma. Mas a realidade da minha vida é que nunca teria grana suficiente para comprar, e até se tivesse, duvido que gastaria assim. Mas, de repente, hoje eu acordei com uma ótima idéia: por que não roubar um? Eu não tenho condições de comprar um, então o roubo seria uma opção legítima, não é? Pelo menos isso é o que eu tenho sido ensinado na igreja hoje em dia: “Se você não tem condições para comprar, pode roubar.”

Interessante como a pirataria tem se tornado algo comum e quase considerado um direito da igreja atual, principalmente quando falamos de CDs e DVDs que ninguém saca mais que é roubo.

“Não tem aqui, então eu baixo da internet.”

“São muitos caros, então a minha amiga faz cópias para mim.”

“É só pra conhecer; quando eu tiver dinheiro eu vou comprar de qualquer jeito.”

E lá vai mais algumas de muitas desculpas de por que o povo de Deus tem mais uma vez um bafo de bosta. A gente come o cocô do diabo que nos convence que roubo não é roubo quando tem uma justificativa; e mais uma vez vem o bafo.

Vou confessar que tenho sido culpado da mesma coisa e do mesmo bafo. Enquanto falo de pecado em certas áreas, deixava brechas em outras. Na verdade, eu nunca me convenci que era algo legal diante de Deus. O Espírito Santo ainda é vivo o suficiente dentro de mim para tocar minha consciência. Mas, ainda assim, eu queria muito ouvir um novo CD e a minha esposa está indo para os EUA daqui dois meses, então falei para mim mesmo, “Vou comprar, então, não é roubo, porque estou ouvindo agora algo que vou adquirir.” E assim, consegui me convencer e baixei.

Tudo tava legal, incluindo o som do CD, até o dia em que minha filha desceu para meu escritório para ela poder estudar matemática e falou:
“Que som legal, pai; quem é?”
“Hawk Neslon. É o novo deles.”
“Mas como você conseguiu?”
“Achei num site e fiz o download.”
“Mas, pai, isso não é pirataria?”
“Bom, é, mas não é porque nós vamos comprar quando sua mãe estiver nos EUA.”

Assim ela deixou quieto, mas a minha consciência não ficou quieta nem um pouco. Eu sabia o que deveria fazer. Quando fui subir para jantar, ela veio com mais uma pergunta, “Pai, fazer o download daquele CD com a intenção de comprar mais tarde não é como roubar um livro numa loja com a intenção de voltar mais tarde para pagar?” De novo respondi o que devia, “Sim, seria”. Interessante como Deus nos ajuda. Bem na hora que eu comecei a vacilar, Deus manda uma criança para me cobrar. Então desci a próxima manhã para meu escritório e deletei tudo que eu podia achar que não tinha certeza que havia comprado ou não, até programas que eu uso para edição. E assim eu fui limpando meu computador.

Mas, antes de me aplaudir, vamos lembrar que foi eu que caguei lá, então não é nada nobre em eu, com um pano, limpar a substância marrom na minha vida. O mais doido de tudo é que naquela semana eu estava trabalhando numa mensagem sobre avivamento e escrevendo sobre Evan Roberts, um jovem que Deus usou em Gales, e uma das coisas que ele pregava na noite que começou tudo era sobre acabar com todas as áreas cinza em nossas vidas. E sem dúvida nenhuma, CDs e DVDs piratas são cinza (se não fossem marrom). E nós sabemos disso. Não existe nenhuma pessoa salva que não sabe que pirataria é errado. Nós não precisamos de ninguém nos ensinar isso; somente que alguém nos lembre.

Naquele fim de semana me arrependi muito de não ter feito o que eu sabia que era certo e nem mexer com as coisas piratas independente de qualquer desculpa que eu podia achar. A verdade é que eu queria muito ouvir aquele CD e o diabo me ajudou a achar uma desculpa que eu podia aceitar para justificar meu pecado. E não deixe o diabo te enganar. É pecado. Não é cinza, é marrom, e saiu do traseiro dele. Sei que tem uma penca de “ladrões crentes” e até “pastores” que vão querer discutir comigo sobre isso, mas poupe seu tempo, não vou responder a ninguém a algo que é óbvio. Você tem que ser muito estúpido, cego, ou morto espiritualmente para não entender isso. Por que você acha que nós procuramos e damos tantas desculpas em relação à pirataria? Tipo, “Mas se eu não tenho a intenção de vender a ninguém; é para meu uso pessoal.” E a minha camionete? Não vai ser errado também se a minha intenção é de ficar com ela e não vender? Está com a vontade de comer capim agora, né? Se não fosse errado, as desculpas não seriam necessárias.

E assim Deus nos leva a encarar uma das razões de por que o Brasil não está experimentando avivamento. Talvez porque o tempo que tiramos com ele, clamando por sua presença e avivamento, está sendo feito com um CD pirata no fundo. Se você não acha errado, escreva um e-mail para seu pop-star preferido nessa área de adoração e pergunta a ele ou a ela se eles se importam com o fato que você tem todos os CDs deles, mas que você não comprou nenhum. Você é cara de pau suficiente de fazer isso? Duvido.

Se quisermos ver algo real acontecer em nossas vidas, algo além da masturbação espiritual que geralmente rola, nós vamos precisar voltar ao que nós sabemos que é certo, ainda se isso significa que não vamos ter toda a música que queremos. A decisão é entre sua música boa ou a presença de Deus. E sabe o que é o mais triste? A maioria que lerem isso vai escolher a música. E assim o Brasil vai continuar no mesmo caminho de apostasia que ela já está enquanto cantamos em alta voz em nossas casas, acompanhados por CDs piratas, cânticos sobre avivamento. Uhhhhrrwww!

Para não deixar vocês sem opções, vou te dar duas dicas: “iTunes”, http://www.apple.com/itunes/. É um site onde você pode comprar as músicas e CDs, legalmente, para download. Custa na faixa de 10 dólares cada um. Isto é o que eu tenho e não sei se é meu ouvido, mas o Hawk Nelson tem um som bem melhor quando não está precisando competir com o grito da minha consciência, “PECADO!!!!!”. Outra opção, pra você que está com o bolso furado, é ouvir uma rádio cristã online, a ChristianRock.net (www.christianrock.net). Eles só liberam músicas nessa rádio que estão com contrato com as gravadoras e bandas.

Podemos ser ferozes baixando nosso som preferido, mas Deus que fica furioso quando vê pessoas safadas chamando pelo Seu nome, justificando seu pecado e cantando cânticos roubados para seus vizinhos incrédulos. Deus, nos livre da hipocrisia! Deus, nos livre da burrice!

• “A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, portanto, apropriação da forma anterior ou com plágio ou cópia de uma obra anterior, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística ou intelectual.”
• Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
• O Quarto Anual BSA e IDC Estudo de Global Prataria de Software revela que 35% do software instalado em 2006 em computadores pessoais (PCs) mundial foi obtido ilegalmente, eleva-se a quase $ 40 bilhões de em perdas globais devido a pirataria de software.
• Filmes piratas custou a Hollywood $ 7 bilhões em 2005.
• Downloads ilegais de música custa à nossa economia global um estimado $12,5 bilhão por ano, de acordo com um relatório do Instituto para Apólice Inovação (IPI).
• Perdas de negócios em 2005 foram até $ 200 bilhões, de acordo com o resumo executivo de um relatório pela Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, obtido pelas Vezes Financeiras.
• A APCM - Associação Antipirataria Cinema e Música - registra diariamente os números em relação à pirataria física e virtual em todo o País. Por meio das apreensões realizadas pelas Polícias Militar e Civil, além do DIG (Departamento de Investigações Gerais), em parceria com os agentes da associação, é possível mapear a quantidade de mídias piratas (CDs e DVDs) apreendidas. No ano de 2007, foram registradas mais de 36 milhões de mídias apreendidas no País, em cerca de 3 mil operações realizadas no combate à pirataria (aumento de 21,24% em relação ao ano anterior).
• Luta também na internet - A pirataria também é combatida na internet, por meio de um departamento específico da APCM, que faz o monitoramento de sites onde se oferece conteúdo sem proteção à propriedade intelectual. Em 2007, foram retirados mais de 55 mil links de filmes e músicas e 15 mil arquivos P2P (peer to peer - programa de compartilhamento) da rede mundial de computadores.

Ex 20.15; Não roube.

Ef 4.28; Quem roubava que não roube mais, porém comece a trabalhar a fim de viver honestamente e poder ajudar os pobres.

1Co 6.9-11; Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

Eu já sei, “não tem nada a ver”. Então, bom almoço. Espero que o capim esteja fresco.

Fonte: http://www.geracaobenjamim.com - Pr. Jeff

A arte de aprender

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 21-01-2010

Uma das mais desafiantes tarefas de um ser humano tem seu começo no processo de vir a ser. Na primeira competição da vida, entre muitos espermatozóides se dá o experimento da existência. Após inicia-se outro processo, qual seja, o de aprender a ser, numa posição de total de pendência da natureza desde o surgimento do embrião à formação completa que culmina no nascimento. Passa-se então a aprender a depender, o tempo de receber cuidados diários que produzirão a subsistência. À medida que se dá o desenvolvimento humano em suas mais diversas fases e ciclos evolutivos, enfrenta-se o desafio de aprender a não depender, a caminhar em busca da independência em todos os seus contornos.

De igual forma, ao avançar um pouco mais o indivíduo é levado a um novo desafio, também processual, o aprender a interdepender. Estas três palavras dependência, independência e interdependência, permeiam as etapas a serem vivenciadas, como se nelas se inserisse a compreensão de que desde a primeira corrida, deflagra-se um começo, um meio e um fim, que nos levará certamente a um novo começo, que não terá fim.

Nunca é demais lembrar o peso e o significado destas verdades na pessoa de Jesus, que por amor soube efetivar de maneira ímpar a arte da dependência, da independência e da interdependência, como um cirurgião que ao usar o bisturi com destreza e exímia precisão, chega ao ponto exato de seu alvo. Jesus produziu em sua passagem pela terra e continua a produzir naqueles que Nele crêem as conexões e interconexões fundamentais que auxiliam a prática destes três conceitos.

Importante realçar que, foi nos relacionamentos que tinha com o Pai e também nos relacionamentos que teve com os seres humanos que Jesus produziu as interações precisas, de alvos certeiros, permeadas de misericórdia e compaixão. Assim, aprendeu a ser, aprendeu a depender e aprendeu a interdepender.

Nesta esteira, bom é que se destaque quantos dissabores e dores poderiam ser evitados nos relacionamentos se houvesse da parte de cada um o entendimento de tais premissas.
O significado da palavra dependência é submissão. Nas relações interpessoais, muitas vezes os indivíduos deparam-se com variados problemas, seja no âmbito profissional, comunitário, conjugal, fraterno e também nas relações parentais. Impossível é relacionar-se sem observar princípios de hierarquia, limites e submissão.
Independência, por outro lado, denota autonomia, a possibilidade, ou o direito de se governar. Há uma falsa idéia, muito comum, de que ao exercer este direito, o indivíduo está se isolando, traindo algo ou alguém. Porém, ser independente é extremamente saudável no que tange a relacionamentos. Pensar diferente e ao mesmo tempo respeitar o pensar diferente do outro, consagra o conceito de interdependência, qual seja, uma dependência mútua. O diferente pensar de cada um que aprendeu a depender e a independer, certamente resultará em maturidade.
Tornar-se um ser humano maduro, conduz ao desenvolvimento de relacionamentos saudáveis, nutridores e com aprendizados mútuos, provenientes do diferente pensar, que poderão ser convergentes e abençoadores, bem como promover conexões que aproximam os indivíduos uns dos outros e que os aproximem de Deus.

Na parábola do Semeador (Mt.13:19-23), Jesus ensina sobre relacionamentos quando se refere a três tipos de solos e três grupos de pessoas. Ao dizer da semente que foi semeada em boa terra, descreve a pessoa frutífera. Embora não seja perfeita, está envolvida em um processo de crescimento com Deus, consigo mesmo e com o próximo, sendo seu fruto, o amor nos relacionamentos. Tal indivíduo aprende a depender, a não depender e a interdepender. Estas Práticas trazem consigo sempre Graça e Verdade.

Fonte: Instituto Jetro

O outro lado da história

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Leonardo, Vida Cristã by admin on 18-11-2008

Freqüentemente escutamos pessoas contando seus problemas e casos do dia-a-dia. O mais comum ainda é ouvirmos alguém opinar sobre uma situação que está acontecendo. O interessante é a facilidade (poderíamos dizer propensão) que nós, como seres humanos, temos de tomar partido baseados unicamente no relato de “terceiros”. Poucas vezes ouvi alguém interromper um relato para perguntar o que motivou a pessoa ser ou agir de determinada maneira.

Pessoas têm sentimentos, falhas e também podem mudar. Existe algo que criamos em nossa mente que podemos chamar de estereótipo. Colocamos as pessoas dentro de moldes, esquecemos que elas mudam e que constantemente estão aprendendo novas coisas. O apóstolo Paulo teve uma mudança em sua vida, e um cristão em especial, um discípulo chamado Ananias, tinha criado a imagem mental sobre quem era Saulo de Tarso, associada a assassino, perseguidor de cristãos, etc.

10 Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” “Eis-me aqui, Senhor”, respondeu ele. 11 O Senhor lhe disse: “Vá à casa de Judas, na rua chamada Direita, e pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está orando; 12 numa visão viu um homem chamado Ananias chegar e impor-lhe as mãos para que voltasse a ver”. 13 Respondeu Ananias: “Senhor, tenho ouvido muita coisa a respeito desse homem e de todo o mal que ele tem feito aos teus santos em Jerusalém. 14 Ele chegou aqui com autorização dos chefes dos sacerdotes para prender todos os que invocam o teu nome”.
15 Mas o Senhor disse a Ananias: “Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel. 16 Mostrarei a ele o quanto deve sofrer pelo meu nome”.17 Então Ananias foi, entrou na casa, pôs as mãos sobre Saulo e disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo”. 18 Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e ele passou a ver novamente. Levantando-se, foi batizado 19 e, depois de comer, recuperou as forças.

Algumas vezes nosso passado pode nos trazer complicações com os novos relacionamentos, mas o importante é sabermos que assim como nós pecamos, erramos e tentamos mudar, as outras pessoas também pecam, erram e também, como nós, acertam algumas vezes.

Se pedíssemos para dois diretores famosos criarem um filme sobre Jesus, veríamos filmes com enfoques e características completamente diferentes. Assim são as histórias que ouvimos, pois elas estão presas aos pensamentos e opinião de quem nos conta os fatos.

O prazer de ouvir uma boa história não tem preço, mas assim como existem histórias boas, existe algo que podemos chamar de pecado. Isto ocorre quando nos enchemos de um sentimento prazeroso que com o tempo vai crescendo e nos torna mais e mais dependentes. Esse pecado se manifesta quando cedemos nossos ouvidos para ouvir “fofocas” e “comentários” ou quando falamos sobre pessoas ou instituições para alguém, que poderia ter sido poupada da contaminação.

Que é que as pessoas fazem quando recebem críticas, em especial críticas injustas? Uns tentam se explicar; outros partem para a ofensiva. Jesus Cristo contava histórias! Quando criticaram o fato de ele sentar à mesa com pessoas de má fama, ele se defendeu contando as parábolas dos perdidos: a ovelha, a moeda, e o filho. Todas essas parábolas estão em Lucas, capítulo 15[1].

Assim como Jesus contava histórias quando era “criticado” ou quando “estava sendo injustiçado”, devemos sempre meditar sobre como temos agido, pois facilmente erramos e quando menos esperamos já aconteceu.

Uma pessoa pode fazer 10 coisas boas, mas quando faz uma errada, essa “coisa errada” se torna tão grande para as pessoas, que se ocupam em rodear a terra para encontrarem defeitos nas pessoas. Ainda bem que Deus nos olha com olhos de amor e encontramos conforto em sua Palavra:

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo.

1 Jo 2.1-2

Leonardo Rodrigues Pereira - www.estudosnovotempo.com.br


[1] http://www.ulbra.br/pastoral/textoscholz.htm

Entrevista com Lutero

Filed under #Todos os Estudos, Lutero, Política, Vida Cristã by admin on 14-11-2008

Esta é uma entrevista fictícia feita com o reformador alemão Martinho Lutero (1483-1546) na cidade de Wittenberg, no ano do lançamento da primeira edição da Bíblia por ele traduzida (1534).

Embora fictício, o texto é baseado na história. As respostas oferecidas pelo mais famoso vulto da Reforma Religiosa do século 16, que aparecem entre aspas, são da autoria dele mesmo e foram retiradas de seus próprios escritos, reunidos no volume 5 de “Martinho Lutero — Obras Selecionadas”, publicado no Brasil em 1995.

Nesta entrevista, o leitor perceberá que os problemas sociais de hoje são iguais aos da Europa de 500 e poucos anos atrás, inclusive na constatação de que os ricos tornam-se cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, no Brasil, nos Estados Unidos e em quase todos os demais países. O entrevistado é chamado de “doutor” porque assim se dirigiam a ele. Seu doutorado em Escrituras Sagradas foi obtido na Universidade de Wittenberg em outubro de 1512, um mês antes de ele completar 29 anos.

Repórter – O doutor publicou o “Pequeno Sermão sobre a Usura”, no final de 1519, e o “Grande Sermão sobre a Usura”, no início do ano seguinte. Qual a diferença entre os dois tratados?

Lutero – Não fui eu quem os chamei de “pequeno” e “grande”. São duas edições de um mesmo opúsculo. A única diferença entre um e outro é que o tratado de 1520 é uma reedição consideravelmente ampliada do tratado anterior. A segunda edição do “Sermão sobre a Usura” foi lançada por causa da repercussão que o escrito teve aqui em Wittenberg e em Leipzig.

Repórter – Qual era a sua idade na época?

Lutero – Eu tinha acabado de completar 36 anos. Era professor de Bíblia na Universidade de Wittenberg e ainda não havia sido excomungado pelo papa.

Repórter – O que o levou a escrever sobre comércio e usura?

Lutero – Desde a metade do século passado, está havendo uma grande expansão da manufatura, principalmente na fabricação de armas, tecidos, vidros e metais. O acúmulo de capital experimenta um crescimento enorme. Com a descoberta e a colonização do Novo Mundo, o comércio tem se expandido descontroladamente. O que se vê hoje é o empobrecimento progressivo de famílias com rendimentos modestos e o enriquecimento excessivo de poucos. A poderosa casa bancária dos Fugger, em Augsburgo, por exemplo, está financiando a invasão e a conquista da América. Foram eles quem bancaram a candidatura de Carlos V, sucessor do imperador Maximiliano I. “É preciso saber que, em nossos dias, a ganância e a usura não apenas se instalaram imensamente em todo o mundo, mas que alguns também se atreveram a descobrir alguns subterfúgios sob os quais podem praticar livremente sua maldade sob o manto da justiça. Chegamos quase ao ponto de já não fazermos mais nenhum caso do santo Evangelho. Escrevi esses sermões e outros, porque é necessário que, nestes tempos perigosos, cada qual se previna e proceda com discernimento no trato com bens temporais, observando com atenção o Evangelho de Cristo, nosso Senhor.”

Repórter – O doutor crê que esses sermões sobre a usura vão surtir algum efeito?

Lutero – “Creio até que este meu escrito será quase em vão, uma vez que a desgraça se instalou profundamente e tomou conta em toda parte. No entanto, tenho sido solicitado e exortado a tratar destas questões financeiras e pôr a descoberto algumas delas — embora muitos preferissem que não o fizesse — para que pelo menos alguns, por menor que seja o número, sejam resgatados da voragem e goela da ganância. Provavelmente alguns que pertencem a Cristo, preferem ser pobres com Deus a serem ricos com o diabo, como diz o Salmo 37.16. Por amor a esses, portanto, precisamos falar.”

Repórter – O doutor está afirmando que o cristão não deve exercer a profissão de comerciante?

Lutero – “Não se pode negar que comprar e vender são atividades necessárias. Não podem ser dispensadas, mas podem ser praticadas de forma cristã, especialmente em relação às coisas necessárias e honrosas. Os patriarcas venderam e compraram gado, lã, cereais, manteiga, leite e outros bens. São dádivas de Deus, que Ele concede da terra e reparte entre os seres humanos. No entanto, o comércio exterior, aquele que traz mercadorias de Calcutá, da Índia e de outros lugares estrangeiros, não deveria ser permitido. Esse comércio traz seda preciosa, ourivesaria e especiarias, que somente servem de ostentação e não têm utilidade, sugando o dinheiro do país e das pessoas.”

Repórter – No seu modo de entender, existe alguma regra que disciplina a ganância?

Lutero – “Os comerciantes têm uma regra comum entre si, que é seu lema principal e fundamento de todo negócio. Eles dizem: “Posso vender minha mercadoria tão caro quanto puder”. Acham que este é um direito deles. Aí se dá espaço à ganância e se abrem todas as portas e janelas para o inferno. Desta maneira o comércio não pode fazer outra coisa, senão pilhar e furtar as posses dos outros. A regra não deveria ser: ‘Posso vender minha mercadoria tão caro quanto puder ou quiser” mas “Posso vender minha mercadoria tão caro quanto eu devo ou quanto é correto e justo’. A forma mais adequada e segura seria que a autoridade governamental nomeasse pessoas sensatas e honestas que avaliassem todos os tipos de mercadoria quanto a seus custos e estabelecessem, a partir daí, o preço máximo que elas deveriam custar. Nós, alemães, porém, temos que beber e dançar e não podemos dedicar-nos à elaboração de tal regulamentação.”

Repórter – No “Sermão sobre a Usura”, o doutor condena a prática da fiança, pela qual alguém abona uma obrigação alheia. Pode comentar o assunto?

Lutero – “Mesmo que a fiança pareça isenta de pecado e uma virtude de amor, ela geralmente arruína muitas pessoas, infligindo-lhes prejuízo insuperável. O rei Salomão proibiu essa prática em diversas ocasiões, como se pode ver em Provérbios (6.1-5; 20.16; 22.26 e 27.13). A Escritura prescreve que não se deve confiar em pessoa alguma, nem fiar-se nela, mas somente em Deus. Pois a natureza humana é falha, frívola, mentirosa e incerta, como diz a Escritura e como também a experiência o ensina diariamente.”

Repórter – O doutor nunca se tornou fiador de alguém?

Lutero – Bem, lembro-me de ter sido fiador de algumas pessoas necessitadas que obtiveram crédito na caixa comunitária em Wittenberg. Por causa disso cheguei a dever 100 florins no ano de 1527. Fui obrigado a penhorar três taças pelo valor de 50 florins. Aflito, pedi desculpas a Deus pela minha imprudência e roguei que Ele me libertasse novamente.

Repórter – 100 florins é muito dinheiro?

Lutero – Com menos da metade desse valor eu posso comprar um terreno na periferia de Wittenberg. Nós, professores da universidade, estamos ganhando entre 100 e 200 florins por ano.

Repórter – O doutor declara que o comércio está cheio de “diversos expedientes malignos” e “truques financeiros perniciosos”. Pode explicar melhor?

Lutero – Nada me custa “relatar aqui algumas dessas espertezas e fraudes que eu mesmo observei, ou que me foram denunciadas por corações bons e honestos. Em primeiro lugar, alguns não têm problema de consciência em vender sua mercadoria mais cara a prazo do que à vista. Eles nem aceitam vender mercadoria à vista, mas apenas a prazo, só para terem lucro maior. Em segundo lugar, existem aqueles que vendem sua mercadoria acima da cotação da praça. Elevam os preços só porque sabem que essa mercadoria não existe mais na região ou dentro de pouco não mais será fornecida. Eis aí um olho malicioso da ganância, que se fixa na necessidade do próximo, não para supri-la, mas somente para aproveitar-se dela e enriquecer-se com o prejuízo do próximo. São todos uns ladrões, assaltantes e agiotas públicos. Também existem os que compram todo o estoque de algum bem ou mercadoria numa região ou numa cidade para tê-lo em seu exclusivo poder e então fixar o preço, elevá-lo e vender tão caro quanto queiram ou possam. Quando não conseguem estabelecer seu monopólio, porque há outros que também dispõem da mesma mercadoria e dos mesmos bens, eles passam a oferecer sua mercadoria tão barato, que os concorrentes não conseguem acompanhar, forçando-os assim a deixar de vender ou a se arruinarem, vendendo tão barato quanto aqueles. Na verdade, não haveria necessidade de relatar esses abusos, mas eu os incluo para que se veja quanta malandragem existe nos negócios comerciais, e para que todos saibam o que se passa no mundo e se acautelem contra essa categoria perigosa.”

Repórter– O mesmo Salomão, que o doutor citou há pouco, condena as balanças desonestas e os pesos adulterados (Pv 11.1; 20.23). Há esse problema na Alemanha?

Lutero – “Não há mercadoria da qual não se saiba tirar vantagem na medida, na contagem, na vara métrica, no volume ou peso. Às vezes dão uma cor que ela não tem por si mesma. É uma fraude atrás da outra. Até falência fraudulenta existe. Os que a cometem costumam se esconder num convento até a poeira assentar. Tudo fede a ganância, tudo está afogado e mergulhado num grande mar de lama. Já não tenho mais esperanças de que se possa melhorar tudo isso. Na verdade, tudo está tão sobrecarregado com maldade e fraudes, que deixa de ser sustentável a longo prazo, tendo que ruir por si mesmo.”

Repórter – Quem rouba mais: os ladrões de estrada ou os comerciantes desonestos?

Lutero – “Os comerciantes roubam todo o mundo diariamente enquanto um cavaleiro pirata assalta um ou dois uma ou duas vezes por ano.”

Repórter – E o governo não faz nada?

Lutero– “Reis e príncipes deveriam cuidar disso e coibi-lo com justiça rigorosa. Porém ouço que eles são farinha do mesmo saco. As coisas acontecem como em Israel na época do profeta Isaías: ‘os seus chefes são bandidos, cúmplices de ladrões, todos eles gostam de suborno, correm atrás de presentes’ (Is 1.23). Enquanto isso mandam enforcar ladrões que furtam um ou meio florim, e transitam com aqueles que saqueiam o mundo inteiro e roubam mais que todos os outros. Assim se confirma o adágio: ‘Os ladrões graúdos enforcam os miúdos’. Ou, como dizia o senador romano Catão: ‘Os ladrões pequenos estão em grilhões nas cadeias, mas os ladrões notórios trajam ouro e seda’.”

Repórter – Como vivem os pobres hoje na Alemanha?

Lutero – Nossas cidades estão sendo invadidas por mendigos itinerantes em busca de auxílio de instituições de previdência social urbanas e eclesiásticas. Os pobres querem pelo menos a oportunidade de esmolar num meio com maior concentração urbana. Desde o final do século passado, as cidades européias vêm sofrendo as conseqüências do crescente empobrecimento de um contigente considerável da população.

Repórter– O doutor espera algum juízo da parte de Deus?

Lutero – “Deus fará o que diz através do profeta Ezequiel: ‘Como se ajunta prata, cobre, ferro, chumbo e estanho dentro de uma fornalha e se atiça o fogo para derretê-los, assim vos ajuntarei no furor da minha cólera e vos colocarei dentro para vos fundir’ (Ez 22.20). Deus fundirá príncipes e negociantes, um ladrão com o outro, como chumbo e estanho, como quando se incinera uma cidade, de modo a não sobrarem nem príncipes nem comerciantes. Tudo isso, temo eu, está prestes a acontecer, porque, de qualquer forma, sequer estamos pensando em nos corrigirmos, por maior que seja o pecado e a injustiça. Assim ele também não pode deixar impune a injustiça. Sei muito bem que o que estou dizendo não vai agradar. Talvez ignorem tudo e continuem do jeito que são. Eu mesmo, porém, estou desculpado e fiz minha parte, para que, quando Deus vier com o açoite, se enxergue que o merecemos com justiça. Se com isso eu tiver instruído ao menos uma alma, resgatando-a da voragem, não terei trabalhado em vão.”

Repórter – No início desta entrevista o doutor fez menção da casa bancária de um certo Fugger, de Augsburgo. Quem é ele?

Lutero – Jacó Fugger nasceu 24 anos antes de mim. Ele enriqueceu a partir de empreendimentos no setor da mineração de prata e cobre nas regiões do Tirol e da fronteira húngaro-eslovaca. Fugger provocou a falência das empresas de extração de cobre e as comprou por preço irrisório. Colocou em situação de dependência os governantes desses territórios, financiando seus empreendimentos. Ao morrer, em 1525, deixou cerca de 2 milhões de florins. Parte desse dinheiro tem sido usada por seu sobrinho Anton Fugger para bancar expedições de invasão, conquista e colonização por europeus na América do Sul, México e Índia, empreendimentos que têm trazido, em alguns casos, lucros de até mil por cento.


Referências:
Martinho Lutero — Obras Selecionadas. vol. V. Tradução de Walter O. Schlupp, Ilson Kayser e Walter Altmann. (Editora Sinodal e Concórdia Editora).

Catecismo Menor de Martinho Lutero. 6. ed. (Editora Sinodal).

Fonte: http://www.ultimato.com.br

Aborto

Filed under #Todos os Estudos, Aborto, Pecado, Perdão by admin on 14-09-2008

Ela tinha apenas 17 anos. Quando saiu da sala do doutor, a enfermeira lhe disse: “Deus nunca te perdoará por isso”. E foi assim, com essas palavras que ela foi obrigada a recomeçar sua vida; com o medo e quase certeza que era verdade, que nunca seria perdoada. Não era como ela queria, fazer aquela decisão, mas apareceu como a única opção. O que faria com um bebê? Era muito jovem para ser mãe e, de qualquer jeito, o seu namorado não queria o bebê também.

Infelizmente, essa é uma situação bem comum e que muitas jovens se acham nesses dias. Confrontada com o medo de uma gravidez não desejada, um namorado que não quer nada com um bebê e uma cabeça cheia de coisa desconhecidas, num mundo que acha melhor “terminar” com uma gravidez. O fato verdadeiro, mas triste, é que muitas jovens estão abortando. Então, qual deve ser a nossa posição em relação a esse problema?

Eu gostaria de assumir um lado diferente nesse assunto, um lado que muitas vezes é esquecido. Não sou, e nunca serei, a favor - ou falar - do aborto como se fosse uma coisa normal ou tudo bem, porque não é. É simplesmente tirar uma vida, um assassinato. Eu também não vou levar o lado da criança que não nasceu, porque já ouvimos esse lado muitas vezes. O que eu quero fazer é olhar para o lado da jovem que fez o aborto. Não da maneira de defender a sua decisão, mas de defender a sua pessoa.

Muitas vezes, o aborto é visto e falado como um pecado imperdoável. Ele não é. Não é diferente, me perdoe se você não concorda, de qualquer outro pecado aos olhos de Deus. Todo pecado, incluindo os exageros que saem de nossa boca, conhecidos mas não chamados de mentira, colocaram Jesus na cruz. Jesus não sofreu nem um pouco a mais na cruz pelo pecado do aborto do que pela fofoca ou gula. Mas, nós vemos e tratamos o aborto como se fosse “o pecado” de todos pecados. Deixe-me falar que eu, de jeito nenhum, estou a favor ou desculpando o aborto. Eu estou simplesmente tentando trazer um equilíbrio ao assunto.

Minha preocupação depois do aborto não é mais com aquele bebê que eu não posso salvar ou resgatar, o qual, eu creio, já está no céu, mas com a vida potencialmente destruída daquela jovem, saindo do consultório do doutor com uma consciência tão pesada, que quase a impede de ir em frente só para encontrar com uma enfermeira fria e chata informando que ela acabou de comprar uma passagem sem devolução para o inferno. E tudo isso antes de sair do consultório médico. Sem saber dos “crentes” que vão chamá-la de assassina.

Eu não sei, mas é muito difícil para mim achar Jesus nesses atos carentes de compaixão. Sim, eu acho importante a gente falar de aborto. Sim, eu acho que nós temos o dever de falar com aquelas que já fizeram abortos, até com aqueles doutores que os fizeram. Mas temos que chegar como Jesus chega e chegou. Ele veio com amor. Ele veio com paixão. Ele olhou além do pecado e viu o pecador desesperadamente precisando de amor e perdão. E assim é como devemos ver e tratar, tanto aquelas que abortaram quanto os que cooperaram.

Em Lucas, capítulo 8, conta a história de uma certa “mulher imoral” que veio até Jesus enquanto ele estava comendo com um grupo de fariseus. Ela entrou e caiu aos Seus pés, e a Bíblia fala que ela os lavou e os secou com o seu cabelo. Depois, ela ungiu os Seus pés com um perfume caro. A verdade é que aquela mulher era uma prostituta. Jesus sabia disso e ela não precisava de alguém para informar o seu pecado. Assim como também aquelas que já abortaram não precisam de alguém para informar que elas mataram uma criatura viva de Deus… elas já sabem. As suas consciências já as condenam, como a da prostituta. Por que você acha que ela estava chorando? Ela sentia-se condenada, mas sabia do que precisava e de quem ela podia conseguir. Jesus é o único que pode perdoar pecados, e perdoa. Ela, com certeza, não precisava da “ajuda” ou dos olhos maus daqueles que estavam sentados à mesa falando da sua “sujeira” e da ignorância de Jesus em deixar alguém como ela o tocar. O que ela precisava, recebeu de Jesus; amor incondicional e perdão pelos pecados que ela sabia que já cometera. Quão grande é a misericórdia e graça de Deus? Com certeza, a profundidade do Seu amor é algo que todo homem pode experimentar, mas nunca entenderá completamente.

Eu quero terminar com algumas dicas:

1. Não desistir em tentar prevenir o pecado do aborto, mas se o ato já foi feito, não desista daquela pessoa que o cometeu porque ela está precisando ver e sentir o amor de Deus como nunca. Vamos lembrar que mesmo sendo um ato horrível, o sofrimento daquela pessoa está apenas começando. Nós sabemos que existe perdão para o pecado, mas falta de memória é rara. Nós devemos ser lembrados de que aquele bebê era, no fim, dela. E a sua consciência não vai deixá-la esquecer que ela apagou a vida do seu próprio bebê tão cedo. O que ela precisa ouvir é que existe perdão para os pecados, todos os pecados, incluindo o pecado do aborto. Ela não está precisando ouvir palavras de condenação. O sangue de Jesus é suficiente para todos. Então, vamos ser iguais a Jesus e não como os fariseus.

2. Se você já abortou, isto é para você. Pra você entender que Jesus te ama e quer te perdoar. Ele está simplesmente esperando você vir e se arrepender. Lavar os Seus pés com as suas lágrimas e os secar com o seu cabelo. Deixar Ele começar a sarar o seu coração. E isso não é apenas para as moças. Existem muitos rapazes que são igualmente responsáveis pelos abortos que já aconteceram. Você também precisa sentir culpa pelo seu pecado e pedir perdão a Deus. Jesus está te esperando. A hora é agora.

1 João 1:9 - Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

“Vamos continuar sendo a voz daqueles que ainda não nasceram, mas, vamos continuar também sendo a voz Daquele que deu a Sua própria vida na cruz por pecadores como nós que precisam sentir e experimentar o Seu amor e perdão”.

Pr. Jeff Fromholz - www.geracaobenjamim.com

Fé Razão e Sentimentos

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Vida Cristã by admin on 13-09-2008

Devemos empregar o melhor de nossa razão para conhecer quais são as verdadeiras Escrituras canônicas, para expandir o texto para traduzi-lo verdadeiramente, para agregar inferências exatas e justas das declarações das Escrituras, e então aplicar tudo isso em questões de doutrina e adoração.
Richard Baxter – líder puritano

Em nossa revolta contra a razão, mudamos a “fé de uma vez por toda confiada aos santos” (Jd 3) e fracassamos em nos preparar para defender essa fé.

Embora a razão, a lógica e o pensamento crítico não sejam nossas únicas ferramentas, sem eles somos inclinados a interpretar erroneamente a palavra de Deus, possuindo zelo sem conhecimento e utilizando de modo equivocado os dons celestiais.

Ondas de romantismo, relativismo e individualismo têm desencadeado uma ênfase crescente no sentimento em prejuízo do pensamento, na emoção em detrimento da doutrina e na experiência em detrimento do intelecto.

Onde quer que esses valores encontrem adeptos,encontram-nos à custa de se atirarem fora os lemes da razão. Conseqüentemente, isso leva muitos cristãos às correntes da desobediência, para dentro do grande mar da subjetividade, onde nuvens carregadas de misticismo ditam a jornada espiritual.

Quando isso ocorre, ventos turbulentos de meias verdades sopram, empurrando os náufragos indefesos contra os penhascos violentos da confusão e da espiritualidade insensata.

É uma pena que tão poucos autores pentecostais- carismáticos escrevam sobre a a natureza e os perigos do misticismo e da intuição subjetiva.

Com essa lacuna, parecemos dizer que o problema é raro em nosso meio ou que é comum, todavia insignificante. O misticismo é, de maneira geral, o modo de julgar a verdade e a realidade por meio de sentimentos, impressões e experiências pessoais, formulando assim a visão de vida e ditando as decisões de alguém.

Aqueles que abordam a vida espiritual desse modo freqüentemente assumem “que sabem que sabem” e se colocam acima do escrutínio da razão e dos bons conselhos.

Mesmo quando a “verdade” acolhida por eles não é aceita, tendem a questionar a não aceitação ou alterar a “verdade” de modo que se ajuste ao que tem que ser.

Em sua avaliação, a impressão que eles têm apresenta autoridade porque vem de seu interior; e, como vem do interior, deve ter a autoridade do Espírito Santo; e, sendo do Espírito Santo, essa voz não mente.

Esse tipo de raciocínio circular não apenas prejudica o testemunho cristão como também causa tremenda dor de cabeça para amigos, familiares e congregações que ficam refém de tais absurdos.

Qualquer um de nós provavelmente consegue se recordar de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos como resultado de fortes impressões questionáveis, intuição pessoal e vozes interiores. Isso mostra o tipo de loucura que pode ocorrer quando se descarta a razão.

Não podemos esquecer também, das multidões que se sentem firmemente guiadas por Deus a determinada igreja, mas que, convenientemente, não se envolvem com ela e se sentem à vontade para ir para outra igreja poucas semanas depois.

É de vital importância crermos que o Espírito Santo ainda fala ao corpo de Cristo e que o direcionamento pessoal é um dos métodos pelo qual Deus dirige seus filhos. Há algo de errado conosco se não nos alegrarmos diante do pensamento de sermos conduzidos pelo Espírito de Deus.

Entretanto, há também algo de errado se rejeitamos nossa razão, confundindo cada firme opinião interna com a voz de Deus, fundamentando assim nosso sistema de crença em fenômenos sobrenaturais ininterruptos (reais ou imaginários).

Certamente devemos estar abertos a acontecimentos extraordinários, mas devemos acreditar apenas no que é claramente ensinado nas Escrituras.

Teste cada espírito, avalie todas as coisas, e, evite todas as formas de ser diferente, porque na maioria das vezes isso é mera vaidade.

Precisamos ser cuidadosos para não seguir toda unção interior (especialmente quando essa é egoísta), não nos inclinarmos a buscar sinais e maravilhas e não nos desvencilharmos da lógica e da razão como se elas fossem inimigas do sobrenatural.

Os dois grandes extremos entre os quais devemos operar são o ato de apagar o Espírito por um lado e o sensacionalismo pelo outro.

Devemos conhecer nossas próprias fraquezas e tendências a fim de trazer equilíbrio para nossa vida espiritual. Sem estar aberto a outras visões e sem honestidade diante dos próprios preconceitos, uma pessoa nunca conseguirá descobrir tal equilíbrio.

Há muito trabalho a ser feito a fim de dar assistência adequada aos seguidores do Evangelho, para que tenham uma vida plenamente consciente e correta em uma sociedade tão enganadora e confusa.

Um dos primeiros passos para se atingir esse objetivo é ajudar nosso povo a perceber que razão e fé não são inimigas mortais, ensinando-os também a limitar suas convicções doutrinárias ao campo dos ensinamentos bíblicos explícitos.

Autor: Rick Nañez é pastor assembleiano (EUA) e missionário no Equador
Fonte: http://pentecostalismo.wordpress.com

Como se vestir na Igreja?

Filed under #Todos os Estudos, Jovens, Testemunho, Vida Cristã by admin on 13-09-2008

Hoje em dia temos sido abalados de todos os lados em relação a como se vestir para ir à igreja, ou seja, “Qual roupa é apropriado para a casa de Deus?”.

Devido ao fato que eu basicamente nasci na igreja, tenho muita experiência pessoal em relação a esse assunto. Em geral existe uma regra só, seja escrito ou entendido, que você veste seu melhor para Deus, que pela aparência pode até fazer sentido. A minha pergunta é a seguinte: “Será que Deus se liga com nossas roupas, sendo que elas pelo menos são decentes?”, e disso eu te respondo: “Duvido”. A Bíblia é bem clara quando ela fala que Deus olha para o coração do homem, mas os homens olham para o exterior (1Samuel 16.7), e daí nós achamos não somente o coração de Deus, mas também a motivação do homem.

Sendo honesto, nós sabemos que são poucas pessoas que olham no espelho antes de ir para o culto e pensa, “Será que Deus vai gostar dessa camisa?”. Para quê? A gente não veste aquela camisa por Deus, mas para aqueles homens ou mulheres que vão nos ver e nos avaliar. Nós vestimos para chamar atenção de pessoas e receber elogios. Por que uma moça usa uma saia curta e uma blusa apertada? Por que um rapaz usa uma camisa “baby look”, um estilo criado para mulheres? Não tem nada a ver com Deus.

A verdade é que a igreja hoje em dia tem se tornada uma competição de beleza, um show de mostrar as últimas modas e modelos.

“Agora nós temos João Batista, e ele está nos mostrando sua nova coleção de verão com essas lindas roupas de banho”. E vem João entrando de sunga e uma camiseta de praia e passando pela frente de tudo mundo, girando e voltando. “Não fique fora da moda no seu próximo batismo, procure a marca JB que sempre te garante o melhor em roupas de banho”.

Fala sério, mas é isto que vemos. Pessoas que gastam horas e muito dinheiro para desfilar na igreja, criando regras que todo mundo tem que ser assim também. E se alguém não tem condições de alcançar o padrão? Vamos barrar ele de entrar? Acontece. Nós pastoreamos uma igreja na bacia Amazônica por três anos, numa vila ribeirinho que tinha 2.000 habitantes. Era uma vila simples com um povo simples que amavam a Jesus, mas eu te garanto que, se um deles fosse tentar entrar na maioria das igrejas aqui no Brasil, eles seriam barrados bem na porta. O jeito para muitos deles se vestir para o culto era bermuda, chinelo, camisetas e até boné; não porque eles queriam ser “rebeldes”, como nós julgamos muitos hoje em dia, mas porque eram as únicas roupas deles. Será que Jesus não aceitou sua adoração porque estava de bermuda ou boné? Duvido.

Tinha uma vez que um rapaz decidiu visitar uma igreja. Ele sabia que tinha algo faltando na vida dele e foi até a igreja para achá-lo. Ele curtiu o culto, apesar de ser um pouco estranho, mas ele gostou do calor do povo e todos os sorrisos. Depois do culto o pastor fez questão de chegar lá com ele para cumprimentá-lo e conversar um pouco. Disso o rapaz achou incrível, pois até o líder se importava com ele. Depois de um tempinho de conversa superficial, o pastor começou: “Meu querido, amado, sabe, existe uma maneira certa de se vestir para a igreja”. (O rapaz estava vestido de chinelas, bermudas, uma camiseta e boné.) “Ó”, respondeu o rapaz, “Eu não sabia”. “Sim”, continuou o pastor, “Mas, eu não quero criar regras. Então faz seguinte: vai para sua casa e, nessa semana, fale com Deus e pergunte a Ele como Ele acha que você deve se vestir nessa igreja”. “Tudo bem”. E o rapaz foi até sua casa. Na outra semana, ele voltou para a igreja e, mais uma vez gostou e, de novo, depois do culto, o pastor foi até ele para conversar, “Meu filho, eu não pedir você falar com Deus a respeito das suas roupas em nossa igreja?”. (Ele estava vestido da mesma maneira do que a semana antes.) “Sim, eu falei com Ele mesmo”. “E o que ele disse?” “Ele me falou que Ele não sabia de como se vestir para ir à sua igreja porque Ele nunca tinha visitado ela”.

A roupa não é o importante (se a pessoa está vestida numa maneira modesta para não escandalizar seu irmão e o levar a pecar), mas sim o coração.

1Timóteo 2.9-10; Quero também que as mulheres sejam sensatas e usem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com jóias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras! Que se enfeitem com boas ações, como devem fazer as mulheres que dizem que são dedicadas a Deus!

Mateus 18.6-7; Mas qualquer que fizer tropeçar (pecar) um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços (pecados)! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço (pecado) vier!

Infelizmente a gente coloca muita importância na maneira que alguém se veste e, infelizmente, muitas pessoas boas, de situação financeira ruim, estão sendo ignoradas e excluídas das nossas igrejas ou, pelo menos, de poder servir nelas. Já percebeu que somente aqueles que “têm” se acham na frente com suas roupas lindas, sendo o “modelo” pra gente seguir? Qual foi a última vez que viu alguém na frente com uma calça rasgada? Claro que não. Tem pessoas que iam até dizer que isto é uma vergonha para Deus. Vai tomar banho!

Tiago 2.1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.

Claro que isso nunca acontece na igreja… E não se esqueça de deixar biscoitos e leite na mesa para o Papai Noel, pois ele vem em junho também. O capitulo fala mais ainda:

Tiago 1.9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.

Acho que podemos já encerrar o show de moda de Jesus. Ele não se interessa.

Então, como nós devemos nos vestir na igreja?

Temos que pisar cuidadosamente aqui. Eu admito que detesto religião, e tudo que tem cheiro dela, mas, ainda assim, eu tenho um dever de respeitar aqueles da igreja que podem se sentir ofendidos pela minha maneira de se vestir, ainda se Deus nem liga. Existe uma geração mais velha que ralou e trabalhou para criar a igreja que existe hoje em dia e nós temos que respeitar isso, ainda se não concordamos com tudo que acontece lá dentro. E é aqui que nós temos que pensar em o que vamos vestir. Não adianta nada se a nossa liberdade ofenda nosso irmão. Romanos 14 fala do argumento sobre comida e dias especiais, por que uns achavam que uns dias são mais especiais ou algumas comidas não são permissíveis, mas no fundo de tudo é que cada um tem que se resolver com Deus e, ainda assim, isso não dá a ele liberdade de agir como quer.

Romanos 14.12-13; Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Por isso paremos de criticar uns aos outros. Pelo contrário, cada um de vocês resolva não fazer nada que leve o seu irmão a tropeçar ou cair em pecado.

BLH Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

Então se uma bermuda vai escandalizar alguém, é melhor nem usar. Ou se um boné vai escandalizar alguém, é melhor não usar também (segundo a minha esposa). Quem me conhece sabe do meu gosto por bonés. Desde criança eu sempre tenho usado e, atualmente, tenho 25 no guarda roupa. Mas, em qualquer igreja tradicional, eu não uso no domingo, pois eu sei que tem pessoas que não vão entender e iam ficar escandalizadas, se não ofendidas. E sempre tem aquele irmão querendo me ajudar de entender as escrituras que sempre cita 1Coríntios 11.4;
“Se um homem cobre a cabeça quando ora ou anuncia a mensagem de Deus nas reuniões de adoração, ele está ofendendo a honra de Cristo”.

E se eu fosse um estudante novo na palavra e não entendesse nada de exegese (a aplicação prática de hermenêutica em que a interpretação e entendimento do texto estão baseados em si requerendo uma analise das palavras significantes no texto; um estudo do contexto histórico e cultural; confirmação dos limites do texto, e examinando do texto está baseado em si.) Em outras palavras, só porque um versículo fala algo, nem sempre quer dizer que a Bíblia fala algo. Isto é geralmente onde as seitas começam. Pegam um versículo fora do contexto e fazem uma religião. Por isso temos que estudar para entender. Agora, voltando para o versículo que fala do homem cobrindo a sua cabeça quando está orando ou pregando é um assunto cultural da época. Naquele dia, os homens descobriram suas cabeças na adoração para mostrar o seu respeito e submissão ao Deus. E sem nos pegar só no contexto histórico e cultural, temos que também olhar para o contexto bíblico, os versículos ao redor desse (neste caso, os dois versículos seguidos).

1Coríntios 14.5-6; E, se uma mulher não cobre a cabeça quando ora ou anuncia a mensagem de Deus nas reuniões de adoração, ela está ofendendo a honra do seu marido. Nesse caso, não há nenhuma diferença entre ela e a mulher que tem a cabeça rapada. Se a mulher não cobre a cabeça, então é melhor que ela corte o cabelo de uma vez. Já que é vergonhoso para a mulher rapar a cabeça ou cortar o cabelo, então ela deve cobrir a cabeça.

Bom, o que posso falar? Se um homem, segundo a regra baseado no versículo 4, não deve usar um boné na igreja por questão “bíblica” (religiosa), então, segundo o mesmo critério usado para formar a primeira regra, devemos criar uma segunda: cada mulher que ora ou profetiza sem sua cabeça coberta deve raspá-la. Entendeu o buraco na lógica disso? Nós decidimos o que queremos e agarramos nele e jogamos o resto fora. Não pode ser assim. Se for uma desonra um homem usar boné, então temos que voltar à época em que as mulheres cobriam suas cabeças na igreja ou raspavam elas, o que eu devo admitir que seria bem ridículo. Biblicamente falando, se eu não estou ofendendo alguém com meu boné, Deus também não tem problema com isso. O problema com o boné, a bermuda, a camiseta, uma moça usando calças em vez de um vestido não está com Deus nem com a Bíblia, mas com os homens que não ficam contentes sabendo que o jugo de Deus é suave e a sua carga é leve (Mt 11.30), e querem criar regras que vão mostrar um nível de espiritualidade e santidade que é nada mais do que uma fachada e regras que Deus nunca queria para seu povo. Nisso pode concordar com a Bíblia:
Colossenses 2.23; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.

São regras humanas feitas pelos homens com, eu creio, corações bons, querendo ajudar, mas no fim acabou sendo mais um jugo sobre a noiva que não era para ser. Então, ainda temos que responder, “Como nós devemos nos vestir na igreja?”. Claro que de uma maneira modesta, mas o resto depende da sua igreja. Como eles desejam que você se vista? Liberdade em Cristo nunca é uma desculpa para a rebelião. Respeite as normas aceitas da sua igreja, mas questione o que não é bíblico.