Estudos Bíblicos
Artigos com o marcador Palavra
Semelhanças entre Deus e a sua palavra
17/10/11
Texto: Salmos 138:2
Introdução: O Evangelho de João começa chamando “a Palavra de Deus” como Deus (Leia João 1:1). Isso abre um estudo interessante entre “a Palavra” (Jesus) e “palavra” (Bíblia). Em nosso estudo, vamos ver que Deus é muito semelhante à Sua Palavra – a Bíblia. Os dois estão tão intimamente ligados; é impossível separar os atributos da palavra de Deus (Bíblia) do próprio Deus. Veremos a partir deste breve estudo que existem alguns atributos de Deus que são igualmente verdade para a Bíblia! Há pelo menos sete semelhanças entre Deus e a Bíblia:
1. Deus é perfeito, a Bíblia também é perfeita.
Mateus 5:48 - “Sede vós pois perfeitos, como vosso Pai que está nos céus é perfeito”
Salmos 19:7 - “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”.
2. Deus é eterno, a Bíblia também é eterna.
Salmos 90:2 - “Antes que os montes nascessem, ou que nunca te tivesses formado a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”
Mateus 24:35 - “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”
3. Deus é luz, a Bíblia também é luz.
I João 1:5 - “E esta é a mensagem que temos ouvido dele, e vos anunciamos: que Deus é luz e nele não há treva alguma”
Salmos 119:105 - “A tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho”
4. Deus é Espírito, a Bíblia também é Espírito.
João 4:24 - “Deus é Espírito, e aqueles que o adoram o adorem em espírito e em verdade”
João 6:63 - “As palavras que eu vos disse são espírito e são vida”.
5. Deus é capaz de salvar sua alma, a Bíblia também é capaz de salvar sua alma.
Salmos 72:13 - “Ele (Deus) deve poupar o pobre e necessitado, e salvará as almas dos necessitados”
Tiago 1:21 - “Recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas”
6. Deus é capaz de santificar os crentes, a Bíblia também é capaz de santificar os crentes.
I Tessalonicenses 5:23 - “E Deus, o de paz vos santifique em tudo, e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”
João 17:17 - “Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade”
7. Deus julgará no último dia, a bíblia também vai julgar no último dia.
I Pedro 4:5 - “Quem deve dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos”
João 12:48 - “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue: a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”
Conclusão: A partir deste breve estudo, temos cuidadosamente considerado como Deus é fortemente refletido e ligado com o caráter de Sua Palavra – a Bíblia Sagrada. Ao lado do Senhor Jesus Cristo, a Bíblia é talvez o maior reflexo da natureza de Deus.
Quem e o que é Deus, Sua palavra é muitas vezes similar. Então, dizer que a Bíblia tem erros é como dizer que o próprio Deus é imperfeito! Não podemos ter um Deus perfeito e ter uma Bíblia imperfeita, ao mesmo tempo! A Bíblia adverte os homens em Provérbios 13:13 que, “Aquele que despreza a palavra deve ser destruído, mas o que teme o mandamento será galardoado”
Autor: Pr. Aldenir Araújo
Fonte: Sermão Online
Pregar apenas a Palavra de Deus
17/05/10
Também estamos resolvidos a pregar apenas a Palavra de Deus. Em grande parte, a alienação das massas ao ouvir o evangelho se explica pelo triste fato de que nem sempre é o evangelho que ouvem quando se dirigem aos lugares de culto, e tudo o mais fracassa em fornecer o que suas almas precisam. Será que você nunca ouviu falar de um rei que fez uma série de grandes banquetes e convidou muitas pessoas, semana após semana? Ele tinha um bom número de servos encarregados de servir sua mesa; e, nos dias marcados, estes saíram e falaram com as pessoas. Mas, de alguma forma, depois de um tempo a maior parte das pessoas não vinha às festas. O número de convidados que comparecia era decrescente; a grande massa de cidadãos dava as costas aos banquetes. O rei indagou e descobriu que o alimento providenciado não parecia satisfazer os homens que vinham olhar os banquetes e, por isso, não vinham mais. Ele resolveu examinar pessoalmente as mesas e os alimentos servidos. Viu muita coisa fina e muitas peças expostas que não eram de seus armazéns. Olhou a comida e disse: “Mas o que é isso? Como esses pratos chegaram aqui? Não são do meu suprimento. Meus bois cevados foram mortos, mas não vejo carne de animais engordados, e sim carne dura de gado magro e faminto. Os ossos estão aqui, onde está a gordura e o tutano? O pão também é de má qualidade, onde está o meu que é feito do melhor trigo? O vinho está misturado com água, e a água não é de um poço limpo”.
Um dos presentes respondeu: “Ó rei, achamos que o povo estaria farto de tutano e gordura, assim lhes demos osso e cartilagem para pôr seus dentes à prova. Achamos também que estariam cansados do melhor pão branco, por isso assamos uns poucos em nossas casas, nos quais deixamos o farelo e a casca dos cereais. É opinião dos doutos que nosso alimento é mais adequado a esses tempos do que aquele que vossa majestade prescreveu há tanto tempo. Em relação aos vinhos com borra, o gosto dos homens não é esse na época atual; além disso, um líquido tão transparente como a água pura é uma bebida leve demais para homens que estão acostumados a beber do rio do Egito, cujo gosto é do barro que vem das montanhas da Lua”.
Assim, o rei entendeu porque as pessoas não vinham aos banquetes. Será que esse é o motivo pelo qual a casa de Deus tem se tornado tão desagradável para uma grande parcela da população? Creio que sim. Será que os servos do Senhor têm picado seus restos de miscelâneas e pequenas máculas para com isso fazer uma carne cozida para os milhões de fiéis, e, por isso, estes se afastam? Ouça o resto da minha parábola. O rei indignado exclamou: “Esvaziem as mesas! Joguem todo esse lixo para os cães. Tragam os barões da carne, mostrem minha comida real. Tirem essas bugigangas do salão e aquele pão adulterado da mesa e lancem fora a água do rio barrento”. Eles fizeram como o rei mandou, e se minha parábola estiver certa, logo houve um rumor pelas ruas de que verdadeiras delícias reais eram oferecidas ali, o povo encheu o palácio e o nome do rei tornou-se de grande excelência por toda terra. Vamos experimentar esse plano. Quem sabe logo estaremos nos regozijando em ver o banquete do Mestre cheio de hóspedes.
Autor: C. H. Spurgeon
Fonte: Preparado Para o Combate da Fé. Editora – Sheed
