Estudos Bíblicos
Artigos com o marcador Morte
Luto – Consolo
24/10/10
Pergunta: “Há um ano morreu nosso querido pai, que era um filho de Deus, com mais de 70 anos. Nossa mãe é também uma filha de Deus. Ambos eram muito ligados entre si. Desde que meu pai faleceu, após longa enfermidade, a nossa mãe não tem conseguido superar isso. Primeiro ela procurou pôr a culpa nos médicos, depois em si mesma. Ela continua indo ao cemitério quase diariamente e lá passa longo tempo ao lado da sepultura do pai. Por este e outros motivos estamos cada vez mais preocupados com ela. Como podemos ajudá-la?
Resposta: Quanto mais feliz foi ou é um matrimônio, tanto mais dolorosa é a despedida, a separação! Isto também vale para pais que perderam um filho amado e para filhos que têm de entregar seu pai ou sua mãe. Tristeza não é pecado. O Senhor Jesus também chorou junto à sepultura do seu amigo Lázaro (Jo 11.35-36). Luto e tristeza fazem parte da última despedida, pois não somos robôs insensíveis, mas pessoas que têm uma alma. Da superação de uma perda tão grande faz parte, quase sempre, o questionamento de muitas coisas. Mas, em meio à maior dor, os filhos de Deus deveriam ter em mente o seguinte:
Em última análise, ninguém morre de alguma enfermidade, de acidente ou por qualquer outra razão, mas pela vontade de Deus. Em outras palavras: somente o Senhor determina quando uma vida chega ao fim, pois está escrito: “Nas tuas mãos, estão os meus dias” (Sl 31.15). Por favor, leia também Salmo 139.16, Salmo 90.5 e Eclesiastes 3.1-8. Nós – e também nossos entes queridos – não estamos entregues à própria sorte, mas estamos nas mãos do Deus vivo! Na verdade, desde a queda no pecado, a morte faz parte da vida, mas somente o Senhor determina a hora do fim da nossa existência.
Em seguida, seria importante chamar a atenção da sua mãe para 2 Coríntios 1.3ss. Deus é um Deus de “toda consolação”, que consola os Seus, mas Ele somente pode fazê-lo se o quisermos! Por este motivo, pessoas enlutadas sempre deveriam ter em mente não confundir o luto por um ente querido com auto-compaixão, pois a auto-compaixão sempre é destrutiva e não tem promessa de consolo. A disposição de receber o consolo de Deus se manifesta no fato de aceitarmos os caminhos de Deus, mesmo que não os entendamos! Deus não espera que reprimamos as nossas lágrimas, Ele espera que digamos: “Senhor, o teu caminho é santo (conf. Sl 77.14), e por isso me submeto à Tua vontade e ao Teu desígnio”. Quem faz isto sinceramente se aquieta interiormente e recebe o consolo e a ajuda de Deus!
Aquele, porém, que se rebela contra a vontade de Deus e, consciente ou inconscientemente, tenta ultrapassar os limites entre os vivos e os mortos, tendo “contato” com algum falecido após a sua morte (por exemplo, falando com ele), não somente se torna culpado diante de Deus, que estabeleceu estes limites, mas prejudica seriamente a si mesmo (depressões, influência oculta, etc.).
Que o Senhor lhe dê muita graça para falar com sua mãe com muita sabedoria e amor – e que ela se volte para o “Deus de toda consolação” e seja consolada ricamente! Este desejo sincero se estende, de todo o coração, aos leitores desta revista que estão enlutados! (Elsbeth Vetsch)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 1999.
Podem os mortos retornar a esse mundo?
19/06/10
Uma conferência recente numa escola americana sobre experiências extrasensoriais e viagens fora do corpo deixou claro que cresce assustadoramente o número de pessoas que afirmam ter tido experiências desse tipo. Pesquisas indicam que quase 50% dos americanos adultos acreditam ter tido algum tipo de contato com pessoas que já morreram nos últimos 10 anos. 23% deles acredita em reencarnação.
Até mesmo entre os cristãos há quem acredite ter tido algum tipo de contato com alguém que já morreu, especialmente parentes queridos. Conheci cristãos que afirmaram ter visto o espírito de parentes ou ouvido vozes dos que já haviam falecido. Aparições, visões, vultos, vozes… será que realmente os que já morreram tentam se comunicar conosco? O que realmente acontece nesse tipo de experiências? A Bíblia nos diz algumas coisas com relação aos que já morreram e ao contato com eles.
1) É proibido buscar contato com os mortos. A Bíblia condena claramente a necromancia, isso é, a consulta aos mortos. Moisés disse ao povo de Deus:”Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O Deus Eterno detesta os que praticam essas coisas nojentas” (Deut 18.10-12).
2) Os mortos não podem voltar a esse mundo nem aparecer aos vivos sob qualquer forma. Jesus contou de certa feita a história de um homem que morreu e foi ao inferno. Em meio ao sofrimento, queria regressar ao mundo dos vivos para avisar a seus irmãos. Foi-lhe dito que “há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.” Diante da sua insistência para que Deus mandasse alguém que já havia morrido para aparecer aos seus irmãos e avisá-los, Deus lhe respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisarem. Que eles os escutem!” O homem insistiu:”Só isso não basta… porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.” Mas Deus respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.” (Lucas 16.26-31). Ou seja, nenhum morto poderia regressar à terra.
3. O diabo pode se disfarçar para enganar as pessoas. O grande perigo que existe quando as pessoas desobedecem a Deus e procuram contato com os mortos, é que elas ficam expostas às mentiras de Satanás. A Bíblia diz que “Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz” (2 Coríntios 12.14). Há um caso na Bíblia em que aparentemente o diabo apareceu disfarçado como alguém que já havia morrido. Quando o rei Saul foi consultar uma necromante (o que era proibido por Deus), ele pediu para falar com o profeta Samuel, que já havia morrido. O resultado foi que “Samuel” apareceu quando invocado pela mulher: “Estou vendo um espírito subindo da terra!” -disse ela ao rei Saul. “Como é o jeito dele?” -perguntou Saul. “É um velho que está subindo! -respondeu ela. -Ele está todo enrolado numa capa”. Aí Saul entendeu que era Samuel: ajoelhou-se e encostou o rosto no chão, em sinal de respeito (1 Samuel 28.13-14). Provavelmente era Satanás fazendo-se passar por Samuel, para enganar o rei Saul e faze-lo desobedecer a Deus ainda mais.
Como então explicar os depoimentos de pessoas – até cristãos – de que tiveram algum tipo de experiência com pessoas que já morreram? Acredito na sinceridade dessas pessoas. Elas realmente tiveram algum tipo de experiência. Acredito, entretanto, levando em conta o ensino da Bíblia conforme vimos acima, que tais experiências não foram realmente com os espíritos de pessoas que já morreram. Mortos não voltam, não aparecem aos vivos, não se comunicam com eles. É possível que foram vítimas de algum tipo de fenômeno psicológico ou mesmo até de demônios desejando enganá-los.
Minha recomendação, seguindo o ensino da Bíblia, é que não se busque qualquer contato com os mortos e que se rejeite qualquer aparição, visão, voz ou comunicação que pareça vir do mundo dos mortos. Deus já determinou que fala conosco somente pela Sua Palavra, a Bíblia. Não são os espíritos de mortos que procuram contato conosco. Trata-se da nossa imaginação ou de um truque de Satanás.
Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Estudo disponível no site www.ipb.org.br
Pedro apóia a idéia de que uma pessoa pode ser salva depois da morte? – 1 PEDRO 3:19
07/06/10
… no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão … (NVI)
PROBLEMA: Em 1 Pedro 3:19 lemos que, após a morte, Cristo “foi e pregou aos espíritos em prisão”. Mas a Bíblia diz também que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo 9:27”. Esses dois versículos parecem ensinar posições mutuamente opostas.
SOLUÇÃO: A Bíblia é clara quanto a não haver uma segunda oportunidade para a salvação, depois da morte (cf. Hb 9:27). O livro do Apocalipse registra o Julgamento do Grande Trono Branco, no qual aqueles cujos nomes não são encontrados no livro da vida são lançados no lago de fogo (Ap 20:11-15).
Lucas nos informa de que, depois da morte, a pessoa vai ou para o céu (para o seio de Abraão) ou para o inferno, e há posto um grande abismo entre o céu e o inferno, de forma que “os que querem passar” de um lado para o outro “não podem” (Lc 16:26). Toda a urgência que há de se responder a Deus nesta vida, antes da morte, dá ainda um respaldo adicional ao fato de que não há esperança além do túmulo (cf. Jo 3:36; 5:24).
Há outros modos de se entender essa passagem, sem o envolvimento de uma segunda oportunidade de salvação após a morte. Alguns alegam que não está claro que a frase “espíritos em prisão” seja uma referência a seres humanos, argumentando que em parte alguma da Bíblia essa expressão é aplicada a seres humanos no inferno. Declaram que esses espíritos são anjos caídos, já que os “filhos de Deus” (anjos caídos, veja Jó 1:6;2:1; 38:7) foram “desobedientes… nos dias de Noé (1 Pe3:20; cf. Gn 6:1-4).
Pedro pode estar se referindo a isso em 2 Pedro 2:4, onde ele menciona os anjos pecando, imediatamente antes de referir-se ao dilúvio (v. 5). Em resposta, argumenta-se que os anjos não se casam (Mt 22:30), e que certamente eles não poderiam relacionar-se em casamento com os seres humanos, já que, sendo espíritos, eles não têm os órgãos reprodutivos.
Uma outra interpretação é que essa seja uma referência a uma proclamação de Cristo, feita aos espíritos dos que já passaram, quanto ao triunfo de sua ressurreição, declarando-lhes a vitória que ele alcançou por sua morte e ressurreição, como é indicado no versículo precedente (veja l Pe 3:18).
Alguns sugerem que Jesus não ofereceu esperança alguma de salvação àqueles “espíritos em prisão”. Apontam para o fato de que o texto não diz que Cristo os evangelizou, mas que simplesmente proclamou-lhes a vitória da sua ressurreição. Insistem em que não há nada nessa passagem que afirme ter havido uma pregação do evangelho aos que estão no inferno.
Em resposta a essa posição, outros observam que bem no capítulo seguinte Pedro, aparentemente dando continuidade a esse assunto, diz que “foi o Evangelho pregado também a mortos” (1 Pe 4:6). Essa posição corresponde ao contexto da passagem em questão, está de acordo com o ensino de outros versículos (cf. Ef 4:8; Cl 2:15) e evita os maiores problemas da outra posição.
Fonte: Muanal Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições – Normam Geisler; Thomas Howe
Sansão cometeu suicídio?
31/05/10
Gostaria de saber se Sansão cometeu suicídio ao derrubar as colunas do templo, mesmo sabendo que poderia morrer? Ou se o seu ato não se classifica como suicídio?
Vejamos o que diz o texto: “Sansão clamou ao SENHOR e disse: SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a mão direita numa e com a esquerda na outra. E disse: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida” (Jz 16.28-30).
Não encontramos nenhuma evidência de suicídio, ou de eutanásia. Se Sansão tivesse um desses objetivos, isto é, se desejasse a morte devido à frustração de ter sido capturado pelos filisteus, certamente teve diversas oportunidades para se matar. Se Sansão desejasse acabar com seu sofrimento devido à cegueira e às dores da mutilação, também poderia ter feito alguma coisa antes dessa ocasião. Além disso, a força de Sansão para tamanha destruição não veio dele, mas foi proveniente de Deus. Dessa forma, aceitar o ato de Sansão como suicídio significaria dizer que o próprio Deus o concedeu forças sobrenaturais para fazê-lo, o que não pode ser concebido diante da natureza divina.
Devemos entender que os filisteus eram um povo que se opunha a Israel e não buscava a paz, como fizeram os gibeonitas (Js 9). Sansão estava lidando com inimigos irreconciliáveis, sabia que um confronto poderia causar-lhe a morte, quer essa morte fosse devido à queda do edifício, quer ocorresse após a queda do edifício por meio da retaliação de algum filisteu.
Encontramos Sansão no rol de Hebreus (11), um homem que pela fé livrou Israel de seus inimigos.
Fonte: http://www.cacp.org.br
