Estudos Bíblicos
Artigos com o marcador Jesus
Jesus, os Fariseus e o Livre-Arbítrio
25/02/11
Para muitos, hoje em dia, é intrigante que Jesus coloque tal valor nos direitos soberanos da liberdade eletiva de Deus, a ponto de falar da maneira como o faz àqueles que O rejeitam. Ele fala de maneira a impedi-los de vangloriarem-se, como se pudessem anular os propósitos últimos de Deus. Em João 10.25-26, por exemplo, Jesus respondeu aos céticos que exigiam mais e mais provas: “Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”. Pense nisto por um momento. Pense acerca do que significa e no fato que Jesus proferiu tais palavras a pessoas incrédulas.
Imagine-se como um fariseu ouvindo a mensagem de Jesus e dizendo a si mesmo: se Ele pensa que eu vou ser sugado para dentro desse movimento junto com coletores de impostos e pecadores, está louco. Eu tenho vontade própria e poder para determinar o meu próprio destino. Em seguida, imagine Jesus, sabendo o que se passa no seu coração e dizendo: “Você se vangloria em seu íntimo porque acha que tem o controle de sua própria vida. Você pensa que pode frustrar os planos máximos de meu ministério. Você imagina que os grandes propósitos de Deus na salvação são dependentes de sua vontade vacilante. Em verdade, em verdade eu lhe digo que a razão final pela qual você não crê é porque o Pai não o escolheu para estar entre as minhas ovelhas”. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “O orgulho final da incredulidade é destruído pela doutrina da eleição”. Aqueles a quem Deus escolheu, Ele também os deu ao Filho; e aqueles a quem Ele deu ao Filho, o Filho também os chamou; e para aqueles que foram chamados, Ele deu sua vida; e para esses Ele deu alegria eterna na presença de sua glória. Este é o prazer do Pai.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper
Jesus como criança
08/09/10
Lucas 2:39-52
Versículo para memorização – Lucas 2:40
Os versículos acima representam a única passagem na Bíblia que nos dá alguns detalhes sobre Jesus Cristo quando criança. É, porém, uma passagem rica em ensinamentos mesmo que Deus deixou muita coisa, que aparentemente vai além do nosso entendimento, sem explicação.
Primeiro, podemos ver, em Lucas 2:40, que enquanto Jesus cresceu corporalmente, Ele cresceu também vigorosamente em espírito. Sabemos, então, que Suas limitações auto-impostas não eram apenas físicas como também mental e espiritual. Podemos ver ainda que era uma criança decorosa, não pervertida como nós, mas dotada com a graça de Deus. Nunca foi rebelde ou desobediente, mas sempre se sujeitou a seus pais.
Depois de José e Maria, aceitos como Seus pais terrenos, terem retornado do Egito para Nazaré, passaram a ir todo ano a Jerusalém para adorar ao Senhor na Festa da Páscoa, como era costume dos judeus. Quando o Senhor tinha doze anos, Ele, durante essa viagem, entrou em discussão amigável com os líderes religiosos em Jerusalém. Esses homens ficaram absolutamente maravilhados com Seu profundo conhecimento de coisas espirituais, tanto em relação às questões que fazia como as respostas que podia dar.
Essas peregrinações anuais a Jerusalém eram feitas por grupos familiares grandes. Por isso, Maria e José enganaram-se esperando que Ele estivesse entre as crianças do seu grupo. Ficaram surpresos e angustiados quando, depois de um dia de viagem, encontram-no perdido. Retornaram a Jerusalém e, quando O encontraram, Maria O repreendeu. Jesus, porém, não estava sendo desobediente, mas esperava que eles soubessem de Seu ardente desejo de fazer a obra de Deus.
Jesus então retornou com Seus pais a Nazaré. Foi obediente (Lucas 2:51) e desenvolveu-se, crescendo em sabedoria e estabelecendo um bom testemunho entre aqueles ao Seu redor.
Perguntas – JESUS COMO CRIANÇA
1. A Bíblia fala muito sobre Jesus como criança?
2. Quantos capítulos da Bíblia tratam desse assunto?
3. Jesus tinha toda a sabedoria quando era criança?
4. Quem impôs as limitações de uma criança humana a Ele?
5. Executou os atos rebeldes comuns de uma criança?
6. Cedeu às travessuras infantis normais?
7. Onde viveu enquanto criança?
8. Qual era a ocupação de Seu pai adotivo?
9. Sua família fazia uma viagem anual, qual era?
10. Em que ocasião ocorreu essa viagem?
11. Que viagem em particular é tratada aqui?
12. O que Jesus fez de estranho nessa viagem?
13. Quanto tempo passou antes que Seus pais notarem que O haviam perdido?
14. Durante quanto tempo procuraram por Ele em Jerusalém?
15. Ele estava tentando fugir de casa?
16. Como os professores se sentiram em relação a Sua presença?
17. Seus pais ficaram felizes com essa ação?
18. Repreenderam-no por isso?
19. Jesus repreendeu os Seus pais em retribuição?
20. Ele continuou a crescer em sabedoria depois disso?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Jesus em cada livro do Antigo Testamento
27/08/10
Em João 1.1-4 e 14 lemos a respeito dEle: “No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens… E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” Por isso encontramos o Filho de Deus já no Antigo Testamento:
Jesus em cada livro do Antigo Testamento
Em Gênesis, Ele é chamado de “semente da mulher”.
Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.
Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.
Em Números, Ele é a coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.
Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo profeta.
Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação.
Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.
Em Rute, Ele é resgatador.
Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.
Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Senhor Soberano.
Em Esdras, Ele aparece como o homem que restaura os muros caídos de nossa existência humana.
Em Neemias, vemos o Senhor como nossa força.
Em Ester, Ele é o nosso Mordecai.
Em Jó, Ele é chamado de nosso Salvador eternamente vivo.
Nos Salmos, Ele é nosso bom pastor.
Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.
Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.
Em Isaías, Ele é chamado de “Príncipe da paz”.
Em Jeremias, Ele aparece como o “renovo de justiça”.
Em Lamentações, Ele é nosso profeta que chora.
Em Ezequiel, Ele nos é apresentado como o homem maravilhoso “com quatro rostos”.
Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.
Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel (Israel).
Em Joel, Ele é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.
Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.
Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.
Em Jonas, Ele está diante de nós como o grande missionário para os gentios.
Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).
Em Naum, Ele é mencionado como o juiz escolhido por Deus.
Em Habacuque, Ele é o evangelista de Deus que clama: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos” (Hc 3.2).
Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.
Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.
Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.
Em Malaquias, Ele se mostra como o “sol da justiça” com a “salvação nas suas asas” (Ml 4.2).
http://www.ajesus.com.br/mensagens/revelacaodejesus.shtml
Você já convidou Jesus para entrar em sua casa hoje?
27/07/10
E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. Lc 19.5
Por esses dias parei pra meditar sobre a passagem de Zaqueu, o publicano. O pessoal aqui do Gate fica me dizendo que dificilmente eu parto pro lado dos estudos bíblicos e fico mais nos artigos e eles tem razão
. Tentei mudar hoje mas não deu.
Zaqueu era um camarada que tinha tudo o que um cidadão da época desejava. Estava diretamente ligado ao poder, era cobrador de impostos do governo romano, possuía muitas riquezas e bens, muitos dos quais usurpava do povo, e estava longe dos problemas que seus conterrâneos judeus tinham. Apesar de tudo, creio que sofria com conflitos internos profundos: medo, culpa, apreensão. Tal foi o seu anseio que ele não mediu esforços para ver Jesus. Zaqueu viu em Jesus a solução para sua vida miserável e se dispôs num esforço superior à sua própria capacidade subir numa árvore de difícil acesso, ignorando o bom-senso para vê-lo.
Chega uma hora em que a gente decide dar um basta. Reconhece que nosso pecado já limitou muito a nossa vida e ocupa proporções cada vez maiores.
Zaqueu? bom, Zaqueu e Jesus se encontraram. Jesus já sabia que ele estava lá, mas pra vida do cobrador de impostos mudar, Jesus precisava entrar em sua casa.
A casa representa nosso local mais íntimo, nosso refúgio, onde escondemos de todos o que não conseguimos disfarçar de nós mesmos. Quando Zaqueu permitiu que Jesus fosse jantar em sua casa, na verdade ele o convidou para entrar no seu cotidiano. O resultado foi bombástico: Zaqueu teve um encontro real com Jesus. Renunciou o seu pecado. Juntamente com muitas riquezas Zaqueu deixou pra trás um monte de complexos e prisões.
Permita que Jesus faça parte do seu cotidiano. Você pode até ter a sua religião e freqüentar regularmente reuniões e igrejas, mas nada disso vai fazer uma real diferença na sua vida. Dentro da igreja, todo mundo é limpo, perfeito, arrumado, lúcido, elegante, sóbrio. É dentro de casa que a gente se confronta com a realidade, se confronta com o pecado. É dentro de casa que você precisa realmente de Jesus!
Jesus atingiu diretamente o coração de Zaqueu. Ele bate à porta do nosso coração todos os dias. Deixe Jesus fazer uma reviravolta na sua vida. Mesmo que pra isso você tenha que renunciar o seu pecado e jogar fora um monte de “bagulho” que estava estocado.
Convide Jesus para entrar em sua casa hoje!
Jesus em sua Infância
26/07/10
Mateus 1:18-25; Lucas 2:1-19
Versículo para memorização – Mateus 1:23
O mais estranho e incomparável bebê já nascido sobre a terra foi Jesus. Não tinha aparência diferente; não havia nenhuma aureola em Sua cabeça, ou de Sua mãe. Apenas algumas pessoas a quem Deus havia dado revelação direta sabiam que Ele era especial. Isso ocorreu em perfeita consonância com a profecia de Isaias 53:2, que nos conta que Ele seria como ?raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura?. Isso significa que não haveria nada humanamente espetacular acerca dEle. Seus pais evidentes eram pobres, o lugar onde nasceu foi uma manjedoura. Ele obviamente sofreu todas as dores, necessidades e desconfortos naturais de qualquer bebê judeu pobre daquela época e mais o desconforto e perseguição necessários de uma viagem de fuga para o Egito.
O mais estranho é que esse bebê era Deus. Ele era o criador de todas as coisas, o dono de tudo, o sustentador de tudo. Não parece inacreditável que o Todo Poderoso fosse um bebê que não pudesse falar e não pudesse alimentar a Si próprio? Deveria chorar quando tivesse com fome ou a cólica, e deveria depender de Suas próprias criaturas para suprir suas necessidades e cuidá-Lo.
Isso tudo só é verdade de um ponto de vista humano. Ele, como Deus, escolheu tomar para Si esse corpo infantil de carne e sofrer a humilhação de ser tal ser humano. Sujeitou-Se a Si mesmo às limitações e necessidades humanas. Sujeitou-Se a Si mesmo às leis de Deus, às leis que Ele mesmo deu à humanidade, para que Ele pudesse obedecer e cumpri-los e então morrer sobre a cruz do Calvário para nos dar aquela justiça, que só Ele tem e pode dar. Não podemos compreender esse grande ato de Deus tornar-se um bebê, um homem, e, então, um Salvador, mas podemos regozijar por isso. A encarnação, vida, morte, ressurreição, ascensão e retorno de Cristo são sobrenaturais e devem ser aceitos pela fé, sobre a autoridade da Palavra de Deus. Essas verdades são reais e preciosas para você?
Perguntas – JESUS EM SUA INFÂNCIA
1. Você acha que o padrasto de Jesus parecia especialmente nobre?
2. Sua mãe tinha um bonito manto e uma aureola sobre sua cabeça?
3. Jesus parecia diferente dos outros bebês?
4. Onde Jesus nasceu?
5. Em que O envolveram?
6. Onde o puseram?
7. A Bíblia indica que animais estavam presentes?
8. Por que nasceu em uma estrebaria?
9. A forma como nasceu agradou a Deus?
10. Sentiu fome e dor como outros bebês?
11. Muitas pessoas sabiam que era uma criança especial?
12. Quais pessoas sabiam que Ele era especial?
13. Qual nome declara que Ele era Deus?
14. Deus Pai forçou o Filho a tomar carne?
15. Jesus tinha a natureza corrompida dos outros bebês?
16. Realizou algum milagre ainda bebê?
17. Teve que fazer uma viagem desagradável, qual foi?
18. Deus O protegeu dos desconfortos da vida?
19. Deus O protegeu das coisas que puseram Sua vida em perigo?
20. Por que Jesus veio ao mundo?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Como a Bíblia Apresenta Jesus?
01/07/10
Os títulos, nomes e atributos de Jesus são inerentes à Sua Divindade e missão.
Vejamos:
- Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6)
- Porta e Pastor (Jo 10.10)
- Luz do mundo (Jo 8.12)
- Caminho, Verdade e Vida (Jo 14.6)
- Libertador (Jo 8.36)
- Videira Verdadeira (Jo 15.l)
- Ressurreição e Vida (Jo 11.25)
- Adão (1 Co 15.45)
- Advogado (1 Jo 2.1)
- Alfa e Ômega (Ap 1.8; 22.13)
- Amém (Ap 3.14)
- Apóstolo da nossa confissão (Hb 3.1)
- Autor da Salvação (Hb 2.10)
- Autor da Vida (At 3.15)
- Autor e Consumador da Fé (Hb 12.2)
- Bem-aventurado e único soberano (1 Tm 6.15)
- Braço do Senhor (Is 5.19; 53.1)
- Cabeça da Igreja (Ef 1,22)
- Chefe (Is 55.4)
- Consolação de Israel (Lc 2.25)
- Cordeiro de Deus (Jo 1.29)
- Criador (Jo 1.3)
- Cristo de Deus (Lc 9.20)
- Desejado de todas as nações (Ag 2.7)
- Deus bendito (Rm 9.5)
- Deus Unigênito (Jo 1.18)
- Deus (Is 40.3)
- Emanuel (Is 7.14)
- Eu Sou (Jo 8.58)
- Filho Amado (Mt 12.18)
- Filho de Davi (Mt 1.1)
- Filho de Deus (MT 2.15)
- Filho do Altíssimo (Lc 1.32)
- Filho do Homem (Mt 8.20)
- Filho do Deus Bendito (Mc 14.61)
- Glória do Senhor (Is 40.5)
- Grande Sumo Sacerdote (Hb 4.14)
- Guia (Mt 2.6)
- Herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2)
- Homem de dores (Is 53.3)
- Imagem de Deus (2 Co 4.4)
- Jesus de Nazaré (Mt 21.11)
- Jesus (Mt 1.21)
- Juiz de Israel (Mq 5.1)
- Justiça nossa (Jr 23.6)
- Justo (At 7.52)
- Leão da Tribo de Judá (Ap 5.5)
- Legislador (Is 33.22)
- Mediador (1 Tm 2.5)
- Mensageiro da Aliança (Ml 3.1)
- Messias, o Ungido (Dn 9.25, Jo 1.41)
- Nazareno (Mt 2.23)
- Nossa Páscoa (1 Co 5.7)
- Pão da Vida (Jo 6.35)
- Pai Eterno (Is 9.6)
- Pastor e Bispo das Almas (1 Pe 2.25)
- Pedra Angular (Sl 118.22)
- Poderoso de Jacó ( Is 60.16)
- Poderoso Salvador (Lc 1.69)
- Precursor (Hb 6.20)
- Primogênito (Ap 1.5)
- Príncipe dos Pastores (1 Pe 5.4)
- Princípio da Criação de Deus (Ap 3.14)
- Profeta (Lc 24.19)
- Raiz de Davi (Ap 22.16)
- Redentor (Jó 19.25)
- Rei dos reis (1 Tm 6.15)
- Rei dos santos (Ap 15.3)
- Rei dos Judeus (Mt 2.2)
- Rei dos séculos (1 Tm 1.17)
- Rei (Zc 9.9)
- Renovo(Is 4.2)
- Resplandecente Estrela da Manhã (Ap 22.16)
- Rocha (1 Co 10.4)
- Rosa de Sarom (Ct 2.1)
- Santo de Deus (Mc 1.24)
- Santo de Israel(Is 41.14)
- Santo servo (At 4.27)
- Santo (At 3.14)
- Semente da mulher (Gn 3.15)
- Senhor da glória (1 Co 2.8)
- Senhor de todos (At 10.36)
- Senhor Deus (Is 26.4)
- Senhor dos senhores (1 Tm 6.15)
- Siló (Gn 49.10)
- Soberano dos reis (Ap 1.5)
- Sol da justiça (Ml 4.2)
- Sol nascente (Lc 1.78)
- Testemunha fiel (Ap 1.5)
- Testemunho (Is 55.4)
- Todo-Poderoso (Ap 1.8)
- Verbo de Deus (Ap 19.13)
- Verbo (Jo 1.1)
- Verdade (Jo 1.14)
- Doador do Espírito Santo (Mt 3.11)
- Primeiro e Último (Is 41.4)
- Fundamento da Igreja (Mt 16.18)
- Onipresente, Onipotente e Onisciente (Ef 1.20-23; Ap 1.8; Jo 21.17)
- Santificador (Hb 2.11)
- Mestre (Lc 21.15)
- Inspirador dos profetas (1 Pe 1.17)
- Supridor de Ministros à Igreja (Ef 4.11)
- Salvador (Tt 3.4-6)
Jesus no meu barco
23/06/10
Mateus 14:22-27Jesus havia acabado de operar um milagre. Enquanto esteve na terra, Ele realizou muitos milagres: curou, libertou, o paralítico andou, o cego enxergou… Ele também tinha o dom de maravilha. Jesus enviou os discípulos num barco. O mundo inteiro gostaria de estar no lugar deles. Estavam felizes e contentes, relembrando o milagre que Jesus fez ao alimentar a multidão.
Opa!!! Não foi Jesus Cristo que enviou seus discípulos? Ele enviou seus discípulos para uma tempestade? Sim. Ele preparou uma experiência diferente para eles. Foi Jesus quem permitiu que o vento soprasse. Se Jesus te enviou, Ele não vai deixar seu barquinho afundar, mesmo que você seja marinheiro de primeira viagem.
Deus te envia e o mar está calmo, depois começa a ficar turbulento. Tudo está calmo até que chega uma notícia, um fato, uma conversa. Aí o vento calmo vira uma tempestade. Aquela confiança que você tinha no Senhor fica abalada e sua vida começa a balançar como um barco.
Onde estava Jesus Cristo nessa hora? No momento em que os seus discípulos mais precisavam dele? Essa é a hora que você começa a duvidar de Deus.
Não seja um “cristão 333″, ou seja, meio besta!
Tem hora que nós procuramos Jesus e não o achamos, parece que as nossas orações não estão sendo ouvidas e no nosso interior você se pergunta: por quê?
No versículo 23, Jesus estava orando enquanto eles estavam no barco. Ele estava intercedendo enquanto estavam no barco e, hoje, Ele continua intercedendo por nós à destra de Deus. Ele intercede enquanto estamos na tempestade.
O que podemos aprender com uma tempestade?
Nenhuma luta e nenhuma tempestade é sem propósito — Jesus está no controle. Ele tem propósito até nas tempestades. Jesus opera milagres, ama os pecadores, dá salvação pra nós, tem poder, provê tudo aquilo de que precisamos e tem as palavras de vida eterna. Nós o conhecemos assim.
Os discípulos o conheciam como mestre, só que eles não o conheciam na tempestade como nós o conhecemos. É muito fácil conhecer Jesus nos milagres, é fácil confiar em Jesus para a salvação, mas, e quando chega a tempestade?
Nós não conseguimos entender que aprendemos com as tempestades. Quando uma tempestade acontece na vida de alguém todo mundo acha que a pessoa já está em pecado e dizem: “Isso não é uma brecha, é uma avenida!
Isso é coisa do diabo! É retaliação!”
Os discípulos começaram a ver fantasmas. Isso acontece quando não confiamos em Deus nas tempestades. Se Deus tivesse de nos dar o que merecemos, nosso barco teria afundado faz tempo. Não conseguimos ver Jesus nas tempestades, só os fantasmas. Se nós temos fantasmas, vamos dar cabo deles!
A maior lição que Jesus ensinou aos discípulos foi tirá-los do ambiente dos milagres e colocá-los em um barquinho e agitar bastante para eles entenderem que Deus era com eles. Conserve o seu ânimo, mantenha-se fiel, seja perseverante por maior que sejam as ondas e os ventos — permaneça firme.
Jesus disse: tende bom ânimo, sou Eu! Não deixe nenhuma luta ou tempestade te enfraquecer, acabar com a tua fé, não tenha medo! Jesus é aquele que te pega pela mão e diz: não tema porque eu sou contigo por onde andares! A história da tua vida é minha! O barco não vai afundar, não pule dele!
No versículo 32 quando Jesus entrou no barco o vento cessou e os discípulos disseram: verdadeiramente esse é JESUS CRISTO!
Deixe Jesus tomar o leme do teu barco!
Deus abençoe.
Ap. Rina
Este estudo encontra-se no site www.boladeneve.com no menu mensagens. Usado com Permissão.
Quem os outros dizem que o Filho do homem é? Mateus 16.13-19
20/06/10
“Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?”
Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.
“E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?”
Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.
E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.
Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”.
Mateus 16.13-19
O lugar aonde você começa, ajuda a determinar o lugar aonde você vai chegar, também podemos dizer que as respostas que dizemos exercem uma grande influência no nosso futuro.
Uma resposta errada pode arruinar um relacionamento ou pode causar a demissão de um funcionário. Pessoas colhem os resultados de suas palavras, parentes que ficam anos sem terem contato ou amizades que duraram décadas, acabam com uma simples resposta.
Nesse diálogo de Jesus com seus discípulos, ele fez uma pergunta: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?”
A resposta foi:
“Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.
Hoje o que as pessoas têm falado sobre Jesus? Muitas pessoas têm seus conceitos e definições sobre Jesus. Cristãos e pessoas que não professam Jesus cristo como Senhor e Salvador escrevem livros e fazem análises sobre a vida de Jesus. No diálogo as respostas tratavam dos conceitos que os lideres religiosos tinham sobre Jesus.
Hoje poderíamos fazer uma lista sobre o que os grupos e movimentos religiosos têm falado sobre Jesus, mas nesse estudo eu gostaria apenas de falar sobre alguns conceitos que os não cristãos têm sobre Jesus:
Alguns vêem Jesus como uma pessoa popular, basta procurar na internet, e veremos pessoas que se dizem mais populares que Jesus. John Lennon disse:
“O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (…) Nós Beatles somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro – o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mau, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga o Cristianismo para mim.”
Se procurarmos ainda veremos que alguns dizem que Jesus casou e teve filhos, encontraremos pessoas que brincam com o estilo de Jesus, transformando ele em um membro de um determinado grupo:
“Jesus usava cabelo comprido, Padre bebe vinho e Freira usa preto, então porque dizem que “ROCK” è coisa do diabo”.
Não sei até que ponto pessoas que falam esse tipo de coisa, tem consciência de suas palavras, mas nós que somos responsáveis por anunciar o evangelho, nesse mundo “caótico e corrompido”, devemos sempre ter em mente que anunciamos “o Cristo, o Filho do Deus vivo”, sempre que anunciarmos um Jesus diferente, os resultados serão terríveis, em Romanos 2.21-24 lemos:
21 E então? Você, que ensina os outros, não ensina a si mesmo? Você, que prega contra o furto, furta?
22 Você, que diz que não se deve adulterar, adultera? Você, que detesta ídolos, rouba-lhes os templos?
23 Você, que se orgulha da Lei, desonra a Deus, desobedecendo à Lei?
24 Pois, como está escrito: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vocês”
Não consigo imaginar algo pior para alguém que ensina e não vive, deve ser uma sensação muito horrível, pregar contra o adultério e ser um adúltero, pregar contra o furto e furtar, ou ainda qualquer outro pecado. Ao escrever isso não estou dizendo que os pregadores e os evangelistas, ou qualquer pessoa que faz alguma coisa consegue deixar de pecar, mas me refiro quando conscientemente subimos em um púlpito, ou quando sentamos em uma cadeira para aconselhar alguém, e começamos a dizer: não minta… não furte… não desobedeça seus pais, lideres, professores… e a lista poderia ser bem maior, mas creio que temos duas opções diante dessas situações, podemos juntamente com a pessoa a quem falamos, renunciarmos nossos pecados, ou podemos continuar pecando e assim tornar-se um hipócrita.
Jesus respondeu para Pedro: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus”.
Deus é nosso Pai que está nos céus, é Ele que nos revela quem Jesus é.
Se a mesma pergunta fosse feita para você, qual seria a resposta. Quem os outros dizem que Jesus é? E quem você diz que Jesus é?
Simão Pedro respondeu de forma correta, e talvez ao responder isso, ele não tinha imaginado o que a resposta certa lhe acrescentaria, Jesus lhe disse:
“E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”.
Não tenho palavras para descrever o que deve ter acontecido, naquele momento, mas creio que a resposta que damos as perguntas que nos são feitas, podem determinar o resultado que iremos colher.
Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. É através de Cristo que somos salvos (João 3.16).
Autor: Leonardo Rodrigues Pereira
A oração de Jesus pela sua igreja
16/06/10
João 17:6-26
A igreja é o único organismo vivo capaz de levar a mensagem que pode transformar o homem caído. Certamente os projetos governamentais e a mobilização da sociedade a favor do homem podem trazer muitos benefícios à vida humana. Mesmo que os governantes do mundo se juntassem e se voltassem a favor da vida, ainda assim eles seriam limitados no alcance do homem em sua integralidade.
Só o Evangelho pode penetrar o coração, só Jesus pode perdoar pecados, só o Espírito Santo pode transformar as mentes. A igreja é o único organismo instituído pelo Deus Todo Poderoso para levar as novas de salvação e para isso toma o Seu Filho e o coloca como cabeça da Igreja (Ef 1:20-23 – Mt 28:18-20). O texto de João 17, nos ensina que o Senhor Jesus desejava que a sua igreja desse continuidade a sua mensagem e para isso orou.
Que a Igreja tenha a percepção da Glória de Deus – v. 22
A palavra glória, no grego, vem de doxa e significa a manifestação visível do esplendor, poder e majestade de Deus. Assim quando Jesus ora para que percebamos a glória de Deus, seu desejo é que sintamos continuamente o esplendor, poder e majestade de Deus em nosso meio. Sempre que a presença de Deus se faz sentir no meio do seu povo o resultado disso é um avivamento espiritual.
O desejo de Deus sempre foi e é manifestar a sua glória, revelar-se ao homem para resgatá-lo do pecado. Desde que o homem caiu em pecado desobedecendo a ordem do Senhor, Ele está em busca do homem.
Quando Deus chamou Abraão e disse que nele faria uma grande nação Ele fez com o propósito que todas as famílias da terra fossem abençoadas. A tarefa da nação de Israel era revelar à glória de Deus às nações e ao terem esta revelação muitos se voltariam para o Deus eterno.
No NT esta responsabilidade passa a Igreja. Revelar a glória de Deus aos homens de todo o mundo é tarefa da igreja, tão digna, tão altíssima, tão realizadora e tão urgente que os anjos desejaram fazê-lo.
Jesus orou, ”eu lhes dei a glória que me deste” (v.22). para que tenham unidade e o mundo creia que me enviaste. Revelar esta glória é uma responsabilidade individual e coletiva da igreja. O mundo deve olhar para nossas vidas e ver a glória de Deus e se isso não acontece é porque não temos vivido para isso.
Orou para que sejamos unidos no amor de Deus – v. 21 e 23
Ele orou para que fossemos unidos em amor. Quando amamos uns aos outros somos capazes de abalar o mundo e o inferno. O que abala o inferno não é o prédio bonito que temos, o que abala o inferno é a vida de amor de uns pelos outros. “Veja como eles se amam” era o testemunho do mundo para com os primeiros cristãos.
Hoje, muitos cristãos não estão vivenciando esta dimensão do amor e esta é uma das razões porque o testemunho da igreja na sociedade é fraco, raquítico, inofensivo.
Em I Co 11 Paulo orienta sobre a ceia e deixa um alerta. Ele mostra que muitos não estão discernindo o corpo – comem e bebem indignamente, ou seja, não amam o corpo. Separam um membro do corpo e dizem ”não quero nada com você”. Quem aqui pode dizer para seu olho, fica aí, “não quero nada com você”. Ou então, se o seu ouvido está doendo, dizer “agüenta sozinho”.
O texto da ceia diz que quando fazemos isso não estamos discernindo o corpo e por isso o apóstolo diz: “por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem”.
É amor que fortalece a igreja, é o amor que dá vida à igreja, é o amor que revela a presença do Espírito Santo e é o amor que gera a glória de Deus. E o avivamento acontece.
Jesus disse que seriamos conhecidos como seus discípulos pelo amor que teríamos uns pelos outros. Jesus orou para que fossemos unidos no amor e que as nossas diferenças não fossem instrumentos de divisão, mas sim de estímulo para andarmos juntos.
Jesus orou para que prosseguíssemos na Missão que ele nos confiou – v. 17,18
A Igreja tem uma missão. O Pai jamais pegaria o Seu Filho e o colocaria como cabeça de um organismo, se este organismo não tivesse a maior missão da face da terra – anunciar a glória de Deus entre os homens.
Esta é a tarefa da Igreja e ela é tão desafiadora, tão grande, que implica na inclusão de todos os filhos de Deus. Todos nos somos chamados a participar.
O grande desafio da missão dos nossos dias é continuar. Nos últimos dez anos muitas igrejas estagnaram sua ação missionária. Só continuam realizando algumas ações porque têm recursos financeiros e acham que isso é tudo. Outras regrediram e outras tantas pararam.
A igreja brasileira cresceu na sua membresia. As estatísticas dizem que somos 40 milhões de evangélicos (não estamos discutindo a qualidade), mas, a igreja evangélica no Brasil não avançou.
Se hoje temos duzentos e cinqüenta mil igrejas e apenas quatro mil missionários transculturais, isso significa que precisamos de 62 igrejas para um missionário ou temos 0,001% de missionários da membresia da igreja. Crescemos? Crescemos! Avançamos? Não avançamos. Jesus orou para que prosseguíssemos.
Apesar dos ataques suicidas serem levados quase ao vivo pela TV, passados 2.000 anos de cristianismo, a realidade é: 1/3 da população do mundo não ouviu sobre o nome de Jesus, 93 tribos indígenas não tem presença evangélica, 1132 municípios brasileiros têm menos de 5% de evangélicos e 33.000 comunidades ribeirinhas carecem de uma presença consistente da igreja de Jesus.
Duas razões para este quadro. Primeira: o envolvimento dos cristãos é muito pequeno, o movimento de oração pela obra missionária é acanhado, a disposição para sermos missionários é frágil, os recursos têm sido insuficientes porque um número pequeno de cristãos está se envolvendo financeiramente. Segunda: nos últimos anos a maioria dos líderes ficou mais preocupada com o modelo da igreja do que com a sua natureza
Jesus orou para que continuássemos a cumprir a tarefa. Que prosseguíssemos sem esmorecer, sem tréguas. Que não desistíssemos diante das provações e lutas que seguiriam aqueles que crêem.
Concluindo
Jesus orou e ordenou para que refletíssemos a sua glória entre os homens. Jesus orou para que na diversidade nos amássemos e isso seria testemunho ao mundo. Jesus orou para que prosseguíssemos na missão que é de levar o evangelho a toda criatura.
Estes são os grandes desafios.
A mulher samaritana, Coca-Cola e Jesus
20/05/10
Às vezes, a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola. O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”. Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).
Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda. Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?
No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito. Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.
Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.
Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.
Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.
Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”.
Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.
O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões… observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.
Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).
Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.
Que Deus tenha piedade de nós.
Soli Deo Gloria.
Autor: Ricardo Gondim

