Estudos Bíblicos
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A oração de Jesus pela sua igreja
16/06/10
João 17:6-26
A igreja é o único organismo vivo capaz de levar a mensagem que pode transformar o homem caído. Certamente os projetos governamentais e a mobilização da sociedade a favor do homem podem trazer muitos benefícios à vida humana. Mesmo que os governantes do mundo se juntassem e se voltassem a favor da vida, ainda assim eles seriam limitados no alcance do homem em sua integralidade.
Só o Evangelho pode penetrar o coração, só Jesus pode perdoar pecados, só o Espírito Santo pode transformar as mentes. A igreja é o único organismo instituído pelo Deus Todo Poderoso para levar as novas de salvação e para isso toma o Seu Filho e o coloca como cabeça da Igreja (Ef 1:20-23 – Mt 28:18-20). O texto de João 17, nos ensina que o Senhor Jesus desejava que a sua igreja desse continuidade a sua mensagem e para isso orou.
Que a Igreja tenha a percepção da Glória de Deus – v. 22
A palavra glória, no grego, vem de doxa e significa a manifestação visível do esplendor, poder e majestade de Deus. Assim quando Jesus ora para que percebamos a glória de Deus, seu desejo é que sintamos continuamente o esplendor, poder e majestade de Deus em nosso meio. Sempre que a presença de Deus se faz sentir no meio do seu povo o resultado disso é um avivamento espiritual.
O desejo de Deus sempre foi e é manifestar a sua glória, revelar-se ao homem para resgatá-lo do pecado. Desde que o homem caiu em pecado desobedecendo a ordem do Senhor, Ele está em busca do homem.
Quando Deus chamou Abraão e disse que nele faria uma grande nação Ele fez com o propósito que todas as famílias da terra fossem abençoadas. A tarefa da nação de Israel era revelar à glória de Deus às nações e ao terem esta revelação muitos se voltariam para o Deus eterno.
No NT esta responsabilidade passa a Igreja. Revelar a glória de Deus aos homens de todo o mundo é tarefa da igreja, tão digna, tão altíssima, tão realizadora e tão urgente que os anjos desejaram fazê-lo.
Jesus orou, ”eu lhes dei a glória que me deste” (v.22). para que tenham unidade e o mundo creia que me enviaste. Revelar esta glória é uma responsabilidade individual e coletiva da igreja. O mundo deve olhar para nossas vidas e ver a glória de Deus e se isso não acontece é porque não temos vivido para isso.
Orou para que sejamos unidos no amor de Deus – v. 21 e 23
Ele orou para que fossemos unidos em amor. Quando amamos uns aos outros somos capazes de abalar o mundo e o inferno. O que abala o inferno não é o prédio bonito que temos, o que abala o inferno é a vida de amor de uns pelos outros. “Veja como eles se amam” era o testemunho do mundo para com os primeiros cristãos.
Hoje, muitos cristãos não estão vivenciando esta dimensão do amor e esta é uma das razões porque o testemunho da igreja na sociedade é fraco, raquítico, inofensivo.
Em I Co 11 Paulo orienta sobre a ceia e deixa um alerta. Ele mostra que muitos não estão discernindo o corpo – comem e bebem indignamente, ou seja, não amam o corpo. Separam um membro do corpo e dizem ”não quero nada com você”. Quem aqui pode dizer para seu olho, fica aí, “não quero nada com você”. Ou então, se o seu ouvido está doendo, dizer “agüenta sozinho”.
O texto da ceia diz que quando fazemos isso não estamos discernindo o corpo e por isso o apóstolo diz: “por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem”.
É amor que fortalece a igreja, é o amor que dá vida à igreja, é o amor que revela a presença do Espírito Santo e é o amor que gera a glória de Deus. E o avivamento acontece.
Jesus disse que seriamos conhecidos como seus discípulos pelo amor que teríamos uns pelos outros. Jesus orou para que fossemos unidos no amor e que as nossas diferenças não fossem instrumentos de divisão, mas sim de estímulo para andarmos juntos.
Jesus orou para que prosseguíssemos na Missão que ele nos confiou – v. 17,18
A Igreja tem uma missão. O Pai jamais pegaria o Seu Filho e o colocaria como cabeça de um organismo, se este organismo não tivesse a maior missão da face da terra – anunciar a glória de Deus entre os homens.
Esta é a tarefa da Igreja e ela é tão desafiadora, tão grande, que implica na inclusão de todos os filhos de Deus. Todos nos somos chamados a participar.
O grande desafio da missão dos nossos dias é continuar. Nos últimos dez anos muitas igrejas estagnaram sua ação missionária. Só continuam realizando algumas ações porque têm recursos financeiros e acham que isso é tudo. Outras regrediram e outras tantas pararam.
A igreja brasileira cresceu na sua membresia. As estatísticas dizem que somos 40 milhões de evangélicos (não estamos discutindo a qualidade), mas, a igreja evangélica no Brasil não avançou.
Se hoje temos duzentos e cinqüenta mil igrejas e apenas quatro mil missionários transculturais, isso significa que precisamos de 62 igrejas para um missionário ou temos 0,001% de missionários da membresia da igreja. Crescemos? Crescemos! Avançamos? Não avançamos. Jesus orou para que prosseguíssemos.
Apesar dos ataques suicidas serem levados quase ao vivo pela TV, passados 2.000 anos de cristianismo, a realidade é: 1/3 da população do mundo não ouviu sobre o nome de Jesus, 93 tribos indígenas não tem presença evangélica, 1132 municípios brasileiros têm menos de 5% de evangélicos e 33.000 comunidades ribeirinhas carecem de uma presença consistente da igreja de Jesus.
Duas razões para este quadro. Primeira: o envolvimento dos cristãos é muito pequeno, o movimento de oração pela obra missionária é acanhado, a disposição para sermos missionários é frágil, os recursos têm sido insuficientes porque um número pequeno de cristãos está se envolvendo financeiramente. Segunda: nos últimos anos a maioria dos líderes ficou mais preocupada com o modelo da igreja do que com a sua natureza
Jesus orou para que continuássemos a cumprir a tarefa. Que prosseguíssemos sem esmorecer, sem tréguas. Que não desistíssemos diante das provações e lutas que seguiriam aqueles que crêem.
Concluindo
Jesus orou e ordenou para que refletíssemos a sua glória entre os homens. Jesus orou para que na diversidade nos amássemos e isso seria testemunho ao mundo. Jesus orou para que prosseguíssemos na missão que é de levar o evangelho a toda criatura.
Estes são os grandes desafios.
Cargos ou cargas?
15/06/10
“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2)
Temos a tendência natural para cargos. E como a temos! Podemos até lutar por eles. Cargos geralmente trazem status, posição, destaque. Como gostamos dessas coisas! O grande problema do homem é conquistar o seu espaço mesmo que isto implique em passar por cima dos outros, fazendo dos ombros do próximo um degrau para a sua ascensão. Apreciamos ser admirados e ovacionados. O nosso ego gosta do topo, do pódio, de estar por cima da carne seca.
Nas igrejas, associações, ordens, convenções os cargos são disputados. Há indicações políticas, conchavos. Há, muitas vezes, manipulações, politicagem e atitudes e ações maquiavélicas. Soube que um irmão nosso, executivo de uma das nossas juntas, estava muito doente e havia elementos da organização buscando apoio para substituí-lo e até já havia candidatos. Não queriam levar a sua carga, mas o seu cargo. Isto me causa asco e é, no mínim, lamentável e indigno quando se trata de líderes que conhecem o Senhor.
Os cargos podem exaltar o homem. Alimentam o seu ego, principalmente quando se usa para o seu próprio benefício. Para se auto-apascentar. Os cargos são atraentes. Produzem brilho nos olhos de quem os deseja. São valorizados a peso de ouro. Fazem diferença no trato. Produzem, se não tivermos cuidado, acepção de pessoas, tão condenada pelo Senhor na Sua Palavra (Tg 2.1,9). Eles podem nos insensibilizar.
Os cargos podem trazer o apego ao ter em detrimento do ser. Eles, muitas vezes, afastam os seus possuidores da humildade e da dependência de Deus. Pessoas agridem umas às outras por causa deles. Lá no mundo há até morte por sua disputa. Nesta reflexão, gostaria de destacar mais as cargas do que os cargos. Confesso que estes não são o meu forte por mais que eu tenha uma tendência natural para eles.
As cargas (tristezas, calamidades, sofrimento) não são populares. Não atraem. Não trazem sucesso. Não alimentam o ego, mas o condenam à morte. Porque as cargas desencadeiam um processo de definhamento do ego. Processo de inanição. O Senhor deseja que levemos as cargas uns dos outros. Que ajudemos uns aos outros com profundo amor. Quando levamos as cargas de um irmão estamos cumprindo a lei de Cristo, ou seja, o novo mandamento. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13.34). É a lei do dono da Igreja, que é organismo e também organização. Cristo é o nosso modelo de carregador amoroso. Ele levou sobre si as nossas culpas, os nossos pecados como uma grande carga.
Então, “se um irmão cair no pecado, outro que ‘anda no Espírito’ (Gl 5.16; 22-26) tem a responsabilidade de corrigi-lo, evitando que aquele esteja sobrecarregado pelo erro (6.1; Tg 5.19,20; Jd 22,23). Ajudando o outro a superar o pecado mostra o amor que cumpre tanto a lei de Moisés como a de Cristo” (Gl 6.2; 5.14). Como é pedagógico quando ajudamos o nosso irmão na solução de um problema; nas amputações da vida; quando está desempregado ou doente!
Precisamos levar as cargas uns dos outros. Elas só são levadas com o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13.4-8). Cargas enfraquecem ego e fortalecem o espírito. As emoções ficam equilibradas. A sensibilidade espiritual aumenta. Só pode levá-las quem está comprometido com Jesus. Quem está nesta condição ama o próximo, porque foi salvo pelo evangelho da graça. Cargas são para o cristão autêntico, genuíno, que está morto para as suas preferências, para os seus interesses. O cristão que está morto com Cristo (Gl 2.20). Cargas são para o discípulo de Cristo, que toma a sua cruz e segue o Mestre. Cargas são para as pessoas que amam o seu Senhor. São para os que amam a Igreja. Que fazem toda a diferença.
Levar cargas não cansa porque o trabalho é feito em Cristo. Nele nós descansamos. Por isso, cargas são para aqueles que aspiram, oram e trabalham para a expansão do Reino de Deus em toda a terra. Levadas com amor e abnegação exaltam a Pessoa de Cristo e abençoam o nosso irmão. Ninguém levou tantas cargas como Ele! Ele as suportou porque amava o Pai e nos amava. Foi obediente ao Pai. Que Jesus maravilhoso, majestoso e amoroso!
Cargas são para pessoas com a fé de Abraão; com a persistência de Jacó; com a humildade e a pureza de José; com a submissão e a mansidão de Moisés; com o coração amoroso de Davi; com a sabedoria de Salomão; com a sensibilidade de Jeremias; com a firmeza de Isaias; com a intrepidez e ousadia de João Batista e com autoridade inquestionável do Mestre.
Cargas que fortalecem o crente. Que ajudam o crente a crescer na graça e conhecimento de Cristo. Recebidas por homens e mulheres que um dia morreram para si mesmos e para o mundo, e passaram a viver para Cristo, o Senhor, Aquele que levou o peso terrível por todos nós na cruz do Calvário. Aquele que viveu e ensinou a coerência da cruz, a coerência do amor.
Fonte: http://www.institutojetro.com
Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob
“Nós vamos alcançar esse mundo!” A mentira moderna da igreja cega
11/06/10
“Claro que vamos alcançar esse mundo. Estamos quase lá. “
“Acho que é mais fácil o coelho da Páscoa botar um ovo de chocolate de verdade.”
Não quero ser a chuva no piquenique de ninguém, mas essa parada de “ a igreja está alcançando o mundo” é uma das coisas mais pregadas, mais enganosas e mais usadas para arrancar um “aleluia!!” da galera, e está bem longe do que poderia ser verdade. Eu teria mais facilidade de acreditar que está nevando no inferno do que na igreja, do jeito que está hoje, estar influenciando alguma coisa neste mundo, muito menos alcançando ele. Fala sério. Não que eu esteja contra essa idéia, acho que seria ótima, mas vejo algumas coisas meio óbvias que impedem a realização desse sonho, coisas que precisam ser abordadas e mudadas.
Hoje em dia há um bom impulso para se conquistar os muçulmanos pra Jesus, mas, na boa, estou obrigado a dizer, “Será?”.
Será que nós temos esperança em alcançar um povo que ora cinco vezes por dia? E se eles ficarem sabendo que a gente fica , às vezes, cinco dias sem orar?
Será que vamos influenciar um povo que mata jovens que transam fora do casamento com nossa moralidade?
Com a nossa santidade fingida?
Com o nosso namoro santo, dentro do qual mais do que a metade dos jovens têm perdido sua virgindade?
E será que nossas igrejas subterrâneas vão impressionar um povo que está disposto a morrer por sua fé?
Vamos ser sinceros aqui, o maior impedimento do Cristianismo ganhar muçulmanos são os próprios cristãos. Que vivem vidas que muitas das vezes não tem nada a ver com o que eles pregam. Falamos em paixão sem amar. Falamos em transformação sem mudar. Falamos em dedicação sem se comprometer. Falamos em estarmos dispostos a morrer, enquanto nos escondemos em nossas igrejas subterrâneas mostrando a nossa vontade e desejo de viver. Nós somente teremos esperança de alcançar o mundo muçulmano, quando a nossa dedicação , no mínimo, alcançar a deles. Quando nossas vidas começarem a refletir o que falamos, e quando o sangue dos mártires começar a molhar o chão.
Alcançaremos o mundo muçulmano? Estamos longes.
Alcançaremos o mundo quando começarmos a olhar para os pobres com olhos de preocupação, quando pararmos para entregar algo mais do que um panfleto que eles não podem comer. É muito difícil falar para um morador de rua sobre um Deus que supre as necessidades e ama, quando ele mesmo nunca experimentou isso e nós não temos a mínima vontade de mostrar. Os moradores de rua não podem nos ouvir devido ao fato de que o barulho dos seus estômagos está alto o suficiente para os distrair. Me mostre uma igreja que se liga com os necessitados(sem benefício próprio) e eu te mostro uma igreja que ama o Senhor e entende Seu coração. Mas, não. Esta não é a realidade da igreja hoje em dia, a igreja está muito gorda e muito distraída com a mentalidade de que benção quer dizer “comer a vontade”. Nos ensinam que isso é prosperidade; mas parece bem mais com pecado(gula). Pastores gordos e ricos, passando na rua em seus carros importados e novos, sem perceberem membros das suas próprias igrejas dormindo na rua e passando fome. Pior, eles mesmo não ligam, pois não é o problema deles.
Como é que conseguimos olhar nos olhos de uma criança passando fome e não sentir nenhuma responsabilidade?
Talvez este seja o segredo, não olhar. Passar rápido, fingir estar com pressa e não olhar. Isso mesmo pastor. Isso mesmo “irmão”. Eles te vêem, pode crer, e sentem a sua rejeição.
Obviamente não é sobre eles que estamos nos referindo quando falamos em alcançar o mundo. Talvez estejamos simplesmente falando dos ricos, dos lindos, dos limpos, dos que tem algo a nos oferecer para nos acrescentar, mas com certeza, não é sobre aqueles que vão nos dar trabalho. Não é seu chamado, eu já sei.
E nem das prostitutas, homossexuais e travestis – as pessoas marginais, né? Pois se estamos tão interessados assim em “alcançar este mundo”, que tal a gente procurar umas pessoas “deste mundo” que precisam de ajuda, e que a igreja raramente vai atrás? Esses são fáceis de achar e você não precisa ser “treinado” para mostrar o amor de Cristo para eles. Mas, ninguém vai atrás eles? Por quê será?
Está sentindo o amor? Está se arrepiando meu “irmão”? Quer dar um grito de “vitória”?Não?! Nem eles. Se sua hipocrisia fosse bosta, a gente teria bosta o suficiente para fazer um jardim bem lindo do tamanho do Brasil. E sim, eu sei que existem alguns fariseus que não vão levar nada desse artigo, além do fato que eu escrevi bosta, que tal “merda” então. Melhor pra ti? É tudo a mesma coisa. Algo que não deve ser. E sabe o pior, o fato de ter colocado essas palavras aqui vai dar mais ibope do que as tristezas descritas e escritas aqui. Todo mundo vai falar das palavras “bosta” e “merda”, convenientemente esquecendo do conteúdo. Vamos alcançar o mundo? Duvido. A gente nem gosta dele e das pessoas achadas nele.
Vamos alcançar o mundo, se é que vamos conseguir, somente depois de alcançarmos a própria igreja que está cheia de pessoas vivendo vidas duplas. Eu sei que você sabe do que estou falando. Você sente isso cada dia em que se olha no espelho e se confronta com as suas próprias hipocrisias. O mais triste é que existem muitos na igreja cientes da sua falsidade e querendo mudar mas sem saber como. Em quem eles vão confiar para falar a verdade sobre seu namoro “santo”? Em quem eles vão confiar para falar sobre o seu problema de masturbação ou seu vício em pornografia? Pra quem eles podem contar que quando comem demais eles vomitam a comida para não engordar? E pode crer que a igreja está cheia de pessoas assim. Infelizmente nós somente nos amamos e não temos interesse suficiente para ver as lágrimas nos olhos dos nossos irmãos.
Em quem eles vão confiar para contarem sobre a luta secreta que eles tem contra homossexualidade? É meu amigo, esse tabu está prestes a explodir. Existem muitos homens e mulheres dentro da igreja travados nessa área. Com certeza eles precisam e querem ajuda, mas num lugar onde que se condena o que não entende e que nem se quer entender o que acontece, não é um lugar que convida as pessoas a serem honestas e liberarem os seus segredos. A igreja está a beira de um dos baques mais doidos que ela já passou na sua história e ela mal o vê chegando. Logo, logo a igreja vai ser confrontada com muitos jovens homossexuais ,que já fazem parte da sua liderança, assumindo suas vidas de homossexualidade. E como a igreja vai lidar com isso? Expulsando eles? Espancando eles como aconteceu num caso que a gente conhece? Pedir a eles pra saírem até que consigam levar uma vida mais “apropriada” aos nossos templos pagãos? Tentar expulsar o demônio deles? Seria mais fácil se fosse somente isso. O que a igreja vai fazer?
Quando aqueles que estão lá fora começarem a entrar vai ser um “Deus tem misericórdia!”. Como nós iamos conseguir continuar fingindo que tá todo mundo bem com Deus, se tem homens lá agindo como mulheres e mulheres agindo como homens? Sem falar que quando uma prostituta ou um travesti entrar as máscaras irão cair sem dúvida. Então, o que “ a noiva de Cristo” faria? Abraçaria eles? Mostraria seu amor ou mostraria a porta? Tentaria mudar o exterior logo, para não constranger nenhum fariseu dizimista, na esperança de que o interior mudasse em um dia também? Alcançaremos o mundo? Hmmmmm.
Não é a isso que nos referimos? Já saquei que essas palavras são bem vazias. Deus deve estar muito orgulhoso da gente. Estamos O representando perfeitamente, isso seria verdade se ele fosse um cão. Bacana as palavras que saem dos nossos púlpitos, palavras sem realidade, sem respaldo e sem nenhuma motivação para serem realizadas. Talvez essa nunca foi a razão de lançá-las, não esperam que elas se realizem. Pois aqueles que as lançam geralmente não fazem nada acerca do que pregam. Em defesa deles, talvez a gente possa usar a desculpa de que não é o chamado deles. Claro que não é. Me perdoe, o que eu estava pensando?! Estendendo a minha mão na direção do “ungido”. Eu quase cometi um erro gravíssimo tocando nele e mencionando sua hipocrisia. Parece que quem tem título hoje em dia tem também tem um direito de fazer o que quer sem ninguém questionar. Obviamente ninguém avisou o Apóstolo Paulo disso quando ele confrontou Pedro publicamente.
“Chamado” hoje quer dizer, “pregar e mostrar o caminho certo mas não necessariamente andar nele”. O “chamado” deles(pastores, evangelistas e CIA.) é de estimular a galera a alcançar o mundo enquanto eles tentam alcançar a grana da galera através da semeadura, do dízimo, da oferta, da oferta “especial”, das ofertas das primícias e etc. Estou me esqueçendo de alguma outra maneira enganosa que os “ungidos” usam hoje em dia para poder ter uma casa maior, um carro maior e uma barriga maior, mostrando o quanto Deus os “ama” enquanto passam por aqueles que estão jogados na rua e muitas das vezes na frente das suas próprias igrejas que Deus obviamente não “ama”? É entendido que não devemos perder nosso tempo tentando alcançar esses jogados(“vagabundos”, é o termo mais usado), pois eles não querem Deus. Mas, se o cara tem uma empresa, pode crer que o “anjo da igreja” daria até carona no seu carrão para ele, pois ele tem “potencial” (grana) e quer Deus, né?
Tiago 2:1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.
É claro que isso nunca acontece no contexto da igreja moderna. A gente não dá o lugar melhor para ninguém por causa do seu estado financeiro. Sem dúvida nós não fazemos isso, só pedimos para eles fazerem parte do nosso 12 ou conselho de líderes. Até hoje nunca vi um cara desempregado e duro sendo apresentado pelo um pastor diante de uma galera como parte dos meus “12”. Por que será?
Tiago 2:9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.
Quem não é culpado disso, por favor, levante a sua mão limpa.
Tiago 2:15-17; Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.” Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta.
Imagine que um irmão não tem dinheiro para pagar a sua conta de luz. A igreja ajuda? Sim, de vez em nunca. Geralmente o que rola é algo do tipo: “Puxa, que coisa. Vou estar orando por você.” Ô seu safado! Ele não precisa da oração religiosa que você provavelmente nem ia fazer. Ele precisa que você meta a sua mão de vaca no bolso e tire uma nota que ajude a ele. Isso não seria Cristianismo de verdade? Isso não seria fruto de uma fé viva? Essa não seria a fé que alcançaria o mundo?
Tiago 5:1-5; Agora, ricos, escutem! Chorem e gritem pelas desgraças que vocês vão sofrer! As suas riquezas estão podres, e as suas roupas finas estão comidas pelas traças. O seu ouro e a sua prata estão cobertos de ferrugem, e essa ferrugem será testemunha contra vocês e, como fogo, comerá o corpo de vocês. Nestes últimos tempos vocês têm amontoado riquezas e não têm pago os salários das pessoas que trabalham nos seus campos. Escutem as suas reclamações! Os gritos dos que trabalham nas colheitas têm chegado até os ouvidos de Deus, o Senhor Todo-Poderoso. Vocês têm tido uma vida de luxo e prazeres aqui na terra e estão gordos como gado pronto para o matadouro.
Claro que não estou chamando ninguém de gordo. Foi o Tiago que chamou. Não gostou? Então, pode mandar seu e-mail reclamando a ele: tiago@to_nem_ai.com. Obrigado.
Ez. 34:1-10; O SENHOR me disse o seguinte: – Homem mortal, fale contra as autoridades que governam o meu povo de Israel. Profetize contra elas e diga que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo o seguinte: “Vocês, autoridades, são os pastores de Israel. Ai de vocês, pois cuidam de vocês mesmos, mas nunca tomam conta do rebanho! Vocês bebem o leite das ovelhas, usam a sua lã para fazer roupas e matam e comem as ovelhas mais bem tratadas, porém não cuidam do rebanho. Vocês não tratam as fracas, não curam as doentes, não fazem curativos nas machucadas, não vão buscar as que se desviam, nem procuram as que se perdem. Pelo contrário, vocês tratam as ovelhas com violência e crueldade. E, por não terem pastor, elas se espalharam. Animais ferozes mataram e comeram as ovelhas. As minhas ovelhas andam perdidas pelos morros e pelas altas montanhas. Estão espalhadas por toda parte. Ninguém busca essas ovelhas, ninguém procura encontrá-las. – Pois bem, pastores, escutem o que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo. Juro pela minha vida que é melhor vocês me escutarem. Por não terem pastor, as minhas ovelhas foram atacadas, mortas e devoradas por animais ferozes. Os meus pastores não foram procurá-las. Eles estavam cuidando de si mesmos e não das ovelhas. Por isso, vocês, pastores, prestem atenção. Eu, o SENHOR Deus, declaro que estou contra vocês. Tirarei de vocês as minhas ovelhas e não deixarei que vocês sejam os seus pastores. E não deixarei que continuem a ser pastores que só cuidam dos seus próprios interesses. Livrarei as minhas ovelhas do poder de vocês para que vocês não possam devorá-las.”
Opa, sei que um tosco vai me escrever para me adverter para não tocar nas auto-designadas, ou seja, os “ungidos do Senhor”. Mas por favor, poupe seu tempo. Se você estava prestando um pouco de atenção, não fui eu que falei isso, foi Deus. Então talvez você deva O adverter para não tocar nos “ungidos” Dele. O e-mail Dele é: eusou@to_nem_ai.com.
“Meu Deus, tenha misericórdia de nós!” Tenha misericórdia da sua igreja brasileira falsa, fria, afastada e desviada. Alcançaremos o mundo? Não sei. Acho que o mais da hora é perguntar: “Quem nos alcançará?”
Agora para terminar deixando todo mundo feliz, como que é de costume da igreja, vamos falar todo mundo junto: “Nós vamos alcançar o mundo para glória de Jesus!!!” Não faz mal sonhar, né?
A igreja e a contabilidade
31/05/10
Com 12 discípulos, Jesus criou a maior “organização” do mundo. O império Romano, pelas conquistas empreendidas, não sobreviveu. Que ensino nos deixou quanto à gerência empresarial? Nenhum.
Qualquer que seja o processo de avaliação que você pense, Jesus sem sombra de dúvida foi o maior administrador de todos os tempos. Senão, vejamos: Longevidade? Mais de dois mil anos. Riquezas? Incalculáveis. Números? Impossível avaliar. Lealdade de seus membros? Muitos dão a vida por esta organização. Distribuição? No mundo inteiro. Diversificação? Integrada com grande sucesso em todo tipo de empreendimento.
Podemos concluir que Jesus reina supremo, sendo o maior administrador que o mundo já conheceu. Se você, meu irmão, realmente deseja ser bem-sucedido, estude, aprenda e aplique os princípios de Jesus.
Crie um Plano. Chega a ser assustador, mas poucas Igrejas têm um plano contábil/financeiro (plano diretor) pelo qual possam acompanhar seu desempenho e medir seu progresso.
São raros os pastores, tesoureiros e administradores, que tenham elaborado um plano para a Igreja, com objetivos a serem alcançados no curto, médio e longo prazos. Com preparo inadequado, obtemos resultados inadequados.
Jesus tinha um plano e o seguiu fielmente. Essa foi a razão maior de seu sucesso. Sabia para onde ia e permanecia naquela direção. Mas, como saber gerenciar sem o relato de dados coletados em relatórios contábeis/financeiros?
Sem isso, você não tem para onde ir, não tem alvo para onde canalizar suas energias. Sem um plano contábil/financeiro, você agirá apenas em face das circunstâncias. Se dermos o enfoque celestial ao preparo de Jesus, veremos que não teve princípio, foi sempre eterno.
Mas, num enfoque temporal, Jesus preparou-se durante 30 anos, antes de dar início à execução de seu trabalho. Para assegurar a máxima eficácia e a completa realização de nossos planos, temos de nos preparar primeiramente.
E foi pela compreensão do Antigo Testamento que Jesus baseou muito de sua abordagem para executar Seu plano. Ele tinha uma base de conhecimento na qual fundamentava suas ações, e Ele as executou brilhantemente.
E, para sermos bem sucedidos em nossa administração, devemos fazer o mesmo. Quer você como pastor, tesoureiro ou administrador da Igreja, nada, mas nada mesmo, substitui o preparo.
Dê-lhe atenção e tempo necessários. Jesus assim o fez. Seu espantoso sucesso é um testemunho da importância do preparo. Quando da multiplicação dos pães ,Jesus mandou contar a multidão, o que nada mais é que usar aspectos contábeis para a tomada de decisão.
O que Jesus nos ensina, e nos inspira, vai além das regras de como proceder na administração contábil/financeira da Igreja, ensina -nos a conduzir nossa vida desde que aceitemos as palavras encontradas na Bíblia.
A chave da administração contábil/financeira da Igreja está em saber que o tempo gasto na administração significa administração de nós mesmos.
A importância das atitudes preventivas
24/05/10
O objetivo deste artigo é orientar as Igrejas no sentido de como devem agir no que diz respeito à segurança não só dos trabalhadores, como também dos membros, colaboradores, obreiros e até mesmo dos visitantes em relação à segurança e salubridade dos ambientes de celebração dos cultos, orientando a respeito de insalubridade, periculosidade, danos morais e demais riscos que ultimamente vêm sendo constatados.
Em diversos livros da Palavra de Deus encontramos a orientação “Vigiai e orai” (Mt 26:41, Mc 14:38 e outros), mas, em especial, temos através do livro de Lucas a seguinte orientação: “Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier.”(Lc 21:36). Através desta orientação certo está que temos que “orar” como corpo de Cristo, mas também “vigiar” para que o Corpo de Cristo (Igreja) permaneça imaculado.
Ultimamente muito se tem ouvido falar a respeito de “poluição sonora” e “perturbação do sossego”, sendo tais problemas de nível nacional, devido ao volume elevado dos louvores e das pregações em determinados cultos, através dos quais de certa forma têm incomodado a vizinhança de alguns templos, mas isto pode ser facilmente resolvido através de isolamento acústico realizado no interior dos templos, impedindo a propagação de som, limitando somente ao interior dos templos.
Porém, é de se questionar: E quanto ao interior dos templos? Qual a atenção que se tem dado? Como se encontram as condições ambientais, acústica, iluminação, conforto térmico? E em relação à segurança, os templos estão seguros ou correm riscos de acidente por conta de problemas como piso escorregadio, escadas sem corrimão, fiação elétrica exposta e outros?
Infelizmente nada se tem ouvido falar sobre os cuidados com o interior das igrejas, no que diz respeito à segurança e salubridade dos trabalhos. Devemos despertar para um mal que crescentemente vem assolando todos os ramos de atividades, inclusive as Igrejas.
Precisamos estar atentos, em relação à segurança e salubridade em todos os níveis, nos diversos departamentos e ministérios, para que tudo esteja dentro da normalidade/legalidade, “vigiando” em relação ao volume do som, se está dentro do volume tolerável em dB(A) de acordo com a NR (Norma Regulamentadora); em relação à temperatura, se o ambiente está climatizado em temperatura agradável entre 22 e 24 °C; em relação à iluminação, se está dentro do nível médio de LUX recomendável; em relação aos pisos, em todas as áreas das igrejas, se são/estão escorregadios, se há risco de quedas; em relação à parte elétrica, se toda a fiação está devidamente instalada e isolada; em relação às escadas, se existem corrimão, piso aderente, etc.
Devemos sim nos preocupar com todas estas situações, vez que volume acima do tolerável e temperatura fora da normalidade pode gerar insalubridade aos funcionários das Igrejas e desconforto para os membros e visitantes e ainda, a exposição de fiação elétrica, pisos escorregadios, escadas sem corrimão, piso não aderente, pode gerar periculosidade para os funcionários das Igrejas e para os membros e visitantes, podendo ainda, ser objeto de ações de indenização por acidentes ou danos morais.
Sendo assim, indubitavelmente, é imprescindível que as Igrejas estejam “vigiando” e buscando especialistas para regularizar o ambiente interno das Igrejas, para que se torne agradável, seguro e dentro da legalidade e “orando” para que não sejamos atingidos pelas indesejáveis reclamatórias trabalhistas ou pelas horripilantes ações indenizatórias.
Como remate, vale lembrar um velho ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar” e a palavra de Deus também nos alerta “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. (Os 4:6)
Vontade de Deus ou (des)organização?
27/03/10
Verdadeiramente somos carentes, na esfera evangélica, de um planejamento eficaz. Talvez, em alguns campos, a raiz da situação esteja numa reação exagerada à rigidez litúrgica, hierárquica e de planejamento da Igreja Romana. Em outros, teria vindo como uma rebelião ao formalismo das denominações mais estruturadas. De qualquer forma criou-se, no campo evangélico, a idéia de que qualquer planejamento e organização maior, no que diz respeito às coisas do Reino de Deus, seria uma “camisa de força” inadequada.