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Posts Tagged ‘Igreja’

Há base bíblica para planejamento estratégico?

Filed under #Todos os Estudos, Igreja, Liderança by admin on 09-03-2010

A impressão que se tem a respeito de planejamento estratégico é que seja meramente técnico, aplicável a empresas e contrário ao Reino de Deus. De fato existem diferenças entre ambos. Josué Campanha afirma que ambos falam em “visão” e “missão”. Entretanto, uma grande diferença é que o Reino de Deus tem a “Visão” e a “Missão” de Deus. Esta se relaciona com os propósitos de Deus para a sua igreja, para o seu povo e para o mundo todo.

Portanto, o planejamento estratégico em empresas é a “arte” que promove resultados e lucros. No Reino de Deus se lida com “produtos” não mensuráveis como a fé, a esperança e o amor. Estes dependem exclusivamente do bondoso agir de Deus. São frutos do agir do Senhor e podem acontecer com ou sem estratégias e planos.

A terminologia “planejamento estratégico” parece ter a origem e aplicar-se a arte militar (e por que é aplicada a empresas?), ou a arte sócio-econômica do mundo secular, que visa principalmente lucros e resoluções condicionadas por resultados. Todavia, percebe-se elementos que podem contribuir para a reflexão do desenvolvimento do Reino de Deus. Isto porque se referem a uma caminhada que visa principalmente alcançar o alvo.

Observando a tradição da Igreja

A Igreja Cristã conhece o chamado “Plano de Salvação”. Ele é o exemplo e o resumo do amor de Deus pela humanidade. Ele é dividido em quatro partes:

1) Inicia com a Criação: Vivemos num mundo criado e amado por Deus (Gn 1 e 2; Jo 3.16);
2) Segue com a Queda: Mas, somos pecadores e separados de Deus sem Jesus (Gn 3; Rm 3.23);
3) Reconhecer e confessar: sou pecador e preciso de Jesus como Senhor e Salvador (1Jo 1.9; Rm 10.9);
4) Receber, confessar, e crer em Jesus nos torna filhos de Deus (Ap 3.20; Jo 1.12).

Este é o chamado “fio vermelho” que perpassa toda a Bíblia. O plano maravilhoso de Deus “que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).

Deus, quando criou o mundo, teve um plano maravilhoso que era glorificar o seu nome Santo. A criação teve e tem um alvo que é a vida e a eternidade. Apesar de tudo o que já aconteceu e ainda acontecerá, o plano de Deus se realizará. O céu e a terra passarão, mas a palavra e o plano de Deus não passará, sem que tudo se cumpra (Mt 5.17).

Analisando os acontecimentos da Bíblia

A Bíblia revela e relata eventos consecutivos da realização do Plano e do Propósito de Deus. Analisemos como a Bíblia é um plano que caracteriza metas e alvos, com pessoas que Deus usa para tarefas e em determinadas épocas:

1. Noé – escolhido por Deus para ser uma testemunha. Deus colocou este projeto em seu coração. Foi mensurável com um propósito definido;

2. Abraão – chamado por Deus para formar um povo, cujo plano foi “ser abençoado e ser uma bênção” ao seu povo e aos outros povos. O plano durou durante quatro gerações e durante 400 anos em que o povo de Deus viveu no Egito debaixo da escravidão. José foi um grande líder, com um propósito de Deus no Egito, bem como durante 14 anos em que foi usado grandemente por Deus como um grande estrategista – ele fez um “planejamento sábio”;

3. Moisés foi um líder chamado e usado por Deus. Passou 40 anos na casa de Jetro, 40 anos no deserto com o povo de Israel. Caracteriza etapas que preparavam a caminhada. O episódio do conselho de Jetro é muito lembrado como exemplo de/para planejamento e organização do trabalho no Reino de Deus;

4. Josué foi um grande estrategista, que liderou o povo no cumprimento do propósito e da promessa de Deus para a ocupação das terras da promessa;

5. Davi caracteriza a etapa onde o povo de Israel se estabeleceu e teve paz;

6. Neemias é um personagem que marca a época da reconstrução do muro e da volta do povo a sua pátria. O livro de Neemias retrata um propósito específico do plano e da fidelidade de Deus. Ele mesmo foi um planejador e desenvolveu um plano com etapas para alcançar as metas propostas;

7. O silêncio de 400 anos (período inter-bíblico) caracteriza o propósito de Deus para que a Mensagem de João Batista tivesse repercussão fosse impactante;

8. O Senhor Jesus Cristo, realizou a sua missão durante três anos, segundo a visão completa de Deus, trazendo valores e princípios que jamais podem ser mudados. Estes servem para refletir um planejamento para a atualidade – O que queremos e o que devemos?

9. Na Igreja Primitiva, propriamente em Atos dos Apóstolos, percebe-se uma visão muito clara do propósito de Deus e as metas para alcançar – primeiro em Jerusalém, depois na Judéia, na Samaria e até os confins da terra (At 1.8). O livro desenvolve a estratégia a ser realizada durante a segunda metade do primeiro século da era cristã. O primeiro item do planejamento estratégico da igreja primitiva era a compaixão e o amor pelas pessoas. Sua estratégia era se aprofundar na doutrina, ter comunhão, orar, ajudar os necessitados e louvar a Deus (At 2.42-47). O apóstolo Paulo teve um ministério com a visão estratégica de alcançar os confins da terra. O evento de Atos 6 mostra a necessidade de planejamento e nova organização. É marcante o planejamento que fazem.

Algumas considerações bíblicas que remetem a ações de planejamento:

Assentar-se e calcular/planejar (Lc 14.28-33). Ser fiel e alcançar o propósito (Lc 12.42-48; 8.18). Reagir diante da necessidade e crise (Lc 16.1-8). Parábolas que remetem a consciência de desenvolver com cuidado e zelo o Reino de Deus, muitas vezes com caráter de negócio (Mt 13.44-45). Planejar e lançar a rede (13.47-52). Planejar e aproveitar as oportunidades (Mt 25.14-30). Negociar até que Jesus volte e fazer render (Lc 19.11-26). Estratégia do envio e da tarefa dos discípulos/lideranças (Lc 9.1; 10.1; Mt 28.18-20; At 1.8).

As ações no Reino de Deus, normalmente, iniciam pequenas, mas se desenvolvem até abrigar os necessitados e atenda carências (a semelhança do grão de mostarda e o fermento - Lc 13.18ss). Os resultados nem sempre são vistos e nem mensuráveis. Eles têm a promessa na eternidade.

Conclusão

1. Os mensageiros e servos de Deus sempre apontaram para o plano e o propósito de Deus. As ações e metas se realizaram e cumpriram o propósito maior do amor e da graça de Deus. Este propósito de Deus ainda está em aberto e se concretizará na volta de Cristo e na eternidade.

2. A Bíblia de fato não fala nos termos planejamento estratégico, mas percebe-se que ela é um plano muito bem planejado, que se realiza a cada momento que passa. Deus realiza o seu plano. O propósito é estar dentro do propósito de Deus. E a Bíblia oferece elementos que refletem que ela mesma é um “planejamento estratégico”, que não se baseia na técnica, em resultados e lucros, mas na visão, missão e valores/princípios do Reino de Deus.

3. O risco da igreja cristã na época da pós-modernidade é não conhecer a fundamentação bíblico-teológica e copiar do mundo secular o seu modelo de planejar (ou simplesmente agendar) e se organizar. O contrário acontece quando a organização, ou mesmo a comunidade local, se exime de não planejar e se organizar. Uma pode ser tão perigosa quanto à outra.

4. O atual desafio da igreja cristã é ouvir o falar e pulsar de Deus pelas pessoas que vivem na escuridão e perdidas no mundo que nos cerca. É estar atento para a oportunidade que Deus dá para redescobrir o propósito eterno de Deus, que compromete para realizar tarefas planejadas e cumprir o mandato de Deus. Desta forma, cumprir o mandato de Jesus até que ele volte.

5. O planejamento estratégico efetivo é aquele que ousa acreditar no propósito eterno de Deus, se dispõe a aprender dos grandes feitos de Deus, não se intimida diante de fracassos e contrariedades, mas acredita em ser agente de mudança e transformação.

Autor: Werner Lickfeld - http://www.institutojetro.com.br

Receita para uma igreja bem sucedida

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão, Igreja by admin on 07-03-2010

Gabriel Andrada é jovem, seminarista, recém casado, e cheio de ideais. Evangélico desde o berço, diz que só se converteu de fato com 17 anos em um acampamento de carnaval. Desde a experiência de conversão, que o levou às lágrimas, participa de eventos evangelísticos de sua igreja. Agora se sente vocacionado para ser pastor. Ávido por ser “usado” por Deus, Gabriel matriculou-se em um pequeno instituto bíblico.

Gabriel me conheceu na internet e escreveu pedindo ajuda. Precisa que eu lhe ensine o “caminho das pedras” para começar uma igreja do zero. Pensei, pensei!  Sem conhecê-lo, sem saber exatamente aonde o noviço quer chegar, resolvi correr o risco de responder. Disse que para uma igreja ser bem sucedida no Brasil são necessários a combinação de pelo menos dois, de quatro ingredientes.

1) Um pastor carismático. Que tenha traquejo para falar em público com desenvoltura. Que cante afinado, ou que pelo menos comece os hinos no tom certo. Que tenha boa memória para decorar versículos e saiba citá-los sem tomar fôlego. Que seja simpático e bem humorado no trato pessoal.

2) Um bom prédio em uma boa localização. Que a igreja seja em um lugar de fácil acesso. Que tenha bom estacionamento. Que seja confortável, preferivelmente com cadeiras acolchoadas, climatizado com ar condicionado. Que os banheiros limpos não cheirem a creolina.

3) Acesso à mídia. Que a nova igreja tenha programa de rádio ou de televisão. Mas que a programação ressalte as qualidades especiais do líder como o apóstolo escolhido de Deus para os últimos dias. Que repita sem parar que a igreja é especial, diferente de todas as outras. É bom que o locutor fale em línguas estranhas (glossolalia) e profetize sobre detalhes da vida dos crentes. Que crie uma aura de “poder” pentecostal e curiosidade nas pessoas de comparecerem aos cultos.

4) Teologia da Prosperidade. Que o pastor não tenha escrúpulo de prometer milagre à granel. Que a maior parte do culto seja gasto colhendo testemunhos de gente que enricou com as campanhas dos sete dias, com os jejuns da conquista, com as rosas santas, com os cultos dos Gideões, com as maratonas de oração. Quanto mais relatos, melhor.

Ressalto. Gabriel não precisa se valer de todos os pontos para se tornar o novo fenômeno gospel brasileiro. Entretanto, sem o quarto ingrediente, ele não vai a lugar nenhum. Basta que combine qualquer um com o último e seguramente se tornará um forte concorrente nos disputadíssimo mercado gospel.

Entretanto, como vai concorrer com expoentes bem consolidados, terá que trabalhar muito. Talvez precise fazer o programa de rádio ou de televisão na madrugada.  No começo, para pagar o horário, terá que fazer merchandise de Ginka Biloba. Gabriel não deve ter receio de oferecer, por uma pequena oferta, lenço ungido, óleo sagrado ou água do rio Jordão. Se necessário, pode até vender cadernos escolares com a capa espiritual; tipo, um rapaz surfando e uma frase ao lado: “Cristo é ‘sur-ficiente’ para mim”.

Não sei se Gabriel entenderá a minha ironia. Caso leve os meus conselhos a sério, logo teremos uma nova igreja de nome bizarro. Contudo, quando estiver nos píncaros da glória, todos saberão que a trajetória de Gabriel Andrada não foi tão espiritual quanto se poderia supor. “Há algo de podre no reino da Dinamarca” – Shakespeare.

Soli Deo Gloria.

Autor: Ricardo Gondim

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

CUIDADO: Nem tudo que brilha é de Deus

Filed under #Todos os Estudos, Avivamento, Igreja, Seitas e Heresias / Apologética by admin on 04-03-2010

É por necessidade e talvez não tanto por querer que eu escrevo esse artigo. De vez em quando alguém quer reformar uma casa, e nisso há uma necessidade de derrubar algumas coisas para poder reconstruir na maneira que é certo e desejado. E, muitas vezes, sem querer, ou no mínimo sabendo do risco, ele mexe numa área onde tem cobras, ou pior, ele se acha com uma mão bem no ninho. Aparentemente isto é o que aconteceu. Mas como eu falei, eu sabia do perigo e coloquei a minha mão lá de qualquer jeito porque o que mais importa para mim não é a minha vida, mas que a casa do Senhor seja construída no alicerce de Jesus Cristo e os ensinamentos dos seus profetas e apóstolos.

Eu entendo muito bem que o que está em pauta não é poeira de ouro, dente de ouro ou qualquer outra fenômeno que estamos vendo hoje em dia, mas sim um bezerro de ouro que eu acabei de chutar; a adoração extravagante de uma geração que adora Deus com somente os seus lábios. Sim, eu estou generalizando. Sei que existe uns ainda que não têm dobrado seus joelhos a Baal e que realmente buscam a Sua face e santidade, mas por questão de tratar de algo bem geral numa nação, vamos usar termos generalizados, não para ofender, mas para tratar um assunto grande numa maneira mais prática como Deus muitas vezes tem falado para uma nação.

O interessante é que, quando você usa um termo tipo “geração burra”, muitas pessoas se levantam para reclamar da maneira de colocar todo mundo no mesmo barco. Mas, quando nós referimos a geração com termos tipo “geração profética” ou “geração santa” (e não, eu não estou referindo a qualquer ministério em si, mas os apelidos mais usados para essa geração), todo mundo pula e grita “aleluia”, mas, pelo amor de Deus, cadê os profetas ou santos dessa geração?

Hoje em dia os “profetas” estão todos falando de avivamento, benção e prosperidade. E, bem de vez em quando, existe alguém que levanta sua voz para perguntar, “Não existe aqui nenhum profeta para nós consultamos o Senhor por meio dele?” (1Reis 22.7) O que a gente ouve hoje em dia não é uma voz profética, mas aquela voz que fala coisas agradáveis a nossos ouvidos. Ninguém mais fala de pecado e inferno, mas de intimidade e céu, assuntos bem mais agradáveis e bem mais eficientes se queremos encher os nossos templos.

Mas vamos cair no real! Se essa é uma geração profética, eu dei parto aos meus três filhos. E isto não é para criticar, mas para mostrar como a parada tá meio ridícula. Creio que Deus ainda vai levantar profetas dentro dessa geração, mas, uma geração profética??? Me mostra um profeta dentro dessa geração! Vamos nos acordar antes que seja tarde demais. E será que temos que abordar a santidade dessa geração, ou melhor, a falta de santidade? Ninguém vai discutir sobre o fato que a galera está bitolado em tanto pecado que ela nem sabe se ela é salva. Quer saber mesmo? Faça um apelo no fim de uma pregação rara sobre pecado e inferno e ver como a maioria vai para frente. E isto não é para falar mal deles, mas para apontar ao fato de que essa geração não tem tanta certeza da sua salvação que nós queremos acreditar. Mas, eles indo para frente eu acho maravilhoso porque quando eu era jovem eu também não tinha a mínima certeza da minha salvação baseado no fato que tinha tanto pecado rolando na minha vida que não dava para garantir nada. Então, eu repito, “O que é santo sobre essa geração?” Seu namoro? Seus mp3’s piratas e roubados da Internet? Seus “chat’s” apimentados na Internet? Sua pornografia? Sua masturbação? Pois é. Pode ser que a palavra “profética” sobre essa geração é que ela será uma geração “santa”, mas não sei. O que eu sei é se nós usamos um termo geral que enche a bola do povo, todo mundo te aplaude, mas quando alguém fala algo não agradável como “geração burra”, as pessoas começam a pedir sua cabeça num prato. Mas a verdade é que existem mais pessoas burras ou mal instruídas e informadas nessa geração do que profetas ou pessoas santas. E isto é uma verdade triste e inegável. Então, vamos tirar a grama das nossas bocas e conversar.

Eu entendo que o termo “geração burra” pode ser chocante e por isso foi usado. É uma maneira muita usada na bíblia para chamar a atenção do povo. Veja só,

Jeremias 2.23-26; Como é que você pode dizer que não se manchou e que nunca adorou o deus Baal? Veja como você pecou no vale, veja só o que fez. Você é como uma camela nova no cio, correndo solta por aí. É como uma jumenta selvagem do deserto, quando está no cio: quem a pode impedir de satisfazer o seu desejo? O macho que a quer não precisa procurá-la: ela sempre pode ser encontrada na época do cruzamento. Povo de Israel, cuidado para que os seus pés não se machuquem de tanto você andar atrás de outros deuses; cuidado para que a sua garganta não fique seca. Mas você diz: ‘Não! Não adianta! Eu me apaixonei por deuses estrangeiros e vou atrás deles.’” O SENHOR Deus diz: - Como o ladrão fica envergonhado quando é pego, assim o povo de Israel passará vergonha: todos vocês, os seus reis e príncipes, os seus sacerdotes e profetas.

Deus, nessa passagem não somente chamou o povo de Israel de camelos, mas também de jumentas (burros). Que coisa ofensiva. E que tal quando João chamar os professores da lei de “raça de víboras” ou quando Jesus vez após vez chamou eles de hipócritas e filhos do diabo? Entenda bem, “geração burra” não foi para ofender, mas para alertar. Uma alerta que muitos de nós estamos entrando num barco furado chamando ele de “Queen Mary”, mas se olhar mais de perto, vai está escrito ao seu lado: “Titanic”.

Qualquer coisa que começa a tirar o foco de Jesus é um ídolo e se torna o inimigo de Deus, independente da roupagem em que ela vem. E eu duvido que exista alguém tão enganado que não veja o perigo que corremos quando falamos de adoração extravagante e os seus líderes. Dos líderes acredito que eles são homens e mulheres de Deus. Isso eu não duvido, nem questiono. O problema não está com o rei, mas com o povo que queria um rei no lugar de Deus. Eles queriam alguém visível, tocável e Deus não estava preenchendo o vazio deles. O que vemos na história da igreja é vez após vez o povo botando seus olhos no líder e adorando ele ou o mover acompanhando ele. Nisso temos que admitir que existe uma galera grande que tem feito um bezerro de ouro da adoração extravagante e pop-stars dos seus líderes. A prova está em quantos querem os seus autógrafos. Nada mais preciso falar. E esse é o perigo que não podemos correr risco de ignorar. Quando a música toma o lugar da Palavra e experiências subjetivas o lugar de verdades objetivas, temos que gritar bem alto sobre esse perigo. Eu quero deixar algo bem claro, não há nada errado em adoração extravagante, até é correto. O que está fora do seu lugar é quando o mover se torna o objeto de adoração. Hoje em dia temos adoradores de adoração que não conhecem a Palavra de Deus porque não precisam mais; tem CD’s saindo a cada 30 dias. E bem aqui é quando os erros começam a entrar.

Mas, em vez de abordar e entender a essência do artigo e ver que realmente existe algo errado quando pessoas gastam horas com Deus e não mudam seu jeito de viver, não se tornam mais santos, nós estamos obrigados a falar de coisas que não tem nada a ver porque alguém queria ler entre as linhas e achar uma mensagem subliminar. Pessoas querendo saber se você estava se referindo a uma pessoa ou um ministério sem citar nomes. Vamos crescer um pouco e perceber que o Brasil não é único país onde tem coisas acontecendo e o mais certo é que a maioria das coisas que temos aqui veio de outros lugares, principalmente sua adoração plagiada. “Não há nada novo embaixo do sol.” (Ec 1.9)

Dente de ouro e poeira de ouro
Incrível que uma pequena frase jogada num artigo meio grande foi aquele mais vista e citada. Não sei por qual motivo foi que isso chamou tanta atenção na coisa, mas agora vamos falar desse acontecimento. De novo, não existe nada novo embaixo do sol. Esse negócio de poeira de ouro e dente de ouro vem de anos atrás. Tudo mundo está achado que isso é algo da última hora, mas não é. Esse fenômeno está sendo propagado como um “novo” mover de Deus, ou um sinal da presença Dele. E a maioria das pessoas não tenta explicar ou questionar isso, eles simplesmente aceitam como algo vindo de Deus porque é assim que está sendo apresentado a eles.

Nem tudo que brilha é de Deus
Bom, antes de desligar seu computador fique aqui comigo. Eu somente quero contar o que tem acontecido em lugares que já experimentaram esses fenômenos de poeira de ouro e dentes de ouro. Mias uma vez, não para declarar que não é de Deus, pois em certas ocasiões pode ser.

Em 1999, Toronto, Canadá, onde a maioria desses fenômenos que estão acompanhando o mover neopentecostal tinha seus começos, uma brasileira, Silvania Machado, estava ministrando lá. A história dela é que depois que foi batizada no Espírito Santo em 1996, poeira de ouro começou a aparecer no seu rosto durante os cultos de adoração. Ela “recebeu tanta poeira que quase cobriu seu rosto e começou cair da sua cabeça”. Então quando ela chegou em Toronto, todo mundo já sabia desse fenômeno dela e existia uma expectativa de ver mesmo. E sem desapontar, a poeira apareceu e o pastor John Arnott, querendo provar que era ouro de verdade e de Deus, levou ao laboratório do Departamento de Geologia da Universidade de Toronto para analise. A revista “Charisma” umas das maiores no meio evangélico e a maior no lado dos neopentecostais também levaram para o “U.S. Geological Survey” para ser analisado. Os resultados que voltaram chocaram eles. O “ouro” era nada mais do que plástico; glitter. Nada de ouro ou metal, puro plástico. Resultado: a conferência foi cancelada; e esta é uma igreja que tem coisas bem mais questionáveis rolando lá.

O interessante é que aqueles que foram atrás dos testes estavam querendo provar que era ouro de verdade. É fácil de ignorar algo falado do lado que quer desprover, mas quando vem do time de casa, é mais difícil de ignorar. Sei que existem pessoas que vão ler isso e vão falar, “Eu não acredito”. Mas, contra fato não tem argumento, e esse é algo bem documentado, não é lenda. De novo, eu não estou declarando que não é de Deus, mas eu não entendo qual seria a razão de Deus de mandar ouro de plástico. Isto é um sinal? Talvez Deus esteja querendo nos falar que a economia do céu não está tão bem e Ele estava querendo economizar um pouco. E isso nos leva a uma pergunta meio séria: será que as ruas do céu são feitas de plástico também? Bom, vamos parar com isso antes de cair em pecado falando coisas banais.

E único que esse fenômeno parece, não é algo limitado ao meio Cristão. No seu livro “Vozes, Visões e Aparições” Michael Freze fala, “No dia 24 de junho, 1987, uma mulher falou que seu rosário tinha se tornado em ouro enquanto ela estava visitando Medjugorje (um dos lugares mais conhecidos por visitações da Virgem Maria). Essa mesma mulher confirmou que mais do que quarenta pessoas as que ela tinha ministrado também tinham seus rosários transformados em ouro. Esse fenômeno não é tão incrível… milhares têm voltado de Medjugorje testificado que seus rosários se tornaram ouro instantaneamente durante uma reunião de oração na presença de centenas de testemunhos.”

Também em Conyers, Georgia nos EUA. Poeira de ouro tem sido prometido pelo “Jesus e a Virgem Maria” para os adoradores de Maria que se juntam lá. Das mensagens de 23 de abril, 1993, uma adoradora de Maria, Nancy Fowler nos fala, “Uma coroa Linda apareceu acima da cabeça da Mãe abençoada”… Nancy continua falando que, “Ela era linda. Mais sofrimento vai vir se vocês continuem violando as leis de Deus.” A Mãe abençoada falou para Nancy que “os rosários iam se tornar numa cor de ouro e que teria poeira de ouro.”

É complicado quando a gente para pra analisar tudo que está envolvido num fenômeno. Esse é de Deus ou Maria? Pois creio eu que exista uma grande diferença. Poeira de ouro pode ser de Deus, mas ainda temos algumas coisas que temos que abordar, tipo, “Por que?” Qual seria a razão disso? Cada maravilha na bíblia tinha uma razão explicita e até agora eu não tenho ouvido nada em relação de poeira de ouro além de uma mal usada declaração de “obras maiores”. Primeiramente, a bíblia fala que nós vamos fazer “obras maiores” e não “milagres maiores”. E desde quando poeira de ouro é maior do que Lázaro ressuscitando? E se Jesus estava falando de milagres maiores, até agora ninguém tem chegado perto. Alguns têm feito milagres similares ou os mesmos, mas maiores ainda não. Então, Jesus estava enganado ou nós estamos mal interpretando o versículo. Historicamente, esse versículo tem sido entendido de estar falando do seu sucesso de levar ao evangelho aos gentios, o mundo que na época quase foi levado a obediência de fé em Jesus Cristo. Nós lemos algo sobre Pedro que na Bíblia não relata o mesmo sobre Jesus; através de uma pregação, três mil pessoas se converteram e numa outra vez foram cinco mil. Isto Jesus nunca fez e isto seria maior. Mas, poeira de ouro? Será que estamos tão desesperados por um sinal?

Interessante que um dentista, que confirmou de ter feito um trabalho na boca de um indivíduo que esqueceu e falou, “Eu acho interessante que Deus ia trocar o trabalho feito por ouro. Por que ele não usa o material original e restaura o dente mesmo? Isso sim seria interessante.” Um detalhe, esse dentista era um incrédulo.

De novo, o fato que esses fenômenos não sempre são fraudulentos e as vezes verídicas ainda não fala que é de Deus. E isto é onde está escondido o perigo. Podemos falar que é de Deus e não de satanás?

Onde tem um povo buscando sinais há terra fértil por engano
E sim, satanás pode fazer chuva de ouro e dentes de ouro. Os milagres de satanás vão parecer com a coisa real. Os mágicos na corte de Faraó conseguiram copiar os primeiros três milagres de Moisés. Nos finais dos tempos, quando vierem os falsos profetas e seus milagres, pode crer que vai ser algo bem mais impressionante do que um dente de ouro, pois poderia enganar até os eleitos, se isso fosse possível.
Mateus 24:24; Porque aparecerão falsos profetas e falsos messias, que farão milagres e maravilhas para enganar, se possível, até o povo escolhido de Deus.

II Tessalonicenses 2:9-10; O Perverso chegará com o poder de Satanás e fará todo tipo de falsos milagres e maravilhas. E enganará com todo tipo de maldade os que vão ser destruídos. Eles vão ser destruídos porque não aceitaram nem amaram a verdade que os poderia salvar.

Apocalipse 13:11-15; Então vi outro monstro, que subia da terra. Ele tinha dois chifres parecidos com os de um carneiro, mas falava como um dragão.
Usava toda a autoridade do primeiro monstro, na sua presença. Forçava a terra e todos os que moram nela a adorarem o primeiro monstro, aquele cuja ferida mortal havia sido curada. Esse segundo monstro fez coisas espantosas. Fez com que caísse fogo do céu sobre a terra, na presença de todas as pessoas. E enganou todos os povos da terra, por meio das coisas que lhe foi permitido fazer na presença do primeiro monstro. O segundo monstro disse a todos os povos do mundo que fizessem uma imagem em honra ao outro monstro, que havia sido ferido pela espada e não havia morrido. O segundo monstro recebeu poder de soprar vida na imagem do primeiro, para que ela pudesse falar e matar todos os que não a adorassem.

Meu amigo, que louco… fogo caindo do céu, fazendo uma estátua viver e falar? Esses seriam bons e quem não está preparado vai cair facilmente.

Apocalipse 13.14 nos fala que satanás tem a capacidade de curar. E ele também pode fazer alguém doente.

Jó 2:7; Aí Satanás saiu da presença do SENHOR e fez com que o corpo de Jó ficasse coberto de feridas horríveis, desde as solas dos pés até o alto da cabeça.

Por isso Jesus nos fala que temos que ser astutos como as serpentes.
Vai chegar um tempo quando os enganos vão ser tantos que vai ser difícil de saber o que é e o que não é de Deus. Temos que ter algo além de nossos sentimentos, pensamentos e experiências subjetivas. Mas onde nós vamos achar essa coisa objetiva que pode nos proteger? Bem nas suas casas. Ela é chamada de Bíblia.

Questionar é pecar?
Interessante, quem questiona esses tais moveres de Deus está chamado de religioso, bitolado, e até de pecador pelos “mais espirituais”. Mas Paulo elogiou àqueles que questionavam na sua época.

Atos 17:11; Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.

O que precisamos hoje é de mais bereanos e menos ovelhas cegas que pegam qualquer onda somente porque seu líder falou que é legal ou porque começou com seu ídolo. O bolo de engano no Brasil está sendo preparado enquanto estamos falando aqui. A bíblia é bem clara sobre a decepção aumentar no mundo, e nós temos visto, pela história da igreja, que aqueles na liderança nem sempre ouvem bem as coisas de Deus. Então vamos cuidar de comparar tudo que vemos ou ouvimos com a Palavra de Deus e não acreditar em tudo que vem com o vento.

Algo que não tem respaldo bíblico é sempre algo que deve ser questionado no meio dos filhos de Deus. Não questionar é perigoso. E nisso, eu de novo pergunto, “Como podemos saber se é de Deus?” Porque acontece na igreja? Que engano de um povo simples. Satanás pode operar na igreja sem muita dificuldade. Um prédio não oferece proteção a ninguém. Nós precisamos voltar para a bíblia. Hoje em dia existe uma tendência de basear verdade em nossas “experiências religiosas” ou em “sinais e maravilhas” do nosso critério. E assim nós abrimos a porta a cada engano que quer nos visitar. Se experiência ou emoção se torna o padrão da nossa fé, nós temos que aceitar a validade de qualquer experiência que está acompanhando com uma sensação religiosa. Somente porque algo é sobrenatural, ou parece ser sobrenatural, não necessariamente garante que é de Deus. Deus pode fazer chuva de poeira nos cultos? Claro que Ele pode. Ele pode fazer o que Ele quer, mas Ele nunca vai contradizer sua Palavra. E ali vamos medir o que é ou não é Dele.

É da nossa natureza querer algo de substância, de ver, de tocar, e sentir; um Deus que é paupável e não invisível a nós. Muitos estão procurando “experimentar Deus”. Cristianismo é algo de ser experimentado mesmo, mas nessa área temos que ter muito cuidado porque nossos desejos por experiências podem trazer engano no mesmo tempo se não exercemos discernimento e provar cada espírito. Um dos erros da igreja de Corinto estava baseado em experiências reais e até sobrenaturais que uns podiam ter com as prostitutas dos templos e a adoração pirada delas. Vamos falar em uma experiência emocional; sexo com adoração. A verdade é que cada experiência religiosa deve ser testada para ver se concorda com as Escrituras antes de ser aceita como algo genuíno de Deus. Lembre-se dos Bereanos. A bíblia é a única coisa objetiva que pode nos proteger dos enganos e nos permite separar as experiências verdadeiras de Deus das desilusões do inimigo. Todas as nossas experiências religiosas devem ser verificadas pelas Escrituras; as Escrituras não são provadas pelas nossas experiências.

“A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.” (Declaração de Cambridge)

SOLA SCRIPTURA
Martinho Lutero, especializando-se nas epístolas aos Romanos, Gálatas e Hebreus, foi capaz de perceber claramente os erros da Igreja Católica Romana. Ao ver que os papas e os concílios podiam errar, passou a reconhecer a supremacia das Escrituras. Dizia Lutero: “Não me retrato de coisa alguma a não ser que me convençam pelas Escrituras ou por meio de argumentos irrefutáveis”. Contudo, Lutero e os Reformadores não queriam dizer, com Sola Scriptura, que a Bíblia é a única autoridade para a igreja. Pelo contrário, queriam dizer que a Bíblia é a única autoridade infalível dentro da igreja.

E assim, nós temos que orar para que a igreja volte a esse consenso. Não para criticar, mas para proteger. Os mórmons desafiam os que estão sendo evangelizados por eles de pedir que Deus coloque um fogo nas suas barrigas para confirmar se o que foi falado é a verdade, e o mais incrível é que a sensação de algo queimando dentro da pessoa acontece. Isso é de Deus? De jeito nenhum. Mas, como nós sabemos que não é? Através das Escrituras que mostram a verdade e jogam uma luz nos erros.

Cautela é a palavra de hoje, não julgar. Existem coisas que rolam na igreja que ninguém jamais vai explicar e claro que existe um anseio de não chamar as coisas de Deus do diabo. Mas ao mesmo tempo temos que cuidar pra não aceitar tudo como se fosse de Deus antes de levar ele a palavra.

“A um mundo que está sem padrão, e à própria Igreja evangélica, que está voltando a enterrar o seu padrão em meio a um entulho místico pseudo-espiritual - a mensagem da Reforma continua necessária. O brado de Sola Scriptura, com veemência e clareza, como antídoto ao veneno contemporâneo do subjetivismo e existencialismo do homem sem Deus, que teima em se infiltrar nos ensinamentos da Igreja Cristã.”
(Solano Portela)

João 4:23; Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem.

O que a bíblia nos fala de poeira de ouro? O incrível é que poeira de ouro só foi mencionada uma única vez nas Escrituras:

Êxodo 32:20; Então pegou o bezerro de ouro que eles haviam feito, queimou-o no fogo e o moeu até virar pó e espalhou o pó na água. Em seguida mandou que o povo de Israel bebesse daquela água.

Então, é bíblico? Sim, mas era um julgamento contra o povo de Israel por ter feito um ídolo para adorar. Será que não podemos suspeitar que esse ouro é o resultado do bezerro de ouro, a adoração extravagante, sendo adorado pelo povo de Deus? Não sei, mas pode ser isso tanto quanto uma benção. E aí nós achamos o perigo de algo que não pode ser provado ou verificado pela Palavra de Deus.

Deus ainda age no sobrenatural hoje? Sem dúvida! Mas nós temos que cuidar com qualquer coisa que se torna o foco de um culto, igreja ou ministério que não é Jesus e sua cruz. E não é para nós corrermos pra lá e pra cá buscando sinais sobrenaturais da existência de Deus. Fé é a base da nossa vida cristã, não experiência.

Hebreus 11.1-3; A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver. Foi pela fé que as pessoas do passado conseguiram a aprovação de Deus. É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê.

Deixe-me terminar falando que a minha preocupação é real. Uma igreja (geral) que “adora”, mas não pára de pecar, de repente, recebendo vários “sinais” de Deus que não tem nada a ver com um alerta ou anúncio de um julgamento, chegam pra me deixar confuso. Para mim, a coisa não desce bem. O que a igreja brasileira precisa hoje é de profetas de verdade confrontando o pecado na igreja, falando das vestes sujas da noiva e não de doces. Então quando vem o vendedor de bombons para minha casa, eu cordialmente mandarei ele embora. Eu não estou comprando hoje.

SOLA SCRIPTURA!

“O perigo maior desses finais dos tempos não é doença, nem pobreza, nem perseguição. É decepção. Se alguém fala, ‘Isto não pode acontecer comigo,’ já tem acontecido com aquela pessoa, porque aquela pessoa está falando que algo não pode acontecer que Jesus falou que ia acontecer. E isto é uma indicação suficiente que aquela pessoa já está decepcionada.”
(Derek Prince)

Deus, nos proteja!

A igreja e a contabilidade

Filed under #Todos os Estudos, Finanças, Igreja by admin on 01-03-2010

Com 12 discípulos, Jesus criou a maior “organização” do mundo. O império Romano, pelas conquistas empreendidas, não sobreviveu. Que ensino nos deixou quanto à gerência empresarial? Nenhum.

Qualquer que seja o processo de avaliação que você pense, Jesus sem sombra de dúvida foi o maior administrador de todos os tempos. Senão, vejamos: Longevidade? Mais de dois mil anos. Riquezas? Incalculáveis. Números? Impossível avaliar. Lealdade de seus membros? Muitos dão a vida por esta organização. Distribuição? No mundo inteiro. Diversificação? Integrada com grande sucesso em todo tipo de empreendimento.

Podemos concluir que Jesus reina supremo, sendo o maior administrador que o mundo já conheceu. Se você, meu irmão, realmente deseja ser bem-sucedido, estude, aprenda e aplique os princípios de Jesus.

Crie um Plano. Chega a ser assustador, mas poucas Igrejas têm um plano contábil/financeiro (plano diretor) pelo qual possam acompanhar seu desempenho e medir seu progresso.

São raros os pastores, tesoureiros e administradores, que tenham elaborado um plano para a Igreja, com objetivos a serem alcançados no curto, médio e longo prazos. Com preparo inadequado, obtemos resultados inadequados.

Jesus tinha um plano e o seguiu fielmente. Essa foi a razão maior de seu sucesso. Sabia para onde ia e permanecia naquela direção. Mas, como saber gerenciar sem o relato de dados coletados em relatórios contábeis/financeiros?

Sem isso, você não tem para onde ir, não tem alvo para onde canalizar suas energias. Sem um plano contábil/financeiro, você agirá apenas em face das circunstâncias. Se dermos o enfoque celestial ao preparo de Jesus, veremos que não teve princípio, foi sempre eterno.

Mas, num enfoque temporal, Jesus preparou-se durante 30 anos, antes de dar início à execução de seu trabalho. Para assegurar a máxima eficácia e a completa realização de nossos planos, temos de nos preparar primeiramente.

E foi pela compreensão do Antigo Testamento que Jesus baseou muito de sua abordagem para executar Seu plano. Ele tinha uma base de conhecimento na qual fundamentava suas ações, e Ele as executou brilhantemente.

E, para sermos bem sucedidos em nossa administração, devemos fazer o mesmo. Quer você como pastor, tesoureiro ou administrador da Igreja, nada, mas nada mesmo, substitui o preparo.

Dê-lhe atenção e tempo necessários. Jesus assim o fez. Seu espantoso sucesso é um testemunho da importância do preparo. Quando da multiplicação dos pães ,Jesus mandou contar a multidão, o que nada mais é que usar aspectos contábeis para a tomada de decisão.

O que Jesus nos ensina, e nos inspira, vai além das regras de como proceder na administração contábil/financeira da Igreja, ensina -nos a conduzir nossa vida desde que aceitemos as palavras encontradas na Bíblia.

A chave da administração contábil/financeira da Igreja está em saber que o tempo gasto na administração significa administração de nós mesmos.

Fonte: http://www.institutojetro.com

Autor: Paulo de Tarso

A importância das atitudes preventivas

Filed under #Todos os Estudos by admin on 22-02-2010

O objetivo deste artigo é orientar as Igrejas no sentido de como devem agir no que diz respeito à segurança não só dos trabalhadores, como também dos membros, colaboradores, obreiros e até mesmo dos visitantes em relação à segurança e salubridade dos ambientes de celebração dos cultos, orientando a respeito de insalubridade, periculosidade, danos morais e demais riscos que ultimamente vêm sendo constatados.

Em diversos livros da Palavra de Deus encontramos a orientação “Vigiai e orai” (Mt 26:41, Mc 14:38 e outros), mas, em especial, temos através do livro de Lucas a seguinte orientação: “Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier.”(Lc 21:36). Através desta orientação certo está que temos que “orar” como corpo de Cristo, mas também “vigiar” para que o Corpo de Cristo (Igreja) permaneça imaculado.

Ultimamente muito se tem ouvido falar a respeito de “poluição sonora” e “perturbação do sossego”, sendo tais problemas de nível nacional, devido ao volume elevado dos louvores e das pregações em determinados cultos, através dos quais de certa forma têm incomodado a vizinhança de alguns templos, mas isto pode ser facilmente resolvido através de isolamento acústico realizado no interior dos templos, impedindo a propagação de som, limitando somente ao interior dos templos.

Porém, é de se questionar: E quanto ao interior dos templos? Qual a atenção que se tem dado? Como se encontram as condições ambientais, acústica, iluminação, conforto térmico? E em relação à segurança, os templos estão seguros ou correm riscos de acidente por conta de problemas como piso escorregadio, escadas sem corrimão, fiação elétrica exposta e outros?

Infelizmente nada se tem ouvido falar sobre os cuidados com o interior das igrejas, no que diz respeito à segurança e salubridade dos trabalhos. Devemos despertar para um mal que crescentemente vem assolando todos os ramos de atividades, inclusive as Igrejas.

Precisamos estar atentos, em relação à segurança e salubridade em todos os níveis, nos diversos departamentos e ministérios, para que tudo esteja dentro da normalidade/legalidade, “vigiando” em relação ao volume do som, se está dentro do volume tolerável em dB(A) de acordo com a NR (Norma Regulamentadora); em relação à temperatura, se o ambiente está climatizado em temperatura agradável entre 22 e 24 °C; em relação à iluminação, se está dentro do nível médio de LUX recomendável; em relação aos pisos, em todas as áreas das igrejas, se são/estão escorregadios, se há risco de quedas; em relação à parte elétrica, se toda a fiação está devidamente instalada e isolada; em relação às escadas, se existem corrimão, piso aderente, etc.

Devemos sim nos preocupar com todas estas situações, vez que volume acima do tolerável e temperatura fora da normalidade pode gerar insalubridade aos funcionários das Igrejas e desconforto para os membros e visitantes e ainda, a exposição de fiação elétrica, pisos escorregadios, escadas sem corrimão, piso não aderente, pode gerar periculosidade para os funcionários das Igrejas e para os membros e visitantes, podendo ainda, ser objeto de ações de indenização por acidentes ou danos morais.

Sendo assim, indubitavelmente, é imprescindível que as Igrejas estejam “vigiando” e buscando especialistas para regularizar o ambiente interno das Igrejas, para que se torne agradável, seguro e dentro da legalidade e “orando” para que não sejamos atingidos pelas indesejáveis reclamatórias trabalhistas ou pelas horripilantes ações indenizatórias.

Como remate, vale lembrar um velho ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar” e a palavra de Deus também nos alerta “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. (Os 4:6)

Autor: Rodrigo Sottile
http://www.institutojetro.com

A oração da Igreja

Filed under #Todos os Estudos, Lutero by admin on 20-02-2010

Leia em sua Bíblia: João 16.23-33

“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tiago 5.16)

Ninguém acredita como é forte e poderosa a oração, e que ela é capaz de realizar, a não ser aquele que fez a experiência e o tentou… Eu bem o sei. Todas as vezes que orei com seriedade, perseverando de fato na oração, fui sempre ouvido em abundância, e sempre alcancei mais do que pedi! Por vezes, Deus demorou, é verdade. Mas sempre acabou ouvindo-me. Como é poderosa a oração verdadeira de um cristão piedoso! Como é poderosa perante Deus quando um pobre pecador fala assim com a excelentíssima majestade do céu, não precisando assustar-se, mas sabendo que Deus o recebe com sorriso amigável por causa de Jesus Cristo, seu Filho amado, nosso Senhor e Salvador! Não há necessidade que o coração e a consciência evoquem o passado, nem de ficar em dúvida por causa de sua indignidade, nem de apavorar-se. No coração podemos estar certos, concluímos e cremos que já fomos ouvidos no que oramos na fé em Cristo.

Por isso, amados irmãos, orem no coração e, por vezes, também com a boca, pois (por Deus!) a oração sustenta o mundo. Sem ela, as coisas seriam diferentes. Em casa não sou assim tão corajoso e animado, pois sempre tenho que admoestar antes; na igreja, porém, entre o povo, a prece vem do coração e tem penetração certa.

Textos gentilmente cedidos por: CIL - Comissão Interluterana de Literatura

Fonte: http://www.luteranos.com.br

10 Razões porque não tomo banho

Filed under #Todos os Estudos, Ilustrações by admin on 05-02-2010

(Paralelo a “10 razões porque não vou à igreja” )

Pessoas que não freqüentam os cultos sempre dão algumas desculpas razoavelmente interessantes para justificarem-se. Para mostrar a fraqueza dessas desculpas, alguém elaborou uma lista bem humorada chamada: “DEZ RAZÕES POR QUE NUNCA TOMO BANHO”.

1 - Fui forçado a tomar banho quando era criança.

2 - Pessoas que se banham são hipócritas - elas se acham mais limpas que as outras.

3 - Há muitos tipos de sabonete, eu nunca decidiria qual usar.

4 - Eu costumava tomar banho, mas tornou-se uma coisa chata.

5 - Nenhum dos meus amigos toma banho.

6 - Tomo banho apenas no Natal ou na Páscoa.

7 - Começarei a tomar banho quando ficar mais velho.

8 - Não tenho tempo.

9 - O banheiro é muito frio.

10 - Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.

A comparação é óbvia. A maioria das desculpas para não se ir à Casa de Deus, são furadas. Assim também são os motivos pelos quais as pessoas não dão atenção para os assuntos espirituais.

Pena que isso aconteça… Pena que muitos inventam tantas desculpas… Agora, pense um pouco: O que essas pessoas vão ouvir de Deus (O SENHOR; O criador do Céu e da terra) na hora da sua morte? ” Vinde benditos do meu Pai?”. Mesmo crendo no imenso amor, na graça e na misericórdia de Deus, creio também no seu juízo e creio que Deus não vai fechar os olhos para aqueles que se fizeram de surdos e de cegos durante a curta vida aqui neste mundo. Pense: “De Deus não se zomba, aquilo que uma pessoa plantar, isso colherá” (Gálatas 6.9). “HOJE SE OUVIRDES A VOZ DO SENHOR, NÃO ENDUREÇA O SEU CORAÇÃO” (Hb 4.7).

Autor: Desconhecido
Fonte: www.palavraprudente.com.br

Igreja: lugar do perdão e da festa

Filed under #Todos os Estudos, Igreja by admin on 29-01-2010

Gostaria de pensar com você este tema tão especial, tão sugestivo. Lembro-me da famosa parábola do filho pródigo contada por Jesus. Depois de consumir todos os seus bens, o filho, passando necessidade, lembra-se do pai – do seu amor, do seu carinho, da sua aceitação e do seu perdão. O filho, ao pensar no pai, vê-se seguro porque confia no seu amor. Como é bom e precioso sabermos que somos amados por Aba!

Como também é muito importante sabermos que há pessoas que nos amam e têm prazer em estar com a gente. A Igreja é lugar de gente que ama, perdoa, aceita e encoraja no Espírito. Era assim que vivia a igreja primitiva (At 2.42-47; 4.32-37). Os dois pilares da vida cristã – amor a Deus e ao próximo – eram vivenciados pelo povo de Deus. Havia perdão entre eles. Era uma comunidade onde havia festa, alegria. Quando o filho pródigo voltou para casa, o pai promoveu uma grande festa.
Todos os encontros da comunidade do Pai devem ser de festa porque fomos aceitos no amado. “Para louvor da glória de Sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”(Ef 1.6,7). Então, há festa no céu quando um pecador se arrepende. Foi Jesus que disse esta verdade (Lc 15.10). Isto é simplesmente maravilhoso.

No ambiente da comunidade a graça de Deus opera de forma tão forte que todos nos sentimos iguais. Somos interdependentes. Não há acepção, preconceito, rejeição, mas amor repartido que produz atitudes e atos coerentes e pertinentes em Cristo Jesus para a saúde do Seu corpo. Onde há perdão e cura, há festa. Onde há comunhão, há plena alegria. É no ambiente da graça que vem o tratamento de Deus sobre nossas vidas, pois nada, absolutamente nada merecemos.

Deus trabalha em nós por meio do Seu Espírito operando o novo nascimento, aplicando-nos o caráter de Cristo. A Igreja primitiva tinha amor, perdão, pão, comunhão, testemunho e Testemunho (missão). Ela era um hospital e Jesus, o médico. Quanto mais se vivia Cristo mais saudável era a Igreja e mais relevante no mundo. As pessoas eram atraídas para a igreja pelo estilo de vida dos crentes. O modo de vida do povo de Deus era atraente.

Infelizmente hoje a maneira de viver dos membros das igrejas é repelente. Para atrair pessoas as igrejas usam-se dos eventos, grandes concentrações, ‘reuniões milagrosas’, pregação da teologia da prosperidade e outros mecanismos meramente pragmáticos (o que funciona melhor?). As pessoas precisam ver Cristo na comunidade dos salvos – os redimidos pelo Seu sangue.

Ser Igreja é ser Cristo nas atitudes e nos atos. Ser Igreja é caminhar na total dependência do Seu Senhor. É caminhar na direção dos párias, dos ébrios, dos maltrapilhos, dos pobres, dos miseráveis, dos doentes física e emocionalmente, dos violentados, dos drogados, dos aidéticos e de todos os que a sociedade secularizada rejeita. É necessário sairmos das quatro paredes, da nossa zona de conforto e partirmos para socorrer os que estão “cansados e oprimidos” para que Jesus os alivie (Mt 11.28-30).

Como Igreja, precisamos ser Cristo em carne e osso agindo neste mundo mau e tenebroso, sem esperança. Saiamos da acomodação, da inércia e da mesmice. Sejamos pessoas de oração, de profundidade espiritual e de criatividade, colocando em prática os ensinos do Mestre. Que sejamos pessoas inconformadas com tudo o que aí está.

Que experimentemos um ‘descontentamento santo’ (Bill Hybels). Realmente, não podemos nos conformar com este mundo, mas que experimentemos a metamorfose (transformação) do Senhor (Rm 12.1,2). Dia após dia vivamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Sejamos a comunidade terapêutica, a comunidade invasora e catalisadora, a comunidade cheia do Espírito para fazer toda a diferença neste mundo que ‘jaz no maligno’ (1 Jo 5.19). Como Jesus, andemos por toda a parte fazendo sempre o bem (At 10.38).

Homens e mulheres cheios do amor do Pai, da graça de Cristo e do poder e da consolação do Espírito Santo até que Cristo volte. Maranata, Jesus!

Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Fonte: http://www.institutojetro.com.br

Por que você não que mais ir na igreja?

Filed under #Todos os Estudos, Igreja by admin on 30-10-2009

Faz algum tempo, acredito que mais de um mês, que estou lendo o livro “Pq vc ñ qr + ir na igreja?”, encontrei nele algumas coisas interessantes, apesar do título agressivo e, até mesmo, escandalizante, que choca até mesmo os cristãos do ônibus – leio o livro indo para a faculdade, e observo a cara dos irmãos quando leem o nome do livro – encontrei nele uma frase que me fez pensar durante boa parte do dia:

“Quando se cava o próprio buraco, é preciso jogar a terra em alguém”. Capitulo 7 do livro Pq vc ñ qr + ir na igreja?

A frase no livro, faz parte de um pequeno diálogo, entro o Personagem Jake Colsen e sua pequena filha… para saber mais sobre o livro, compre ele clicando no link abaixo:

Clique aqui, ou na imagem, para comprar o livro:

Adeus Igreja

Adeus Igreja

Comprando o livro, você estará nos ajudando, pois a cada venda realizada no submarino, através dos links disponíveis no site, nós ganhamos uma porcentagem do valor.

Obrigado!

Cargos ou cargas?

Filed under #Todos os Estudos, Igreja, Liderança by admin on 04-08-2009

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2)

Temos a tendência natural para cargos. E como a temos! Podemos até lutar por eles. Cargos geralmente trazem status, posição, destaque. Como gostamos dessas coisas! O grande problema do homem é conquistar o seu espaço mesmo que isto implique em passar por cima dos outros, fazendo dos ombros do próximo um degrau para a sua ascensão. Apreciamos ser admirados e ovacionados. O nosso ego gosta do topo, do pódio, de estar por cima da carne seca.

Nas igrejas, associações, ordens, convenções os cargos são disputados. Há indicações políticas, conchavos. Há, muitas vezes, manipulações, politicagem e atitudes e ações maquiavélicas. Soube que um irmão nosso, executivo de uma das nossas juntas, estava muito doente e havia elementos da organização buscando apoio para substituí-lo e até já havia candidatos. Não queriam levar a sua carga, mas o seu cargo. Isto me causa asco e é, no mínim, lamentável e indigno quando se trata de líderes que conhecem o Senhor.

Os cargos podem exaltar o homem. Alimentam o seu ego, principalmente quando se usa para o seu próprio benefício. Para se auto-apascentar. Os cargos são atraentes. Produzem brilho nos olhos de quem os deseja. São valorizados a peso de ouro. Fazem diferença no trato. Produzem, se não tivermos cuidado, acepção de pessoas, tão condenada pelo Senhor na Sua Palavra (Tg 2.1,9). Eles podem nos insensibilizar.

Os cargos podem trazer o apego ao ter em detrimento do ser. Eles, muitas vezes, afastam os seus possuidores da humildade e da dependência de Deus. Pessoas agridem umas às outras por causa deles. Lá no mundo há até morte por sua disputa. Nesta reflexão, gostaria de destacar mais as cargas do que os cargos. Confesso que estes não são o meu forte por mais que eu tenha uma tendência natural para eles.

As cargas (tristezas, calamidades, sofrimento) não são populares. Não atraem. Não trazem sucesso. Não alimentam o ego, mas o condenam à morte. Porque as cargas desencadeiam um processo de definhamento do ego. Processo de inanição. O Senhor deseja que levemos as cargas uns dos outros. Que ajudemos uns aos outros com profundo amor. Quando levamos as cargas de um irmão estamos cumprindo a lei de Cristo, ou seja, o novo mandamento. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13.34). É a lei do dono da Igreja, que é organismo e também organização. Cristo é o nosso modelo de carregador amoroso. Ele levou sobre si as nossas culpas, os nossos pecados como uma grande carga.

Então, “se um irmão cair no pecado, outro que ‘anda no Espírito’ (Gl 5.16; 22-26) tem a responsabilidade de corrigi-lo, evitando que aquele esteja sobrecarregado pelo erro (6.1; Tg 5.19,20; Jd 22,23). Ajudando o outro a superar o pecado mostra o amor que cumpre tanto a lei de Moisés como a de Cristo” (Gl 6.2; 5.14). Como é pedagógico quando ajudamos o nosso irmão na solução de um problema; nas amputações da vida; quando está desempregado ou doente!

Precisamos levar as cargas uns dos outros. Elas só são levadas com o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (1 Co 13.4-8). Cargas enfraquecem ego e fortalecem o espírito. As emoções ficam equilibradas. A sensibilidade espiritual aumenta. Só pode levá-las quem está comprometido com Jesus. Quem está nesta condição ama o próximo, porque foi salvo pelo evangelho da graça. Cargas são para o cristão autêntico, genuíno, que está morto para as suas preferências, para os seus interesses. O cristão que está morto com Cristo (Gl 2.20). Cargas são para o discípulo de Cristo, que toma a sua cruz e segue o Mestre. Cargas são para as pessoas que amam o seu Senhor. São para os que amam a Igreja. Que fazem toda a diferença.

Levar cargas não cansa porque o trabalho é feito em Cristo. Nele nós descansamos. Por isso, cargas são para aqueles que aspiram, oram e trabalham para a expansão do Reino de Deus em toda a terra. Levadas com amor e abnegação exaltam a Pessoa de Cristo e abençoam o nosso irmão. Ninguém levou tantas cargas como Ele! Ele as suportou porque amava o Pai e nos amava. Foi obediente ao Pai. Que Jesus maravilhoso, majestoso e amoroso!

Cargas são para pessoas com a fé de Abraão; com a persistência de Jacó; com a humildade e a pureza de José; com a submissão e a mansidão de Moisés; com o coração amoroso de Davi; com a sabedoria de Salomão; com a sensibilidade de Jeremias; com a firmeza de Isaias; com a intrepidez e ousadia de João Batista e com autoridade inquestionável do Mestre.

Cargas que fortalecem o crente. Que ajudam o crente a crescer na graça e conhecimento de Cristo. Recebidas por homens e mulheres que um dia morreram para si mesmos e para o mundo, e passaram a viver para Cristo, o Senhor, Aquele que levou o peso terrível por todos nós na cruz do Calvário. Aquele que viveu e ensinou a coerência da cruz, a coerência do amor.

Fonte: http://www.institutojetro.com
Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob