Estudos Bíblicos
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Que me falta ainda? Mateus 19.16-22
21/11/10
“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19. 16-22).
Após impor as mãos sobre as crianças e abençoá-las, Jesus estava prosseguindo viagem pela Peréia, território além do Jordão, que naquele tempo, era dominado por Herodes Antipas. Ao longo do caminho, Jesus parava em várias cidades e aldeias, realizando sua obra. Em uma dessas paradas Jesus foi interpelado por um jovem que lhe fez uma pergunta interessante que chamou sua atenção: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”;. Quem era esse jovem? Qual a sua estratificação social? Lucas o descreve como sendo alguém de nível sócio-econômico elevado (Lc 18. 18). Sabe-se, a priori, que ele possuía tudo o que se podia desejar na terra em termos de bem estar social, conforto e segurança materiais. Marcos, por sua vez, menciona que este jovem, ao aproximar-se de Jesus, correu e ajoelhou-se aos seus pés (Mc 10. 17). Isso nos leva a concluir que aquele jovem tinha um forte sentimento religioso e estava muito preocupado com a expectativa da vida eterna. Ele havia recebido uma herança cultural dos seus progenitores cujo foco era direcionado para uma espiritualidade de preceitos, mas nunca havia cogitado acerca daquilo que era mais importante: a incompatibilidade entre amar o mundo e amar a Deus.
Seu sentimento religioso não passava de credulidade; sua religiosidade era legalista e sua alma era vazia. E por causa disso ele havia mergulhado em uma crise teológica sem precedentes que parecia insolúvel. Sua religiosidade não bastava. A última cartada de sua vida seria encontrar uma resposta para a pergunta que ninguém, além de Jesus, conseguiria responder: “Que me falta ainda?”. Esta pergunta continua sendo feita hoje. E respondê-la é o nosso maior desafio. A resposta é suficiente para completar todos os espaços vazios do coração e levar-nos a descobrir o sentido da vida. E na medida em que meditamos sobre a experiência daquele jovem, descobrimos também que a crise que você está vivendo agora não difere muito da situação daquele jovem. Mas como encontrar a resposta? Se por um lado, a crise que deu origem a esta pergunta está no seu coração, por outro lado, a resposta também só poderá ser encontrada no próprio coração. Dê uma olhada agora para dentro do seu coração. O que o primeiro olhar está te mostrando? O primeiro olhar para o interior do seu coração revela que uma das coisas que está faltando em você é converter o sentimento de amor em prática de amor. Aquele jovem rico havia dito para Jesus que amava o próximo como a si mesmo (Mt 19. 19b-20), mas ele tinha apenas o sentimento de amor ao próximo. A partir do momento que esse sentimento foi colocado à prova, submetido a teste, a uma comprovação prática, ele fracassou. E todo o seu esforço em amar havia sido inútil porque ele não havia convertido o sentimento de amor em prática de amor. Ele amava de palavra, de língua, mas não amava de fato e de verdade. O amor não se declara, se pratica. Neste caso, que me falta ainda?, você pergunta novamente. Um segundo olhar para o interior do seu coração revela que outra que está lhe faltando é compreender que só é possível alcançar o tesouro do céu quando se reparte o tesouro da terra. Aquele jovem foi orientado por Jesus a repartir o seu tesouro da terra; para conquistar o tesouro do céu. É óbvio que Jesus não está determinando que os nossos bens e propriedades sejam liberalmente distribuídos. Jesus trata individualmente com cada um de nós, e foi desta maneira que ele tratou com aquele jovem rico que queria ser perfeito. Lembra? Mas você não quer ser perfeito, e ainda que quisesse, sabe que isto é impossível! Portanto, Jesus não está exigindo a mesma coisa de você. Tudo o que Ele deseja é que você se dê conta que é um ser inacabado e longe da plenitude. Seu apelo sonoro é: Meu filho! Reparta os tesouros de amor e solidariedade e ajude aos necessitados ao seu redor. Divida com o próximo o que eu te dou com abundância!.
C. S. Lewis, com muita lucidez adverte: Façam do céu a sua meta, e a terra lhes será dada como brinde, fazendo da terra a sua meta, não receberão nenhum dos dois. Fazer do céu a principal meta é aproximar-se de Jesus de maneira tal que, cada dia, você se torne mais semelhante a ele. Fazendo isso, você estará colocando o seu coração naquilo que é mais precioso no universo: amor, compaixão, amizade… artigos não negociados nos mercados da vida, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Lc 12. 34). Para isso é necessário renúncia! E mais uma vez você se pergunta: “Que me falta ainda?” Um último olhar para o coração revela que uma das coisas que está lhe faltando é substituir o amor ao dinheiro pelo amor a Deus. Dois amigos conversavam sobre um terceiro que falecera há pouco tempo e havia sido um milionário. “Quanto ele deixou?”, perguntou um deles. “Deixou tudo. Até o último centavo”. Foi a sua resposta. Quem possui apenas bens materiais e neles confia parece ser rico, mas é a pessoa mais pobre e miserável do mundo. Alguém pode ter um bom emprego, um salário alto e fama, porém quando lhe falta a saúde, amigos verdadeiros, felicidade, amor, suas riquezas para nada servem, pois está fadado a viver uma vida solitária e morrer frustrado.
O dinheiro não compra sequer a afeição de um animalzinho de estimação! Quando se trata de sentimentos, o dinheiro é uma das coisas mais inúteis do mundo! Preste atenção numa coisa: As melhores coisas da vida são sempre de graça e não custam nada. Há pessoas que dizem que são espirituais, que amam a Cristo, mas se vendem por qualquer punhado de prata. Há outras que não medem esforços para tirar vantagem de tudo, ainda que seja às custas do prejuízo de alguém. Há outras que se enriquecem de modo fraudulento, desonesto. Neste caso são extremamente pobres porque vendem o seu caráter.
É melhor morrer a ser desonesto! É melhor perder tudo a perdermos a nós mesmos! Segundo a Bíblia, é a justiça de Deus que nos livra da morte. Os bens materiais nos abandonam, pois ao morrermos temos de deixar tudo, até o último centavo. Afinal, todas as nossas posses vêm de Deus. É a ele que devemos tudo o que honestamente possuímos. Cuidado! Quando você pensa que já chegou ao final da jornada, descobre, à semelhança daquele jovem, que a jornada está apenas começando. Quando menos esperar, você poderá ser surpreendido pela pergunta: que me falta ainda?, e a resposta será sempre um sinal de que você precisa recomeçar. Cecília Meireles diz o seguinte: “Aprendi com as árvores a me deixar cortar, e começar sempre de novo”.
Peça a Deus para ajudá-lo a preencher os espaços vazios de sua vida e não hesite em começar tudo de novo se for necessário.
Autor: Rev. Eurípedes da Conceição
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Subamos e possuamos a terra!
11/10/10
Deus tem um propósito para todos nós desde antes da fundação do mundo. Ele quer que sejamos sua família na terra e que tenhamos a glória do seu Filho. Ele não quer somente nos salvar, libertar e curar. Ele tem vida em abundância para todos nós. Deus disse a Moisés: “Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito… por isso desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Ex 3.7,8). Havia um propósito na libertação de Israel do Egito: fazê-los subir a uma terra melhor, a uma terra boa e ampla, a um lugar de bênçãos!
Quando desconhecemos as promessas que Deus tem para nós deixamos de usufruir as suas riquezas. Deus também falou: “Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Is 1.19). Não podemos ter uma mentalidade tímida ou pessimista como cristãos. Devemos desejar nada menos do que tudo aquilo que Deus tem para nós. Lembremos do que Calebe disse em reação ao desânimo dos judeus para entrar em Canaã: “subamos, e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela” (Nm 13.30). Tome posse pela fé daquilo que Deus já prometeu a você!
Christian Lo Iacono
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Transmitir graça
05/10/10
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem” (Ef 4.29)
No texto acima transcrito observamos que existem alguns critérios a serem observados quando nós, cristãos, nos propomos a comunicar uma mensagem.
Primeiro, as palavras não podem ser torpes. Palavras torpes são palavras “desonestas, de má fama, repugnantes, indecentes, maculadas” (Novo Aurélio, Dicionário da Língua Portuguesa). Nem sempre este critério é respeitado, principalmente quando o que alguns empresários, editores, produtores, apresentadores, cantores ou escritores cristãos têm em vista é o chamado “grande mercado evangélico”. Nesse caso, a veiculação, por exemplo, de notícias sensacionalistas, muitas vezes com prejuízo dos valores familiares cristãos, parece, para alguns, ser justificável. Certamente não é esse o nosso objetivo. Lembremos o que Paulo disse a Timóteo: “mantém o padrão das sãs palavras” (2 Tm 1.13).
Em segundo lugar, as palavras que saem da nossa boca sempre devem ser boas para edificação. Aquilo que estamos divulgando está edificando, ou seja, está “construindo”? O apóstolo Paulo disse: “cada um veja como edifica” (1 Co 3.10). Ele também disse: “tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão … Assim, pois, seguimos as cousas da paz e também as da edificação de uns para com os outros … É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar” (Rm 14.13,19, 21). Entendemos que o tempo é exíguo e devemos aproveitá-lo com coisas que realmente edificam, “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.16). Devemos elevar o nosso padrão de vida espiritual pensando nas coisas lá do alto e aprovando “as cousas excelentes” (Fp 1.10).
Por fim, nossas palavras devem ser sensíveis às necessidades das pessoas. Jesus “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28). Quais os propósitos que nos fazem criar um jornal, uma revista ou um livro, ou apresentar programas de rádio e televisão? Estamos pensando em servir os outros com o dom que Deus nos deu? Quando alguém tem a idéia de investir numa livraria evangélica, por exemplo, qual é o primeiro pensamento que lhe ocorre: ganhar dinheiro ou fazer com que a literatura cristã chegue aos mais diferentes lares? Quais são as nossas reais intenções quando “fazemos a obra de Deus”?
Nós não podemos contribuir com o inimigo para que sejamos vistos como um “mercado evangélico”. Nós somos “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1 Tm 3.15). Paulo já disse que algumas pessoas supõem “que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento” (1 Tm 6.5,6). Não podemos nos conformar com alguns fatos absurdos que hoje vemos na igreja em total desacordo com a palavra de Deus, principalmente no que se refere às más intenções dos homens. Vamos ter presente em nossos corações a oração de Davi:
“sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23,24).
Se tivermos cuidado com os princípios aqui mencionados, nossas palavras sempre vão transmitir graça aos que as ouvem. Amém!
Christian Lo Iacono
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MINISTRAR OU SERVIR?
23/09/10
Eu creio firmemente que uma das características que vai diferenciar a igreja do mundo em geral é a sua capacidade de servir.
Lembremos do que Jesus ensinou: “sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Mt 20.25,26).
Numa sociedade dominada pelo egoísmo – e, muitas vezes, com o uso da própria força, seja ela política, econômica ou mesmo física -, tenho certeza de que a nossa luz vai brilhar ainda mais se, em contraste, tivermos uma disposição de servir a Deus e aos seres humanos que Ele criou.
Essa compreensão se torna clara quando entendemos o princípio do serviço esboçado nas Escrituras: “servi ao Senhor com alegria … sabei que o Senhor é Deus: foi ele quem nos fez e dele somos; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio” (Sl 100.2,3); e “não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço” (1Co 6.19). Certa vez eu ouvi alguém dizer que o cristão tem livre arbítrio. Mas esse entendimento não está de acordo com as Escrituras.
O livre arbítrio é para quem não nasceu de novo. Para nós, que fomos comprados pelo sangue de Jesus e nascemos de novo, resta apenas OBEDECER. Nós não pertencemos mais ao diabo e nem a nós mesmos! Somos “de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2.9). Isso quer dizer que a propriedade de Deus sobre nós exclui as demais, inclusive a propriedade que gostamos de manter sobre nós mesmos, tentando administrar nossas vidas como bem entendemos. “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24).
E a liderança da igreja tem um papel importantíssimo nesta questão: ela deve ser padrão para os fiéis. A Bíblia nos ensina que Jesus “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20.28). Após ter lavado os pés dos discípulos, dando o exemplo, Ele disse: “ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (Jo 13.14). Davi, que foi rei em Israel, é citado nas Escrituras como tendo “servido à sua própria geração conforme o desígnio de Deus” (At 13.36).
Seguidamente escutamos algumas pessoas, preocupadas com a sua função no corpo de Cristo, perguntarem: “e o meu ministério?” Muitas delas, inclusive, usando essa mesma expressão como argumento, e impulsionadas por ambiciosos sonhos pessoais, precipitaram-se em decisões erradas, ferindo, com tais atitudes, a própria igreja, como se os “outros irmãos” nada tivessem a ver com as suas vidas, e como se os ministérios existissem para causar divisão no corpo. Mas não foi o apóstolo Paulo quem disse que “somos membros uns dos outros” (Rm 12.5) e que “se um membro sofre, todos sofrem com ele” (1Co 12.26)? O que realmente quer dizer a palavra “ministério”?
É interessante observar que a expressão característica para o vocábulo “ministério” no Novo Testamento é a palavra diakonia, que em sua tradução significa “serviço”, cuja definição é “ato ou efeito de servir; exercício de funções obrigatórias; trabalho; utilidade” (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, 11ª edição, pág. 1047).
Quando os apóstolos não estavam mais dando conta do seu trabalho, eles convocaram a comunidade dos discípulos para a escolha de diáconos, alegando o seguinte: “não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens … aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.2-4). É bom dizer que no texto acima a palavra “servir” e a palavra “ministério” têm origem no mesmo vocábulo: diakonein, cuja tradução é “servir as mesas”, dando a idéia de alguém que serve uma refeição. Exemplo semelhante encontramos com relação a Paulo no livro de Atos: “tendo enviado a Macedônia dois daqueles que lhe ministravam (serviam), Timóteo e Erasto, permaneceu algum tempo da Ásia” (19.22).
No mês de março deste ano, ao completar trinta e dois anos de idade, eu me recordo de estar em meu quarto orando quando, então, o Espírito Santo me trouxe ao coração o que disse Davi: “Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma” (Sl 131.1,2). Muitas pessoas ainda “andam à procura” do seu “próprio ministério” porque ainda não compreenderam o que é servir. Neste salmo, inclusive, podemos ver que não basta fazer a alma calar. É preciso, também, fazê-la sossegar! Jesus, muito embora Marta estivesse agitada “de um lado para outro, ocupada em muitos serviços”, valorizou a atitude de Maria, que estava aos seus pés “a ouvir-lhe os ensinamentos” (Lc 10.39,40).
Logo após a ascensão de Jesus ao céu, os apóstolos voltaram para Jerusalém e oraram: “Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido, para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio caminho” (At 1.24,25). Deus, aqui, não precisava de “novos ministérios”. Ele apenas queria que alguém se encaixasse na vaga que precisava ser preenchida. E, segundo o texto, isso dependia exclusivamente do coração de cada um. Deus, por acaso, mudou?
A Bíblia refere: “servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus … se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que em todas as coisas seja Deus glorificado” (1Pe 4.10,11). Quando entendemos o princípio do serviço – de que somos servos de Deus -, servimos a todos indiscriminadamente, sem exceção. Consequentemente, Deus supre as nossas carências e imperfeições com alimento, para que a nossa despensa esteja sempre cheia e seja útil para os que têm fome. E por quê? Para que Deus – e não nós – “seja glorificado”.
Não percamos tempo andando à procura. Tenhamos um coração disposto a servir. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9.10). E nunca nos esqueçamos da advertência de Jesus: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não te assistimos (servimos)? Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer” (Mt 25.44,45).
Autor: Christian Lo Iacono – http://www.cristoresposta.com.br/
Ingratidão, o servo que não perdoa
28/07/10
Leia em sua Bíblia – Mt 18.23-35
As parábolas foram usadas diversas vezes por Jesus para ensinar os discípulos e o povo, podemos notar que a atitude do “personagem”, não reflete a boa ação que recebeu.
Porque muitas vezes não fazemos o bem em situações que deveríamos?
Essa é uma pergunta difícil, mas creio que seja a nossa velha natureza que sempre tenta reviver!
O capitulo 18 é muito interessante, pois ele nos fala sobre a importância de uma conduta digna, algo que distinguiria os membros do reino, do restante das pessoas.
Em especial, olharemos para a parábola, chamada pelos editores de nossas bíblias, A parábola do credor incompassivo (Revista e Atualizada) ou O empregado mau (Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
Jesus compara o reino com um rei que decidiu ajustar contas com seus servos. Esse rei encontra um servo que lhe devia dez mil talentos. O servo não teria como pagar, e conseguiu o perdão.
O importante não é falarmos da quantia, ou fazermos as contas para vermos quanto equivaleriam esses dez mil talentos, nos dias de hoje, mas sim de enfatizar que para um servo foi perdoado uma grande quantia, e este servo não fez o mesmo para o seu conservo.
Após ser perdoado, vemos que este servo, não fez o mesmo que o seu senhor, o rei, lhe havia feito, ele não perdoou. A palavra que descreve isso é ingratidão, pois quando somos abençoados, devemos também abençoar, não por obrigação, mas por livre e espontânea demonstração de uma vida transformada, pois um verdadeiro cristão é reconhecido por seus frutos, um bom texto que fala sobre os frutos é o de Galatas 5-22-23.
O rei é informado por pessoas, que não gostaram da atitude do servo. Creio que nem passou pelos pensamento do credor incompassivo
A parábola termina com a frase de Jesus: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”.
Essas palavras duras para os que não tem feito conforme os ensinamento de Jesus sobre o perdoar, e palavras doces para os que estão praticando e ensinando esses mandamentos para os outros.
Se você tem sofrido, ou tem não tem demonstrado sua gratidão, ore e peça a Deus que mude sua vida, sua forma de agir, e procure ajuda em sua igreja, com os pastores ou pessoas capacitadas para lhe ajudarem.
Fraternalmente em Cristo Jesus o Salvador,
Leonardo Rodrigues Pereira
“Esqueça os seus próprios interesses”
25/07/10
“Depois disse a todos: Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira” (Lc 9.23-24, NTLH).
O que realmente significa ser um “discípulo” de Jesus? Discípulo não é somente aquele que crê na palavra do Senhor, mas é aquele que a segue integralmente. Certa vez, Jesus ensinou: “se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos” (Jo 8.31).
Portanto, na passagem de Lucas logo acima, Jesus está dizendo que para sermos seguidores (discípulos) dele, primeiro precisamos esquecer nossos próprios interesses. Ora, que exigência que Jesus faz logo no início de nossa caminhada cristã!
É importante destacar, conforme o início do texto, que Ele disse essas palavras “a todos”, sem fazer qualquer distinção. Será que foi isso que nós aprendemos quando pela primeira vez escutamos o Evangelho? Ou simplesmente ouvimos que Jesus faria tudo por nós? Talvez por causa disso vemos pessoas hoje com bastante tempo de fé que têm dificuldade de deixar de lado os seus interesses, comprometendo a expansão do reino de Deus. É claro, porque “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto” (Jo 12.24).
Penso que às vezes muitos de nós somos diferentes das pessoas do mundo apenas naquilo que é grosseiro: não falamos palavrões, não adulteramos, não roubamos, etc; no entanto, quando temos a chance de demonstrar que somos realmente discípulos de Jesus, negando-nos a nós mesmos, só fazemos aquilo que nos agrada, aquilo que satisfaz nossa carne!
Jesus não disse que seríamos conhecidos como discípulos dele se tivéssemos “amor uns aos outros” (Jo 13.35)? Ocorre que quando somos chamados a servir na igreja, muitas vezes só servimos “quando” e “aonde” queremos – ou seja, “aonde nos sentimos à vontade”. Isto é servir? Ora, Paulo ensinou: “deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana” (Gl 5.16, NTLH). Para os coríntios, ele escreveu que Cristo “morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5.15).
Portanto, para sermos seguidores de Jesus, precisamos deixar de lado nossos interesses pessoais e estar prontos para morrer a cada dia, para que finalmente possamos acompanhar o nosso Mestre, estando capacitados para dar os mesmos passos que Ele deu.
Ninguém fará as obras que Jesus fez ao longo da história bíblica sem antes também tomar as decisões que Ele tomou.
E às vezes nos esquecemos disto. Falamos de milagres, esperando que eles aconteçam, mas na verdade estamos preocupados com coisas materiais, como os discípulos, que após Jesus multiplicar pães e falar sobre o fermento dos fariseus, disseram: “é porque não trouxemos pão” (Mt 16.7). Uma pena! Em certo momento de sua vida, assim o Senhor orou a respeito de seus discípulos: “a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade” (Jo 17.19). Jesus se dedicou a todos nós.
O apóstolo Pedro também escreveu: “assim como Cristo sofreu no corpo, vocês também devem estar prontos, como ele estava, para sofrer. Porque aquele que sofre no corpo deixa de ser dominado pelo pecado” (1Pe 4.1).
Alguém tem alguma esperança de crescer na fé sem sofrer no corpo? Vejamos bem o que Pedro está ensinando aqui. Ele não está falando de qualquer tipo de sofrimento, mas de “sofrermos no corpo”. Ou seja, será que estamos dispostos a sofrer na carne em troca de uma recompensa espiritual? Ora, Paulo declarou: “todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma corroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu… esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1Co 9.27).
Não podemos conciliar as obras da carne e as obras do Espírito, porque “a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querer” (Gl 5.17). E aqui vem a questão central: o Espírito de Deus nos foi dado para não fazermos o que é do nosso querer! Por isso, é essencial que tenhamos uma vida de comunhão diária com o Espírito Santo, conforme Paulo recomendou aos coríntios: “a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” (2Co 13.13).
Precisamos ter uma vida de oração e leitura da palavra de Deus para que, fortalecidos interiormente, o Espírito Santo exerça domínio sobre a nossa alma (vontade e emoções) e sobre o nosso corpo. Assim, seremos cristãos espirituais – e não carnais.
É interessante observar que no texto de Lucas que estamos analisando Jesus não só nos mostra que devemos esquecer nossos próprios interesses, mas Ele mesmo declara, antes disso, no versículo anterior, que “o Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus” (v.22). Ou seja, Ele nos deu um grande exemplo.
Assim, um discípulo verdadeiro de Jesus não pode pensar, sentir ou agir diferentemente dele. Por isso, Pedro escreveu: “porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pe 2.21). Amados, que evangelho é esse que temos pregado e vivido, um evangelho de conforto material, comodismo e de vontades humanas intocáveis? Onde estão os servos do Senhor Jesus?
Paulo ainda ensinou que “nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos” (Rm 14.7-8). Mais adiante, ele conclui dizendo que não devemos “agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um agrade ao próximo… Porque também Cristo não se agradou a si mesmo” (15.1-3). Portanto, amados, ouçamos bem as palavras do nosso Senhor Jesus, para que possamos, no tempo que se chama hoje, realmente ser identificados como discípulos dele, ou seja, como pessoas que se esquecem dos seus interesses pessoais e que estão prontas para morrer a cada dia em troca da vida verdadeira.
Autor: Christian Lo Iacono – Estudo disponível no site: www.cristoresposta.com.br
Jesus no meu barco
23/06/10
Mateus 14:22-27Jesus havia acabado de operar um milagre. Enquanto esteve na terra, Ele realizou muitos milagres: curou, libertou, o paralítico andou, o cego enxergou… Ele também tinha o dom de maravilha. Jesus enviou os discípulos num barco. O mundo inteiro gostaria de estar no lugar deles. Estavam felizes e contentes, relembrando o milagre que Jesus fez ao alimentar a multidão.
Opa!!! Não foi Jesus Cristo que enviou seus discípulos? Ele enviou seus discípulos para uma tempestade? Sim. Ele preparou uma experiência diferente para eles. Foi Jesus quem permitiu que o vento soprasse. Se Jesus te enviou, Ele não vai deixar seu barquinho afundar, mesmo que você seja marinheiro de primeira viagem.
Deus te envia e o mar está calmo, depois começa a ficar turbulento. Tudo está calmo até que chega uma notícia, um fato, uma conversa. Aí o vento calmo vira uma tempestade. Aquela confiança que você tinha no Senhor fica abalada e sua vida começa a balançar como um barco.
Onde estava Jesus Cristo nessa hora? No momento em que os seus discípulos mais precisavam dele? Essa é a hora que você começa a duvidar de Deus.
Não seja um “cristão 333″, ou seja, meio besta!
Tem hora que nós procuramos Jesus e não o achamos, parece que as nossas orações não estão sendo ouvidas e no nosso interior você se pergunta: por quê?
No versículo 23, Jesus estava orando enquanto eles estavam no barco. Ele estava intercedendo enquanto estavam no barco e, hoje, Ele continua intercedendo por nós à destra de Deus. Ele intercede enquanto estamos na tempestade.
O que podemos aprender com uma tempestade?
Nenhuma luta e nenhuma tempestade é sem propósito — Jesus está no controle. Ele tem propósito até nas tempestades. Jesus opera milagres, ama os pecadores, dá salvação pra nós, tem poder, provê tudo aquilo de que precisamos e tem as palavras de vida eterna. Nós o conhecemos assim.
Os discípulos o conheciam como mestre, só que eles não o conheciam na tempestade como nós o conhecemos. É muito fácil conhecer Jesus nos milagres, é fácil confiar em Jesus para a salvação, mas, e quando chega a tempestade?
Nós não conseguimos entender que aprendemos com as tempestades. Quando uma tempestade acontece na vida de alguém todo mundo acha que a pessoa já está em pecado e dizem: “Isso não é uma brecha, é uma avenida!
Isso é coisa do diabo! É retaliação!”
Os discípulos começaram a ver fantasmas. Isso acontece quando não confiamos em Deus nas tempestades. Se Deus tivesse de nos dar o que merecemos, nosso barco teria afundado faz tempo. Não conseguimos ver Jesus nas tempestades, só os fantasmas. Se nós temos fantasmas, vamos dar cabo deles!
A maior lição que Jesus ensinou aos discípulos foi tirá-los do ambiente dos milagres e colocá-los em um barquinho e agitar bastante para eles entenderem que Deus era com eles. Conserve o seu ânimo, mantenha-se fiel, seja perseverante por maior que sejam as ondas e os ventos — permaneça firme.
Jesus disse: tende bom ânimo, sou Eu! Não deixe nenhuma luta ou tempestade te enfraquecer, acabar com a tua fé, não tenha medo! Jesus é aquele que te pega pela mão e diz: não tema porque eu sou contigo por onde andares! A história da tua vida é minha! O barco não vai afundar, não pule dele!
No versículo 32 quando Jesus entrou no barco o vento cessou e os discípulos disseram: verdadeiramente esse é JESUS CRISTO!
Deixe Jesus tomar o leme do teu barco!
Deus abençoe.
Ap. Rina
Este estudo encontra-se no site www.boladeneve.com no menu mensagens. Usado com Permissão.
Procedimento Exemplar
21/06/10
“Não peço que os tires do mundo; e, sim, que os guardes do mal. Eles não são do mundo como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.15-18).
Jesus proferiu essas palavras enquanto orava a Deus a favor dos seus discípulos. Podemos concluir, assim, que Ele não os queria fora do mundo, pois Ele mesmo tinha vindo ao mesmo mundo para salvá-lo. Mas Ele orava para que os seus discípulos não se apegassem ao mundo e fossem fiéis no cumprimento de sua missão: “vós sois o sal da terra … a luz do mundo … assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.13,14,16).
Existe uma compreensão equivocada entre alguns cristãos de que um discípulo de Jesus, para crescer e tornar-se bastante útil para Deus, deve, um dia, obrigatoriamente, ter um ministério de tempo integral, ou seja, não deve ter nenhuma atividade profissional ou extra neste mundo a não ser o “ministério”. Essa idéia maligna tem retardado (e muitas vezes, até estancado) o processo de crescimento de muitos discípulos, que se sentem incapazes para essa tarefa, ou feito com que muitos deles deixem seus empregos e profissões (ou deixem de se dedicar a eles) na esperança de uma dia servirem a Deus. Mas devo observar que, se esse fosse o caso, o apóstolo Paulo não teria dirigido boa parte de suas cartas aos “senhores” e “servos” cristãos, orientando-lhes a darem um bom testemunho dentro da sociedade em que ambos estão inseridos, a fim de que eles sejam luz para a salvação de muitos. Lembremos que Jesus disse que a nossa luz deve brilhar em todo lugar deste mundo em que houver pessoas (“diante dos homens”), para que “vejam”.
Na sua primeira epístola, Pedro escreveu: “amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus … servos, sede subsmissos, com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e cordatos, mas também aos perversos, porque isto é grato, que alguém suporte tristezas … por motivo de sua consciência para com Deus” (2.11,12,18,19). Pedro chama os discípulos de “peregrinos e forasteiros”, salientando, com isso, que estamos aqui na terra em missão, como disse Jesus: “assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). Assim, o nosso procedimento deve ser “exemplar” e “no meio dos gentios”. Antes de qualquer coisa, há um propósito divino no nosso trabalho secular: a glorificação de Deus.
Ao escrever aos efésios, por exemplo, Paulo diz aos servos: “obedecei a vossos senhores segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo” (6.5). Em Colossenses, o apóstolo também escreve aos servos: “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo coração, como para o Senhor, e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa” (3.23,24). É muito importante que isso seja bem compreendido, a fim de que ninguém entre em conflito pessoal por causa do seu trabalho, como se ele fosse um empecílio para uma vida de vitória em Cristo, já que ele pode ser bem o oposto.
O apóstolo Paulo só “se entregou totalmente à palavra” na cidade de Corinto quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia para ajudá-lo. Até então, ele construía tendas com Priscila e Aquila, mas, mesmo assim, “todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus, como gregos” (At 18.3,4,5).
Daniel tinha grandes responsabilidades no governo da Babilônia, onde trabalhava muito, mas ele “três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Dn 6.10). Daí surge a pergunta: precisamos de mais tempo para servir a Deus ou precisamos administrar melhor o tempo que já temos ? Precisamos de tempo integral ou de um coração integralmente de Deus ? Vamos ficar aguardando que advogados, médicos, funcionários públicos, empresários e outros profissionais nos visitem em nossos templos, ou vamos atrás deles ? Como vamos conquistar a nossa geração ? De muitas formas, inclusive sendo os melhores advogados, médicos, funcionários públicos, empresários e empregados da nossa geração, com “procedimento exemplar” e cheios do Espírito Santo!
Christian Lo Iacono
Estudo disponível no site www.cristoresposta.com.br/
Quem os outros dizem que o Filho do homem é? Mateus 16.13-19
20/06/10
“Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?”
Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.
“E vocês?”, perguntou ele. “Quem vocês dizem que eu sou?”
Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
Respondeu Jesus: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.
E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.
Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”.
Mateus 16.13-19
O lugar aonde você começa, ajuda a determinar o lugar aonde você vai chegar, também podemos dizer que as respostas que dizemos exercem uma grande influência no nosso futuro.
Uma resposta errada pode arruinar um relacionamento ou pode causar a demissão de um funcionário. Pessoas colhem os resultados de suas palavras, parentes que ficam anos sem terem contato ou amizades que duraram décadas, acabam com uma simples resposta.
Nesse diálogo de Jesus com seus discípulos, ele fez uma pergunta: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?”
A resposta foi:
“Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas”.
Hoje o que as pessoas têm falado sobre Jesus? Muitas pessoas têm seus conceitos e definições sobre Jesus. Cristãos e pessoas que não professam Jesus cristo como Senhor e Salvador escrevem livros e fazem análises sobre a vida de Jesus. No diálogo as respostas tratavam dos conceitos que os lideres religiosos tinham sobre Jesus.
Hoje poderíamos fazer uma lista sobre o que os grupos e movimentos religiosos têm falado sobre Jesus, mas nesse estudo eu gostaria apenas de falar sobre alguns conceitos que os não cristãos têm sobre Jesus:
Alguns vêem Jesus como uma pessoa popular, basta procurar na internet, e veremos pessoas que se dizem mais populares que Jesus. John Lennon disse:
“O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (…) Nós Beatles somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro – o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mau, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga o Cristianismo para mim.”
Se procurarmos ainda veremos que alguns dizem que Jesus casou e teve filhos, encontraremos pessoas que brincam com o estilo de Jesus, transformando ele em um membro de um determinado grupo:
“Jesus usava cabelo comprido, Padre bebe vinho e Freira usa preto, então porque dizem que “ROCK” è coisa do diabo”.
Não sei até que ponto pessoas que falam esse tipo de coisa, tem consciência de suas palavras, mas nós que somos responsáveis por anunciar o evangelho, nesse mundo “caótico e corrompido”, devemos sempre ter em mente que anunciamos “o Cristo, o Filho do Deus vivo”, sempre que anunciarmos um Jesus diferente, os resultados serão terríveis, em Romanos 2.21-24 lemos:
21 E então? Você, que ensina os outros, não ensina a si mesmo? Você, que prega contra o furto, furta?
22 Você, que diz que não se deve adulterar, adultera? Você, que detesta ídolos, rouba-lhes os templos?
23 Você, que se orgulha da Lei, desonra a Deus, desobedecendo à Lei?
24 Pois, como está escrito: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vocês”
Não consigo imaginar algo pior para alguém que ensina e não vive, deve ser uma sensação muito horrível, pregar contra o adultério e ser um adúltero, pregar contra o furto e furtar, ou ainda qualquer outro pecado. Ao escrever isso não estou dizendo que os pregadores e os evangelistas, ou qualquer pessoa que faz alguma coisa consegue deixar de pecar, mas me refiro quando conscientemente subimos em um púlpito, ou quando sentamos em uma cadeira para aconselhar alguém, e começamos a dizer: não minta… não furte… não desobedeça seus pais, lideres, professores… e a lista poderia ser bem maior, mas creio que temos duas opções diante dessas situações, podemos juntamente com a pessoa a quem falamos, renunciarmos nossos pecados, ou podemos continuar pecando e assim tornar-se um hipócrita.
Jesus respondeu para Pedro: “Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus”.
Deus é nosso Pai que está nos céus, é Ele que nos revela quem Jesus é.
Se a mesma pergunta fosse feita para você, qual seria a resposta. Quem os outros dizem que Jesus é? E quem você diz que Jesus é?
Simão Pedro respondeu de forma correta, e talvez ao responder isso, ele não tinha imaginado o que a resposta certa lhe acrescentaria, Jesus lhe disse:
“E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”.
Não tenho palavras para descrever o que deve ter acontecido, naquele momento, mas creio que a resposta que damos as perguntas que nos são feitas, podem determinar o resultado que iremos colher.
Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. É através de Cristo que somos salvos (João 3.16).
Autor: Leonardo Rodrigues Pereira
Podem os mortos retornar a esse mundo?
19/06/10
Uma conferência recente numa escola americana sobre experiências extrasensoriais e viagens fora do corpo deixou claro que cresce assustadoramente o número de pessoas que afirmam ter tido experiências desse tipo. Pesquisas indicam que quase 50% dos americanos adultos acreditam ter tido algum tipo de contato com pessoas que já morreram nos últimos 10 anos. 23% deles acredita em reencarnação.
Até mesmo entre os cristãos há quem acredite ter tido algum tipo de contato com alguém que já morreu, especialmente parentes queridos. Conheci cristãos que afirmaram ter visto o espírito de parentes ou ouvido vozes dos que já haviam falecido. Aparições, visões, vultos, vozes… será que realmente os que já morreram tentam se comunicar conosco? O que realmente acontece nesse tipo de experiências? A Bíblia nos diz algumas coisas com relação aos que já morreram e ao contato com eles.
1) É proibido buscar contato com os mortos. A Bíblia condena claramente a necromancia, isso é, a consulta aos mortos. Moisés disse ao povo de Deus:”Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O Deus Eterno detesta os que praticam essas coisas nojentas” (Deut 18.10-12).
2) Os mortos não podem voltar a esse mundo nem aparecer aos vivos sob qualquer forma. Jesus contou de certa feita a história de um homem que morreu e foi ao inferno. Em meio ao sofrimento, queria regressar ao mundo dos vivos para avisar a seus irmãos. Foi-lhe dito que “há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.” Diante da sua insistência para que Deus mandasse alguém que já havia morrido para aparecer aos seus irmãos e avisá-los, Deus lhe respondeu: “Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisarem. Que eles os escutem!” O homem insistiu:”Só isso não basta… porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados.” Mas Deus respondeu: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.” (Lucas 16.26-31). Ou seja, nenhum morto poderia regressar à terra.
3. O diabo pode se disfarçar para enganar as pessoas. O grande perigo que existe quando as pessoas desobedecem a Deus e procuram contato com os mortos, é que elas ficam expostas às mentiras de Satanás. A Bíblia diz que “Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz” (2 Coríntios 12.14). Há um caso na Bíblia em que aparentemente o diabo apareceu disfarçado como alguém que já havia morrido. Quando o rei Saul foi consultar uma necromante (o que era proibido por Deus), ele pediu para falar com o profeta Samuel, que já havia morrido. O resultado foi que “Samuel” apareceu quando invocado pela mulher: “Estou vendo um espírito subindo da terra!” -disse ela ao rei Saul. “Como é o jeito dele?” -perguntou Saul. “É um velho que está subindo! -respondeu ela. -Ele está todo enrolado numa capa”. Aí Saul entendeu que era Samuel: ajoelhou-se e encostou o rosto no chão, em sinal de respeito (1 Samuel 28.13-14). Provavelmente era Satanás fazendo-se passar por Samuel, para enganar o rei Saul e faze-lo desobedecer a Deus ainda mais.
Como então explicar os depoimentos de pessoas – até cristãos – de que tiveram algum tipo de experiência com pessoas que já morreram? Acredito na sinceridade dessas pessoas. Elas realmente tiveram algum tipo de experiência. Acredito, entretanto, levando em conta o ensino da Bíblia conforme vimos acima, que tais experiências não foram realmente com os espíritos de pessoas que já morreram. Mortos não voltam, não aparecem aos vivos, não se comunicam com eles. É possível que foram vítimas de algum tipo de fenômeno psicológico ou mesmo até de demônios desejando enganá-los.
Minha recomendação, seguindo o ensino da Bíblia, é que não se busque qualquer contato com os mortos e que se rejeite qualquer aparição, visão, voz ou comunicação que pareça vir do mundo dos mortos. Deus já determinou que fala conosco somente pela Sua Palavra, a Bíblia. Não são os espíritos de mortos que procuram contato conosco. Trata-se da nossa imaginação ou de um truque de Satanás.
Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Estudo disponível no site www.ipb.org.br
