Estudos Bíblicos
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Amor de Mãe – Ilustração
20/10/11
Eu acredito em Jesus Cristo, o filho do Deus vivo, nascido da promessa de uma virgem chamada Maria.
Eu acredito no amor que Maria deu ao seu filho, que levou ela a seguir ele no ministério e ficar com ela diante da cruz quando ele morreu.
Eu acredito no amor de todas as mães, e sua importância para as vidas de seus filhos.
É mais forte que ferro, mais suave que veludo, e mais resistente do que uma palmeira no vento.
Este amor sara feridas, derrete revolta, e permita a criança mais fraca a ficar firme e forte nos campos da adversidade.
Eu acredito que este amor, no seu melhor momento, é apenas uma sombra do amor de Deus, um reflexo escuro de tudo que podemos esperar dEle, tanto nesta vida como na próxima.
E, eu acredito que uma das mais belas coisas deste mundo é uma mãe que permita este amor maior passar por ela para seu filho, abençoando o mundo com a ternura de seu toque e as lágrimas da sua felicidade.
Larson, Craig Brian, editor “Illustrations for Preaching and Teaching from Leadership Journal,” Grand Rapids: Baker Book House, 1993, p. 160.
Fonte: Hermenêutica
A Auto Preservação – Mt 16.24-26
16/05/10
Certa vez, um jovem rico aproximou-se de Jesus para perguntar-lhe: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” E logo após um pequeno diálogo, Jesus lhe respondeu: “se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me”. O jovem, tendo “ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mt 19.16-22).
Uma das coisas que todo cristão precisa conhecer é a bondade de Deus! Ele é
amor e tem sempre o melhor para nós. Por isso, quando nos dirigimos ao Senhor
para conhecer a sua vontade, devemos ter sempre um coração aberto, que está
disposto, acima de tudo, a ser transformado. De que adianta perguntarmos a Deus
sobre a sua vontade, como fez o jovem rico, se não estamos dispostos a
cumpri-la? Vamos dar apenas uma de
curiosos, como muitos fazem hoje ao participarem daquelas “rodinhas de
discussão” sobre temas bíblicos?
Nem sempre o
caminho de Deus é o mais fácil para nós – isto é, para a nossa carne. Mas
sempre o caminho de Deus será o melhor caminho. Lembre-se: a vontade de Deus é
“boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).
No evangelho de Marcos, no entanto, vemos que o jovem
rico ficou “contrariado” com as palavras de Jesus e foi embora (Mc 10.21).
Às vezes me pergunto se estou realmente disposto a cumprir
a palavra de Deus na sua totalidade, ou se apenas cumpro aquilo que me agrada,
ou o que é mais fácil, ou aquilo que eu “sinto” de cumprir. Será que já me
retirei da presença de Deus por não estar disposto a abrir mão de minha
vontade? Será que eu já disse: “hoje não, Senhor; talvez amanhã”? O apóstolo
Paulo ensinou: “pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção
ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão
para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem
ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade” (2 Tm 4.3-4, NTLH).
Será que o jovem
rico deu-se conta da sua escolha? Ele abriu mão do tesouro celestial em troca
de um pequeno tesouro material. Por causa disso, ele jamais conseguiria seguir
a Jesus, pois este fez justamente o contrário em sua vida aqui na terra.
Quando “começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário
seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais
sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado”, o que Pedro fez? Chamou
Jesus à parte e “começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor;
isso de modo algum te acontecerá” (Mt 16.21-22).
Note que Jesus lhes havia dito que o seu sofrimento era
“necessário”. Mas Pedro quis que Jesus tivesse pena de si mesmo, que pensasse
em si próprio e não nos outros. Afinal, por que Ele tinha que passar por aquele
sofrimento todo, morrendo pelos pecados dos outros? Não precisava ser assim,
pensava Pedro. E o que Jesus lhe respondeu: “Arreda! Satanás; tu és para mim
pedra de tropeço, porque não cogitas das cousas de Deus, e, sim, das dos
homens” (v.23). É interessante observar que este mesmo Pedro, um pouco antes
disso, tinha tido uma revelação sobre a pessoa de Jesus. Ele havia dito: “Tu és
o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16).
Isso mostra que muitos de nós, vira e mexe, caímos no
erro de preservar a nossa vida neste mundo. Jesus ensinou que “se o grão de
trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito
fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste
mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.24-25). Depois, Ele
complementa: “agora está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me
desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (v.27).
O diabo se especializou em investir no egoísmo humano. Só
que aos olhos de Jesus, que enxergava o propósito do Pai, o diabo era uma pedra
de tropeço no seu caminho. É bom lembrar que Pedro também agiu assim quando lhe
perguntaram, após a prisão de Jesus, se ele era seu seguidor. Neste caso, a
única diferença foi que, entre Jesus e ele, Pedro preservou a si próprio,
negando o Senhor, pois ele era carnal. Paulo disse que nos últimos dias “os
homens serão egoístas” (2 Tm 3.1-2).
Deus nunca enfatizou o amor próprio em sua palavra. Pelo
contrário, a Bíblia nos ensina que devemos amar a Deus e ao nosso próximo,
assim como Cristo nos amou. Ele não veio ser servido, mas servir. A auto
preservação é um empecilho para o nosso crescimento espiritual. Jesus disse:
“quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder, de fato a
salvará” (Lc 17.33). Quantas vezes damos mais valor a nós mesmos do a Deus e
aos outros?
Em outra ocasião, a palavra de Deus nos mostra que Jesus
foi “levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4.1).
Por que motivo o Espírito de Deus, que só queria o bem de Jesus, levou o Senhor
ao deserto, a um lugar tão difícil e solitário? O que significa o deserto?
O deserto representa a escassez material, nunca a
espiritual. Quando Jesus teve fome, o tentador, oportunamente, aproximou-se
para sugerir que Jesus transformasse pedras em pães. Só que neste momento,
Jesus lembrou-se de uma advertência divina que já havia sido dada ao povo de
Israel: “recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou
no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o
que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou,
e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem
teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o
homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8.2-3).
Jesus, ao
contrário do povo de Israel, foi fiel a Deus. Ele entendeu que aquele momento
era de provação. Ele não podia usar o seu poder para fugir daquela luta,
transformando as pedras em pães. Deus o havia levado àquele lugar e não o
diabo. Ele precisava aprender a deixar o Espírito dominar a sua carne, pois
isso era algo imprescindível para o sucesso do seu ministério. Assim, naquele
dia com Pedro, Ele pôde resistir à idéia de fugir da cruz. O tentador estava no
seu caminho, como pedra de tropeço, mas Jesus ficou firme. Não podemos fazer da
nossa vida o que o jovem rico fez, pois “que aproveitará o homem se ganhar o
mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.24-26).
Nunca fique contrariado com a palavra de Deus, nem fuja dela quando Deus vem falar com você. Troque os seus tesouros nesta terra por um tesouro no céu. Depois, siga a Jesus.
