Estudos Bíblicos
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O evangelho na periferia
22/11/10
Normalmente, por motivos óbvios, não assisto televisão nos domingos. Ultimamente tenho conseguido ver a jornalista Regina Casé, no Fantástico, com suas reportagens sobre a periferia social do Brasil. Gosto dela. Seu jeito espontâneo de conversar e como valoriza os mais pobres, encantam meu coração. Ela não só apresenta a riqueza cultural dos mais miseráveis, como oferece uma rara oportunidade de integrar os excluídos sociais do camuflado aparthaid social brasileiro– que só se aprofunda em nossa perversa desigualdade.
Casé também consegue intrigar-me. Com seus programas, sinto-me confrontado com a distância que me separa dos marginalizados. Percebo também a facilidade com que os evangélicos se identificam com os valores da classe média burguesa. Noto que a espiritualidade cultivada entre os protestantes brasileiros se afastou anos luz do que Jesus viveu e praticou na Palestina.
Com a influência do “american way of life”, os crentes brasileiros sonham em ascender socialmente. Para subirem, porém, eles dependem de uma economia que funciona como peneira de malhas apertadas. Poucos privilegiados, que já nasceram em famílias privilegiadas, conseguem passar. Assim, a função religiosa se resumiu no esforço de pedir que Deus compense essas distorções, premiando o maior número de seus filhos com favores especiais. Repete-se nos cultos, ad nauseum, que Deus é bom e que ele não permitirá que seus filhos mendiguem o pão.
Infelizmente, a realidade cruel nega os sermões. Crianças, filhas de crentes, morrem nos corredores fétidos de hospitais públicos; nordestinos crentes esperam pelo assistencialismo dos coronéis para comerem; congregações evangélicas são construídas sobre palafitas na ribanceira de esgotos a céu aberto. Os excluídos continuam inalcançados pelos curtos braços da pátria gentil, e para eles, tarda a “bênção” da prosperidade.
A minoria sortuda, que já nasceu com larga vantagem sobre os demais, precisa apaziguar sua consciência, bem como “proteger” seus favores de eventuais ameaças circunstancias ou espirituais. Já que sobram textos bíblicos sobre o cuidado perene de Deus, basta citar os mais badalados: “Tudo posso naquele que me fortalece”; “Se Deus é por nós, quem será contra nós”. Resultado: com todos devidamente pacificados, solidifica-se o abismo que separa os crentes “melhor de vida” dos que dependem de narcotraficantes para entrarem e saírem em paz da favela onde vivem.
Vez por outra, os evangélicos de classe média percebem que existem pobres servindo o mesmo Deus que eles. Nessas horas, a teologia determinista da providência acalma eventuais angústias. “Deus sabe o que faz e dará aos seus filhos o cobertor do tamanho certo”. No caso dessas inquietações inoportunas continuarem, convém lembrar que a nobilíssima responsabilidade da igreja é salvar almas e que o autêntico missionário não precisa preocupar-se com a injustiça social – isso é coisa de comunista. Sempre será mais fácil fazer filantropia do que defender a justiça.
O rescaldo trágico disso tudo é que os cristãos precisam de uma Regina Casé para se inteirarem do que acontece nos lugares onde Jesus caminha e vive.
Soli Deo Gloria.
A falta que fazem os profetas
31/05/10
A falta que fazem os profetas
Confesso que não gostava de ler os profetas da Bíblia. Sempre os considerei rígidos demais, exageradamente metafóricos e confusos. Em meus primeiros anos como cristão, não sabia situá-los historicamente. Lê-los, me entediava.
Minha primeira simpatia pelos profetas veio quando fui desafiado ver o coração paterno de Deus nas páginas do Antigo Testamento. Reli a Bíblia toda. Recordo-me do impacto quando percebi, pela primeira vez, que a saga bíblica resume-se em mostrar um pai em busca de seus filhos. Entendi a profundidade da interpretação que os antigos rabinos de Israel davam ao dilúvio. Depois de insistir cento e vinte anos com os seus filhos, Deus viu a dureza de seus corações, chorou por quarenta dias e quarenta noites e suas lágrimas cobriram a terra. Aprendi sobre a paciência e longanimidade divina em tolerar momentos históricos perversos. Consegui, finalmente, estudar os profetas sem considerá-los grosseiros.
Mas, apaixonei-me mesmo pelos escritos dos profetas quando li Abraham J. Heschel, rabino que tornou-se unanimidade por sua abordagem sobre o coração amoroso de Deus em meio a um judaísmo inclemente. Seu livro, The Prophets é um libelo da literatura judaica.
Heschel introduz-nos aos profetas mostrando que eles não foram meros microfones que amplificavam e decodificavam o falar de Deus, mas gente com uma cultura, temperamento e individualidade. A tarefa do profeta não se resumia em transmitir o ponto de vista divino. Ele era o referencial do povo. O profeta em Israel não vaticinava apenas. Ele era também poeta, pregador, patriota, crítico social. Iniciavam suas profecias com juízo mas sempre concluíam com esperança e redenção.
O profeta não repetia jargões, não perpetuava o que já fora dito, mas pensava fora dos paradigmas. Não era convencional. A mágica de suas palavras vinha de sua intuição, de seu inconformismo e da largura de seus anseios. Inúmeras vezes a linguagem do profeta foi hiperbólica. O exagero era uma maneira de mostrar sua angústia, seu desespero de não se acovardar diante do iminente fracasso nacional.
Meu apetite em ler os profetas fez nascer em mim o desejo de vê-los entre nós. Entendo que o ministério profético com autoridade canônica foi até João Batista (Mt 11.13). Sei também que o dom carismático da profecia (I Co 12) resume-se à função tríplice que Paulo nos deu em I Coríntios 14. 3: edificar, exortar e consolar. Creio que o ministério profético que desejo não seja um título ou cargo. Sinto que a igreja evangélica brasileira, tem bons evangelistas, excelentes estrategistas eclesiásticos, já demonstramos alguma maturidade teológica, mas ainda somos carentes de líderes com a verve profética.
O movimento evangélico brasileiro necessita de homens como Martin Luther King Jr um dos mais autênticos profetas do século XX. Sua vida, tantos anos depois de sua morte, continua impressionando pela coerência, bravura e profundo compromisso com os valores do reino de Deus.
Li sua autobiografia e confesso que senti o meu coração desafiado por esse homem que viveu, falou e lutou como um profeta para os americanos mas cuja vida inspira todas as nações.
Ele nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta, Geórgia, foi ordenado como pastor batista em 25 de janeiro de 1948. Decidiu que jamais se curvaria às leis segregacionais do sul dos Estados Unidos quando assumiu a igreja que seu pai pastoreava, a Dexter Avenue Church em Montgomery, Alabama.
Nesta cidade aconteceu o grande boicote às companhias de ônibus. Rosa Parks, uma costureira de quarenta e dois anos, recusou-se ceder seu lugar dentro de um ônibus a um homem mais jovem que ela e foi presa. Um movimento se organizou na cidade e King Jr foi eleito por unanimidade o seu presidente. Depois de várias vezes preso, de sofrer atentados como uma bomba que foi jogada no alpendre de sua casa em 27 de janeiro de 1957, ele passou um mês na Índia, aprendendo os princípios de não-violência usados por Ghandi, na resistência ao imperialismo Britânico. Aplicou-os nos Estados Unidos e conseguiu vencer a tirania e o ódio com amor.
Em 28 de agosto de 1963, King Jr, subiu os degraus do Memorial de Lincoln para fazer o seu mais famoso discurso, I Have a Dream. Sua voz ecoava por todo o mundo enquanto a paixão de um profeta se derramou por seu povo. Era o coração de Deus que pedia que os homens não fossem julgados pela cor de sua pele, mas pelos conteúdos do caráter. Sua vida impressionou tanto que em 10 de dezembro de 1964, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Lendo-o, juntei alguns de seus pensamentos, reproduzo-os aqui para que notemos a falta que os profetas fazem.
Homens e mulheres vivendo em comunidade.
“Quando o indivíduo não é mais um verdadeiro participante e não percebe sua responsabilidade para com sua sociedade, os conteúdos da democracia se esvaziam. Quando a cultura se degrada e a vulgaridade é entronizada; quando o sistema social não constrói segurança, mas induz o medo, inexoravelmente o indivíduo é impelido a se isolar completamente desta sociedade sem alma. Este é o processo que produz alienação – talvez a mais insidiosa característica da sociedade contemporânea.”
A grandeza dos ideais:
“A medida de um homem não se ele afirma em tempos de conforto e conveniência, mas repousa nos seus posicionamentos em tempos de desafios e controvérsias.”.
“A coragem encara o medo e, portanto, dele se assenhora. A covardia reprime o medo, e portanto, dele se torna escrava. Homens corajosos nunca perdem o elã pela vida mesmo que a situação que vivam seja sem brilho; covardemente, homens esmagados pelas incertezas da vida perdem o desejo de viver. Devemos constantemente erguer diques de coragem para deter as inundações do medo.”
O próximo:
“A maioria daqueles que vivem na América rica ignora os que vivem na América pobre; ao fazerem isso, os ricos americanos terão que eventualmente enfrentar a pergunta que Eichmann preferiu ignorar: Qual a minha responsabilidade pelo bem estar do meu próximo? Ignorar o mal é tornar-se cúmplice dele. “
Deus e religião
“ A ciência investiga; a religião interpreta. A ciência fornece o conhecimento que dá poder; a religião fornece a sabedoria que dá controle. A ciência lida com os fatos, a religião lida primordialmente com os valores. As duas não são rivais. Elas se complementam. A ciência ajuda a religião a não cair no vale paralisante da irracionalidade e do obscurantismo. A religião previne a ciência de despencar no pântano do materialismo obsoleto e do niilismo moral.”
Em 4 de abril de 1968 uma bala assassina silenciou esse profeta de Deus. Contudo, sua vida continua inspirando milhões de homens e mulheres. Martin Luther King, Jr, não pode ser esquecido da geração evangélica deste novo milênio.
Que ele nos inspire a desejar mais profetas na igreja. Precisamos de homens e mulheres que não nos deixem acostumados com a ordem natural das coisas. Gente, cuja voz troveje ira contra a iniqüidade e a injustiça, mas nunca falem sem a ternura de Deus. Que o mote de Luther King Jr – I have a dream – ecoe entre as paredes das igrejas, para que nunca deixemos de sonhar em tempos de imediatismos.
Jesus mandou que orássemos pedindo mais obreiros para a sua seara. Minha prece é que ele mande mais profetas.
Soli Deo Gloria.
Autor: Ricardo Gondim – http://www.ricardogondim.com.br
A mulher samaritana, Coca-Cola e Jesus
20/05/10
Às vezes, a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola. O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”. Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).
Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda. Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?
No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito. Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.
Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.
Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.
Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.
Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”.
Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.
O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões… observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.
Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).
Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.
Que Deus tenha piedade de nós.
Soli Deo Gloria.
Autor: Ricardo Gondim
