Estudos Bíblicos
Artigos com o marcador Deus
Semelhanças entre Deus e a sua palavra
17/10/11
Texto: Salmos 138:2
Introdução: O Evangelho de João começa chamando “a Palavra de Deus” como Deus (Leia João 1:1). Isso abre um estudo interessante entre “a Palavra” (Jesus) e “palavra” (Bíblia). Em nosso estudo, vamos ver que Deus é muito semelhante à Sua Palavra – a Bíblia. Os dois estão tão intimamente ligados; é impossível separar os atributos da palavra de Deus (Bíblia) do próprio Deus. Veremos a partir deste breve estudo que existem alguns atributos de Deus que são igualmente verdade para a Bíblia! Há pelo menos sete semelhanças entre Deus e a Bíblia:
1. Deus é perfeito, a Bíblia também é perfeita.
Mateus 5:48 - “Sede vós pois perfeitos, como vosso Pai que está nos céus é perfeito”
Salmos 19:7 - “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”.
2. Deus é eterno, a Bíblia também é eterna.
Salmos 90:2 - “Antes que os montes nascessem, ou que nunca te tivesses formado a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”
Mateus 24:35 - “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”
3. Deus é luz, a Bíblia também é luz.
I João 1:5 - “E esta é a mensagem que temos ouvido dele, e vos anunciamos: que Deus é luz e nele não há treva alguma”
Salmos 119:105 - “A tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho”
4. Deus é Espírito, a Bíblia também é Espírito.
João 4:24 - “Deus é Espírito, e aqueles que o adoram o adorem em espírito e em verdade”
João 6:63 - “As palavras que eu vos disse são espírito e são vida”.
5. Deus é capaz de salvar sua alma, a Bíblia também é capaz de salvar sua alma.
Salmos 72:13 - “Ele (Deus) deve poupar o pobre e necessitado, e salvará as almas dos necessitados”
Tiago 1:21 - “Recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas”
6. Deus é capaz de santificar os crentes, a Bíblia também é capaz de santificar os crentes.
I Tessalonicenses 5:23 - “E Deus, o de paz vos santifique em tudo, e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”
João 17:17 - “Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade”
7. Deus julgará no último dia, a bíblia também vai julgar no último dia.
I Pedro 4:5 - “Quem deve dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos”
João 12:48 - “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue: a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”
Conclusão: A partir deste breve estudo, temos cuidadosamente considerado como Deus é fortemente refletido e ligado com o caráter de Sua Palavra – a Bíblia Sagrada. Ao lado do Senhor Jesus Cristo, a Bíblia é talvez o maior reflexo da natureza de Deus.
Quem e o que é Deus, Sua palavra é muitas vezes similar. Então, dizer que a Bíblia tem erros é como dizer que o próprio Deus é imperfeito! Não podemos ter um Deus perfeito e ter uma Bíblia imperfeita, ao mesmo tempo! A Bíblia adverte os homens em Provérbios 13:13 que, “Aquele que despreza a palavra deve ser destruído, mas o que teme o mandamento será galardoado”
Autor: Pr. Aldenir Araújo
Fonte: Sermão Online
A restauração de Deus na tragédia
04/04/11
Referência: Jó 1, 2, 42
INTRODUÇÃO
1.Um esforço concentrado do inferno para destruir a família
A família está sendo bombardeada com arsenal pesado. Há torpedos mortíferos apontados para a família. É a crise conjugal. É crise dos jovens. É a crise dos valores.
A família está perdida. A educação moderna está perdida. As instituições não sabem o que fazer para reverter essa crise.
2.Seis áreas básicas que o inimigo tenta atacar em nossa vida
a)Nosso relacionamento com Deus
b)Finanças
c)Filhos
d)Saúde
e)Casamento
f)Amizades.
3.Deus proclama o caráter de Jó – 1.8
Deus conhece os que são seus. Deus conhece sua vida. Ele sabe quem é você. Ele sabe o que você não faz e o que você faz. Ele conhece seus pensamentos, seus desejos, seus sonhos. Deus elogia Jó pela sua piedade e integridade.
4.Satanás levanta suspeitas sobre as motivações de Jó – 1.9-11
Ele disse que Jó serve a Deus por interesse.
Disse que Jó serve a Deus porque Deus o tem enriquecido.
Satanás acusa Jó de amar mais o dinheiro, os filhos e a saúde do que a Deus.
5.Deus constitui Jó como seu advogado na terra – 1.12
Deus confia em Jó. Jó não sabia, mas ele havia sido constituído como advogado de Deus na terra ao passar pelas duras provas e revezes da vida. Se Jó naufragasse, era o nome e a reputação de Deus que estava em jogo.
I.OS TORPEDOS DO INFERNO NA FAMÍLIA DE JÓ
1.Satanás acatou os bens de Jó – 1.13-20
a)Ele usou homens – sabeus e caldeus roubaram e saquearam os rebanhos de Jó. Ele foi espoliado, roubado. Jó decretou falência. Foi à bancarrota. Abriu concordata.
b)Ele usou fogo – queimou ovelhas e servos (1.16).
Jó sendo o homem mais rico do Oriente, ficou pobre, sem crédito. Sua empresa faliu, seu negócio acabou.
A crise financeira é a crise de muitas famílias hoje. É o investimento que não deu certo. É o negócio que se frustrou. É a empresa que não reage. É a globalização que solapou sua estabilidade. É o jovem que sai da Faculdade sem perspectiva de emprego. É o pai de família que é mandado embora aos 50 anos e não arranja mais emprego.
Talvez um acidente, uma tragédia, uma mudança de política na empresa pegou você de surpresa e pôs sua vida financeira de cabeça para baixo. Tudo que você construiu durante anos foi de água para baixo.
2.Satanás atacou os filhos de Jó – 1.19
a)Jó era um pai exemplar (1.4,5) – Jó inspirava amizade no coração dos filhos (1.4). Ele tinha comunhão com os filhos (1.5). Ele santificava os filhos (1.5). Ele orava por todos os filhos (1.5). Ele orava pelos filhos de madrugada e continuamente (1.5). Ele priorizava a vida espiritual dos filhos.
b)Satanás atacou os filhos de Jó num dia de festa e comunhão familiar – Todos os filhos morreram num único desastre. Jó vai para o cemitério sepultar todos os seus 10 filhos de uma única vez. Sua dor é indescritível. Jó raspou a cabeça, mostrando que a sua glória havia apagado.
c)Os amigos de Jó o acusam – Disseram que a habitação de Jó havia sido amaldiçoada (5.3). Disseram que seus filhos haviam sido desamparados e destruídos (5.4). Disseram que seus filhos eram rebeldes e por isso Deus os havia destruído (8.4).
d)Quem sabe este é dilema da sua vida hoje – Há muitos filhos que estão sendo atingidos pelos dardos inflamados do maligno. Há muitos pais e mães que estão chorando pelos filhos. Há muitos filhos que estão no mundo, no vício, no pecado. Quem sabe seus filhos são rebeldes, desobedientes e isso está acabando com você.
3.Satanás atacou a saúde de Jó – 2.4-6
Satanás achou que Jó amava mais a sua pele do que a Deus.
Jó então foi ferido: infecção, mau hálito, dor, pele necrosada, corpo encarquilhado. Raspava suas feridas com cacos de telha.
As pessoas cuspiam nele. Seus ossos ardiam. Formavam-se bolhas de pus e ele mordia nessas bolhas para aliviar sua dor.
Sua dor foi tão grande que ele: 1) Desejou morrer no ventre da mãe (3.11; 10.18); 2) Desejou morrer ao nascer (3.11); Desejou que os seios de sua mãe estivessem murchos para morrer de fome (3.12); 4) Procurou e desejou a morte, mas a morte fugiu dele (3.21,22).
Quem sabe você vive o drama de uma enfermidade na família, uma doença crônica, um diagnóstico sombrio e uma cirurgia iminente.
4.Satanás atacou o casamento de Jó – 2.9,10
A mulher de Jó não suportou a pressão. Ela estava acostumada com o sucesso e não com o sofrimento. Ela estava acostumada com as glórias da prosperidade e não com o vale da adversidade.
Ele se insurgiu contra Deus, blasfemou contra ele, ergueu os punhos contra o céu e ordenou seu marido a romper com Deus e morrer.
Jó enfrenta o drama da crise conjugal. Do abandono da esposa na hora da sua maior solidão e aflição. É a dor que supera o romance. É a revolta mostra a carranca. É a crise no casamento que se instala. É o divórcio do cônjuge e depois dos filhos.
5.Satanás atacou as amizades de Jó
Eles são amigos – Vêm de longe.
Eles são solidários – Choram
Eles acusam Jó de:
a)Dizem que Jó não é convertido – 22.21-30ç
b)Dizem que Jó é um pecador endurecido – 11.3
c)Dizem que Jó é rebelde contra Deus – 34.35-37
d)Dizem que Jó é hipócrita – 4.3-5
e)Dizem que Jó é adúltero – 8.6,7ç 22.5
f)Dizem que Jó é ladrão – 18.19
g)Dizem que Jó é explorador dos pobres – 22.6
h)Dizem que Jó é insensível às necessidades dos aflitos – 22.7,9
i)Dizem que Jó é louco – 5.2
Quem sabe seus amigos mais achegados se voltam contra você: é a decepção, a mágoa, a traição, a acusação insolente, injusta.
II. A ATITUDE DE JÓ DIANTE DO DRAMA DO SOFRIMENTO
1.Jó desaba com Deus sobre sua dor
Jó, na sua angústia levou aos céus 16 vezes a pergunta: POR QUE.
a)Por que estou sofrendo
b)Por que perdi meus filhos
c)Por que Deus não responde minhas orações
d)Por que perdi meus bens
e)Por que meu casamento acabou
f)Por que meus amigos me acusam
g)Por que Deus não me mata
Jó estava cheio de queixas. Ele levantou 34 queixas contra Deus.
2.Ninguém entendeu a causa do sofrimento de Jó
a)Satanás – Ele serve a Deus por interesse.
b)A mulher de Jó – Revolta-se contra Deus, abandona-o e pede ao marido para desistir de Deus e morrer.
c)Seus amigos – A causa são os pecados de Jó.
d)Jó – acha que suas aflições foram impostas por Deus.
e)Ninguém discerniu que era Satanás que estava atacando Jó. Ilustração: SARA.
III. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA RESTAURAÇÃO DE JÓ
1.Deus não respondeu sequer um dos questionamentos de Jó, mas faz-lhe 70 perguntas.
Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra
Onde estavas tu quando eu espalhava as estrelas no firmamento.
Onde estavas tu quando eu punha limite nas águas do mar.
Deus mostrou para Jó sua soberania.
Quando não pudermos entender o que Deus está fazendo: podemos saber que ele está no controle e é nosso Pai.
2.Tudo que Satanás intentou contra Jó, Deus reverteu em bênção
Satanás tentou afastar Jó de Deus, mas Jó ficou mais perto do Senhor.
Satanás tentou destruir a confiança de Jó através do sofrimento, mostrando que Deus não era nem soberano nem amor; mas Jó se curva diante da soberania de Deus – Ilustração – O satanista que enviou uma compra para uma crente em necessidade.
Satanás tentou azedar o coração de Jó com mágoa de seus amigos, mas Jó intercede por eles.
Satanás tentou tirar tudo de Jó, mas Deus devolveu-o em dobro.
Jó compreendeu seis coisas:
1)Ele entendeu que não há crise que Deus não possa reverter – “Bem sei que tudo podes…” (42.2);
2)Ele entendeu que os desígnios de Deus não podem ser frustrados: “E nenhum dos teus desígnios pode ser frustrado” (42.2);
3)Ele admitiu que o seu conhecimento de Deus era superficial – “Eu te conhecia só de ouvir” (42.5);
4)Ele passou a conhecer a Deus de forma mais profunda a pessoal – “… mas agora os meus olhos te vêem” (42.5);
5)Ele reconheceu sua precipitação no falar – “Na verdade falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (42.3);
6)Ele passou a conhecer profundamente a si mesmo – “Por isso me arrependo no pó e na cinza” (42.6).
3.Deus restaurou a sorte de Jó
Deus restaurou todas as áreas atingidas na vida de Jó:
a)Deus restaurou os bens de Jó – dando-lhe o dobro. Hoje Deus pode por em ordem sua vida financeira. Ele pode reerguer você. Ele é o Deus da provisão.
b)Deus restaurou a saúde de Jó – Viveu mais 140 anos. Ele viu seus filhos e os filhos de seus filhos. Ele teve uma vida longa e feliz. Deus pode curar suas enfermidades. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus filhos crescendo, se casando. Deus pode lhe dar a alegria de ver seus netos e sendo instrumentos de bênção no mundo.
c)Deus restaurou o casamento de Jó – O casamento de Jó foi curado, transformado. Acabou a mágoa, a revolta, o esfriamento. Deus é especialista em reparar vasos quebrados. Para Deus não há causa perdida nem casamento perdido. Talvez você pensa que o divórcio é a única saída. Mas Jesus pode transformar a água em vinho.
d)Deus restaurou os filhos de Jó – Agora, Jó tem 10 filhos no céu e 10 filhos na terra. Não deu o dobro, porque não perdemos os nossos filhos com a morte. Seus filhos são filhos da promessa. Não abra mão de seus filhos. Aqueles filhos que hoje podem estar lhe trazendo dor, amanhã serão baluartes nas mãos de Deus.
e)Deus restaurou os amigos de Jó – Em vez de guardar mágoa das pessoas que falam mal de você, ore por eles. Porque através da intercessão Deus vai curar você e perdoar seus amigos.
CONCLUSÃO
Deus pode restaurar sua família. Deixe de murmurar. Dobre os joelhos e comece a orar e os céus se manifestarão;
Foi quando Jó começou a orar que a sua cura brotou.
Jó começou esse processo tendo Deus como o ponto principal de relacionamento e terminou com Deus em primeiro lugar.
Fonte: Hernandes Dias Lopes
O Prazer De Deus em Seu Filho
20/02/11
Mateus 17:5
Este é o meu Filho amado de quem me agrado.
Introdução
Nós estamos começando uma nova série de mensagens hoje que, se Deus quiser, irá até o domingo de Páscoa, dia 19 de Abril. Então, eu gostaria de começar explicando como eu fui movido a desenvolver esta série.
Ver é Tornar-se
Quando se trata do entendimento de o que deve acontecer no ato da pregação, eu sou guiado por vários textos bíblicos, especialmente 2 Coríntios 3:18:
E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.
Eu acredito que este texto nos ensina que uma das maneiras em que somos transformados progressivamente à semelhança de Cristo é olhando para sua glória. “Todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados.” A maneira de tornar-se mais e mais como o Senhor é fixar seu olhar em sua glória e mantê-lo em foco.
Nós cantarolamos a música que escutamos. Nós falamos como os nossos amigos. Nós pegamos as manias dos nossos pais. E nós, naturalmente, tendemos a imitar aqueles que mais admiramos. E do mesmo jeito é com Deus. Se nós fixarmos nossa atenção nele e mativermos sua glória em foco, nós seremos transformados de glória em glória, à sua semelhança. Se os adolescentes tendem a usar o mesmo penteado que os artistas que eles admiram, do mesmo modo Cristãos tenderão a formar seu caráter como o Deus que eles admiram. Nesse processo espiritual ver não é apenas crer; ver é tornar-se.
A Pregação Como a Revelação da Glória de Deus
A lição que eu tiro disso para a pregação é que em grande parte ela deve ser a revelação da glória de Deus, porque o objetivo da pregação é transformar as pessoas à selhança de Cristo. Eu acho que isto bate com a visão de Paulo sobre a pregação porque apenas quatro versículos depois, em 2 Coríntios 4:4, ele descreve o conteúdo de sua pregação como “a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” E logo depois, no versículo 6, ele o descreve um pouco diferente como a “iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.”
Então, de acordo com Paulo, a pregação é um meio de se iluminar corações obscurecidos de homens e mulheres.
No versículo 4 a luz é chamada de “luz do evangelho”, e no versículo 6 a luz é chamada de “luz do conhecimento”.
No versículo 4 o evangelho é o evangelho da glória de Cristo, e no versículo 6 o conhecimento é o conhecimento da glória de Deus. Portanto, nos dois versículos a luz transmitida para dentro do coração é a luz da glória – a glória de Cristo e a glória de Deus.
Mas estas não são realmente duas glórias diferentes. No versículo 4 Paulo diz que é a glória de Cristo, que é a imagem de Deus. E no versículo 6 ele diz que a glória Deus está na face de Cristo. Portanto a luz transmitida na pregação é a luz da glória, e pode-se referir a esta glória como a glória de Cristo que é a imagem de Deus, ou a glória de Deus perfeitamente refletida em Cristo.
A pregação é a revelação ou a demonstração ou a exibição da glória divina ao coração de homens e mulheres ( 4:4-6), de maneira que pela contemplação desta glória eles sejam transformados à semelhança do Senhor com glória cada vez maior (3:18).
Conhecimento Pela Própria Experiência
Esta não é uma construção artificial ou meramente intelectual. Ela é precisamente o que eu conheço como verdade por minha própria experiência (como muitos de vocês também sabem!): Ver Deus como ele realmente é tem se provado, vez após vez, uma força poderosa e constrangedora motivando-me em minha busca por santidade e alegria nele.
Você e eu sabemos por experiência própria que o conflito principal na alma humana é entre duas glórias – a glória do mundo e todos os breves prazeres que ele pode oferecer, contra a glória de Deus e todos os prazeres eternos que ela pode oferecer. Estas duas glórias competem pela fidelidade, admiração e deleite dos nossos corações. E o papel da pregação é demonstrar, descrever, retratar e exibir a glória de Deus de um modo que sua excelência e valor superiores brilhem no seu coração para que você seja transformado com glória cada vez maior.
O Desafio Perante o Pregador
Isso significa que como um pregador eu sou, continuamente, confrontado com a questão: Como eu posso retratar da melhor maneira a glória de Deus de modo que o máximo de pessoas a verá e será transformado por ela? Enquanto eu me fazia esta pergunta no retiro, duas semanas atrás, uma nova resposta veio à minha mente.
Eu estava lendo novamente parte de “A vida de Deus na alma do homem” (The Life of God in the Soul of Man) de Henry Scougal. Ele fez esse intrigante comentário: “O valor e a excelência de uma alma devem ser medidos pelo objeto do seu amor” (p. 62). Aquilo me bateu como uma grande verdade. E me veio o pensamento que se é verdade para o homem, como Scougal sugeriu, certamente é também verdade para Deus: “O valor e excelência da alma de DEUS deve ser medido pelo objeto de seu amor”.
Eu então procurei nas Escrituras por vários dias todos os lugares que nos dizem o que é que Deus ama, em que ele se alegra, se deleita, se agrada e se regozija. O resultado é um plano para pregar 13 messagens entituladas “Os prazeres de Deus”.
Então é minha oração, e eu espero que você a fará sua oração, que ao ver os objetos do prazer de Deus nós veremos a excelência e o valor de sua alma; e ao vermos sua glória nós seremos transformados com glória cada vez maior à sua semelhança; e ao sermos transformados à sua semelhança nós confrontaremos essa cidade, e os povos inalcançados da Terra, com um testemunho vivo de um Salvador grande e irresistivelmente atraente. Que o Senhor se agrade em nos mandar um grande reavivamento de amor, santidade e poder enquanto nós olhamos para ele e oramos seriamente durante as próximas 13 semanas.
Exposição
Para retratar o valor da alma de Deus no objeto do seu amor nós devemos começar do início. A primeira e mais fundamental coisa que podemos dizer sobre os prazeres de Deus é que ele tem prazer em seu Filho. Eu vou tentar desenrolar esta verdade em 5 afirmações.
1. Deus tem prazer em seu Filho.
Em Mateus 17 Jesus leva Pedro, Tiago e João a uma montanha. Quando eles estão sozinhos algo completamente surpreendente acontece. De repente Deus dá a Jesus uma aparência de glória. Versículo 2: “Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.” Depois, no versículo 5 uma nuvem resplandecente os envolve e Deus fala da nuvem: “Este é o meu Filho amado de quem me agrado. Ouçam-no!”
Primeiro, Deus dá aos discípulos um breve lampejo da verdadeira glória celestial de Jesus. Isto é o que Pedro diz em 2 Pedro 1:17 – “[Cristo] recebeu honra e glória da parte de Deus Pai.” Daí Deus revela seu coração pelo Filho e diz duas coisas: “Eu amo meu Filho” (“Este é o meu Filho amado”) e “eu tenho prazer em meu filho” (“de quem me agrado”).
Ele diz isso em uma outra ocasião: no batismo de Jesus, quando o Espírito Santo desce e unge Jesus para o seu ministério, significando o amor e o apoio do Pai – “Este é o meu Filho amado de quem me agrado.”
E no evangelho de João, Jesus fala várias vezes sobre o amor do Pai por ele: por exemplo, João 3:35, “O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos.” João 5:20, “O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que faz.”
(Veja também Mateus 12:18 onde Mateus cita Isaías 42:1 em referência a Jesus: “Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer.” A palavra hebraica traduzida como ‘tenho prazer’ é ratsah, e significa ‘deileitar-se.’)
Então nossa primeira afirmação é que Deus Pai ama seu Filho, não com auto-negação, misericórdia sacrificial, mas com o amor de deleite e prazer. Ele se agrada de seu Filho. Sua alma deleita-se no Filho. Quando ele olha para seu Filho ele gosta, trata com carinho, admira, estima e aprecia o que vê.
2. Filho de Deus é totalmente divino.
Esta verdade vai nos livrar de cometermos um erro sobre a primeira. Você deve concordar com a afirmação de que Deus tem prazer em seu Filho mas talvez cometa o erro de pensar que o Filho é, meramente, um homem extraordinariamente santo que o Pai adotou como Filho porque deleitava-se muito nele.
Mas Colossenses 2:9 nos dá uma perspectiva muito diferente das coisas. “Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” O Filho de Deus não é meramente um homem escolhido. Ele tem a plenitude da divindade nele.
E Colossenses 1:19 relaciona isso com o prazer de Deus: “Toda a plenitude [da divindade] agradou-se em habitar nele.” Ou você poderia dizer (com a NVI), “Foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a [sua] plenitude.” Em outras palavras, Deus teve prazer em fazer isso. Deus não olhou para o mundo a fim de achar um homem que se qualificaria para seu deleite para daí adotá-lo como seu Filho. Ao contrário, o próprio Deus tomou a iniciativa de colocar sua plenitude em um homem no ato da incarnação. Ou nós poderíamos dizer que ele tomou a iniciativa de cobrir a plenitude de sua própria divindade com a natureza humana. E Colossenses 1:19 diz que foi do seu agrado fazê-lo. Foi o seu prazer e deleite.
Nós podemos tender a dizer que Deus não encontrou um Filho que o agradasse, mas ele fez um Filho que o agradasse. Mas isto também induziria a um erro porque esta plenitude da divindade, que agora habita corporalmente (Colossenses 2:9) em Jesus, já existia de forma pessoal antes que ele tomasse a naturaza humana em Jesus. Isto nos leva adiante na Divindade e à afirmação 3.
3. O Filho em que Deus se deleita é a imagem eterna e reflexão de Deus e é, por conseguinte, o próprio Deus.
Aqui em Colossenses 1:15 Paulo diz,
Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação [isto é, aquele que tem a posição exaltada de Filiação divina sobre toda a criação, como mostra a próxima frase], pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra.
O Filho é a imagem do Pai. O que isto significa? Antes de dizermos, vamos considerer outras designações similares.
Hebreus 1:3 diz do Filho,
O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as; coisas por sua palavra poderosa.
Em Filipenses 2:6 Paulo diz,
Embora sendo Deus (ou embora existindo na forma de Deus), não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo.
Então, o Filho em quem Deus se deleita é sua própria imagem; é o resplendor da sua própria glória; é a expressão exata do seu ser; existe na forma de Deus; e é igual a Deus.
Logo, nós não devemos ficar surpresos quando o apóstolo João, em João 1:1, diz:
No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.
Seria um grande erro dizer que o Filho de quem Deus se agrada foi feito ou criado na incarnação ou em qualquer tempo. “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.” Pelo mesmo tempo em que existe Deus, tem existido a Palavra de Deus, o Filho de Deus, que tomou a natureza humana em Jesus Cristo.
Agora nós podemos ter uma melhor idéia de o que a Bíblia quer dizer quando o chama de a imagem ou resplendor ou expressão exata ou forma de Deus que é igual a Deus.
Por toda a eternidade até hoje a única realidade que sempre existiu é Deus. Isto é um grande mistério, porque é muito difícil para nós pensarmos em Deus não tendo uma origem, apenas estando lá para todo o sempre sem nada ou ninguém tendo feito com que ele lá estivesse – uma realidade absoluta à qual cada um de nós deve ajustar-se, goste ou não.
A Bíblia ensina que esse Deus eterno tem tido por todo o sempre:
- uma imagem perfeita de si mesmo;
- uma reflexão perfeita de sua essência;
- um perfeito estigma ou impressão de sua natureza;
- uma perfeita forma ou expressão da sua glória.
Nós estamos no limite do inefável aqui, mas talvez nós possamos ousar dizer a seguinte grandeza: Deus tem, por todo o sempre, sendo Deus, tido consiência de si mesmo, e a imagem que ele tem de si mesmo é tão perfeita e tão completa e abundante assim como é a reprodução (criação) viva e pessoal dele mesmo. E esta imagem ou reflexão ou forma viva e pessoal de Deus é Deus, a saber, Deus Filho. E, logo, Deus Filho é co-eterno com Deus Pai e igual em essência e glória.
4. O Prazer de Deus em seu Filho é prazer em si mesmo.
Sendo o Filho a imagem de Deus e o resplendor de Deus e a expressão exata de Deus e a forma de Deus, igual a Deus e, de fato, sendo Deus, logo, o deleite de Deus no Filho é deleite em si mesmo. Logo, a alegria fundamental, mais profunda, primária e original de Deus é a alegria que ele tem em suas próprias perfeições conforme ele as vê refletidas em seu Filho. Ele ama o Filho e se deleita no Filho e se alegra no Filho porque o Filho é o próprio Deus.
A princípio isso soa como vaidade e passa o sentimento de convencimento e presunção e egoísmo, porque isto é o que seria se algum de nós encontrasse sua maior e mais profunda alegria olhando-se no espelho. Seriamos vaidosos, convencidos, presunçosos e egoístas.
Mas por quê? Porque nós fomos criados para algo infinitamente melhor e mais nobre e maior e mais profundo que auto-contemplação. O quê? A contemplação e o gozo de Deus! Qualquer coisa a menos que isso seria idolatria. Deus é o mais glorioso de todos os seres. Não amá-lo e deleitar-se nele é um grande insulto ao seu valor.
Mas o mesmo é verdade para Deus. Como poderia Deus não insultar o que é infinitamente belo e glorioso? Como poderia Deus não cometer idolatria? Há somente uma resposta possível: Deus deve amar e deleitar-se em sua própria beleza e perfeição acima de todas as coisas. Nós fazermos isso em frente ao espelho é a essência da vaidade. Deus fazer isso em frente ao seu Filho é a essência da retidão.
Não é a essência da retidão ser movido por um delite perfeito no que é perfeitamente glorioso? E não é o oposto da retidão quando nós colocamos nossas maiores afeições nas coisas de menor ou nenhum valor?
E então, a retidão de Deus é o infinito zelo e alegria e prazer que ele tem em seu próprio valor e glória. E se ele, em algum momento, agisse contra essa eterna paixão por suas próprias perfeições, ele seria iníquo. Ele seria um idólatra.
Nisso está o maior obstáculo para nossa salvação: pois como poderia esse Deus justo colocar suas afeições em pecadores como nós? Mas nisso também está o fundamento da nossa salvação, pois é precisamente a infinita estima que o Pai tem pelo Filho que faz possível para mim, um pecador perverso, ser amado e aceito no Filho; porque em sua morte ele restaurou todo o insulto e dano que eu causei à glória de Deus pelo meu pecado.
Nós veremos isso vez após vez nas semanas seguintes – como o prazer infinito do Pai em suas próprias perfeições é a fonte de nossa redenção e esperança e eterna alegria. Hoje é apenas o começo.
Eu encerro com a quinta afirmação e aplicação final. Se Scougal está certo – que o valor e a excelência de uma alma devem ser medidos pelo objeto ( e eu acrescentaria, pela intensidade) do seu amor – então…
5. Deus é o mais excelente e digno entre todos os seres.
Por quê? Porque ele tem amado seu Filho, a imagem de sua própria glória, com energia infinita e perfeita, por toda a eternidade. Quão gloriosos e felizes têm sido o Pai, o Filho e o Espírito Santo, juntos, por toda a eternidade!
Que nós reverenciemos este grande Deus! E que nós abandonemos todos os ressentimentos insignificantes, todos os prazeres efêmeros e buscas vazias da vida, e participemos do contentamento que Deus tem na imagem de suas próprias perfeições – seu Filho. Oremos:
Deus justo, infinito e eterno, nós confessamos que temos, freqüentemente, o diminuído e exaltado nós mesmos ao centro das nossas afeições, onde somente você pertence na imagem de seu Filho. Nós arrependemos e deixamos nossa presunção e , alegremente, reverenciamos sua felicidade eterna e auto-suficiente na união da Trindade. E nossa oração, nas palavras de seu Filho (João 17:26), é que o amor com que você o amou esteja em nós, e ele esteja em nós, para que participemos dessa relação de alegria e desse oceano de amor para todo o sempre. Amém.
Fonte: http://www.desiringgod.org
Jejuando pela Recompensa do Pai
13/02/11
Mateus 6.16-18
“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. 17 Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, 18 para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará” (NVI).
INTRODUÇÃO
Carl Lundquist foi o presidente da Faculdade e Seminário Betel por quase 30 anos. Ele morreu há cerca de quatro anos de câncer de pele. Na última década de sua vida, dedicou uma grande quantidade de energia ao estudo e promoção da devoção espiritual pessoal e das disciplinas da vida cristã.
Ele até estabeleceu o que chamou de “Evangelical Order of the Burning Heart” [Ordem Evangélica do Coração em Chamas] e começou a enviar cartas de inspiração e encorajamento. Na carta de setembro de 1989, contou a história de como começou a levar a sério o jejum.
Comecei a considerar o jejum com seriedade como disciplina espiritual como resultado da minha visita ao dr. Joon Gon Kim em Seoul, Coréia. “É verdad,” eu perguntei, “que o senhor gastou 40 dias de jejum preparatório antes da cruzada evangelística de 1980?” “Sim,” ele respondeu, “é verdade.” O dr. Kim foi o responsável pela cruzada que esperava trazer um milhão de pessoas à praça de Yoido. Mas, seis meses antes, num encontro com a polícia, o informaram que estavam revogando a permissão que lhe deram para a cruzada. A Coréia, naquele tempo, passava por uma desordem política sob a lei marcial. Os oficiais decidiram não se arriscar, tendo tantas pessoas reunidas no mesmo lugar. Então, o dr. Kim e participantes do grupo da cruzada se retiraram para um monte e ali passaram 40 dias diante de Deus, orando e jejuando pela cruzada. Depois, retornaram e se dirigiram ao posto policial. “Olha só!”, disse o oficial quando viu o dr. Kim, “nós mudamos de idéia e vocês podem fazer o seu encontro.”
Quando voltei para o hotel, refleti que eu nunca havia jejuado daquela forma. Talvez, eu nunca desejei o trabalho de Deus com a mesma intensidade… seu corpo é marcado pelos muitos jejuns de 40 dias, durante sua longa liderança do trabalho de Deus na Ásia. Por isso, também, eu nunca vi os milagres que o dr. Kim viu.
O dr. Lundquist passou a falar de um dos encontros do “Burning Heart” que ele estava dirigindo, quando viu um seminarista (quase formado) sem comer. Perguntou-o se estava tudo bem e descobriu que o jovem estava perto do final de um jejum de 21 dias, como parte de sua busca pela direção de Deus para o próximo capítulo de sua vida.
O doutor disse que nos anos seguintes de seu ministério, descobriu que um jejum modificado, uma vez por semana, era de muita ajuda na sua vida e trabalho. Escreveu em sua carta,
Em vez de levar uma hora para almoçar, uso esse tempo para me dirigir a um local de oração, geralmente numa sala próxima ao Seminário Teológico Betel. Ali, uso o meu horário de almoço em comunhão com Deus e em oração. Tenho aprendido uma dimensão muito pessoal no que Jesus declarou: “Uma comida tenho para comer, a qual vocês não conhecem.”
“QUANDO VOCÊS JEJUAREM” NÃO “SE VOCÊS JEJUAREM”
Um dos textos que moveu o dr. Lundquist naqueles anos seguintes de sua vida, será o que veremos nesta manhã, Mateus 6.16-18. O que o impressionou neste texto foram as palavras do versículo 16: “E quando jejuarem…” Ele percebeu como muitos outros que o texto não diz: “Se vocês jejuarem,” mas “quando vocês jejuarem.” Ele concluiu, como eu e a maioria dos comentaristas, que Jesus encarou o jejum como algo bom e que deveria ser praticado por seus discípulos. Isto é o que nós vemos em Mateus 9.15, quando o noivo será tomado e, então, os discípulos jejuarão.
Logo, Jesus não ensina sobre se devemos ou não jejuar. Ele toma por certo que jejuaremos e nos ensina como fazer isso, especialmente, como não fazer isso.
HIPOCRISIA: UM PERIGO NO JEJUM
Se o jejum for ser construído em nossas vidas como um modo de buscar toda a plenitude de Deus (Efésios 3.19), precisamos saber como não fazer isso. Isso incluiria orientações físicas sobre como não colocar nossos corpos em perigo, e o ensino espiritual sobre como não prejudicar nossas almas. No lado físico, desejaria passar para vocês em um pequeno papel, a avaliação de um médico que me orientou quando eu estava em Orlando, dezembro passado.
“Eles receberam sua plena recompensa”
Mas, mais importante que isso é a advertência de Jesus acerca do perigo espiritual do jejum praticado de uma forma errada. É sobre isso o nosso texto. Jesus nos adverte o que não fazer e, depois, o que fazer no lugar.
Ele nos adverte no versículo 16 a não sermos como os hipócritas: “Quando vocês jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando.” Os hipócritas, assim, são aqueles que praticam suas disciplinas espirituais “a fim de que os outros vejam.” Esta é a recompensa buscada por eles. Quem não se sentiria profundamente recompensado, ao ser admirado por sua disciplina, zelo ou devoção? Esta é a grande recompensa entre os homens. Poucas coisas dão mais gratificação ao nosso coração caído como ser engrandecido por nossas realizações, especialmente nossas realizações espirituais.
Jesus diz na última parte do versículo 16: “Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa.” Em outras palavras, se essa é a recompensa que você anseia no jejum, isso é o que você alcançará, mas será tudo o que alcançará. O perigo da hipocrisia é o seu completo sucesso. Ela deseja o louvor dos homens e o alcança. Mas isso é tudo.
Por que isso é hipocrisia?
Mas vamos perguntar o porquê isso é hipocrisia. Aqui você tem pessoas religiosas. Eles decidiram jejuar. Em lugar de esconderem que estão jejuando, deixam isso bem nítido. Por que isso é hipocrisia? Por que não é hipocrisia jejuar e arrumar o cabelo, lavar o rosto e não deixar que ninguém saiba que você está jejuando? A definição de hipocrisia não é fingir ser algo por fora diferente do que você é por dentro? Então, estes religiosos estão mostrando a realidade, certo? Eles são o oposto dos hipócritas. Eles jejuam e parecem pessoas que jejuam. Nenhum fingimento. Estão sendo reais! Se você jejua, pareça como alguém que jejua.
Mas, Jesus os chama de hipócritas. Por quê? Porque supõem-se que o coração que motiva o jejum seja um coração voltado para Deus. Isto é o que o jejum significa: um coração faminto por Deus. Mas a motivação do coração deles em jejuar demonstra um coração voltado para a admiração humana. Então, eles são abertos e transparentes acerca do que estão fazendo, mas esta mesma abertura e transparência é enganosa com respeito ao que experimentam. Se quisessem ser realmente transparentes, deveriam colocar uma indicação em volta de seus pescoços, dizendo: “A recompensa final que busco no jejum é o louvor dos homens.” Assim, não seriam hipócritas, mas seriam pessoas aberta e transparentemente vãs.
Deste modo, há dois perigos nos quais essas pessoas caem. Um é que estão procurando a recompensa errada no jejum, a saber, a estima de outros. Eles amam o louvor dos homens. E o outro é que escondem isso com um pretenso amor a Deus. Jejum significa amor a Deus — fome por Deus. Com suas ações, estão dizendo ter fome por Deus. Mas, por dentro, eles têm fome da admiração e aprovação de outras pessoas. Esse é o deus que os satisfaz.
UM MODO ALTERNATIVO DE JEJUM
Nos versículos 17 e 18 Jesus dá uma alternativa para este modo de jejum — o modo que ele deseja. Ele diz:
Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.
Ora, há todo o tipo de jejum público na Bíblia, incluindo o Novo Testamento. Por exemplo, Atos 13.1-3 e 14.23. Se alguém descobre que você está jejuando, você não peca com isso. O valor do seu jejum não é destruído se alguém percebe que você não compareceu ao almoço. É possível jejuar com outras pessoas — por exemplo: nosso grupo de apoio jejuando juntos num retiro para buscar ao Senhor — é possível jejuar assim, sem jejuar “a fim de que outros vejam.” Ser visto jejuando e jejuar para ser visto não é a mesma coisa. Ser visto jejuando é um mero acontecimento. Jejuar PARA SER VISTO é um motivo autoexaltador do coração.
O TESTE PROPOSTO POR JESUS DA REALIDADE DE DEUS EM NOSSAS VIDAS
Assim, Jesus nos dá uma instrução que avaliará os nossos corações. Ele nos diz que quando jejuamos, não devemos fazer nenhum esforço para sermos vistos. Na realidade, devemos fazer esforço em outra direção: não sermos vistos. Arrume seu cabelo, lave o seu rosto, a fim de que, tanto quanto possível, as pessoas nem sequer saibam que você está jejuando.
Mas, ele vai além disso e diz que o seu objetivo deve consistir em ser visto por Deus, não pelos homens. “Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.” Jejuar para ser visto por Deus em secreto.
O que Jesus faz aqui é testar a realidade de Deus em nossas vidas. Ó, como é fácil realizar tarefas religiosas quando outros estão olhando — pregar, orar, freqüentar a igreja, ler a Bíblia, atos de misericórdia e graça, etc. A razão para isso não é apenas o louvor que podemos receber, mas mais sutilmente o sentimento de que a verdadeira efetividade em nossas ações espirituais está no eixo horizontal entre as pessoas, não no eixo vertical com Deus. Se as crianças me vêem orando nas refeições, isso lhes fará bem. Se o grupo de apoio me vê jejuando, eles poderão ser inspirados a fazer o mesmo. Se meu colega de quarto me vê lendo a Bíblia, poderá ser motivado a lê-la. Em outras palavras, nós achamos que o valor de nossa devoção é o efeito horizontal sobre as pessoas quando elas nos vêem.
Agora, isso não é completamente mau. Mas o perigo é que tudo da nossa vida começa a ser justificado e entendido simplesmente no nível horizontal, pelos efeitos que isso pode ter naqueles que o presenciam. E assim, Deus pode se tornar uma pessoa secundária nas nossas vidas. Pensamos que Ele é importante porque todas estas realizações são aquelas que Ele deseja de nós. Mas Ele mesmo está saindo do quadro como o foco de tudo isso.
Jesus, portanto, testa os nossos corações para ver se Deus será nossa suficiência — quando ninguém mais sabe o que estamos fazendo. Quando ninguém está dizendo: “Como você está progredindo no jejum?”. Nenhuma pessoa sequer sabe — nenhuma, mas Deus sabe! Jesus nos chama para uma orientação radical sobre o próprio Deus. Ele nos empurra para ter um relacionamento real, incondicional, autêntico e pessoal com Deus. Se Deus não é real para você, será miserável suportar alguma dificuldade com Deus sendo o único que sabe. Tudo parecerá muito inútil, totalmente ineficiente porque toda a extensão de possibilidades horizontais será anulada, pois ninguém sabe o que você está experimentando. Tudo o que importa é Deus, quem Ele é, o que Ele pensa e o que fará.
A PROMESSA DE JESUS PARA AQUELES CUJO FOCO É DEUS
Isso nos traz para a última parte do versículo 18 e a promessa feita por Jesus sobre o que Deus fará para aqueles que se focam verticalmente nele e não precisam do louvor de outras pessoas para fazer sua devoção valer a pena. Ele diz: “Mas apenas seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.”
A palavra “repay” (reembolsar) na NASB (New American Standard Bible) é provavelmente um pouco mercenária demais. Sugere um negócio: fazemos o trabalho do jejuem e Deus nos paga com salários. Isso não é necessariamente implicado na palavra que simplesmente significa “dar de volta” ou “devolver.” Em alguns lugares isso pode ser dinheiro. Em outros, justiça. E, em outros, pode ser a resposta graciosa de Deus a um ato de fé e oração. Este último sentido é o que eu creio ser a idéia aqui.
Deus nos vê jejuando. Ele vê que temos um profundo desejo de nos colocarmos em jejum. Vê que o nosso coração não está buscando os prazeres ordinários da admiração e do aplauso humanos. Vê que agimos, não baseados no poder de impressionar outros com a nossa disciplina, mas baseados na nossa fraqueza, a fim de expressar a Deus nossas necessidades e nosso grande desejo de que Ele aja. Quando vê isso, Ele responde. Temos visto Ele agindo nestas últimas semanas de jejum de alguns modos notáveis. Pessoas fechadas para receber o evangelho, tornando-se acessíveis. Outros, indispostos para se reconciliarem, abrindo-se para isso. Alguns, desinteressados e indiferentes, despertando-se para a grandeza de Deus e Sua salvação.
QUAL É A “RECOMPENSA” QUE JESUS PROMETE?
Mas qual é a “retribuição” ou “recompensa” que Jesus promete do Pai aqui? Poderia ser “o louvor dos homens”? Faríamos de Deus um ingênuo, se tentássemos usá-lo como um atalho para alcançar o que realmente queremos no lugar dele, o louvor dos homens. Esta não é a recompensa que Ele dá.
Poderia ser dinheiro? O próprio versículo seguinte (v. 19) nos adverte contra ajuntar tesouros na terra e nos diz para ajuntarmos tesouros nos céus — onde não há o dinheiro terreno, mas apenas fé e amor.
Não, o melhor lugar para descobrirmos a recompensa pelo nosso jejum é olhar aqui para o Sermão do Monte (Mateus 5-7). Por exemplo, a oração que o Senhor Jesus acabou de nos ensinar a orar em Mateus 6.9-13 com três principais desejos: que o nome de Deus seja santificado ou reverenciado, que o seu reino venha, e que sua vontade seja feita na terra como no céu. Esta é a principal recompensa que Deus nos dá pelo nosso jejum. Jejuamos pelo desejo que o nome de Deus seja conhecido, respeitado e honrado, pelo desejo que seu governo seja estendido e consumado na história, e pelo desejo que sua vontade alcance domínio em todo o lugar com a mesma devoção e energia que os anjos, incansavelmente, mostram sem cessar no céu, para sempre e sempre.
Com certeza, Ele nos dá muitas coisas por meio do jejum. E não é errado buscar especificamente por ajuda em cada área de nossas vidas, por meio do jejum. Mas, estes três pedidos: santificar o Seu nome, buscar o Seu reino, e fazer a Sua vontade — nos darão o teste para vermos se todas as outras coisas que desejamos são expressões destas. Queremos nossos filhos e filhas salvos porque isso santificaria o nome de Deus? Desejamos que a Coréia do Norte se abra por causa do avanço do reinado de Jesus? Queremos líderes honestos no governo porque a vontade santa e revelada de Deus para a sua criação está em jogo? Queremos a Bethlehem [igreja local de John Piper] reavivada e despertada com o poder divino, amor e alegria, pois isso glorifica o nome de Jesus, estende seu reino e realiza a Sua vontade?
É para isso que Jesus nos chama: um jejum radicalmente orientado em Deus. Então, para o bem da sua alma, em resposta a Jesus, para o avanço do reino do grande Deus, mantendo o propósito de glorificar Seu nome, desfrute o jejum, arrume seu cabelo, lave o rosto e que o Pai, que o vê em secreto, veja você abrir com jejum o seu coração cheio de anseio por Ele. O Pai que vê em secreto está cheio de recompensas para a sua alegria e glória dEle.
Fonte: http://www.desiringgod.org/
Criando Crianças que Confiam em Deus
11/02/11
Salmo 78:1-8
{Um Masquil de Asafe}Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade. Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pós uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos. E não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
Ai de nós, se algum dia nos tornarmos tão fixados no bem-estar dos nossos filhos que perdemos nossa paixão por resgatar nossos vizinhos perdidos e alcançar as nações perdidas. É surpreendente, porém verdade o que Jesus disse em Mateus 19:29: “E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” Nós temos que aceitar o fato que deixar filhos por causa de Jesus pode não ser pecado.
Nossos filhos não são o que temos de mais valioso
Nossos filhos não são o nosso maior valor. Cristo é o que temos de mais valioso. E o chamado de Cristo relativiza duas grandes ordenanças da criação. Uma é o casamento e a outra é a paternidade/maternidade. Na criação Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só… deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:18,24). Mas o apóstolo Paulo disse aos coríntios que ele desejava que todos fossem como ele – a saber, solteiro – para poder devotar-se completamente a Deus (1 Coríntios 7:7, 35). Então, é bom estar casado. Sim, mas por causa das quebras dentro do reino de Deus nestes últimos dias, pode ser até melhor estar solteiro. Ele concorda que cada um tem o seu dom (1 Coríntios 7:7). Assim, é bom ser casado. Sim, mas por causa da perseguição ao reino de Deus nesses últimos dias, pode ser ainda melhor ser solteiro.
O mesmo acontece com criação de filhos. Salmos 127:3 diz que os filhos são uma “herança” preciosa e uma “recompensa.” Gênesis 1:28 diz o que devemos fazer: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a.” Sim, mas isso também não é absoluto. Se casamento não é fundamental, a criação de filhos não pode ser também. Se a perseguição ao reino de Deus relativiza o ideal do casamento e torna o ser solteiro uma estratégia crucial e que exalta a Cristo, o mesmo se dá com a criação de filhos. Haverão estratégias ordenadas por Deus, que exaltam a Cristo e que avançam o Reino, para pais que não estão fissurados em ideais de conforto, segurança oportunidades e excelência pedagógica para os filhos. Haverá dias, Jesus diz (em Mateus 19:29), quando “por minha causa” vocês deixarão filhos. E sem dúvida ao deixar, você sentirá que a situação de lar ideal está sendo perdida. E está! Mas Deus é capaz de fazer mais do que sonhamos com as dolorosas circunstâncias criadas por seguir este chamado radical. “Vezes cem” é a palavra que ele usa. “Vezes cem” (hekatontaplasiona)!
Menciono isso só para dizer novamente: Ai de nós, se algum dia nos tornarmos tão fixados no bem-estar dos nossos filhos que perdemos nossa paixão por resgatar nossos vizinhos perdidos e alcançar as nações perdidas.
Mas tendo dito isso, ouçamos o que o nosso Deus nos ordena concernente aos nossos filhos na comunidade do Novo Pacto chamada a Igreja.
Crianças e a Comunidade do Novo Pacto
Há aqueles que acreditam que as crianças que nascem em famílias de crentes são membros da comunidade do pacto. Esse é o motivo dos presbiterianos e outros na comunidade Reformada (com os quais temos muito em comum) batizarem seus bebês. Cremos, todavia, que isso é um malentendido da natureza da comunidade do Novo Pacto.3 Acreditamos que a comunidade do Novo Pacto é criada pelo segundo nascimento, e não pelo primeiro. Portanto, o sinal do pacto, o batismo, é dado àqueles que nascem do Espírito numa família espiritual, não àqueles que nascem da carne dentro numa família física.
João o Batista ordenou àqueles que já tinham sido circuncidados na comunidade do Antigo Pacto que fossem batizados como um sinal de entrada numa nova comunidade espiritual de pessoas arrependidas. Cremos que isso é o que Jesus continuou e ordenou. Essa foi a razão de Pedro levantar-se em Pentecostes e dizer aos 3.000 judeus circuncidados: “Arrependei-vos e sejam batizados.” A comunidade do Novo Pacto (a igreja) não é algo para a qual você possa nascer segundo a carne. Você deve nascer pelo Espírito. A evidência desse novo nascimento é a fé e o arrependimento, e o sinal colocado sobre ele pela igreja, em nome de Deus, é o batismo.
Assim, como os nossos filhos se encaixam dentro da comunidade do Novo Pacto chamada igreja, se eles não são membros em virtude do nascimento físico? A forma como eu colocaria é algo assim: os filhos dos cristãos são queridos protegidos da comunidade do Novo Pacto. Eles são guardados por uma tutela espiritual, aguardando o dia em que eles despertarão para a fé em Cristo. A ligação deles com uma família cristã, no nível natural, exige uma comunidade-orfanato no nível espiritual. Muitas obrigações especiais, claras e bíblicas nos liga aos nossos filhos, não porque sejam membros do pacto antes de terem fé, mas porque Deus nos deu um mandato especial para conduzi-los à fé.
Nascer numa família do Novo Pacto não faz da criança um membro da comunidade do Novo Pacto; faz da comunidade do Novo Pacto o tutor espiritual da criança.
Qual é o nosso chamado como pais e Igreja?
O que prepara o palco agora para o mandato dessa tutela. O que Deus requer de nós? Qual é o nosso chamado como pais e como comunidade de cristãos para com os nossos filhos? A razão pela qual podemos ir agora ao livro dos Salmos para a resposta é que há coincidência suficiente entre o Antigo e o Novo Pacto, que as mesmas coisas cruciais são requeridas em ambos. Assim, deixe-nos sumarizar o propósito de Deus para os pais e para a igreja a partir de Salmos 78:4-7. Há seis estágios em nosso chamado que vejo nesses versículos.
1. A Preeminência e Centralidade de Deus
Ele começa primeiro com Deus.
Versículo 4b: “Contaremos as gerações vindouras os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que tem feito.”
Toda criação de filhos e educação cristã começa com Deus. Há uma realidade última e imutável, a saber, Deus. Tudo o mais em criação e educação de filhos procede dele. Tudo o mais é para ele. Ele é o princípio, o fim e o centro da criação e educação. Ele é a coisa principal em como você educa, ensina e disciplina as crianças. Tudo começa com Deus e é erigido sobre Deus, e tudo deve ser moldado por ele. Se há uma memória que nossos filhos devem ter das nossas famílias e nossa igreja é esta: devem lembrar-se de Deus. Deus era o primeiro. Deus era o centro. Havia uma paixão pela supremacia de Deus em todas as coisas.
2. Um Depósito Fixo da Verdade de Deus
O segundo estágio em nosso chamado como pais e como uma comunidade do pacto é que há um depósito fixo da verdade de Deus no mundo.
Versículo 5: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel.”
Deus tem testificado e ensinado. A palavra hebraica traduzida como “lei” (Torah) significa “ensino.” Deus tem testificado e ensinado. E nós temos esse testemunho e ensino num livro, a Bíblia. A Bíblia é a forma que Deus, a realidade última e importantíssima, revela-se a nós com clareza e autoridade hoje. Se Deus é mais importante que qualquer outra coisa, então a Bíblia é mais importante que tudo além de Deus. As implicações disso para a criação de filhos e tutela do Novo Pacto são espantosas.
1. Significa que a Bíblia será o sol no sistema solar de tudo o que ensinamos aos nossos filhos. Não será um entre muitos livros. Será o livro central, que a tudo permeia. Os outros livros são planetas escuros; a Bíblia é o sol que emana luz. Todos os outros livros serão lidos à luz deste livro. Todos os livros serão julgados por este livro. Todos os livros encontrarão sentido na cosmovisão construída por este livro. O que significa que este livro deve ser conhecido primeiro e conhecido melhor que todos os outros livros.
2. A segunda coisa que significa para nós o fato de Deus ter testificado e ensinado num livro é que há um depósito fixo da verdade a ser passado a cada geração. Paulo diz a Timóteo para “guardar o bom depósito que tinha sido confiado” a ele (2 Timóteo 1:14). Esta é a tarefa dos pais, bem como da comunidade pactual como um todo: guardar o depósito sagrado. Preservá-lo e transmiti-lo a cada geração.
3. Ensinando
O terceiro estágio no nosso chamado como pais e comunidade é o ensino.
Versículo 5: “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, as quais coisas ordenou aos nossos pais que as ensinassem a seus filhos.”
Somos ordenados a ensinar o testemunho de Deus aos nossos filhos. Não é suficiente preservar o depósito da verdade num livro, e falar para eles que está lá. Somos ordenados a ensinar. Efésios 6:4 diz: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do Senhor!” Instrução! Devemos instruí-los no testemunho e ensino de Deus.
Aqui está uma enorme implicação educacional: visto que o testemunho e a instrução de Deus estão num livro, isso significa que iremos trabalhar para ensinar nossos filhos a ler. De fato, entre “leitura, dissertação e aritmética”, a leitura será de suprema importância. E a leitura não é algo simples: inclui reconhecimento de idéias que são conectadas a símbolos. Inclui compreensão de como tais idéias se encaixam na mente de um autor para criar uma mensagem. Inclui pensamento sobre se aquela mensagem é verdadeira ou não. Nunca cessamos de aprender a como ler. Há sempre oportunidade para melhoramento na forma como lemos. E o incentivo principal para crescer e melhorar nossa leitura é que o infinitamente glorioso Deus, que fez todas as coisas e que nos ama e planeja o nosso futuro, testificou e ensinou num livro.
4. Crianças Aprendem e Entendem
O quarto estágio em nosso chamado como pais e igreja é que nossos filhos devem conhecer o testemunho e o ensino de Deus — conheça-o suficientemente bem para passar à próxima geração. Do nosso ensino vem o conhecimento deles.
Versículo 6: [Nós ensinamos] “para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos.” Você poderia pensar que esse ponto é quase o mesmo que o anterior. Mas não é. Ensino não é o mesmo que aprendizado e conhecimento. E a distinção é importante por pelo menos duas razões.
Uma é que não podemos forçar os nossos filhos a aprender. Podemos ensinar. Mas não podemos fazer que eles entendam. Entendimento é uma coisa preciosa. O tipo de conhecimento que Deus tem em mente aqui é mais que mera memória ou conscientização mental crua. Entendimento é examinar a beleza real da verdade e abraçá-la pelo tesouro que é. Pais e igreja não podem fazer com que isso aconteça. Podemos fazer o nosso melhor colocando Deus no centro e amando, orando e ensinando. Mas no fim, há um abismo entre ensino e entendimento que só Deus pode fazer com que nossos filhos atravessem.
A outra razão para enfatizar a diferença entre nossa tarefa de ensinar e a responsabilidade deles de entender é que o restante do propósito de Deus para os nossos filhos origina-se a partir desse entendimento. Os dois estágios finais do nosso chamado são fruto desse estágio de entendimento.
5. Filhos Colocam a Confiança Deles em Deus
Então, o quinto estágio em nosso chamado é que nossos filhos coloquem sua confiança em Deus.
Versículo 7: “Para que pusessem em Deus a sua esperança.”
Deus testificou e ensinou que haveria um depósito de verdade confiável, o qual poderíamos ensinar aos nossos filhos para que eles conheçam e abracem — por quê? Para que possam colocar a sua confiança em Deus.
O objetivo de toda educação verdadeira é aprofundar e alargar a confiança em Deus. Isso é o que impede que o aprendizado leve ao orgulho — ou deveria impedir. Todo aprendizado e conhecimento verdadeiro revelam que somos dependentes de Deus e devemos depender dele ou perecer. Conhecimento que conduz à auto-suficiência ao invés de dependência em Deus, não é conhecimento verdadeiro, mas conhecimento defeituoso. É como um arqueologista que encontra um belo quadro antigo, mas esconde-o numa caixa trancada e viaja por toda parte fazendo conferências em quão brilhante ele foi ao descobri-lo; mas nunca o tirando para que todos o admirem, para que a beleza do tesouro original não diminua o seu empreendimento próprio em encontrá-lo.
O objetivo de todo conhecimento é ter confidência em Deus. Esperança em Deus. Confiança em Deus. Deus é o princípio e o fim de toda educação. Mas há um estágio final em nosso chamado como pais e igreja para com os nossos filhos.
6. Uma Vida de Obediência
Nossa confiança em Deus, firmada no conhecimento do testemunho e ensino de Deus, deve conduzir a uma vida de obediência.
Versículo 7: “Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.”
Quando nossos filhos colocam a confiança em Deus, eles seguirão os mandamentos de Deus. A obediência externa não será conformidade legalista às pressões e expectativas externas. Será o fruto de confiança interna — não confiança própria, mas em Deus.
A razão da obediência externa a Deus ser o objetivo final da criação de filhos é porque ela externaliza a glória de Deus — e esta é a razão pela qual o universo foi criado. Estado interno de mente, não importa quão bom, não manifesta, revela ou exterioriza a dignidade de Deus. Mas quando nós e nossos filhos somos tão confiantes em Deus que prazerosamente obedecemos às demandas de Deus por amor e justiça, então a beleza, dignidade, sabedoria, amor e justiça de Deus resplandecem no mundo. E esta é a razão pela qual o mundo foi criado — para que o conhecimento da glória de Deus encha a terra assim como as águas cobrem o mar (Habacuque 2:14).
Conclusão
Concluo com uma sugestão para a nossa igreja. Creio que uma implicação desse chamado sêxtuplo é um novo tipo de parceria entre igreja e pais. Pais são os agentes primários de Deus nesse chamado. Mas nenhum pai pode fazer tudo isso sem a ajuda de outros. Por isso escolas existem e todos os outros esforços educacionais existem na igreja.
- Pais precisam de ajuda para manter viva uma visão teocêntrica da criação de filhos.
- Pais precisam de uma profunda confiança em Deus.
- Pais precisam de motivação para perseverar ano após ano.
- Pais precisam de encorajamento quando tudo parece dar errado.
- Pais precisam de um descanso de vez em quando do desgaste de criar filhos.
- Pais precisam de ajuda para reduzir o Livro de Deus em porções essenciais, transferíveis e de acordo com a idade das crianças.
- Pais precisam de ajuda no ensino de assuntos e habilidades onde eles carecem de experiência e tempo.
- Pais precisam de reforço comunitário da verdade e de padrões morais.
- Pais precisam de soluções para problemas difíceis trazidos pelos filhos.
- Pais precisam de camaradagem para compartilhar a sabedoria acumulada.
- Pais precisam de correção quando outros podem ver que algo está errado, mas eles não.
- Pais precisam de oração porque no final Deus é o Grande Professor.
Criação de filhos é a coisa principal para filhos sob Deus; mas Deus quer que essa criação aconteça numa comunidade do pacto que ajude a suprir o que os pais necessitam. E ele quer, por outro lado, que os pais — e pessoas solteiras — sustentem e moldem o ministério da comunidade do pacto para com as crianças.
- Pais e solteiros que ensinem,
- Pais e solteiros que supervisionem,
- Pais e solteiros que cantem,
- Pais e solteiros que planejem e coloquem em prática atividades para as crianças,
- Pais e solteiros que abram a porta de suas casas,
- Pais e solteiros que sejam exemplo em tudo o que estamos almejando na missão educacional.
Convido você a orar comigo sobre essa nova parceira em nossa igreja — que a próxima geração possa colocar a sua confiança em Deus.
Fonte: http://www.desiringgod.org/
A Cor Favorita a Deus
06/02/11
Lembro-me de uma ocasião em que caminhava com meu amigo Tom Steller para uma livraria. Conversávamos a respeito das palavras de Jesus sobre a ansiedade. Quando mencionei a frase “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mt 6:27), parei no meio de uma avenida movimentada e quase fui atropelado.
Isso, certamente, me fez pensar: “Bem, suponho que você realmente possa acrescentar um côvado ao curso da sua vida se for ansioso o suficiente para prestar atenção ao semáforo”. Certamente um cruzamento não era assim, tão perigoso, nos dias de Jesus. Contudo, ele teria concordado que você pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida se não caminhar pelo deserto a ponto de morrer de sede tentando atravessá-lo incansavelmente. Se a fobia do deserto livrá-lo disso, então a ansiedade não acrescentaria algo ao curso de sua vida?
Não! Não é a ansiedade que o livra. É a precaução racional. O desejo de não morrer no deserto não é a mesma coisa que a ansiedade de caminhar nele. A ansiedade é um sentimento interior esmagador, tenso, amedrontador, que pode ou não ser acompanhado da precaução racional. Esta, sim, pode adicionar um côvado a sua vida, e não as sensações ruins. A precaução prolonga vidas; a ansiedade encurta muitas delas.
A passagem “não andeis ansiosos pela vossa vida” (Lc 12:22) não significa “atravesse o sinal vermelho” (ao menos, nem sempre). Significa, em vez disso: “Não viva apavorado com a idéia de morrer atropelado num cruzamento.” Em outras palavras, expressa a crença de que, se você morrer atropelado, Deus continuará no controle. Você estará com ele, e ele cuidará de sua família.
Isso quer dizer que, se uma caixa de ouro estiver do outro lado da rua e o Reino de Deus estiver deste lado, não atravesse, ainda que o sinal esteja verde. Significa também que, se uma luz vermelha tentar impedi-lo de doar generosa e sofridamente aos pobres e às missões esta semana, caminhe no vermelho! Cautelas financeiras quase sempre são bastante conservadoras. Depois do azul, a cor favorita de Deus é o verde. Considere os lírios do campo.
Pai, liberta-nos do auto-engano que nos faz acreditar que a ansiedade é mera precaução, e que a precaução incrédula é realmente boa e não mera ansiedade disfarçada. Oh! Quão enganosa é uma alma autopreservadora! Tem misericórdia de nós e torna-nos ousados. Livra-nos do medo e da prudência que nos impede de amar. Torna-nos mais ávidos pela alegria de dar que pela segurança de guardar. Em nome de Jesus. Amém.
Fonte: http://www.desiringgod.org/
Os nomes de Deus
19/09/10
O alvo deste volume é levar os leitores a um melhor conhecimento do Deus vivo e verdadeiro. Se qualquer dos leitores sente que o autor deixa-se pender, e não mantém o equilíbrio da verdade ao enfatizar a responsabilidade do homem, devo relembrá-lo que nossa tese é Deus, não o homem.
Existem várias fontes de conhecimento sobre Deus. Os céus e a terra e Sua criação revelam Seu eterno poder e divindade, e declaram a Sua glória. A consciência humana também testifica de Sua existência como a testificam as leis da natureza. Mas a Bíblia é a fonte principal de informação a respeito de Deus em Seu caráter e trabalho.
Os vários nomes e títulos dados a Deus na Bíblia revelam muito em relação a Seu caráter e governo. Na Bíblia, os nomes de pessoa, lugares e coisas são de grande significado; os nomes foram escolhidos por motivo de seu significado. Nós damos nome a nossos filhos hoje sem nem pensar no significado e muitas vezes o nome não é apropriado ao caráter a quem foi dado. Muitos homens já receberam o nome de Jesus, mas a um só este nome foi apropriado; a Jesus de Nazaré. As vezes encontramos um ignorante com o nome de Rui ou um gago com nome dum grande orador. Mas os nomes de Deus na Bíblia são muito bem apropriados e pode-se aprender muito pelo estudo de Seus nomes.
O estudo de nomes dados a pessoas e a lugares na Bíblia é tão interessante que somos forçados a olhar um pouco a este estudo antes de chegarmos ao tema principal que é “Os nomes de Deus”. Na Bíblia os nomes revelam o caráter de pessoas e de solenidades em certas ocasiões. Como ilustração, vamos tomar diversos nomes encontrados na Bíblia e vamos examinar um pouco seus significados. Na batalha de Afeca, Israel foi derrotado pelos filisteus, perdendo trinta mil soldados; os dois filhos de Eli, Ofní e Finéias foram mortos; a arca de Deus foi levada pelos filisteus; e quando estas notícias chegaram à esposa de Finéias, ela faleceu ao dar a luz a uma criança, a quem deu o nome de Icabô logo antes de falecer. Este nome significa “sem glória”, demonstrando assim que a glória de Deus havia saído de Israel. 1 Samuel 4:21. O nome Moisés significa “tirado” e foi-lhe dado pela filha de Faraó que disse: “porque o tirei das águas”. Êxodo 2:10. O nome Samuel foi dado ao filho de Elcana e Ana como memorial a uma oração respondida. Samuel significa “ouvido por Deus” e foi-lhe dado por sua mãe: “porque o pedi do Senhor”. 1 Samuel 1:20. O nome humano de Jesus foi dado o nosso Senhor porque significa “Jeová salva”. Quando o anjo do Senhor apareceu a José para aquietar seu temor e desconfianças concernentes à sua virgem, Maria, ele anuncia o nascimento de um filho e diz: “chamarás seu nome Jesus, pois Ele salvará seu povo dos seus pecados.” Mateus 1:21. O nome Abraão significa “pai de muitos”, e foi dado a Abrão por Deus quando lhe prometeu numerosa descendência. Adão chamou a criatura tirada de seu lado de mulher: “porque do homem ela foi tirada”. Gênesis 2:23. Quando Adão e Eva tornaram-se pecadores pela transgressão do mandamento de Deus, o evangelho foi-lhes pregado por Deus… O evangelho que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. Gênesis 3:15. Como sinal de fé, Adão chamou a mulher de Eva, que significa “vivente”, pois ela é a mãe de todos os viventes. Gênesis 3:20. O primeiro filho de Eva foi chamado Caim, que significa “adquirido”, porque como ela disse: “Tenho recebido um homem do Senhor”. Gênesis 4:1. O nome dado a este filho provavelmente indica que Eva pensava que ele seria o Salvador. Se isto é verdade, grande foi sua decepção. Talvez por este motivo é que ela chamou seu próximo filho de Abel que significa; “vaidade ou vapor”. Quando Samuel venceu os filisteus num campo de batalha entre Mizpa e Sem, ele colocou uma pedra no lugar exato da vitória e chamou-a de Ebenezer, que significa “pedra de auxílio,” dizendo: “Até aqui nos ajudou o Senhor”. 1 Samuel 7:12.
OS NOMES DE DEUS
Alguns dos nomes de Deus dizem respeito a Ele como sujeito: Jeová, Senhor, Deus; outros são atribuídos como predicados que falam dEle ou a Ele, como: Santo, justo, bom, etc. Alguns nomes expressam a relação entre Deus e as criaturas: Criador, Sustentador, Governador, etc. Alguns nomes são comuns às três pessoas, como; Jeová, Deus, Pai, Espírito. E outros são nomes próprios usados para expressarem Sua obra e Seu caráter.
O nome de Deus é o que Ele é: representação do Seu caráter. Mas o Criador é tão grande que nome algum jamais será adequado à Sua grandeza. Se o céu dos céus não O pode conter, como pode um nome descrever o Criador? Portanto, a Bíblia contém vários nomes de Deus que O revelam em diferentes aspectos de Sua maravilhosa personalidade.
ELOÌM
Este é o primeiro nome de Deus encontrado nas Escrituras (Gênesis 1:1), e aqui o nome encontra-se em sua forma plural, mas o verbo continua no singular, indicando a pluralidade das pessoas na unidade do Ser. Este nome denota a grandeza e o poder de Deus. Este nome encontra-se somente no relato da criação (Gênesis 1:1-2:4); é o Seu nome de criação. Eloím é sempre traduzido no português, como Deus em nossa Bíblia. De acordo com a opinião mais ponderada entre os estudiosos, esta palavra é derivada duma raiz na língua árabe que significa “adorar”. Esta opinião é fortalecida quando observamos que a mesma palavra é usada inapropriadamente para anjos, dos homens, e falsas divindades. No Salmo 8:5 a palavra anjos é eloím no texto original, e vemos que certas vezes os anjos são impropriamente louvados. No Salmo 82:1,6 eloím é traduzido deuses, e é usado para homens. Em Jeremias 10:10-12 temos o verdadeiro Deus (eloím) contrastado com os “deuses” (eloím) que não fizeram os céus nem a terra, implicando assim que ninguém, não ser Deus, é objeto próprio de adoração.
EL-SHADAI
Este nome composto é traduzido “Deus o Todo poderoso” (El é Deus e Shadai é Todo poderoso). O título El é Deus no singular, e significa forte ou poderoso. El é traduzido 250 vezes no Velho Testamento como Deus. Este título é geralmente associado com algum atributo ou perfeição de Deus, como; Deus Todo poderoso (Gênesis 17:3); Deus Eterno (Gênesis. 21:33); Deus zeloso (Êxodo 20:5); Deus vivo (Josué 3:10).
Shadai, sempre traduzido Todo-poderoso, significa suficiente ou rico em recursos. Pensa-se que a palavra é derivada duma outra que significa seios. A palavra seio nas Escrituras simboliza bênção e nutrição. Na pronúncia da última bênção de Jacó sobre José quando morria, entre outras coisas disse: “Pelo Deus (El) de teu pai o qual te ajudará, e pelo Todo-poderoso (Shadai), o qual te abençoará com bênçãos dos céus de cima, com bênçãos do abismo que está debaixo, com bênçãos dos peitos e da madre”. Gênesis 49:25. Isaías, ao descrever a excelência futura e as bênçãos de Israel, diz: “E mamarás o leite das nações, e te alimentarás dos peitos dos reis; e saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Possante de Jacó”. Isaías 60:16. O povo de Deus será sustentado pelos recursos das nações e dos reis porque seu Deus é El-Shadai – O poderoso para abençoar.
Satanás tenta competir com Deus e é um falsificador de Suas obras. Portanto, podemos esperar encontrar nas religiões pagãs imitações de Deus em vários aspectos de seu caráter e governo. Este fato é bem demonstrado na seguinte citação tirada do livro de Nathan J. Stone concernente aos nomes de Deus no Velho Testamento.
“Tal conceito de um deus ou divindade não era estranha nem incomum aos antigos. Os ídolos dos antigos pagãos são às vezes chamados por nomes que indicam seu poder em suprir as necessidades dos seus adoradores. Sem dúvida, porque eram considerados como grandes agentes da natureza ou dos céus, dando chuva, fazendo com que da terra brotassem águas, para trazer abundância e frutos para manter e nutrir a vida. Havia muitos ídolos com peitos, adorados entre os pagãos. Um historiador mostra que o corpo inteiro da deusa egípcia, Isis, era coberto de peitos, porque todas as coisas são sustentadas e nutridas pela terra ou natureza. O mesmo se vê com a deusa Diana dos efésios no capítulo 19 de Atos, pois Diana simbolizava a natureza e todo o mundo, com todos os seus produtos.
Este nome de Deus primeiramente aparece em conexão com Abrão. Gênesis 17:1-2. Anos antes e em diferentes ocasiões, Deus prometera a Abraão que faria dele uma grande nação e uma numerosa descendência. Os anos se passaram e o filho prometido a Sara e Abrão não vinha. Foi então que ele recorreu aquele expediente carnal que trouxe Ismael e o Islamismo ao mundo. E a promessa de Deus ainda não havia se cumprido. E agora, de acordo com as leis da natureza, era muito tarde: Abrão contava com 99 anos de idade e Sara com 90. A esta altura é que Deus lhe aparece como o Deus Todo-poderoso (El-Shadai) e repete Sua promessa. E aqui é que seu nome foi mudado de Abrão a Abraão, que significa “pai de muitas nações”. Aqui temos uma promessa desconcertante, mas Abraão não vacilou, pois ele “era forte na fé, dando glória a Deus”. Romanos 4:20. A fé forte de Abraão era baseada sobre esta nova revelação de Deus como Deus Todo-poderoso (El-Shadai). “Ele não considerou mais seu corpo como morto… nem a madre de Sara como infrutífera”; pois seus pensamentos estavam sobre um Deus Todo-suficiente. Esta é uma bela ilustração da diferença entre a lei da natureza e o Deus da natureza. As leis da natureza não podiam produzir um Isaque, mas isto não era problema para o Deus da natureza. Não importa, se todas as coisas forem contra Deus; Ele é Todo-suficiente nele mesmo.
ADONAI
Este nome de Deus está no plural, denotando assim a pluralidade das pessoas na Divindade. É traduzido como Senhor em nossa Bíblia e denota uma relação de Senhor e escravo. Quando usado no possessivo, indica a posse e autoridade de Deus. A escravidão é uma bênção quando Deus é o Dono e Senhor. Nos dias de Abraão, a escravidão era uma relação entre homem e homem e não era um mal implacável. O escravo comprado tinha a proteção e os privilégios não gozados pelos empregados assalariados. O escravo comprado devia ser circuncidado e tinha permissão de participar da Páscoa. Êxodo 12:44.
Esta palavra no singular (Adon) refere-se a homem mais de duzentas vezes no Velho Testamento e é traduzida várias vezes como; Senhor, Mestre, Dono. Este nome de Deus é usado pela primeira vez no Velho Testamento em conexão com Abraão. Abraão foi o primeiro a chamar Deus de Adonai. Abraão como dono de escravos reconhecia Deus como seu mestre e proprietário. Quando Abraão retorna da sua vitória sobre os reis, depois de ter libertado Ló, o rei de Sodoma queria gratificá-lo, mas ele recusou recompensas. E “depois destas coisas veio a palavra do Senhor (Jeová) a Abraão dizendo: “Não temas, Abraão, Eu sou teu escudo e tua grande recompensa, e Abraão disse: Senhor Deus” (Adonai Jeová). Ele que possuía escravos reconhecia a si próprio como escravo de Deus.
JEOVÁ
Este é o mais famoso dentre os nomes de Deus e é predicado dele como um Ser necessário e auto-existente. O significado é: AQUELE QUE SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ. Temos assim traduzido em Apocalipse 1:4: “Daquele que é, e que era, e que há de vir”.
Jeová é o nome pessoal, próprio e incomunicável de Deus. No Salmo 83:18 lemos: “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome Jeová, és o Altíssimo sobre toda a terra”. Os outros nomes de Deus são às vezes empregados a criaturas, mas o nome Jeová é usado exclusivamente para o Deus vivo e verdadeiro.
Os judeus tinham uma reverência supersticiosa por este nome e não o pronunciavam quando na leitura, antes o substituíam por Adonai ou Eloím. Este é o nome de Deus no concerto com o homem. Este nome aparece aproximadamente sete mil vezes e na maioria é traduzido como “Senhor”. Como já dissemos ele inclui todos os tempos; passado, presente e futuro. O nome vem de uma raiz que significa “Ser.”
A. W. Pink tem comentários esclarecedores sobre a relação entre Eloim e Jeová em seu livro: A Inspiração Divina da Bíblia, e citamos: “Os nomes Eloim e Jeová são encontrados nas páginas do Velho Testamento diversas mil vezes, mas nunca são usados de modo negligente nem alternadamente. Cada um destes nomes tem um propósito e significado definido, e se os substituirmos um pelo outro a beleza e a perfeição de muitas passagens seriam destruídas. Como ilustração: A palavra “Deus” aparece em todo o capítulo de Gênesis 1, mas “Senhor Deus” no capítulo 2. Se nestas duas passagens os nomes fossem invertidos; falha e defeito seriam o resultado. “Deus” é o título de criação, enquanto que “Senhor” implica relação de concerto e mostra Deus tratando com Seu povo. Portanto, em Gênesis 1, “Deus” é usado, no capítulo 2 “Senhor Deus” é empregado e através do resto do Velho Testamento estes dois nomes são usados discriminadamente e em harmonia com seus significados neste dois primeiros capítulos da Bíblia. Um ou dois exemplos serão o suficiente. “E entraram para Noé na arca, dois a dois de toda carne que havia espírito de vida. E os que entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus (Eloím, C. D. Cole) lhe tinha ordenado; “Deus”, porque era o Criador exigindo o respeito de Suas criaturas; mas no restante do mesmo versículo, lemos: “e o Senhor (Jeová, C. D. C.) fechou-a por fora, (Gênesis 7:15-16) isto porque a ação de Deus para com Noé estava baseado na relação de concerto. Quando saiu para enfrentar Golias, Davi disse: “Neste dia o Senhor (Jeová) te entregará na minha mão (porque Davi tinha um concerto com Deus) e ferir-te-ei, e te tirarei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às bestas da terra; e toda a terra saberá que há Deus (Eloím) em Israel; E saberá toda esta congregação (que estava em relação de concerto com Ele) que o Senhor (Jeová) salva não com espada nem com lança”. 1 Samuel 17:46-47. Mais uma vez: “Sucedeu pois que, vendo as capitães dos carros a Josafá disseram: É o rei de Israel e o cercaram para pelejarem, porém Josafá clamou, e o Senhor (Jeová) o ajudou. E Deus (Eloim) os desviou dele”. 2 Crônicas 18:31. E assim temos exemplos através todo o Velho Testamento.
OS TÍTULOS DE JEOVÁ
O nome Jeová é muitas vezes usado de modo composto com outros nomes para apresentar o verdadeiro Deus em algum aspecto de Seu caráter, satisfazendo certas necessidades de Seu povo. Existem quatorze destes títulos de Jeová no Velho Testamento, mas neste volume não há espaço para se tratar de cada um separadamente. Teremos que nos satisfazer com uma apresentação dos títulos e algumas referências onde são usados:
JEOVÁ-HOSENU, “Jeová nosso criador”. Salmo 95:6.
JEOVÁ-JIRÉ, “Jeová proverá”. Gênesis 22:14.
JEOVÁ-RAFÁ, “Jeová que te cura”. Êxodo 15:26.
JEOVÁ-NISSI, “Jeová, minha bandeira”. Êxodo 17:15.
JEOVÁ-M?KADDÉS, “Jeová que te santifica”. Levítico 20:8.
JEOVÁ-ELOENU, “Jeová nosso Deus”. Salmo 99:5 e 8.
JEOVÁ-ELOEKA, “Jeová teu Deus”. Êxodo 20:2,5,7.
JEOVÁ-ELOAI, “Jeová meu Deus”. Zacarias 14:5.
JEOVÁ-SHALOM, “Jeová envia paz”. Juízes 6:24.
JEOVÁ-TSEBAOTE, “Jeová das hostes”. 1 Samuel 1:3.
JEOVÁ-ROÍ, “Jeová é meu pastor”. Salmo 23:1.
JEOVÁ-HELEIÓN, “Jeová o altíssimo”. Salmo 7:17; 47:2.
JEOVÁ-TSIDKENU, “Jeová nossa justiça”. Jeremias 23:6.
JEOVÁ-SHAMÁ, “Jeová está lá”. Ezequiel 48:35.
OS NOMES DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
1. TEOS. No Novo Testamento grego este é geralmente o nome de Deus, e corresponde a Eloim no Velho Testamento hebraico. É usado para todas as três pessoas da Trindade, mas especialmente para Deus, o Pai.
2. PATER. Este nome corresponde ao Jeová do V. T., e denota a relação que temos com Deus através de Cristo. É usado para Deus duzentas e sessenta e cinco vezes e é sempre traduzido como Pai.
3. DÉSPOTES. (Déspota no português). Este título denota Deus em Sua soberania absoluta, e é semelhante a Adonai do V. T. Encontramos este nome apenas cinco vezes no N. T., Lucas 2:29; Atos 4:24; 2 Pedro 2:1; Judas 4; Apocalipse 6:10.
4. KÚRIOS. Este nome é encontrado centenas de vezes e traduzido como; Senhor (referendo a Jesus), senhor (referendo ao homem), Mestre (referendo a Jesus), mestre (referendo ao homem) e dono. Em citações do hebraico usa-se muitas vezes em lugar de Jeová. É um título do Senhor Jesus como mestre e dono.
5. CHRISTUS. Esta palavra significa o Ungido e é traduzida Cristo. Deriva-se da palavra “chrio” que significa ungir. É o nome oficial do Messias ou Salvador que era por muito tempo esperado. O N. T. utiliza este nome exclusivamente referindo-se a Jesus de Nazaré.
Destes nomes todos do Ser Supremo, aprendemos que Ele é o Ser eterno, imutável, auto-existente, auto-suficiente, todo-suficiente e é o supremo objeto de temor, confiança, adoração e obediência.
Para o autor este estudo tem sido interessante, e ao mesmo tempo tedioso e difícil, e o leitor deverá ser paciente para ter proveito máximo. Que revelação maravilhosa temos do grandioso Deus através destes diversos nomes!
Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
Recado de Deus – Recebi por e-mail
05/06/10
Para: Você
Data: Hoje
De: DEUS
Assunto: Você
Referência: A vida
Olá, eu sou Deus.
Hoje eu estarei cuidando de todos os seus problemas para você.
Eu não precisarei da sua ajuda.
Assim sendo, tenha um otimo dia.
Amo você.
P.S.: E lembre-se… Se a vida te trouxer uma situação que você não consegue lidar, não tente resolvê-la por você mesmo(a)! Gentilmente, coloque na caixa APDF (Algo Para Deus fazer). Eu pegarei e colocarei dentro do MEU TEMPO. Todas as situações serão resolvidas, mas em MEU TEMPO , não no seu. Assim que esta situação for colocada nesta caixa, não se preocupe mais com ela. Em vez disso, foque em todas as coisas maravilhosas que estão presentes hoje em sua vida.
Agora vou indo. Novamente, tenha um ótimo dia!
DEUS
Levante a cabeça, Deus está no Controle
14/05/10
LEVANTE A CABEÇA, DEUS ESTÁ NO CONTROLE
Referência: Gênesis 15.1-6
INTRODUÇÃO
1. Depois destes acontecimentos: Quais acontecimentos? A Bíblia não diz: Então precisamos ver nos capítulos anteriores.
- Coisas ruins:
a) Fome e fuga para o Egito – 12:10
b) Mentira no Egito por causa de Sara – 10:13
c) Briga dos seus servos com os servos de Ló – 13:7.
d) Separação de Ló – 13:9.
e) Guerra com quatro reis – 14:12-17.
- Coisas boas:
a) Promessa de uma terra – 13:14-15.
b) É abençoado por Melquisedeque quando oferece os dízimos– 14:18-24.
2. Igualzinho a você
a) Você veio aqui e foi recebeu uma fechada no trânsito e te xingou.
b) Passou a 75 Km no radar e tomou uma multa e chegou na igreja raivoso e a culpa é da tua mulher que se atrasou.
c) Chega na porta para estacionar e o diálogo diz que você vai ter que estacionar a uns 2 km para frente.
d) Você sai daqui e bate o carro: todo mundo bate o carro. Quem não bate corre é atropelado. Chove na casa do rico e do pobre. Todo mundo está sujeito aos mesmos problemas. É depois destes acontecimentos que as coisas vão mudar. Meu irmão comece a olhar para frente. Aprenda a caminhar na vida. Não fique agarrado no passado. Depois destes acontecimentos, Deus vai falar com você. Depois da noite vem a luz do dia. Olha pra frente. TEm coisa nova pela frente. Aprenda a virar a página.
e) Depois do desemprego, da crise financeira, do problema no casamento, da reprovação. Tem gente que depois desses acontecimentos fica amargo, se revolta contra Deus, foge da igreja. Faz como Pedro, volta a pescar. É depois desses acontecimentos que as coisas começam a acontecer.
I. NO MEIO DESTES ACONTECIMENTOS, DEUS FALA COM VOCÊ – V. 1
1. Depois destes acontecimetos Deus vai falar com você!
• Depois desses acontecimentos Deus se manfeista. Primeiro ele deixa o caldo engrossar, o coro comer, mas depois ele fala. Depois desses acontecimentos, Deus se manifesta.
• Crente passa por problema: bate carro; quem não bate carro é atropelado. Crente fica doente. Crente tem briga na família.
2. Depois destes acontecimentos Deus tem uma palavra específica
• Deus falou com Abraão, não foi com Ló nem com Sarai. Deus tem uma palavra para sua vida. Essa é uma palavra específica. Deus se revela a quem dá ouvidos a essa palavra.
3. Essa Palavra revela 3 coisas:
1) Ela revela o cuidado de Deus – “Não temas”.
• “Deus cuida de mim, à sombra das tuas asas” – “Deus cuidará de ti”. Kleber Lucas. Você não tem que temer. O teu cuidado é descansar em Deus. Há mais de 365 não temas. Para cada dia Deus tem uma palavra para você. Lança fora o medo (1 Jo 4:18) – A presença do amor lança fora todo o mundo.
• Tem muita gente na igreja atormentada: oh, vida, oh azar, oh dia, óh segunda-feira! Oh, meu Deus. Espera com paciência. Será que eu vou conseguir, será que eu vou casar, será que eu vou passar no concurso, no vestibular. Irmão larga a dúvida. Confie. Creia!
• Deus cuida de você melhor que cuida das aves, do que o lírio do campo.
2) A proteção de Deus
- Dá para andar nesses dias em que todos os governadores estão prometendo segurança. O crente tem que andar confiando em Isaías 54:17: “nenhuma arma forjada contra você prosperá”.
- Deus é seu escudo. Ele é cerca você por trás, por diante. Sua vida está nas mãos do Deus vivo. Você não precisa temer o diabo, nem o mundo.
- Ilustração: D. Josefa, a missionária baixinha Assembléia de Deus que prega de mega-fone na 13 de Maio em São Paulo: “Um traficante disse: Oh nanica, baixinha, se a senhora falar mais alguma coisa nesse megafone eu vou fazer você engolir esse gafone. Ela disse: você está repreendido. Ele caiu. Ele gritou: ela disse ajoelhe que eu vou orar por você. Ela está protegida pelo sangue. Sua vida está nas mãos de Deus. Você é a menina dos olhos de Deus.
- Quem tocar em você mexe com Deus e arranja uma grande encrenca com Deus. Deus é o meu Pai. Ai de quem tentar mexer na minha vida. Ai de quem tentar por a mão em você. Você é propriedade exclusiva do Senhor. Ninguém pode tocar em você. Deus é o seu escudo.
3. Nós servimos ao Deus de vitória – Teu galardão será sobremodo grande.
- Deus tem uma bênção grande, uma batalha grande, uma vitória grande.
-Aqueles que esperam com paciência recebem a bênção do SEnhor. Deus galardoa. E esse galardão é muito grande.
-Meu irmão, nenhum olho viu nem ouvido ouviu o que Deus preparou par você. Você é filho, herdeiro, vitorioso.
-Sua herança é imarcessível, gloriosa. Veja quão rico você é. Você é muito abençoado: Deus escolheu você.
II. A LIMITAÇÃO HUMANA – V. 2,3
1. Abraão poe barreiras
- Deus promete, mas ele não crê. Eu sou incrédulo. Eu não creio. Eu não tenho filhos. Meu herdeiro será Eliezer.
- Muitas vezes somos como crianças emburradas: Deus nos promete vitória e nós estamos assentados num cantinho emburrados e dizendo: tá vendo aí Deus, eu estou sozinho. Não tenho filhos. Prá que essa herança toda?
- Você se encolhe e revela limitação: O homem do tanque de Betesda. Ninguém me poe na água. Sempre alguém chega na minha frente. Ninguém me ama, ninguém liga para mim nessa igreja. Isso revela as imperfeições humanas. Eu não tenho filho. Não tenho sonho, não tenho projeto. Eu eu mais quero, eu não tenho.
- Irmão vença a sua limitação. Enfrente seus medos interiores. Ouse crer na palavra de Deus. Não olhe as circunstâncias. Não tem gente. Não vai dá. Quantas limitações você já colocou diante de Deus! Não vou conseguir vencer. Não vou conseguir ver minha familia aqui na igreja. Queria tanto mas falta dinheiro, falta gente, falta apoio. E aí agente começa a limitar Deus.
2. Como Deus trata esse problema da limitação
a) v. 4 – Deus remove as limitações –
- Deus fala objetivamente. Você está aqui e Deus vai responder claramente para você.
b) v. 5 – Deus conduz você para fora –
- Abraão estava dentro de uma tenda. Ele está cerca por paredes de pano. Ele olha pro chao e vê um tapete. A visão dele está limitada por aquela circunstâncias. Você olha e só vê problema. Então, Deus pega você pela mão e tira você da sua tenda.
c) v. 5 – Deus manda você levantar a cabeça
- Abraão saiu da tenda e não ficou olhando para baixo. Ele olhou para o céu. Abra os olhos. Erga a cabeça. Você vai ver que o seu problema não é tão grande como você pensava. Seu Deus é maior do que o seu problema. Ele começa a ter uma visão da vida.
d) v. 5 –Deus manda Abraão erguer a cabeça e começar a contar estrelas
- Comece a contar as estrelas. Você nunca vai conseguir contar o que Deus vai fazer na sua vida. Deus tem muito mais do que você pode contar. Deus vai fazer muito mais do que sua capacidade de receber, de contar.
- Sai da sua tenda. Comece a contar as estrelas. Assim será a sua descendência. Deus vai fazer você multiplicar. Deus vai lhe dar vitórias maiores do que sua capacidade de entender.
- Abraão estava acostumado a viver dentro de barracada. Sai da tua barraca. Levante sua cabeça. Começa a contar as estrelas. Creia na vitória de Deus. Creia na possibilidade de Deus fazer coisas grandes. Creia na possibilidade dessa igreja crescer. Creia na salvação de sua casa. Creia na prosperidade dos seus filhos.
- Volte a contar as estrelas. Ore por algo grande. Ore por um milagre. Conte suas estrelas.
- Ilustração: Quando eu era adolescente, disse para os meus irmãos: eu quero ser um pregador. Eles me disseram enxerga-se menino.
- Tem gente aqui que estão dando trabalho para os pais: mas que vai ser pregador, escritor, gravar cd’s , ser um profissional de ponta, crente cheio do Espírito.
- Deus disse para Abraão. Vai ver se você pode contar estrelas, meu filho. Você vai passar sua vida contando coisas e você vai passar a vida toda contando o que Deus vai fazer na sua vida. Sai da sua tenda e comece a contar estrelas.
- Abraão venceu seus limites e creu em Deus
III. ABRAÃO CRÊ EM DEUS E ISSO LHE É IMPUTADO PARA JUSTIÇA
1. Abraão creu em Deus
• Ele já era muito velho, ele não podia mais ser pai. Sara já era idosa e estéril. Mas para Deus não há impossíveis. Ele chama à existência as coisas que não existem. Abraão esperou contra a esperança. Ele creu no impossível.
• Abraão venceu seus limites. Ele saiu da tenda. Ele saiu da incredulidade. Ele transportou o seu monte. Ele viu o invisível. Nada é impossível ao que crê. Qual é o segredo da sua vida, Abraão, é que ele creu em Deus incondicionalmente.
• Marta disse para Jesus – Já cheira mau. Agora não tem mais jeito. “Se creres verás a glória de Dseus”.
• Abraão saiu dos 99 anos sem ter um filho e aos 100 anos ele tornou-se pai de uma grande nação – Não é o Damaceno. É alguém gerado de ti. Deixe de olhar os seus problemas. Comece a olhar para Deus. Ele é maior do que os seus problemas. Meu irmão você vai ver o deserto se transformando num manancial. Ele vai transformar sua dor em fonte de consolo.
• Sai da sua tenda – Depois desses acontecimentos Deus vai falar com você. Vai tirar você da sua tenda. Vai levantar sua cabeça e vai fazer você contar as estrelas. Ele tem uma palavra de vitória para você!
• Depois destes acontecimentos, Deus começou a escrever uma nova história na vida de Abraão – Irmão, talvez até aqui você tem sido um colecionador de derrotas. Você só vê problema. Você olha para vida e só enxerga as paredes da tenda. Saia dessa caverna. Sai desse burado existencial. Levante a cabeça. Sai dessa tenda. Comece a contar as estrelas.
2. A fé lhe foi imputada para justiça
• Deus vai justificar você. Vai perdoar seus pecados.
• Comentar sobre justificação: o que Cristo fez por você. Você vai ser aceito pelo Pai. Vai ser perdoado. Você terá a justiça de Cristo depositada na sua conta. Você será vencedor na terra e aceito no céu.
CONCLUSÃO
1. Deus vai quebrar os seus limites – Você vai crer na Palavra de Deus. E as promessas de Deus vão se cumprir na sua vida. Seu corpo vai ser fortalecido. Sua cabeça vai se levantar. Você não vai mais olhar para os problemas, mas para o céu.
2. Talvez você está amargurado, pensando: eu não tenho filho. As coisas não acontecem na minha vida. Meu marido não consegue ir para frente. Minha mulher não me entende. Meus filhos só me dão dor de cabeça. Sai da sua tenda e comece a contar estrelas. Talvez você ainda está desanimado, triste, decepcionado, frustrado com a igreja, com o ministério, com o trabalho. Mas ainda na velhice você vai dar fruto. Tem moço que está pensando em parar de estudar. Você vai sair da sua tenda. Vai contar estrelas.
3. Depois destes acontecimentos: mentira, fome, brigas, divisões na familia, decepção, traição, frustração: um novo horizonte está surgindo. O projeto de Deus é maior do que o seu. Levante a cabeça e dá um passo de fé para vencer suas dificuldades. Sai da sua tenda e saia desse quartinho, da cama, da prostração, da murmuração. Não olhe para o passado. Olha pra cima. Seu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.
4. Hoje a noite, Deus quer ensinar você a contar estrelas e a conceber coisas novas para sua vida. Você vai passar lutas, mas creia em Deus. Creia que ele vai conduzir você em triunfo. Você vai dar à luz muitos filhos espirituais. Você vai ser pai de uma grande descendência. Um tempo novo está surgindo na sua vida. A vitória é sua pela fé, em nome de Jesus! As bênçãos serão maiores que nossa capacidade de contar!!! Comece a contar estrelas!!!
Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes
