Estudos Bíblicos
Delegar para não desistir
O líder cristão está cercado de situações, pressões, eventos, crises, pressões e embates; nas palavras de Paulo em 2º Co 7:5: “antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro.” Não queremos desistir! Não podemos desistir! Por outro lado, carregamos um fardo que não estamos aguentando. Uma das grandes necessidades será sempre aprender a treinar novos líderes e formar discípulos. Para isso, precisamos melhorar nossa capacidade de delegar tarefas.
Contudo, antes que isso pudesse acontecer, Moisés precisava treinar e confiar nessas pessoas. Ele foi instruído assim: “oriente-os quanto aos decretos e leis (princípios), mostrando-lhes como devem viver e o que devem fazer (prática)” (Ex 18:20).
A delegação, em certo sentido, é a própria alma da gestão ministerial. Afinal de contas, gerenciar é conseguir que as coisas sejam feitas através das pessoas. No entanto, ela não é fácil e nem simples. Uma delegação inadequada pode resultar numa delegação para cima, ou seja, o líder acaba fazendo o trabalho que havia determinado para o seu subordinado. Ou a delegação pode se tornar apenas uma prática de soterrar o empregado. Quando tais práticas acontecem, a organização sacrifica a sua produtividade.
Em muitos cursos que ministro, faço duas perguntas aos participantes:
- O líder pode fazer mais rápido;
Não podemos fazer tudo sozinhos! Não devemos fazer tudo sozinhos! Precisamos compreender que a definição das responsabilidades é elemento essencial da delegação. A delegação deve definir claramente a tarefa a ser delegada para determinada posição ou ministério, antes de escolher a pessoa que vai realizá-la.
O superior deve garantir a compreensão e aceitação do auxiliar a respeito do resultado esperado e dos parâmetros de desempenho para se garantir tal resultado. Isso não significa que ele concorde com todos os detalhes, mas que ele saiba o que deve ser feito e como deve ser feito. Além disso, precisamos aprender a conceder autoridade.
Conceder autoridade é “dar poderes a outra pessoa para agir pelo gerente. É uma transmissão de direitos formais para que a pessoa atue em nome de outra” (Stephen Robbins). O seu auxiliar pode, de maneira legítima, exercer tais direitos e poderes ao realizar a tarefa delegada a ele.
Finalmente devemos estabelecer a prestação de contas. Ele deve prestar contas acerca da realização das suas tarefas para quem lhe delegou tal responsabilidade. Diz respeito à obrigação do auxiliar de realizar a sua responsabilidade compreendida e aceita dentro dos limites da sua autoridade.
A conscientização e correta aplicação da arte da delegação poderá ajudar você, meu amigo líder, a compartilhar sua carga ministerial, bem como sentir-se mais saudável física, emocional e espiritualmente. Experimente!
Autor: Rubens Muzio
Fonte: www.institutojetro.com
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Estudos em 11 de junho de 2010 às 18:13, e está arquivado em #Todos os Estudos, Liderança. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |


há 1 ano atrás
As vezes é trabalhoso controlar as tarefas que você delega.
Uma dica, tem um sistema bacana para você controlar as tarefas, ele funciona via internet e permite acesso até pelo celular.
http://www.regentte.com.br/regro
Vale a pena dar uma olhada nos vídeos, pois pode ajudar bastante a acompanhar as tarefas