Estudos Bíblicos
Vida Cristã
A Auto Preservação – Mt 16.24-26
16/05/10
Certa vez, um jovem rico aproximou-se de Jesus para perguntar-lhe: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” E logo após um pequeno diálogo, Jesus lhe respondeu: “se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me”. O jovem, tendo “ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mt 19.16-22).
Uma das coisas que todo cristão precisa conhecer é a bondade de Deus! Ele é
amor e tem sempre o melhor para nós. Por isso, quando nos dirigimos ao Senhor
para conhecer a sua vontade, devemos ter sempre um coração aberto, que está
disposto, acima de tudo, a ser transformado. De que adianta perguntarmos a Deus
sobre a sua vontade, como fez o jovem rico, se não estamos dispostos a
cumpri-la? Vamos dar apenas uma de
curiosos, como muitos fazem hoje ao participarem daquelas “rodinhas de
discussão” sobre temas bíblicos?
Nem sempre o
caminho de Deus é o mais fácil para nós – isto é, para a nossa carne. Mas
sempre o caminho de Deus será o melhor caminho. Lembre-se: a vontade de Deus é
“boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).
No evangelho de Marcos, no entanto, vemos que o jovem
rico ficou “contrariado” com as palavras de Jesus e foi embora (Mc 10.21).
Às vezes me pergunto se estou realmente disposto a cumprir
a palavra de Deus na sua totalidade, ou se apenas cumpro aquilo que me agrada,
ou o que é mais fácil, ou aquilo que eu “sinto” de cumprir. Será que já me
retirei da presença de Deus por não estar disposto a abrir mão de minha
vontade? Será que eu já disse: “hoje não, Senhor; talvez amanhã”? O apóstolo
Paulo ensinou: “pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção
ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão
para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem
ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade” (2 Tm 4.3-4, NTLH).
Será que o jovem
rico deu-se conta da sua escolha? Ele abriu mão do tesouro celestial em troca
de um pequeno tesouro material. Por causa disso, ele jamais conseguiria seguir
a Jesus, pois este fez justamente o contrário em sua vida aqui na terra.
Quando “começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário
seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais
sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado”, o que Pedro fez? Chamou
Jesus à parte e “começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor;
isso de modo algum te acontecerá” (Mt 16.21-22).
Note que Jesus lhes havia dito que o seu sofrimento era
“necessário”. Mas Pedro quis que Jesus tivesse pena de si mesmo, que pensasse
em si próprio e não nos outros. Afinal, por que Ele tinha que passar por aquele
sofrimento todo, morrendo pelos pecados dos outros? Não precisava ser assim,
pensava Pedro. E o que Jesus lhe respondeu: “Arreda! Satanás; tu és para mim
pedra de tropeço, porque não cogitas das cousas de Deus, e, sim, das dos
homens” (v.23). É interessante observar que este mesmo Pedro, um pouco antes
disso, tinha tido uma revelação sobre a pessoa de Jesus. Ele havia dito: “Tu és
o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16).
Isso mostra que muitos de nós, vira e mexe, caímos no
erro de preservar a nossa vida neste mundo. Jesus ensinou que “se o grão de
trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito
fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste
mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.24-25). Depois, Ele
complementa: “agora está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me
desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (v.27).
O diabo se especializou em investir no egoísmo humano. Só
que aos olhos de Jesus, que enxergava o propósito do Pai, o diabo era uma pedra
de tropeço no seu caminho. É bom lembrar que Pedro também agiu assim quando lhe
perguntaram, após a prisão de Jesus, se ele era seu seguidor. Neste caso, a
única diferença foi que, entre Jesus e ele, Pedro preservou a si próprio,
negando o Senhor, pois ele era carnal. Paulo disse que nos últimos dias “os
homens serão egoístas” (2 Tm 3.1-2).
Deus nunca enfatizou o amor próprio em sua palavra. Pelo
contrário, a Bíblia nos ensina que devemos amar a Deus e ao nosso próximo,
assim como Cristo nos amou. Ele não veio ser servido, mas servir. A auto
preservação é um empecilho para o nosso crescimento espiritual. Jesus disse:
“quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder, de fato a
salvará” (Lc 17.33). Quantas vezes damos mais valor a nós mesmos do a Deus e
aos outros?
Em outra ocasião, a palavra de Deus nos mostra que Jesus
foi “levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4.1).
Por que motivo o Espírito de Deus, que só queria o bem de Jesus, levou o Senhor
ao deserto, a um lugar tão difícil e solitário? O que significa o deserto?
O deserto representa a escassez material, nunca a
espiritual. Quando Jesus teve fome, o tentador, oportunamente, aproximou-se
para sugerir que Jesus transformasse pedras em pães. Só que neste momento,
Jesus lembrou-se de uma advertência divina que já havia sido dada ao povo de
Israel: “recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou
no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o
que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou,
e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem
teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o
homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8.2-3).
Jesus, ao
contrário do povo de Israel, foi fiel a Deus. Ele entendeu que aquele momento
era de provação. Ele não podia usar o seu poder para fugir daquela luta,
transformando as pedras em pães. Deus o havia levado àquele lugar e não o
diabo. Ele precisava aprender a deixar o Espírito dominar a sua carne, pois
isso era algo imprescindível para o sucesso do seu ministério. Assim, naquele
dia com Pedro, Ele pôde resistir à idéia de fugir da cruz. O tentador estava no
seu caminho, como pedra de tropeço, mas Jesus ficou firme. Não podemos fazer da
nossa vida o que o jovem rico fez, pois “que aproveitará o homem se ganhar o
mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.24-26).
Nunca fique contrariado com a palavra de Deus, nem fuja dela quando Deus vem falar com você. Troque os seus tesouros nesta terra por um tesouro no céu. Depois, siga a Jesus.
Velozes e Furiosos
16/05/10
Lembro-me que há um tempo atrás eu vi um filme, num vôo, chamado “Velozes e Furiosos”. Não lembro muito sobre o filme, além do fato de que se tratava de caras roubando carros e um policial que se infiltrou para pegar os ladrões. Nem me lembro qual era a razão deles de roubar, além do fato que promoviam corridas ilegais, mas me lembro bem que o filme era centralizado em roubos. Nunca fui muito afim de roubar nada na minha vida, mas, nas últimas semanas, tenho visto umas caminhonetes bem bacanas andando por aqui e fiquei pensando como seria legal de ter uma. Mas a realidade da minha vida é que nunca teria grana suficiente para comprar, e até se tivesse, duvido que gastaria assim. Mas, de repente, hoje eu acordei com uma ótima idéia: por que não roubar um? Eu não tenho condições de comprar um, então o roubo seria uma opção legítima, não é? Pelo menos isso é o que eu tenho sido ensinado na igreja hoje em dia: “Se você não tem condições para comprar, pode roubar.”
Interessante como a pirataria tem se tornado algo comum e quase considerado um direito da igreja atual, principalmente quando falamos de CDs e DVDs que ninguém saca mais que é roubo.
“Não tem aqui, então eu baixo da internet.”
“São muitos caros, então a minha amiga faz cópias para mim.”
“É só pra conhecer; quando eu tiver dinheiro eu vou comprar de qualquer jeito.”
E lá vai mais algumas de muitas desculpas de por que o povo de Deus tem mais uma vez um bafo de bosta. A gente come o cocô do diabo que nos convence que roubo não é roubo quando tem uma justificativa; e mais uma vez vem o bafo.
Vou confessar que tenho sido culpado da mesma coisa e do mesmo bafo. Enquanto falo de pecado em certas áreas, deixava brechas em outras. Na verdade, eu nunca me convenci que era algo legal diante de Deus. O Espírito Santo ainda é vivo o suficiente dentro de mim para tocar minha consciência. Mas, ainda assim, eu queria muito ouvir um novo CD e a minha esposa está indo para os EUA daqui dois meses, então falei para mim mesmo, “Vou comprar, então, não é roubo, porque estou ouvindo agora algo que vou adquirir.” E assim, consegui me convencer e baixei.
Tudo tava legal, incluindo o som do CD, até o dia em que minha filha desceu para meu escritório para ela poder estudar matemática e falou:
“Que som legal, pai; quem é?”
“Hawk Neslon. É o novo deles.”
“Mas como você conseguiu?”
“Achei num site e fiz o download.”
“Mas, pai, isso não é pirataria?”
“Bom, é, mas não é porque nós vamos comprar quando sua mãe estiver nos EUA.”
Assim ela deixou quieto, mas a minha consciência não ficou quieta nem um pouco. Eu sabia o que deveria fazer. Quando fui subir para jantar, ela veio com mais uma pergunta, “Pai, fazer o download daquele CD com a intenção de comprar mais tarde não é como roubar um livro numa loja com a intenção de voltar mais tarde para pagar?” De novo respondi o que devia, “Sim, seria”. Interessante como Deus nos ajuda. Bem na hora que eu comecei a vacilar, Deus manda uma criança para me cobrar. Então desci a próxima manhã para meu escritório e deletei tudo que eu podia achar que não tinha certeza que havia comprado ou não, até programas que eu uso para edição. E assim eu fui limpando meu computador.
Mas, antes de me aplaudir, vamos lembrar que foi eu que caguei lá, então não é nada nobre em eu, com um pano, limpar a substância marrom na minha vida. O mais doido de tudo é que naquela semana eu estava trabalhando numa mensagem sobre avivamento e escrevendo sobre Evan Roberts, um jovem que Deus usou em Gales, e uma das coisas que ele pregava na noite que começou tudo era sobre acabar com todas as áreas cinza em nossas vidas. E sem dúvida nenhuma, CDs e DVDs piratas são cinza (se não fossem marrom). E nós sabemos disso. Não existe nenhuma pessoa salva que não sabe que pirataria é errado. Nós não precisamos de ninguém nos ensinar isso; somente que alguém nos lembre.
Naquele fim de semana me arrependi muito de não ter feito o que eu sabia que era certo e nem mexer com as coisas piratas independente de qualquer desculpa que eu podia achar. A verdade é que eu queria muito ouvir aquele CD e o diabo me ajudou a achar uma desculpa que eu podia aceitar para justificar meu pecado. E não deixe o diabo te enganar. É pecado. Não é cinza, é marrom, e saiu do traseiro dele. Sei que tem uma penca de “ladrões crentes” e até “pastores” que vão querer discutir comigo sobre isso, mas poupe seu tempo, não vou responder a ninguém a algo que é óbvio. Você tem que ser muito estúpido, cego, ou morto espiritualmente para não entender isso. Por que você acha que nós procuramos e damos tantas desculpas em relação à pirataria? Tipo, “Mas se eu não tenho a intenção de vender a ninguém; é para meu uso pessoal.” E a minha camionete? Não vai ser errado também se a minha intenção é de ficar com ela e não vender? Está com a vontade de comer capim agora, né? Se não fosse errado, as desculpas não seriam necessárias.
E assim Deus nos leva a encarar uma das razões de por que o Brasil não está experimentando avivamento. Talvez porque o tempo que tiramos com ele, clamando por sua presença e avivamento, está sendo feito com um CD pirata no fundo. Se você não acha errado, escreva um e-mail para seu pop-star preferido nessa área de adoração e pergunta a ele ou a ela se eles se importam com o fato que você tem todos os CDs deles, mas que você não comprou nenhum. Você é cara de pau suficiente de fazer isso? Duvido.
Se quisermos ver algo real acontecer em nossas vidas, algo além da masturbação espiritual que geralmente rola, nós vamos precisar voltar ao que nós sabemos que é certo, ainda se isso significa que não vamos ter toda a música que queremos. A decisão é entre sua música boa ou a presença de Deus. E sabe o que é o mais triste? A maioria que lerem isso vai escolher a música. E assim o Brasil vai continuar no mesmo caminho de apostasia que ela já está enquanto cantamos em alta voz em nossas casas, acompanhados por CDs piratas, cânticos sobre avivamento. Uhhhhrrwww!
Para não deixar vocês sem opções, vou te dar duas dicas: “iTunes”, http://www.apple.com/itunes/. É um site onde você pode comprar as músicas e CDs, legalmente, para download. Custa na faixa de 10 dólares cada um. Isto é o que eu tenho e não sei se é meu ouvido, mas o Hawk Nelson tem um som bem melhor quando não está precisando competir com o grito da minha consciência, “PECADO!!!!!”. Outra opção, pra você que está com o bolso furado, é ouvir uma rádio cristã online, a ChristianRock.net (www.christianrock.net). Eles só liberam músicas nessa rádio que estão com contrato com as gravadoras e bandas.
Podemos ser ferozes baixando nosso som preferido, mas Deus que fica furioso quando vê pessoas safadas chamando pelo Seu nome, justificando seu pecado e cantando cânticos roubados para seus vizinhos incrédulos. Deus, nos livre da hipocrisia! Deus, nos livre da burrice!
• “A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, portanto, apropriação da forma anterior ou com plágio ou cópia de uma obra anterior, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística ou intelectual.”
• Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
• O Quarto Anual BSA e IDC Estudo de Global Prataria de Software revela que 35% do software instalado em 2006 em computadores pessoais (PCs) mundial foi obtido ilegalmente, eleva-se a quase $ 40 bilhões de em perdas globais devido a pirataria de software.
• Filmes piratas custou a Hollywood $ 7 bilhões em 2005.
• Downloads ilegais de música custa à nossa economia global um estimado $12,5 bilhão por ano, de acordo com um relatório do Instituto para Apólice Inovação (IPI).
• Perdas de negócios em 2005 foram até $ 200 bilhões, de acordo com o resumo executivo de um relatório pela Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, obtido pelas Vezes Financeiras.
• A APCM – Associação Antipirataria Cinema e Música – registra diariamente os números em relação à pirataria física e virtual em todo o País. Por meio das apreensões realizadas pelas Polícias Militar e Civil, além do DIG (Departamento de Investigações Gerais), em parceria com os agentes da associação, é possível mapear a quantidade de mídias piratas (CDs e DVDs) apreendidas. No ano de 2007, foram registradas mais de 36 milhões de mídias apreendidas no País, em cerca de 3 mil operações realizadas no combate à pirataria (aumento de 21,24% em relação ao ano anterior).
• Luta também na internet – A pirataria também é combatida na internet, por meio de um departamento específico da APCM, que faz o monitoramento de sites onde se oferece conteúdo sem proteção à propriedade intelectual. Em 2007, foram retirados mais de 55 mil links de filmes e músicas e 15 mil arquivos P2P (peer to peer – programa de compartilhamento) da rede mundial de computadores.
Ex 20.15; Não roube.
Ef 4.28; Quem roubava que não roube mais, porém comece a trabalhar a fim de viver honestamente e poder ajudar os pobres.
1Co 6.9-11; Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.
Eu já sei, “não tem nada a ver”. Então, bom almoço. Espero que o capim esteja fresco.
Jejum cristão: o que diz a Bíblia
12/05/10
Pergunta: “Jejum cristão: o que diz a Bíblia?”
Resposta: A Escritura não ordena que os cristãos jejuem. Não é algo que Deus peça ou exija dos cristãos. Ao mesmo tempo, a Bíblia apresenta o jejum como algo bom, lucrativo e esperado. O Livro de Atos registra os crentes jejuando antes de tomarem importantes decisões (Atos 13:4; 14:23). Jejum e oração freqüentemente andam juntos (Lucas 2:37; 5:33). Muito freqüentemente, o foco do jejum é a falta de comida. Mas ao invés disto, o propósito do jejum deveria ser desviar seus olhos das coisas deste mundo, e então direcionar sua mente a Deus. Jejuar é uma maneira de demonstrar a Deus e a você mesmo que você leva a sério seu relacionamento com Ele. Jejuar ajuda você a ganhar nova perspectiva e uma renovada confiança em Deus
Apesar de o jejum nas Escrituras estar quase sempre relacionado à comida, há outras maneiras de jejuar. Tudo que você pode abrir mão temporariamente para que melhor se concentre em Deus pode ser considerado um jejum (I Coríntios 7:1-5). O jejum deve ser limitado a um determinado período de tempo, principalmente quando o jejum é de alimento. Longos períodos sem comer fazem mal ao corpo. O jejum não é para punir a carne, mas para que se concentre em Deus. O jejum também não deve ser considerado como um “método de dieta”. Não jejue para perder peso, mas para ter um relacionamento mais profundo com Deus. Sim, todos podem jejuar. Alguns podem não conseguir jejuar de comida (os diabéticos, por exemplo), mas todos podem, temporariamente, abrir mão de algo para se concentrar em Deus.
Desviando nossos olhos das coisas deste mundo, podemos melhor voltá-los para Cristo. Jejuar não é uma maneira de conseguir de Deus o que queremos. O jejum muda a nós, não a Deus. Jejuar não é uma maneira de parecermos mais espirituais do que os outros. Jejuar é algo a ser feito em espírito de humildade e atitude alegre. Mateus 6:16-18 declara: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Fonte: http://www.gotquestions.org
Para mais perguntas visite: www.perguntasbiblicas.com.br
A Inveja
25/03/10
Somos servos, mas, também somos humanos e como tais sujeitos às inclinações da carne (natureza humana), que insiste em contrariar as ações definidas pelo Espírito como saudáveis à nossa vida espiritual, é a eterna luta entre a carne e o Espírito.
“Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem”. Gl 5.17.
Quando a comunhão com o Senhor esfria, a natureza humana (carne) levanta-se com muito vigor e produz frutos terríveis, em alguns casos os resultados atingem toda a igreja, gerando escândalos que mancham a obra do Senhor.
Inveja (Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.)
É o tema desta breve mensagem. Ela é um dos muitos frutos da natureza humana. A inveja produz profundas lesões na vida espiritual, tão séria a ponto de lançar os que a cultivam nas trevas eterna. É um pecado que passa desapercebido pelos que estão próximos, mas, que consome a vida que a hospeda.
Veja o que nos diz a Palavra:
1) “A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. Pv 14.30
2) “Não tenha inveja dos pecadores”. Procure respeitar e obedecer a Deus todos os dias da sua vida.” Pv 23.17
3) “Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros”. Gl 5.26
A sensibilidade ao Espírito Santo faz-nos sentir o pecado ainda no seu inicio (na mente), e cabe a nós a responsabilidade de não deixarmos que cresça e floresça na vida. Somos chamados a vivermos em santidade, e esta condição não deixa brechas para qualquer tipo de sentimentos pecaminosos. A inveja é condenada pelo Senhor, é denominada como fruto da carne (Gl 5.21). Geralmente tem sua origem em disputas insensatas (“Discutir e brigar a respeito de palavras é como uma doença nessas pessoas. E daí vêm invejas, brigas, insultos, desconfianças maldosas” 1Tm 6.4) e é exercitada pelas boas ações e o sucesso do próximo, seja no campo profissional ou pessoal (“Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo.” Ec 4.4).
É maléfica à vida do servo (“A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. Pv 14.30; Jó 5.2) e envolve todo o ser, apaga o Espírito de Deus e produz resultados terríveis (“O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda”. Pv 27.4). É uma prova incontestável da vida carnal (“Na verdade, irmãos, eu não pude falar com vocês como costumo fazer com as pessoas que têm o Espírito de Deus. Tive de falar com vocês como se vocês fossem pessoas do mundo, como se fossem crianças na fé cristã. porque vivem como se fossem pessoas deste mundo. Quando existem ciumeiras e brigas entre vocês, será que isso não prova que vocês são pessoas deste mundo e fazem o que todos fazem?” 1Co 3.1,3 “Mas, se no coração de vocês existe inveja, amargura e egoísmo, então não mintam contra a verdade, gabando-se de serem sábios.” Tg 3.14 ) e da necessidade urgente de arrependimento e mudança de vida.
“Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas. Sejam como criancinhas recém-nascidas, desejando sempre o puro leite espiritual, para que, bebendo dele, vocês possam crescer e ser salvos.” 1Pe 2.1,2
Que seja este o sentimento que venha encher os corações, ações de vida que nos aproxima do Trono de Deus e nos faz semelhante a Ele.
Vida santa é uma ordem! Para cumprirmos este mandamento é preciso a exemplo de Ezequiel (3.3), comer a palavra (lê-la diariamente), orar muito (a todo o momento) e sacrificarmos com agradáveis jejuns. Este conjunto de ações nos faz próximos do Pai e capacita-nos a ouvir a Sua voz.