Perguntas Bíblicas
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Archive for the ‘Vida Cristã’ Category

Gravidez antes da hora. Escândalo ou fruto?

Filed under #Todos os Estudos, Antigo Testamento, Casamento, Jovens, Pecado, Vida Cristã by admin on 11-03-2010

Eu não sei o que mais me assusta hoje em dia: o fato que temos que lidar com essa situação na igreja ou que isso nem me pega mais de surpresa. Acho que, se há uns 10 anos atrás uma moça aparecesse grávida na igreja, eu ia levar um susto, mas hoje, sabendo do que está rolando no namoro (algo aprovado e abençoado pela maioria das igrejas) seria meio falso de fingir estar surpreso. Se eles namorando e beijando não estão errados, então o fruto disso não deve ser também. Mas hoje vivemos numa época sem igual em relação de ser hipócrita e falso na igreja. Recentemente eu fui obrigado a ser testemunho de uma situação dessa.

Durante uma das minhas viagens tive a oportunidade de ir a um casamento. Claro que eu não conhecia o casal, mas o fato que ia ter um buffet era razão suficiente. Então fui e, chegando lá, sentei e comecei a conversar com uns amigos meus (sim, eu tenho amigos) sobre a situação dos jovens na igreja e o êxodo de uma geração quando entramos no assunto de sexo fora do casamento, muito porque a moça casando já estava grávida. Ela e seu noivo fazem parte de uma igreja; uma igreja que abençoa namoro. O que fica esquisito é a nuvem preta que desce numa dessas situações. Todo mundo fica sem jeito e sem saber o que falar. Que tal, “Puxa cara, eu estou transando com minha namorada também. Acho que eu devo acordar logo né?” Na verdade, era um casamento lindo. Eu só fiquei triste ao pensar neles. Obviamente eles se amavam, mas com certeza esta não era a maneira que eles tinham sonhado em casar.

Um cara na mesa me fez uma pergunta: “jeff, se você fosse o pastor desse casal, você faria o casamento deles?”, sabendo da linha de santidade que eu prego. E sem pensar, eu respondi, “sim”. Se eles eram do meu rebanho, sem dúvida eu faria. Não tenho como amar um filho quando ele está agindo tudo certinho e colocar ele numa agência de adoção quando pisa na bola. E isto puxou um outro assunto, pois o pastor que estava celebrando a cerimônia não era o pastor deles. Aparentemente, o pastor deles recusou em fazer o casamento porque ela estava grávida. Eu não vou julgar esse homem porque eu não o conheço, e sei que existem muitos pastores, mesmos aqui no Brasil, que não celebram casamentos quando alguém já está grávida porque não querem sujar as suas mãos.
O fato real e ridículo é que a maioria dessas moças vem de igrejas onde “namoro santo” é promovido e até encorajado. Mas, de repente, quando a colheita vem um pouco antes do que a hora desejada, a gente endoida.

Meu amigo, se todo casal da igreja que já rolou na cama antes de casar a menina aparecesse grávida, o cristianismo seria a religião que mais cresceria no mundo. Nós sabemos disso e chegou a hora de parar de fingir nossa cegueira. Coisas sempre rolam no namoro. E não adianta discutir. É fato. Os pecados que rolam no namoro não é segredo pra ninguém. Mas o que eu acho mais errado ainda do que os próprios pecados, é que nós tratamos gravidez como se fosse um escândalo. Eu não estou dizendo que sexo fora do casamento é certo. Não é. É pecado e ponto final. E eu não estou aprovando a gravidez fora do casamento, mas se nós vamos deixar os nossos filhos brincar com fósforos, não devemos ficar surpresos ou irritados com eles se um dia nós irmos casa e nos depararmos com o fato de que ela não existe mais, porque tudo pegou fogo. O mais triste em tudo isso é ver que os pais que deixam seus filhos brincarem com fogo não querem associar-se com eles depois da casa pegar fogo.

E isto é o que está acontecendo com esses líderes hipócritas que passaram mão nas suas esposas (atuais pastoras hoje), e muitos até transaram com elas, só que eles tiveram a sorte de não engravidá-la antes de casar. Só que agora vem uma grávida e temos a maior vontade de gritar, “Crucifique! Crucifique!” Que hipocrisia! Gravidez é o fruto de algo que nós temos abençoado e liberado, e assim não pode ser rotulado como escândalo.

O pior de tudo é esse pensamento de não querer “sujar suas mãos”. Deixa eu perguntar: quantos casais estão transando antes de se casarem na igreja? Existe alguma diferença, além do fato de que um está carregando a evidência pra tudo mundo ver? Para Deus, não. E quantos desses casais, que talvez não estão transando, estão fazendo o suficiente para deixar qualquer um com o rosto um pouco mais vermelho, sem que seu pai ficasse sabendo do que realmente está rolando? É Isto nós chamamos de “namoro santo” e algo abençoado por Deus? Será que isto não ia sujar as mãos daquele que estão preocupado em manter sua aparência falsa? E quantos desses rapazes estão com problema de masturbação? Não venha me falar de mãos limpas.

Está me entendendo? Para Deus não há nenhuma diferença entre uma moça casar grávida com uma barriga inchada, do que um cara que casa com calo e uma mão inchada. Os dois são culpados de pecado e podem ser perdoados. Somos nós que fazemos a distinção entre o que é pior ou até aceitável (normal). E, com certeza, existem muitos casais lá dentro da própria igreja que estão fazendo bem mais, só que a colheita ainda não chegou, e esse fato não é um sinal de pureza ou benção de Deus. Tudo tem a sua hora e, pode crer, a colheita vem.

Se nós vamos continuar abençoando namoro dentro das nossas igrejas, nós também temos que nos preparar para o fruto dele que vem. Talvez não é sempre uma gravidez, tem muitas outras conseqüências ruins que vem, mas quando a moça aparece com mais do que deve na área da cintura, nós temos que estar prontos de recebê-la, amá-la e ajudá-la. Julgar ou condenar é exatamente o que os fariseus fizeram e Jesus falou para eles que o primeiro que estava sem pecado deveria atirar a primeira pedra. Seria bom se nós lembrássemos disso. Antes de atirar uma pedra, lembre de quando você era jovem ou estava namorando, e de como teria sido difícil atirar uma pedra enquanto o traseiro da sua atual esposa estava na sua mão.

Gravidez fora do casamento não é o que Deus quer ou sonhou para essa geração, mas é simplesmente um resultado de um pecado considerado comum e liberado pelas lideranças de algo chamado igreja, o corpo de Cristo. Jovens, vocês não estão obrigados a curtir os pecados dos seus pais ou pastores (e, pode crer, eles pecaram nessa área também). Você pode decidir de andar em santidade enquanto eles estão liberando pecado. A decisão é sua e o fruto também. Mas, se você decide seguir os passos de uma geração cheia de pecado, não leve susto na hora em que a colheita vem e ele te abandonar ou te condenar. Infelizmente é assim mesmo. O fruto vira escândalo se vem na hora “errada”.

Mas, lembre se: independente de qual é sua, seja coisas “normais” no namoro, masturbação ou uma gravidez antes da hora, você sempre pode achar misericórdia e perdão em Jesus Cristo. Ele é sempre fiel, e Ele te ama.

E agora?

Então, você já está grávida ou sua namorada está; o que fazer? Primeiramente, eu sei que você se acha num lugar que não planejava, mas isso não tira Deus do jogo. Ele sabe exatamente onde você está e até o que você fez e ainda assim, Ele te ama. O amor Dele não pára quando sua perfeição pára. Mas, ainda assim, você tem que consertar a parada com Ele; pedir perdão. O que você fez foi pecado; eu sei e você já sabe disso. E não, eu não estou atirando pedras. Sou um pecador que vive numa casa de vidros, então evito de jogar pedras nas casas dos outros. Nisso, quero te falar que o ato foi pecado, mas o fruto não é. Seu bebê é amado pelo Senhor e é uma benção. Isso a bíblia declara. Agora, você tem várias opções, sendo que a benção veio fora da hora esperava.

1. Casar – Dependendo da sua idade e lugar na vida; emprego, lugar onde morar (se fora da casa dos seus pais ou não), etc. Depende também saber se essa é a vontade de Deus para sua vida. Nem sempre é pra ter casamento quando alguém sai grávida. Existem muitos casos de “paixão” que acabaram em gravidez que se tornou em um casamento infernal. O melhor é continuar sozinho com um filho do que estar casado com a pessoa errada e complicar o que já é uma situação complicada. Casamento em si não resolve nada, além de esconder o pecado de alguns e tentar cobrir ele.

2. Continuar na sua vida sozinha na casa de seus pais criando seu filho e esperando a pessoa certa para casar contigo. Conheço vários exemplos disso. Ele vem.

3. Deixar alguém da sua família criar seu filho como se fosse dela. Você sempre estará por perto para ajudar, mas talvez você não esteja preparada de ser mãe.

4. Colocar seu filho para ser adotado. Existem muitos casais esperando um bebê para poder adotar por vários razões, seja problema em se engravidar ou querendo dar a uma criança uma chance na vida que talvez não teria.

E essas são suas escolhas para serem feitas orando e buscando a face de Deus com aqueles que te amam e estão te apoiando. Sua vida não acabou. Mas com certeza virou numa direção que não estava planejada. Não desista. E se você percebeu que eu nem falei em aborto, você está certo, porque aborto nunca é uma opção. Aborto é assassino, ponto final. Matar alguém inocente não vai ser o fim do seu problema, mas o começo de maiores.

Fonte: http://www.geracaobenjamim.com

Tem que dar certo?

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 10-03-2010

Eu já cantei “vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida de meus ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a minha boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Não vou nem mencionar os casamentos que celebrei e que terminaram em divórcio. Confesso minha infantilidade: repeti jargões ufanistas, sem critério. Pior, capitalizei em cima de ilusões.

Percebo que não estou só. Políticos, conferencistas motivacionais, assim como líderes religiosos, adoram repetir frases de efeito - que, na verdade, só servem para fortalecê-los. Infelizmente, as consequências são desastrosas. Mulheres azedaram na vida porque alguém prometeu que Deus (ou Santo Antônio) traria um marido “no tempo certo”. Empresários se desesperaram porque alguém assegurou que “o Senhor não permite que seus filhos fracassem nos negócios”. Pais e mães perderam a fé porque jamais cogitaram que um câncer “seria permitido” em uma família piedosa e obediente.

É comum ver pessoas acorrentadas a promessas que “um dia vão chegar” - mas que não chegam nunca; ver pessoas atribuindo aos “paradoxos” e aos “mistérios insondáveis da eternidade”, os contratempos que a vida impõe. Nada como o dia a dia para arrasar com os discursos triunfalistas. Crianças agonizam com diarréia nas favelas; faltam ambulâncias nas periferias para salvar os infartados; professores de escola pública recebem uma ninharia no perpétuo ciclo ignorância-desemprego-miséria. Quem ganha? As revistas de fofoca com seus conselhos de auto-ajuda, os televangelistas e as religiões pequeno burguesas. Nos arroubos de vitória, as relações utilitárias com a Divindade prosseguem intocadas e os cantores gospel faturam bem.

Reconheçamos: a vida de muitos simplesmente não vai dar certo. A estrutura econômica assimétrica não permite que multidões subam a escadaria da inclusão social. Os oligarcas não vão abrir mão de seus benefícios (veja a miséria do Maranhão, feudo de uma família poderosa). Muitos não vão entrar na terra prometida; homens adoecerão sem conseguir recuperar suas empresas; mulheres não vão sair do lugarejo que lhes asfixia; rapazes, que sonhavam em jogar futebol na Europa, terão que se contentar com o saláro de balconista.

Não se deve desprezar a realidade em nome da esperança. Não se deve negligenciar as amarras sociais em nome das promessas de Deus. Não se deve perpetuar fantasias em nome do otimismo. Sou pastor, pregador e conferencista, mas não tenho o direito de me descolar da existência concreta que as pessoas enfrentam todos os dias.

Por isso, assumo um compromisso com a verdade. Obrigo-me não à verdade metafísica, absoluta, da religião ou da filosofia. Estou abraçado à verdade que o cotidiano impõe. Acredito que só promoverei a liberdade se ensinar o meu próximo a olhar a realidade sem enganos. – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”.

Soli Deo Gloria.

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

Ricardo Gondim

Mente Renovada - Renovação Como Estilo de Vida

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 08-03-2010

Olá a todos, primeiramente, vou me apresentar. Meu nome é Kennedy Lucas, blogueiro cristão e apaixonado pelo assunto que vou falar aqui. Pra falar sobre renovação mental, vou usar o texto de Romanos 12.2 como referencial.

“Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente; para que possais experimentar qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.”

Primeiramente precisamos entender que renovação de mente, para os cristãos não é algo opcional. Quando nos tornamos novas criaturas, muitas coisas mudam em nossa vida, principalmente, nossa mente. Então, ser nova criatura, implica em ter uma mente renovada.

Precisamos também saber que, nós, não podemos renovar a nossa mente de forma eficaz, com o nosso próprio esforço. Isso significa que é uma obra do Espírito Santo de Deus.
Embora seja uma obra de Deus, nós é que decidimos se queremos ou não ter uma mente e, consequentemente, uma vida renovada. Uma vida na plenitude de Deus.

O que é Renovação de Mente?

Renovação significa, sem dicionários, tornar novo. Então, podemos dizer que renovação de mente, nada mais é do que, despejar pensamentos velhos para adotar pensamentos novos. Quando a bíblia fala: “Eis que tudo se fez novo”, o tudo inclui nossa maneira de pensar e agir.

Pra Quê Renovar a Mente?

Por vários motivos, entre eles:

Para experimentar a vontade de Deus. A Bíblia diz que os pensamentos de Deus são mais altos que os nossos, e a vontade dEle, é diferente da nossa. Precisamos aceitar a vontade de Deus acima da nossa.

Pra viver em novidade de vida (Ro. 6.4). Nossos pensamentos antes de sermos cristãos eram pecaminosos e consequentemente, nossa vida era pecaminosa, por isso devemos substituí-los por novos e melhores pensamentos. Enquanto estivermos aqui, nunca vamos parar de pecar, mas somos livres pra decidir viver uma vida de santidade e obediência diante de Deus.

Para ter a mente de Cristo (I Co. 2.16). Paulo fala que o homem carnal não compreende as coisas espirituais de Deus, por isso precisamos da obra do Espírito Santo em nosso entendimento para que possamos compreender as coisas espirituais de Deus.

Como Renovar a Mente

Agora que já sabemos que a renovação de mente e vida é uma obra de Deus, e já sabemos também sua importância, basta saber como podemos deixar que Deus faça isso em nós.

Deus age de muitas maneiras em nossas vidas. Deus não é limitado e o que Ele puder usar pra abençoar nossas vidas, Ele vai usar. A chave para ter uma vida renovada é ter o coração aberto para os ensinamentos de Deus.
Deus, pra nos ensinar algo novo, e renovar nosso entendimento, pode usar sua palavra, sermões do seu pastor, outras pessoas, livros, programas de TV, blogs, conversas informais com seus amigos e uma infinidade de outras coisas.
Mas os esforços de Deus, pra nos ensinar algo novo serão inúteis se o nosso coração permanecer duro e fechado para a sua obra.

Para evitar que Deus fale conosco e passarmos despercebidos e perder uma oportunidade de renovar nossa mente, há alguns bons hábitos que nos ajudam a ter uma vida renovada:

Ler a bíblia com freqüência. (Salmo 119) O ideal é todo dia. Mas ler por ler não basta, é necessário que permitamos sermos moldados por ela.

Ter um bom tempo de oração. (I Ts 5.17) Oração é você falando com Deus. Mas Ele não gosta de monólogos, e quando falamos com Ele, Ele sempre nos responde prontamente. Nossa vida com Deus é um relacionamento, e como qualquer relacionamento, quanto mais tempo você passar com a pessoa que você está se relacionando, mais vocês vão se conhecer e ter intimidade.

Ler bons livros. Também com freqüência. É uma forte arma que Deus ama usar pra transformar nosso entendimento.

Ler bons blogs. Muitos amigos blogueiros têm muita coisa boa a dizer e Deus constantemente os usa para nos ensinar coisas maravilhosas.

Assistir bons filmes. Também é um ótimo hábito e nos ajuda a ter nossa mente aberta para coisas novas.

Conversar com as pessoas. Isso nos ajuda sair da caixinha de nosso mundo particular. Conversar com pessoas pode ser uma experiência fascinante. As pessoas sempre têm algo a nos ensinar. Ahh, de preferência pessoas que pensam diferente de você, mas não discuta com ela. Ouça o que ela tem a dizer e se ela te perguntar explique seu ponto de vista sem ofensas e com respeito.

Renovação da mente e da vida é algo que acontece diária e constantemente. E o assunto é muito grande e profundo. Eu espero que você esteja disposto a adotar esse estilo de vida. Você pode acompanhar o blog Geração Renovada, meu blog que procuro manter constantemente atualizado pra ajudar a renovar nossas vidas a cada dia.

Para conhecer mais sobre o Kennedy Lucas visite o blog: Geração Renovada

Três práticas para enfrentar as muralhas

Filed under #Todos os Estudos, Liderança, Vida Cristã by admin on 06-03-2010

Jericó tinha uma localização privilegiada, tanto devido ao contato com o Oriente quanto pelo abundante acesso às águas. Arqueólogos escavaram as ruínas de Jericó e encontraram sinais de um muro que deveria ter 2,5 m de espessura e 9 m de altura e circundava toda a cidade. Era uma muralha e tanto!
Este episódio nos faz refletir sobre três práticas que levaram à queda dos muros:
A prática do ouvir
O Senhor falou com Josué (6.2-4) dando-lhe claras instruções sobre o que fazer. Uma geração inteira havia morrido no deserto porque não ouviu os conselhos dados por Deus, tornando-se desobediente (Josué 5.6). Esta geração comandada por Josué era diferente. Eles tinham seus corações preparados e dispostos a ouvir, talvez porque foram treinados no deserto.
Para que as muitas muralhas caiam em nossas vidas e ministérios temos que ter a mesma atitude de ouvir o que o Senhor fala. Muitos são seus ensinamentos sobre as várias áreas da vida que precisam ser ouvidos e seguidos. Orientações sobre a vida em família, finanças, saúde, relacionamentos, etc.
Além dos assuntos gerais, o Senhor fala para questões específicas de nossas vidas, através do testemunho interior, por meio de pessoas e, principalmente, através do testemunho de Cristo (Hebreus 1.1-2). Maridos ouçam suas esposas, e vice-versa; filhos ouçam seus pais; pastores ouçam o povo. Quem não tem disposição para ouvir ficará para fora das promessas de Deus. Jesus disse inúmeras vezes “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.
A prática do esperar
Josué orientou ao povo que não desse o brado de guerra, não levantasse a voz, até o dia em que lhe ordenaria (Josué 6.10). Imagine uma multidão de cerca de quarenta mil homens (Josué 4.13) esperando em silêncio por seis dias a manifestação de Deus. Ficaram firmes, pacientes, confiantes e inabaláveis, esperando o tempo certo.
Precisamos aprender a esperar com confiança, sem ansiedade. Deus está no controle absoluto de nossas vidas. Muitos cristãos não sabem esperar o tempo de Deus. Deus é Senhor do tempo e soberano sobre todos os acontecimentos nos céus e na terra. Jesus disse com ênfase: “não andeis ansiosos de coisa alguma.”
A prática do avançar
Finalmente, no sétimo dia, as muralhas ruíram ao som das trombetas e do grito do povo e tomaram Jericó (6.20).  De maneira muito consciente e madura, avançaram dentro dos limites estabelecidos e, como haviam prometido, pouparam Raabe e toda a sua família reunida. Era somente a primeira cidade de muito mais que viria adiante.
Assim também em nossas vidas e ministérios existe o preciso momento de avançar. Aqui não é hora de ouvir, de esperar, de questionar. Quando as barreiras caem, portas são abertas, pontes construídas, ou conexões estabelecidas, simplesmente avance. Afinal, Jesus estabeleceu que: “as portas do inferno não prevalecerão sobre sua igreja.”

Nem tudo o que dá certo é certo!

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 28-02-2010

É normal pensarmos que tudo que dá certo é bom. Nos dias de hoje, o sucesso é tido como paradigma de aprovação. Assim, se a sala de aula está cheia, é sinal de que o professor é competente. Se a empresa está lucrando, significa que seus produtos e serviços têm qualidade. Igreja lotada é sinônimo de ministério abençoado. Mas, será mesmo?
O problema é quando aplicamos esta mesma lógica para o campo da ética. O caso do famigerado mensalão é típico. Para que projetos de leis ou interesses de grupos fossem aprovados em Brasília, descobriu-se que valores eram generosamente distribuídos a parlamentares para que votassem favoravelmente. Vejam que coisa: para que as leis fossem aprovadas, era preciso descobrir meios que eliminassem as chances de derrota no plenário.
Enquanto o esquema funcionou, tudo era “correto” – as leis eram aprovadas e cada um recebia a sua parte. Mas alguém entrou em prejuízo – no caso, o ex-deputado Roberto Jefferson –, então houve a denúncia e o efeito dominó aconteceu. Caíram parlamentares, empresários e assessores palacianos. A mesma lógica funcionou no caso do ex-presidente Collor, do ex-juiz Lalau e de tantos outros (daria um grande e extenso “etecétera”). Cabe a pergunta: será que as coisas, no Brasil, só vêm à tona quando alguém deixa de receber algo?
E não é apenas nas altas esferas do poder – na nossa vidinha comum, casos de gente pega com a mão na botija são inúmeros. Quem nunca ouviu falar do funcionário que apresenta notas fiscais mais altas do que as despesas que fez para reembolso? Nos restaurantes e nas corridas de táxi, ele sempre pede comprovantes de valores mais altos; afinal, os tempos estão bicudos e é preciso encontrar maneiras para sair do sufoco. Ele vai se dando bem, até o dia em que é descoberto e vai para o olho da rua com a ficha suja.
E o marido que vive um caso extraconjugal, escondendo a situação da família durante anos a fio? Um belo dia, um telefonema indiscreto, ou um bilhete perdido no paletó, põem a farsa por água abaixo. Ou o casal de namorados que esconde dos pais que já têm vida sexual até o dia que a menina aparece grávida?
Todas são situações em que tudo parecia dar certo, apesar das flagrantes transgressões e da falta de ética dos envolvidos. Logo, nem tudo que dá certo, ou que funciona por um tempo, é correto. Qual é a fonte de nossa ética? Ela é orientada pela funcionalidade ou por princípios que sinalizam se nossos atos estão certos ou não?
Esta ética pragmática só pode ser fruto de um caráter deformado que desconsidera que a verdade tem de ser compatível com a realidade e não com a conveniência e com os resultados. Sem dúvida precisamos buscar resultados, mas os que são compatíveis com a justiça, com a verdade e retidão.
Deixemos de lado o pragmatismo e sigamos os princípios da Palavra de Deus. Somente assim nossas atitudes e decisões serão essencialmente certas.

O Cristão e a Internet

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 28-02-2010

A Internet foi criada em 1969, com o nome de Arpanet, interligava apenas quatro computadores de universidades nos Estados Unidos, e durante muito tempo ficou restrita à área acadêmica. No Brasil, a Internet chegou por volta de 1988, para auxiliar nas pesquisas universitárias, e sua operação estava subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas foi somente a partir de 1995, que a Embratel, por meio de uma autorização do Ministério das Telecomunicações, disponibilizou seu acesso para o uso comercial. (Fonte: Editora Érica).

O crescimento da Internet no mundo é espantoso, são mais de 600 milhões de pessoas ligadas; os brasileiros são 5% deste universo, aproximadamente 30 milhões. A Internet é um mundo virtual muito semelhante ao real, nele encontra-se sites abordando todos os temas possíveis, especialmente: pornografia, sexo e assuntos espiritualistas.

Em meio a estas densas trevas a luz do  Senhor tem brilhado, dissipando-as; eis que surgem diariamente novos pontos de luz, são sites que procuram honrar e glorificar o nome Santo do Senhor Deus, disponibilizando verdadeiros oásis, com águas puras que restauram vidas. Ao servo, a opção de honrar a Deus, acessando páginas dignas dos santos, ou, a satisfação da carne e suas conseqüências. Irmãos não esqueçam, as más ações, mesmo que virtuais são pecado e como tal, passíveis de condenação eterna. (1Co 6.12)

“Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda os corações.” Pv 21.2 (Veja também: Sl 7.9; 17.3; 139.1)

“…Eu sou aquele que sonda mente e corações, e vos darei a cada um, segundo as vossas obras.” Ap 2.23

Um teclado, um monitor e o mundo, literalmente um mundo pela frente. Assim é a Web; incontestavelmente um veículo altamente influenciado pelo maligno, e sabiamente usado por ele; que no anonimato da virtualidade oferece aos ávidos pelo pecado, a satisfação, em especial aos buscam a pornografia e filosofias espiritualistas e ou satânicas. A net envolve todas as faixas etárias, indistintamente. Constato que os cristãos em especial os jovens têm feito uso desta ferramenta para secretamente extravasar toda a maldade da carne. Anônimos, fora do alcance dos olhos de familiares, presbíteros, pastores e demais autoridades da igreja; encontram uma situação de liberdade que os encoraja a agir segundo as inclinações de seus corações e fazem coisas terríveis. Esquece-se que o Senhor a tudo vê e certamente tais pecados não passam desapercebidos diante do trono e serão cobrados no tempo oportuno (Ap 2.23).

Não é aconselhável ao servo de Deus:

1 – Acessar sites Eróticos e Pornográficos.

É preciso que os servos de Deus tenham o devido cuidado com a vida espiritual, não permitindo que a impureza se aloje, afastando-lhes da comunhão verdadeira com o Eterno. Amados, é um engano pensar que o acesso a tais páginas não produz um efeito devassador na vida, é praticamente impossível, não se contaminar com os desejos baixos produzidos pela carne. O Senhor nos deixa uma palavra clara de alerta contra a impureza, sua prática apaga o Espírito de Deus.

“Eles perderam toda a vergonha e se entregaram totalmente aos vícios; eles não têm nenhum controle e fazem todo tipo de coisas indecentes… Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 4.19 e 5.3

Ele castigará especialmente os que seguem os seus próprios desejos imorais e desprezam a autoridade dele.” 2Pe 2.10

2 - Sexo Virtual (masturbação ou conversas sensuais).

Sexo virtual é pecado! Sua pratica envolve masturbação, conversas impuras e baixas. O peso de sua prática assemelha-se ao da fornicação e ou adultério. Os seus praticantes estão destituídos da verdadeira comunhão com  Deus e estão debaixo de condenação eterna.

”Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 5.3

“Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamente dedicados a ele.” 1Ts 4.7 ; Hb 13.4)

“Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério.” Hb 13.4

3 - Bate Papo / Chat.

Estas salas de conversação são usadas por muitos para construir amizades e em outros casos, até falarem do amor do Senhor. Infelizmente, nota-se que as designadas aos Cristãos/Evangélicos dos grandes portais, são verdadeiras praças nas quais muitos freqüentadores influenciados por espíritos malignos se portam como filhos das trevas. Lamento a ingenuidade de muitos que insistem em “jogar pérolas aos porcos” (Mt 7.6) expondo ao ridículo a palavra santa do Senhor e, pela vida de muitos crentes que escondido atrás de um “Nickname” mostram suas inclinações pecaminosas, usando expressões baixas e mentiras. A consciência de uma vida santa deve envolver todo o nosso ser, a ponto de produzirmos os frutos do Espírito Santo em todas as situações, inclusive, nas ações numa sala de Chat, nossas palavras devem ser continuamente uma expressão de louvor a Deus. Oh graças!

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” Cl 4.6

”De boas palavras transborda o meu coração… nos teus lábios se extravasou a graça; por isso Deus te abençoou para sempre.” Sl 45.1,2

”Ordena e ensina… Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, tornar-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” 1Tm 4.11,12

”Põe  guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” Sl 141.3

”E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus…” Sl 40.3

”Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações. E tudo que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus.” Cl 3.16,17

4 - Sites do Senhor.

Mas, em meio a este mar de coisas terríveis, visualizamos ilhas que são verdadeiros paraísos espirituais, nas quais podemos aportar e desfrutar das delicias que nos são apresentadas. Verdadeiro alimento que fortalece a nossa fé e concede-nos disposição para continuarmos firmes e inabaláveis na caminhada em direção à cidade santa. Estes sites devem ser visitados e ajudados, são pontos de luz em meio às trevas.

Amados Pais, Amados Irmãos:

O Senhor colocou em nossas mãos a responsabilidade pela instrução dos filhos nos caminhos santos (“Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.” Dt 6.6,7), procure conhecer qual a vida que eles tem levado na Net, sente-se e os aconselhe, faça-os refletir sobre os perigos da rede, bem como, sobre a necessidade de serem santos em todo o proceder, seja no acesso a site impróprios, em chats e até mesmo na incompatibilidade da prática hacker.

Amados do Senhor estejam atentos e não se deixem enganar pela obra sutil do diabo. Lembre-se, ele anda ao nosso lado à procura de uma brecha, e encontrando-a entra e destrói a vida.
Vamos fazer uso da Internet de uma forma santa e edificante!

“Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe 1.16

Elias R. de Oliveira - www.vivos.com.br

Sobre o inimigo

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 28-02-2010

Caramba, como se fala no diabo! Fico impressionado como ele se tornou necessário. O diabo suga a fé, derruba crente, se infiltra em poderosas redes de televisão, envia pragas, fura pneu de carro, provoca terremotos, conhece os limites dos municípios e domina territórios. Compete e ganha de Deus. É diabo para cá e para lá o tempo todo.

Se alguém está triste, advinha quem mandou a tristeza. Se alguém duvida, advinha quem mandou a dúvida. Se alguém adoece, advinha quem mandou a enfermidade. Arre! Chega! Será que ninguém vai assumir o que faz? Fica fácil culpá-lo já que o mundo inteiro está controlado, guiado, dominado, manipulado e organizado por Satã. Mas o Bicho merece o estatus de espantalho, Judas, bode expiatório? Até quando os humanos vão projetar nele suas mazelas?

Dá para compreender tanta importância. Como se levantaria dinheiro nas igrejas se o Capeta não fosse a estrela do show da fé? Como televangelistas inculcariam pavor nas pessoas se o Coisa-Ruim não fosse tão medonho? Como as poderosas multinacionais da fé subsidiariam seus projetos se o Demo não adquirisse tanta força? Confesso. Tenho medo de uma religião em que o mal se torna o pivô da espiritualidade. Fico apreensivo com uma fé que não pode prescindir de ameaças e arredio com uma ética constrangida pela possibilidade de Satanás ter direitos legais para arrasar as pessoas que erram.

Não discuto a sua existência. Fico apenas suspeitoso com tanta badalação. Eu já não gostava dele, agora não aguento mais ouvir falar na Peste. Por mim, Belzebu não receberia nenhum jabá. Eu não permito que ele dê o tom do meu culto a Deus; não aceito que seja a minha motivação para agir. Enfim, não deixo que ele tome o lugar de Jesus.

Soli Deo Gloria

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

Ricardo Gondim

Pare de murmurar

Filed under #Todos os Estudos, Pecado, Vida Cristã by admin on 27-02-2010

Afinal, o que quer dizer “murmurar”?
Segundo o Dicionário Aurélio:
  • dizer mal; maldizer; conceber mau juízo;
  • falar (contra alguém ou algo); criticar;
  • conversar, difamando ou desacreditando.
E o que nos leva a murmurar?
  • ansiedade;
  • falta de fé;
  • falta de sabedoria;
  • falta de conhecimento da Palavra de Deus.
Vamos entender o que acontece quando murmuramos:
  • quando começamos a murmurar é sinal de que estamos duvidando de Deus;
  • é porque a nossa fé esta fraca;
  • acabamos dando brecha para o inimigo, e é isso que ele quer.
Pois bem, muitas vezes quando as coisas não saem do jeito que queremos e não entendemos o propósito de Deus, começamos a reclamar e é aí que erramos, pois reclamar não vai resolver o problema, não é dessa forma que receberemos a vitória. Lembremo-nos do povo de Deus, que passou quarenta anos no deserto por causa da murmuração.
Geralmente, quando murmuramos, nos esquecemos que o Deus que servimos é capaz de fazer muito mais do que pedimos, ou pensamos (Ef. 3.20). Deus sabe das nossas necessidades e o que é melhor para nós, não adianta reclamar. Acredite, reclamar não é a solução.
O murmurador nunca está contente com as decisões, com o outro que está na frente, sempre quer provar que o outro está errado e ele está certo. Geralmente, o murmurador é invejoso. A sua vida inteira é levar o outro a ouvir o que ele não foi capaz de dizer, chegar para a pessoa certa e falar tudo o que sente contra ela, não é capaz de ser transparente.
Não se engane, o caminho da murmuração é a perdição e a ruína. É semente do próprio demônio, plantada no coração daquele que não quer ser humilde. Troque a murmuração pelo louvor, pela adoração!
A murmuração é uma declaração de insatisfação para com Deus. A murmuração quase sempre descamba numa reclamação contra Deus. Revela o baixo nível da espiritualidade do murmurador, sua falta de gratidão, sua falta de respeito, sua falta de sabedoria, sua falta de fé.
A murmuração, além de não resolver, só agrava o problema, e é uma declaração antecipada de derrota. É uma afirmação de incredulidade. Quando murmuramos, estamos dizendo de forma indireta para Deus que não confiamos nele, nem nos seus propósitos.
É difícil não ficarmos ansiosos, é muito difícil, mas devemos descansar em Deus e confiar. Basta confiar nesse Deus que tudo pode. Nunca duvide do poder de Deus, é justamente em circunstâncias difíceis que percebemos como é grande o poder de Deus, para sua honra e glória. Nunca duvide do amor de Deus, o amor de Deus por você é incondicional. Ele o amará em todas as circunstâncias. Nunca murmure diante de Deus, quanto mais você murmurar, mais demorará a libertação de Deus para sua vida.
Sempre escute a voz de Deus, preste atenção no que Ele está falando, através das pessoas, da Bíblia, das circunstâncias.
Autor: João Placoná
Fonte:  http://www.institutojetro.com.br

O evangelho na periferia

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Vida Cristã by admin on 23-02-2010

Normalmente, por motivos óbvios, não assisto televisão nos domingos. Ultimamente tenho conseguido ver a jornalista Regina Casé, no Fantástico, com suas reportagens sobre a periferia social do Brasil. Gosto dela. Seu jeito espontâneo de conversar e como valoriza os mais pobres, encantam meu coração. Ela não só apresenta a riqueza cultural dos mais miseráveis, como oferece uma rara oportunidade de integrar os excluídos sociais do camuflado aparthaid social brasileiro– que só se aprofunda em nossa  perversa desigualdade.

Casé também consegue intrigar-me. Com seus programas, sinto-me confrontado com a distância que me separa dos marginalizados. Percebo também a facilidade com que os evangélicos se identificam com os valores da classe média burguesa. Noto que a espiritualidade cultivada entre os protestantes brasileiros se afastou anos luz do que Jesus viveu e praticou na Palestina.

Com a influência do “american way of life”, os crentes brasileiros sonham em ascender socialmente. Para subirem, porém, eles dependem de uma economia que funciona como peneira de malhas apertadas. Poucos privilegiados, que já nasceram em famílias privilegiadas, conseguem passar. Assim, a função religiosa se resumiu no esforço de pedir que Deus compense essas distorções, premiando o maior número de seus filhos com favores especiais. Repete-se nos cultos, ad nauseum, que Deus é bom e que ele não permitirá que seus filhos mendiguem o pão.

Infelizmente, a realidade cruel nega os sermões. Crianças, filhas de crentes, morrem nos corredores fétidos de hospitais públicos; nordestinos crentes esperam pelo assistencialismo dos coronéis para comerem; congregações evangélicas são construídas sobre palafitas na ribanceira de esgotos a céu aberto. Os excluídos continuam inalcançados pelos curtos braços da pátria gentil, e para eles, tarda a “bênção” da prosperidade.

A minoria sortuda, que já nasceu com larga vantagem sobre os demais, precisa apaziguar sua consciência, bem como “proteger” seus favores de eventuais ameaças circunstancias ou espirituais. Já que sobram textos bíblicos sobre o cuidado perene de Deus, basta citar os mais badalados: “Tudo posso naquele que me fortalece”; “Se Deus é por nós, quem será contra nós”. Resultado: com todos devidamente pacificados, solidifica-se o abismo que separa os crentes “melhor de vida” dos que dependem de narcotraficantes para entrarem e saírem em paz da favela onde vivem.

Vez por outra, os evangélicos de classe média percebem que existem pobres servindo o mesmo Deus que eles. Nessas horas, a teologia determinista da providência acalma eventuais angústias. “Deus sabe o que faz e dará aos seus filhos o cobertor do tamanho certo”. No caso dessas inquietações inoportunas continuarem, convém lembrar que a nobilíssima responsabilidade da igreja é salvar almas e que o autêntico missionário não precisa preocupar-se com a injustiça social – isso é coisa de comunista. Sempre será mais fácil fazer filantropia do que defender a justiça.

O rescaldo trágico disso tudo é que os cristãos precisam de uma Regina Casé para se inteirarem do que acontece nos lugares onde Jesus caminha e vive.

Soli Deo Gloria.

Autor: Ricardo Gondim - http://www.ricardogondim.com.br

Jejum cristão: o que diz a Bíblia

Filed under #Todos os Estudos, Jejum, Vida Cristã by admin on 05-02-2010

Pergunta: “Jejum cristão: o que diz a Bíblia?”

Resposta: A Escritura não ordena que os cristãos jejuem. Não é algo que Deus peça ou exija dos cristãos. Ao mesmo tempo, a Bíblia apresenta o jejum como algo bom, lucrativo e esperado. O Livro de Atos registra os crentes jejuando antes de tomarem importantes decisões (Atos 13:4; 14:23). Jejum e oração freqüentemente andam juntos (Lucas 2:37; 5:33). Muito freqüentemente, o foco do jejum é a falta de comida. Mas ao invés disto, o propósito do jejum deveria ser desviar seus olhos das coisas deste mundo, e então direcionar sua mente a Deus. Jejuar é uma maneira de demonstrar a Deus e a você mesmo que você leva a sério seu relacionamento com Ele. Jejuar ajuda você a ganhar nova perspectiva e uma renovada confiança em Deus

Apesar de o jejum nas Escrituras estar quase sempre relacionado à comida, há outras maneiras de jejuar. Tudo que você pode abrir mão temporariamente para que melhor se concentre em Deus pode ser considerado um jejum (I Coríntios 7:1-5). O jejum deve ser limitado a um determinado período de tempo, principalmente quando o jejum é de alimento. Longos períodos sem comer fazem mal ao corpo. O jejum não é para punir a carne, mas para que se concentre em Deus. O jejum também não deve ser considerado como um “método de dieta”. Não jejue para perder peso, mas para ter um relacionamento mais profundo com Deus. Sim, todos podem jejuar. Alguns podem não conseguir jejuar de comida (os diabéticos, por exemplo), mas todos podem, temporariamente, abrir mão de algo para se concentrar em Deus.

Desviando nossos olhos das coisas deste mundo, podemos melhor voltá-los para Cristo. Jejuar não é uma maneira de conseguir de Deus o que queremos. O jejum muda a nós, não a Deus. Jejuar não é uma maneira de parecermos mais espirituais do que os outros. Jejuar é algo a ser feito em espírito de humildade e atitude alegre. Mateus 6:16-18 declara: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”

Fonte: http://www.gotquestions.org

Para mais perguntas visite: www.perguntasbiblicas.com.br

A Auto Preservação - Mt 16.24-26

Filed under #Todos os Estudos, Antigo Testamento, Estudos Bíblicos, Estudos Bíblicos Temáticos, Vida Cristã by admin on 05-02-2010

Certa vez, um jovem rico aproximou-se de Jesus para perguntar-lhe: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” E logo após um pequeno diálogo, Jesus lhe respondeu: “se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me”. O jovem, tendo “ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mt 19.16-22).

Uma das coisas que todo cristão precisa conhecer é a bondade de Deus! Ele é
amor e tem sempre o melhor para nós. Por isso, quando nos dirigimos ao Senhor
para conhecer a sua vontade, devemos ter sempre um coração aberto, que está
disposto, acima de tudo, a ser transformado. De que adianta perguntarmos a Deus
sobre a sua vontade, como fez o jovem rico, se não estamos dispostos a
cumpri-la?  Vamos dar apenas uma de
curiosos, como muitos fazem hoje ao participarem daquelas “rodinhas de
discussão” sobre temas bíblicos?

Nem sempre o
caminho de Deus é o mais fácil para nós – isto é, para a nossa carne. Mas
sempre o caminho de Deus será o melhor caminho. Lembre-se: a vontade de Deus é
“boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).

No evangelho de Marcos, no entanto, vemos que o jovem
rico ficou “contrariado” com as palavras de Jesus e foi embora (Mc 10.21).

Às vezes me pergunto se estou realmente disposto a cumprir
a palavra de Deus na sua totalidade, ou se apenas cumpro aquilo que me agrada,
ou o que é mais fácil, ou aquilo que eu “sinto” de cumprir. Será que já me
retirei da presença de Deus por não estar disposto a abrir mão de minha
vontade? Será que eu já disse: “hoje não, Senhor; talvez amanhã”? O apóstolo
Paulo ensinou: “pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção
ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão
para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem
ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade” (2 Tm 4.3-4, NTLH).

Será que o jovem
rico deu-se conta da sua escolha? Ele abriu mão do tesouro celestial em troca
de um pequeno tesouro material. Por causa disso, ele jamais conseguiria seguir
a Jesus, pois este fez justamente o contrário em sua vida aqui na terra.

Quando “começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário
seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais
sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado”, o que Pedro fez? Chamou
Jesus à parte e “começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor;
isso de modo algum te acontecerá” (Mt 16.21-22).

Note que Jesus lhes havia dito que o seu sofrimento era
“necessário”. Mas Pedro quis que Jesus tivesse pena de si mesmo, que pensasse
em si próprio e não nos outros. Afinal, por que Ele tinha que passar por aquele
sofrimento todo, morrendo pelos pecados dos outros? Não precisava ser assim,
pensava Pedro. E o que Jesus lhe respondeu: “Arreda! Satanás; tu és para mim
pedra de tropeço, porque não cogitas das cousas de Deus, e, sim, das dos
homens” (v.23). É interessante observar que este mesmo Pedro, um pouco antes
disso, tinha tido uma revelação sobre a pessoa de Jesus. Ele havia dito: “Tu és
o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16).

Isso mostra que muitos de nós, vira e mexe, caímos no
erro de preservar a nossa vida neste mundo. Jesus ensinou que “se o grão de
trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito
fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste
mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.24-25). Depois, Ele
complementa: “agora está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me
desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (v.27).

O diabo se especializou em investir no egoísmo humano. Só
que aos olhos de Jesus, que enxergava o propósito do Pai, o diabo era uma pedra
de tropeço no seu caminho. É bom lembrar que Pedro também agiu assim quando lhe
perguntaram, após a prisão de Jesus, se ele era seu seguidor. Neste caso, a
única diferença foi que, entre Jesus e ele, Pedro preservou a si próprio,
negando o Senhor, pois ele era carnal. Paulo disse que nos últimos dias “os
homens serão egoístas” (2 Tm 3.1-2).

Deus nunca enfatizou o amor próprio em sua palavra. Pelo
contrário, a Bíblia nos ensina que devemos amar a Deus e ao nosso próximo,
assim como Cristo nos amou. Ele não veio ser servido, mas servir. A auto
preservação é um empecilho para o nosso crescimento espiritual. Jesus disse:
“quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder, de fato a
salvará” (Lc 17.33). Quantas vezes damos mais valor a nós mesmos do a Deus e
aos outros?

Em outra ocasião, a palavra de Deus nos mostra que Jesus
foi “levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4.1).
Por que motivo o Espírito de Deus, que só queria o bem de Jesus, levou o Senhor
ao deserto, a um lugar tão difícil e solitário? O que significa o deserto?

O deserto representa a escassez material, nunca a
espiritual. Quando Jesus teve fome, o tentador, oportunamente, aproximou-se
para sugerir que Jesus transformasse pedras em pães. Só que neste momento,
Jesus lembrou-se de uma advertência divina que já havia sido dada ao povo de
Israel: “recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou
no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o
que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou,
e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem
teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o
homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8.2-3).

Jesus, ao
contrário do povo de Israel, foi fiel a Deus. Ele entendeu que aquele momento
era de provação. Ele não podia usar o seu poder para fugir daquela luta,
transformando as pedras em pães. Deus o havia levado àquele lugar e não o
diabo. Ele precisava aprender a deixar o Espírito dominar a sua carne, pois
isso era algo imprescindível para o sucesso do seu ministério. Assim, naquele
dia com Pedro, Ele pôde resistir à idéia de fugir da cruz. O tentador estava no
seu caminho, como pedra de tropeço, mas Jesus ficou firme. Não podemos fazer da
nossa vida o que o jovem rico fez, pois “que aproveitará o homem se ganhar o
mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.24-26).

Nunca fique contrariado com a palavra de Deus, nem fuja dela quando Deus vem falar com você. Troque os seus tesouros nesta terra por um tesouro no céu. Depois, siga a Jesus.

Velozes e Furiosos

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Santidade, Vida Cristã by admin on 05-02-2010

Lembro-me que há um tempo atrás eu vi um filme, num vôo, chamado “Velozes e Furiosos”. Não lembro muito sobre o filme, além do fato de que se tratava de caras roubando carros e um policial que se infiltrou para pegar os ladrões. Nem me lembro qual era a razão deles de roubar, além do fato que promoviam corridas ilegais, mas me lembro bem que o filme era centralizado em roubos. Nunca fui muito afim de roubar nada na minha vida, mas, nas últimas semanas, tenho visto umas caminhonetes bem bacanas andando por aqui e fiquei pensando como seria legal de ter uma. Mas a realidade da minha vida é que nunca teria grana suficiente para comprar, e até se tivesse, duvido que gastaria assim. Mas, de repente, hoje eu acordei com uma ótima idéia: por que não roubar um? Eu não tenho condições de comprar um, então o roubo seria uma opção legítima, não é? Pelo menos isso é o que eu tenho sido ensinado na igreja hoje em dia: “Se você não tem condições para comprar, pode roubar.”

Interessante como a pirataria tem se tornado algo comum e quase considerado um direito da igreja atual, principalmente quando falamos de CDs e DVDs que ninguém saca mais que é roubo.

“Não tem aqui, então eu baixo da internet.”

“São muitos caros, então a minha amiga faz cópias para mim.”

“É só pra conhecer; quando eu tiver dinheiro eu vou comprar de qualquer jeito.”

E lá vai mais algumas de muitas desculpas de por que o povo de Deus tem mais uma vez um bafo de bosta. A gente come o cocô do diabo que nos convence que roubo não é roubo quando tem uma justificativa; e mais uma vez vem o bafo.

Vou confessar que tenho sido culpado da mesma coisa e do mesmo bafo. Enquanto falo de pecado em certas áreas, deixava brechas em outras. Na verdade, eu nunca me convenci que era algo legal diante de Deus. O Espírito Santo ainda é vivo o suficiente dentro de mim para tocar minha consciência. Mas, ainda assim, eu queria muito ouvir um novo CD e a minha esposa está indo para os EUA daqui dois meses, então falei para mim mesmo, “Vou comprar, então, não é roubo, porque estou ouvindo agora algo que vou adquirir.” E assim, consegui me convencer e baixei.

Tudo tava legal, incluindo o som do CD, até o dia em que minha filha desceu para meu escritório para ela poder estudar matemática e falou:
“Que som legal, pai; quem é?”
“Hawk Neslon. É o novo deles.”
“Mas como você conseguiu?”
“Achei num site e fiz o download.”
“Mas, pai, isso não é pirataria?”
“Bom, é, mas não é porque nós vamos comprar quando sua mãe estiver nos EUA.”

Assim ela deixou quieto, mas a minha consciência não ficou quieta nem um pouco. Eu sabia o que deveria fazer. Quando fui subir para jantar, ela veio com mais uma pergunta, “Pai, fazer o download daquele CD com a intenção de comprar mais tarde não é como roubar um livro numa loja com a intenção de voltar mais tarde para pagar?” De novo respondi o que devia, “Sim, seria”. Interessante como Deus nos ajuda. Bem na hora que eu comecei a vacilar, Deus manda uma criança para me cobrar. Então desci a próxima manhã para meu escritório e deletei tudo que eu podia achar que não tinha certeza que havia comprado ou não, até programas que eu uso para edição. E assim eu fui limpando meu computador.

Mas, antes de me aplaudir, vamos lembrar que foi eu que caguei lá, então não é nada nobre em eu, com um pano, limpar a substância marrom na minha vida. O mais doido de tudo é que naquela semana eu estava trabalhando numa mensagem sobre avivamento e escrevendo sobre Evan Roberts, um jovem que Deus usou em Gales, e uma das coisas que ele pregava na noite que começou tudo era sobre acabar com todas as áreas cinza em nossas vidas. E sem dúvida nenhuma, CDs e DVDs piratas são cinza (se não fossem marrom). E nós sabemos disso. Não existe nenhuma pessoa salva que não sabe que pirataria é errado. Nós não precisamos de ninguém nos ensinar isso; somente que alguém nos lembre.

Naquele fim de semana me arrependi muito de não ter feito o que eu sabia que era certo e nem mexer com as coisas piratas independente de qualquer desculpa que eu podia achar. A verdade é que eu queria muito ouvir aquele CD e o diabo me ajudou a achar uma desculpa que eu podia aceitar para justificar meu pecado. E não deixe o diabo te enganar. É pecado. Não é cinza, é marrom, e saiu do traseiro dele. Sei que tem uma penca de “ladrões crentes” e até “pastores” que vão querer discutir comigo sobre isso, mas poupe seu tempo, não vou responder a ninguém a algo que é óbvio. Você tem que ser muito estúpido, cego, ou morto espiritualmente para não entender isso. Por que você acha que nós procuramos e damos tantas desculpas em relação à pirataria? Tipo, “Mas se eu não tenho a intenção de vender a ninguém; é para meu uso pessoal.” E a minha camionete? Não vai ser errado também se a minha intenção é de ficar com ela e não vender? Está com a vontade de comer capim agora, né? Se não fosse errado, as desculpas não seriam necessárias.

E assim Deus nos leva a encarar uma das razões de por que o Brasil não está experimentando avivamento. Talvez porque o tempo que tiramos com ele, clamando por sua presença e avivamento, está sendo feito com um CD pirata no fundo. Se você não acha errado, escreva um e-mail para seu pop-star preferido nessa área de adoração e pergunta a ele ou a ela se eles se importam com o fato que você tem todos os CDs deles, mas que você não comprou nenhum. Você é cara de pau suficiente de fazer isso? Duvido.

Se quisermos ver algo real acontecer em nossas vidas, algo além da masturbação espiritual que geralmente rola, nós vamos precisar voltar ao que nós sabemos que é certo, ainda se isso significa que não vamos ter toda a música que queremos. A decisão é entre sua música boa ou a presença de Deus. E sabe o que é o mais triste? A maioria que lerem isso vai escolher a música. E assim o Brasil vai continuar no mesmo caminho de apostasia que ela já está enquanto cantamos em alta voz em nossas casas, acompanhados por CDs piratas, cânticos sobre avivamento. Uhhhhrrwww!

Para não deixar vocês sem opções, vou te dar duas dicas: “iTunes”, http://www.apple.com/itunes/. É um site onde você pode comprar as músicas e CDs, legalmente, para download. Custa na faixa de 10 dólares cada um. Isto é o que eu tenho e não sei se é meu ouvido, mas o Hawk Nelson tem um som bem melhor quando não está precisando competir com o grito da minha consciência, “PECADO!!!!!”. Outra opção, pra você que está com o bolso furado, é ouvir uma rádio cristã online, a ChristianRock.net (www.christianrock.net). Eles só liberam músicas nessa rádio que estão com contrato com as gravadoras e bandas.

Podemos ser ferozes baixando nosso som preferido, mas Deus que fica furioso quando vê pessoas safadas chamando pelo Seu nome, justificando seu pecado e cantando cânticos roubados para seus vizinhos incrédulos. Deus, nos livre da hipocrisia! Deus, nos livre da burrice!

• “A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, portanto, apropriação da forma anterior ou com plágio ou cópia de uma obra anterior, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística ou intelectual.”
• Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
• O Quarto Anual BSA e IDC Estudo de Global Prataria de Software revela que 35% do software instalado em 2006 em computadores pessoais (PCs) mundial foi obtido ilegalmente, eleva-se a quase $ 40 bilhões de em perdas globais devido a pirataria de software.
• Filmes piratas custou a Hollywood $ 7 bilhões em 2005.
• Downloads ilegais de música custa à nossa economia global um estimado $12,5 bilhão por ano, de acordo com um relatório do Instituto para Apólice Inovação (IPI).
• Perdas de negócios em 2005 foram até $ 200 bilhões, de acordo com o resumo executivo de um relatório pela Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, obtido pelas Vezes Financeiras.
• A APCM - Associação Antipirataria Cinema e Música - registra diariamente os números em relação à pirataria física e virtual em todo o País. Por meio das apreensões realizadas pelas Polícias Militar e Civil, além do DIG (Departamento de Investigações Gerais), em parceria com os agentes da associação, é possível mapear a quantidade de mídias piratas (CDs e DVDs) apreendidas. No ano de 2007, foram registradas mais de 36 milhões de mídias apreendidas no País, em cerca de 3 mil operações realizadas no combate à pirataria (aumento de 21,24% em relação ao ano anterior).
• Luta também na internet - A pirataria também é combatida na internet, por meio de um departamento específico da APCM, que faz o monitoramento de sites onde se oferece conteúdo sem proteção à propriedade intelectual. Em 2007, foram retirados mais de 55 mil links de filmes e músicas e 15 mil arquivos P2P (peer to peer - programa de compartilhamento) da rede mundial de computadores.

Ex 20.15; Não roube.

Ef 4.28; Quem roubava que não roube mais, porém comece a trabalhar a fim de viver honestamente e poder ajudar os pobres.

1Co 6.9-11; Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

Eu já sei, “não tem nada a ver”. Então, bom almoço. Espero que o capim esteja fresco.

Fonte: http://www.geracaobenjamim.com - Pr. Jeff

O que fazer em tempo de crise

Filed under #Todos os Estudos, Finanças, Vida Cristã by admin on 26-01-2010

Referência: Isaías 6.1-8

INTRODUÇÃO

1. Brasil, um país de contrastes
- O Brasil é um país de contrastes: a décima quarta maior potência econômica do mundo e o segunda pior distribuição de renda do planeta.
- País de grandes e ricas métropolis e regiões rurais mergulhadas na pobreza. País de grandes universidades e 75% da população que não tem capacidade de ler e interpretar o que lê.
- País de rios caudalosos e regiões áridas e desertificadas.
- Maior país católico do mundo e também maior país espírita do mundo. Ao mesmo tempo, país onde se detecta um dos maiores índices de crescimento evangélico do planeta.
- País de uma igreja evangélica que cresce, mas não influencia. Cresce, mas não é transformada nem é instrumento de transformação.

2. Brasil, um país assolado por crise avassaladora
- Estamos vivendo uma das crises mais medonhas da nossa história. As instituições democráticas estão desacreditadas. A classe mais desacreditada da nação são os líderes políticos.
- Há fortes evidências de corrupção instalada nos poderes constituídos. Aqueles que foram eleitos para legislar, governar e julgar estão, muitas vezes, mancomunados com esquemas nefastos de corrupção, roubando o dinheiro que deveria alimentar os pobres e trazer progresso a nação.

3. Brasil, um país que precisa olhar para as lições da história
- Judá está à beira do abismo. Era também uma época de crise nacional. Uzias, o grande monarca, maior esperança nacional, está morto. O país estava de luto. Que tipo de crise atingiu Judá?

a) Política interna de Judá – Com a morte do rei Uzias subiram ao poder reis que não levaram Deus a sério como Acaz e Manassés; que se voltaram para os ídolos e conduziram o povo à idolatria e à pobreza. Enquanto os governantes eram fiéis, Deus abençoava a nação e esta prosperava, mas sempre que subia ao trono um homem mau, a nação toda sofria amargamente.
- Política interna do Brasil – Esta tem sido a dramática realidade nacional. Nossos governantes, em sua maioria não conhecem a Deus. Prostram-se diante de ídolos e entregam-se a uma vida moral reprovável. O povo está cansado de ver homens inescrupulosos subindo ao poder apenas para vantagens pessoais, engordando suas contas bancárias e solapando increscrupulosamente o erário público.

b) Política externa de Judá – Deus levantou Rezin, rei da Síria e Peca rei de Israel contra Judá. Judá então pede socorro à Assíria. Abre os cofres públicos e escraviza-se ao poder estrangeiro. Depois a Assíria os ameaça e fazem aliança com o Egito para se livrarem da Assíria. Pagam tributos pesados aos estrangeiros.
- Política externa do Brasil – Nosso país também está se tornando escravo, dependente e acorrentado pelo capital estrangeiro. Os dividendos colhidos na nação são entregues para o pagamento de juros de uma dívida externa que se torna cada vez gigantesca, uma das maiores do mundo.

c) Crise econômica de Judá – Judá entrou em crise por causa dos impostos abusivos, por causa dos tributos escorchantes que nação pagava aos reis estrangeiros. O povo trabalhava, mas os lucros fugiam-lhes das mãos. Isso trouxe uma riqueza para uma minoria que “juntava casa a casa e campo a campo”, jogando o povo na miséria. O poder legislativo de Judá “decretava leis injustas para negar justiça aos pobres e para arrebatar o direito dos aflitos, despojando as viúvas e roubando os órfãos” (10:1,2).
- Crise econômica do Brasil – Nós também convivemos com a trágica realidade dos mensalões, dos milhões desviados para paraísos fiscais, do enriquecimento rápido e imoral de um bando de homens perversos e inescrupulosos que vendam a alma da nação, enquanto os impostos são abusivos, os salários são achatados, os lucros para os trabalhadores são minguados e as grandes instituições financeiras nadam em lucros estratosféricos.

d) A crise moral de Judá – O povo se corrompeu. Perdeu seus absolutos. Abraçou uma ética flácida e situacional. Perderam a noção de moralidade: “chamavam luz de trevas e trevas de luz; o doce de amargo e o amargo de doce” (5:20). Judá caiu pelos seus pecados. Roma caiu pelos seus pecados. Os impérios caíram pelos seus pecados. Deus disse para Israel: “Volta ó Israel para o Senhor teu Deus, porque pelos teus pecados estás caído” (Os 14:1).
- A crise moral do Brasil – O Brasil está na lama da imoralidade. Políticos corruptos. Campeão mundial de consumo de cachaça. As drogas e o narcotráfico ditam leis no submundo do crime. A sensualidade é desenfreada. Somos o país da maior parada gay do planeta. O país de 2 milhões de abortos criminosos por ano. O país do carnaval, dos estádios megalomaníacos, do samba. O reino da pinga, o império da desonestidade e da mentira; o país das mães adolescentes, do crime organizado, dos sequestros criminosos.

e) A crise espiritual de Judá – O povo de Judá era como filhos rebeldes. Eram pior do o animal irracional. O boi conhece o seu dono, mas Judá não conhecia o Senhor. Judá estava doente: com feridas dos pés à cabeça. A despeito desse marasmo o povo ainda mantinha as aparências e fazia sacrifícios ao Senhor. Mas Deus estava cansado desse culto hipócrita.
- A Crise espiritual do Brasil – O Brasil é o país que adora um ídolo pescado no rio Paraíba do Sul como sua padroeira e protetora. O Brasil é o país que adora e obedece a espíritos enganadores. O Brasil é o país que multiplica seus ídolos e santos de devoção. O Brasil é o país que vê crescer uma igreja evangélica que prega outro evangelho: sincrético, místico, semi-pagão. O Brasil é um país que vê a igreja evangélica transformando-se num mercado, onde floresce uma igreja sem doutrina, sem moral, sem compromisso, sem ética.

- O que fazer nesse tempo de crise?

I. NA CRISE PRECISAMOS OLHAR PARA CIMA E SABER QUE DEUS REINA – V. 1-3

1. Precisamos saber que Deus está no trono
• As nossas crises não apanham Deus de surpresa. As nossas crises não abalam o trono de Deus. Deus reina. Os céus governam a terra. Deus dirige a história. Quem dirige os destinos da humanidade não são os poderosos, mas o Todo-Poderoso.
• Esta é a grande mensagem de Isaías. Essa é a grande mensagem do livro de Apocalipse. Deus está no trono. Não importam as crises. Não importa a fúria do dragão, o ódio do anticristo, a sedução do falso profeta, os encantos da grande meretriz. Deus reina. Ele está no comando e ele vai colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés.
• Não se desespere, nem um fio de cabelo da sua cabeça pode cair sem que ele o permita. Ele Reina!

2. Precisamos saber que Deus é santo, santo, santo
• Quando a Bíblia diz santo, ela define. Quanto diz: santo, santo ela enfatiza. Quando ela diz: santo, santo, santo ela coloca no grau superlativo. Deus é majestoso. Ele glorioso. Ninguém jamais pode ver a Deus. Ele habita em luz inascessível.
• A maior necessidade da igreja hoje é ter uma percepção da majestadade de Deus em seu meio. Precisamos ter um senso da glória de Deus. É impossível ter uma visão da glória de Deus sem se humilhar ao pó.

3. Precisamos saber que os seres mais exaltados, adoram a Deus da maneira mais humilde
• Os serafisn cobrem o rosto e os pés num gesto de profunda reverência. E voam para cumprir suas ordens. Das seis asas, eles usam quatro para adorar e duas para servir. Só os próprios serafins se prostram e nós poderemos nos manter altivos na sua presença?

4. Precisamos saber que os seres mais exaltados proclamam quem Deus é e o que Deus faz
• Deus é santo e toda a terra está cheia da sua glória. Ele é o Senhor dos Exércitos, o Deus que luta por nós, que guerreia as nossas guerras, que se manifesta e que age poderosamente em favor do seu povo.

II. NA CRISE PRECISAMOS OLHAR PARA DENTRO E SABER QUE PRECISAMOS DA MISERICÓRDIA DE DEUS – v. 4-7

1. Precisamos ter uma visão pessoal da nossa real condição aos olhos de Deus
• Antes de Isaías contemplar a Deus, ele distribuiu uma série de Ais: 1) Ai dos gananciosos (5:8); 2) Ai dos beberrões (5:11); 3) Ai dos injustos (5:18); 4) Ai dos corrompidos moralmente (5:20); 5) Ai dos soberbos (5:21); 6) Ai dos farristas (5:22). Mas, agora, quando vê o Senhor, ele se volta para dentro de si e diz: 7) Ai de mim (6:5).
• Russel Shedd diz que o maior pecado da igreja hoje é a dureza de coração.
• É falta de quebrantamento. É ausência de choro pelo pecado.

2. Precisamos ter uma visão de profunda angústia pelo nosso pecado
• Este Ai de Isaías é um ai de dor, de lamento, de angústia, de tristeza profunda. Ele não chora apenas as consequências do seu pecado, mas ele lamenta porque seus lábios são impuros. Só quem tem um verdadeiro encontro com Deus, consegue enxergar a malignidade do seu pecado. Quanto mais perto de Deus, mas se vê a hediondez do pecado.

3. Precisamos ter uma visão do pecado que nos rodeia
• Isaías disse: “e habito no meio de um povo de impuros lábios”. Isaías se incomoda com o pecado do seu povo. Ele chora pelo pecado da nação. Ele geme de dores por causa da transgressão do seu povo. Ele não é um homem alienado espiritualmente. AS feridas do seu povo estão doendo no seu coração.

4. Precisamos ter uma visão da graça perdoadora de Deus - v. 6-7
• Não há perdão, onde não há confissão. Hoje pregamos a fé sem o arrependimento. A salvação sem a conversão.
• Deus é Deus de perdão. Você pode ser transformado hoje. Seu vocabulário pode mudar. Seu coração pode mudar. Uma fonte de vida pode brotar do seu interior. Você pode ter uma mente pura, um coração puro, um namoro puro, um casamento santo.
• A mulher samaritana recebeu uma nova vida. Zaqueu achou paz para o seu coração; a mulher pecadora foi perdoada; Bartimeu teve seus olhos abertos; o leproso foi purificado; o ladrão foi recebido no paraíso. Cristo pode agora mesmo libertar você também. Pode perdoar o seu pecado e fazer de você uma nova criatura.

III. NA CRISE PRECISAMOS OLHAR PARA FORA E OUVIR O DESAFIO DE DEUS E VER A NECESSIDADE DO MUNDO – v. 8

1. O envio de Deus nunca precede a restauração espiritual
• Vida com Deus é mais importante do que vida para Deus. Vida vem antes do trabalho. Consagração vem antes do ministério. Só depois que Isaías viu a Deus e foi perdoado é que pode ouvir o desafio de Deus para fazer sua obra.
• Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós. Adoração vem antes de missão. Santificação vem antes de serviço.

2. O chamado é dirigido a todos aqueles que foram perdoados
• O Deus que salva, é o mesmo que chama para o serviço. Deus não nos salvou para a indolência, mas para o serviço. Somos todos membros do corpo. Somos todos ramos da videira. Somos todos ovelhas. Somos todos ministros da reconciliação. Não fecha os ouvidos. Não endureça seu coração. O campo é o mundo. Não chegue diante de Deus de mãos vazias. Deus salvou você apenas para levar você para o céu, mas para que você fosse um vaso de honra em suas mãos a levar esse evangelho aos pecadores.
• A missionária que disse: “eu não recebi um chamado, eu obedeci a uma ordem”.

3. A disposição de atender o chamado de fazer a obra de Deus
• Isaías se coloca nas mãos de Deus. O fogo começou a arder em seu peito. A brasa havia queimado em seus lábios. Ele se levantou. Ele se dispôs. Ele atendeu.
• Isaías denunciou o pecado. Apontou com firmeza os desmandos do rei Acaz. Atacou a exploração dos pobres. Denunciou a ganância insaciável dos ricos. Interferiu nos pactos internacionais com o Egito em vez de confiar no Senhor. Denunciou a religião sem vida.
• Hoje temos muitos desafios: na família, na escola, na empresa, no trabalho. Deus está chamando você para ser uma bênção em sua nação. Deus está chamando você para se levantar e por a mão no arado.
• O clamor dos céus cruza os séculos e cai nos nossos ouvidos; “A quem enviarei e quem há de ir por nós? Eis-me aqui, envia-me a mim!”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Um barquinho preparado

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 22-01-2010

“ E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse.”
Marcos 3:9

Terminamos mais um ano e guiados por este ritmo louco desta humanidade pós-moderna,  pensamos mais no que teremos que fazer, do que no que temos feito. Jesus neste texto, nos mostra que às vezes precisamos parar e reconsiderar nosso ritmo de caminhada. Precisamos mensurar se o volume de coisas que estamos carregando é mesmo necessário.

Podemos aprender muitas lições para nossa vida, com esta atitude de Jesus:

1º -
Precisamos entender que não podemos resolver todos os problemas do mundo.

Parece estranho que Jesus sabendo ter tão pouco tempo com estas pessoas, pudesse pensar em parar, fugir da correria.
Se soubéssemos que teríamos tão pouco tempo, talvez fizéssemos serão todos os dias para tentar resolver todos os problemas a tempo, mas Jesus não fez isto!
Constantemente encontramos pessoas que estão sofrendo por problemas que não são delas ou por problemas que não podem resolver. Muita gente ia até Jesus para ser curada, e neste momento Jesus entendeu que mesmo que ficasse todos os dias, as 24 horas do dia, não resolveria todos os problemas. Ele então, diminui o ritmo e deixa o barquinho preparado.

Quanto a este ativismo desumano, Jesus nos ensina a entrar no barquinho!


- Existem pessoas que sugam as nossas forças e sentimentos. Com toda certeza você reconhece entre as pessoas que lhe cercam, algumas que basta uns momentos perto delas para se sentir como uma fruta desidratada.
Elas dominam a estratégia de centralizar as atenções em seus problemas. Os seus problemas estão sempre no hit parade e nós, caímos nesta. Nos sentimos o super-herói, o resolve tudo, até o momento que não podemos mais ajudar; aí viramos o vilão da história.
Jesus também sabia que não poderia estar para sempre com estas pessoas, elas precisavam aprender a caminhar também sozinhas. Estas pessoas que nos sugam, são as primeiras que quando não podemos dar o que querem, nos abandonam e nos criticam. Foi exatamente isto que fizeram com Jesus em João 6:66.

Quanto a estas pessoas, Jesus nos ensina a entrar no barquinho!


- Precisamos sempre de um refúgio uma fortaleza na qual podemos descansar, nos refazer das batalhas.
Não estou falando de um espaço físico, mas como Davi declara em um de seus cânticos: “Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto RETIRO, e o meu REFÚGIO. Ó meu Salvador, da violência me salvas.” II Sam. 22:2-3 e ainda, “DEITAR-ME faz em verdes pastos, guia-me MANSAMENTE a águas tranquilas. REFRIGERA a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.” Salmo 23:2-3
Encontre este lugar em sua vida e em seu coração, lugar da quietude, do silêncio e da restauração. Não precisamos permanecer constantemente no primeiro lugar levando tiros e bordoadas, às vezes precisamos reconhecer nossas feridas e parar.
Davi conhecia o ócio santo, o descanso nos braços do Pai, a  “espiritualidade do deserto e o caminho do coração” como nos ensina Henri Nouwen.

Quanto a esta cultura do “nem que morra”, Jesus nos ensina a entrar no barquinho!

Tenha sempre o barquinho preparado!

Autor: Armando Altino da Silva Júnior
Fonte:  Instituto Jetro

A arte de aprender

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 21-01-2010

Uma das mais desafiantes tarefas de um ser humano tem seu começo no processo de vir a ser. Na primeira competição da vida, entre muitos espermatozóides se dá o experimento da existência. Após inicia-se outro processo, qual seja, o de aprender a ser, numa posição de total de pendência da natureza desde o surgimento do embrião à formação completa que culmina no nascimento. Passa-se então a aprender a depender, o tempo de receber cuidados diários que produzirão a subsistência. À medida que se dá o desenvolvimento humano em suas mais diversas fases e ciclos evolutivos, enfrenta-se o desafio de aprender a não depender, a caminhar em busca da independência em todos os seus contornos.

De igual forma, ao avançar um pouco mais o indivíduo é levado a um novo desafio, também processual, o aprender a interdepender. Estas três palavras dependência, independência e interdependência, permeiam as etapas a serem vivenciadas, como se nelas se inserisse a compreensão de que desde a primeira corrida, deflagra-se um começo, um meio e um fim, que nos levará certamente a um novo começo, que não terá fim.

Nunca é demais lembrar o peso e o significado destas verdades na pessoa de Jesus, que por amor soube efetivar de maneira ímpar a arte da dependência, da independência e da interdependência, como um cirurgião que ao usar o bisturi com destreza e exímia precisão, chega ao ponto exato de seu alvo. Jesus produziu em sua passagem pela terra e continua a produzir naqueles que Nele crêem as conexões e interconexões fundamentais que auxiliam a prática destes três conceitos.

Importante realçar que, foi nos relacionamentos que tinha com o Pai e também nos relacionamentos que teve com os seres humanos que Jesus produziu as interações precisas, de alvos certeiros, permeadas de misericórdia e compaixão. Assim, aprendeu a ser, aprendeu a depender e aprendeu a interdepender.

Nesta esteira, bom é que se destaque quantos dissabores e dores poderiam ser evitados nos relacionamentos se houvesse da parte de cada um o entendimento de tais premissas.
O significado da palavra dependência é submissão. Nas relações interpessoais, muitas vezes os indivíduos deparam-se com variados problemas, seja no âmbito profissional, comunitário, conjugal, fraterno e também nas relações parentais. Impossível é relacionar-se sem observar princípios de hierarquia, limites e submissão.
Independência, por outro lado, denota autonomia, a possibilidade, ou o direito de se governar. Há uma falsa idéia, muito comum, de que ao exercer este direito, o indivíduo está se isolando, traindo algo ou alguém. Porém, ser independente é extremamente saudável no que tange a relacionamentos. Pensar diferente e ao mesmo tempo respeitar o pensar diferente do outro, consagra o conceito de interdependência, qual seja, uma dependência mútua. O diferente pensar de cada um que aprendeu a depender e a independer, certamente resultará em maturidade.
Tornar-se um ser humano maduro, conduz ao desenvolvimento de relacionamentos saudáveis, nutridores e com aprendizados mútuos, provenientes do diferente pensar, que poderão ser convergentes e abençoadores, bem como promover conexões que aproximam os indivíduos uns dos outros e que os aproximem de Deus.

Na parábola do Semeador (Mt.13:19-23), Jesus ensina sobre relacionamentos quando se refere a três tipos de solos e três grupos de pessoas. Ao dizer da semente que foi semeada em boa terra, descreve a pessoa frutífera. Embora não seja perfeita, está envolvida em um processo de crescimento com Deus, consigo mesmo e com o próximo, sendo seu fruto, o amor nos relacionamentos. Tal indivíduo aprende a depender, a não depender e a interdepender. Estas Práticas trazem consigo sempre Graça e Verdade.

Fonte: Instituto Jetro

O valor das metas no ministério cristão

Filed under #Todos os Estudos, Liderança, Vida Cristã by admin on 26-08-2009

Sonhar é preciso. Sem sonhos começamos a morrer ou vivemos para cumprir os sonhos de outrem. No entanto, nas igrejas, muitos sonham alto mas não têm a mínima noção de como chegar ao sonho proposto no coração.

Deus sonhou em resgatar a humanidade e elaborou um plano para concretizar esse sonho maravilhoso. Com certeza, Deus pensou na maravilhosa bênção de voltar a ter o ser humano restaurado ao seu estado original, uma vez que o pecado tornou o homem um ser maldoso e distante do seu Criador. Mas Ele teve de idealizar uma estratégia para alcançar esse objetivo. A essa estratégia, que é um conjunto de ações e atitudes práticas e seqüenciais para alcançar o objetivo, chamamos de metas.

O ponto-chave para a realização de um ministério de sucesso passa necessariamente pela obtenção de uma visão clara e divina daquilo que queremos, pela encarnação dessa visão, tornando-a missão de vida, e pelo estabelecimento de metas para otimizar esta visão para não se perder na caminhada ministerial.

Um ministro do Evangelho precisa trabalhar dentro de uma visão clara. Todo líder precisa saber que a visão é o fundamento de toda tarefa em liderança. A visão exige ação e dedicação. Chamamos isso de missão. Contudo, sua visão de ministério não será realizada a não ser através de um ousado conjunto de metas.

Henry Kaiser disse: “Defina claramente o que você quer mais que qualquer outra coisa na vida; registre os meios pelos quais você pretende consegui-lo e não permita que nada, seja lá o que for, o impeça de alcançar essa meta.” Na Bíblia encontramos exemplos claros de como Deus leva a sério esse assunto. A começar em Gênesis, nos deparamos com o chamado de Deus para Noé livrar a raça humana do extermínio.

Nesse episódio Deus revelou a Noé o seu plano de preservá-lo juntamente com sua família e, ao mesmo tempo, destruir a raça humana através do dilúvio. Veja que Deus deu a visão, que se tornou a missão de sua vida, mas a realização desta missão foi levada a cabo através de um plano de metas bem rígido e seqüencial estabelecido pelo próprio Deus, antes de qualquer coisa (Gn 6: 13-22).

Outro texto que me impressiona muito acerca desse assunto é o de 1Sm 15: 1-35. Nessa passagem, vemos Deus ordenando a Saul, rei de Israel, através de Samuel, a destruição dos amalequitas. Veja a ordem: “Vai, pois, pois agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até a mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas e desde os camelos até aos jumentos”. Infelizmente Saul, ao invés de cumprir as metas de acordo com a visão que Deus lhe dera, fez do seu próprio jeito.

No primeiro texto vimos que Noé cumpriu as metas estabelecidas por Deus: construiu a arca, colocou os animais dentro dela literalmente como Deus lhe ordenara e teve seu nome eternizado como um líder fiel e vitorioso. Já no segundo exemplo, Saul não levou muito a sério a realização de sua tarefa ministerial de acordo com um plano de metas baseado na visão que Deus lhe dera, que era a de destruir completamente os amalequitas, e isso lhe custou o reinado e o seu nome passou para a história como um dos líderes bíblicos derrotados por infidelidade e incapacidade de dar conta da responsabilidade que recebera de Deus. Veja a importância das metas no ministério cristão.

As metas nos desafiam

Ninguém sobrevive sem desafios novos e interessantes. Desde a infância somos movidos por desafios: aprender a falar, andar, escrever, etc…

Na vida temos de estabelecer metas para alcançarmos nossos sonhos. Caso contrário, nossos sonhos acabarão se tornando pesadelos, uma vez que os sonhos não se realizam sem trabalho e esforço. Todo esforço e trabalho sem etapas mensuráveis não produzem os efeitos desejáveis. As metas podem produzir uma atmosfera propícia para suportarmos a espera de uma conquista.

Veja que Noé trabalhou mais de cem anos motivado pela salvação de sua vida e de sua família na construção da arca (Hb 11: 7). Jesus viveu como homem, mesmo sendo Deus, por 33 anos e meio, motivado pela salvação da humanidade (Fp 2:6-11). Leia esse texto. Cada ministro tem no reino de Deus uma missão, que é a de fazer outros discípulos, e deve desenvolver o ministério para o qual foi chamado dentro da visão recebida de Deus. Isso certamente nos desafia a estabelecer metas.

Jesus enfrentou a cruz porque essa era uma das metas estabelecidas em seu ministério. Foi um desafio grandioso, mas ele o fez, porque fazia parte de um todo que o levaria ao status de Salvador do mundo de acordo com o plano geral do Pai, que ele mesmo havia aceitado por amor do seu Santo Nome e também por amor à humanidade.

A realização de metas nos consolida como líderes (1Sm 15: 22)

Saul não foi consolidado como um rei de sucesso porque vacilou na hora de cumprir as metas estabelecidas por Deus através de seu líder espiritual que era Samuel. Cada pessoa que deseja tornar-se um líder de sucesso tem de cumprir suas metas na igreja.

Na vida, de um modo em geral, só conseguimos êxito quando alcançamos nossos alvos. Cada área da nossa vida tem de ser consolidada por metas alcançadas. Estabeleça suas metas na sua vida espiritual, familiar, material e pessoal e lute porque o seu sucesso depende de sua capacidade de perseguir as metas. Ouça o seu líder e seja fiel a ele. Não seja como Saul, que ignorou Samuel e fez as coisas do seu jeito.

A prática das metas treina nossa obediência: “Eis que o obedecer é melhor que do que o sacrificar.”

Por causa do tempo em que vivemos no mundo sem Jesus, não estamos preparados para a obediência. Por isso as metas nos ajudam a treinar esse aspecto da nossa conduta diante de Deus. Sem obediência não alcançaremos êxito na vida.

A obediência aos pais, aos discipuladores, aos pastores e principalmente a Deus é indispensável. Temos de aprender a fazer as coisas do jeito de Deus. Não basta fazer! Há pessoas que acham que o importante é unicamente fazer, mas a Bíblia nos mostra que o importante é fazer como Deus deseja.

As metas curam o caráter, afiando nossas capacidades

As pessoas resistem às metas porque não são treinadas para receber ordens e não gostam disso. Sentem-se ofendidas, manipuladas e ameaçadas.

A visão que nos leva a uma missão e ao estabelecimento de metas despertará sonhos de ganhar vidas, de nos encontrarmos e de termos um ministério pautado em ações específicas que tragam resultados. Nosso medo das metas vem da referência negativa que temos na nossa tradição cristã baseada numa igreja onde o trabalho era feito por poucos e apreciado e criticado por muitos. Leia Hb 5: 8; Mt 9: 13; Ec 10: 10; 2Tm 2: 15.

As metas dão objetividade ao ministério

Um ministro não pode perder tempo com coisas supérfluas, nem tampouco perder tempo realizando aquilo que, embora seja bom, não faça parte da sua visão de ministério. Há muita coisa boa desenvolvida no mundo cristão, mas nem todas têm relação com a minha visão ministerial. E minha missão não é fazer tudo aquilo que é bom, mas aquilo que Deus preparou para mim. Nesse caso as metas nos ajudam muito porque elas nos tiram do ativismo e nos colocam nos trilhos da visão de Deus pra nós.

Jesus realizou seu ministério baseado numa visão clara revelada nos profetas. Encarnou sua missão de forma radical, mas com metas objetivas. Em Mc 1: 38 Jesus, que já havia curado muita gente no dia anterior, se recusa a ter sua agenda imposta pelo povo ou pelas circunstâncias daquele momento.

A multidão queria que Jesus continuasse por ali para curar os demais enfermos daquelas cercanias que estavam vindo até ele. Mas ele disse: “Vamos às aldeias vizinhas, para que ali eu também pregue, porque para isso vim.” Isso deixa claro que o ministério cristão precisa de objetividade e não somente de ser preenchido com muitas atividades, por melhor ou mais interessantes que sejam.

Princípios para o estabelecimento de metas

1 - Mensurabilidade

Nunca se deve estabelecer uma meta que não possa ser medida. Exemplo: “minha meta é ganhar minha cidade para Jesus”. Essa é uma visão, um sonho, e não uma meta. “Vamos treinar 500 líderes em 3 anos para evangelizar a cidade”. Isso é uma meta mensurável. Cada meta é parte de todo um sistema de metas com a finalidade de cumprir a visão.

2 - Organização

Quando estabelecemos metas, somos forçados a organizá-las dentro de uma ordem de prioridades para que não haja conflito de metas ou duplicação de esforços. Sem organização é impossível alcançar sucesso. As pessoas envolvidas na visão de uma igreja ou ministério precisam saber o que elas devem fazer, como e quando.

O ministro cristão deve saber organizar-se e distribuir as tarefas de acordo com as aptidões, a visão em execução e os apelos da Palavra de Deus. Aprenda a separar as metas organizadamente: estilo de vida pessoal, atividades sociais, metas financeiras, metas de família, etc. Uma forma correta de organizar metas é escrevê-las e treinar as pessoas; no caso de metas pessoais, lê-las com freqüência e fazer avaliações periódicas.

3 - Separar as metas permanentes das temporais

As metas são muitas e precisamos aprender a separar as temporais das permanentes para não nos perdermos e ficarmos concentrados em um tipo só de meta, amargando o prejuízo da perda do foco ou visão. Exemplo: orar uma hora por dia deve ser uma meta permanente, porém evangelizar dois jovens no centro da cidade por semana não. A oração deve ser permanente: nunca devemos parar de orar; contudo evangelizar os jovens não.

As metas podem mudar, mesmo porque elas são muitas numa visão ministerial. Temos de estar atentos para modificarmos as metas assim que as situações exigirem.

4 - Realismo

Há muito exagero por aí. Os líderes nem sempre olham para a realidade que os cerca e isso é um perigo muito grande que pode render frustração e fracasso. Por exemplo: um seminarista de 2° ano num curso de 4 anos não pode estabelecer a meta de ser diretor do seminário em um ano. Mas, se ele estabelecer a meta de alcançar esse objetivo em 20 anos, isso fica mais realista. O ministério não suporta mágica. Ele é feito por homens e mulheres de visão, mas também por pessoas que sabem discernir seu potencial sem subestimá-lo nem superestimá-lo.

Conclusão

O desejo de Deus é que aprendamos a colocar em prática o propósito maravilhoso que ele tem para as nossas vidas através de metas mensuráveis e não vivamos por aí fazendo as coisas de qualquer jeito, sem organização. Lute e descubra o que Deus tem pra você e estabeleça como você vai fazer cada coisa e quando vai fazer.

O estabelecimento de metas é fruto de uma disciplina permanente. Não há como você elaborá-las de uma vez por todas. Seja um ministro de visão clara, apaixonado, a ponto de tornar sua visão na missão da sua vida. Seja capaz de estabelecer metas bem definidas e trabalhar focalizado nelas em todo o tempo.

Autor: Roberto Braz do Nascimento
F
onte:  http://www.institutojetro.com.br

Seja o seu sim, sim, e o seu não, não

Filed under #Todos os Estudos, Testemunho, Vida Cristã by admin on 20-08-2009

Através da Bíblia temos a oportunidade de conhecer o caráter, os princípios e os valores de Deus. Uma das coisas que Ele mais valoriza é a sua Palavra.
Com o passar dos tempos, as pessoas tem deixado de dar importância às suas palavras. Cada vez mais, fazem uso de mentiras para conseguir promoções, status ou benefícios. Assim, acabam seguindo um curso totalmente contrário daquele desejado por Deus para nós.
Deus zela e valoriza sua palavra
Deus, em cada uma de suas atitudes, deseja nos ensinar algo. No livro de Gênesis podemos ler acerca da promessa que Ele fez a Abraão: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (Gn 12.2). “Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo” (Hb 6.13).
Deus, após fazer a promessa a Abraão, mostrou o valor da sua palavra jurando por si mesmo. Na época do velho testamento, um juramento era uma invocação a Deus para que ele, o único que conhece os corações, testemunhasse a verdade, castigando o indivíduo que por acaso estivesse jurando falsamente. Deus empenhou a sua própria pessoa em sua promessa a Abraão. Deus mostrou a Abraão, e tem mostrado a nós também, que as palavras devem ser de honra e dignidade. Toda promessa deve ser cumprida, independentemente das circunstâncias.
Ainda que tudo mude à nossa volta, seja na área financeira, emocional ou espiritual, segundo o exemplo que Deus nos deu, devemos honrar cada uma das nossas palavras. Cumprir as nossas palavras não depende da fidelidade das outras pessoas, e sim da nossa, pois Deus, independente da nossa infidelidade, sempre permanecerá fiel para conosco. “…se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a Si mesmo” (2 Tm 2.13).
Imitando Deus
“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1). Ser imitador de Deus é muito mais do que dizer “sou crente” ou simplesmente ir ao culto de domingo. Ser imitador de Deus é ter exatamente as mesmas atitudes que Ele tem mediante as mais diversas circunstâncias. É valorizar aquilo que Deus valoriza: a palavra.
Homens e mulheres de uma só palavra
“Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5.37). A Bíblia nos mostra de forma muito clara que devemos prestar atenção em cada promessa ou palavra que declaramos. Devemos ser homens e mulheres de apenas uma palavra, para que tenhamos crédito perante as pessoas e perante Deus.
Quão desagradável é não poder distinguir se uma pessoa com a qual nos relacionamos está falando a verdade, ou se está mentindo.
Se você disse, eu acredito!
“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Ao lermos esse versículo tão belo e poderoso, podemos tirar dele vários ensinamentos importantes para as nossas vidas. Quanto mais ouvimos a Palavra de Deus, mais o nosso coração se encherá de fé, pois temos a convicção de que tudo aquilo que Deus diz, Ele cumpre.
Entendemos, então, que o crédito que damos a uma palavra está diretamente ligado à pessoa que a declarou. Todo cristão verdadeiro precisa ter crédito em suas palavras. Este crédito, muitas vezes, demora a ser conquistado. Entretanto, ele pode ser perdido muito facilmente, basta uma “simples” mentira. “O justo odeia a palavra de mentira…” (Pv 13.5)
A mentira não deve fazer parte das nossas vidas, devemos possuir apenas uma palavra e honrá-la em qualquer circunstância. Assim como Deus, o justo odeia a mentira. O simples fato de uma palavra ter partido de nós, deve ser suficiente para que as pessoas acreditem nela. Caso isto não ocorra, precisamos rever nossas atitudes e buscar ganhar crédito para a nossa palavra.
“Pequenas mentiras”
Muitos pais, para não serem importunados por seus filhos pequenos, costumam resolver algumas questões aplicando-lhes “pequenas mentiras”. À luz da palavra que acabamos de expor, mesmo essas questões, e principalmente essas, devem ser resolvidas falando-se a pura verdade.

Em primeiro lugar, toda mentira é procedente do Diabo. Ao mentir para o seu filho pequeno você estará agindo como um filho do Diabo. Em segundo, mais cedo ou mais tarde ele descobrirá que foi enganado e perderá a confiança em você. Em terceiro lugar, ele seguirá o seu exemplo mentindo para outras pessoas, porque julgará que essa é uma atitude normal. Por último, ele se tornará uma pessoa insegura em relação aos outros, desconfiando sempre de suas palavras. Portanto, vamos fazer direitinho a nossa lição de casa. Seja correto, e Deus certamente vai abençoar o seu lar.

Honre sua palavra!
Deus valoriza a sua Palavra e por isto sempre cumpre suas promessas. Como bons filhos de Deus, devemos honrar nossa palavra, assim como Deus o faz. O justo não tem prazer na mentira e sendo assim, possui apenas uma palavra e sempre a cumpre, custe o que custar.
Autor: Leandro da Silva Machado

Quando palhaços discutem

Filed under #Todos os Estudos, Testemunho, Vida Cristã by admin on 09-07-2009

Já fui insistentemente provocado a envolver-me em polêmicas. . Vez por outra, sou desafiado por gente que precisa pegar carona numa controvérsia para ganhar fama. Lamento afirmar, mas já caí na armadilha!

O pior é que o meio religioso está povoado de intolerantes que se enxergam separados para preservar a ortodoxia; e como se deliciam em ridicularizar os que não se conformam aos seus dogmas. A gente precisa ficar esperto para não embarcar em suas provocações.

Paulo aconselhou ao seu discípulo Timóteo que não entrasse em debates infrutíferos. Seguindo seu conselho, preciso aprender a desdenhar dos que me desafiam para o ringue teológico e escapar das teias montadas pelos que se enxergam escolhidos para protegerem o que julgam ser a Verdade.

Li um texto do moçambicano Mia Couto  (Estórias Abensonhadas – Caminho, Portugal, 2002) e ri muito. Parecia que ele conhecia o ambiente fundamentalista que se alastra no Brasil religioso; considerei tão pertinente que transcrevo:

“Uma vez dois palhaços se puseram a discutir. As pessoas paravam, divertidas, a vê-los.

- É o que?, perguntavam.
- Ora, são apenas dois palhaços discutindo.

Quem os podia levar a sério? Ridículos, os dois cômicos ripostavam. Os argumentos eram simples disparates, o tema era uma ninharice. E passou-se um inteiro dia.

Na manhã seguinte, os dois permaneciam, excessivos e excedendo-se. Parecia que, entre eles, se azedava a mandioca.

Na via pública, no entanto, os presentes se alegravam com a mascarada. Os bobos foram agravando insultos, em afiadas e afinadas maldades. Acreditando tratar-se de um espetáculo, os transeuntes deixavam moedinhas no passeio.

No terceiro dia, porém, os palhaços chegavam a vias de fato. As chapadas se desajeitavam, os pontapés zumbiam mais no ar que nos corpos. A miudagem se divertia, imitando os golpes dos saltimbancos. E riam-se dos disparatados, os corpos em si mesmos se tropeçando. E os meninos queriam retribuir a gostosa bondade dos palhaços.

-Pai, me dê as moedinhas para eu deitar no passeio.
No quarto dia, os golpes e murros se agravavam. Por baixo das pinturas, o rosto dos bobos começava a sangrar. Alguns meninos se assustaram. Aquilo era verdadeiro sangue?

-Não é a sério, não se aflijam, sossegaram os pais.
Em falha de trajetória houve quem apanhasse um tabefe sem direção. Mas era coisa ligeira, só servindo para aumentar os risos. Mais e mais gente se ia juntando.

- O que se passa?

Nada. Um ligeiro desajuste de contas. Nem vale a pena separá-los. Eles se cansarão, não passa o caso de uma palhaçada.

No quinto dia, contudo, um dos palhaços se muniu de um pau. E avançando sobre o adversário lhe desfechou um golpe que lhe arrancou a cabeleira postiça. O outro, furioso, se apetrechou de simétrica matraca e respondeu na mesma desmedida.

Os varapaus assobiaram no ar, em tonturas e volteios. Um dos espectadores, inadvertidamente, foi atingido. O homem caiu, esparramorto.

Levantou-se certa confusão. Os ânimos se dividiram. Aos poucos, dois campos de batalha se foram criando. Vários grupos cruzavam pancadarias. Mais uns tantos ficaram caídos.

Entrava-se na segunda semana e os bairros em redor ouviram dizer que uma tonta zaragata se instalara em redor dos dois palhaços. E que a coisa escaramuçara toda a praça. E a vizinhança achou graça.

Alguns foram visitar a praça para confirmar os ditos. Voltavam com contraditórias e acaloradas versões. A vizinhança se foi dividindo, em opostas opiniões. Em alguns bairros se iniciaram conflitos.

No vigésimo dia se começaram a escutar tiros. Ninguém sabia exatamente de onde provinham. Podia ser de qualquer ponto da cidade. Aterrorizados, os habitantes se armaram. Qualquer movimento lhes parecia suspeito. Os disparos se generalizaram.

Corpos de gente morta começaram a se acumular nas ruas. O terror dominava toda cidade. Em breve, começaram os massacres.

No princípio do mês, todos os habitantes da cidade haviam morrido. Todos exceto os dois palhaços. Nessa manhã os cômicos se sentaram cada um em seu canto e se livraram das vestes ridículas. Olharam-se, cansados.

Depois, se levantaram e se abraçaram, rindo-se a bandeiras despregadas. De braço dado, recolheram as moedas nas bermas do passeio. Juntos atravessaram a cidade destruída, cuidando não pisar os cadáveres. E foram à busca de uma outra cidade“.

Gostei deste texto do Mia Couto.  E a moral da estória seria: Aqueles que gostam de discutir apenas para ganhar pelejas ou firmar dogmas, acabam se transformando em palhaços. E quando bufões pelejam, muita gente pode morrer.

Assim, reservo-me a só conversar, tecer os mistérios divinos e ser confrontado em ambientes onde existe afeto, compreensão e respeito. Os outros que procurem palhaços para o seu espetáculo macabro!

Soli Deo Gloria.

Autor: Ricardo Gondim

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

Repensando a Oração

Filed under #Todos os Estudos, Oração, Vida Cristã by admin on 05-07-2009

“If there are millions down on their knees, among the many can You still hear me?”
(se há milhões ajoelhados, dentre tantos ainda podes me ouvir?)
- Michael W. Smith

Recentemente eu estava falando com alguém sobre um texto que ambos lemos. O autor do texto dizia que se você orar pedindo a Deus para abrir as portas de emprego para você ou alguém que você conheça, sua oração é ilícita. Lembro-me que minha primeira sensação ao ler o texto foi sentir-me imaturo, culpado, inexperiente… pagão. Naquele mesmo dia um amigo próximo que estava desempregado havia me pedido orações e eu tinha orado justamente por isso, inclusive usando as mesmas palavras da “oração ilícita” daquele texto. Então fiquei pensando sobre isso e cheguei à conclusão de que, por mais que a intenção do autor tenha sido boa ao denunciar as relações de barganha com Deus e os clichês vazios da religiosidade popular, seu texto está equivocado neste ponto específico da oração.

Se eu estivesse desempregado e meu melhor amigo pudesse me ajudar a encontrar um emprego, indicando uma vaga para mim na empresa onde ele trabalha, será que eu seria sincero em meu relacionamento se não falasse a ele sobre minha necessidade de emprego? Será que ele ficaria feliz em saber que eu estava passando necessidade e não tinha contado nada a ele? Seria esse um relacionamento próximo, de amigos de verdade? Ou será que minha hesitação em contar minhas necessidades para ele poderia ser vista como uma expressão de orgulho de minha parte?

Estas são algumas das perguntas que vieram à minha mente ao refletir sobre aquele texto da “oração ilícita” por emprego. O tipo de relacionamento com Deus proposto no texto torna-se completamente superficial (por mais que a intenção do autor tenha sido exatamente o contrário) ao não envolver todas as áreas da minha vida - inclusive minhas necessidades pessoais.

Não pretendo de maneira alguma fazer aqui um tratado sobre oração (há muitos bons textos por aí) e nem acusar o autor do texto de heresia (não se trata de uma heresia, apenas de um equivoco ou “escorregão”). Esta reflexão é uma resposta a mim mesmo e, talvez, àqueles que como eu possam ter se sentido culpados por orar por coisas tão insignificantes como… emprego.

Reconheço que oração é verdadeiramente um mistério. Afinal, por que orar se Deus já sabe tudo a nosso respeito? Para mim, a oração só faz sentido no contexto de relacionamento. Me parece que foi isso que Jesus quis ensinar aos seus discípulos quando disse-lhes que eles deveriam iniciar suas orações com a certeza de que estariam se dirigindo a alguém que é Abba (Papai). Ou seja, pressupõe-se um relacionamento entre aquele que ora e Deus (que além de ser Pai, é também Santo e Soberano Rei). Orar é se relacionar com Deus que habita nas alturas (Pai nosso que estás nos céus!), mas que também habita no coração do contrito e quebrantado. Orar é expressar fé não somente em que Deus existe (o Deísmo crê assim também), mas que Ele recompensa aqueles que o buscam (Ele se comunica, responde e intervêm).

Com certeza há milhões de desempregados ao redor do mundo. Mas este fato de maneira alguma torna minha oração por emprego ilícita. Ao contrário, quando oro por emprego estou reconhecendo minha dependência de Deus para que eu possa encontrar um emprego e sustentar minha família. E creio que Deus recompensa minha fé, embora nem sempre eu receba o emprego que estou desejando ou no momento em que espero recebê-lo.

É verdade que não devemos ser como crianças mimadas e buscar a Deus somente por nossas necessidades físicas e materiais, todavia não há nada de ilícito em orar por elas. A oração modelo do Pai Nosso nos ensina a buscar o Reino em primeiro lugar, mas demonstra que Deus também se interessa em ouvir-nos sobre a nossa necessidade de subsistência diária (dá-nos hoje o nosso pão de cada dia) e também sobre nossa necessidade de proteção (livra-nos do mal). Seguindo o raciocínio daqueles cuja fé é interpretada à luz das calamidades (e não o contrário como eu acredito que deveria ser), nem sequer deveríamos orar pelo pão de cada dia, visto que bilhões de pessoas ao redor do mundo passam fome. Será que Jesus estava equivocado quando ensinou seus discípulos a orar assim? Talvez ele não soubesse que um dia haveria bilhões de famintos… Mas ainda que isso fosse verdade (não creio que seja), haviam muitos contemporâneos de Jesus famintos. Por quê, então, orar por pão numa época em que muitos passam fome? Por que orar por emprego numa época de desemprego crescente? Por que orar por cura quando há tantos doentes morrendo? Por que, simplesmente, orar?

Creio que a resposta só pode ser encontrada por aqueles que entendem que oração é relacionamento com Deus. Um Deus que é Pai e que tem Aprazer em ouvir Seus filhos - muito embora Ele já saiba de todas as suas necessidades.

Você precisa de emprego, provisão, sabedoria, cura, etc.? O conselho das Escrituras é: Não fique ansioso; mas em tudo, pela oração e súplica [de olhos abertos ou fechados, em voz alta ou em silêncio], e com ação de graças, apresente seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus.

Autor:  Sandro Baggio

Fonte:  http://www.sandrobaggio.com/

O outro lado da história

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Leonardo, Vida Cristã by admin on 18-11-2008

Freqüentemente escutamos pessoas contando seus problemas e casos do dia-a-dia. O mais comum ainda é ouvirmos alguém opinar sobre uma situação que está acontecendo. O interessante é a facilidade (poderíamos dizer propensão) que nós, como seres humanos, temos de tomar partido baseados unicamente no relato de “terceiros”. Poucas vezes ouvi alguém interromper um relato para perguntar o que motivou a pessoa ser ou agir de determinada maneira.

Pessoas têm sentimentos, falhas e também podem mudar. Existe algo que criamos em nossa mente que podemos chamar de estereótipo. Colocamos as pessoas dentro de moldes, esquecemos que elas mudam e que constantemente estão aprendendo novas coisas. O apóstolo Paulo teve uma mudança em sua vida, e um cristão em especial, um discípulo chamado Ananias, tinha criado a imagem mental sobre quem era Saulo de Tarso, associada a assassino, perseguidor de cristãos, etc.

10 Em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” “Eis-me aqui, Senhor”, respondeu ele. 11 O Senhor lhe disse: “Vá à casa de Judas, na rua chamada Direita, e pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está orando; 12 numa visão viu um homem chamado Ananias chegar e impor-lhe as mãos para que voltasse a ver”. 13 Respondeu Ananias: “Senhor, tenho ouvido muita coisa a respeito desse homem e de todo o mal que ele tem feito aos teus santos em Jerusalém. 14 Ele chegou aqui com autorização dos chefes dos sacerdotes para prender todos os que invocam o teu nome”.
15 Mas o Senhor disse a Ananias: “Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel. 16 Mostrarei a ele o quanto deve sofrer pelo meu nome”.17 Então Ananias foi, entrou na casa, pôs as mãos sobre Saulo e disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo”. 18 Imediatamente, algo como escamas caiu dos olhos de Saulo e ele passou a ver novamente. Levantando-se, foi batizado 19 e, depois de comer, recuperou as forças.

Algumas vezes nosso passado pode nos trazer complicações com os novos relacionamentos, mas o importante é sabermos que assim como nós pecamos, erramos e tentamos mudar, as outras pessoas também pecam, erram e também, como nós, acertam algumas vezes.

Se pedíssemos para dois diretores famosos criarem um filme sobre Jesus, veríamos filmes com enfoques e características completamente diferentes. Assim são as histórias que ouvimos, pois elas estão presas aos pensamentos e opinião de quem nos conta os fatos.

O prazer de ouvir uma boa história não tem preço, mas assim como existem histórias boas, existe algo que podemos chamar de pecado. Isto ocorre quando nos enchemos de um sentimento prazeroso que com o tempo vai crescendo e nos torna mais e mais dependentes. Esse pecado se manifesta quando cedemos nossos ouvidos para ouvir “fofocas” e “comentários” ou quando falamos sobre pessoas ou instituições para alguém, que poderia ter sido poupada da contaminação.

Que é que as pessoas fazem quando recebem críticas, em especial críticas injustas? Uns tentam se explicar; outros partem para a ofensiva. Jesus Cristo contava histórias! Quando criticaram o fato de ele sentar à mesa com pessoas de má fama, ele se defendeu contando as parábolas dos perdidos: a ovelha, a moeda, e o filho. Todas essas parábolas estão em Lucas, capítulo 15[1].

Assim como Jesus contava histórias quando era “criticado” ou quando “estava sendo injustiçado”, devemos sempre meditar sobre como temos agido, pois facilmente erramos e quando menos esperamos já aconteceu.

Uma pessoa pode fazer 10 coisas boas, mas quando faz uma errada, essa “coisa errada” se torna tão grande para as pessoas, que se ocupam em rodear a terra para encontrarem defeitos nas pessoas. Ainda bem que Deus nos olha com olhos de amor e encontramos conforto em sua Palavra:

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo.

1 Jo 2.1-2

Leonardo Rodrigues Pereira - www.estudosnovotempo.com.br


[1] http://www.ulbra.br/pastoral/textoscholz.htm

Entrevista com Lutero

Filed under #Todos os Estudos, Lutero, Política, Vida Cristã by admin on 14-11-2008

Esta é uma entrevista fictícia feita com o reformador alemão Martinho Lutero (1483-1546) na cidade de Wittenberg, no ano do lançamento da primeira edição da Bíblia por ele traduzida (1534).

Embora fictício, o texto é baseado na história. As respostas oferecidas pelo mais famoso vulto da Reforma Religiosa do século 16, que aparecem entre aspas, são da autoria dele mesmo e foram retiradas de seus próprios escritos, reunidos no volume 5 de “Martinho Lutero — Obras Selecionadas”, publicado no Brasil em 1995.

Nesta entrevista, o leitor perceberá que os problemas sociais de hoje são iguais aos da Europa de 500 e poucos anos atrás, inclusive na constatação de que os ricos tornam-se cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, no Brasil, nos Estados Unidos e em quase todos os demais países. O entrevistado é chamado de “doutor” porque assim se dirigiam a ele. Seu doutorado em Escrituras Sagradas foi obtido na Universidade de Wittenberg em outubro de 1512, um mês antes de ele completar 29 anos.

Repórter – O doutor publicou o “Pequeno Sermão sobre a Usura”, no final de 1519, e o “Grande Sermão sobre a Usura”, no início do ano seguinte. Qual a diferença entre os dois tratados?

Lutero – Não fui eu quem os chamei de “pequeno” e “grande”. São duas edições de um mesmo opúsculo. A única diferença entre um e outro é que o tratado de 1520 é uma reedição consideravelmente ampliada do tratado anterior. A segunda edição do “Sermão sobre a Usura” foi lançada por causa da repercussão que o escrito teve aqui em Wittenberg e em Leipzig.

Repórter – Qual era a sua idade na época?

Lutero – Eu tinha acabado de completar 36 anos. Era professor de Bíblia na Universidade de Wittenberg e ainda não havia sido excomungado pelo papa.

Repórter – O que o levou a escrever sobre comércio e usura?

Lutero – Desde a metade do século passado, está havendo uma grande expansão da manufatura, principalmente na fabricação de armas, tecidos, vidros e metais. O acúmulo de capital experimenta um crescimento enorme. Com a descoberta e a colonização do Novo Mundo, o comércio tem se expandido descontroladamente. O que se vê hoje é o empobrecimento progressivo de famílias com rendimentos modestos e o enriquecimento excessivo de poucos. A poderosa casa bancária dos Fugger, em Augsburgo, por exemplo, está financiando a invasão e a conquista da América. Foram eles quem bancaram a candidatura de Carlos V, sucessor do imperador Maximiliano I. “É preciso saber que, em nossos dias, a ganância e a usura não apenas se instalaram imensamente em todo o mundo, mas que alguns também se atreveram a descobrir alguns subterfúgios sob os quais podem praticar livremente sua maldade sob o manto da justiça. Chegamos quase ao ponto de já não fazermos mais nenhum caso do santo Evangelho. Escrevi esses sermões e outros, porque é necessário que, nestes tempos perigosos, cada qual se previna e proceda com discernimento no trato com bens temporais, observando com atenção o Evangelho de Cristo, nosso Senhor.”

Repórter – O doutor crê que esses sermões sobre a usura vão surtir algum efeito?

Lutero – “Creio até que este meu escrito será quase em vão, uma vez que a desgraça se instalou profundamente e tomou conta em toda parte. No entanto, tenho sido solicitado e exortado a tratar destas questões financeiras e pôr a descoberto algumas delas — embora muitos preferissem que não o fizesse — para que pelo menos alguns, por menor que seja o número, sejam resgatados da voragem e goela da ganância. Provavelmente alguns que pertencem a Cristo, preferem ser pobres com Deus a serem ricos com o diabo, como diz o Salmo 37.16. Por amor a esses, portanto, precisamos falar.”

Repórter – O doutor está afirmando que o cristão não deve exercer a profissão de comerciante?

Lutero – “Não se pode negar que comprar e vender são atividades necessárias. Não podem ser dispensadas, mas podem ser praticadas de forma cristã, especialmente em relação às coisas necessárias e honrosas. Os patriarcas venderam e compraram gado, lã, cereais, manteiga, leite e outros bens. São dádivas de Deus, que Ele concede da terra e reparte entre os seres humanos. No entanto, o comércio exterior, aquele que traz mercadorias de Calcutá, da Índia e de outros lugares estrangeiros, não deveria ser permitido. Esse comércio traz seda preciosa, ourivesaria e especiarias, que somente servem de ostentação e não têm utilidade, sugando o dinheiro do país e das pessoas.”

Repórter – No seu modo de entender, existe alguma regra que disciplina a ganância?

Lutero – “Os comerciantes têm uma regra comum entre si, que é seu lema principal e fundamento de todo negócio. Eles dizem: “Posso vender minha mercadoria tão caro quanto puder”. Acham que este é um direito deles. Aí se dá espaço à ganância e se abrem todas as portas e janelas para o inferno. Desta maneira o comércio não pode fazer outra coisa, senão pilhar e furtar as posses dos outros. A regra não deveria ser: ‘Posso vender minha mercadoria tão caro quanto puder ou quiser” mas “Posso vender minha mercadoria tão caro quanto eu devo ou quanto é correto e justo’. A forma mais adequada e segura seria que a autoridade governamental nomeasse pessoas sensatas e honestas que avaliassem todos os tipos de mercadoria quanto a seus custos e estabelecessem, a partir daí, o preço máximo que elas deveriam custar. Nós, alemães, porém, temos que beber e dançar e não podemos dedicar-nos à elaboração de tal regulamentação.”

Repórter – No “Sermão sobre a Usura”, o doutor condena a prática da fiança, pela qual alguém abona uma obrigação alheia. Pode comentar o assunto?

Lutero – “Mesmo que a fiança pareça isenta de pecado e uma virtude de amor, ela geralmente arruína muitas pessoas, infligindo-lhes prejuízo insuperável. O rei Salomão proibiu essa prática em diversas ocasiões, como se pode ver em Provérbios (6.1-5; 20.16; 22.26 e 27.13). A Escritura prescreve que não se deve confiar em pessoa alguma, nem fiar-se nela, mas somente em Deus. Pois a natureza humana é falha, frívola, mentirosa e incerta, como diz a Escritura e como também a experiência o ensina diariamente.”

Repórter – O doutor nunca se tornou fiador de alguém?

Lutero – Bem, lembro-me de ter sido fiador de algumas pessoas necessitadas que obtiveram crédito na caixa comunitária em Wittenberg. Por causa disso cheguei a dever 100 florins no ano de 1527. Fui obrigado a penhorar três taças pelo valor de 50 florins. Aflito, pedi desculpas a Deus pela minha imprudência e roguei que Ele me libertasse novamente.

Repórter – 100 florins é muito dinheiro?

Lutero – Com menos da metade desse valor eu posso comprar um terreno na periferia de Wittenberg. Nós, professores da universidade, estamos ganhando entre 100 e 200 florins por ano.

Repórter – O doutor declara que o comércio está cheio de “diversos expedientes malignos” e “truques financeiros perniciosos”. Pode explicar melhor?

Lutero – Nada me custa “relatar aqui algumas dessas espertezas e fraudes que eu mesmo observei, ou que me foram denunciadas por corações bons e honestos. Em primeiro lugar, alguns não têm problema de consciência em vender sua mercadoria mais cara a prazo do que à vista. Eles nem aceitam vender mercadoria à vista, mas apenas a prazo, só para terem lucro maior. Em segundo lugar, existem aqueles que vendem sua mercadoria acima da cotação da praça. Elevam os preços só porque sabem que essa mercadoria não existe mais na região ou dentro de pouco não mais será fornecida. Eis aí um olho malicioso da ganância, que se fixa na necessidade do próximo, não para supri-la, mas somente para aproveitar-se dela e enriquecer-se com o prejuízo do próximo. São todos uns ladrões, assaltantes e agiotas públicos. Também existem os que compram todo o estoque de algum bem ou mercadoria numa região ou numa cidade para tê-lo em seu exclusivo poder e então fixar o preço, elevá-lo e vender tão caro quanto queiram ou possam. Quando não conseguem estabelecer seu monopólio, porque há outros que também dispõem da mesma mercadoria e dos mesmos bens, eles passam a oferecer sua mercadoria tão barato, que os concorrentes não conseguem acompanhar, forçando-os assim a deixar de vender ou a se arruinarem, vendendo tão barato quanto aqueles. Na verdade, não haveria necessidade de relatar esses abusos, mas eu os incluo para que se veja quanta malandragem existe nos negócios comerciais, e para que todos saibam o que se passa no mundo e se acautelem contra essa categoria perigosa.”

Repórter– O mesmo Salomão, que o doutor citou há pouco, condena as balanças desonestas e os pesos adulterados (Pv 11.1; 20.23). Há esse problema na Alemanha?

Lutero – “Não há mercadoria da qual não se saiba tirar vantagem na medida, na contagem, na vara métrica, no volume ou peso. Às vezes dão uma cor que ela não tem por si mesma. É uma fraude atrás da outra. Até falência fraudulenta existe. Os que a cometem costumam se esconder num convento até a poeira assentar. Tudo fede a ganância, tudo está afogado e mergulhado num grande mar de lama. Já não tenho mais esperanças de que se possa melhorar tudo isso. Na verdade, tudo está tão sobrecarregado com maldade e fraudes, que deixa de ser sustentável a longo prazo, tendo que ruir por si mesmo.”

Repórter – Quem rouba mais: os ladrões de estrada ou os comerciantes desonestos?

Lutero – “Os comerciantes roubam todo o mundo diariamente enquanto um cavaleiro pirata assalta um ou dois uma ou duas vezes por ano.”

Repórter – E o governo não faz nada?

Lutero– “Reis e príncipes deveriam cuidar disso e coibi-lo com justiça rigorosa. Porém ouço que eles são farinha do mesmo saco. As coisas acontecem como em Israel na época do profeta Isaías: ‘os seus chefes são bandidos, cúmplices de ladrões, todos eles gostam de suborno, correm atrás de presentes’ (Is 1.23). Enquanto isso mandam enforcar ladrões que furtam um ou meio florim, e transitam com aqueles que saqueiam o mundo inteiro e roubam mais que todos os outros. Assim se confirma o adágio: ‘Os ladrões graúdos enforcam os miúdos’. Ou, como dizia o senador romano Catão: ‘Os ladrões pequenos estão em grilhões nas cadeias, mas os ladrões notórios trajam ouro e seda’.”

Repórter – Como vivem os pobres hoje na Alemanha?

Lutero – Nossas cidades estão sendo invadidas por mendigos itinerantes em busca de auxílio de instituições de previdência social urbanas e eclesiásticas. Os pobres querem pelo menos a oportunidade de esmolar num meio com maior concentração urbana. Desde o final do século passado, as cidades européias vêm sofrendo as conseqüências do crescente empobrecimento de um contigente considerável da população.

Repórter– O doutor espera algum juízo da parte de Deus?

Lutero – “Deus fará o que diz através do profeta Ezequiel: ‘Como se ajunta prata, cobre, ferro, chumbo e estanho dentro de uma fornalha e se atiça o fogo para derretê-los, assim vos ajuntarei no furor da minha cólera e vos colocarei dentro para vos fundir’ (Ez 22.20). Deus fundirá príncipes e negociantes, um ladrão com o outro, como chumbo e estanho, como quando se incinera uma cidade, de modo a não sobrarem nem príncipes nem comerciantes. Tudo isso, temo eu, está prestes a acontecer, porque, de qualquer forma, sequer estamos pensando em nos corrigirmos, por maior que seja o pecado e a injustiça. Assim ele também não pode deixar impune a injustiça. Sei muito bem que o que estou dizendo não vai agradar. Talvez ignorem tudo e continuem do jeito que são. Eu mesmo, porém, estou desculpado e fiz minha parte, para que, quando Deus vier com o açoite, se enxergue que o merecemos com justiça. Se com isso eu tiver instruído ao menos uma alma, resgatando-a da voragem, não terei trabalhado em vão.”

Repórter – No início desta entrevista o doutor fez menção da casa bancária de um certo Fugger, de Augsburgo. Quem é ele?

Lutero – Jacó Fugger nasceu 24 anos antes de mim. Ele enriqueceu a partir de empreendimentos no setor da mineração de prata e cobre nas regiões do Tirol e da fronteira húngaro-eslovaca. Fugger provocou a falência das empresas de extração de cobre e as comprou por preço irrisório. Colocou em situação de dependência os governantes desses territórios, financiando seus empreendimentos. Ao morrer, em 1525, deixou cerca de 2 milhões de florins. Parte desse dinheiro tem sido usada por seu sobrinho Anton Fugger para bancar expedições de invasão, conquista e colonização por europeus na América do Sul, México e Índia, empreendimentos que têm trazido, em alguns casos, lucros de até mil por cento.


Referências:
Martinho Lutero — Obras Selecionadas. vol. V. Tradução de Walter O. Schlupp, Ilson Kayser e Walter Altmann. (Editora Sinodal e Concórdia Editora).

Catecismo Menor de Martinho Lutero. 6. ed. (Editora Sinodal).

Fonte: http://www.ultimato.com.br

“Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento”

Filed under #Todos os Estudos, Vida Cristã by admin on 29-10-2008

“Sim, vamos começar a reconstrução. E se encheram de coragem.” (Ne 2.18)

Há certos assuntos do cotidiano que estão sempre presentes em nossas conversas: filhos, saúde, comida, contas a pagar etc. E na caminhada de fé não é diferente. Há assuntos que sempre voltam à tona. Um deles, que tem sido discutido nesta coluna, é a nossa atuação como cidadãos. Devemos nos preocupar com as coisas terrenas ou só com as eternas? A vida pode ser “dividida” dessa maneira? Qual é, de fato, a nossa vocação?

Imagino que certos leitores, ao lerem esta série sobre os Objetivos do Milênio, fiquem se perguntando se Ultimato não estaria equivocada ao dar prioridade a estas coisas. Por que falar de fome, educação, mortalidade infantil, meio ambiente, se está em jogo o destino eterno das pessoas?

Na verdade, a eternidade não é algo desvinculado dos temas da vida, nem é uma mera questão de futuro. A eternidade passa a ser realidade a partir do momento em que o senhorio de Jesus Cristo e os sinais do reino de Deus se tornam presentes na nossa vida pessoal e comunitária. Quando Jesus libertou o geraseno dos demônios que o atormentavam (Lc 8.26-39), ele não estava apenas devolvendo a um homem o seu futuro, mas também o seu presente. O gesto de Jesus não teve um caráter meramente pessoal, mas também comunitário. No momento em que este homem é liberto, seu presente se torna absolutamente diferente, e ele é devolvido à sociedade como uma pessoa transformada. Ele já não é um risco para a sociedade, mas passa a ser um agente de promoção de vida em seu meio. Jesus lhe diz: “Volte para casa e conte o quanto Deus lhe fez”.

Nos Evangelhos, a vivência integral de Jesus nos convida e desafia para a vivência inteira do evangelho, na qual fazer o paralítico andar é tão importante quanto que ele não peque mais (Jo 5.1-14). E assim deve acontecer com os seguidores de Jesus. Não somos chamados apenas a “povoar os céus”, como diz uma expressão antiga, mas também a construir uma cidadania que busque o estabelecimento de sociedades mais justas, mais amorosas e mais felizes.

É por isso que nos aliamos às Nações Unidas na declaração dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e celebramos quando eles são alcançados. Quando uma mãe dá a luz um filho e ambos sobrevivem, Jesus se alegra. Quando as crianças conseguem ter acesso à escola e continuar estudando no decorrer dos seus anos de crescimento, Deus sorri. Quando as mulheres são melhor tratadas por seus maridos e a violência doméstica diminui, o Espírito Santo sopra com alegria. Quando uma pessoa angustiada é encontrada pelo evangelho da graça, os anjos festejam; e quando o anúncio do evangelho promove o arrependimento e o encontro de nova vida, a igreja dança ao ritmo da dança da própria Trindade. Deus se alegra em ver as pessoas inteiras e satisfeitas — seja hoje ou amanhã, mas de preferência hoje; seja como indivíduos ou como comunidade, mas quanto mais gente, melhor.

Um dos belos exemplos bíblicos em que vemos uma mudança fundamental de vida pessoal e coletiva tornar-se realidade está no livro de Neemias. Ali encontramos um homem que abraça o chamado para reconstruir os muros de uma cidade empobrecida e explorada. Um homem vocacionado para guiar o povo de Israel a uma profunda renovação da sua relação com Deus e assim estabelecer as bases para uma sociedade mais justa, mais humana e mais reverente ao próprio Deus. E tudo isso ele faz em conjunto com o povo, desafiando inimigos externos e com um compromisso de vida pessoal que modela integridade, entrega e resposta ao chamado de Deus.

Neemias viveu num tempo de muita dor, pobreza e exploração do seu próprio povo. Mesmo vivendo em situação muito privilegiada como copeiro do rei da Pérsia, não se esqueceu do seu próprio povo. Quando surgiu a oportunidade, procurou informar-se sobre ele e, ao deparar-se com a realidade, não ficou indiferente: “Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando-me, jejuando e orando ao Deus dos céus” (Ne 1.4). Neemias ouviu a Deus e lhe obedeceu, na sua geração e no seu contexto.

A nossa geração de cristãos, no Brasil de hoje, é chamada a fazer o mesmo. Orar com fervor e se dispor a servir a Deus com inteireza e vigor. Engajar-se na sociedade, exercitando uma cidadania que honre o Senhor, que expresse uma igreja viva e atuante e busque a construção de uma sociedade onde as crianças já não precisem viver apenas poucos dias (cf. Is 65.20).

Quando, em 2015, as Nações Unidas procederem a uma avaliação dos objetivos que se pretendia alcançar até lá, os resultados certamente serão disformes. Enquanto alguns países terão alcançado estes objetivos com alguma folga, outros continuaram a mostrar índices que espelham muito sofrimento, dor e injustiça. Mas seria muito bom se nas Nações Unidas se pudesse dizer também que significativos setores da Igreja, nestas últimas décadas, viveram uma cidadania que fez diferença na qualidade de vida das pessoas, especialmente dos mais pobres. E isso nós fazemos para glória de Deus.

Autor: Valdir Steuernagel - www.ultimato.com.br

Você já convidou Jesus para entrar em sua casa hoje?

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Jesus, Vida Cristã by admin on 02-10-2008

E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. Lc 19.5

Por esses dias parei pra meditar sobre a passagem de Zaqueu, o publicano. O pessoal aqui do Gate fica me dizendo que dificilmente eu parto pro lado dos estudos bíblicos e fico mais nos artigos e eles tem razão :). Tentei mudar hoje mas não deu.

Zaqueu era um camarada que tinha tudo o que um cidadão da época desejava. Estava diretamente ligado ao poder, era cobrador de impostos do governo romano, possuía muitas riquezas e bens, muitos dos quais usurpava do povo, e estava longe dos problemas que seus conterrâneos judeus tinham. Apesar de tudo, creio que sofria com conflitos internos profundos: medo, culpa, apreensão. Tal foi o seu anseio que ele não mediu esforços para ver Jesus. Zaqueu viu em Jesus a solução para sua vida miserável e se dispôs num esforço superior à sua própria capacidade subir numa árvore de difícil acesso, ignorando o bom-senso para vê-lo.

Chega uma hora em que a gente decide dar um basta. Reconhece que nosso pecado já limitou muito a nossa vida e ocupa proporções cada vez maiores.

Zaqueu? bom, Zaqueu e Jesus se encontraram. Jesus já sabia que ele estava lá, mas pra vida do cobrador de impostos mudar, Jesus precisava entrar em sua casa.

A casa representa nosso local mais íntimo, nosso refúgio, onde escondemos de todos o que não conseguimos disfarçar de nós mesmos. Quando Zaqueu permitiu que Jesus fosse jantar em sua casa, na verdade ele o convidou para entrar no seu cotidiano. O resultado foi bombástico: Zaqueu teve um encontro real com Jesus. Renunciou o seu pecado. Juntamente com muitas riquezas Zaqueu deixou pra trás um monte de complexos e prisões.

Permita que Jesus faça parte do seu cotidiano. Você pode até ter a sua religião e freqüentar regularmente reuniões e igrejas, mas nada disso vai fazer uma real diferença na sua vida. Dentro da igreja, todo mundo é limpo, perfeito, arrumado, lúcido, elegante, sóbrio. É dentro de casa que a gente se confronta com a realidade, se confronta com o pecado. É dentro de casa que você precisa realmente de Jesus!

Jesus atingiu diretamente o coração de Zaqueu. Ele bate à porta do nosso coração todos os dias. Deixe Jesus fazer uma reviravolta na sua vida. Mesmo que pra isso você tenha que renunciar o seu pecado e jogar fora um monte de “bagulho” que estava estocado.

Convide Jesus para entrar em sua casa hoje!

Autor: Felipe - ichtus gate

“Nós vamos alcançar esse mundo!” A mentira moderna da igreja cega

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Evangelismo / Missão, Igreja, Vida Cristã by admin on 13-09-2008

“Claro que vamos alcançar esse mundo. Estamos quase lá. “

“Acho que é mais fácil o coelho da Páscoa botar um ovo de chocolate de verdade.”

Não quero ser a chuva no piquenique de ninguém, mas essa parada de “ a igreja está alcançando o mundo” é uma das coisas mais pregadas, mais enganosas e mais usadas para arrancar um “aleluia!!” da galera, e está bem longe do que poderia ser verdade. Eu teria mais facilidade de acreditar que está nevando no inferno do que na igreja, do jeito que está hoje, estar influenciando alguma coisa neste mundo, muito menos alcançando ele. Fala sério. Não que eu esteja contra essa idéia, acho que seria ótima, mas vejo algumas coisas meio óbvias que impedem a realização desse sonho, coisas que precisam ser abordadas e mudadas.

Hoje em dia há um bom impulso para se conquistar os muçulmanos pra Jesus, mas, na boa, estou obrigado a dizer, “Será?”.

Será que nós temos esperança em alcançar um povo que ora cinco vezes por dia? E se eles ficarem sabendo que a gente fica , às vezes, cinco dias sem orar?

Será que vamos influenciar um povo que mata jovens que transam fora do casamento com nossa moralidade?

Com a nossa santidade fingida?

Com o nosso namoro santo, dentro do qual mais do que a metade dos jovens têm perdido sua virgindade?

E será que nossas igrejas subterrâneas vão impressionar um povo que está disposto a morrer por sua fé?

Vamos ser sinceros aqui, o maior impedimento do Cristianismo ganhar muçulmanos são os próprios cristãos. Que vivem vidas que muitas das vezes não tem nada a ver com o que eles pregam. Falamos em paixão sem amar. Falamos em transformação sem mudar. Falamos em dedicação sem se comprometer. Falamos em estarmos dispostos a morrer, enquanto nos escondemos em nossas igrejas subterrâneas mostrando a nossa vontade e desejo de viver. Nós somente teremos esperança de alcançar o mundo muçulmano, quando a nossa dedicação , no mínimo, alcançar a deles. Quando nossas vidas começarem a refletir o que falamos, e quando o sangue dos mártires começar a molhar o chão.

Alcançaremos o mundo muçulmano? Estamos longes.

Alcançaremos o mundo quando começarmos a olhar para os pobres com olhos de preocupação, quando pararmos para entregar algo mais do que um panfleto que eles não podem comer. É muito difícil falar para um morador de rua sobre um Deus que supre as necessidades e ama, quando ele mesmo nunca experimentou isso e nós não temos a mínima vontade de mostrar. Os moradores de rua não podem nos ouvir devido ao fato de que o barulho dos seus estômagos está alto o suficiente para os distrair. Me mostre uma igreja que se liga com os necessitados(sem benefício próprio) e eu te mostro uma igreja que ama o Senhor e entende Seu coração. Mas, não. Esta não é a realidade da igreja hoje em dia, a igreja está muito gorda e muito distraída com a mentalidade de que benção quer dizer “comer a vontade”. Nos ensinam que isso é prosperidade; mas parece bem mais com pecado(gula). Pastores gordos e ricos, passando na rua em seus carros importados e novos, sem perceberem membros das suas próprias igrejas dormindo na rua e passando fome. Pior, eles mesmo não ligam, pois não é o problema deles.

Como é que conseguimos olhar nos olhos de uma criança passando fome e não sentir nenhuma responsabilidade?
Talvez este seja o segredo, não olhar. Passar rápido, fingir estar com pressa e não olhar. Isso mesmo pastor. Isso mesmo “irmão”. Eles te vêem, pode crer, e sentem a sua rejeição.

Obviamente não é sobre eles que estamos nos referindo quando falamos em alcançar o mundo. Talvez estejamos simplesmente falando dos ricos, dos lindos, dos limpos, dos que tem algo a nos oferecer para nos acrescentar, mas com certeza, não é sobre aqueles que vão nos dar trabalho. Não é seu chamado, eu já sei.

E nem das prostitutas, homossexuais e travestis – as pessoas marginais, né? Pois se estamos tão interessados assim em “alcançar este mundo”, que tal a gente procurar umas pessoas “deste mundo” que precisam de ajuda, e que a igreja raramente vai atrás? Esses são fáceis de achar e você não precisa ser “treinado” para mostrar o amor de Cristo para eles. Mas, ninguém vai atrás eles? Por quê será?

Está sentindo o amor? Está se arrepiando meu “irmão”? Quer dar um grito de “vitória”?Não?! Nem eles. Se sua hipocrisia fosse bosta, a gente teria bosta o suficiente para fazer um jardim bem lindo do tamanho do Brasil. E sim, eu sei que existem alguns fariseus que não vão levar nada desse artigo, além do fato que eu escrevi bosta, que tal “merda” então. Melhor pra ti? É tudo a mesma coisa. Algo que não deve ser. E sabe o pior, o fato de ter colocado essas palavras aqui vai dar mais ibope do que as tristezas descritas e escritas aqui. Todo mundo vai falar das palavras “bosta” e “merda”, convenientemente esquecendo do conteúdo. Vamos alcançar o mundo? Duvido. A gente nem gosta dele e das pessoas achadas nele.

Vamos alcançar o mundo, se é que vamos conseguir, somente depois de alcançarmos a própria igreja que está cheia de pessoas vivendo vidas duplas. Eu sei que você sabe do que estou falando. Você sente isso cada dia em que se olha no espelho e se confronta com as suas próprias hipocrisias. O mais triste é que existem muitos na igreja cientes da sua falsidade e querendo mudar mas sem saber como. Em quem eles vão confiar para falar a verdade sobre seu namoro “santo”? Em quem eles vão confiar para falar sobre o seu problema de masturbação ou seu vício em pornografia? Pra quem eles podem contar que quando comem demais eles vomitam a comida para não engordar? E pode crer que a igreja está cheia de pessoas assim. Infelizmente nós somente nos amamos e não temos interesse suficiente para ver as lágrimas nos olhos dos nossos irmãos.

Em quem eles vão confiar para contarem sobre a luta secreta que eles tem contra homossexualidade? É meu amigo, esse tabu está prestes a explodir. Existem muitos homens e mulheres dentro da igreja travados nessa área. Com certeza eles precisam e querem ajuda, mas num lugar onde que se condena o que não entende e que nem se quer entender o que acontece, não é um lugar que convida as pessoas a serem honestas e liberarem os seus segredos. A igreja está a beira de um dos baques mais doidos que ela já passou na sua história e ela mal o vê chegando. Logo, logo a igreja vai ser confrontada com muitos jovens homossexuais ,que já fazem parte da sua liderança, assumindo suas vidas de homossexualidade. E como a igreja vai lidar com isso? Expulsando eles? Espancando eles como aconteceu num caso que a gente conhece? Pedir a eles pra saírem até que consigam levar uma vida mais “apropriada” aos nossos templos pagãos? Tentar expulsar o demônio deles? Seria mais fácil se fosse somente isso. O que a igreja vai fazer?

Quando aqueles que estão lá fora começarem a entrar vai ser um “Deus tem misericórdia!”. Como nós iamos conseguir continuar fingindo que tá todo mundo bem com Deus, se tem homens lá agindo como mulheres e mulheres agindo como homens? Sem falar que quando uma prostituta ou um travesti entrar as máscaras irão cair sem dúvida. Então, o que “ a noiva de Cristo” faria? Abraçaria eles? Mostraria seu amor ou mostraria a porta? Tentaria mudar o exterior logo, para não constranger nenhum fariseu dizimista, na esperança de que o interior mudasse em um dia também? Alcançaremos o mundo? Hmmmmm.

Não é a isso que nos referimos? Já saquei que essas palavras são bem vazias. Deus deve estar muito orgulhoso da gente. Estamos O representando perfeitamente, isso seria verdade se ele fosse um cão. Bacana as palavras que saem dos nossos púlpitos, palavras sem realidade, sem respaldo e sem nenhuma motivação para serem realizadas. Talvez essa nunca foi a razão de lançá-las, não esperam que elas se realizem. Pois aqueles que as lançam geralmente não fazem nada acerca do que pregam. Em defesa deles, talvez a gente possa usar a desculpa de que não é o chamado deles. Claro que não é. Me perdoe, o que eu estava pensando?! Estendendo a minha mão na direção do “ungido”. Eu quase cometi um erro gravíssimo tocando nele e mencionando sua hipocrisia. Parece que quem tem título hoje em dia tem também tem um direito de fazer o que quer sem ninguém questionar. Obviamente ninguém avisou o Apóstolo Paulo disso quando ele confrontou Pedro publicamente.

“Chamado” hoje quer dizer, “pregar e mostrar o caminho certo mas não necessariamente andar nele”. O “chamado” deles(pastores, evangelistas e CIA.) é de estimular a galera a alcançar o mundo enquanto eles tentam alcançar a grana da galera através da semeadura, do dízimo, da oferta, da oferta “especial”, das ofertas das primícias e etc. Estou me esqueçendo de alguma outra maneira enganosa que os “ungidos” usam hoje em dia para poder ter uma casa maior, um carro maior e uma barriga maior, mostrando o quanto Deus os “ama” enquanto passam por aqueles que estão jogados na rua e muitas das vezes na frente das suas próprias igrejas que Deus obviamente não “ama”? É entendido que não devemos perder nosso tempo tentando alcançar esses jogados(“vagabundos”, é o termo mais usado), pois eles não querem Deus. Mas, se o cara tem uma empresa, pode crer que o “anjo da igreja” daria até carona no seu carrão para ele, pois ele tem “potencial” (grana) e quer Deus, né?

Tiago 2:1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.

É claro que isso nunca acontece no contexto da igreja moderna. A gente não dá o lugar melhor para ninguém por causa do seu estado financeiro. Sem dúvida nós não fazemos isso, só pedimos para eles fazerem parte do nosso 12 ou conselho de líderes. Até hoje nunca vi um cara desempregado e duro sendo apresentado pelo um pastor diante de uma galera como parte dos meus “12”. Por que será?

Tiago 2:9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.

Quem não é culpado disso, por favor, levante a sua mão limpa.

Tiago 2:15-17; Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.” Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta.

Imagine que um irmão não tem dinheiro para pagar a sua conta de luz. A igreja ajuda? Sim, de vez em nunca. Geralmente o que rola é algo do tipo: “Puxa, que coisa. Vou estar orando por você.” Ô seu safado! Ele não precisa da oração religiosa que você provavelmente nem ia fazer. Ele precisa que você meta a sua mão de vaca no bolso e tire uma nota que ajude a ele. Isso não seria Cristianismo de verdade? Isso não seria fruto de uma fé viva? Essa não seria a fé que alcançaria o mundo?

Tiago 5:1-5; Agora, ricos, escutem! Chorem e gritem pelas desgraças que vocês vão sofrer! As suas riquezas estão podres, e as suas roupas finas estão comidas pelas traças. O seu ouro e a sua prata estão cobertos de ferrugem, e essa ferrugem será testemunha contra vocês e, como fogo, comerá o corpo de vocês. Nestes últimos tempos vocês têm amontoado riquezas e não têm pago os salários das pessoas que trabalham nos seus campos. Escutem as suas reclamações! Os gritos dos que trabalham nas colheitas têm chegado até os ouvidos de Deus, o Senhor Todo-Poderoso. Vocês têm tido uma vida de luxo e prazeres aqui na terra e estão gordos como gado pronto para o matadouro.

Claro que não estou chamando ninguém de gordo. Foi o Tiago que chamou. Não gostou? Então, pode mandar seu e-mail reclamando a ele: tiago@to_nem_ai.com. Obrigado.

Ez. 34:1-10; O SENHOR me disse o seguinte: - Homem mortal, fale contra as autoridades que governam o meu povo de Israel. Profetize contra elas e diga que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo o seguinte: “Vocês, autoridades, são os pastores de Israel. Ai de vocês, pois cuidam de vocês mesmos, mas nunca tomam conta do rebanho! Vocês bebem o leite das ovelhas, usam a sua lã para fazer roupas e matam e comem as ovelhas mais bem tratadas, porém não cuidam do rebanho. Vocês não tratam as fracas, não curam as doentes, não fazem curativos nas machucadas, não vão buscar as que se desviam, nem procuram as que se perdem. Pelo contrário, vocês tratam as ovelhas com violência e crueldade. E, por não terem pastor, elas se espalharam. Animais ferozes mataram e comeram as ovelhas. As minhas ovelhas andam perdidas pelos morros e pelas altas montanhas. Estão espalhadas por toda parte. Ninguém busca essas ovelhas, ninguém procura encontrá-las. - Pois bem, pastores, escutem o que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo. Juro pela minha vida que é melhor vocês me escutarem. Por não terem pastor, as minhas ovelhas foram atacadas, mortas e devoradas por animais ferozes. Os meus pastores não foram procurá-las. Eles estavam cuidando de si mesmos e não das ovelhas. Por isso, vocês, pastores, prestem atenção. Eu, o SENHOR Deus, declaro que estou contra vocês. Tirarei de vocês as minhas ovelhas e não deixarei que vocês sejam os seus pastores. E não deixarei que continuem a ser pastores que só cuidam dos seus próprios interesses. Livrarei as minhas ovelhas do poder de vocês para que vocês não possam devorá-las.”

Opa, sei que um tosco vai me escrever para me adverter para não tocar nas auto-designadas, ou seja, os “ungidos do Senhor”. Mas por favor, poupe seu tempo. Se você estava prestando um pouco de atenção, não fui eu que falei isso, foi Deus. Então talvez você deva O adverter para não tocar nos “ungidos” Dele. O e-mail Dele é: eusou@to_nem_ai.com.

“Meu Deus, tenha misericórdia de nós!” Tenha misericórdia da sua igreja brasileira falsa, fria, afastada e desviada. Alcançaremos o mundo? Não sei. Acho que o mais da hora é perguntar: “Quem nos alcançará?”

Agora para terminar deixando todo mundo feliz, como que é de costume da igreja, vamos falar todo mundo junto: “Nós vamos alcançar o mundo para glória de Jesus!!!” Não faz mal sonhar, né?

Fonte: http://www.geracaobenjamim.com

Fé Razão e Sentimentos

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Vida Cristã by admin on 13-09-2008

Devemos empregar o melhor de nossa razão para conhecer quais são as verdadeiras Escrituras canônicas, para expandir o texto para traduzi-lo verdadeiramente, para agregar inferências exatas e justas das declarações das Escrituras, e então aplicar tudo isso em questões de doutrina e adoração.
Richard Baxter – líder puritano

Em nossa revolta contra a razão, mudamos a “fé de uma vez por toda confiada aos santos” (Jd 3) e fracassamos em nos preparar para defender essa fé.

Embora a razão, a lógica e o pensamento crítico não sejam nossas únicas ferramentas, sem eles somos inclinados a interpretar erroneamente a palavra de Deus, possuindo zelo sem conhecimento e utilizando de modo equivocado os dons celestiais.

Ondas de romantismo, relativismo e individualismo têm desencadeado uma ênfase crescente no sentimento em prejuízo do pensamento, na emoção em detrimento da doutrina e na experiência em detrimento do intelecto.

Onde quer que esses valores encontrem adeptos,encontram-nos à custa de se atirarem fora os lemes da razão. Conseqüentemente, isso leva muitos cristãos às correntes da desobediência, para dentro do grande mar da subjetividade, onde nuvens carregadas de misticismo ditam a jornada espiritual.

Quando isso ocorre, ventos turbulentos de meias verdades sopram, empurrando os náufragos indefesos contra os penhascos violentos da confusão e da espiritualidade insensata.

É uma pena que tão poucos autores pentecostais- carismáticos escrevam sobre a a natureza e os perigos do misticismo e da intuição subjetiva.

Com essa lacuna, parecemos dizer que o problema é raro em nosso meio ou que é comum, todavia insignificante. O misticismo é, de maneira geral, o modo de julgar a verdade e a realidade por meio de sentimentos, impressões e experiências pessoais, formulando assim a visão de vida e ditando as decisões de alguém.

Aqueles que abordam a vida espiritual desse modo freqüentemente assumem “que sabem que sabem” e se colocam acima do escrutínio da razão e dos bons conselhos.

Mesmo quando a “verdade” acolhida por eles não é aceita, tendem a questionar a não aceitação ou alterar a “verdade” de modo que se ajuste ao que tem que ser.

Em sua avaliação, a impressão que eles têm apresenta autoridade porque vem de seu interior; e, como vem do interior, deve ter a autoridade do Espírito Santo; e, sendo do Espírito Santo, essa voz não mente.

Esse tipo de raciocínio circular não apenas prejudica o testemunho cristão como também causa tremenda dor de cabeça para amigos, familiares e congregações que ficam refém de tais absurdos.

Qualquer um de nós provavelmente consegue se recordar de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos de numerosas ocasiões estranhas que presenciamos como resultado de fortes impressões questionáveis, intuição pessoal e vozes interiores. Isso mostra o tipo de loucura que pode ocorrer quando se descarta a razão.

Não podemos esquecer também, das multidões que se sentem firmemente guiadas por Deus a determinada igreja, mas que, convenientemente, não se envolvem com ela e se sentem à vontade para ir para outra igreja poucas semanas depois.

É de vital importância crermos que o Espírito Santo ainda fala ao corpo de Cristo e que o direcionamento pessoal é um dos métodos pelo qual Deus dirige seus filhos. Há algo de errado conosco se não nos alegrarmos diante do pensamento de sermos conduzidos pelo Espírito de Deus.

Entretanto, há também algo de errado se rejeitamos nossa razão, confundindo cada firme opinião interna com a voz de Deus, fundamentando assim nosso sistema de crença em fenômenos sobrenaturais ininterruptos (reais ou imaginários).

Certamente devemos estar abertos a acontecimentos extraordinários, mas devemos acreditar apenas no que é claramente ensinado nas Escrituras.

Teste cada espírito, avalie todas as coisas, e, evite todas as formas de ser diferente, porque na maioria das vezes isso é mera vaidade.

Precisamos ser cuidadosos para não seguir toda unção interior (especialmente quando essa é egoísta), não nos inclinarmos a buscar sinais e maravilhas e não nos desvencilharmos da lógica e da razão como se elas fossem inimigas do sobrenatural.

Os dois grandes extremos entre os quais devemos operar são o ato de apagar o Espírito por um lado e o sensacionalismo pelo outro.

Devemos conhecer nossas próprias fraquezas e tendências a fim de trazer equilíbrio para nossa vida espiritual. Sem estar aberto a outras visões e sem honestidade diante dos próprios preconceitos, uma pessoa nunca conseguirá descobrir tal equilíbrio.

Há muito trabalho a ser feito a fim de dar assistência adequada aos seguidores do Evangelho, para que tenham uma vida plenamente consciente e correta em uma sociedade tão enganadora e confusa.

Um dos primeiros passos para se atingir esse objetivo é ajudar nosso povo a perceber que razão e fé não são inimigas mortais, ensinando-os também a limitar suas convicções doutrinárias ao campo dos ensinamentos bíblicos explícitos.

Autor: Rick Nañez é pastor assembleiano (EUA) e missionário no Equador
Fonte: http://pentecostalismo.wordpress.com

Como se vestir na Igreja?

Filed under #Todos os Estudos, Jovens, Testemunho, Vida Cristã by admin on 13-09-2008

Hoje em dia temos sido abalados de todos os lados em relação a como se vestir para ir à igreja, ou seja, “Qual roupa é apropriado para a casa de Deus?”.

Devido ao fato que eu basicamente nasci na igreja, tenho muita experiência pessoal em relação a esse assunto. Em geral existe uma regra só, seja escrito ou entendido, que você veste seu melhor para Deus, que pela aparência pode até fazer sentido. A minha pergunta é a seguinte: “Será que Deus se liga com nossas roupas, sendo que elas pelo menos são decentes?”, e disso eu te respondo: “Duvido”. A Bíblia é bem clara quando ela fala que Deus olha para o coração do homem, mas os homens olham para o exterior (1Samuel 16.7), e daí nós achamos não somente o coração de Deus, mas também a motivação do homem.

Sendo honesto, nós sabemos que são poucas pessoas que olham no espelho antes de ir para o culto e pensa, “Será que Deus vai gostar dessa camisa?”. Para quê? A gente não veste aquela camisa por Deus, mas para aqueles homens ou mulheres que vão nos ver e nos avaliar. Nós vestimos para chamar atenção de pessoas e receber elogios. Por que uma moça usa uma saia curta e uma blusa apertada? Por que um rapaz usa uma camisa “baby look”, um estilo criado para mulheres? Não tem nada a ver com Deus.

A verdade é que a igreja hoje em dia tem se tornada uma competição de beleza, um show de mostrar as últimas modas e modelos.

“Agora nós temos João Batista, e ele está nos mostrando sua nova coleção de verão com essas lindas roupas de banho”. E vem João entrando de sunga e uma camiseta de praia e passando pela frente de tudo mundo, girando e voltando. “Não fique fora da moda no seu próximo batismo, procure a marca JB que sempre te garante o melhor em roupas de banho”.

Fala sério, mas é isto que vemos. Pessoas que gastam horas e muito dinheiro para desfilar na igreja, criando regras que todo mundo tem que ser assim também. E se alguém não tem condições de alcançar o padrão? Vamos barrar ele de entrar? Acontece. Nós pastoreamos uma igreja na bacia Amazônica por três anos, numa vila ribeirinho que tinha 2.000 habitantes. Era uma vila simples com um povo simples que amavam a Jesus, mas eu te garanto que, se um deles fosse tentar entrar na maioria das igrejas aqui no Brasil, eles seriam barrados bem na porta. O jeito para muitos deles se vestir para o culto era bermuda, chinelo, camisetas e até boné; não porque eles queriam ser “rebeldes”, como nós julgamos muitos hoje em dia, mas porque eram as únicas roupas deles. Será que Jesus não aceitou sua adoração porque estava de bermuda ou boné? Duvido.

Tinha uma vez que um rapaz decidiu visitar uma igreja. Ele sabia que tinha algo faltando na vida dele e foi até a igreja para achá-lo. Ele curtiu o culto, apesar de ser um pouco estranho, mas ele gostou do calor do povo e todos os sorrisos. Depois do culto o pastor fez questão de chegar lá com ele para cumprimentá-lo e conversar um pouco. Disso o rapaz achou incrível, pois até o líder se importava com ele. Depois de um tempinho de conversa superficial, o pastor começou: “Meu querido, amado, sabe, existe uma maneira certa de se vestir para a igreja”. (O rapaz estava vestido de chinelas, bermudas, uma camiseta e boné.) “Ó”, respondeu o rapaz, “Eu não sabia”. “Sim”, continuou o pastor, “Mas, eu não quero criar regras. Então faz seguinte: vai para sua casa e, nessa semana, fale com Deus e pergunte a Ele como Ele acha que você deve se vestir nessa igreja”. “Tudo bem”. E o rapaz foi até sua casa. Na outra semana, ele voltou para a igreja e, mais uma vez gostou e, de novo, depois do culto, o pastor foi até ele para conversar, “Meu filho, eu não pedir você falar com Deus a respeito das suas roupas em nossa igreja?”. (Ele estava vestido da mesma maneira do que a semana antes.) “Sim, eu falei com Ele mesmo”. “E o que ele disse?” “Ele me falou que Ele não sabia de como se vestir para ir à sua igreja porque Ele nunca tinha visitado ela”.

A roupa não é o importante (se a pessoa está vestida numa maneira modesta para não escandalizar seu irmão e o levar a pecar), mas sim o coração.

1Timóteo 2.9-10; Quero também que as mulheres sejam sensatas e usem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com jóias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras! Que se enfeitem com boas ações, como devem fazer as mulheres que dizem que são dedicadas a Deus!

Mateus 18.6-7; Mas qualquer que fizer tropeçar (pecar) um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços (pecados)! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço (pecado) vier!

Infelizmente a gente coloca muita importância na maneira que alguém se veste e, infelizmente, muitas pessoas boas, de situação financeira ruim, estão sendo ignoradas e excluídas das nossas igrejas ou, pelo menos, de poder servir nelas. Já percebeu que somente aqueles que “têm” se acham na frente com suas roupas lindas, sendo o “modelo” pra gente seguir? Qual foi a última vez que viu alguém na frente com uma calça rasgada? Claro que não. Tem pessoas que iam até dizer que isto é uma vergonha para Deus. Vai tomar banho!

Tiago 2.1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.

Claro que isso nunca acontece na igreja… E não se esqueça de deixar biscoitos e leite na mesa para o Papai Noel, pois ele vem em junho também. O capitulo fala mais ainda:

Tiago 1.9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.

Acho que podemos já encerrar o show de moda de Jesus. Ele não se interessa.

Então, como nós devemos nos vestir na igreja?

Temos que pisar cuidadosamente aqui. Eu admito que detesto religião, e tudo que tem cheiro dela, mas, ainda assim, eu tenho um dever de respeitar aqueles da igreja que podem se sentir ofendidos pela minha maneira de se vestir, ainda se Deus nem liga. Existe uma geração mais velha que ralou e trabalhou para criar a igreja que existe hoje em dia e nós temos que respeitar isso, ainda se não concordamos com tudo que acontece lá dentro. E é aqui que nós temos que pensar em o que vamos vestir. Não adianta nada se a nossa liberdade ofenda nosso irmão. Romanos 14 fala do argumento sobre comida e dias especiais, por que uns achavam que uns dias são mais especiais ou algumas comidas não são permissíveis, mas no fundo de tudo é que cada um tem que se resolver com Deus e, ainda assim, isso não dá a ele liberdade de agir como quer.

Romanos 14.12-13; Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Por isso paremos de criticar uns aos outros. Pelo contrário, cada um de vocês resolva não fazer nada que leve o seu irmão a tropeçar ou cair em pecado.

BLH Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

Então se uma bermuda vai escandalizar alguém, é melhor nem usar. Ou se um boné vai escandalizar alguém, é melhor não usar também (segundo a minha esposa). Quem me conhece sabe do meu gosto por bonés. Desde criança eu sempre tenho usado e, atualmente, tenho 25 no guarda roupa. Mas, em qualquer igreja tradicional, eu não uso no domingo, pois eu sei que tem pessoas que não vão entender e iam ficar escandalizadas, se não ofendidas. E sempre tem aquele irmão querendo me ajudar de entender as escrituras que sempre cita 1Coríntios 11.4;
“Se um homem cobre a cabeça quando ora ou anuncia a mensagem de Deus nas reuniões de adoração, ele está ofendendo a honra de Cristo”.

E se eu fosse um estudante novo na palavra e não entendesse nada de exegese (a aplicação prática de hermenêutica em que a interpretação e entendimento do texto estão baseados em si requerendo uma analise das palavras significantes no texto; um estudo do contexto histórico e cultural; confirmação dos limites do texto, e examinando do texto está baseado em si.) Em outras palavras, só porque um versículo fala algo, nem sempre quer dizer que a Bíblia fala algo. Isto é geralmente onde as seitas começam. Pegam um versículo fora do contexto e fazem uma religião. Por isso temos que estudar para entender. Agora, voltando para o versículo que fala do homem cobrindo a sua cabeça quando está orando ou pregando é um assunto cultural da época. Naquele dia, os homens descobriram suas cabeças na adoração para mostrar o seu respeito e submissão ao Deus. E sem nos pegar só no contexto histórico e cultural, temos que também olhar para o contexto bíblico, os versículos ao redor desse (neste caso, os dois versículos seguidos).

1Coríntios 14.5-6; E, se uma mulher não cobre a cabeça quando ora ou anuncia a mensagem de Deus nas reuniões de adoração, ela está ofendendo a honra do seu marido. Nesse caso, não há nenhuma diferença entre ela e a mulher que tem a cabeça rapada. Se a mulher não cobre a cabeça, então é melhor que ela corte o cabelo de uma vez. Já que é vergonhoso para a mulher rapar a cabeça ou cortar o cabelo, então ela deve cobrir a cabeça.

Bom, o que posso falar? Se um homem, segundo a regra baseado no versículo 4, não deve usar um boné na igreja por questão “bíblica” (religiosa), então, segundo o mesmo critério usado para formar a primeira regra, devemos criar uma segunda: cada mulher que ora ou profetiza sem sua cabeça coberta deve raspá-la. Entendeu o buraco na lógica disso? Nós decidimos o que queremos e agarramos nele e jogamos o resto fora. Não pode ser assim. Se for uma desonra um homem usar boné, então temos que voltar à época em que as mulheres cobriam suas cabeças na igreja ou raspavam elas, o que eu devo admitir que seria bem ridículo. Biblicamente falando, se eu não estou ofendendo alguém com meu boné, Deus também não tem problema com isso. O problema com o boné, a bermuda, a camiseta, uma moça usando calças em vez de um vestido não está com Deus nem com a Bíblia, mas com os homens que não ficam contentes sabendo que o jugo de Deus é suave e a sua carga é leve (Mt 11.30), e querem criar regras que vão mostrar um nível de espiritualidade e santidade que é nada mais do que uma fachada e regras que Deus nunca queria para seu povo. Nisso pode concordar com a Bíblia:
Colossenses 2.23; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.

São regras humanas feitas pelos homens com, eu creio, corações bons, querendo ajudar, mas no fim acabou sendo mais um jugo sobre a noiva que não era para ser. Então, ainda temos que responder, “Como nós devemos nos vestir na igreja?”. Claro que de uma maneira modesta, mas o resto depende da sua igreja. Como eles desejam que você se vista? Liberdade em Cristo nunca é uma desculpa para a rebelião. Respeite as normas aceitas da sua igreja, mas questione o que não é bíblico.

A Inveja

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Vida Cristã by admin on 12-08-2008

Somos servos, mas, também somos humanos e como tais sujeitos às inclinações da carne (natureza humana), que insiste em contrariar as ações definidas pelo Espírito como saudáveis à nossa vida espiritual, é a eterna luta entre a carne e o Espírito.

“Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem”. Gl 5.17.

Quando a comunhão com o Senhor esfria, a natureza humana (carne) levanta-se com muito vigor e produz frutos terríveis, em alguns casos os resultados atingem toda a igreja, gerando escândalos que mancham a obra do Senhor.

Inveja (Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.)

É o tema desta breve mensagem. Ela é um dos muitos frutos da natureza humana. A inveja produz profundas lesões na vida espiritual, tão séria a ponto de lançar os que a cultivam nas trevas eterna. É um pecado que passa desapercebido pelos que estão próximos, mas, que consome a vida que a hospeda.
Veja o que nos diz a Palavra:

1) “A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. Pv 14.30

2) “Não tenha inveja dos pecadores”. Procure respeitar e obedecer a Deus todos os dias da sua vida.” Pv 23.17

3) “Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros”. Gl 5.26

A sensibilidade ao Espírito Santo faz-nos sentir o pecado  ainda no seu inicio (na mente), e cabe a nós a responsabilidade de não deixarmos que cresça e floresça na vida. Somos chamados a vivermos em santidade, e esta condição não deixa brechas para qualquer tipo de sentimentos pecaminosos. A inveja é condenada pelo Senhor, é denominada como fruto da carne (Gl 5.21). Geralmente tem sua origem em disputas insensatas (“Discutir e brigar a respeito de palavras é como uma doença nessas pessoas. E daí vêm invejas, brigas, insultos, desconfianças maldosas” 1Tm 6.4) e é exercitada pelas boas ações e o sucesso do próximo, seja no campo profissional ou pessoal (“Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo.” Ec 4.4).

É maléfica à vida do servo (“A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. Pv 14.30; Jó 5.2) e envolve todo o ser, apaga o Espírito de Deus e produz resultados terríveis (“O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda”. Pv 27.4). É uma prova incontestável da vida carnal (“Na verdade, irmãos, eu não pude falar com vocês como costumo fazer com as pessoas que têm o Espírito de Deus. Tive de falar com vocês como se vocês fossem pessoas do mundo, como se fossem crianças na fé cristã. porque vivem como se fossem pessoas deste mundo. Quando existem ciumeiras e brigas entre vocês, será que isso não prova que vocês são pessoas deste mundo e fazem o que todos fazem?” 1Co 3.1,3 “Mas, se no coração de vocês existe inveja, amargura e egoísmo, então não mintam contra a verdade, gabando-se de serem sábios.” Tg 3.14 ) e da necessidade urgente de arrependimento e mudança de vida.

“Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas. Sejam como criancinhas recém-nascidas, desejando sempre o puro leite espiritual, para que, bebendo dele, vocês possam crescer e ser salvos.” 1Pe 2.1,2

Que seja este o sentimento que venha encher os corações, ações de vida que nos aproxima do Trono de Deus e nos faz semelhante a Ele.

Vida santa é uma ordem! Para cumprirmos este mandamento é preciso a exemplo de Ezequiel (3.3), comer a palavra (lê-la diariamente), orar muito (a todo o momento) e sacrificarmos com agradáveis jejuns. Este conjunto de ações nos faz próximos do Pai e capacita-nos a ouvir a Sua voz.

Elias R. de Oliveira - www.vivos.com.br