Estudos Bíblicos
#Todos os Estudos
Há base bíblica para planejamento estratégico?
14/11/10
A impressão que se tem a respeito de planejamento estratégico é que seja meramente técnico, aplicável a empresas e contrário ao Reino de Deus. De fato existem diferenças entre ambos. Josué Campanha afirma que ambos falam em “visão” e “missão”. Entretanto, uma grande diferença é que o Reino de Deus tem a “Visão” e a “Missão” de Deus. Esta se relaciona com os propósitos de Deus para a sua igreja, para o seu povo e para o mundo todo.
Portanto, o planejamento estratégico em empresas é a “arte” que promove resultados e lucros. No Reino de Deus se lida com “produtos” não mensuráveis como a fé, a esperança e o amor. Estes dependem exclusivamente do bondoso agir de Deus. São frutos do agir do Senhor e podem acontecer com ou sem estratégias e planos.
A terminologia “planejamento estratégico” parece ter a origem e aplicar-se a arte militar (e por que é aplicada a empresas?), ou a arte sócio-econômica do mundo secular, que visa principalmente lucros e resoluções condicionadas por resultados. Todavia, percebe-se elementos que podem contribuir para a reflexão do desenvolvimento do Reino de Deus. Isto porque se referem a uma caminhada que visa principalmente alcançar o alvo.
Observando a tradição da Igreja
A Igreja Cristã conhece o chamado “Plano de Salvação”. Ele é o exemplo e o resumo do amor de Deus pela humanidade. Ele é dividido em quatro partes:
1) Inicia com a Criação: Vivemos num mundo criado e amado por Deus (Gn 1 e 2; Jo 3.16);
2) Segue com a Queda: Mas, somos pecadores e separados de Deus sem Jesus (Gn 3; Rm 3.23);
3) Reconhecer e confessar: sou pecador e preciso de Jesus como Senhor e Salvador (1Jo 1.9; Rm 10.9);
4) Receber, confessar, e crer em Jesus nos torna filhos de Deus (Ap 3.20; Jo 1.12).
Este é o chamado “fio vermelho” que perpassa toda a Bíblia. O plano maravilhoso de Deus “que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.4).
Deus, quando criou o mundo, teve um plano maravilhoso que era glorificar o seu nome Santo. A criação teve e tem um alvo que é a vida e a eternidade. Apesar de tudo o que já aconteceu e ainda acontecerá, o plano de Deus se realizará. O céu e a terra passarão, mas a palavra e o plano de Deus não passará, sem que tudo se cumpra (Mt 5.17).
Analisando os acontecimentos da Bíblia
A Bíblia revela e relata eventos consecutivos da realização do Plano e do Propósito de Deus. Analisemos como a Bíblia é um plano que caracteriza metas e alvos, com pessoas que Deus usa para tarefas e em determinadas épocas:
1. Noé – escolhido por Deus para ser uma testemunha. Deus colocou este projeto em seu coração. Foi mensurável com um propósito definido;
2. Abraão – chamado por Deus para formar um povo, cujo plano foi “ser abençoado e ser uma bênção” ao seu povo e aos outros povos. O plano durou durante quatro gerações e durante 400 anos em que o povo de Deus viveu no Egito debaixo da escravidão. José foi um grande líder, com um propósito de Deus no Egito, bem como durante 14 anos em que foi usado grandemente por Deus como um grande estrategista – ele fez um “planejamento sábio”;
3. Moisés foi um líder chamado e usado por Deus. Passou 40 anos na casa de Jetro, 40 anos no deserto com o povo de Israel. Caracteriza etapas que preparavam a caminhada. O episódio do conselho de Jetro é muito lembrado como exemplo de/para planejamento e organização do trabalho no Reino de Deus;
4. Josué foi um grande estrategista, que liderou o povo no cumprimento do propósito e da promessa de Deus para a ocupação das terras da promessa;
5. Davi caracteriza a etapa onde o povo de Israel se estabeleceu e teve paz;
6. Neemias é um personagem que marca a época da reconstrução do muro e da volta do povo a sua pátria. O livro de Neemias retrata um propósito específico do plano e da fidelidade de Deus. Ele mesmo foi um planejador e desenvolveu um plano com etapas para alcançar as metas propostas;
7. O silêncio de 400 anos (período inter-bíblico) caracteriza o propósito de Deus para que a Mensagem de João Batista tivesse repercussão fosse impactante;
8. O Senhor Jesus Cristo, realizou a sua missão durante três anos, segundo a visão completa de Deus, trazendo valores e princípios que jamais podem ser mudados. Estes servem para refletir um planejamento para a atualidade – O que queremos e o que devemos?
9. Na Igreja Primitiva, propriamente em Atos dos Apóstolos, percebe-se uma visão muito clara do propósito de Deus e as metas para alcançar – primeiro em Jerusalém, depois na Judéia, na Samaria e até os confins da terra (At 1.8). O livro desenvolve a estratégia a ser realizada durante a segunda metade do primeiro século da era cristã. O primeiro item do planejamento estratégico da igreja primitiva era a compaixão e o amor pelas pessoas. Sua estratégia era se aprofundar na doutrina, ter comunhão, orar, ajudar os necessitados e louvar a Deus (At 2.42-47). O apóstolo Paulo teve um ministério com a visão estratégica de alcançar os confins da terra. O evento de Atos 6 mostra a necessidade de planejamento e nova organização. É marcante o planejamento que fazem.
Algumas considerações bíblicas que remetem a ações de planejamento:
Assentar-se e calcular/planejar (Lc 14.28-33). Ser fiel e alcançar o propósito (Lc 12.42-48; 8.18). Reagir diante da necessidade e crise (Lc 16.1-8). Parábolas que remetem a consciência de desenvolver com cuidado e zelo o Reino de Deus, muitas vezes com caráter de negócio (Mt 13.44-45). Planejar e lançar a rede (13.47-52). Planejar e aproveitar as oportunidades (Mt 25.14-30). Negociar até que Jesus volte e fazer render (Lc 19.11-26). Estratégia do envio e da tarefa dos discípulos/lideranças (Lc 9.1; 10.1; Mt 28.18-20; At 1.8).
As ações no Reino de Deus, normalmente, iniciam pequenas, mas se desenvolvem até abrigar os necessitados e atenda carências (a semelhança do grão de mostarda e o fermento – Lc 13.18ss). Os resultados nem sempre são vistos e nem mensuráveis. Eles têm a promessa na eternidade.
Conclusão
1. Os mensageiros e servos de Deus sempre apontaram para o plano e o propósito de Deus. As ações e metas se realizaram e cumpriram o propósito maior do amor e da graça de Deus. Este propósito de Deus ainda está em aberto e se concretizará na volta de Cristo e na eternidade.
2. A Bíblia de fato não fala nos termos planejamento estratégico, mas percebe-se que ela é um plano muito bem planejado, que se realiza a cada momento que passa. Deus realiza o seu plano. O propósito é estar dentro do propósito de Deus. E a Bíblia oferece elementos que refletem que ela mesma é um “planejamento estratégico”, que não se baseia na técnica, em resultados e lucros, mas na visão, missão e valores/princípios do Reino de Deus.
3. O risco da igreja cristã na época da pós-modernidade é não conhecer a fundamentação bíblico-teológica e copiar do mundo secular o seu modelo de planejar (ou simplesmente agendar) e se organizar. O contrário acontece quando a organização, ou mesmo a comunidade local, se exime de não planejar e se organizar. Uma pode ser tão perigosa quanto à outra.
4. O atual desafio da igreja cristã é ouvir o falar e pulsar de Deus pelas pessoas que vivem na escuridão e perdidas no mundo que nos cerca. É estar atento para a oportunidade que Deus dá para redescobrir o propósito eterno de Deus, que compromete para realizar tarefas planejadas e cumprir o mandato de Deus. Desta forma, cumprir o mandato de Jesus até que ele volte.
5. O planejamento estratégico efetivo é aquele que ousa acreditar no propósito eterno de Deus, se dispõe a aprender dos grandes feitos de Deus, não se intimida diante de fracassos e contrariedades, mas acredita em ser agente de mudança e transformação.
Anrão e Joquebede
13/11/10
Êxodo 1:1-2:10; 6:20
Versículo para memorização ! Hebreus 11:23
As pessoas dessa lição não são personagens bíblicos muito conhecidos, mas são notados por causa de uma obra. Há duas coisas que fazem que seus atos sejam memoráveis. Primeiro ! A punição de manter um filho varão vivo e, segundo ! O fato de que fizeram isso pela fé. É isso que os coloca no grande hall da fé em Hebreus 11.
Conforme saímos do livro de Gênesis (começos) e entramos no livro de Êxodo (a saída), rememoramos e relembramos a magnificência de José no Egito e o respeito que isso atribuiu a ele e sua família, a casa de Israel. Entretanto, José tinha morrido, assim como os Faraós do seu dia e levantou-se um novo Faraó (rei) sobre o Egito que não conhecia José.
Esse Faraó,em vez de ver a companhia da benção de Israel, viu neles uma ameaça. Conforme os israelitas cresciam em numero e riqueza, pensava “se isso continuar, nos seremos os servos e eles os senhores”. Sendo assim, o novo Faraó fez um decreto dizendo que todos os filhos homens deveriam ser mortos ao nascer.
Foi nesse tempo que Anrão e Joquebede tiveram Moisés. De certa forma perceberam que era uma criança especial, para quem Deus tinha um plano. Acreditaram que Deus era capaz de protegê-lo e proteger-lhes e, por isso, esconderam-no. Depois de três meses, quando ele já era grande e barulhento demais para ficar escondida, sua mãe fez uma arca (uma pequena cesta flutuante) de junco (bambu), pôs Moisés dentro e a colocou no rio. Agora estava sob os cuidados de Deus e, como sempre, Deus fez uma obra maravilhosa.
A filha do Faraó foi ao rio banhar-se e, lá, encontrou o bebê Moisés. Em vez de matá-lo, de acordo com o decreto do rei, ouvindo-o chorar, teve compaixão. Agora quem foi escondida próxima senão Miriã, a irmã de Moisés. Ela propôs arranjar uma criada para criar Moisés e quem você pensa que arrumou? Isso mesmo, a mãe de Moisés. Ela criou seu próprio filho para o Senhor, sob o custeio do Faraó. A fé traz bênçãos.
Perguntas ! ANRÃO E JOQUEBEDE
1. Quem eram os parentes de Moisés?
2. De qual tribo eram?
3. Quantos filhos tinham?
4. Qual era o nome do irmão mais velho de Moisés?
5. Qual foi a diferença de ter bebês homens naquele tempo?
6. Por que o Faraó fez esse decreto?
7. Quem Faraó deixou responsável por matar esses bebês?
8. Por que Anrão e Joquebede desobedeceram o rei?
9. Por quanto tempo esconderam Moisés?
10. O que fizeram com ele em seguida?
11. Quem o encontrou na água?
12. Por que a filha do Faraó não o matou?
13. Qual era o nome da irmã de Moisés?
14. Qual era a sugestão dela?
15. Quem criou Moisés?
16. Moisés se tornou filho de quem?
17. Anrão e Joquebede ficaram com medo da ordem do rei?
18. Como Miriã veio a saber quem encontrou Moisés?
19. Quem pagava à mãe de Moisés para que o criasse?
20. Você acha que Deus pode efetuar Seus planos assim ainda hoje?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
A Bíblia “pirata”
12/11/10
A Bíblia “pirata” em Inglês
Ela foi traduzida por um fugitivo, um cristão brilhante William N. Tyndale.
Fonte: A voz dos mártires
http://www.icrvb.com
Maridos solitários, esposas solitárias
11/11/10
O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha
o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com
Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas
ocasiões, ele orava e renovava suas forças. Mas, existe uma solidão
maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem
viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas
delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento
geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos,
o suicídio.
Isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e
mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando
marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de
produzir intimidade e mutualidade: 1) Numa sociedade tão complexa como
a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores
diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e
cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados
completamente diferentes. 2) A sociedade moderna tem passado a idéia de
que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty).
Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O
padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
3) O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser
egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma
ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso
independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática,
quase nunca isso dá certo. 4) Outro fator de isolacionismo são
problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos
casais que passam por experiências traumáticas – como perder um filho
num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente – se separam ou se
divorciam. 5) A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras
extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério
consumado, mas o adultério emocional – uma amizade muito íntima com
alguém do sexo oposto – provoca o isolacionamento dos cônjuges. 6) A
pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui
para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos
outros. 7) Outro fator é nosso hábito de assistir TV. O problema é mais
grave do que a violência mostrada na tela. Membros de uma família podem
estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente
isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos
casulos, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.
A grande maioria dos moradores das grandes cidades – mesmo cristãos
- raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de
comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada
vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.
O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes
cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências
necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver
isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais
casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem
é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E
quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.
Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo
de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no
inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o
apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei
impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três
empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de
hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não
acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na
morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa
existência e experiências com outros?
O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui
vão algumas dicas: 1) Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da
Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos
melhor nos aproximar dos outros. 2) Planeje gastar tempo com seu
cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam. 3) As vezes o isolamento foi
causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se
ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação. 4) Às
vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é
preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos
cristãos são geralmente treinados para oferecer apoio e soluções para
casos assim.
Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes juntos!
Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
| Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil
Decepções, como vencer?
10/11/10
João 11.32 “Tendo, pois, Maria chegado onde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe : Senhor, se tu estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.”
Quem nunca teve uma decepção? Acredito que você, que está lendo este Bate Papo do Céu lembrou de algumas decepções, com os melhores amigos, parentes, irmãos em Cristo e com outras pessoas. Mas o que é decepção? Decepção é desilusão, engano. Quando você é enganado ou desiludido por qualquer situação que você não esperava, o desespero a tristeza bate no seu coração. A pergunta que vem em primeiro lugar em nossa mente é:
- Como pode acontecer isto comigo?
- Como aquela pessoa pode ter a coragem de tomar esta atitude?
A vida é cheia de decepções. No casamento, na vida profissional, na amizade de muitos anos, naqueles que consideramos irmãos para qualquer situação, em todas as pessoas e nas melhores famílias a decepção pode pregar um susto. No entanto, no mundo em que vivemos, as pessoas para esquecerem as suas decepções partem para outras atitudes que de vez ajudar, trazem outros problemas. Alguém pode ir para a bebida por causa do casamento desfeito, que por muitas das vezes, se você for encontrar o que ocasionou a separação, encontraremos problemas fúteis e que poderiam ser resolvidos com facilidade.
O que não dizer de outros decepcionados com a vida são levados as drogas, para o vício, para as baladas da noite e por que não dizer no suicido! Os consultórios de análise de comportamentos estão cheios de pessoas desorientadas por uma decepção, os divãs estão sendo usados com mais freqüência, os livros de auto-ajuda estão sumindo das prateleiras e estão sendo lidos por pessoas que perderam os seus sonhos, os seus palácios desmoronou, por pessoas frustradas e enganadas pelos seus ideais.
SERÁ QUE ENCONTRAMOS PESSOAS DECEPCIONADAS NA BÍBLIA?
No livro de Marcos encontramos um pai decepcionado porque os discípulos não puderam resolver o seu problema. Marcos 9v. 17-18 E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. No livro de João encontramos um homem que estava enfermo há 38 anos e a única maneira que ele encontrava era mergulhar em um poço chamado Betesda quando o anjo movimentava a água, mas ele ra paralítico e não tinha ninguém que poderia ajuda-lo. João 5 v.2-7
Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressacados, esperando o movimento da água. Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse. E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo. E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Dois tipos de decepção que com certeza muitos estão tendo por ai. Eu não sei o que você está passando, qual decepção você tem experimentado, mas estas duas histórias começaram desta forma, com as decepções, mas elas terminam como a sua história pode terminar também! Existe uma maneira de vencer as decepções!
VENCENDO AS DECEPÇÕES
Você pode vencer as decepções da vida . O primeiro caso terminou assim: Marcos 9v. 17-27 E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda? Trazei-lo. E trouxera-lo; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando. E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade.
E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que se você está decepcionado com qualquer situação, procure ir a alguém que pode resolver o seu problema e curar esta ferida que foi feita na sua alma. Não confie em homens! Não confie na força do poder humano! Só Jesus pode passar um balsamo nesta situação em que você vive.
Jesus sempre terá uma palavra de conforto, carinho e de encorajamento para você: O primeiro passo para vencer as decepções é ir a Jesus. Pois ele é o caminho para Deus, o intermediário entre Deus e os homens, Ele é a verdade que você precisa e a Vida, uma vida abundante e não angustiada. E a primeira palavra que Jesus deu a este homem foi: E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Você crê que Jesus pode resolver os seus problemas e curar a ferida da decepção? Se você crer, você verá o que Deus pode fazer por você! Crer é ter fé! Porque eu preciso ter fé? Hebreus 11v. 6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.
Não podemos agradar a Deus sem a Fé. Deus toma as atitudes necessárias quando acreditamos no seu agir, no seu trabalhar. Se você não tem fé ou está em uma situação que até a Fé tem sido difícil em sua vida, faça como o pai deste menino! Peça a Deus para ajudar em sua incredulidade! “Logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade”. Quem sabe as lágrimas estão deixando os seus olhos espirituais embaçados e por isso a fé não está brotando no seu coração, pois se você está com os olhos da alma embaçados, você não vai conseguir ler a palavra de Deus. Quem sabe as decepções da vida deixaram os seus ouvidos espirituais tampados e você não consegue ouvir a voz de Deus!
A única maneira de acrescentar a nossa fé ou buscar mais fé é lendo ou ouvindo a Palavra de Deus! Romanos 10v. 17 De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. E se você faz tempo que não ouve a palavra de Deus, eu quero colocar aqui o que ela diz para você neste momento:Você não foi o único que se decepcionou com os amigos mais chegados , Jô também passou por isso . Os homens podem desampara você, Jô passou por isso, veja o seu desabafo No cap. 19 v.13-19. Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.
O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo. Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim. Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. Se os teus parentes te desampararam, o Senhor não desampara você em nenhum momento! Salmos 9 v. 9-10 O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia. Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam. Salmos 27.10. Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.
Quer maior decepção que um amigo mais chegado ou um parente deixar você na hora mais difícil da sua vida ! Mesmo que isto aconteça, Deus não irá te desamparar. Deus ainda tem palavras de animo para sua vida! II Corintios 4v. 8-9. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Você pode estar em tribulação, mas esta tribulação não vai angustiar o seu coração por muito tempo, porque o seu choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã! Você pode estar perplexo (a), mas você não vai ficar desanimado, pois o Senhor te sustenta com sal mão forte1 Você pode estar sendo perseguido, mas você não está desamparado, pois o Senhor está com você e irá pelejar por sua causa ! Você pode estar abatido (a), mas não destruído (a), porque Somos mais vitoriosos no nome de Jesus Cristo .
Situações de decepção podem chegar em nosso dia a dia , mas o Amor de Cristo chegou antes que você fosse formado (a) no ventre de sua mãe! O segundo caso, Jesus faz uma pergunta para o paralítico, pois Jesus sabia muito bem o que aquele homem queria, mas Ele gostaria de ouvir da sua boca. E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. É interessante que o homem ainda não tinha entendido a pergunta, pois Jesus tinha perguntado se ele queria ser curado! Porque Jesus perguntou para um paralítico se ele queria ser curado? Você pode estar pensando : Mas é obvio que ele queria! Deus espera esta atitude de você também!
Quem sabe você está angustiado por algum problema, mas quando é para decidir, você decide que Deus resolva outros em primeiro lugar ! Podemos dizer que Jesus sabia que o homem também não tinha entendido que ele seria curado pelas mãos do mestre, e por isso, frisou bem aquela situação para que depois que ele fosse curado, pudesse entender que foi Jesus que o curou! Como esta situação acabou? Vamos lembrar : João 5 E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. Jesus quer que você saiba que Ele pode fazer algo por você, mas diga a ele o que você quer que Ele faça!
Se for possível, tome algumas decisões neste momento :
1- Fale com Deus em nome de Jesus .
2- Conte o seu problema ou decepção como você contaria a um amigo ou amiga. Abra o seu coração .
3- Diga o que você gostaria de que fosse feito, mas peça que a decisão sempre esteja debaixo da vontade do PAI.
4- Tenha fé que Deus vai cuidar dos seus problemas e decepções
5- Depois descanse no Senhor. Jesus te ama e não vai de desamparar ! Lembre de seu amigo mais chegado que um irmão. Deus te abençoe.
Pr. Alexandre Farias – www melodia.com.br – Estudo Dísponivel no site www.vivos.com.br
Salomão
09/11/10
II Samuel 12:24, I Reis 2:1-12, 3:1-28
Versículo para memorização – I Reis 3:3
Um dos mais poderosos e brilhantes reis que o mundo já conheceu foi o rei Salomão, de Israel. Começou a governar por volta de 1015 anos antes do nascimento de Cristo. Descobertas sobre o esplendor de seu reinado ainda vêm sendo feitas.
Duas coisas básicas devem ser salientadas sobre o rei Salomão. A sua sabedoria e sua riqueza. No texto de nossa lição, quando Salomão orou perante Deus, pediu somente uma coisa: sabedoria para governar o povo de Deus corretamente. Isso agradou a Deus, e Deus lhe deu não só a maior sabedoria que um homem mortal pode ter, como também a maior riqueza. Um grande exemplo de sua sabedoria pôde ser presenciado quando duas mulheres vieram perante ele, desejando a mesma criança. Salomão disse: “Peguem uma espada, dividam-na, e dêem metade para cada uma”. Uma mulher concordou, mas a outra disse: “não, dêem-na a ela”. Salomão sabia que a verdadeira mãe era aquela que havia defendido o bebê e entregou-o a ela.
A riqueza de Salomão é uma das maravilhas do mundo. Possuía minas de ouro, prata e cobre. Construiu o templo grandioso de Deus em Jerusalém. Até mesmo seus servos viviam no luxo. A grande rainha de Sabá fez uma grande viagem para observar esse homem rico e verificar se as coisas inacreditáveis que havia ouvido eram verdadeiras. Quando viu tudo, seu comentário dela era de que nem a metade foi lhe contada.
Salomão, entretanto, era um homem mundano. Servia ao Senhor, mas também, a outros deuses. Isso era feito, provavelmente, para promover sua popularidade e para agradar suas esposas gentis. Salomão teve 500 mulheres israelitas, além de suas 500 esposas e concubinas de outras nações. Sabemos que isso é pecaminoso e muito desagradável a Deus. Podemos então perguntar por que Deus serviu-se desse homem, a ponto dele escrever três livros da Bíblia: Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Certamente Deus fez isso dessa maneira a fim de que Salomão pudesse, depois de vivenciar tais coisas, escrever como escreveu, que sabedoria, riqueza e o mundo são apenas vaidade. (Eclesiastes 1:2 e 12:13 e 14)
Perguntas – SALOMÃO
1. Quem era o pai de Salomão?
2. Quem era sua mãe?
3. Quando seu reinado começou?
4. Cite duas principais características de Salmão.
5. Aproximadamente quantas esposas teve num total?
6. Isso agradava a Deus?
7. Quando Salomão começou a governar, qual era seu único pedido?
8. O que não pediu?
9. O que Deus lhe deu além de seu pedido?
10. Quem é a grande rainha que foi visitá-lo?
11. Por que ficou comovida a viajar e a visitar Salomão?
12. Qual foi seu comentário sobre a riqueza do rei Salomão?
13. Salomão adorava a Deus fielmente?
14.De que maneira foi infiel?
15. O que influenciou essa infidelidade?
16. Quais três livros da Bíblia escreveu?
17. Salomão era um homem satisfeito com sua vida?
18. Como descreve tudo aquilo que o mundo tem para oferecer?
19. Que conselho Salomão nos dá a respeito de nosso padrão de vida em Eclesiastes 12:13?
20. Por que você acha que Deus usou um homem mundano?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
www.estudosnovotempo.com.br
Avaliando os funcionários da igreja
08/11/10
O amor não se vangloria – Max Lucado
07/11/10
“O amor não se vangloria, não se orgulha” 1 Coríntios 13:4.
O coração humilde honra os outros.
Jesus não é nosso exemplo? Contente por ser conhecido como um carpinteiro. Feliz por ser confundido com o jardineiro. Ele serviu seus seguidores lavando seus pés. Ele nos serve fazendo o mesmo. A cada manhã ele nos presenteia com beleza. A cada domingo ele nos chama para sua mesa. A cada momento ele reside em nossos corações. E ele não fala do dia em que ele como “senhor se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los” (Lucas 12:37)?
Se Jesus está tão disposto a honrar-nos, não podemos fazer o mesmo pelos outros? Faça das pessoas uma prioridade. Aceite seu papel em seu plano. Seja rápido em dividir os aplausos. E, acima de tudo, considere os outros mais importantes do que você. O amor faz. Porque o amor “não se vangloria, não se orgulha”.
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida – Texto original extraído do site www.maxlucado.com
Era Maria Madalena, uma Prostituta?
06/11/10
Maria Madalena, aquela mulher que acompanhava Jesus e o servia, que esteve junto da cruz e foi a primeira a vê-lo ressuscitado e que o anunciou aos outros irmãos, tem recebido, durante séculos de cristianismo, uma pecha desagradável que jamais mereceu.
Apesar de Jesus ter expulsado dela 7 demônios (Lucas 8:2), não existe qualquer referência que afirme que a pobre mulher, antes de conhecer a Jesus, tenha sido uma PROSTITUTA!
Talvez a confundam com a mulher PECADORA, que regou os pés de Jesus com lágrimas e enxugou-os com seus próprios cabelos. (Lucas 7:36-50).
Madalena significa: Natural de Magdala, povoado situado às margens do mar da Galiléia. (Não há nenhuma indicação de que esta Maria seja a pecadora mencionada no cap. 7).
John Wesley
05/11/10
John Wesley (1703-1791) – Biografia
A importância da vida e mensagem de John Wesley é bem conhecida. Não é exagero dizer que impactou profundamente a história da Inglaterra e da América.
Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. O fogo se alastrava no teto de palha da paróquia onde eles moravam, começando a estilhaçar brasas sobre as camas. Subitamente, Hetty Wesley, um dos irmãos menores, acordou assustado e correu até o quarto de sua mãe. E logo todo mundo estava em pé, tentando conter o domínio das chamas, enquanto a pequena criada, agarrando o bebê Charles nos braços, chamava as crianças para um lugar mais seguro. A essa altura, Twice Susanna Wesley forçava a porta contra as costas, numa tentativa desenfreada de proteger-se.
A família finalmente conseguiu sair de casa e, apavorada, reuniu-se no jardim, pois descobrira que o pequeno Jeckie havia ficado lá dentro dormindo. Voltaram correndo, mas era tarde: a escada estava em cinzas e tornava impossível resgatá-lo. O rapaz chegou até aparecer na janela, porém não podiam segurá-lo, visto que a casa ficava no segundo piso. Todavia, um pequeno homem pulou sobre o largos ombros do pai de Wesley e, num esforço desmedido, conseguiu salvar a criança.
Um Estudante de Cristo
Conseqüentemente, uma profunda ternura passou a residir no coração de Jackie que, mesmo depois de homem, considerava que havia escapado aquela noite porque Deus tinha um propósito muito especial em sua vida. Várias vezes ele chegou a comemorar este dia em seu diário secreto que escreveu: “Arrancado das Chamas”.
Seis anos depois, em Charter House School, Jeckie matriculou-se na Universidade em Oxford, tornando-se um estudante da igreja de Cristo. Quatro anos mais tarde graduou-se em bacharel de artes e em 1726 foi eleito acadêmico do Colégio Lincoln.
Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitfield.
Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Georgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época era secretário do governador e o piedoso trabalho em Georgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: “O eficiente trabalho de John Wesley na América é impressionante. Seu nome é muito precioso entre o povo, pois tem edificado as fundações que, espero, nem homens nem demônios a abalem”.
Aprendendo a Confiar
Em contato com German Moravian Christians na América, Wesley questionava sobre as verdades cristãs. Sabia muito bem que o êxito de seus trabalhos estava nas mãos de Deus e, por isso, começou a buscá-lo em oração. Não demorou muito tempo e, em 24 de maio de 1738, acabou encontrando a resposta quando, de volta para a Inglaterra, resolveu registrar tudo quanto acontecera naquele dia: “A tarde, visitando a sociedade em Aldersgate Street, li o ‘Prefácio da epístola aos Romanos’ na versão de Lutero, cujas palavras tocaram-me profundamente. Senti meu coração bater fortemente. E, desde aquele momento, aprendi a confiar em Cristo como meu Salvador. Estou seguro de que os meus pecados estão perdoados. Me salvei da lei do pecado e da morte”. Esta experiência mudou o rumo da vida de Wesley que, a partir daquele momento, passou a ser uma nova criatura, sendo consagrado o maior apóstolo da Inglaterra.
John Wesley começou o trabalho de pregação ao ar livre quando viajava para Bristol a fim de ajudar George Whitfield, que na época era conhecido como o mais eloquente pregador da Inglaterra. Wesley, a princípio, rejeitou a idéia, mas uma vez convencido da vontade de Deus, acabou se tornando mais famoso que Whitfield. Viajava 11 quilômetros por ano. Experimentou os mais cruéis sofrimentos e oposições em toda sua vida. Estava frequentemente em perigo.
Embora fosse sábio e proeminente, o itinerante evangelista era um homem simples e executou muitas obras sociais. As suas poderosas mensagens muito influenciaram a igreja que, no ano de 1739, adquiriu uma sede para o movimento protestante, que crescia vertigiosamente. Comprou uma casa de fundição em ruínas, na cidade de Moofield, e transformou-a num templo. O prédio passou por uma rigorosa reforma que custou, na época, 800 libras (quantia superior ao da compra que foi de 115 libras), mas valeu a pena. Depois de pronta, a capela passou a comportar cerca de mil e quinhentas pessoas.
Era o primeiro edifício metodista em Londres, onde a verdadeira doutrina de Cristo era proclamada. Pessoas sedentas por ouvir a gloriosa mensagem do evangelho cruzavam todos os domingos a escuridão das estradas de Moorfield com lanternas, para ouvir os ensinamentos de Wesley. O prédio dispunha de sala de reuniões, com capacidade para 300 pessoas, sala de aula e biblioteca.
Mais tarde, John Wesley instalou a sua própria casa na parte superior da capela, onde passou a morar com a sua família. Em 1746, abriu um centro de atendimento médico e escola gratuitos, com capacidade para 60 estudantes, contratou farmacêutico, cirurgião e dois professores e, em 1748, alugou uma casa conjugada para refugiar viúvas e crianças.
Muitos foram os patrimônios conseguidos pela igreja durante os 40 anos do movimento metodista em Moorfield, organizada por John Wesley. Entretanto, devido a expiração do contrato imobiliário, a sede teve de mudar-se para um outro lugar.
Próximo dali, em City House, encontrava-se um vasto campo onde jaziam os túmulos de Bunhill Field e o de sua esposa Sussana Wesley. Um lugar de pântanos, recentemente aterrado, onde foi construída a catedral de Saint Paul. Havia também no local algumas pedras de moinho, utilizadas para moer milho trazido do Thames, que era transformado em trigo.
John Wesley alugou quatro mil metros quadrados destas terras em 1777 para construir a nova capela. E, finalmente, em 21 de abril do mesmo ano, sob forte chuva, lançou a pedra fundamental, com a seguinte gravação: “Provavelmente, esta pedra não será vista por algum olho humano, mas permanecerá até que a terra e o trabalho sejam consumados”. Naquele dia, Wesley improvisou um púlpito sobre a pedra e pregou em Nm 23.23.
A Recompensa
Em 1 de novembro de 1778, dezoito meses depois, no Dia de Todos os Santos, a capela estava próxima de ser aberta para a adoração pública. Apesar dos ventos das dificuldades (além de ter contraído muitas dívidas, os trabalhadores tiveram as ferramentas roubadas), Deus recompensou grandemente o esforço de Wesley, levantando voluntários dentre os membros. O rei George III, por exemplo, doou mastros de navios de guerra para o suporte das galerias.
Conta a história que um certo dia Wesley ficou de um lado do templo e Taylor, um dos cooperadores do outro, com os chapéus nas mãos, e conseguiram arrecadar 7 libras; o suficiente para a conclusão das obras. Toda a galeria foi coberta com gesso e os bancos de madeira de carvalho, doadas pelas igrejas da América, Canadá, Sul da África, Austrália, Oeste da Índia e Irlanda. As janelas vitrificadas, as impressões no teto foram trabalhados no estilo Adams (réplica antiga), e a casa de Wesley construída num pátio em frente à capela. Estas raridades, depois de reformadas em 1880, no centenário da morte de Wesley, memorizam as epopéias deste bravo soldado de Cristo.
Sua Morte
Mesmo depois de velho quase cego e paralítico, John Wesley continuava pregando em City Road e Latherhead. E, quando percebeu que sua vida estava chegando ao fim sentou-se numa cama, bebeu um chá e cantou:
“Quando alegre eu deitar este corpo e minha vida for coroada de bênção, quão triunfante será o meu fim! Eu glorificarei a meu Criador enquanto tenho fôlego; E, quando a minha voz se perder na morte, empregarei minhas forças; em meus dias o glorificarei enquanto tiver fôlego até o fim de minha existência”.
Wesley foi enterrado no Jardim-túmulo, em frente à capela em City Road, sob as luzes das lanternas, na manhã de 2 de março de 1791. Morreu com os olhos abertos e balbuciando a seguinte palavra: “Farwell” (adeus). Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o funeral. E a lápide até hoje indica o significado histórico: “À memória do venerável John Wesley: o último companheiro do Lincoln College, Oxford…”
Fonte: Revista Obreiro Aprovado (Fev/Mar 1996).
—————————————-
A importância da vida e mensagem de John Wesley é bem conhecida. Não é exagero dizer que impactou profundamente a história da Inglaterra e da América, com efeitos diversos em toda a sociedade, sem falar da revolução no cristianismo frio e formal da Igreja Anglicana.
Porém, no final do seu ministério, Wesley não estava muito satisfeito com os próprios seguidores metodistas. Seu coração ardente e radical já percebia os sinais de acomodação e adaptação do novo movimento.
A seguir, um trecho de um dos seus sermões, onde exerce sua função de despertar e alertar aqueles que deveriam estar na vanguarda do mover de Deus:
“Acaso não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?” (Jr 8.22).
Por que o cristianismo tem feito tão pouco bem no mundo? … Não foi designado, por nosso todo sábio e todo-poderoso Criador, para ser o remédio para o mal da corrupção universal da natureza humana? … Entretanto, a doença ainda permanece com pleno vigor: maldade de toda espécie, vícios e hábitos impuros, interiores e exteriores, em todas as suas manifestações, ainda dominam por toda a face da terra.
A seguir, Wesley discorre sobre as áreas do mundo ainda não alcançadas pelo cristianismo, sobre as regiões islâmicas e pagãs, mostrando que lá o cristianismo ainda não pôde influenciar as pessoas e transformá-las. Mas, ele pergunta, e quanto aos países “cristãos”? Certamente ali encontraremos uma situação diferente. Infelizmente, não é o que se pode constatar. Teremos sorte se não descobrirmos que o comportamento geral nestes países é pior do que naqueles onde ninguém conhece o cristianismo. A massa da população é cristã apenas no nome, não conhece realmente o cristianismo, nem sabe o que é. Pelo contato pessoal que teve, na Inglaterra e em outros países, com católicos, protestantes ou ortodoxos, Wesley afirma que a maioria é totalmente ignorante, tanto em relação à teoria, como à prática, do cristianismo; sem conhecer, nem ao menos os primeiros princípios, perecem por falta de conhecimento. Mesmo nos países mais afetados pela Reforma, naqueles onde se esperaria achar grandes números de cristãos praticantes e bíblicos, entre dez freqüentadores de igrejas, entre dez pessoas fiéis e assíduas, nove, com certeza, não saberiam explicar coisa alguma dos princípios básicos da vida cristã, da redenção, da ação do Espírito Santo, da justificação, do novo nascimento, da santificação interior ou exterior. E como o cristianismo poderia trazer algum bem, alguma transformação, para pessoas neste estado de ignorância?
Vamos trazer a questão ainda mais próxima. O cristianismo bíblico não é pregado e bem conhecido entre o povo comumente conhecido como metodista? Observadores imparciais admitem que é. E não se pratica entre eles, não só a doutrina, mas a disciplina também, em todas as suas ramificações essenciais, sendo exercitada regular e constantemente? Por que, então, estes não são totalmente cristãos, já que tanto têm doutrina como disciplina cristã? Por que a saúde espiritual do povo chamado metodista não foi recuperada? Por que não temos todos nós “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”? Por que não aprendemos dele nossa primeira lição, tornando-nos mansos e humildes de coração? Por que não dizemos junto com ele, em todas as circunstâncias da vida: “Não minha vontade, mas a tua; não vim para fazer a minha vontade e, sim, a vontade daquele que me enviou”? Por que não fomos “crucificados para o mundo e o mundo para nós” – mortos para os “desejos impuros da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida”? Por que todos nós não vivemos a vida que está “escondida com Cristo em Deus”?
Para dar exemplo em apenas uma área: quem atende a estas palavras solenes: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra”? Das três regras que se estabelecem a este respeito, você pode encontrar muitos que observam a primeira: “Ganhem o quanto puderem”. Ainda encontrará alguns poucos que observam a segunda: “Economizem o quanto puderem”. Mas quantos poderá achar que praticam a terceira: “Dêem o quanto puderem”? Será que entre cinqüenta mil metodistas haverá quinhentos que o façam? E, no entanto, nada pode ser mais claro do que a conclusão de que todo aquele que guardar as primeiras duas regras sem a terceira será ainda duas vezes mais filho do inferno do que antes!
Ó que Deus me capacitasse mais uma vez, antes que eu seja levado para nunca mais ser visto, a levantar minha voz como trombeta e falar com aqueles que ganham e economizam tudo que podem, mas não contribuem tudo que podem! Vocês são as pessoas, talvez as principais, que continuamente entristecem o Espírito Santo de Deus e, em grande medida, impedem sua influência graciosa de descer sobre nossas assembléias. Muitos dos seus irmãos, amados de Deus, não têm alimento, não têm vestimentas, não têm lugar para inclinar suas cabeças. E por que são assim angustiadas? Por que vocês estão, ímpia, injusta e cruelmente retendo deles aquilo que o Mestre, tanto seu quanto deles, colocou em suas mãos com o propósito expresso de suprir as necessidades deles! (…)
Naquilo que está gastando, Deus o recomenda? Ele o louva por aquilo que fez? Ele não lhe confiou os bens dele (e não os seus) para este fim? E agora lhe dirá: “Muito bem, servo de Deus”? Você sabe muito bem que não. Aquela despesa inútil não tem aprovação, nem da parte de Deus, nem da sua consciência.
Mas você diz que tem condições de comprar! Que vergonha deve sentir por ter pronunciado bobagem tão desprezível com sua boca! Nunca mais deve admitir tamanha tolice, absurdo tão palpável! Um administrador tem condições de ser um fraudador descarado? De desperdiçar os bens do seu Senhor? Algum servo tem condições de fazer compromissos com o dinheiro do seu Mestre, além daquilo que este lhe ordenou? (…)
Mas, para voltar à nossa pergunta inicial. Por que o cristianismo fez tão pouco bem, mesmo entre nós? (…)
Claramente, porque nos esquecemos, ou pelo menos não atendemos devidamente, às solenes palavras do nosso Senhor: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, dia a dia, e siga-me”. Um homem de Deus comentou, já há alguns anos: “Nunca antes houve um povo na igreja cristã que tivesse tanto poder de Deus no meio deles e, ao mesmo tempo, tão pouca abnegação”. De fato, a obra de Deus realmente vai avançando de forma surpreendente, apesar desse defeito capital; entretanto, não será na intensidade que teria de outra forma, nem a Palavra de Deus terá todo seu efeito, a não ser que os ouvintes “neguem-se a si mesmos e tomem suas cruzes diariamente”. (…)
Quanto mais observo e considero estas coisas, mais claro está: …os metodistas ficam mais e mais indulgentes para consigo mesmos, porque estão ficando mais ricos. Embora ainda haja muitos em miséria deplorável…, tantos e tantos outros, no espaço de vinte, trinta ou quarenta anos, ficaram vinte, trinta, até cem vezes mais ricos do que eram quando primeiro ingressaram na sociedade [metodista]. E é uma observação que admite poucas exceções: nove entre dez destas pessoas diminuíram na graça na mesma proporção em que aumentaram suas riquezas. De fato, de acordo com a tendência natural das riquezas, não poderíamos esperar outra coisa. Mas que fato extraordinário este! Como podemos entendê-lo? Não parece (embora não possa ser assim) que o cristianismo, o verdadeiro cristianismo bíblico, tem uma tendência, com o passar do tempo, de minar e destruir a si mesmo? Pois em todo lugar onde o verdadeiro cristianismo chega, produz diligência e frugalidade, que, no curso natural das coisas, acaba gerando riquezas! E riquezas têm o efeito de gerar soberba, amor ao mundo, e toda atitude que é destrutiva ao próprio cristianismo. Agora, se não houver meio de evitar isso, o cristianismo seria incoerente consigo mesmo e, conseqüentemente, não poderia subsistir…
Mas não há como evitar isso? (…) Admitindo que diligência e frugalidade produzem riquezas, não há um meio de impedir as riquezas de destruir a religião de quem passa a possuí-las? Só vejo um caminho possível; que descubra outro quem puder. Você está fazendo tudo para ganhar o quanto puder e economizar o quanto puder? Então, como resultado natural, você está no caminho de enriquecer-se. Porém, se tiver algum desejo de escapar à condenação do inferno, dê o quanto puder; de outra forma, não tenho mais esperança para sua salvação do que a de Judas Iscariotes.
Do sermão 116, Causas da Ineficácia do Cristianismo, Dublin, 2 de julho de 1789.
Fonte: Revista Impacto – Vozes Proféticas do Passado.