Estudos Bíblicos
#Todos os Estudos
Como passar pelas provas vitoriosamente
13/05/10
INTRODUÇÃO
1. Em uma inscrição de um relógio de uma catedral estava escrito: Quando você é criança o tempo arrasta. Quando você é jovem o tempo anda. Quando você é adulto o tempo corre. Quando você é velho o tempo voa. Só mais um pouco e o tempo terá ido embora.
2. Aos 75 anos de idade Abraão foi matriculado na escola da fé. Agora, aos 100 anos ainda está enfrentando tremendas provas e desafios na vida. Você nunca é velho demais para enfrentar novos desafios, lutar novas batalhas e aprender novas verdades. Quando nós paramos de aprender, nós paramos de crescer; e quando nós paramos de crescer, nós paramos de viver.
3. Arthur Schopenhauer, disse que nos primeiros nos 40 a vida nos dá o texto e os próximos 30 anos a vida nos dá o comentário do texto. Para o crente o texto é Rm 1:17: “O justo viverá pela fé”. O comentário do texto está sendo escrito à medida que ouvimos a Palavra de Deus e a obedecemos a sua direção dia a dia. É triste que muitas pessoas não entendem nem o texto nem o comentário e terminam a vida sem mesmo começar a viver.
4. Gênesis 22 nos mostra a maior de todas as provas que Abraão enfrentou. Pela fé ele triunfou e pode nos ensinar como passar pelas provas vitoriosamente. Vejamos algumas instruções práticas:
I. ESPERE TESTES DA PARTE DE DEUS – V. 1-2
1. Na escola da fé nós teremos testes ocasionais ou jamais saberemos onde estamos na caminhada espiritual. Abraão enfrentou vários testes na caminhada com Deus: 1) O teste da família – Quando Deus lhe ordenou a sair do meio da sua parentela para uma terra desconhecida (11:27-12:5); 2) O teste da fome – Neste teste Abraão fracassou porque duvidou de Deus e desceu ao Egito para buscar ajuda (12:10-13:4). 3) O teste da comunhão – Quando ele deu a Ló a oportunidade de fazer a escolha primeiro para ele e seus pastores (13:5-18). 4) O teste da luta – Quando ele derrotou os reis confederados que sequestraram Ló (14:1-16). 5) O teste da riqueza – Quando ele disse Não às riquezas de Sodoma (14:17-24). 6) O teste da paciência – Quando ele fracassou em ceder às pressões de Sara, arranjando um filho com a escrava Hagar (16:1-16). 7) O teste do maior amor – Este foi o supremo teste que Abraão enfrentou (Gn 22:1-19).
2. Nem toda situação difícil que vivemos é um teste de Deus. Às vezes sofremos por causa do nosso próprio pecado. Abraão sofreu no Egito e em Gerar por seu próprio pecado. Mas as provas enviadas por Deus são para o nosso bem (Tg 1:2-4).
3. Precisamos distinguir entre provação e tentação. As tentações vem dos desejos pecaminosos que estão dentro de nós (Tg 1:12-16), enquanto as provações vem do Senhor. As tentações são usadas pelo diabo para arrancar o pior que está em nós; as provações são usadas por Deus para levar-nos ao melhor. Muitas vezes, as tentações parecem lógicas e as provações sem sentido: Por que esperaria Abraão 25 anos por um filho? Por que daria Deus um filho a Abraão para depois pedir a Abraão para sacrificá-lo num altar?
4. João Crisóstomo disse que aqui parece que as coisas de Deus estavam lutando contra as coisas de Deus, a fé contra a fé e o mandamento contra a promessa.
II. PONHA SEUS OLHOS NAS PROMESSAS E NÃO NAS EXPLICAÇÕES – V. 3-5
1. Madame Guyon disse que nossa fé não será realmente testada até que Deus nos peça para suportar o que parece insuportável, a fazer o que parece exagerado e a esperar o que parece impossível. Se você olhar para Abraão caminhando para Moriá com seu filho Isaque; para José na prisão, para Moisés e Israel defronte do Mar Vermelho, para Davi na caverna ou Jesus no Calvário, a lição é a mesma: Nós vivemos pelas promessas, não pelas explicações.
2. Considere quão irrasoável era o pedido de Deus: 1) Isaque era o filho único de Abraão, o filho da promessa em quem descansava o futuro do pacto; 2) Abraão amava Isaque e tinha construído todo o seu futuro ao redor dele; 3) Quando Deus pediu Isaque para Abraão, ele estava testando não apenas a sua fé, mas também a sua esperança e o seu amor. Deus parecia tirar tudo o que Abraão amava na vida.
3. Quando Deus nos envia uma prova a nossa primeira reação é perguntar: POR QUE DEUS? POR QUE COMIGO? Queremos explicações. Deus tem razões já expostas em sua Palavra: 1) Purificar a nossa fé (1 Pe 1:6-9); 2) Aperfeiçoar o nosso caráter (Tg 1:2-4); 3) Proteger-nos do pecado (2 Co 12:7-10).
4. Abraão ouviu a Palavra de Deus e imediatamente a obedeceu pela fé. Nós sabemos que a vontade de Deus jamais contradiz a promessa de Deus. Abraão já tinha escutado: “Por Isaque será chamada a tua descendência” (Gn 21:12). Hebreus 11:17-19) nos informa que Abraão se dispôs a sacrificar o seu filho na certeza de que Deus o ressustaria dentre os mortos. Fé não exige explicações; a fé descansa nas promessas.
5. Vejamos quais são as características dessa fé adulta de Abraão:
a) Responde a qualquer chamado de Deus – v. 1 – “Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui!” Abraão bateu continência para Deus anter de saber o que era e para que Deus o chamava.
b) Está disposto a obedecer a Deus prontamente sem questionamentos – v. 2 – A fé de Abraão triunfou porque ele se recusou a ver incoerência ou infidelidade da parte de Deus. Deus não queria Isaque, queria o amor de Abraão.
c) É uma fé que tem ação e direção – v. 2-3 – A fé de Abraão não é especulativa que quer saber aonde, porqueê, para que. Ele age e caminha na direção dada por Deus.
d) É uma fé que não protela a ação – v. 3 – Quando se sabe o que Deus quer não há razão apra divagações, testes, perguntas, para ficar parado. A procrastinação convida à ruína. Protelar aquilo que se sabe ser a vontade de Deus é um laço do diabo.
e) É uma fé capaz de transformar as provas em adoração – v. 5 – Abraão disse para os seus dois servos: “Eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” (22:5). Porque Abraão cria em Deus ele não tinha a intenção de trazer de volta um cadáver. Abraão fez da prova, um ato de adoração. Ele esperava nada menos do que um milagre. Ele sabia que Deus é totalmente confiável.
f) É uma fé que vê a ressurreição de todas as promessas de Deus – v. 5 – “Voltaremos”. Em Hebreus 11:19 diz que Abraão cria que Deus ressuscitaria Isaque, o filho da promessa. Deus nos prova não para nos derrubar, mas para nos fortalecer.
6. Abraão já tinha aprendido a crer e obedecer a Deus quando ele não sabia onde (Hb 11:8); quando ele não sabia quando (Hb 11:9-10,13-16), quando ele não sabia como (Hb 11:11-12), e quando ele não sabia porque (Hb 11:17-19).
III. DEPENDA TOTALMENTE DA PROVISÃO DE DEUS – V. 6-14
1. Duas expressões revelam a ênfase desta passagem: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (22:8) e “O Senhor proverá” (22:14). À medida que subia o Monte Moriá Abraão estava seguro de que Deus iria prover a sua necessidade.
2. Abraão não podia depender dos seus sentimentos – A Bíblia não nos informa em nenhum momento o sofrimento de Abraão, apenas a sua prontidão para obedecer sem discutir e a confiança na provisão divina.
3. Abrão não podia depender das pessoas – Sara havia ficado em casa. Os dois servos estavam agora aguardando no campo. Somente Abraão e Isaque caminham rumo a Moriá. Agradecemos a Deus pelos amigos e família, mas haverá provas que teremos que enfrentar sozinhos, no monte do Senhor. Somente nessas horas podemos experimentar o que Deus pode fazer por nós!
4. Abraão aprendeu a depender totalmente da promessa e da provisão de Deus – Ele já tinha experimentado o poder da ressurreição de Deus em seu corpo (Rm 4:19-21). Por isso, ele já sabia que Deus era poderoso para levantar Isaque da morte, se esse fosse o seu plano (Hb 11:19). Não havia registro ainda de ressurreição na história, mas Abraão cria no impossível, via o invisível e tomava posse do intangível. Quando estivermos no Monte Moriá, nas provas mais profundas, precisamos saber que para Deus não há impossíveis e que podemos todas as coisas naquele que nos fortalece.
5. Deus proveu o Cordeiro e um cordeiro tomou o lugar de Isaque (22:13). Assim Abraão descobriu um novo nome para Deus: JEOVÁ-JIRÉ. Este nome de Deus nos ajuda a entender algumas verdades sobre a provisão do Senhor:
a) Onde o Senhor provê as nossas necessidades? – Deus provê as nossas necessidades no lugar do seu apontamento. Abraão estava no lugar que Deus mandou. Do jeito que Deus mandou. Na hora que Deus mandou. Por isso Deus proveu para ele. A estrada da obediência é a porta aberta da provisão. Não temos o direito de esperar a provisão de Deus se não estamos no centro da vontade de Deus.
b) Quando o Senhor provê as nossas necessidades? – Exatamente quando nós temos a necessidade e não um minuto antes. Do ponto de vista humano isso pode parecer muito tarde, mas Deus nunca chega atrasado. O relógio de Deus não atrasa.
c) Como o Senhor provê as nossas necessidades? – Por caminhos naturais e também sobrenaturais. Deus não enviou um anjo com um sacrifício, mas mostrou um cordeiro preso pelos chifres. Abraão só precisava de um cordeiro, por isso, Deus não lhe mostrou um rebanho. Mas ao mesmo tempo, Abraão ouviu a voz de Deus. O natural se mistura com o sobrenatural.
d) A quem Deus dá a sua provisão? – Para todos aqueles que confiam nele e obedecem as suas instruções. Quando você está onde Deus mandou você estar, fazendo o que Deus mandou você fazer, então você pode esperar a provisão de Deus na sua vida. Quando a obra de Deus é feita do jeito que Deus manda nunca falta a provisão de Deus. O Senhor não tem obrigação de abençoar as minhas idéias e os meus projetos. Mas Deus é fiel para cumprir as suas promessas.
e) Por que Deus provê as nossas necessidades? – Para a glória do seu próprio nome. Deus foi glorificado no Monte Moriá, porque Abraão e Isaque fizeram a vontade de Deus.
IV. NAS PROVAÇÕES PROCURE GLORIFICAR AO SENHOR
1. Em tempos de provações é muito fácil pensarmos apenas em nossas necessidades e nossos fardos, em vez de focarmos a nossa atenção em trazer glória para o nome de Cristo. Normalmente perguntamos: “Como eu posso sair dessa situação de provação?” Em vez disso, deveríamos perguntar: “Como eu posso trazer glória ao nome do Senhor nessa situação?”
2. Se existe um fato que revela a glória de Deus no VT é a história de Abraão e Isaque. Essa experiência de Abraão e Isaque é o mais belo tipo da Bíblia sobre a caminhada do Pai e do Filho ao Calvário: a) Isaque foi o filho do coração, Jesus foi o Filho amado do Pai; b) Isaque foi até Moriá sem reclamar, Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz; 3) Isaque foi filho de profecias, Jesus é o Filho prometido; 4) Isaque teve seu sacrifício preparado, o sacrifício de Cristo foi preparado na eternidade;
3. Jesus disse para os Judeus: “Abraão, vosso Pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56). 1) No miraculoso nascimento de Isaque, Abraão viu o dia do nascimento de Cristo; 2) No casamento de Isaque, ele viu o dia da vinda de Cristo para a sua noiva, a igreja; 3) Mas no Monte Moriá, quando Isaque foi colocado no altar, Abraão viu o dia da morte e da ressurreição de Cristo. Várias verdades sobre a expiação são vistas neste texto:
a) O Pai e o Filho agiram juntos – Em Gn 22:2,8 somos informados duas vezes que Pai e Filho andaram juntos. A Bíblia diz que Deus amou o mundo (Jo 3:16) e Jesus amou aqueles por quem morreu (1 Jo 3:16). Mas a Bíblia também que o Pai amava o Filho e o Filho amava o Pai (Mt 3:17; Jo 14:31). Abraão não negou o seu único filho (Gn 22:16) e o Pai não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós (Rm 8:32).
b) O Filho tinha que morrer – Abraão pegou o cutelo e o fogo, ambos instrumentos de morte. No caso de Isaque houve um substituto, mas ninguém pode tomar o lugar de Cristo na cruz. Só ele podia morrer por nós na cruz. Só ele podia oferecer um sacrifício perfeito em nosso lugar. Só ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O fogo é símbolo da santidade e do juízo de Deus. Na cruz Jesus experimentou mais do que a morte, experimentou o juízo de Deus pelos pecados do mundo.Isaque não suportou nem o cutelo nem o fogo, mas Jesus suportou ambos. O pai de Isaque estava lá, mas o Pai de Jesus o desemparou na cruz, quando ele se fez pecado por nós. Que tremendo amor!
c) O Filho teve que carregar o fardo do pecado sobre os seus ombros – A lenha é mencionada 5 vezes nesse texto. No v. 6 diz que Abraão colocou sobre Isaque, seu filho, a lenha do holocausto. Deus fez cair sobre Jesus a iniquidade de todos nós. Ele foi transpassado pelas nossas transgressões.
d) O Filho foi levantado da morte – Isaque morreu apenas num sentido figurado (Hb 11:19), mas Jesus realmente morreu e ressuscitou. Não diz o texto que Jesus retorna com Abraão aos seus dois servos (22:19). A próxima vez que ouvimos falar em Isaque é quando ele se encontra com sua noiva (24:62). Isso mostra-nos que o próximo glorioso evento no calendário de Deus é o retorno de Jesus Cristo para encontrar com a sua noiva, a igreja. O Calvário não é apenas o lugar que Cristo morreu, mas também o lugar onde o Senhor santifica o nosso sofrimento e transforma o nosso sofrimento em glória.
V. NAS PROVAS OLHE PARA FRENTE PARA O QUE DEUS TEM PARA VOCÊ – V. 15-19
1. Existe sempre um fim glorioso depois das provas de Deus. Ele não disperdiça sofrimento. Jó disse: “Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro” (23:10). Abraão recebeu várias bênçãos de Deus por causa da sua obediente fé.
a) Ele recebeu uma nova aprovação de Deus – (22:11-12) – Abraão descreveu toda aquela dramática experiência como ADORAÇÃO (v. 5). Ele obedeceu a vontade Deus e procurou agradar a Deus. E Deus lhe disse: “Agora eu sei que temes a Deus”. Ele é um homem aprovado pelo céu.
b) Ele recebeu de volta um novo filho – Abraão e Isaque tinham estado no altar juntos, mas Isaque era agora um sacrifício vivo. Deus deu Isaque a Abraão e Abraão deu Isaque de volta para Deus. Precisamos ter cuidado para que os dons de Deus não tomem o lugar do doador.
c) Deus deu a Abraão uma nova segurança – (22:16-18) – Abraão já tinha ouvido essas promessas antes, mas agora elas têm um toque especial para ele. Charles Spurgeon disse que as promessas de Deus jamais são tão brilhantes como na fornalha da aflição.
d) Abraão aprendeu um novo nome de Deus – (22:14) – Jeová-Jiréh, “O Senhor proverá, no monte do Senhor, o Senhor proverá”. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Deus o proveu para você e para mim. Deus provê o que você precisa, sempre! Hudson Taylor colocou na porta da sua casa: EBENEZER E JEOVA-JIRÉH – Quando olha para trás, vê a mão de Deus. Quando olha para frente, vê a promessa de Deus, portanto não precisa temer!
CONCLUSÃO
1. Quando Jesus estava lá na cruz o Pai não enviou nenhum cordeiro substituto para o seu Filho nem ouve nenhuma voz do céu para salvar o seu Filho.
2. A fé obediente de Abraão agradou de tal forma a Deus que o Pai abriu a cortina do tempo e mostrou para Abraão o dia de Cristo: o Cordeiro de Deus que nos substituiu e nos deu eterna redenção.
3. Abraão é chamado o Pai da fé. Você é um filho de Abraão? Como está a sua fé? Você crê em Deus ao ponto de obedecê-lo e entrar o melhor que ele tem lhe dado no seu altar?
Jejum cristão: o que diz a Bíblia
12/05/10
Pergunta: “Jejum cristão: o que diz a Bíblia?”
Resposta: A Escritura não ordena que os cristãos jejuem. Não é algo que Deus peça ou exija dos cristãos. Ao mesmo tempo, a Bíblia apresenta o jejum como algo bom, lucrativo e esperado. O Livro de Atos registra os crentes jejuando antes de tomarem importantes decisões (Atos 13:4; 14:23). Jejum e oração freqüentemente andam juntos (Lucas 2:37; 5:33). Muito freqüentemente, o foco do jejum é a falta de comida. Mas ao invés disto, o propósito do jejum deveria ser desviar seus olhos das coisas deste mundo, e então direcionar sua mente a Deus. Jejuar é uma maneira de demonstrar a Deus e a você mesmo que você leva a sério seu relacionamento com Ele. Jejuar ajuda você a ganhar nova perspectiva e uma renovada confiança em Deus
Apesar de o jejum nas Escrituras estar quase sempre relacionado à comida, há outras maneiras de jejuar. Tudo que você pode abrir mão temporariamente para que melhor se concentre em Deus pode ser considerado um jejum (I Coríntios 7:1-5). O jejum deve ser limitado a um determinado período de tempo, principalmente quando o jejum é de alimento. Longos períodos sem comer fazem mal ao corpo. O jejum não é para punir a carne, mas para que se concentre em Deus. O jejum também não deve ser considerado como um “método de dieta”. Não jejue para perder peso, mas para ter um relacionamento mais profundo com Deus. Sim, todos podem jejuar. Alguns podem não conseguir jejuar de comida (os diabéticos, por exemplo), mas todos podem, temporariamente, abrir mão de algo para se concentrar em Deus.
Desviando nossos olhos das coisas deste mundo, podemos melhor voltá-los para Cristo. Jejuar não é uma maneira de conseguir de Deus o que queremos. O jejum muda a nós, não a Deus. Jejuar não é uma maneira de parecermos mais espirituais do que os outros. Jejuar é algo a ser feito em espírito de humildade e atitude alegre. Mateus 6:16-18 declara: “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Fonte: http://www.gotquestions.org
Para mais perguntas visite: www.perguntasbiblicas.com.br
O MINISTÉRIO CRISTÃO
12/05/10
A forma mais primitiva do ministério cristão, naturalmente se tem tornado motivo de muito debate e controvérsia, para o que aqui não é lugar de tratar delas. Quase inevitavelmente nos lembramos de 1Co 12 com sua lista de operações e manifestações do Espírito, os variados mas complementares charismata concedidos pelo Espírito para a edificação da Igreja. Aqueles que recebem e exercem tais dons não formam um ministério oficial. De fato, nas primeiras cartas do apóstolo Paulo há apenas três referências possíveis a esses ministros: 1Co 16.15 e seg.; 1Ts 5.12; e Fp 1.1. Nesta última passagem, bispos e diáconos são mencionados, cujas qualificações ideais são apresentadas nas epístolas chamadas pastorais.
No alto da lista dos ministérios dotados pelo Espírito, destacam-se três tipos bem definidos-apóstolos, profetas e mestres. Profetas são aqueles que recebem mensagens urgentes, de verdade para transmitirem-nas ao povo. Mestres talvez sejam aqueles que, à semelhança de Apolo, expõem o Antigo Testamento e o aplicam às necessidades da apologética cristã. Desses, o apóstolo é o mais importante. Ele é um missionário ao mundo externo, mas também exerce autoridade moral sobre as igrejas por ele fundadas. O apóstolo Paulo viu-se obrigado a defender sua reivindicação de ser um apóstolo, contra alguns que negavam tal autoridade. Talvez ele não fosse digno de ser chamado apóstolo; porém, tinha contemplado o Senhor ressurreto e d’Ele recebera sua comissão. Todos os sinais de um apóstolo tinham sido operados nele, e ele pôde apelar para seus mais abundantes labores, sofrimentos e realizações, nessa defesa.
No livro de Atos também lemos sobre apóstolos, profetas e mestres, sendo que os apóstolos, naturalmente, eram proeminentes. Eles são os porta-vozes na missão aos incrédulos, e têm honras especiais e exerciam a liderança dentro da Igreja. Supervisionavam novas comunidades e, em consulta com os irmãos, tomavam decisões quando surgiam novos problemas. Em At 1.21-22 encontramos um interessante relato sobre o que era necessário para que alguém estivesse qualificado para ser apóstolo. Tinha de ter acompanhado Jesus em todo o Seu ministério terreno, desde o batismo de João Batista até a ascensão, a fim de que pudesse ser testemunha da ressurreição do Senhor. Não obstante, o título de apóstolo é atribuído pelo menos uma vez a Barnabé e Paulo.
Mas, que dizer sobre Estevão, Filipe e seus companheiros? Em At 6 é dado um relato sobre sua eleição pela comunidade e sobre sua consagração pelos apóstolos para que servissem às mesas, a fim de que os apóstolos tivessem seu tempo livre para se dedicarem à oração e à pregação da Palavra. Porém, não são chamados de diáconos (pelo menos em At 6). Eram homens controlados pelo Espírito, e Estevão e Filipe pregavam com notável efeito. De fato, mais tarde Filipe aparece como evangelista, e a pregação de Estevão foi um degrau para a conversão de Paulo.
O título característico do ministério local, no livro de Atos, é presbítero ou seja, ancião. Paulo e Barnabé fizeram escolher anciãos nas igrejas que tinham fundado (At 14.23). Existem anciãos desde o começo da igreja em Jerusalém, e quando os apóstolos se afastaram, aquela igreja passou a ser liderada por Tiago, irmão do Senhor, juntamente com um concílio de anciãos. Sem dúvida tal prática foi herdade da organização das sinagogas. Em vista da natureza da evidência dada pelo Novo Testamento, é um tanto surpreendente encontrar que, pelos começos do segundo século cada congregação local era organizada com um ministério do bispo, presbíteros e diáconos.
Fonte: o Novo Comentário da Bíblia. Vida Nova
Princípios bíblicos sobre finanças
12/05/10
O Senhorio de Deus é sobre absolutamente todas as coisas, inclusive sobre as riquezas e os recursos. Ele tem todo o poder e autoridade sobre tudo e todos. O profeta Ageu escreveu que o Senhor dos Exércitos disse: “minha é a prata e meu é o ouro” (Ageu 2.8). Desde os tempos de Moisés havia a compreensão que “é Ele que te dá força para adquirires riquezas…” (Deuteronômio 8.18)
Vamos apontar alguns princípios bíblicos sobre finanças e citar referências selecionadas para fundamentar esses princípios. Comentários adicionais se fazem desnecessários. Abra seu coração e deixe o Espírito de Deus revelar em sua vida a aplicação de cada princípio desses para não cair na insensatez.
Em relação a você mesmo
Em relação à família
Em relação a Deus
Em relação aos outros
Samuel
12/05/10
I Samuel 3:1-21 e 15:22-16:2
Versículo para memorização – I Samuel 3:19
Samuel viveu em um tempo de grande tribulação para Israel, começado por volta de 1170 anos antes do nascimento de Cristo. Antes mesmo de seu nascimento, foi entregue por sua mãe, Ana, para o serviço de Deus. Serviu a Deus mesmo antes de conhecê-Lo na casa de Deus, em Siló (I Samuel 3:7). Samuel serviu a Deus como profeta e sacerdote nos últimos dias de Eli. Quando Eli morreu, Samuel julgou Israel e foi o último dos verdadeiros juízes. Quando envelheceu, tornou seus filhos, Joel e Abia, juízes de Israel, mas não viveram e julgaram como seu pai, foram homens maus perante o Senhor. Aceitavam suborno e pervertiam o julgamento. Samuel não foi assim, ao contrário, foi sempre um juiz justo e um fiel profeta de Deus.
No tempo de Samuel, a palavra de Deus era muito preciosa e rara, porque não havia nenhuma revelação pública em Israel. Então, quando Deus falou com Samuel quando criança, ainda que a revelação que Ele lhe fizera fosse a de um julgamento, era uma grande coisa. Samuel era fiel a Eli e disse-lhe a verdade, e, nos anos futuros, sempre foi fiel a Deus para profetizar tudo o que Ele lhe dizia.
Quando Samuel ficou velho, e seus filhos sendo injustos, o povo de Israel pediu a Samuel que ungisse um rei para governá-los, assim como as outras nações. Diante disso, Samuel ficou muito infeliz, porém Deus disse-lhe não é a você mas a Mim que o povo está rejeitando pedindo por um rei humano. Além disso, Deus disse a Samuel que fizesse como o povo pedia. Moisés e Josué tinham sido as pessoas apontadas por Deus como líderes; no entanto, o povo não os seguira. No tempo dos juízes e, quando não havia nenhum líder, o povo sempre se rebelava contra Deus. Assim, agora, Deus os provaria sob o domínio de um rei para revelar, mais tarde, a desobediência de seus corações e mostrar sua profunda necessidade de um Salvador, ao invés de um rei.
Então, Samuel é fiel a Deus. Ungiu Saul para ser rei. Entristeceu-se muito quando Saul foi rejeitado e, depois, sob orientação de Deus, ungiu Davi. Os livros de Samuel abrangem cerca de 156 anos.
Perguntas – SAMUEL
1. Qual era o nome da mãe de Samuel?
2. Qual era o nome de seu pai?
3. Quem era o juiz de Israel, quando Samuel nasceu?
4. Samuel escolheu ser servo de Deus?
5. Por que foi à casa de Deus para servi-lo?
6. Quem Samuel achava ter ouvido, quando o Senhor o chamou?
7. Por que Samuel não reconheceu quem o estava chamando?
8. Qual foi a primeira revelação que Deus fez a Samuel?
9. Por que a palavra de Deus era preciosa no tempo de Samuel?
10. Samuel foi fiel a contar ao Eli a profecia do julgamento?
11. Como Eli se sentiu a respeito de Samuel e Deus?
12. Quais eram os nomes dos filhos de Samuel?
13. Eles seguiram o exemplo de Samuel?
14. Quem foram os últimos três juízes de Israel?
15. Que pedido Israel fez a Samuel nessa época?
16. Como Samuel se sentiu em relação a esse pedido?
17. O que Deus disse-lhe sobre isso?
18. Quem Samuel ungiu para ser o primeiro rei?
19. Samuel amava o rei Saul?
20. Samuel profetizou contra Saul, quando esse pecou?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
–
Calebe
11/05/10
Números 13:1-14:12; 26:64,65; Josué 14:6-15
Versículo para memorização – Números 13:30
Calebe é um homem da história porque foi um homem de fé. Quando tinha 40 anos, foi escolhido para representar sua tribo Judá e ir espiar as terras de Canaã. Havia 12 homens escolhidos, um de cada uma das tribos de Israel. Partiram de Cades Barnea, passaram Hebrom e chegaram ao riacho de Escol, lá apanharam um cacho de uvas tão grande que precisou ser carregado em um mastro por dois homens, sendo o tempo das primeiras uvas maduras. Levaram também romãs e figos quando retornaram, 40 dias depois de vascular a terra.
Quando os 12 homens retornaram, mostraram o fruto da terra e disseram “É uma terra boa, onde emana leite e mel, mas não podemos ir e possui-la, como disse o Senhor. Está cheia de gigantes, e somos gafanhotos comparados a eles”.
Havia ainda esse grande homem chamado Calebe que acalmou o povo e disse, “Vamos em frente e a possuamos porque somos capazes”. Obviamente Calebe estava confiando na Palavra de Deus enquanto os outros homens estavam olhando apenas para os obstáculos. Houve apenas um homem que concordou com Calebe. Era um homem da tribo de Efraim chamado Oséias. Moisés o chamou Josué e esse é o nome pelo qual é conhecido.
Bem, tragicamente os filhos de Israel acreditaram nos homens de fraca fé mais do que em Calebe e Josué. O povo passou a noite chorando e dizendo que desejavam ter morrido no Egito ou no deserto. Disseram, “Vamos apedrejar Moisés, Arão, Josué e Calebe até a morte e apontar outro líder para conduzi-los de volta ao Egito.”
Deus ficou muito bravo com essa incredulidade e rebelião e, por isso, disse que deixaria Israel no deserto até que cada um dos homens adultos, exceto Josué e Calebe, morressem e, então, colocaria seus filhos na terra prometida. Por causa da fé de Calebe, 45 anos mais tarde recebeu a montanha que tinha espionado.
Somos cristãos como Calebe ou somos como os descrentes israelitas? Quando Deus fala, devemos acreditar nEle sem reservas e agir segundo Sua Palavra.
Perguntas – CALEBE
1. Qual era a tribo de Calebe?
2. Que trabalho foi atribuído a ele?
3. Quantos anos tinha nesse tempo?
4. Onde estava Israel quando os espiões foram enviados?
5. O que lhes foi incumbido de descobrir sobre a terra?
6. Foi-lhes dito para trazer frutas ou fizeram isso por conta própria?
7. Em que estação foram espiar a terra?
8. Qual foi a fruta mais extraordinária?
9. Como foi carregada?
10. Quais outras frutas foram trazidas?
11. Como era chamado o lugar das uvas?
12. Quantos tempos gastaram espiando a terra?
13. O que disseram emanar da terra?
14. O grupo de espiões achou que Israel poderia ir para lá?
15. Por que ficaram com medo de ir para a terra?
16. Todos os espiões concordaram com essa opinião?
17. Quais dois não concordaram? E o que esses pensavam?
18. Quais dos espiões Israel acreditou?
19. O que Deus fez em decorrência de sua decisão?
20. O que aconteceu a Calebe como resultado da sua fé?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Filemon, Hebreus & Tiago
11/05/10
Filemom (Fm)
Autor: Paulo
Data: Cerca de 60-61 dC
Antecedentes
Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom, um cristão rico e dono de escravos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.10), que morava em Colossos, e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v.2). Onésimo, um de seus escravos tinha fugido para Roma, aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. 11,18). Em Roma, Onésimo entrou em contato com o preso Paulo, que o levou a Cristo (10).
Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.7-9; Fm 12). O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.22). Amor, confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. 1, 14,21)
A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. Um escravo era propriedade de seu mestre, e não tinha direitos. De acordo com a lei romana, os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Às revoltas dos escravos no séc. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão, ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3.28), e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.5-9).
Ocasião e Data
Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. Paulo, com delicadeza, mas com urgência, intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5,21)
Características
Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo, Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã, isto é, o amor através do perdão, em uma situação muito sensível. Apresenta a persuasão de Paulo em ação.
Conteúdo
A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes, Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes.
O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas, e Paulo logo chega a esse tópico. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). Essa transformação, junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens, é a base de um novo começo.
Não se trata de um apelo superficial de Paulo, pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. Como ele conclui, as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos.
Cristo Revelado
Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. Antes um escravo alienado, Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v.16). Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. A intercessão de Paulo é, além disso, análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome.
O Espírito Santo em Ação
Mesmo não mencionando especificamente o ES, foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. È o ES que batiza todos os crentes, seja escravo ou livre, no corpo de Cristo (1Co 12.13); e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. O amor, fruto do Espírito, é evidente por toda a carta.
Esboço de Filemom
I. Saudação 1-3
II. Ação de graças em relação a Filemom 4-7
Louvor pessoal 4
Características dignas de louvor 5-7
III. Petição de Paulo por Onésimo 8-21
Um pedido de aceitação 8-16
Um garantia de reembolso 17.19
Uma confiança na obediência 20-21
IV. Preocupações pessoais 22-25
Esperança de libertação 22
Saudações 23-24
Bênção 25
Fonte: Bíblia Plenitude
Hebreus (Hb)
Autor: desconhecido
Data: Cerca de 70 dC
Autor
Hebreus não designa seu autor, e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina, enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo, como Barnabé ou Apolo, podem ter escrito o livro. A especulação provou-se infrutífera, e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes, no séc. III, que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu.
Data e Localização
O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10.11; 13.11). A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13.24), indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma.
Conteúdo
Uma palavra importante da epístola é “melhor”, usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1.4; 7.19,22; 8.6; 9.23; 10.34; 11.16,35,40).
A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno, sacerdotes terrenos, sacrifícios terrenos, um acordo que prometia a prosperidade terrena. Em contraste, Cristo está “à destra da Majestade, nas alturas” (1.3), onde distribui as bênçãos celestes (3.1; 6.4; 8.5; 11.16; 12.22-23).
Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. Cristo é o sumo Sacerdote, não segundo a ordem de Aarão, mas sim de Melquisedeque, que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. Sendo assim, Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo, que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus, e não por herança (5.5-6). Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados, bem como pelos pecados de outras pessoas, Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem, e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles.
O cap. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé, enquanto os vs. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas, sofrimento e perseguição através da fé. Significativamente, não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos, de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles.
Cristo Revelado
Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia, o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. Como nenhum outro livro da Bíblia, Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado.
O Espírito Santo em Ação
O ministério do ES é visto de diversas maneiras, aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2.4); testemunho à inspiração do AT (3.7; 10.15); descrição da experiência dos crentes (6.4); interpretação da verdade espiritual (9.8); assistência no ministério de Jesus (9.14); insultado pela apostasia (10.29).
Esboço de Hebreus
I. A superioridade da pessoa de Jesus 1.1-4.13
Jesus: Melhor do que os profetas 1.1-3
Jesus: Melhor do que os anjos 1.4-2.18
Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19
Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13
II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10
O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5
Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18
III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40
A persistência da fé 12.1-29
Admoestações sobre o amor 13.1-17
Conclusão 13.18-25
Fonte: Bíblia Plenitude
Tiago (Tg)
Autor: Tiago, irmão de Jesus
Data: Cerca de 48-62 dC
Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.
Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.
Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.
Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3).
De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.
O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade.
A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).
Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1
II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12
Tentações internas 1.13-18
III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20
Receber a Palavra 1.21
Obedecer à Palavra 1.22-27
IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13
Compaixão positiva 2.14-26
V. Religião prática e discurso 3.1-18
VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12
VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6
VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11
Por um falar puro 5.12
Por oração 5.13-18
Por compaixão 5.19-20
Fonte: Bíblia Plenitude & Site Vivos
Antigo Testamento: HISTÓRIA E CULTURA
10/05/10
A existência de Israel como povo remonta, provavelmente, ao último período do séc. XI a.C. Era o tempo do nascimento da monarquia e da unificação das diversas tribos, que viviam separadas entre si até que, sob o governo do rei Davi, constituiu-se o Estado nacional, com Jerusalém por capital.
Até chegar a esse momento, a formação do povo havia sido lenta e difícil, mesclada freqüentemente com a história das mais antigas civilizações que floresceram no Egito, às margens do Nilo e na Mesopotâmia, nas terras regadas pelo Tigre e o Eufrates. As fontes extrabíblicas da história de Israel naquela época são muito limitadas, carentes da base documental necessária para se estabelecerem com precisão as origens do povo hebreu. Nesse aspecto, o livro de Gênesis proporciona alguns dados de valor inestimável, pois o estudo dos relatos patriarcais permite descobrir alguns aspectos fundamentais da origem do povo israelita.
A época dos patriarcas Os personagens do Antigo Testamento, habitualmente denominadas “patriarcas”, eram chefes de grupos familiares seminômades que iam de um lugar a outro em busca de comida e água para os seus rebanhos. Não havendo chegado ainda à fase cultural do sedentarismo e dos trabalhos agrícolas, os seus assentamentos eram, em geral, eventuais: duravam o tempo em que os seus gados demoravam para consumir os pastos.
Gênesis oferece uma visão particular do começo da história de Israel, que é mais propriamente a história de uma família. Procedentes da cidade mesopotâmica de Ur dos caldeus, situada junto ao Eufrates, Abraão e a sua esposa chegaram ao país de Canaã. Deus havia prometido a Abraão que faria dele uma grande nação (Gn 12.1-3 cf. 15.1-21 17.1-4) e, conforme essa promessa, nasceu o seu filho Isaque, que, por sua vez, foi o pai de Jacó. Durante a sua longa viagem, primeiro na direção norte e depois na direção sul, Abraão deteve-se em diversos lugares mencionados na Bíblia: Harã, Siquém, Ai e Betel (Gn 11.31-12.9) atravessou a região desértica do Neguebe e chegou até o Egito, de onde, mais tarde, regressou para, finalmente, estabelecer-se em um lugar conhecido como “os carvalhais de Manre”, junto a Hebrom (Gn 13.1-3,18). Ao morrer Abraão (Gn 25.7-11 cf. 23.2,17-20), Isaque converte-se no protagonista do relato bíblico, que o apresenta como habitante de Gerar e Berseba (Gn 26.6,23), lugares do Neguebe (Gn 24.62), na região meridional da Palestina. Isaque, herdeiro das promessas de Deus a Abraão, aparece no meio de um quadro descritivo da vida seminômade do segundo milênio a.C.: busca de campos de pastoreio, assentamentos provisórios, ocasionais trabalhos agrícolas nos limites de povoados fronteiriços e discussões por causa dos poços de água onde se dava de beber ao gado (Gn 26).
Depois de Isaque, a atenção do relato concentra-se nos conflitos pessoais surgidos entre Jacó e o seu irmão Esaú, que são como que uma visão antecipada dos graves problemas que, posteriormente, haveriam de acontecer entre os israelitas, descendentes de Jacó, e os edomitas, descendentes de Esaú. A história de Jacó é mais longa e complicada que as anteriores. Consta de uma série de relatos entrelaçados: a fuga do patriarca para a região mesopotâmica de Padã-Arã a inteligência e a riqueza de Jacó o regresso a Canaã o episódio de Peniel, onde Deus mudou o nome de Jacó para Israel (Gn 32.28) a revelação de Deus e a renovação das suas promessas (Gn 35.1-15) a história de José e a morte de Jacó no Egito (Gn 37.1-50.14).
A saída do Egito
A situação política e social das tribos israelitas, do Egito e dos países do Oriente Médio, no período que vai da morte de José à época de Moisés, sofreu mudanças consideráveis.
O Egito viveu um tempo de prosperidade depois de expulsar do país os invasores hicsos. Este povo oriundo da Mesopotâmia, depois de passar por Canaã, havia se apropriado, no início do séc. XVIII a.C., da fértil região egípcia do delta do Nilo. Os hicsos dominaram no Egito cerca de um século e meio, e, provavelmente, foi nesse tempo que Jacó se instalou ali com toda a sua família. Esta poderia ser a explicação da acolhida favorável que foi dispensada ao patriarca, e de que alguns dos seus descendentes, como aconteceu com José (Gn 41.37-43), chegaram a ocupar postos importantes no governo do país.
A situação mudou quando os hicsos foram finalmente expulsos do Egito. Os estrangeiros residentes, entre os quais encontravam-se os israelitas, foram submetidos a uma dura opressão. Essa mudança na situação política está registrada em Êx 1.8, que diz que subiu ao trono do Egito um novo rei “que não conhecera a José.” Durante o mandato daquele faraó, os israelitas foram obrigados a trabalhar em condições subumanas na edificação das cidades egípcias de Pitom e Ramessés (Êx 1.11). Porém, em tais circunstâncias, teve lugar um acontecimento que haveria de permanecer gravado, para sempre, nos anais de Israel: Deus levantou um homem, Moisés, para constituí-lo libertador do seu povo.
Moisés, apesar de hebreu por nascimento, recebeu uma educação esmerada na própria corte do faraó. Certo dia, Moisés viu-se obrigado a fugir para o deserto, e ali Javé (nome explicado em Êx 3.14 como “EU SOU O QUE SOU”) revelou-se a ele e lhe deu a missão de libertar os israelitas da escravidão a que estavam submetidos no Egito (Êx 3.1-4.17). Regressou Moisés ao Egito e, depois de vencer com palavras e ações maravilhosas a resistência do faraó, conseguiu que a multidão dos israelitas se colocasse em marcha em direção ao deserto do Sinai.
Esse capítulo da história de Israel, a libertação do jugo egípcio, marcou indelevelmente a vida e a religião do povo. A data precisa desse acontecimento não pode ser determinada. Têm-se sugerido duas possibilidades: até meados do séc. XV e até meados do séc. XIII. (Neste último caso seria durante o reinado de Ramsés II ou do seu filho Meneptá.).
Durante os anos de permanência no deserto do Sinai, enquanto os israelitas dirigiam-se para Canaã, produziu-se um acontecimento de importância capital: Deus instituiu a sua Aliança com o seu povo escolhido (Êx 19). Essa Aliança significou o estabelecimento de um relacionamento singular entre Javé e Israel, com estipulações fundamentais que ficaram fixadas na lei mosaica, cuja síntese é o Decálogo (Êx 20.1-17). A conquista de Canaã e o período dos juízes.
Depois da morte de Moisés (Dt 34), a direção do povo foi colocada nas mãos de Josué, a quem coube guiá-lo ao país de Canaã, a Terra Prometida. A entrada naqueles territórios iniciou-se com a passagem do Jordão, fato de grande significação histórica, porque com ela inaugurava-se um período decisivo para a constituição da futura nação israelita (Js 1-3).
Conquistar e assentar-se em Canaã não se tornou empresa fácil. Foi um longo e duro processo (cf. Jz 1), às vezes, de avanço pacífico, mas, às vezes, de inflamados choques com os hostis povos cananeus (cf. Jz 4-5), formados por populações diferentes entre si, ainda que todas pertencentes ao comum tronco semítico muitas delas terminaram absorvidas por Israel (cf. Js 9).
Naquele tempo da chegada e conquista de Canaã, os grandes impérios do Egito e da Mesopotâmia já haviam iniciado a sua decadência. Destes eram vassalos os pequenos Estados cananeus, de economia agrícola e cuja administração política limitava-se, geralmente, a uma cidade de relativa importância nos limites das suas terras. Em relação à religião, caracterizava-se sobretudo pelos ritos em honra a Baal, Aserá e Astarote, e a deuses secundários, geralmente divindades da fecundidade.
A etapa conhecida como “período dos juízes de Israel” sucedeu à morte de Josué (Js 24.29-32). Desenvolveu-se entre os anos 1200 e 1050 a.C., e a sua característica mais evidente foi, talvez, a distribuição dos israelitas em grupos tribais, mais ou menos independentes e sem um governo central que lhes desse um mínimo sentido de organização política. Naquelas circunstâncias surgiram alguns personagens que assumiram a direção de Israel e que, ocasionalmente, atuaram como estrategistas e o guiaram nas suas ações de guerra (ver, p. ex., em Jz 5, o Cântico de Débora, que celebra o triunfo de grupos israelitas aliados contra as forças cananéias). Entre todos os povos vizinhos, foram, provavelmente, os filisteus que representaram para Israel a mais grave ameaça. Procedentes de Creta e de outras ilhas do Mediterrâneo oriental, os filisteus, conhecidos também como “os povos do mar”, que primeiramente haviam intentado sem êxito penetrar no Egito, apoderaram-se depois (por volta de 1175 a.C.) das planícies costeiras da Palestina meridional. Ali estabeleceram-se e constituíram a “Pentápolis”, o grupo das cinco cidades filistéias: Asdode, Gaza, Asquelom, Gate e Ecrom (1Sm 6.17), cujo poder reforçou-se com a sua aliança e também com o monopólio da manufatura do ferro, utilizado tanto nos seus trabalhos agrícolas quanto nas suas ações militares (1Sm 13.19-22).
O início da monarquia de Israel
A figura política dos “juízes”, apta para resolver assuntos de caráter tribal, mostrou-se ineficaz ante os problemas que, mais tarde, haveriam de ameaçar a sobrevivência do conjunto de Israel no mundo palestino. Assim, pouco a pouco, veio a implantação da monarquia e, com ela, uma forma de governo unificado, dotado da autoridade necessária para manter uma administração nacional estável. Ainda que a monarquia tenha enfrentado, no início, fortes resistências internas (1Sm 8), paulatinamente chegou a impor-se e consolidar-se. Samuel, o último dos juízes de Israel, foi sucedido por Saul, que em 1040 a.C. iniciou o período da monarquia, que se prolongou até 586 a.C., quando, durante o reinado de Zedequias, os babilônios sitiaram e destruíram Jerusalém, tendo Nabucodonosor à frente. Saul, que começou a reinar depois de ter obtido uma vitória militar (1Sm 11) e de ter triunfado em outras ocasiões, todavia, nunca conseguiu acabar com os filisteus, e foi lutando contra eles no monte Gilboa que morreram os seus três filhos e ele próprio (1Sm 31.1-6).
Saul foi sucedido por Davi, proclamado rei pelos homens de Judá na cidade de Hebrom (2Sm 2.4-5). O seu reinado iniciou-se, pois, na região meridional da Palestina, mas depois estendeu-se em direção ao norte. Reconhecido como rei por todas as tribos israelitas, conseguiu unificá-las sob o seu governo. Durante o tempo em que Davi viveu, produziram-se acontecimentos de grande importância: a anexação à nova entidade nacional de algumas cidades cananéias antes independentes, a submissão de povos vizinhos e a conquista de Jerusalém, convertida desde então na capital do reino e centro religioso por excelência. Próximo já da sua morte, Davi designou por sucessor o seu filho Salomão, sob cujo governo alcançou o reino as mais altas cotas de esplendor. Salomão soube estabelecer importantes relacionamentos políticos e comerciais, geradores de grandes benefícios para Israel. As riquezas acumuladas sob o seu governo permitiram realizar em Jerusalém construções de enorme envergadura, como o Templo e o palácio real. O prestígio de Salomão fez-se proverbial, e a fama da sua prudência e sabedoria nunca tiveram paralelo na história dos reis de Israel (1Rs 5-10).
A ruptura da unidade nacional
A despeito de todas as circunstâncias favoráveis que rodearam o reinado de Salomão, foi precisamente aí que a unidade do reino começou a fender-se. Por um e outro lado do país, surgiam vozes de protesto pelos abusos de autoridade, pelos maus tratos infligidos à classe trabalhadora e pelo agravamento dos tributos destinados a cobrir os gastos que originavam as grandes construções. Tudo isso, fomentando atitudes de descontentamento e rebeldia, foi causa do ressurgimento de antigas rivalidades entre as tribos do Norte e do Sul.
Os problemas chegaram ao extremo quando, morto Salomão, ocupou o trono o seu filho Roboão (1Rs 12.1-24). Sem a sensatez do seu pai, Roboão provocou, com imprudentes atitudes pessoais, a ruptura do reino: de um lado, a tribo de Judá, que seguiu fiel a Roboão e manteve a capital em Jerusalém de outro, as tribos do Norte, que proclamaram rei a Jeroboão, antigo funcionário da corte de Salomão. Desde esse momento, a divisão da nação em reino do Norte e reino do Sul se fez inevitável.
Judá, sempre governada por um membro da dinastia davídica, subsistiu por mais de trezentos anos, ainda que a sua independência nacional tivesse sofrido importantes oscilações desde que, no final do séc. VIII a.C., a Assíria a submeteu a uma dura vassalagem. Aquele antigo império dominou a Palestina até que medos e caldeus, já próximo do séc. VI a.C., apagaram-na do panorama da história (Na 1-3). Então, em Judá, onde reinava Josias, renasceram as esperanças de recuperar a perdida independência mas, depois da batalha de Megido (609 a.C.), com a derrota de Judá e a morte de Josias (2Cr 35.20-24), o reino entrou em uma rápida decadência, que terminou com a destruição de Jerusalém em 586 a.C. O Templo e toda a capital foram arrasados, um número grande dos seus habitantes foi levado ao exílio, e a dinastia davídica chegou ao seu fim (2Rs 25.1-21). Ao que parece, a perda da independência de Judá supôs a sua incorporação à província babilônica de Samaria mas, além disso, o país havia ficado arruinado, primeiro pela devastação que causaram os invasores e em seguida pelos saques a que o submeteram os seus povos vizinhos, Edom (Ob 11), Amom e outros (Ez 25.1-4).
O reino do Norte, Israel, nunca chegou a gozar uma situação politicamente estável. A sua capital mudou de lugar em diversas ocasiões, antes de ficar finalmente instalada na cidade de Samaria (1Rs 16.24), e várias tentativas para constituir dinastias duradouras terminaram em fracasso, freqüentemente de modo violento (Os 8.4). A aniquilação do reino do Norte sob a dominação assíria ocorreu gradualmente: primeiro foi a imposição de um grande tributo (2Rs 15.19-20) em seguida, a conquista de algumas povoações e a conseqüente redução das fronteiras do reino e, por último, a destruição de Samaria, o exílio de uma parte da população e a instalação de um governo estrangeiro no país conquistado.
O exílio
Os babilônios permitiram que os exilados do reino de Judá formassem famílias, construíssem casas, cultivassem pomares (Jr 29.5-7) e chegassem a consultar os seus próprios chefes e anciãos (Ez 20.1-44) e, igualmente, permitiram-lhes viver em comunidade, em um lugar chamado Tel-Abibe, às margens do rio Quebar (Ez 3.15). Assim, pouco a pouco, foram-se habituando à sua situação de exilados na Babilônia. Em semelhantes circunstâncias, a participação comum nas práticas da religião foi, provavelmente, o vínculo mais forte de união entre os membros da comunidade exilada e a instituição da sinagoga teve um papel relevante como ponto de encontro para a oração, a leitura e o ensinamento da Lei, o canto dos Salmos e o comentário dos escritos dos profetas.
Desta maneira, com o exílio, a Babilônia converteu-se num centro de atividade religiosa, onde um grupo de sacerdotes entregou-se com empenho à tarefa de reunir e preservar os textos sagrados que constituíam o patrimônio espiritual de Israel. Entre os componentes desse grupo se contava Ezequiel, que, na sua dupla condição de sacerdote e profeta (Ez 1.1-3 2.1-5), exerceu uma influência singular.
Dadas as condições de tolerância e até de bem-estar em que viviam os exilados na Babilônia, não é de estranhar que muitos deles renunciassem, no seu tempo, regressar ao seu país. Outros, pelo contrário, mantendo vivo o ressentimento contra a nação que os havia arrancado da sua pátria e que era causa dos males que lhes haviam sobrevindo, suspiravam pelo momento do regresso ao seu longínquo país (Sl 137 Is 47.1-3).
Retorno e restauração
A esperança de uma rápida libertação cresceu entre os exilados quando Ciro, rei de Anshan, empreendeu a sua carreira de conquistador e fundador de um novo império. Elevado já ao trono da Pérsia (559-530 a.C.), as suas qualidades de estrategista e de político permitiram-lhe superar rapidamente três etapas decisivas: primeiro, a fundação do reino medo-persa, com a sua capital Ecbatana (553 a.C.) segundo, a conquista de quase toda a Ásia Menor, culminada com a vitória sobre o rei de Lídia (546 a.C.) terceiro, a entrada triunfal na Babilônia (539 a.C.). Desse modo, ficou configurado o império persa, que, durante mais de dois séculos, dominou o panorama político do Oriente Médio.
Ciro praticou uma política de bom relacionamento com os povos submetidos. Permitiu que cada um conservasse os seus usos, costumes e tradições e que praticasse a sua própria religião, atitude que redundou em benefício aos judeus residentes na Babilônia, os quais, por decreto real, ficaram com a liberdade de regressar à Palestina.
O livro de Esdras contém duas versões do referido decreto (Ed 1.2-4 e 6.3-12), no qual se ampararam os exilados que quiseram voltar à pátria. E é importante assinalar que o imperador persa não somente permitiu aquele regresso, mas também devolveu aos judeus os ricos utensílios do culto que Nabucodonosor lhes havia arrebatado e levado à Babilônia. Para maior abundância, Ciro ordenou também uma contribuição de caráter oficial para apoiar economicamente a reconstrução do templo de Jerusalém.
O retorno dos exilados realizou-se de forma paulatina, por grupos, o primeiro dos quais chegou a Jerusalém sob a liderança de Sesbazar (Ed 1.11). Tempos depois iniciaram-se as obras de reconstrução do Templo, que se prolongaram até 515 a.C. Para dirigir o trabalho e animar os operários contribuíram o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, apoiados pelos profetas Ageu e Zacarias (Ed 5.1). O passar do tempo deu lugar a muitos problemas de índole muito diversa. As duras dificuldades econômicas às quais tiveram que fazer frente, as divisões no seio da comunidade e, muito particularmente, as atitudes hostis dos samaritanos foram causa da degradação da convivência entre os repatriados em Jerusalém e em todo Judá.
Ao conhecer os problemas que afligiam o seu povo, um judeu chamado Neemias, residente na cidade de Susã, copeiro do rei persa Artaxerxes (Ne 2.1), solicitou que, com o título de governador de Judá, tivesse a permissão de ajudar o seu povo (445 a.C.). Neemias revelou-se um grande reformador, que atuou com capacidade e eficácia. A sua presença na Palestina foi decisiva, não somente para que se reconstruíssem os muros de Jerusalém, mas também para que a vida da comunidade judaica experimentasse uma mudança profunda e positiva (cf. Ne 8-10).
Artaxerxes investiu, também de poderes extraordinários, ao sacerdote e escriba Esdras, a fim de que este, dotado de plena autoridade, se ocupasse de todas as necessidades do Templo e do culto em Jerusalém e cuidasse de colocar sob a lei de Deus tanto os judeus recém-repatriados como os que nunca haviam saído da Palestina (Ed 7.12-26). Entre eles, promoveu Esdras uma mudança religiosa e moral tão profunda, que, a partir de então, Israel converteu-se no “povo do Livro”. A sua figura ocupa nas tradições judaicas um lugar comparável ao de Moisés. Com relação às referências a Artaxerxes no livro de Esdras (7.7) e no de Neemias (2.1), se correspondem a um só personagem ou a dois, os historiadores não têm chegado a uma conclusão definitiva.
O período helenístico
O domínio persa no Oriente Médio chegou ao seu fim quando o exército de Dario III sucumbiu em Isso (333 a.C.) ante as forças de Alexandre Magno (356-323 a.C.). Ali começou a hegemonia do helenismo, que se manteve até 63 a.C. e que entre os seus sucessos contou com o estabelecimento de importantes vínculos entre Oriente e Ocidente. Mas as rivalidades surgidas entre os sucessores de Alexandre (os Diádocos) impediram o estabelecimento de uma unidade política eficaz nos territórios que ele havia conquistado. De tais divisões originou-se, com referência à Palestina, a que fora dominada primeiro pelos ptolomeus (ou lágidas) do Egito e depois pelos selêucidas da Síria, duas das dinastias fundadas pelos generais sucessores de Alexandre. Durante a época helenística estendeu-se consideravelmente o uso do grego, e muitos judeus residentes na “diáspora” (ou “dispersão”) habituaram-se a utilizá-lo como língua própria. Chegou um momento em que se fez necessário traduzir a Bíblia Hebraica para atender às necessidades religiosas das colônias judaicas de fala grega. Essa tradução, chamada de Septuaginta ou Versão dos Setenta, foi feita aproximadamente entre os anos 250 e 150 a.C.
Durante o reinado do selêucida Antíoco IV Epífanes (175-163 a.C.), produziu-se na Palestina um intento de helenização do povo judeu, que causou entre os seus membros uma grave dissensão. Muitos adotaram abertamente costumes próprios da cultura grega, divergentes das práticas judaicas tradicionais, enquanto que outros se agarraram com tenaz fanatismo à lei mosaica. A tensão entre eles foi crescendo até desembocar na rebelião dos macabeus. Essa rebelião desencadeou-se quando um ancião sacerdote chamado Matatias e os seus cinco filhos organizaram a luta contra o exército sírio. Depois da morte de Matatias, Judas, o seu terceiro filho, ficou à frente da resistência e, chefiando os seus, reconquistou o templo de Jerusalém, que havia sido profanado pelos sírios, e o purificou e o dedicou. A Hannuká ou Festa da Dedicação (Jo 10.22) comemora esse fato. Convertido em herói nacional, Judas foi o primeiro a receber o sobrenome de “macabeu” (provavelmente “martelo”), que depois foi dado também aos seus irmãos.
Depois da morte de Simão, o último dos macabeus, a sucessão recaiu sobre o seu filho João Hircano I (134-104 a.C.), com quem teve início a dinastia hasmonéia. Ainda viveu a Judéia alguns dias de esplendor, mas, em geral, durante o governo dos hasmoneus, a estabilidade política deteriorou-se progressivamente. Mais tarde, entrou em jogo o Império Romano, e, no ano 63 a.C., o general Pompeu conquistou Jerusalém e a anexou, com toda a Palestina, à que já era oficialmente província da Síria. A partir desse momento, a própria vida religiosa judaica ficou hipotecada, dirigida aparentemente pelo sumo sacerdote em exercício, mas submetida, em última instância, à autoridade imperial.
Fonte: iLúmina – A Bíblia do século XXI
Davi, Rei de Israel
10/05/10
II Samuel 1:1-27. II Samuel 11:1-27, 12:1-31
Versículo para memorização – II Samuel 11:27
No capítulo 16 do primeiro livro de Samuel, por volta de 1063 a.C., Samuel ungiu Davi para rei de Israel. Obviamente Davi tinha percepção espiritual suficiente para saber que não deveria tomar o reino, mas deveria esperar no Senhor. Davi serviu Saul fielmente durante os sete anos subseqüentes. Ainda que Saul freqüentemente procurasse sua vida, demonstrou continuamente digna reverência a seu rei.
No início de II Samuel, por volta de 1056 a.C., o rei Saul morreu e Davi começou a governar Judá. Um dos filhos de Saul tornou-se rei de Israel contrariamente aos planos de Deus. Entretanto, Davi esperou no Senhor e não se vangloriou quando esse homem foi morto. Na verdade, Davi executou tanto os assassinos do filho de Saul quanto o homem que declarava ter matado Saul.
Davi foi um bom rei. Conduziu bem Israel e prosperaram grandemente em seu reinado. Era temente a Deus e geralmente seguia os desígnios de Deus cuidadosamente. As escrituras recordam que era um homem segundo o coração do Senhor. A palavra de Deus é sempre honesta, entretanto, e registra o pecado até mesmo dos grandes homens de Deus.
Davi pecou gravemente contra o Senhor. Um dia, quando se supunha estar guiando seus exércitos, ficou em casa. Satanás então o tentou com uma mulher chamada Bate-seba e Davi caiu em pecado com ela. Quando ela reconheceu que estava grávida, Davi chamou seu marido, Urias, o heteu, a sua casa, a fim de montar uma trama que escondesse seu pecado. Como isso não funcionou, Davi matou Urias na batalha, pensando que isso encobriria seu erro. Porém, Deus não se agradou com esse pecado e por isso lançou um grande julgamento sobre Davi.
Quando o profeta Natã contendeu Davi por isso, Davi arrependeu-se e Deus o perdoou. O pecado do cristão atinge os outros, entretanto, e, por causa disso, Deus julgou a casa de Davi pelo resto de sua vida, para que podemos ver o terrível retribuição do pecado.
Através de suas vitórias e mágoas, Davi deu-nos um dos maiores livros da Bíblia, o livro de Salmos.
Perguntas – DAVI, REI DE ISRAEL
1. Davi foi ungido para rei aproximadamente quanto tempo antes de Cristo?
2. Davi ficou ansioso e impaciente para ser rei?
3. Resistiu à maldade do rei Saul?
4. Saul morreu aproximadamente quanto tempo depois da unção de Davi?
5. O que Davi fez ao homem que declarava ter matado Saul?
6. Sobre qual nação Davi se fez rei primeiramente?
7. Quem o tornou rei sobre Israel?
8. O que Davi fez aos homens que mataram Is-Bosete?
9. Que tipo de rei foi Davi?
10. Cite dois pecados que Davi cometeu contra Deus.
11. Quem era a mulher com quem ele se envolveu?
12. Qual era o nome de seu marido?
13. Qual era sua nacionalidade?
14. Como Davi o matou?
15. Porque Davi foi pego no seu pecado?
16. Quem lhe falou sobre seu pecado?
17. O que Davi fez quando lhe foi dito isso?
18. Qual foi a resposta do Senhor a Davi?
19. Davi ficou resignado ou amargurado quando Deus o julgou?
20. Qual o grande livro que Davi nos deixou?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Rute
10/05/10
Rute – Capítulos 2-4
Versículo para memorização – Rute 2:15
Rute era a viúva de Malom, filho de Elimeleque e Noemi. Seu marido morreu em Moabe e ela chegou a Belém, Judá, com sua sogra viúva, Noemi. Visto que era tempo da colheita de cevada, Noemi mandou-a apanhar espigas, e tais sementes que caíam no campo após os segadores, que Deus ordenou a Seu povo a deixar. Desde que foram viúvas, essa era, provavelmente, a única maneira que possuíam de obter comida.
Pela providência de Deus, Rute chegou a colher no campo de Boaz, que era um parente próximo de Elimeleque, provavelmente um primo ou sobrinho. Quando Boaz viu Rute colhendo no seu campo, seu coração foi, de alguma maneira, movido e disse a ela para colher com suas próprias donzelas e para beber da água que seus homens haviam tirado. Disse ainda aos trabalhadores para deixarem cair um pouco de cevada no chão, em punhados que ela pudesse apanhar mais abundantemente.
No capítulo três, vemos Rute oferecendo-se ao serviço, assim como nós, que encontramos a graça nos olhos de Cristo, devemos nos oferecer em serviço a Ele. Não há nenhuma razão explícita para isso, assim como não há um porquê para Jesus nos amar, mas Boaz amou Rute e, no capítulo quatro, passa a fazer os negócios necessários para comprá-la como sua esposa. Se isso fosse feito, eram necessárias três coisas: ele deveria ser o parente disposto mais próximo, deveria pagar toda a dívida com a terra e precisava estar disposto a pagar e ter a viúva como sua noiva.
Havia um parente mais próximo que Boaz e que se alegrou por comprar e possuir a região, mas ele não queria Rute; então, Boaz comprou a terra e Rute para que fosse esposa. Tiveram um filho chamado Obede, que mais tarde seria o avô de Davi.
Este é um belo retrato de como Cristo nos amou enquanto nós ainda éramos pecadores, comprou-nos com Seu próprio sangue precioso e conjugou Sua herança para nós, fazendo-nos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Ele próprio. (Romanos 5:8)
Perguntas – RUTE
1. Qual era a nacionalidade de Rute?
2. Qual era o nome de seu marido?
3. Ela viveu em Belém por escolha?
4. Que tipo de trabalho encontramos Rute fazendo?
5. No campo de quem Rute foi colher?
6. O que ela fazia com o que colhia?
7. Como Boaz se sentiu quando viu uma mulher grega em seu campo?
8. O que Ele disse a Rute que fizesse enquanto estivesse em seu campo?
9. O que Ele mandou os jovens fazer?
10. Em que local da cidade Boaz conversou com seu parente?
11. Quantas testemunhas adquiriu?
12. O parente queria readquirir a terra?
3. Por que não readquiri-la?
14. Qual evidência deu a Boaz de que não iria redimi-la?
15. Que nome Boaz e Rute deram a seu primeiro filho?
16. Quem era a ama da criança?
17. Quem foi o filho de Obede?
18. Quem foi o neto de Obede?
19. Qual a razão de Boaz para querer casar-se com Rute?
20. O que essa história de amor ilustra?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br