Estudos Bíblicos
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Quem eram os doze discípulos de Jesus Cristo?
07/05/12
Resposta: A palavra “discípulos” se refere a um “aprendiz” ou “seguidor”. A palavra “apóstolo” se refere a “alguém que é enviado”. Enquanto Jesus estava na terra, os doze eram chamados discípulos. Os 12 discípulos seguiram a Jesus Cristo, aprenderam com Ele, e foram treinados por Ele. Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, Ele enviou os discípulos ao mundo (Mateus 28:18-20) para que fossem Suas testemunhas. Eles então passaram a ser conhecidos como os doze apóstolos. No entanto, mesmo quando Jesus ainda estava na terra, os termos discípulos e apóstolos eram de certa forma usados alternadamente, enquanto Jesus os treinava e enviava para pregarem.
Os doze discípulos/apóstolos originais estão listados em Mateus 10:2-4: “Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu”. A Bíblia também lista os 12 discípulos/apóstolos em Marcos 3:16-19 e Lucas 6:13-16. Ao comparar as três passagens, há algumas pequenas diferenças. Aparentemente, Tadeu também era conhecido como “Judas, filho de Tiago” (Lucas 6:16). Simão, o Zelote também era conhecido como Simão, o cananeu. Judas Iscariotes, que traiu Jesus, foi substituído entre os doze apóstolos por Matias (veja Atos 1:20-26). Alguns professores bíblicos vêem Matias como um membro “inválido” para os 12 apóstolos, e acreditam que o apóstolo Paulo foi a escolha de Deus para substituir Judas Iscariotes como o décimo segundo apóstolo.
Os doze discípulos/apóstolos eram homens comuns a quem Deus usou de maneira extraordinária. Entre os 12 estavam pescadores, um coletor de impostos, um revolucionário. Os Evangelhos registram as constantes falhas, dificuldades e dúvidas destes doze homens que seguiam a Jesus Cristo. Após testemunharem a ressurreição e a ascensão de Jesus ao Céu, o Espírito Santo transformou os discípulos/apóstolos em homens poderosos de Deus que “viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6). Qual foi a mudança? Os 12 apóstolos/discípulos haviam “estado com Jesus” (Atos 4:13). Que o mesmo possa ser dito de nós!
Fonte: Got Questions
Quando a Ansiedade Vem
01/05/12
Texto: Filipenses 4:4-9
Introdução:
A ansiedade interfere com o sono, atrapalha a concentração e atrapalha a produtividade. Mas os filhos de Deus não tem que permitir que esta emoção destrutiva controle suas vidas. Mesmo quando os crentes vivem através das circunstâncias dolorosas, podem experimentar a paz além da compreensão humana.
I. Qual é a natureza da ansiedade?
A. Esta emoção pode ser definida como uma imensa sensação de tensão que fragmenta nossos pensamentos e divide nossas mentes.
B. A Bíblia nos ensina como evitar que as preocupações controle nossas vidas.
“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).
C. Por que é tão importante aprendermos a lidar com a ansiedade?
1. A preocupação perturba nossos pensamentos, por isso não podemos pensar claramente ou tomar decisões sábias.
2. Nossa produtividade diminui por causa da irritação desperdiça tempo e energia.
3. Os relacionamentos com nossos cônjuges, familiares, colegas e amigos sofrem.
4. A ansiedade contribui para uma série de problemas de saúde.
5. Ela indica uma falta de confiança em Deus e dificulta nosso relacionamento com Ele (Mateus 6:31, 34).
II. Como você e eu superamos a ansiedade?
A. Orando corretamente:
1. Os cristãos devem orar em todas as circunstâncias e situações (Filipenses 4:6).
2. Em vez de focar exclusivamente em uma lista de pedidos, devemos procurar a adorar e louvar o Senhor. Deus já conhece as nossas necessidades, e Ele tem o poder de supri-las.
3. Os crentes devem orar especificamente, especialmente quando intercede por outros.
4. Os cristãos devem clamar ao Senhor em súplica (Filipenses 4:6). Esta palavra indica um derramamento apaixonado do coração (Salmo 34:17; Hebreus 5:7), em contraste com meras palavras (Isaías 29:13). Como filhos de Deus, podemos confiar que Ele vai responder às nossas orações fervorosas.
5. Devemos fazer nossas petições “com ações de graças” (Filipenses 4:6). Quando Deus não responde as nossas orações imediatamente, ou quando Ele diz não; devemos continuar a ser gratos pelo que já temos.
B. Pensando corretamente:
1. Nossos pensamentos afetam diretamente a ansiedade que sentimos. Os cristãos devem permanecer sobre “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8).
2. Em vez de se preocupar com o que o futuro trará, tente se concentrar em seu relacionamento com o Senhor. Buscar a Sua vontade sobre seus objetivos e finalidade da vida para hoje, amanhã e no futuro.
3. Como cristãos, nós ainda enfrentamos a adversidade, mas Deus pode nos dar paz sobrenatural em meio ao sofrimento (João 14:27). Nada acontece a menos que Ele permita. E o Senhor promete usar as situações difíceis para o nosso bem (Romanos 8:28).
C. Vivendo corretamente:
1. Aqueles que levam vidas ímpias não podem experimentar uma paz duradoura. E as pessoas que não conhecem o Senhor não têm esperança de vida após a morte (Mateus 7:23). Eles podem mascarar seus medos com drogas, álcool, trabalho, ou alguma outra distração. Mas essas pessoas muitas vezes vivem com apreensão sobre o seu futuro eterno.
2. Devemos ser obedientes a fim de estar livre da ansiedade (Filipenses 4:9).
Conclusão:
Entregue suas preocupações a Deus. Determine a meditar sobre as coisas verdadeiras e justas, e entrega o controle de sua vida a ele. O Senhor lhe dará a graça de superar a ansiedade. Sim, você ainda pode enfrentar dores, decepções ou dificuldades. Mas você pode aprender a dizer com o apóstolo Paulo, “… porque já aprendi a viver em qualquer situação” (Filipenses 4:11).
Pr. Aldenir Araújo
Fonte: O Pregador Fiel
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Faça o bem secretamente – Max Lucado
27/04/12
“Gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens” (Mateus 6:5).
Esta é a definição prática de hipocrisia: “ser visto pelos homens”. A palavra grega para hipócrita, hypokrités, originalmente significava “ator”. Os atores do primeiro século usavam máscaras. Um hipócrita, portanto, é alguém que coloca uma máscara, um rosto falso.
Jesus não disse, “Não façam boas obras”. Nem instruiu, “Não deixe que suas obras sejam vistas”. Nós devemos fazer boas obras, e algumas obras, tais como benevolência ou ensino, devem ser vistas para terem impacto. Então sejamos claros. Fazer uma coisa boa é uma coisa boa. Fazer o bem para ser visto não é. Na verdade, fazer o bem para ser visto é uma ofensa grave. Aqui está por que.
A hipocrisia afasta as pessoas de Deus. Quando as almas ávidas por Deus entram em uma congregação de aspirantes a superastros, o que acontece? Quando os que procuram Deus veem cantores pomposos como artistas de Las Vegas… Quando eles ouvem o pregador – um homem de cabelo, roupas e palavras polidas – atuar para a multidão e excluir Deus… Quando os outros participantes se vestem para serem vistos e fazem muito dos seus dons e ofertas… Quando as pessoas entram em uma igreja para ver Deus, mas não conseguem ver Deus por causa da igreja, não pense nem por um segundo que Deus não reage. “Tomem cuidado especialmente quando tentarem ser bons para que vocês não façam disso uma apresentação teatral. Talvez seja uma boa cena, mas o Deus que fez vocês não estará aplaudindo” (Mateus 6:1 MSG).
A hipocrisia afasta as pessoas de Deus. Então Deus tem uma política de não tolerância. Deixe que os corpos frios e sem vida do casal fraudulento publiquem seu aviso intencional. Vamos levar a hipocrisia tão a sério como Deus a leva. Como nós podemos?
Não espere créditos pelas boas ações. Nenhum. Se ninguém notar, você não fica desapontado. Se alguém notar, você dá o crédito a Deus. Faça esta pergunta a você mesmo: se ninguém soubesse do bem que faço, mesmo assim eu o faria? Se não, você o está fazendo para ser visto pelas pessoas.
Dê doações financeiras em segredo. O dinheiro mexe com o falso dentro de nós. Nós gostamos de ser vistos ganhando-o. E nós gostamos de ser vistos dando-o. Então “quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita” (Mateus 6:3).
Não finja espiritualidade. Quando você for à igreja, não escolha um assento apenas para ser visto ou cante apenas para ser ouvido. Se você levantar suas mãos em adoração, levante mãos santas, não mãos chamativas. Quando você falar, não falsifique o seu vocabulário com expressões religiosas modernas. Nada enjoa mais do que um “Louve ao Senhor” falso, um “Aleluia” superficial ou um “Glória seja a Deus” fingido.
Conclusão: não faça da sua fé uma apresentação teatral. “Olhem para mim! Olhem para mim!” é um grito usado no parquinho, não no reino de Deus. Silencie as trombetas. Cancele o desfile. Chega de mencionar nomes. Se os elogios vierem, educadamente devie-os antes que você acredite neles. Destrua o desejo de ser notado. Desperte o desejo de servir a Deus.
Preste atenção no conselho de Cristo: “Lave primeiro o copo por dentro, e então a parte de fora também ficará limpa!” (Mateus 23:26 NTLH). Coloque foco na parte de dentro e a parte de fora cuidará de si mesma. Coloque os seus motivos diante de Deus a cada dia, a cada hora. “Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos. Vê se há em mim algum pecado e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139:23-24 NTLH).
Faça coisas boas. Apenas não as faça para ser notado. Você pode ser bom demais para seu próprio bem, você sabe.
“Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará” (Mateus 6:3-4).
Senhor, o senhor deixa claro em sua Palavra que odeia a hipocrisia, sobretudo porque ela afasta as pessoas do senhor. Então, Pai, eu oro que o senhor diminua a minha tendência natural a procurar reconhecimento pessoal por quaisquer coisas boas que o senhor permite que eu faça. Não quero ser falso, mas também não quero ser um caçador de glória. Encha-me com o seu Espírito e ensine-me a seguir o seu exemplo dando alegremente toda a glória a seu Filho. Em nome de Jesus eu oro, amém.
Autor: Max Lucado
Fonte: Irmãos
Ore primeiro, ore sempre – Max Lucado
27/04/12
Um dos nossos líderes da igreja brasileira me ensinou algo sobre a importância da oração. Ele encontrou Cristo durante uma estadia de um ano em um centro de reabilitação de drogas. Sua terapia incluía três reuniões de oração de uma hora por dia. Não era necessário que os pacientes orassem, mas era necessário que eles frequentassem as reuniões de oração. Dúzias de viciados em drogas em recuperação passavam sessenta minutos ininterruptos ajoelhados.
Eu expressei surpresa e confessei que as minhas orações eram curtas e formais. Ele me convidou (desafiou?) a encontrá-lo para orar. Eu o fiz no dia seguinte. Nós nos ajoelhamos no chão de concreto do auditório da nossa pequena igreja e começamos a falar com Deus. Mude isso. Eu falei; ele gritou, chorou, implorou, elogiou e argumentou. Ele bateu com suas mãos fechadas no chão, balançou a mão fechada em direção ao céu, confessou e reconfessou cada pecado. Ele recitou cada promessa da Bíblia como se Deus precisasse de um lembrete. Ele orou como Moisés.
Quando Deus decidiu destruir os israelitas por causa do bezerro de ouro, “Moisés suplicou ao Senhor, o seu Deus, clamando: ‘Ó Senhor, por que se acenderia a tua ira contra o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e forte mão? Por que diriam os egípcios: ‘Foi com intenção maligna que ele os libertou’… Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Israel, aos quais juraste por ti mesmo’” (Êxodo 32:11-13).
Moisés no Monte Sinai não está calmo e quieto, com as mãos unidas e uma expressão serena. Em um minuto ele está sobre seu rosto e no minuto seguinte está diante de Deus. Ele está ajoelhado, apontando seu dedo, levantando suas mãos. Derramando lágrimas. Rasgando seu manto. Lutando como Jacó em Jaboque pelas vidas do seu povo. E Deus o ouviu! “E sucedeu que o Senhor arrependeu-se do mal que ameaçara trazer sobre o povo” (Êxodo 32:14).
Nossas orações impetuosas mexem com o coração de Deus. “A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:16). A oração não muda a natureza de Deus; quem ele é nunca será alterado. A oração, entretanto, impacta o correr da história. Deus conectou o mundo com força, mas ele nos convida a ligar o interruptor.
A maioria de nós luta com a oração. Nós nos esquecemos de orar e, quando lembramos, oramos com pressa e com palavras vazias. Nossas mentes se desviam; nossos pensamentos se dispersam como uma ninhada de codornizes. Por que isto? A oração requer um esforço mínimo. Nenhum local é determinado. Nenhuma roupa específica é necessária. Nenhum título ou cargo é estipulado. Mesmo assim você acharia que estamos lutando com um porco engraxado.
Falando em porcos, Satanás procura interromper as nossas orações. Nossa batalha com a oração não é inteiramente nossa culpa. O diabo conhece as histórias; ele testemunhou o anjo na cela de Pedro e a restauração em Jerusalém. Ele sabe o que acontece quando oramos. “As armas com as quais lutamos são poderosas em Deus para destruir fortalezas” (2 Coríntios 10:4).
Satanás não fica preocupado quando o Max escreve livros ou prepara sermões, mas seus joelhos salientes tremem quando o Max ora. Satanás não gagueja ou tropeça quando você atravessa as portas da igreja ou participa das reuniões ministeriais. Os demônios não se agitam quando você lê este livro. Mas as paredes do inferno se abalam quando uma pessoa com um coração sincero e uma confissão fiel diz, “Ah, Deus, grandioso és tu”.
Satanás nos afasta da oração. Ele tenta se posicionar entre nós e Deus. Mas ele corre como um cachorro assustado quando nós avançamos. Então vamos.
Vamos orar, primeiro. Viajando para ajudar os famintos? Certifique-se de banhar a sua missão em oração. Trabalhando para desatar os nós da injustiça? Ore. Cansado de um mundo de racismo e divisão? Deus também. E ele amaria falar com você sobre isso.
Vamos orar, sempre. Deus nos chamou para pregar sem cessar? Ou ensinar sem cessar? Ou ter reuniões ministeriais sem cessar? Ou cantar sem cessar? Não, mas ele nos chamou para “orar sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).
Jesus declarou: Minha casa será chamada casa de estudo? Comunhão? Música? Uma casa de exposição? Uma casa de atividades? Não, mas ele disse, “Minha casa será chamada casa de oração” (Marcos 11:17).
Nenhuma outra atividade espiritual garante tais resultados. “Se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus” (Mateus 18:19). Ele é movido pelo coração humilde e devoto.
“Continuem firmes na oração, sempre alertas ao orarem e dando graças a Deus. Orem também por nós a fim de que Deus nos dê uma boa oportunidade para anunciar a sua mensagem, que trata do segredo de Cristo” (Colossenses 4:2-3 NTLH).
Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o senhor criou tudo o que existe e mantém funcionando pela sua infinita sabedoria e poder ilimitado. Mesmo assim me convida a chegar até o senhor em oração, audaciosamente e com a expectativa de que o senhor me ouvirá e me responderá. Ensine-me, Senhor, a tirar o máximo proveito deste privilégio incrível, especialmente quanto a alcançar os outros com seu amor. Dê-me afeição por aqueles que ainda precisam experimentar a plenitude da sua graça e incite-me a orar por eles e por seu bem-estar, tanto neste mundo como na eternidade. Senhor, leve-me para a linha de frente desta batalha. Em nome de Jesus eu oro, amém.
Notas:
Autor: Max Lucado
Fonte: Irmãos
Os anjos são machos ou fêmeas?
27/04/12
Pergunta: “Os anjos são machos ou fêmeas?”
Resposta: A Bíblia não necessariamente sustenta o gênero dos anjos como sendo macho ou fêmea. Quando um gênero é especificamente “designado” a um anjo na Bíblia, é macho (Gênesis 19:10-12; Apocalipse 7:2; 8:3; 10:7). No entanto, isso não indica necessariamente que os anjos são machos. Mateus 22:30 aparenta indicar que anjos são “assexuais”, sem um gênero: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” Se anjos não procriam, não há necessidade de um gênero, pelo menos não no sentido de distinções humanas de gênero.
Da mesma forma, Deus sempre se refere a Si mesmo na linguagem masculina, apesar de que Deus não é nem macho nem fêmea. Ele usa a linguagem masculina porque descreve mais adequadamente quem Ele é e o que Ele faz, principalmente nas culturas patriarcais nas quais a Bíblia foi escrita. Se os anjos não têm um gênero, de alguma forma as Escrituras indicam que ele são predominantemente ou universalmente machos. É mais provável que os anjos são assexuais, assim como Deus, e a linguagem masculina é usada para descrever a eles e ao seu papel em servir a Deus.
A comunhão na igreja
26/04/12
Referência: I JOÃO 1.3
Existem pessoas que estão longe de Deus e longe das pessoas. Outras estão perto de Deus e longe das pessoas. Outras estão longe de Deus e perto das pessoas. Devemos estar perto de Deus e perto das pessoas.
I. COMUNHÃO COM DEUS
a) Enoc – Gn 5.24
b) Noé – Gn 6.9
c) Abraão – Gn 17.1
d) Moisés – Ex 33.11-23
e) Robert McKeyne, David Brainerd, Finney
II. COMUNHÃO COM O FILHO
a) Somos um só espírito com o Senhor – I Co 6.17
b) Ele habita em nossos corações – Ef 3.16-19
c) Ele ceia conosco – Ap 3.20
d) Figuras: NOIVO-NOIVA; VIDEIRA-RAMOS; CABEÇA-CORPO
III. COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO
a) Fomos batizados no corpo pelo Espírito e bebemos do mesmo Espírito – I Co 12.13
b) Comunhão do Espírito – II Co 13.13
c) Fp 2.1
IV. COMUNHÃO COM OS SANTOS
a) É o modo natural de viver daquele que tem um encontro com Jesus – At 2.42,46
b) Para ter comunhão com os irmãos, é preciso andar na luz – I Jo 1.7
c) Exige esforço conjunto – Ef 4.15,16
d) Exige correção de pecados – Ef 4.25-32
e) Envolve socorro em coisas materiais – I Jo 3.17; Rm 12.13; II Co 8.4; Gl 2.10; At 11.29,30.
V. MUTUALIDADE DA COMUNHÃO
a) Somos membros uns dos outros – Rm 12.5
b) Amai-vos cordialmente (filostorgoi) uns aos outros – Rm 12.10
c) Preferindo-vos em honra uns aos outros – Rm 12.10
d) Tende o mesmo sentimento uns para com os outros – Rm 12.16; 15.5
e) Acolhei-vos uns aos outros como também Cristo nos acolheu – Rm 15.7
f) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo – Rm 16.16
VI. QUANDO A COMUNHÃO NÃO É RECOMENDADA
a) Quando as amizades são com pessoas ímpias – Sl 1.1-3
b) Quando a outra pessoa se diz crente, mas não vive como tal – I Cor 5.6-11
c) Quando a outra pessoa tem uma vida comprometida com práticas de pecado – Ef 5.5-14; II Co 6.14
d) Quando a outra pessoa não tem cuidado com a língua – I Co 15.33; Pv 20.19
e) Quando a outra pessoa resiste ouvir e obedecer a Palavra de Deus – II Ts 3.14; Pv 13.20
f) Quando a outra pessoa é semeadora de contendas – Pv 6.16-19
CONCLUSÃO
Fp 2.1-5.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Vida financeira sem ansiedade
25/04/12
Referência: MATEUS 6.19-34
Na primeira metade de Mateus 6 (1-18) Jesus descreve a vida particular do cristão NO LUGAR SECRETO (dando, orando e jejuando); na segunda parte (19-34) Ele trata dos nossos negócios públicos no mundo (questões do dinheiro, de propriedades, de alimento, roupa e ambição). Ou seja, Cristo descreve a vida RELIGIOSA E SECULAR do cristão, mostrando que ambas são santas e dependentes de Deus.
Deus está interessado em nossa vida PARTICULAR E PÚBLICA, RELIGIOSA E SECULAR.
Ouvimos os mesmos insistentes convites de Jesus, nas duas esferas: 1) O chamado para sermos diferentes da hipocrisia do religioso (1-18) e agora, 2) diferentes do materialismo do irreligioso (19-34). Cristo agora nos incita a renunciar o sistema de valores dos gentios (v. 32).
Cristo coloca alternativas diante de nós em cada estágio: HÁ DOIS TESOUROS (na terra e no céu 19-21); DUAS CONDIÇÕES FÍSICAS (trevas e luz 22,23); DOIS SENHORES (Deus e as riquezas 24) e DUAS PREOCUPAÇÕES (nosso corpo e o Reino de Deus 25-34). E não podemos por os pés em duas canoas.
Jesus nos mostra que a ganância, que a acumulação egoísta é pecaminosa. Que não podemos fazer do dinheiro, da riqueza a razão do nosso viver. Devemos investir nossa vida em algo que não acaba. A riqueza é temporal, é passageira. Não vamos levá-la. É preciso ter tesouro no céu. Buscar o que é eterno. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus.
Quando optamos pelo tesouro celeste em vez dos tesouros da terra; quando seguimos a luz e não as trevas; quando optamos por servir a Deus e não a Mamom, então estaremos prontos a entender: BUSCAI, POIS, EM PRIMEIRO LUGAR O REINO DE DEUS…Se sirvo a Deus, buscarei o seu reino e entregarei a Ele minhas necessidades.
Jesus está dizendo que todos os homens buscam alguma coisa, pela qual viver; alguma coisa sobre a qual colocar o coração e a mente.
Jesus mostra aos seus discípulos que eles devem buscar o Reino de Deus e não as coisas materiais como objetivo maior da vida. Três vezes Ele ordena NÃO FIQUEIS ANSIOSOS (v. 25,31,34). A preocupação básica do homem é v. 31. ESTA É A TRINDADE DOS CUIDADOS DO MUNDO (Spurgeon). Porque os gentios é que se preocupam com todas essas coisas (v. 32).
Basta olhar para a propaganda da Televisão, rádio, jornal e veremos uma vívida ilustração moderna do que Jesus ensinou há 2 mil anos. Do começo ao fim, os apelos são: preocupar-se com o bem-estar do corpo: como alimentá-lo, vesti-lo, aquecê-lo, refrescá-lo, relaxá-lo, entretê-lo, enfeitá-lo e estimulá-lo = CONSUMISMO E MATERIALISMO.
Jesus de forma alguma negou ou desprezou as necessidades do corpo. Ele ensinou-nos a orar O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE. Mas hoje o mundo está adotando um conceito reducionista, degradando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único e último objetivo da vida.
Jesus de forma alguma está proibindo a previdência = A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construindo ninhos, alimentando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a PREOCUPAÇÃO ANSIOSA.
I. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A FÉ CRISTÃ – v. 25-30
No verso 30 o Senhor chama os ansiosos de HOMENS DE PEQUENA FÉ. Vejamos alguns argumentos contra a ansiedade:
1. Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida, nos dará alimento e veste – v. 25 = Deus é o responsável pela nossa vida, e pelo nosso corpo. E estes são mais importantes que o alimento e as vestes. Pois bem, se Deus já cuida do maior (nossa vida e nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)
2. Do menor para o maior. As aves como exemplo – v. 26 = Aqui Jesus mostra o cuidado divino em alimentar seus discípulos. Os pássaros não semeiam, não colhem, não armazenam, mas Deus os alimenta. Eles não ficam desesperados, ansiosos, inquietos e fatigados. Disse Martinho Lutero: JESUS ESTÁ FAZENDO DAS AVES NOSSOS PROFESSORES E MESTRES. O MAIS FRÁGIL PARDAL SE TRANSFORMA EM TEÓLOGO E PREGADOR PARA O MAIS SÁBIO DOS HOMENS, DIZENDO: EU PREFIRO ESTAR NA COZINHA DO SENHOR. ELE FEZ TODAS AS COISAS. SABE DAS MINHAS NECESSIDADES E ME SUSTENTA. Se Deus cuida de suas pequenas criaturas, Ele também cuidará de seus filhos. QUAL É O PAI QUE SE O FILHO LHE PEDIR UM PEIXE LHE DARÁ UMA COBRA, OU SE PEDIR UM PÃO LHE DARÁ UMA PEDRA?
3. A preocupação é inútil – v. 27 = Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação segundo Jesus, que já conhecia todos os meandros da medicina psicossomática, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. Assim como deixamos essas coisas ao cuidado de Deus (pois certamente estão fora do nosso alcance) devemos deixar também as coisas menores como alimento e roupa (I Pe 5.7).
4. As flores como exemplo – v. 28-30 = As flores, os lírios, as papoulas silvestres que não trabalham e não fiam, que têm a vida curta se secam e são jogadas no fogo são vestidas com glória e nobreza régia, assim Jesus fiz para seus discípulos que nosso Pai providenciará para nós as vestes.
II. EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS
1. Os crentes, os discípulos não estão isentos de ganhar sua própria vida = Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar “Se alguém não quer trabalhar também não coma.” Cristo usou o exemplo dos pássaros. Ele conhecia os hábitos alimentares dos pássaros: Uns comem sementes, outros peixes, outros são insetívoros, outros predadores. Deus os alimenta a todos, providenciando na natureza os recursos para que eles se alimentem. AS PLANTAS extraem do sol e do solo o seu sustento. Deus também nos supre, mas precisamos cooperar com nosso trabalho.
2. Os discípulos não estão isentos da responsabilidade com os outros = Se Deus promete alimentar os seus filhos, porque há tanta gente subnutrida e mal vestida? A razão mais óbvia deste grave problema não é a falta da provisão divina, mas uma injusta distribuição por parte do homem. A verdade é que Deus forneceu recursos amplos na terra e no mar, mas o homem açambarca, disperdiça ou estraga esses recursos e não os distribui. Nesse mesmo Evangelho de Mateus, onde Jesus diz que o Nosso Pai Celeste nos alimenta, diz que devemos alimentar os famintos e vestir os nus.
3. Os discípulos não estão isentos de dificuldades = Estar livre de preocupações e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Cristo nos manda deixar de lado a ansiedade, mas não promete que seremos imunes a todos os infortúnios. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, Ele não nos isenta das aflições e apertos, inclusive financeiros. Enfrentamos dissabores, tristezas, angústias, perigos, mas todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
III. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A VIDA DE DISCÍPULO – v. 31,32
Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios, dos pagãos, daqueles que não conhecem a providência amorosa de Deus. A ansiedade é desconfiança com respeito a Deus, mas o discípulo pode dizer Rm 8.31,32.
A ambição daquele que não conhece pessoalmente a Deus é fazer da procura das coisas materiais o fim último da vida, mas isto não é compatível com a vida do discípulo.
IV. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM O BOM SENSO – v. 34
Toda preocupação é sobre o amanhã, mas experimentada hoje. Sempre que ficamos ansiosos, ficamos preocupados no momento presente sobre alguma coisa que vai acontecer no futuro. Mas muitas vezes por algo que não chega a acontecer. Sofremos antecipadamente, desnecessariamente.
As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimento, dinheiro, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão.
Portanto, a preocupação é uma perda de tempo, de pensamento e de energia nervosa. Precisamos a viver um dia de cada vez. Devemos, naturalmente planejar o futuro, mas não ficarmos ansiosos quanto a ele. BASTA A CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL.
Portanto, porque antecipá-los? Se o fizermos nós os multiplicaremos, pois se nossos temores não se concretizarem, teremos nos preocupado em vão; no caso de se concretizarem, estaremos nos preocupando duas vezes em vez de uma.
V. QUAL DEVE SER A OCUPAÇÃO DO DISCÍPULO PARA NÃO TER UMA VIDA DE PREOCUPAÇÃO?
1. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus = É buscar o governo, o domínio de Jesus em cada coração. É procurar colocar tudo debaixo do governo e controle de Jesus: LAR, CASAMENTO, FAMÍLIA, VIDA PROFISSIONAL, DÍVIDAS, LAZER. É investir a vida em valores eternos. É fazer tudo para a glória de Deus. É evangelizar.
2. Buscar a justiça de Deus = É ser protagonista de justiça de Deus num mundo de tantas injustiças. É se colocar contra a miséria, a exploração, a ganância e o preconceito. Precisamos ser agentes da justiça de Deus na história.
3. Resultados de buscar a Deus em primeiro lugar = “E as demais coisas vos serão acrescentadas” = Deus supre, Deus cuida. Dá paz, alegria, vida abundante e o pão, e as vestes, e tudo o mais. Amém.
Fonte: Hernandes Dias Lopes
As razões dos não-dizimistas
25/04/12
Referência: HEBREUS 7.1-10
A doutrina do dízimo é inaceitável para aqueles que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Isto porque não foram ainda marcados pela consciência da causa de Deus nem pela prioridade do Seu Reino.
No Novo Testamento a palavra DÍZIMO aparece 9 vezes e ligadas a duas situações:
1) Mt 23.23 = Partindo dos lábios de Jesus em relação aos fariseus. Jesus aqui reafirma a necessidade do dízimo, ao mesmo tempo que denuncia sua prática como demonstração de piedade exterior (Lc 18.12) – “Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” Também Jesus denuncia a prática do dízimo como substituição de valores do Reino tais quais: justiça, misericórdia e fé (Lc 11.42).
2) Hb 7. 1-10 = Eis as lições desse texto: a) O Pai da fé deu dízimo de tudo – v. 2; b) O pai da fé deu o dízimo do melhor – v. 4; c) A entrega dos dízimos se deu não por pressão da lei, uma vez que o povo israelita ainda não existia e, portanto, muito menos a lei judaica – v. 6; d) Hebreus nos faz perceber e reconhecer a superioridade do valor do dízimo que é dado a Cristo (imortal) em relação ao dado aos sacerdotes (mortais) – v. 8; e) O autor destaca que os que administram os dízimos também devem ser dizimistas – v. 9.
Ser ou não ser dizimista é uma questão de acreditarmos na causa que abraçamos, na “pérola que encontramos.”
Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos. Para justificar esta atitude criam vários justificativas e desculpas. Se dependessem deles a igreja fecharia as portas. Não existiria templos, nem pastores, nem missionários, nem bíblias distribuídas, nem assistência social.
Eis as justificativas clássicas dos não-dizimistas:
I. JUSTIFICATIVA TEOLÓGICA
Ah, eu não sou dizimista, porque DÍZIMO é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça.
Sim! O dízimo é da lei, é antes da lei e é depois da lei. Ele foi sancionado por Cristo. Se é a graça que domina a nossa vida, porque ficamos sempre aquém da lei? Será que a graça não nos motiva a ir além da lei?
Veja: a lei dizia: Não matarás = EU PORÉM VOS DIGO AQUELE QUE ODIAR É RÉU DE JUÍZO
a lei dizia: Não adulterarás = EU PORÉM VOS DIGO QUALQUER QUE OLHAR COM INTENÇÃO IMPURA…
a lei dizia: Olho por olho, dente por dente = EU PORÉM VOS DIGO: SE ALGUÉM TE FERIR A FACE DIREITA, DÁ-LHE TAMBÉM A ESQUERDA.
A graça vai além da lei: porque só nesta questão do dízimo, ela ficaria aquém da lei? Esta, portanto, é uma justificativa infundada.
Mt 23.23 = justiça, misericórdia e fé também são da lei. Se você está desobrigado em relação ao dízimo por ser da lei, então você também está em relação a estas virtudes.
II. JUSTIFICATIVA SENTIMENTAL
Muitos dizem: A bíblia diz em II Co 9.7 “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” = espontânea e com alegria.
Só que este texto não fala de dízimo e sim de oferta. Dízimo é dívida. Não pagar dízimo é roubar de Deus.
Perguntamos também: O que estará acontecendo em nosso coração que não permite que não tenhamos alegria em dizimar? Em sustentar a Causa que abraçamos e defendemos?
III. JUSTIFICATIVA FINANCEIRA
“O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento.
1) O dízimo não é sobra = Dízimo é primícias. “Honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” Deus não é Deus de sobras, de restos. Ele exige o primeiro e o melhor.
2) Contribua conforme a tua renda para que a tua renda não seja conforme a tua contribuição = Deus é fiel. Ele jamais fez uma exigência que não pudéssemos cumprir. Ele disse que abriria as janelas dos céus e nos daria bênçãos sem medidas se fôssemos fiéis. Ele nos ordenou a fazer prova Dele nesta área. Ele promete abrir as janelas do céu! Ele promete repreender o devorador por nossa causa.
3) Se não formos fiéis, Deus não deixa sobrar = Ageu diz que o infiel recebe salário e o coloca num saco furado. Vaza tudo. Foge entre os dedos. Quando somos infiéis fechamos as janelas dos céu com as nossas próprias mãos e espalhamos o devorador sobre os nossos próprios bens.
IV. JUSTIFICATIVA ASSISTENCIAL
“Prefiro dar meu dízimo aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo.
“ A Bíblia não nos autoriza a administrar por nossa conta os dízimos que são do Senhor. O dízimo não é nosso. Ele não nos pertence. Não temos o direito nem a permissão nem para retê-lo nem para administrá-lo.
A ordem é: TRAZEI TODOS OS DÍZIMOS À CASA DO TESOURO PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA. A casa do Tesouro é a congregação onde assistimos e somos alimentados.
Mas será que damos realmente os “nossos” dízimos aos pobres? Com que regularidade? Será uma boa atitude fazer caridade com a parte que não nos pertence?
V. JUSTIFICATIVA POLÍTICA
“Eu não entrego mais os meus dízimos, porque eles não estão sendo bem administrados.”
Não cabe a nós determinar e administrar do nosso jeito o dízimo do Senhor que entregamos. Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los mas sim Deus é quem julga. Cabe a nós sermos fiéis.
Não será também que esta atitude seja aquela do menino briguento, dono da bola, que a coloca debaixo do braço sempre que as coisas não ocorrem do seu jeito?
Deus mandou que eu trouxesse os dízimos, mas não me nomeou fiscal do dízimo.
VI. JUSTIFICATIVA MÍOPE
“A igreja é rica e não precisa do meu dízimo.”
Temos conhecimento das necessidades da igreja? Temos visão das possibilidades de investimento em prol do avanço da obra? Estamos com essa visão míope, estrábica, amarrando o avanço da obra de Deus, limitando a expansão do Evangelho?
AINDA, não entregamos o dízimo para a igreja. O dízimo não é da igreja. É DO SENHOR. Entregamo-lo ao Deus que é dono de todo ouro e de toda prata. Ele é rico. Ele não precisa de nada, mas exige fidelidade. Essa desculpa é a máscara da infidelidade.
VII. JUSTIFICATIVA CONTÁBIL
“Não tenho salário fixo e não sei o quanto ganho.”
Será que admitimos que somos maus administradores dos nossos recursos? Como sabemos se o nosso dinheiro dará para cobrir as despesas de casa no final do mês?
Não sabendo o valor exato do salário, será que o nosso dízimo é maior ou menor do que a estimativa? Porque ficamos sempre aquém da estimativa? Será auto-proteção? Será desinteresse?
VIII. JUSTIFICATIVA ECLESIOLÓGICA
“Não sou membro da igreja”
Acreditamos mesmo que os nossos deveres de cristãos iniciam-se com o Batismo e a Profissão de Fé ou com a inclusão do nosso nome num rol de membros?
Não será incoerência defendermos que os privilégios começam quando aceitamos a Cristo: (o perdão, a vida eterna) e os deveres só depois que nos tornamos membros da igreja? Somos menos responsáveis pelo crescimento do Reino de Deus só porque não somos membros da igreja?
CONCLUSÃO
É hora de abandonarmos nossas evasivas. É hora de darmos um basta às nossas desculpas infundadas. É hora de pararmos de tentar enganar a nós mesmos e convencer a Deus com as nossas justificativas.
É hora de sermos fiéis ao Deus fiel. É hora de sabermos que tudo é de Deus: nossa casa, nosso carro, nossas roupas, nossas jóias, nossos bens, nossa vida, nossa saúde, nossa família. TUDO É DELE. Somos apenas mordomos, administradores. Mordomos e não donos. Deus quer de nós obediência e não desculpas. Fidelidade e não evasivas.
Que atitude vamos tomar? Nosso coração está onde está o nosso tesouro. Se buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus, não vamos ter problemas com o dízimo. Amém.
Fonte: Hernandes Dias Lopes
Dízimo, dai a Deus o que é de Deus
25/04/12
O dízimo não é invenção da igreja, é princípio perpétuo estabelecido por Deus. O dízimo não é dar dinheiro à igreja, é ato de adoração ao Senhor. O dízimo não é opcional, é mandamento; não é oferta, é dívida; não é sobra, é primícia. O dízimo é ensinado em toda a Bíblia, antes da lei (Gn 14.20), na lei (Lv 27.30), nos livros históricos (Ne 12.44), poéticos (Pv 3.9,10), proféticos (Ml 3.8-12) e também no Novo Testamento (Mt 23.23; Hb 7.8). Negligenciar a devolução dos dízimos é infidelidade a Deus. Sonegar o dízimo é roubar a Deus. Reter o dízimo, que é santo ao Senhor, é colocar-se debaixo de maldição. Entretanto, entregar o dízimo com obediência é repreender o devorador e contar com a promessa das janelas abertas do céu, de onde promanam toda sorte de bênção.
Malaquias, o último profeta do Velho Testamento, registra no capítulo 3.8-12, alguns perigos quanto ao dízimo: Primeiro, reter o dízimo – “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais a nação toda.” Se o dízimo é santo ao Senhor, não podemos lançar mão dele, não podemos comê-lo nem usá-lo. Precisa ser criteriosamente devolvido ao Senhor. Não devolver o dízimo é roubo, assalto acintoso a Deus. Segundo, subtrair o dízimo – “Trazei TODOS os dízimos.” O dízimo é integral. Não podemos enganar a Deus. Ananias e Safira tentaram reter parte da oferta, e Pedro disse que eles não mentiram a homens, mas ao Espírito Santo. Deus não precisa do nosso dinheiro, pois dele é o ouro e a prata, os animais do campo, a terra, a sua plenitude e todos os que nela habitam. Aliás, tudo o que somos e temos pertence a Deus. Tudo que damos ao Senhor, vem das suas próprias mãos. O que Deus requer de nós é fidelidade. Terceiro, administrar o dízimo – “Trazei todos os dízimos à CASA DO TESOURO.” Deus não nos autorizou administrar o dízimo. Não podemos fazer o que bem entendemos com o que é de Deus. Ele mesmo já estabeleceu em sua Palavra que o dízimo deve ser entregue em sua casa. Deus não nos constituiu administradores do dízimo, mas nos ordenou a entregá-lo com fidelidade em sua casa.
Malaquias ainda fala sobre duas conseqüências graves para os que são infiéis na devolução dos dízimos: Primeiro, a maldição divina – “Com maldição sois amaldiçoados.” A desobediência sempre desemboca em maldição. Insurgir-se contra Deus e violar as suas leis traz maldição inevitável. Deus é santo e não premia a infidelidade. Ele vela pela sua Palavra em a cumprir. Deus é fogo consumidor e terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. É tempo da igreja arrepender-se do seu pecado de infidelidade quanto ao dízimo. Sonegar o dízimo é desamparar a Casa de Deus. Sonegar o dízimo é deixar de ser cooperador com Deus na implantação do seu Reino. Segundo, a devastação do devorador – “Por vossa causa repreenderei o devorador.” O profeta Ageu alertou sobre as conseqüências da infidelidade, dizendo que é o mesmo que receber salário e colocá-lo num saco furado (Ag 1.6). Quando retemos fraudulentamente o que é de Deus, o devorador come o que deveríamos entregar no altar do Senhor.
Finalmente, Malaquias fala-nos sobre as bênçãos decorrentes da fidelidade na devolução dos dízimos: Primeiro, as janelas do céus são abertas – É lá do alto que procede toda boa dádiva. Deus promete derramar sobre os fiéis, torrentes caudalosas das suas bênçãos. É bênção sem medida. É abundância. É fartura. Mais vale 90% com a bênção do Senhor do que 100% sob a sua maldição. Segundo, o devorador repreendido – Deus não apenas age ativamente derramando bênçãos extraordinárias, mas também, inibe, proíbe e impede a ação do devorador na vida daqueles que lhe são fiéis. Alguém, talvez, possa objetar dizendo que há muitos crentes não dizimistas que são prósperos financeiramente, enquanto há dizimistas que enfrentam dificuldades econômicas. Contudo, a riqueza sem fidelidade pode ser maldição e não bênção. Também, as bênçãos decorrentes da obediência não são apenas materiais, mas toda sorte de bênção espiritual em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo diz que grande fonte de lucro é a piedade com contentamento, enquanto afirma que os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição (I Tm 6.6,9). Concluindo, o Senhor nos exorta a fazer prova dele quanto a esta matéria (Ml 3.10). Deus não quer obediência cega, mas fidelidade com entendimento. O que você vai escolher: bênção ou maldição?
Fonte: Hernandes Dias Lopes
15 Minutos de Poder – Ilustração
23/04/12
Certa vez um anjo aprendiz perguntou para o seu mentor:
- O que aconteceria se as pessoas tivessem o mesmo poder que nós?
- Depende, anjinho.
- Depende do quê, mestre?
- Venha, vou-lhe mostrar.
O anjo mais experiente levou o novato à uma área rural, procurou dois lavradores pobres que fossem vizinhos e disse:
- Está vendo aqueles dois pobres lavradores? Pois, bem, vou dar 15 minutos do nosso poder para cada um deles. Vamos ver o que acontece.
E assim se fez.
Casualmente, um bando de pássaros famintos começou a voar para lá. Um dos lavradores disse:
- Por favor, passarinhos, ainda não! Deixa primeiro eu colher a minha plantação, daí, sim, vocês podem vir e comer à vontade. Vai sobrar muita comida pra vocês.
Então, como num passe de mágica, seu milho amadureceu em segundos, debulhou-se e ensacou-se sozinho e os passarinhos desceram e começaram a comer as sobras da colheita. Assustado, ele correu pra casa. Contou tudo para a mulher.
- Foi um milagre, disse ela, agora podemos reformar a nossa casinha, que está quase caindo de tão velha.
- Sim, meu amor, vamos reformar a nossa casa.
Então, novamente, como num passe de mágica, sua casa velha reformou-se numa belíssima casa de campo.
Minutos depois ele ouviu alguém pedir socorro:
- Cumpadre, me ajude, pelamor de Deus.
- O que foi, cumpadre? O que está acontecendo?
- Eu não sei, cumpadre, tudo que eu falo acontece.
- Eu também, cumpadre, isso não é maravilhoso?
- Maravilhoso coisa nenhuma, cumpadre. Um bando de pássaros famintos tava vindo em minha direção e eu disse: “Bicharada desgraçada. Vocês de novo, atacando a minha lavoura? Tomara que seque tudo e vocês morram de fome!” Naquele exato momento minha lavoura secou-se diante dos meus olhos e os pássaros morreram.
Corri pra casa, assustado, contei pra mulher, que disse que isso é coisa de olho-gordo. Eu perguntei: “Olho-gordo porquê, muié, a gente é tão pobre. Olhe a nossa casa. Tá caindo aos pedaços. Tenho vontade de meter fogo em tudo isso e procurar emprego na cidade grande”. De repente, cumpadre, a casa incendiou sozinha. Queimou tudo, cumpadre. Quase queimou a gente dentro. Ô, cumpadre, será que a gente podia vir morar aqui com vocês, até conseguir reconstruir nosso barraco?
- Claro, cumpadre, pode ficar aqui o tempo que precisar. A casa agora tá grande!
- É mesmo, cumpadre, não sabia que ocê tinha reformado a sua casa. Ficou bonita! Quando foi?
Ninguém fala, e acontece.
De que se queixa, pois, o homem vivente?Queixe-se cada um dos seus pecados.
Lamentações 3.37-39
Fonte: Site do Pastor