Estudos Bíblicos
#Todos os Estudos
Feliz Natal…
24/12/11
Estou escrevendo antes a mensagem de natal, pois estou na praia e talvez não tenha acesso à internet.
Realmente desejo um feliz natal para todos os que visitam os sites, mas caso alguém não goste do natal por algum motivo religioso cristão, sinta-se abraçado e ganhe um feliz ano novo!
Gostaria deixar aqui um recado:
Neste natal e fim de ano presenteie seus amigos que algum livro devocional ou algum livro do Max Lucado. Seja criativo e não presenteie com cuecas ou meias…
Evangelize neste final de ano seus amigos e conhecidos, mas deixe juntou algo como uma Bíblia ou algo que possa realmente demonstrar que você gosta dessa pessoa.
Gostaria realmente de agradecer a todos que visitam os sites. Em 2012 espero melhorar muitas coisas e espero alcançar novos objetivos.
Conto com as orações e com o apoio de todos vocês.
Um grande e forte abraço,
Leonardo Rodrigues Pereira
A fé não costuma falhar – Ilustração
29/10/11
Crentes de uma igreja combinaram voltar à noite para orar pedindo que Deus mandasse chuva, pois havia grande necessidade, de vez que uma prolongada seca assolava a região.
À hora marcada, uma menina apareceu de guarda-chuva à tira-colo, capa de chuva e bota de borracha.
Alguém quis rir, mas foi repreendido pelo silêncio dos demais, envergonhados pela fé sincera daquela criança.
Fonte: Site do Pastor
Zaqueu: Uma história de transformação e atitude!
21/10/11
Quem já escalou uma árvore? Quanto tempo faz que você não escala uma árvore? Geralmente crianças escalam árvores. Poucos adultos costumam fazer isso. Fazem quando estão desesperados, ou quando estão em momentos de lazer ou relembrando a sua infância.
Hoje houve salvação (V,9). O Evangelho de Jesus Cristo se resume em anunciar que Jesus Cristo veio buscar e salvar o que estava perdido. O dia que a salvação entrou em nossas casas, ou o dia que a salvação entrará na casa de vocês será um dia que marcará a história de suas vidas.
Jesus nos deixa a referencia de que: “Este homem (Zaqueu) também é filho de Abraão. Isso é fantástico! Um homem até então pecador, tem uma nova vida.
Neste contexto, salvação se refere à saúde interior, a salvação da alma. Ele também é filho de Abraão. O convênio das bênçãos de Deus feito com Abraão e aqueles que diziam-se “filhos de Abraão” (Gl. 3:7). A salvação entrou na casa de Zaqueu não por causa do sangue que ele herdara, mas por causa de sua fé.
Mudança de Vida (V.8). Zaqueu teve algo que popularmente chamamos de “Mudança de vida”. Olhem algumas das palavras dele:
“Estou dando metade dos meus bens aos pobres”. “Se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”.
Ele Decidiu dar a metade de seus bens aos pobres; e não tentou ficar com a outra parte, mas ele usa o restante para fazer o bem (ou reparar o que ele tinha feito.
Zaqueu sabia para quem ele “devia”. Podemos ver claramente que mesmo ele tendo uma vida que não era segundo o que Deus tinha ensinado, ele estava disposto a tentar, e com isso vem um grande desafio:
Vencer o povo (V.7): O povo viu isso e começou a se queixar. Muitas vezes é assim, ouvimos dizer que alguma pessoa está na igreja e logo depois escutamos algo ruim sobre ela: “Ele era ladrão e agora está na igreja”. O ruim mesmo é quando falam direto para a pessoa: “Você está na igreja para roubar né?” Assim como na história de Zaqueu, muitas pessoas têm se convertido e muitas delas têm restaurado sua forma de viver, para agradar a Deus.
O povo é uma barreira a ser vencida. Em outras histórias vemos que o povo (multidão) ficava no caminho e muitas vezes atrapalhavam a busca que as pessoas estavam fazendo.
Zaqueu estava resolvido ver a Jesus, e nada o deteve (Vs. 3 e 4). Para ele, misturar-se com a multidão era algo que requeria coragem. Aquilo que éramos e em alguns casos o que ainda somos, nos atrapalha de sermos como Zaqueu. Se pensarmos: “Se eu mudar, o que meus amigos e parentes vão pensar de mim?” estaremos correndo o risco de nunca mudarmos verdadeiramente.
Em Jesus, Zaqueu encontrou um novo amigo. E nós também encontramos em Cristo um amigo, que pode e muda nossas vidas.
Autor: Leonardo Pereira (Leo Pereira)
Fonte: S.O.S Gospel
Amor de Mãe – Ilustração
20/10/11
Eu acredito em Jesus Cristo, o filho do Deus vivo, nascido da promessa de uma virgem chamada Maria.
Eu acredito no amor que Maria deu ao seu filho, que levou ela a seguir ele no ministério e ficar com ela diante da cruz quando ele morreu.
Eu acredito no amor de todas as mães, e sua importância para as vidas de seus filhos.
É mais forte que ferro, mais suave que veludo, e mais resistente do que uma palmeira no vento.
Este amor sara feridas, derrete revolta, e permita a criança mais fraca a ficar firme e forte nos campos da adversidade.
Eu acredito que este amor, no seu melhor momento, é apenas uma sombra do amor de Deus, um reflexo escuro de tudo que podemos esperar dEle, tanto nesta vida como na próxima.
E, eu acredito que uma das mais belas coisas deste mundo é uma mãe que permita este amor maior passar por ela para seu filho, abençoando o mundo com a ternura de seu toque e as lágrimas da sua felicidade.
Larson, Craig Brian, editor “Illustrations for Preaching and Teaching from Leadership Journal,” Grand Rapids: Baker Book House, 1993, p. 160.
Fonte: Hermenêutica
Semelhanças entre Deus e a sua palavra
17/10/11
Texto: Salmos 138:2
Introdução: O Evangelho de João começa chamando “a Palavra de Deus” como Deus (Leia João 1:1). Isso abre um estudo interessante entre “a Palavra” (Jesus) e “palavra” (Bíblia). Em nosso estudo, vamos ver que Deus é muito semelhante à Sua Palavra – a Bíblia. Os dois estão tão intimamente ligados; é impossível separar os atributos da palavra de Deus (Bíblia) do próprio Deus. Veremos a partir deste breve estudo que existem alguns atributos de Deus que são igualmente verdade para a Bíblia! Há pelo menos sete semelhanças entre Deus e a Bíblia:
1. Deus é perfeito, a Bíblia também é perfeita.
Mateus 5:48 - “Sede vós pois perfeitos, como vosso Pai que está nos céus é perfeito”
Salmos 19:7 - “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma”.
2. Deus é eterno, a Bíblia também é eterna.
Salmos 90:2 - “Antes que os montes nascessem, ou que nunca te tivesses formado a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”
Mateus 24:35 - “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”
3. Deus é luz, a Bíblia também é luz.
I João 1:5 - “E esta é a mensagem que temos ouvido dele, e vos anunciamos: que Deus é luz e nele não há treva alguma”
Salmos 119:105 - “A tua palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho”
4. Deus é Espírito, a Bíblia também é Espírito.
João 4:24 - “Deus é Espírito, e aqueles que o adoram o adorem em espírito e em verdade”
João 6:63 - “As palavras que eu vos disse são espírito e são vida”.
5. Deus é capaz de salvar sua alma, a Bíblia também é capaz de salvar sua alma.
Salmos 72:13 - “Ele (Deus) deve poupar o pobre e necessitado, e salvará as almas dos necessitados”
Tiago 1:21 - “Recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas”
6. Deus é capaz de santificar os crentes, a Bíblia também é capaz de santificar os crentes.
I Tessalonicenses 5:23 - “E Deus, o de paz vos santifique em tudo, e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”
João 17:17 - “Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade”
7. Deus julgará no último dia, a bíblia também vai julgar no último dia.
I Pedro 4:5 - “Quem deve dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos”
João 12:48 - “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue: a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”
Conclusão: A partir deste breve estudo, temos cuidadosamente considerado como Deus é fortemente refletido e ligado com o caráter de Sua Palavra – a Bíblia Sagrada. Ao lado do Senhor Jesus Cristo, a Bíblia é talvez o maior reflexo da natureza de Deus.
Quem e o que é Deus, Sua palavra é muitas vezes similar. Então, dizer que a Bíblia tem erros é como dizer que o próprio Deus é imperfeito! Não podemos ter um Deus perfeito e ter uma Bíblia imperfeita, ao mesmo tempo! A Bíblia adverte os homens em Provérbios 13:13 que, “Aquele que despreza a palavra deve ser destruído, mas o que teme o mandamento será galardoado”
Autor: Pr. Aldenir Araújo
Fonte: Sermão Online
Daniel na cova dos leões
04/05/11
Daniel 6.1-23
Ensino principal: A fé não teme as consequências, e Deus honra a fé. Às vezes Ele concede uma saída maravilhosa, como no caso de Daniel.
Introdução – Pela convivência temos relações com os nossos semelhantes; a fé é o que nos põe em contato com Deus. Devemos prezar, nutrir e exercitar a nossa fé, cuja provação é preciosa perante Deus (1 Pe 1.7).
1 – AS PESSOAS REFERIDAS
As principais pessoas referidas são: O rei Dario, Daniel, os 120 presidentes, e três príncipes (dos quais Daniel era um).
Dario era rei absoluto, mas respeitava as leis que ele mesmo tinha assinado. Era amigo de Daniel e quis ser seu protetor.
Daniel era homem temente a Deus e corajoso. Ocupava uma posição elevada e por isso perigosa. Sentia a necessidade de oração três vezes ao dia. Era intransigente no cumprimento dos seus deveres religiosos.
Os presidentes e príncipes o invejaram e se fizeram seus inimigos.
2 – O DECRETO ARDILOSO
Conseguiram induzir o rei a assinar um decreto que havia de envolver Daniel em uma desobediência, no caso de ele continuar em oração. Não podemos estranhar que o inimigo assalte a nossa vida espiritual.
3 – O CASTIGO
Daniel sofreu as consequências do pouco caso que fizera do decreto. Foi atirado aos leões.
4 – A SALVAÇÃO E A VINGANÇA
Dario, até o pôr do sol, trabalhou para o salvar da cova, mas debalde. Um anjo de Deus fechou a boca dos leões e assim o salvou. O rei, sabendo do milagre, resolveu a destruição dos presidentes iníquos.
Aplicação – Não temamos as consequências, uma vez que estejamos de acordo com a vontade de Deus. Sejamos fiéis em oração. Tenhamos confiança no Deus vivo.
Fonte: Maxmode
Sem, Cão e Jafé
28/11/10
SEM, CÃO E JAFÉ
Gênesis 9:1-10:8
Versículo para memorização ! Gênesis 9:18
Depois que o dilúvio terminou e a arca foi abandonada, Noé construi um altar e fez oferendas de animais limpos a Deus. Essas oferendas foram uma confissão simbólica do pecado de Noé e da sua fé de que um dia Deus mandaria Cristo para morrer por esse pecado. A verdadeira natureza pecaminosa de Noé é logo reconhecida, como veremos.
Nesse tempo Deus abençoou Noé e seus filhos, Jafé (o mais velho), Sem (o do meio) e Cão (o mais jovem). A eles foi dito o mesmo que a Adão, “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”.
Foi-lhes dado domínio sobre todos os animais e permissão de matar e comer, mas foi-lhes avisado para não beber do sangue. Deus deu-lhes também a lei da pena de morte.
Depois disso, Noé plantou uma vinha, fez vinho e embebedou-se. Seu pecado trouxe grande tristeza sobre sua descendência, pois Cão pecou contra seu pai, durante a bebedeira. Isso trouxe uma maldição sobre Cão e sua descendência por todas as gerações vindouras.
Quando Cão olhou para a nudez de Noé e riu do seu pai velho, Jafé e Sem pegaram um cobertor e, andando de costas, cobriram-no. Noé então profetizou o julgamento de Deus sobre Cão. Disse que a descendência de Cão seja serva das descendências de Jafé e Sem (Gênesis 9:26-27). Cão teve 4 filhos. O mais velho se chamava Cuxe, que significa preto. Sua semente povoou a Etiópia. O segundo era Mizraim, que significa terra. Sua semente povoou o Egito. O terceiro filho era Pute, que significa um arco. Sua descendência povoou a terra dos fenícios e dos cananeus. Quando Noé disse que Canaã fosse amaldiçoada, não significava Canaã apenas, mas toda a extensão de Canaã, o filho mais novo de Cão, ou todos os filhos de Cão, até o próprio Canaã. Você pode ver da miséria em que essas nações se encontram hoje que isto é a maldição de Deus e que ainda esta se mantendo. Não podemos removê-la nem estamos autorizados a reforçar a miséria.
Perguntas ! SEM, CÃO E JAFÉ
1. Por que Noé construiu um altar depois do dilúvio?
2. Quem era o filho mais velho de Noé? (Gênesis 10:21)
3. Quem era o filho mais novo de Noé? (Gênesis 9:24)
4. Que obrigação foi dado a Noé, assim como a Adão?
5. Que domínio foi dado a ele, assim como a Adão?
6. O que foi ordenado que não bebessem?
7. Qual era a penalidade de Deus para o homicídio?
8. De que maneira a terra nunca mais será destruída?
9. Qual garantia Deus deu a Noé para afirmar isso?
10. Qual era a ocupação de Noé depois do dilúvio?
11. Qual é um cultivo que sabemos com certeza ele plantou?
12. Que pecado Noé cometeu?
13. Qual dos filhos o seguiu com outro pecado?
14. Qual foi o pecado de Cão?
15. O que os outros irmãos fizeram a respeito do pecado de Cão?
16. Como Noé reagiu ao pecado de Cão?
17. Quantos filhos Cão teve e o que são os seus nomes?
18. Quais são alguns dos efeitos que o pecado de Cão tem em certas pessoas hoje?
19. Quais são as alguns dos nações povoadas pelos filhos de Cão?
20. Quem era o filho mais jovem de Cão?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Como o mundo pôde ser criado em seis dias?
27/11/10
PROBLEMA: A Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias (Êx 20:11). Mas a ciência moderna declara que isso levou bilhões de anos. As duas posições não podem ser verdadeiras.
SOLUÇÃO: Há basicamente duas maneiras para superar esta dificuldade.
Primeiro, alguns eruditos argumentam que a ciência moderna não está certa. Insistem em dizer que o universo tem apenas alguns milhares de anos e que Deus criou todas as coisas em seis dias literais (6 dias de 24 horas, ou seja, 144 horas). Para sustentar esta posição, eles apresentam os seguintes pontos:
1. Cada dia do Gênesis tem “tarde e manhã” (cf. Gn 1:5,8,19,23,31), o que é próprio do dia de 24 horas na Bíblia.
2. Os dias foram numerados (primeiro dia, segundo dia, terceiro dia etc), uma característica peculiar dos dias de 24 horas na Bíblia.
3. Êxodo 20:11 compara os seis dias da criação com os seis dias de uma semana (literal) de trabalho de 144 horas.
4. Há evidência científica que suporta uma idade jovem (de milhares de anos) para a Terra.
5. Não haveria como a vida sobreviver milhões de anos do dia três (1; 11) ao dia quatro (1:14) sem lua.
Outros eruditos da Bíblia afirmam que o universo pode ter bilhões de anos, sem que com isso se esteja sacrificando um entendimento literal de Gênesis 1 e 2. Argumentam que:
1. Os dias de Gênesis 1 podem ter tido um período de tempo antes da contagem dos dias (antes de Gênesis 1:3), ou um intervalo de tempo entre os dias. Há intervalos em outras partes da Bíblia (como em Mateus 1:8, onde três gerações são omitidas, em comparação com 1 Crônicas 3:11-14).
2. A mesma palavra hebraica para “dia” (yom) é empregada em Gênesis 1 e 2 como um período de tempo maior que 24 horas. Por exemplo, Gênesis 2:4 faz uso desta palavra no sentido do período total da criação de seis dias.
3. Às vezes a Bíblia emprega a palavra “dia” para longos períodos de tempo: “Um dia é como mil anos” (2 Pe 3:8; cf. SI 90:4).
4. Há alguns indícios em Gênesis 1 e 2 de que os dias poderiam ser períodos maiores que 24 horas:
a) No terceiro “dia” as árvores cresceram da semente à maturidade, e produziram semente segundo a sua espécie (1:11-12). Esse processo normalmente leva meses ou anos.
b) No sexto “dia” Adão foi criado, foi dormir, deu nome a todos os (milhares de) animais, procurou por companhia, foi dormir, e Eva foi criada de sua costela. Tudo isso parece exigir um tempo bem maior que 24 horas.
c) A Bíblia diz que Deus “descansou” no sétimo dia (2:2), e que ele ainda está no seu descanso da criação (Hb 4:4). Assim, o sétimo dia já tem tido uma duração de milhares de anos. Dessa forma, os outros dias bem que poderiam ter tido milhares de anos também.
5. Êxodo 20:11 pode estar fazendo simplesmente uma comparação de unidade por unidade dos dias de Gênesis com uma semana de trabalho (de 144 horas), e não uma comparação minuto a minuto.
Conclusão: Não se demonstra contradição alguma em fatos, entre Gênesis 1 e a ciência. Há apenas um conflito de interpretações. Ou os cientistas de hoje em sua maioria estão errados ao insistirem que o mundo tem bilhões de anos, ou então alguns dos intérpretes da Bíblia estão equivocados ao insistirem em dizer que foram apenas 144 horas que durou a criação, ocorrida há alguns milhares de anos antes de Cristo, sem intervalos de tempo correspondentes a milhões de anos. Mas, em qualquer dos casos, não se trata de uma questão de inspiração das Escrituras, mas de sua interpretação (em relação a dados científicos).
Fonte: Geisler, Norman L.
Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia .EDITORA MUNDO CRISTÃO
As sete dimensões da liderança
26/11/10
A liderança, portanto, não é algo que se transporta de grupo em grupo. Pode ser que algum grau de influência sim, mas o fenômeno completo deve ser desenvolvido em cada rede de relações humanas para conferir mais fidedignidade ao fato social de influenciar naquele grupo.
Portanto, ser líder é saber estar líder para irradiar a influência como finalidade desse fato social. Ser líder é saber que não se é imparcial, mas que se é parcial porque se pretende influenciar. É saber que a grande decisão ética é por que e para quê influenciar. É ter visão das necessidades e implicações dessa influência, escolhendo como posicionar-se aberta e conscientemente em prol do bem-comum. Isto é ética. O dever da liderança.
Autor: Marcelo Quirino
Fonte: http://www.institutojetro.com.br
Qual o problema em gostar um pouco de pornografia?
25/11/10
Afinal, o que é pornografia mesmo?
Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Essas definições não ajudam muito, pois conceitos como “obscenos” e “imorais” são bastante subjetivos no mundo de hoje. Classificar material pornográfico em “soft” (nudez e sexo implícito) e “hardcore” (sexo explícito contendo cenas de degradação, violência e aberrações) só ajuda didaticamente. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, a definição acima é mais que suficiente.
A popularidade da pornografia
É exatamente pela complexidade do assunto, agravado pela omissão de boa parte das igrejas no Brasil, que muitos evangélicos estão confusos quanto ao mesmo, e não poucos são viciados em alguma forma de pornografia. Aqui estão as minhas razões para essa constatação:
1) A tremenda popularidade da pornografia no mundo de hoje. Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Não é difícil de imaginar que a situação no Brasil não seria muito diferente. Até países antigamente fechados, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material pornográfico em seus limites, após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500 milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservam cada vez mais espaço nas prateleiras para esses vídeos. Segundo uma pesquisa, em 1992, 1 a cada 4 brasileiros assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em 1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres.
2) A imensa facilidade para se conseguir material pornográfico no mundo de hoje. Como na maioria dos demais países “civilizados” (uma conhecida exceção é o Irã) material pornográfico pode ser encontrado e consumido facilmente no Brasil em diversas formas: cinema, canais abertos de televisão, televisão a cabo e no sistema “pay-per-view”, internet, fitas de vídeo, CD-ROMs com material pornográfico, gravuras, exposições de arte erótica, livros, revistas e vídeogames, entre outros. Parece não haver fim à criatividade do homem em utilizar-se dos avanços tecnológicos para a difusão da pornografia. Como disse o escritor francês Restif de la Bretone no século 18, “La dépravation suit le progrès des lumières” (”A depravação segue o progresso das luzes”).
O que tem de mais em ver pornografia?
Muito embora os evangélicos em geral sejam contra a pornografia (alguns apenas instintivamente) nem todos estão conscientes do perigo que ela representa. Menciono alguns deles em seguida:
1) Consumir deliberadamente material pornográfico é violar todos os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. A própria palavra “pornografia” nos aponta esse realidade. Ela vem da palavra grega pornéia, que juntamente com mais outras 3 palavras (pornos, pornê e pornéuo) são usadas no Novo Testamento para a prática de relações sexuais ilícitas, imoralidade ou impureza sexual em geral. Freqüentemente essas palavras de raiz porn- aparecem em contextos ou associadas com outras palavras que especificam mais exatamente o tipo de impureza a que se referem: adultério, incesto, prostituição, fornicação, homossexualismo e lesbianismo. O Novo Testamento claramente condena a pornéia: ela é fruto da carne, procede do coração corrupto do homem, é uma ameaça à pureza sexual e devemos fugir dela, pois os que a praticam não herdarão o reino de Deus. A pornografia explora exatamente essas coisas — adultério, prostituição, homossexualismo, sadomasoquismo, masturbação, sexo oral, penetrações com objetos e — pior de tudo — pornografia infantil, envolvendo crianças de até 4 anos de idade.
2) Consumir deliberadamente material pornográfico é contribuir para uma das indústrias mais florescentes do mundo e que, não poucas vezes, é controlada pelo crime organizado. Segundo um relatório oficial em 1986, a indústria pornográfica nos Estados Unidos é a terceira maior fonte de renda para o crime organizado, depois do jogo e das drogas, movimentando de 8 a 10 bilhões de dólares por ano. Acredito que o quadro é ainda pior hoje. A indústria da pornografia apoia e promove a indústria da prostituição e da exploração infantil. O dinheiro que pais de família gastam com pornografia deveria ir para o sustento de sua família. Alguns podem alegar que consomem apenas material soft contendo somente cenas de nudez — esquecendo que esse material é produzido pela mesma indústria ilegal que produz e distribui a pornografia infantil.
Pornografia e a escalada da violência
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração infantil nos países “civilizados”. Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura, além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos consumidores é que quando a mulher diz “não” na verdade está dizendo “sim”, e que se o estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. A mulher é vista como objeto sexual a ser usado ao bel-prazer dos homens.
Uma outra forma de hardcore é a pornografia infantil. Esse material exibe cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Em alguns casos, crianças aparecem assistindo a cenas de sexo oral por adultos, em outras, são violentadas e estupradas por adultos. Já em outras, fazem sexo entre si. Esse material ilegal, mórbido, desumano e obsceno está disponível pela Internet até mesmo em servidores estacionados em universidades federais, conforme denúncias de jornais em dias recentes. Grandes provedores têm seções onde usuários podem bater papo sobre sexo e trocar imagens de sexo explícito com crianças, algumas delas tão degradantes, segundo uma denúncia feito pelo Instituto Gutemberg em Julho de 1997, que faz da revista “Penetrações Profundas” uma publicação para freiras.
Associado com a pornografia hardcore está o surto de violência sexual contra as mulheres e crianças nas sociedades modernas onde esse material pode ser obtido facilmente. Estudos por especialistas americanos mostram que existe uma estreita relação entre pornografia e a prática de crimes sexuais. Eles afirmam que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. O relatório oficial do chefe de polícia americano em 1991 diz: “Claramente a pornografia, quer com adultos ou crianças, é uma ferramenta insidiosa nas mãos dos pedofílicos [viciados em sexo com crianças]“. A pornografia está estreitamente associada ao crescente número de estupros nos países civilizados. Só nos Estados Unidos, o número conhecido pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, que corresponde ao aumento da popularidade e facilidade em se encontrar material pornográfico. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas pornográficas que assistiam regularmente.
Crentes “voyeurs”?
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil que são viciados em pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 10% dos evangélicos estão afetados. Considerando que no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma — ou até maior — que nos Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia, como acontece nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que provavelmente mais que 10% dos evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetre e se enraize.
Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens evangélicos adolescentes. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas revelou que 10% dos adolescentes havia aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disse que nunca aprendeu qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alarme.
O escândalo envolvendo o pastor Jimmy Swaggart em 1988 revelou abertamente uma outra face do problema, que há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Uma pesquisa feita em 1994 entre pastores evangélicos americanos revelou uma relação estreita entre o consumo de pornografia e a infidelidade conjugal. Por causa do receio de serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores optam por consumir pornografia como voyeurs a praticar o adultério de fato, embora alguns acabem eventualmente caindo na infidelidade prática. Quando eu me preparava para escrever esse ensaio, li diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de aconselhamento pastoral. Muitos deles são abertamente dirigidos para ajudar pastores viciados em pornografia.
Falta de decência
Infelizmente parece que estamos nos acostumando à falta de decência. Tornamo-nos como os pagãos. Temos a mesma atitude que eles têm para com a nudez e a exposição dos órgãos sexuais. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a queda (Gn 2:25; 3:7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais, ao ponto de que havia uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Dt 20:26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como “nudez” (Lv 18), “pele nua” (Ex 28.42), “membro viril” (Dt 23.1), “entre os pés” (Dt 28.57) e “parte indecorosa” (1 Co 12.23), só para citar alguns exemplos.
Podemos fazer alguma coisa, sim!
Acredito que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algumas coisas: ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente pelo problema.
Não estou pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igreja evangélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conseqüências espirituais e sociais embora não acredite que devamos fazer dela o inimigo público número 1, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afinal de contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem, que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em 4 anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.
Por: Rev. Augustus Nicodemus
estudo disponível no site www.ipb.org.br

