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Archive for the ‘Perdão’ Category

Setenta vezes sempre

Filed under #Todos os Estudos, Pecado, Perdão by admin on 02-03-2010

“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” Mateus 18.21, 22

Qual o valor do perdão? Antes de aplicar esse texto, vamos fazer uma trajetória da vida do Apóstolo Pedro no ministério de Jesus, pois é justamente daí que vamos entender o valor do perdão.

Fazendo um passeio nos evangelhos, vemos que o apóstolo Pedro sempre se mostrou impulsivo diante da novidade da mensagem de Cristo e também foi o apóstolo que fez as maiores armações que conhecemos, como por exemplo:

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.”

E na mesma proporção em que afirmava coisas como estas, também pronunciava palavras que mostravam sua imaturidade diante do ministério de Cristo e do conhecimento do Reino e sua impulsividade o levou a afirmar ante a iminente prisão de Cristo que morreria com ele, mas nessa afirmativa, pronunciou a mais dura e cruel lição de sua vida, onde teve que aprender o que era realmente a natureza humana, a negação a Cristo, nessa negação Pedro se sente um traidor.

Bom, voltemos ao perdão. Vemos no ministério de Cristo a desconstrução de afirmações que a cultura da época dava como correta, como por exemplo a lei de Talião que dizia que se alguém pecar contra você deveria receber na mesma moeda.

“Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” Exodo 21.24

E essa justiça é baseada na vingança, mas com Cristo a coisa é diferente, a filosofia é o amor e não há espaço para o ódio, mas somente para misericórdia e a paciência com o próximo. Assim, o Mestre desnudou a nossa natureza e nos mostrou que por mais que nos esforcemos não há como mudarmos, a não ser que haja algo maior que nos transforme e nos leve ao amadurecimento. Nisso mora o segredo de nascer de novo, viver um novo princípio que não é o seu, mas o de Deus. E durante 3 anos Cristo ensinou os seus amigos  sobre esse segredo do Reino de Deus, que não era templo, nem lei, mas coração.

No percurso da vida do Apóstolo Pedro, podemos compreender que para nascer de novo, por mais que Pedro fizesse belas afirmações, mas elas ainda não atingiram seu local de morada, o coração e com isso, movido pelo ódio, tirou a orelha de Malcon e por medo e vergonha negou a quem mais amava. A partir desses acontecimentos Pedro se reduz e não consegue mais se olhar no espelho pelo que fez e assim, ele descobre o quão ruim é a sua natureza, começa seu parto, durante os 3 dias em que Cristo adormece, o velho Pedro também, justamente para renascer com seu Mestre.

Nesse renascer, Pedro descobre o caminho do descanso e do perdão, não só no sentido de ser um perdoador, mas principalmente o de ser perdoado e numa fogueira perto da praia, Pedro sente em seu Mestre não a repreensão, mas a magnitude de seu amor.

“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.
Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.
Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras.
E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.” João 21.15-19

O caminho do perdão é necessário se quisermos seguir a Cristo, se nos denominarmos cristãos devemos nos assemelhar ao mestre e este mais do que ninguém se sentiu traido, pois fora aqueles que criou e amou, o levaram a morte tão cruel. Mas mesmo assim, orou por eles pedindo perdão. Seu principal ensinamento sobre oração colocou justamente nesse critério: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” e esse perdão não é apenas da boca pra fora, mas vem direto do coração, um coração transformado perdoa.

Todo esse caminho representa nossa trilha rumo ao destino que nos espera via o caminho estreito, que é árduo e nos conduz a um crescimento profundo, negando-se a cada dia e deixando que Cristo seja o guia e luz de nossas vidas.

Devemos abrir mão de nosso direito de ter razão sobre tudo e sobre todos para poder deixar que o amor ao próximo seja a nossa verdadeira razão de existir, mesmo que diante de grande ódio e sentimento de injustiça Cristo nos ensina que devemos abrir mão desses sentimentos, para dar lugar a misericórdia e o amor e somente assim poderemos crescer no Reino dos Céus.

Parafraseando um certo autor, a escolha do título Setenta vezes sempre é para mostrar que esse é a nosso destino para ser um discípulo de Cristo, lembra que o apóstolo Paulo afirma sobre o amor?

“A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12.17, 21

Esse é o caminho e só poderemos crescer no descanso de Deus quando tivermos ousadia por andar nele e ser reflexo desse ensinamento.

Que Deus nos Abençoe

Fonte: http://www.gospelmais.com.br

Aborto

Filed under #Todos os Estudos, Aborto, Pecado, Perdão by admin on 14-09-2008

Ela tinha apenas 17 anos. Quando saiu da sala do doutor, a enfermeira lhe disse: “Deus nunca te perdoará por isso”. E foi assim, com essas palavras que ela foi obrigada a recomeçar sua vida; com o medo e quase certeza que era verdade, que nunca seria perdoada. Não era como ela queria, fazer aquela decisão, mas apareceu como a única opção. O que faria com um bebê? Era muito jovem para ser mãe e, de qualquer jeito, o seu namorado não queria o bebê também.

Infelizmente, essa é uma situação bem comum e que muitas jovens se acham nesses dias. Confrontada com o medo de uma gravidez não desejada, um namorado que não quer nada com um bebê e uma cabeça cheia de coisa desconhecidas, num mundo que acha melhor “terminar” com uma gravidez. O fato verdadeiro, mas triste, é que muitas jovens estão abortando. Então, qual deve ser a nossa posição em relação a esse problema?

Eu gostaria de assumir um lado diferente nesse assunto, um lado que muitas vezes é esquecido. Não sou, e nunca serei, a favor - ou falar - do aborto como se fosse uma coisa normal ou tudo bem, porque não é. É simplesmente tirar uma vida, um assassinato. Eu também não vou levar o lado da criança que não nasceu, porque já ouvimos esse lado muitas vezes. O que eu quero fazer é olhar para o lado da jovem que fez o aborto. Não da maneira de defender a sua decisão, mas de defender a sua pessoa.

Muitas vezes, o aborto é visto e falado como um pecado imperdoável. Ele não é. Não é diferente, me perdoe se você não concorda, de qualquer outro pecado aos olhos de Deus. Todo pecado, incluindo os exageros que saem de nossa boca, conhecidos mas não chamados de mentira, colocaram Jesus na cruz. Jesus não sofreu nem um pouco a mais na cruz pelo pecado do aborto do que pela fofoca ou gula. Mas, nós vemos e tratamos o aborto como se fosse “o pecado” de todos pecados. Deixe-me falar que eu, de jeito nenhum, estou a favor ou desculpando o aborto. Eu estou simplesmente tentando trazer um equilíbrio ao assunto.

Minha preocupação depois do aborto não é mais com aquele bebê que eu não posso salvar ou resgatar, o qual, eu creio, já está no céu, mas com a vida potencialmente destruída daquela jovem, saindo do consultório do doutor com uma consciência tão pesada, que quase a impede de ir em frente só para encontrar com uma enfermeira fria e chata informando que ela acabou de comprar uma passagem sem devolução para o inferno. E tudo isso antes de sair do consultório médico. Sem saber dos “crentes” que vão chamá-la de assassina.

Eu não sei, mas é muito difícil para mim achar Jesus nesses atos carentes de compaixão. Sim, eu acho importante a gente falar de aborto. Sim, eu acho que nós temos o dever de falar com aquelas que já fizeram abortos, até com aqueles doutores que os fizeram. Mas temos que chegar como Jesus chega e chegou. Ele veio com amor. Ele veio com paixão. Ele olhou além do pecado e viu o pecador desesperadamente precisando de amor e perdão. E assim é como devemos ver e tratar, tanto aquelas que abortaram quanto os que cooperaram.

Em Lucas, capítulo 8, conta a história de uma certa “mulher imoral” que veio até Jesus enquanto ele estava comendo com um grupo de fariseus. Ela entrou e caiu aos Seus pés, e a Bíblia fala que ela os lavou e os secou com o seu cabelo. Depois, ela ungiu os Seus pés com um perfume caro. A verdade é que aquela mulher era uma prostituta. Jesus sabia disso e ela não precisava de alguém para informar o seu pecado. Assim como também aquelas que já abortaram não precisam de alguém para informar que elas mataram uma criatura viva de Deus… elas já sabem. As suas consciências já as condenam, como a da prostituta. Por que você acha que ela estava chorando? Ela sentia-se condenada, mas sabia do que precisava e de quem ela podia conseguir. Jesus é o único que pode perdoar pecados, e perdoa. Ela, com certeza, não precisava da “ajuda” ou dos olhos maus daqueles que estavam sentados à mesa falando da sua “sujeira” e da ignorância de Jesus em deixar alguém como ela o tocar. O que ela precisava, recebeu de Jesus; amor incondicional e perdão pelos pecados que ela sabia que já cometera. Quão grande é a misericórdia e graça de Deus? Com certeza, a profundidade do Seu amor é algo que todo homem pode experimentar, mas nunca entenderá completamente.

Eu quero terminar com algumas dicas:

1. Não desistir em tentar prevenir o pecado do aborto, mas se o ato já foi feito, não desista daquela pessoa que o cometeu porque ela está precisando ver e sentir o amor de Deus como nunca. Vamos lembrar que mesmo sendo um ato horrível, o sofrimento daquela pessoa está apenas começando. Nós sabemos que existe perdão para o pecado, mas falta de memória é rara. Nós devemos ser lembrados de que aquele bebê era, no fim, dela. E a sua consciência não vai deixá-la esquecer que ela apagou a vida do seu próprio bebê tão cedo. O que ela precisa ouvir é que existe perdão para os pecados, todos os pecados, incluindo o pecado do aborto. Ela não está precisando ouvir palavras de condenação. O sangue de Jesus é suficiente para todos. Então, vamos ser iguais a Jesus e não como os fariseus.

2. Se você já abortou, isto é para você. Pra você entender que Jesus te ama e quer te perdoar. Ele está simplesmente esperando você vir e se arrepender. Lavar os Seus pés com as suas lágrimas e os secar com o seu cabelo. Deixar Ele começar a sarar o seu coração. E isso não é apenas para as moças. Existem muitos rapazes que são igualmente responsáveis pelos abortos que já aconteceram. Você também precisa sentir culpa pelo seu pecado e pedir perdão a Deus. Jesus está te esperando. A hora é agora.

1 João 1:9 - Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

“Vamos continuar sendo a voz daqueles que ainda não nasceram, mas, vamos continuar também sendo a voz Daquele que deu a Sua própria vida na cruz por pecadores como nós que precisam sentir e experimentar o Seu amor e perdão”.

Pr. Jeff Fromholz - www.geracaobenjamim.com