Estudos Bíblicos
Oração
Satanás pode ouvir nossos pensamentos?
01/02/11
Satanás pode ouvir o que nós dizemos e conhece os nossos pensamentos? Deveríamos evitar orar em voz alta porque Satanás poderia nos ouvir?
Não há nada na Bíblia que indique que Satanás é onisciente. Não há nenhum versículo que diga que ele sabe tudo ou que ele pode ler nossos pensamentos. Mas ele é perito em predizer o comportamento humano porque ele o viu em operação por tanto tempo. Ele pode antecipar o que você fará em uma determinada situação sem conhecer seus pensamentos por causa do conhecimento que ele tem da humanidade e porque ele tem uma mente sobrenatural.
Mas em termos de ser onisciente e poder ler seus pensamentos (como Deus pode fazer), a Bíblia não apóia essa idéia de forma alguma. Ela nunca nos diz que anjos são oniscientes. E se um anjo santo não é onisciente, um caído também não é. Portanto, Satanás não pode ler nossos pensamentos, mesmo que ele seja bom em predizer o comportamento humano porque ele já viu tanto dele.
“E se um anjo santo não é onisciente, um caído também não é.”
Eu falei em uma conferência em Iowa sobre este problema. Pessoas estavam perguntando coisas como “Como você lida com demônios?” e “Precisamos de exorcismo para nos livrarmos de demônios?” Bem, há muitas pessoas hoje que dizem que sim. Eu li um livro sobre libertação, certa vez, no qual o autor descreveu um médico que foi supostamente libertado do demônio do gotejamento pós-nasal1. E nessa abordagem, sempre que você pensa que tem um demônio, há uma certa fórmula mágica que você diz ou você anda de uma lado para o outro ou “clama o sangue”2 – seja lá o que for que essa frase signifique, já que não vem da Bíblia. O sangue já foi clamado em seu favor na hora da sua salvação e isso resolve a questão.
Há pessoas que defendem pequenas fórmulas e práticas do tipo sessão-espírita com uma conotação cristã, reivindicando que podem expulsar demônios e assim por diante. Mas quando você vai para a Bíblia, percebe que lidar com o diabo é realmente tão simples quanto ir a Efésios 6 e vestir a armadura de Deus. Veja que, em Efésios 6, diz assim: ” a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades”, certo? Nós estamos lutando contra demônios e contra Satanás.
“O que ele diz é: “Vista a armadura de Deus” e aquilo de que aquela armadura realmente consiste é a justiça.”
Mas o que fazemos com isso? O melhor lugar para descobrir é ler ali mesmo naquele capítulo, não é? Note que ele não diz: “Vá tratar de exorcizar seus demônios com um exorcismo cristão”. Nem diz: “Vá arrumar alguém para expulsar seu demônio”. O que ele diz é: “Vista a armadura de Deus” e aquilo de que aquela armadura realmente consiste é a justiça. O coração dela é “a couraça da justiça”. A chave, então, é viver uma vida íntegra, cheia do Espírito e confiar no poder soberano de Deus.
Portanto, não há nada na Bíblia que diga que Satanás pode ler nossos pensamentos. Certamente demônios podem ouvir o que dizemos. Eles podem entender o que nós dizemos. E, como eu disse antes, eles são muito bons em predizer as respostas comuns do homem porque eles praticam isso há muito tempo.
Mas não se preocupe com isso! Uma senhora me disse uma vez: “Nós sussurramos”, porque ela tinha medo de que demônios ouvissem as orações dela. Minha resposta foi: “Bem, isso é tolo!”. Você pode ir confiantemente diante do trono da graça. No Antigo Testamento, não diz: “E Davi sussurrou ao Senhor”; o que diz é: “E Davi disse ao Senhor” – e ele pôs para fora o que tinha para dizer. Você nunca ouviu falar de qualquer momento no ensino do apóstolo Paulo sobre oração em que ele diz: “Não fale alto”. Quando ele desejava orar, ele simplesmente orava e não se preocupava se Satanás o ouvia porque ele estava vivendo de tal modo que Satanás não podia fazer nada a respeito de qualquer forma. Essa é a questão.
Autor: John MacArthur
Fonte: Bom Caminho / Perguntas Bíblicas
Como Não Cometer Idolatria ao Dar Graças
01/01/11
Jonathan Edwards tem uma palavra para o nosso tempo, que dificilmente seria mais penetrante se ele estivesse vivo hoje. Tem a ver com o fundamento da gratidão.
A verdadeira gratidão ou agradecimento a Deus, por sua bondade para conosco, surge de um fundamento lançado antes: amar a Deus pelo que Ele é em si mesmo; enquanto a gratidão natural não tem tal fundamento antecedente. As comoções graciosas de afeição grata para com Deus, pela bondade recebida, sempre procedem de um estoque de amor já presente no coração, estabelecido em primeiro lugar sobre outro fundamento, a saber, a própria excelência de Deus.1
Em outras palavras, a gratidão que agrada a Deus não é, em primeiro plano, um deleite nos benefícios dados por Deus (embora isso faça parte dela). A verdadeira gratidão deve estar enraizada em algo que vem antes, isto é, um deleite na beleza e na excelência do caráter de Deus. Se isto não for o fundamento de nossa gratidão, então não está acima do que o “homem natural” — sem o Espírito e a nova natureza em Cristo — experimenta. Nesse caso, a “gratidão” a Deus não Lhe é mais agradável do que todas as outras emoções que os incrédulos têm sem deleitarem-se nele.
Você não seria honrado se eu lhe agradecesse freqüentemente pelos seus dons para comigo, mas não tivesse consideração espontânea e profunda por você como pessoa. Você se sentiria insultado, não importando o quanto eu lhe agradecesse por seus dons. Se o seu caráter e personalidade não me atraíssem, nem me dessem alegria de estar na sua presença, você se sentiria usado, como uma ferramenta ou uma máquina para produzir as coisas que eu realmente amo.
O mesmo acontece com Deus. Se não somos atraídos por Sua personalidade e caráter, todas as nossas declarações de gratidão são como a gratidão de uma esposa ao marido pelo dinheiro que ela recebe dele para usar em seu relacionamento com outro homem. Esta é exatamente a figura apresentada em Tiago 4:3-4. Tiago critica os motivos da oração que trata a Deus como um marido de adúltera: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Por que ele chama essas pessoas que oravam de adúlteras? Porque, embora estivessem orando, estavam abandonando seu marido (Deus) e indo atrás de um amante (o mundo). E para piorar as coisas, estavam pedindo a seu marido (em oração) que financiasse o adultério.
Surpreendentemente, esta mesma dinâmica espiritual deficiente é verdadeira, às vezes, quando as pessoas agradecem a Deus por ter mandado Cristo para morrer por elas. Talvez você já tenha ouvido alguém dizer o quanto devemos ser gratos pela morte de Cristo, porque ela nos mostra o grande valor que Deus nos deu. Qual é o fundamento desta gratidão?
Jonathan Edwards chama isso de gratidão de hipócritas. Por quê? Porque,
primeiro eles se regozijam e se elevam com o fato de que são muito estimados por Deus; e então, sobre esse fundamento, Deus lhes parece de certa forma amável… Eles se alegram no mais alto grau em ouvir o quanto Deus e Cristo os estima. Portanto, o gozo deles é na verdade um gozo em si mesmos, e não em Deus.2
É chocante descobrir que uma das descrições mais comuns, hoje, sobre como responder à cruz, pode ser uma descrição de amor natural por si mesmo, sem qualquer valor espiritual.
Faremos bem em dar ouvidos a Jonathan Edwards. Ele não estava apenas nos explicando a verdade bíblica de que devemos fazer todas as coisas, incluindo dar graças, para a glória da Deus (Coríntios 10:31)? E Deus não é glorificado se o fundamento da nossa gratidão é o valor do dom, e não a excelência do Doador. Se a gratidão não está enraizada na beleza de Deus antes do dom, ela provavelmente é uma idolatria disfarçada. Que Deus nos conceda um coração que se deleite nele por aquilo que Ele é, para que toda a nossa gratidão por seus dons seja o eco da alegria na excelência do Doador!
Excerpted from John Piper, A Godward Life (Sisters, Oregon: Multnomah, 1997), 213-214.
Notes
1. Jonathan Edwards, Religious Affections, The Works of Jonathan Edwards, Vol. 2, New Haven: Yale University Press, 1959, orig. 1746, p.247.
2. Jonathan Edwards, Religious Affections, pp. 250-251.
Fonte: http://www.desiringgod.org / John Piper
A oração de Jesus pela sua igreja
16/06/10
João 17:6-26
A igreja é o único organismo vivo capaz de levar a mensagem que pode transformar o homem caído. Certamente os projetos governamentais e a mobilização da sociedade a favor do homem podem trazer muitos benefícios à vida humana. Mesmo que os governantes do mundo se juntassem e se voltassem a favor da vida, ainda assim eles seriam limitados no alcance do homem em sua integralidade.
Só o Evangelho pode penetrar o coração, só Jesus pode perdoar pecados, só o Espírito Santo pode transformar as mentes. A igreja é o único organismo instituído pelo Deus Todo Poderoso para levar as novas de salvação e para isso toma o Seu Filho e o coloca como cabeça da Igreja (Ef 1:20-23 – Mt 28:18-20). O texto de João 17, nos ensina que o Senhor Jesus desejava que a sua igreja desse continuidade a sua mensagem e para isso orou.
Que a Igreja tenha a percepção da Glória de Deus – v. 22
A palavra glória, no grego, vem de doxa e significa a manifestação visível do esplendor, poder e majestade de Deus. Assim quando Jesus ora para que percebamos a glória de Deus, seu desejo é que sintamos continuamente o esplendor, poder e majestade de Deus em nosso meio. Sempre que a presença de Deus se faz sentir no meio do seu povo o resultado disso é um avivamento espiritual.
O desejo de Deus sempre foi e é manifestar a sua glória, revelar-se ao homem para resgatá-lo do pecado. Desde que o homem caiu em pecado desobedecendo a ordem do Senhor, Ele está em busca do homem.
Quando Deus chamou Abraão e disse que nele faria uma grande nação Ele fez com o propósito que todas as famílias da terra fossem abençoadas. A tarefa da nação de Israel era revelar à glória de Deus às nações e ao terem esta revelação muitos se voltariam para o Deus eterno.
No NT esta responsabilidade passa a Igreja. Revelar a glória de Deus aos homens de todo o mundo é tarefa da igreja, tão digna, tão altíssima, tão realizadora e tão urgente que os anjos desejaram fazê-lo.
Jesus orou, ”eu lhes dei a glória que me deste” (v.22). para que tenham unidade e o mundo creia que me enviaste. Revelar esta glória é uma responsabilidade individual e coletiva da igreja. O mundo deve olhar para nossas vidas e ver a glória de Deus e se isso não acontece é porque não temos vivido para isso.
Orou para que sejamos unidos no amor de Deus – v. 21 e 23
Ele orou para que fossemos unidos em amor. Quando amamos uns aos outros somos capazes de abalar o mundo e o inferno. O que abala o inferno não é o prédio bonito que temos, o que abala o inferno é a vida de amor de uns pelos outros. “Veja como eles se amam” era o testemunho do mundo para com os primeiros cristãos.
Hoje, muitos cristãos não estão vivenciando esta dimensão do amor e esta é uma das razões porque o testemunho da igreja na sociedade é fraco, raquítico, inofensivo.
Em I Co 11 Paulo orienta sobre a ceia e deixa um alerta. Ele mostra que muitos não estão discernindo o corpo – comem e bebem indignamente, ou seja, não amam o corpo. Separam um membro do corpo e dizem ”não quero nada com você”. Quem aqui pode dizer para seu olho, fica aí, “não quero nada com você”. Ou então, se o seu ouvido está doendo, dizer “agüenta sozinho”.
O texto da ceia diz que quando fazemos isso não estamos discernindo o corpo e por isso o apóstolo diz: “por causa disso, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem”.
É amor que fortalece a igreja, é o amor que dá vida à igreja, é o amor que revela a presença do Espírito Santo e é o amor que gera a glória de Deus. E o avivamento acontece.
Jesus disse que seriamos conhecidos como seus discípulos pelo amor que teríamos uns pelos outros. Jesus orou para que fossemos unidos no amor e que as nossas diferenças não fossem instrumentos de divisão, mas sim de estímulo para andarmos juntos.
Jesus orou para que prosseguíssemos na Missão que ele nos confiou – v. 17,18
A Igreja tem uma missão. O Pai jamais pegaria o Seu Filho e o colocaria como cabeça de um organismo, se este organismo não tivesse a maior missão da face da terra – anunciar a glória de Deus entre os homens.
Esta é a tarefa da Igreja e ela é tão desafiadora, tão grande, que implica na inclusão de todos os filhos de Deus. Todos nos somos chamados a participar.
O grande desafio da missão dos nossos dias é continuar. Nos últimos dez anos muitas igrejas estagnaram sua ação missionária. Só continuam realizando algumas ações porque têm recursos financeiros e acham que isso é tudo. Outras regrediram e outras tantas pararam.
A igreja brasileira cresceu na sua membresia. As estatísticas dizem que somos 40 milhões de evangélicos (não estamos discutindo a qualidade), mas, a igreja evangélica no Brasil não avançou.
Se hoje temos duzentos e cinqüenta mil igrejas e apenas quatro mil missionários transculturais, isso significa que precisamos de 62 igrejas para um missionário ou temos 0,001% de missionários da membresia da igreja. Crescemos? Crescemos! Avançamos? Não avançamos. Jesus orou para que prosseguíssemos.
Apesar dos ataques suicidas serem levados quase ao vivo pela TV, passados 2.000 anos de cristianismo, a realidade é: 1/3 da população do mundo não ouviu sobre o nome de Jesus, 93 tribos indígenas não tem presença evangélica, 1132 municípios brasileiros têm menos de 5% de evangélicos e 33.000 comunidades ribeirinhas carecem de uma presença consistente da igreja de Jesus.
Duas razões para este quadro. Primeira: o envolvimento dos cristãos é muito pequeno, o movimento de oração pela obra missionária é acanhado, a disposição para sermos missionários é frágil, os recursos têm sido insuficientes porque um número pequeno de cristãos está se envolvendo financeiramente. Segunda: nos últimos anos a maioria dos líderes ficou mais preocupada com o modelo da igreja do que com a sua natureza
Jesus orou para que continuássemos a cumprir a tarefa. Que prosseguíssemos sem esmorecer, sem tréguas. Que não desistíssemos diante das provações e lutas que seguiriam aqueles que crêem.
Concluindo
Jesus orou e ordenou para que refletíssemos a sua glória entre os homens. Jesus orou para que na diversidade nos amássemos e isso seria testemunho ao mundo. Jesus orou para que prosseguíssemos na missão que é de levar o evangelho a toda criatura.
Estes são os grandes desafios.
Repensando a Oração
11/06/10
“If there are millions down on their knees, among the many can You still hear me?”
(se há milhões ajoelhados, dentre tantos ainda podes me ouvir?)
- Michael W. Smith
Recentemente eu estava falando com alguém sobre um texto que ambos lemos. O autor do texto dizia que se você orar pedindo a Deus para abrir as portas de emprego para você ou alguém que você conheça, sua oração é ilícita. Lembro-me que minha primeira sensação ao ler o texto foi sentir-me imaturo, culpado, inexperiente… pagão. Naquele mesmo dia um amigo próximo que estava desempregado havia me pedido orações e eu tinha orado justamente por isso, inclusive usando as mesmas palavras da “oração ilícita” daquele texto. Então fiquei pensando sobre isso e cheguei à conclusão de que, por mais que a intenção do autor tenha sido boa ao denunciar as relações de barganha com Deus e os clichês vazios da religiosidade popular, seu texto está equivocado neste ponto específico da oração.
Se eu estivesse desempregado e meu melhor amigo pudesse me ajudar a encontrar um emprego, indicando uma vaga para mim na empresa onde ele trabalha, será que eu seria sincero em meu relacionamento se não falasse a ele sobre minha necessidade de emprego? Será que ele ficaria feliz em saber que eu estava passando necessidade e não tinha contado nada a ele? Seria esse um relacionamento próximo, de amigos de verdade? Ou será que minha hesitação em contar minhas necessidades para ele poderia ser vista como uma expressão de orgulho de minha parte?
Estas são algumas das perguntas que vieram à minha mente ao refletir sobre aquele texto da “oração ilícita” por emprego. O tipo de relacionamento com Deus proposto no texto torna-se completamente superficial (por mais que a intenção do autor tenha sido exatamente o contrário) ao não envolver todas as áreas da minha vida – inclusive minhas necessidades pessoais.
Não pretendo de maneira alguma fazer aqui um tratado sobre oração (há muitos bons textos por aí) e nem acusar o autor do texto de heresia (não se trata de uma heresia, apenas de um equivoco ou “escorregão”). Esta reflexão é uma resposta a mim mesmo e, talvez, àqueles que como eu possam ter se sentido culpados por orar por coisas tão insignificantes como… emprego.
Reconheço que oração é verdadeiramente um mistério. Afinal, por que orar se Deus já sabe tudo a nosso respeito? Para mim, a oração só faz sentido no contexto de relacionamento. Me parece que foi isso que Jesus quis ensinar aos seus discípulos quando disse-lhes que eles deveriam iniciar suas orações com a certeza de que estariam se dirigindo a alguém que é Abba (Papai). Ou seja, pressupõe-se um relacionamento entre aquele que ora e Deus (que além de ser Pai, é também Santo e Soberano Rei). Orar é se relacionar com Deus que habita nas alturas (Pai nosso que estás nos céus!), mas que também habita no coração do contrito e quebrantado. Orar é expressar fé não somente em que Deus existe (o Deísmo crê assim também), mas que Ele recompensa aqueles que o buscam (Ele se comunica, responde e intervêm).
Com certeza há milhões de desempregados ao redor do mundo. Mas este fato de maneira alguma torna minha oração por emprego ilícita. Ao contrário, quando oro por emprego estou reconhecendo minha dependência de Deus para que eu possa encontrar um emprego e sustentar minha família. E creio que Deus recompensa minha fé, embora nem sempre eu receba o emprego que estou desejando ou no momento em que espero recebê-lo.
É verdade que não devemos ser como crianças mimadas e buscar a Deus somente por nossas necessidades físicas e materiais, todavia não há nada de ilícito em orar por elas. A oração modelo do Pai Nosso nos ensina a buscar o Reino em primeiro lugar, mas demonstra que Deus também se interessa em ouvir-nos sobre a nossa necessidade de subsistência diária (dá-nos hoje o nosso pão de cada dia) e também sobre nossa necessidade de proteção (livra-nos do mal). Seguindo o raciocínio daqueles cuja fé é interpretada à luz das calamidades (e não o contrário como eu acredito que deveria ser), nem sequer deveríamos orar pelo pão de cada dia, visto que bilhões de pessoas ao redor do mundo passam fome. Será que Jesus estava equivocado quando ensinou seus discípulos a orar assim? Talvez ele não soubesse que um dia haveria bilhões de famintos… Mas ainda que isso fosse verdade (não creio que seja), haviam muitos contemporâneos de Jesus famintos. Por quê, então, orar por pão numa época em que muitos passam fome? Por que orar por emprego numa época de desemprego crescente? Por que orar por cura quando há tantos doentes morrendo? Por que, simplesmente, orar?
Creio que a resposta só pode ser encontrada por aqueles que entendem que oração é relacionamento com Deus. Um Deus que é Pai e que tem Aprazer em ouvir Seus filhos – muito embora Ele já saiba de todas as suas necessidades.
Você precisa de emprego, provisão, sabedoria, cura, etc.? O conselho das Escrituras é: Não fique ansioso; mas em tudo, pela oração e súplica [de olhos abertos ou fechados, em voz alta ou em silêncio], e com ação de graças, apresente seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus.
Autor: Sandro Baggio
Fonte: http://www.sandrobaggio.com/
