Estudos Bíblicos
Max Lucado
Está Consumado
13/04/11
“Está consumado!”
João 19:30
Há vários anos atrás, Paul Simon e Art Garfunkel nos encantaram com uma canção de um menino pobre que foi para Nova Iorque em sonho e caiu vítima da vida cruel da cidade. Sem dinheiro, tendo apenas estranhos como amigos, ele passava os dias “escondido, procurando os lugares mais pobres onde os mendigos vão, buscando pontos que só eles conhecem “.[1]
É fácil imaginar esse jovenzinho de rosto sujo e roupas velhas, procurando trabalho e não encontrando. Ele se arrasta pelas calçadas, lutando contra o frio e sonhando em ir para algum lugar “onde os invernos da cidade de Nova Iorque não me façam sangrar, levando-me para casa”.
O garoto pensa em desistir. Em voltar para sua cidade. Desistir — algo que nunca pensou que pudesse fazer.
Mas no momento em que pega a toalha para atirá-la ao ringue, encontra um boxeador. Lembra-se destas palavras?
No espaço vazio se acha um lutador profissional levando com ele cada golpe que que o cortou até que gritasse de ira e vergonha – “Vou embora, vou embora!” mas o lutador permanece mesmo assim.[2]
“O lutador permanece.” Existe algo magnético nessa frase. Ela soa autêntica.
Os que permanecem como o lutador são uma espécie rara. Não quero dizer necessariamente vencer, mas apenas permanecer. Ficar agarrado ali. Terminar. Não ir embora até que seja feito. Mas infelizmente muitos poucos de nós fazem isso. Nossa tendência humana é desistir cedo demais. Nossa inclinação é parar antes de cruzar a linha de chegada.
Nossa incapacidade de terminar o que começamos é vista nas menores coisas:
Um jardim com metade da grama cortada.
Um livro lido pela metade.
Cartas começadas, mas inacabadas.
Um regime posto de lado.
Um carro sobre cavaletes.
Ou se mostra nos pontos penosos da vida:
Uma criança abandonada.
Uma fé vacilante.
A pessoa que muda sempre de emprego.
Um casamento falido.
Um mundo não evangelizado.
Estou tocando em algumas feridas abertas? Há qualquer possibilidade de estar me dirigindo a alguém que esteja considerando desistir? Se estou, quero encorajar você a permanecer. Quero encorajá-lo a lembrar a determinação de Jesus na cruz.
Jesus não desistiu. Não pense, porém, nem por um minuto, que não foi tentado a fazê-lo. Observe como ele estremece ao ouvir seus apóstolos caluniarem e discutirem. Olhe para ele quando chora junto ao túmulo de Lázaro ou quando se lamenta ao agarrar-se ao solo de Getsêmani.
Ele jamais quis desistir? Claro que sim!
Essa a razão pela qual suas palavras são tão esplêndidas. “Está consumado.”
Pare e ouça. Você pode imaginar o grito da cruz? O céu está escuro. As outras duas vítimas gemem. As bocas zombeteiras se calaram. Talvez haja trovões. Talvez choro. Talvez silêncio. Jesus inala então profundamente, empurra os pés sobre o prego romano e grita: “Está consumado!”
O que estava consumado?
O plano da redenção do homem, longo como a história, estava consumado. A mensagem de Deus para o homem havia terminado. As palavras de Jesus como homem na terra não mais se repetiriam. A tarefa de escolher e treinar embaixadores terminara. O trabalho estava terminado. A canção fora cantada. O sangue derramado. O sacrifício feito. O aguilhão da morte fora removido. Tudo acabara.
Um grito de derrota? Dificilmente. Se as suas mãos não tivessem sido pregadas, ouso dizer que um punho triunfante teria sido levantado para o céu escuro. Não, não foi um grito de desespero. Mas de realização. Um grito de vitória, de cumprimento. Também um grito de alívio.
O lutador permaneceu. E agradecemos por tê-lo feito. Graças a Deus que Ele suportou.
Você está prestes a desistir? Não faça isso. Está desanimado como pai? Fique firme. Está cansado de fazer o bem? Faça apenas um pouco mais. Está pessimista em relação a seu emprego? Arregace as mangas e persevere. Não existe comunicação em seu casamento? Dê-lhe mais uma injeção. Não consegue resistir às tentações. Aceite o perdão de Deus e continue em frente. Seu dia está cheio de tristeza e desapontamentos? Seus amanhãs estão-se transformando em “nuncas”? A esperança é uma palavra esquecida?
Lembre-se, quem persevera não é aquele que não apresenta ferimentos nem está cansado. Pelo contrário, ele, como o lutador de boxe, está cheio de cicatrizes e sangrando. Estas palavras foram atribuídas a Madre Teresa: “Deus não nos chamou para ser bem-sucedidos, mas fiéis.” O lutador, como nosso Mestre, foi traspassado e está cheio de dores. Ele, como Paulo, pode ter sido até algemado e açoitado. Mas permanece, persevera.
A Terra Prometida, diz Jesus, aguarda os que perseveram.[3] Ela não é apenas para aqueles que alcançam a vitória ou bebem champanhe. Não, de modo algum. A Terra Prometida é para aqueles que simplesmente permanecem até o fim.
Vamos perseverar.
Ouçam este coro de versículos destinados a dar-nos poder para manter-nos firmes:
Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.[4]
Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado.’[5]
E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.’[6]
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.’[7]
Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.’[8]
Obrigado, Paul Simon. Obrigado, apóstolo Paulo. Obrigado, apóstolo Tiago. Mas, obrigado mais que tudo ao Senhor Jesus, por nos ensinar a perseverar, a nos manter firmes e, no final, a terminar.
–
1. “The Boxer” por Paul Simon (c) 1968.
2. Idem.
3. Mateus 10:22
4. Tiago 1:2,3
5. Hebreus 12:12,13
6. Gálatas 6:9
7. 2 Timóteo 4:7,8
8. Tiago 1:12.
Autor: de Max Lucado
[ Para mais meditações de Max Lucado
visite o site www.iluminalma.com.br]
O amor não se vangloria – Max Lucado
07/11/10
“O amor não se vangloria, não se orgulha” 1 Coríntios 13:4.
O coração humilde honra os outros.
Jesus não é nosso exemplo? Contente por ser conhecido como um carpinteiro. Feliz por ser confundido com o jardineiro. Ele serviu seus seguidores lavando seus pés. Ele nos serve fazendo o mesmo. A cada manhã ele nos presenteia com beleza. A cada domingo ele nos chama para sua mesa. A cada momento ele reside em nossos corações. E ele não fala do dia em que ele como “senhor se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los” (Lucas 12:37)?
Se Jesus está tão disposto a honrar-nos, não podemos fazer o mesmo pelos outros? Faça das pessoas uma prioridade. Aceite seu papel em seu plano. Seja rápido em dividir os aplausos. E, acima de tudo, considere os outros mais importantes do que você. O amor faz. Porque o amor “não se vangloria, não se orgulha”.
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida – Texto original extraído do site www.maxlucado.com
Quando as expectativas não se realizam – Max Lucado
01/11/10
“Pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão.” Salmo 27:5.
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida – Texto original extraído do site www.maxlucado.com
Uma restauração completa
06/08/10
“…e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, o que cremos…”
Efésios 1.19.
Deus gosta de decorar. Deus tem de decorar. Deixe-o viver tempo suficiente num coração, e esse coração começara a mudar. Retratos de dor serão substituídos por paisagens de graça. Paredes de ira serão demolidas, e alicerces fendidos serão restaurados. Deus não pode deixar uma vida inalterada tanto quanto uma mãe não pode deixar intocada a lágrima de um filho…
Isto pode explicar algum desconforto em sua vida. Remodelar um coração nem sempre é prazeroso. Não fazemos objeção quando o carpinteiro acrescenta algumas prateleiras, mas Ele é conhecido por devastar toda a ala oeste. Ele tem pra você aspirações elevadas. Deus vislumbra uma restauração completa. Ele não parará até que tenha terminado…Ele quer que você seja exatamente igual a Jesus.
Notas:
Extraído do livro Simplesmente como Jesus
Deus esquece – Max Lucado
05/07/10
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR. Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades”. Salmos 103:1-3
Deus não se lembra do passado. Mas eu me lembro, você se lembra. Você ainda se lembra. Você é como a mim. Você ainda se lembra do que fez antes de mudar. O fantasma do pecado do passado espreita no porão de seu coração. Pecados que você confessou; erros dos quais você se arrependeu; estragos que você fez o seu melhor para reparar…
Aquela mentira horrenda.
A hora em que você explodiu de raiva.
Agora, sinceramente. Você acha que Deus estava exagerando quando disse que lançaria nossos pecados tão longe quanto o leste fica do oeste? Você realmente acredita que ele faria uma declaração como “Eu não reterei suas iniqüidades contra eles” e então esfregá-las em nossos narizes sempre que pedirmos ajuda?
É claro que você não acha. Você e eu apenas precisamos de um lembrete casual do caráter de Deus, seu caráter esquecedor.
notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com
Estudo disponível no site www.irmaos.com
Perfeito amor
23/05/10
“O perfeito amor lança fora o medo.” 1 João 4:18
Você já foi à mercearia com o estômago vazio? Você é um alvo fácil. Você compra tudo o que não precisa. Não importa se é bom para você – você só quer encher sua barriga. Quando você está só, você faz o mesmo na vida, tirando coisas da prateleira, não porque você precisa, mas porque você está com fome de amor.
Por que fazemos isso? Porque tememos encarar a vida sozinhos. Por medo de não nos ambientarmos, tomamos as drogas. Por medo de ficarmos de fora, vestimos as roupas. Por medo de parecermos pobres, fazemos dívida e compramos a casa. Por medo de não sermos notados, vestimos para seduzir ou para impressionar. Por medo de dormirmos sozinhos, dormimos com qualquer um. Por medo de não sermos amados, procuramos por amor em todos os lugares errados.
Mas tudo isso muda quando descobrimos o perfeito amor de Deus. E “o perfeito amor lança fora o medo”.
Autor: Max Lucado
Fonte: http://irmaos.com/
O povo da caverna
22/05/10
Há muito tempo atrás, ou talvez não muito tempo assim, havia uma tribo em uma caverna fria e escura. Os habitantes da caverna se apertavam e gritavam contra o frio. Eles se lamentavam em voz alta e demoradamente. Era só isso que faziam. Era tudo o que sabiam fazer. Os sons na caverna era tristes, mas as pessoas não sabiam disso, porque nunca tinham conhecido a vida.
Mas, então, um dia eles ouviram uma voz diferente. “Eu ouvi seu choro” ela disse. “Eu senti seu frio e vi as suas trevas. Eu vim para ajudar”.
Os habitantes da caverna permaneceram em silêncio. Eles nunca tinham ouvida esta voz. A esperança soava estranho aos seus ouvidos. “Como é que vamos saber que você veio ajudar?”
“Confiem em mim”, ele respondeu. “Eu tenho o que vocês precisam”.
O povo da caverna examinou no escuro até a figura do estranho. Ele estava empilhando alguma coisa, então curvava-se e empilhava mais.
“O que você está fazendo?”, alguém gritou, nervoso.
O estranho não respondeu.
“O que você está fazendo?”, gritou alguém em voz ainda mais alta.
Nenhuma resposta ainda.
“Diga-nos”, exigiu um terceiro.
O visitante ficou em pé e falou na direção das vozes: “Eu tenho o que vocês precisam”. Com isso ele virou-se para a pilha a seus pés e acendeu-a. A madeira pegou fogo, chamas levantaram-se e a luz encheu a caverna.
O povo da caverna afastou-se com medo. “Ponha isso para fora”, gritaram.
“Dói olhar para isso”.
“A luz sempre dói antes de ajudar”, ele respondeu. “Cheguem mais perto. A dor logo vai passar”.
“Eu não”, declarou uma voz.
“Nem eu”, concordou uma segunda.
“Só um tolo iria se arriscar a expor seus olhos a uma luz assim”.
O estranho chegou perto do fogo. “Vocês prefeririam a escuridão? Prefeririam o frio? Não consultem seus temores. Dêem um passo de fé.
Por um bom tempo ninguém falou. As pessoas pairavam em grupos cobrindo os olhos. O fazedor de fogo ficou de pé próximo do fogo. “Está quente aqui”, convidou.
“Ele está certo”, alguém atrás dele anunciou. “Está mais quente”. O estranho virou-se e viu um vulto caminhando em direção ao fogo. “Eu consigo abrir meus olhos agora”, ela proclamou. “Eu consigo ver”.
“Chegue mais perto”, convidou o fazedor de fogo.
Ela chegou. Ela caminhou para o anel de luz. “Está tão quente!” Ela estendeu as mãos e suspirou quando o frio começou a passar.
“Venham, todos! Sintam o calor”, ela convidou.
“Quieta, mulher”, gritou um dos habitantes da caverna. “Vai ousar nos arrastar para a sua tolice? Deixe-nos e leve sua luz com você”.
Ela virou-se para o estranho. “Por que eles não virão?”
“Eles escolhem o frio, porque embora é frio, é o que eles conhecem. Eles preferem ficar com frio do que mudar.”
“E viver no escuro?”
“E viver no escuro.”
A agora quente mulher ficou em silêncio. Olhando primeiro no escuro e depois no homem.
“Você vai sair do fogo?”, perguntou.
Ela fez uma pausa e então respondeu: “Eu não posso. Eu não consigo suportar o frio.” Então ela falou novamente: “Mas também não posso suportar pensar no meu povo no escuro.
“Você não tem que fazer isso”, ele respondeu, alcançando o fogo e tirando um graveto. “Leve isto para o seu povo. Diga-lhes que a luz está aqui e que a luz é quente. Diga-lhes que a luz é para todos os que quiserem.”
E assim ela pegou a pequena chama e caminhou para dentro das sombras.
Autor: Max Lucado
Fonte: http://irmaos.com
