Estudos Bíblicos
Liderança
O anonimato da liderança
04/06/10
O anonimato é desprestigioso e o é ainda mais quando acontece no exercício da liderança. Nenhum líder deseja liderar sem a glória do reconhecimento. Todavia, os líderes que gostam dos holofotes estão comumente aquém do que se dizem fazer, e muitos não conseguem vencer a tentação de ser relevante, evidenciando o seu eu muito mais do que suas próprias ações e, por isto, fracassam antes do tempo.
O líder que foge do anonimato por iniciativa própria revela um sério desvio ético em sua conduta e costuma trair a si mesmo por não ser fiel ao exercício da sua própria liderança. Quando o líder imagina que ele é maior do que o que ele faz, é porque o que ele faz não é forte o suficiente para ser notado. Daí a necessidade de propagandas, programas e mídia, pois “se o que eu faço não é bom o suficiente para que a minha liderança seja percebida, preciso de um marketing pessoal para aparecer”. Tudo isto porque ninguém gosta do anonimato. E ninguém gosta do anonimato exatamente porque lá o que se faz não se divulga, é anônimo!
O anonimato é para quem ama o que faz e o faz sem barganhas. Faz porque compreende a sua missão neste mundo. Faz na sombra porque sabe que os aplausos não são a consequência do seu feito. Faz sem holofotes porque as luzes não são a sua glória. Faz sem estruturas, medo, políticas, sem trocas, faz até mesmo sem nada porque quem faz no anonimato faz sem adereços e faz em qualquer lugar.
De fato, o anonimato não é para qualquer um. No entanto, a liderança extravagante serve para muitos, e muitos que dificilmente irão entender que a verdadeira liderança não tem nada a ver com exposição na mídia ou espaços conquistados, e muito menos com projetos inacabados.
É preciso voltar com urgência ao agir simples de uma liderança que não deseja os primeiros lugares, os melhores ambientes, as maiores recompensas. É preciso encontrar líderes em fidelidade ao que lhes foi proposto. Que são capazes de fazer o que fazem em qualquer circunstância ou espaço. É preciso sair à rua, como bem lembrou o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Tem muito líder que só está na mídia. Não entendeu ainda que é preciso estar no meio do povo. E, no meio do povo, os bons fazem a diferença e o anonimato é apenas um detalhe.
autor: Ivan Cordeiro
Fonte: http://www.institutojetro.com
Estabelecimento de metas
03/06/10
A característica mais marcante das pessoas que realmente conseguem resultados efetivos é o estabelecimento de metas. Estas pessoas têm claro onde querem chegar. Seus objetivos de curto prazo são mensuráveis e os de longo prazo são claros e específicos.
Mas o que torna tão importante trabalhar com metas bem estabelecidas? Qual é a força que isto pode ter para se conseguir resultados efetivos?
Não é difícil compreender a importância de se saber onde se quer chegar: muitas pessoas são extremamente dedicadas no seu dia-a-dia; vivem se sacrificando e à própria família; fazem tudo com a máxima qualidade; entretanto, não raramente reclamam por não estarem sentindo que estão evoluindo. Na maioria das vezes, isto ocorre porque elas não sabem para onde querem evoluir. Como não sabem a direção a ser tomada, acabam desperdiçando esforços para todos os lados, não conseguindo priorizar ações.
Uma pesquisa realizada na década de oitenta com atletas norte-americanos mostrou um aspecto interessante a respeito do assunto que estamos tratando:
Dez atletas saltaram uma vara que se encontrava na altura limite que cada um costumava atingir. Dos dez saltos, oito foram bem sucedidos; dois fracassaram. Em um outro dia e nas mesmas condições, foi solicitado que estes dez atletas saltassem novamente. Deveriam saltar da melhor maneira possível, visando superar a marca anterior. Porém, existia agora uma diferença: não foi colocado nenhuma vara para definir a altura. Ao invés disto, sensores detectavam a altura atingida. Desta vez, o resultado foi contrário ao da etapa anterior: apenas dois obtiveram êxito; oito fracassaram. Qual é a diferença entre as duas situações? O que fez com que os resultados fossem tão diferentes? A diferença significativa foi que na segunda etapa, os atletas, por mais que se esforçassem, não tinham seus objetivos claramente definidos.
Se a persistência foi considerada o combustível das pessoas que alcançam êxito, sem dúvida as metas são os seus motores. Quando se tem uma verdadeira meta, esta faz com que tenhamos ânimo para vencermos as maiores adversidades.
Convém destacarmos que, para se ter realmente uma meta poderosa, é preciso lembrar de alguns ingredientes:
M: mensuráveis - se você não puder medir o resultado, como saberá se conseguiu ou não atingir seu alvo? “Ter o máximo de clientes possíveis” não é uma meta, afinal, quanto representa o máximo? Se você considerar isto como meta, qualquer valor que atingir vai achar que este é o máximo…
E: específica - mais uma vez, deixar o mais claro possível onde se quer chegar nos ajuda a descobrir o caminho e concentrar nossos esforços. Dizer “vou ter um computador” é bem menos potente do que dizer “terei um pentiun III, de 500mtz e monitor de 17 polegadas”. Cuidado se definir uma meta como o primeiro exemplo poderá receber um 286…
T: temporal - outra arma poderosa no estabelecimento de metas é o prazo para se atingi-las. Não estabelecer um prazo não ajuda a nos organizarmos e geralmente se leva mais tempo do que o necessário para se atingir a meta. Afinal, se não tivermos prazo teremos a vida toda para tentarmos…
A: atingível - a meta precisa ser algo tangível. Estabelecer que vou visitar marte até o meu próximo aniversário certamente não me motivará buscaras formas de se realizar tal sonho. Por outro lado, estabelecer uma meta que não seja desafiante também não mobiliza esforços para atingi-la. A meta deve ter um significado pessoal. Algo que realmente faça com que você levante da cama de manhã com “pique” para trilhar mais uma etapa do caminho que te aproxima de sua realização.
“Não há ventos favoráveis para quem não sabe onde quer chegar”.
Autor: Joacir Martinelli
Fonte: http://www.institutojetro.com.br
Grupos Religiosos e Políticos do Novo Testamento
29/05/10
O Novo Testamento observa a presença de partidos religiosos que eram desconhecidos no Velho Testamento. A fonte principal de informação é encontrada nas obras de Flávio Josefo. Em dois de seus livros, As Guerras dos Judeus (II, viii, 1-4) e As Antigüidades dos Judeus (XIII, v. 9), ele escreve acerca de quatro desses partidos: fariseus, saduceus, zelotes e essênios. Para nossos propósitos, os herodianos e os zadoqueus devem ser acrescentados. Os samaritanos já foram mencionados.
1. Fariseus — O grupo maior e mais importante é o chamado os fariseus. A palavra em si significa “separatistas”, tendo sido, provavelmente, aplicada como expressão de escárnio aos oponentes. Eles fizeram seu primeiro aparecimento definido como um grupo com este nome durante a época de João Hircano I. Alguns estudiosos dizem que o termo foi pela primeira vez usado quando alguns judeus piedosos “se separaram” de Judas Macabeu, depois de 165 a.C. É mais provável que eles foram os sucessores dos “hasidins”, que se haviam empenhado em “separar-se” do pecado, e na “separação” (interpretação) das Escrituras, durante as reformas de Esdras e Neemias.
Seja qual for sua origem, os fariseus foram o resultado final do movimento que teve seus primórdios com Esdras, intensificado pelos hasidins, sob os sírios e romanos. Eles representam aquela tendência, no judaísmo, que sempre reagiu contra dominadores estrangeiros, mantendo o exclusivismo judaico e a lealdade à tradição dos pais. Pouco se interessavam no poder político, mas se tornaram os mentores políticos de Israel. Eles tinham maior controle sobre o povo do que os saduceus, que eram mais abastados e politicamente poderosos. Controlavam a sinagoga, e só eles sobreviveram à Guerra Judaico-Romana de 66-70.
Devido à sua profunda reverência para com os ideais nacionais e religiosos judaicos, e devoção aos mesmos, os fariseus se opuseram à introdução das idéias gregas, e não deixou de ser natural que se tornassem o partido reacionário. Para eles, as coisas velhas eram as únicas coisas boas. Num desejo sincero de tornar a lei praticável dentro do mundo greco-romano em mudança, os fariseus aderiram ao sistema da tradição dos pais. Começando com as Escrituras, eram feitas interpretações para se ajustar uma situação existente ou combater um erro em teologia. Nas tentativas de responder a problemas levantados por religiões intrusas, muitas idéias dormentes no Velho Testamento foram desenvolvidas e aumentadas. Entre essas doutrinas desenvolvidas durante esses 400 anos estão a ressurreição dos mortos, os demônios, os anjos e a esperança messiânica.
Para o fariseu, a tradição oral suplantou a lei. Este era o principal ponto em que divergiam dos saduceus, que não viam nenhuma necessidade de alterar-se a lei. Os fariseus diziam que as finas distinções das tradições orais eram para facilitar o cumprimento da lei sob novas condições e tornar virtualmente impossível pecar-se. Eles também colocavam uma forte ênfase sobre a providência divina nos assuntos do homem.
2. Saduceus — Embora a origem da seita esteja perdida na obscuridade, o nome pode ter-se derivado de um certo Zadoque, que sucedeu Abiatar como sumo sacerdote durante os dias de Salomão. Pode ter vindo da palavra hebraica “zoddikim”, que significa “os justos”. Os saduceus gabavam-se de sua fidelidade à letra da lei mosaica, em contradistinção à tradição oral. Este era o partido da aristocracia e dos sacerdotes abastados. Eles controlavam o sinédrio e qualquer resquício de poder político que restava. Eram os colaboracionistas, a tendência que favorecia o poder estrangeiro e que se alinhava com ele pelo poder. Também controlavam o templo. O sumo sacerdote era sempre o líder deste grupo. Era um grupo fechado e não procurava prosélitos, como o faziam os fariseus.
Teologicamente conservadores (diziam),limitavam o cânon à Torah ou Pentateuco. Rejeitavam as doutrinas da ressurreição, demônios, anjos, espíritos, e advogavam a vontade livre, em lugar da providência divina. Este grupo não sobreviveu à Guerra Judaico-Romana de 66-70.
3. Zelotes — Os zelotes representavam o desenvolvimento na extrema esquerda entre os fariseus. Estavam interessados na independência da nação e sua autonomia, ao ponto de negligenciarem toda outra preocupação. Segundo Josefo, o fundador foi Judas de Gamala, que iniciou a revolta sobre o censo da taxação, em 6 d.C. Seu alvo era sacudir o jugo romano e anunciar o reino messiânico. Eles precipitaram a revolta em 66 d.C, que levou à destruição de Jerusalém em 70. Simão, o zelote, foi um dos apóstolos.
4. Essênios — Estes representavam o desenvolvimento na extrema direita entre os fariseus. Eram uma ordem distinta, na sociedade judaica, mais que uma seita dentro dela. Sendo o elemento mais conservador dos fariseus, eles enfatizavam a observação minuciosa da lei. Formavam uma comunidade ascética ao redor do Mar Morto, e viviam uma vida rigidamente devota. Eram a sobrevivência dos hasidins mais estritos, influenciados pela filosofia grega. A partir dos documentos de Qumram, parece que eles aguardavam um messias que iria combinar as linhagens real e sacerdotal, numa estrutura escatológica. Este grupo não é mencionado em o Novo Testamento.
5. Herodianos — Os saduceus da extrema esquerda eram conhecidos como os herodianos. Tirando o nome da família de Herodes, eles baseavam suas esperanças nacionais nessa família e olhavam para ela com respeito ao cumprimento das profecias acerca do Messias. Eles surgiram em 6 d.C, quando Arquelau, filho de Herodes, o Grande, foi deposto, e Augusto César enviou um procurador, Copônico. Os judeus que favoreciam a dinastia herodiana eram chamados “herodianos”. Este grupo é mencionado em Mateus 22:16 e Marcos 3:6; 12:13.
6. Zadoqueus — Na extrema direita dos saduceus estava o grupo conhecido como os zadoqueus. Embora não mencionados em o Novo Testamento, este grupo é importante, porque mostra outra tendência entre os saduceus, talvez dando uma chave quanto à sua origem. Em 1896, um fragmento de um documento foi encontrado numa sinagoga no Cairo. Publicado em 1910, com o título Fragmentos de uma Obra Zadoquita, este termo entrou em todas as discussões acerca do judaísmo sectário. A descoberta de outros documentos na comunidade de Qumram, do Mar Morto, sugere alguma relação entre os zadoqueus, os essênios e a comunidade de Qumram. Um movimento de reforma foi iniciado entre os sacerdotes (filhos de Zadoque), entre os saduceus, durante o início do segundo século a.C. Quando a reforma fracassou, eles foram para Damasco e estabeleceram uma comunidade sob um novo conjunto de regulamentos, denominado “o novo concerto”. Alguns posteriormente voltaram como missionários para sua terra natal e depararam com amarga oposição por parte dos fariseus e saduceus. Alguns, então, encontraram seu caminho em direção às comunidades ao redor do Mar Morto. Eram missionários fervorosos, em busca de um mestre de justiça que chamasse Israel de volta ao arrependimento e apareceria no advento do Messias. Eles aceitavam toda palavra escrita, mas rejeitavam a tradição oral. Eram muito abnegados na vida pessoal e leais aos regulamentos da pureza levítica. Deram grande ênfase à necessidade de arrependimento.
Fonte: Hale, Broadus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. JUERP
O coração do líder
23/05/10
O coração é a sede dos sentimentos do homem. Salomão nos ensina que devemos prioritariamente guardar o coração porque dele procedem as saídas da vida. Jesus disse que do coração é que originam os maus desígnios. Jeremias nos ensina que enganoso é o coração mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto. É impressionante a influência do coração nas decisões. Diz o Senhor que a boca fala do que está cheio o coração. Muitas vezes dizemos coisas ruins porque o nosso coração está doente. Como precisamos pedir ao Senhor que sonde e examine o nosso fraco coração! Devemos ter a coragem do salmista de reconhecer nossas mazelas e pedir ao Senhor que nos perdoe e nos cure (Sl 51).
Devemos ter um coração saudável. Um coração centrado em Deus. Coração submisso e obediente. Manso e humilde. Sensível e encorajador. Misericordioso e amoroso. Ele deve ser firme nas decisões. Sensato nos relacionamentos. Que discerne bem no meio das circunstâncias difíceis. Um coração inclinado para os ensinos do Mestre. Um líder deve ter sempre um coração sincero, despido de quaisquer resquícios de hipocrisia e segundas intenções. Porque, na verdade, temos esta tendência. Jesus condenou veementemente a hipocrisia dos líderes judaicos. Devemos ser sempre transparentes não nos importando com as conseqüências.
É mister que peçamos a Deus que guarde o nosso coração das más influências.
Líderes como Sansão, Davi, Salomão e muitos outros reis de Israel não guardaram o seu coração. Foram contaminados pela sensualidade e pela idolatria. Erraram o alvo. Perderam o foco do Senhor e o brilho da sua liderança. Transformaram a comissão em omissão. Entristeceram o coração do Pai. Não deram testemunho do Senhor que os havia chamado com tanto amor. Foram, na verdade, ingratos. Não corresponderam às expectativas de Deus.
O nosso coração deve ser como o de Abraão, que deixou a sua terra para a terra que Deus havia determinado e ele foi uma benção para as nações; como José que preferiu ser preso a ceder para a sensualidade da esposa de Potifar e, assim, comprometer a sua fidelidade ao Senhor e o Seu plano; como Moisés que deixou os tesouros do Egito para servir ao Senhor na liderança do Seu povo; como o de Josué que levou o povo à terra prometida; como Neemias que recebeu de Deus a incumbência de reconstruir os muros de Jerusalém e o fez em 52 dias; e como o de Paulo que recebeu a ordem de Jesus de levar o Seu evangelho de Jerusalém (oriente) a Roma (ocidente). Cumpriu a missão com inteireza de coração. Coragem, determinação, amor e fé.
A igreja precisa urgentemente de líderes absolutamente comprometidos com o Reino de Deus. Homens e mulheres que queiram, em Cristo, gastar suas vidas na proclamação do evangelho da graça. Que usem a sua profissão para testemunhar a sua fé em Cristo. Líderes santos que invistam suas vidas no treinamento de outras pessoas. Que sejam ornamento na igreja treinando pessoas para serem semelhantes a Jesus.
O coração do líder deve estar no centro da vontade de Deus. Que a nossa missão principal seja a de falar de Cristo às pessoas sem preconceito, agindo com um coração acolhedor. Líderes cuja missão seja libertadora, impactadora e encorajadora. O foco do coração do líder é o Senhor. O mesmo Senhor tem prazer na obediência do Seu servo. O Reino de Deus necessita de homens e mulheres cujo coração seja totalmente do Senhor. “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16.9).
Jesus é o nosso maior exemplo de alguém que tem o coração na Missão. Ele é nosso líder-servo que veio servir e dar a Sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28). Ele tabernaculou entre nós em perfeita sintonia com o Pai. Todo o Seu ministério estava centrado na Missão do Pai. Jesus andava entre os pobres. No Seu coração não havia preconceito. Ele pregou o evangelho do Reino; ensinou o caráter do Pai e curou as enfermidades físicas e emocionais. Foi para a cruz com plena consciência de Missão. Morreu nos amando com um amor incomparável. A Sua vida foi um exemplo de obediência. Ele nos ensinou que o mais importante é buscar e salvar o homem perdido para que haja alegria no céu debaixo da glória de Deus.
Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob – http://www.institutojetro.com
Comunicação eficaz
21/05/10
Em face da globalização, que tem se consolidado nestes últimos 10 anos, estamos presenciando um grande crescimento da indústria Cristã do conhecimento e da informação.
Várias editoras surgiram e estão produzindo centenas, milhares de títulos em diversas áreas, colocando no mercado um mix de conteúdos à disposição das lideranças cristãs. O objetivo: ampliar a capacitação e habilitação dos líderes no desempenho de suas respectivas funções.
Nunca tantas bíblias foram impressas e vendidas no País. A edição de 17 de dezembro da Revista Veja, em uma de suas reportagens aponta o Brasil como o país que não só produziu o maior número de exemplares de bíblias no mundo em 2003 – 8,6 milhões -, como também destaca as edições e versões evangélicas, que são as de maior tiragem alcançando 57% em relação à produção dos exemplares católicos, que totalizam 43% do total.Se levarmos em consideração também o crescente circuito de eventos com conferências e seminários e o poderoso veículo que é a Internet, fica difícil mensurar a quantidade de canais disponíveis com estudos e artigos de várias naturezas à disposição da Igreja Cristã brasileira.
Diante de tantas ferramentas, instrumentos e mecanismos facilitadores que Deus tem nos concedido, o que ainda percebemos é que as lideranças evangélicas ainda enfrentam sérias dificuldades em comunicar e compartilhar integralmente e de forma efetiva seus desafios ministeriais.
Observando esse paradoxo, a questão é: onde será que estamos errando?
Segundo as ciências sociais, um dos princípios fundamentais para o desenvolvimento saudável de toda e qualquer atividade humana é a comunicação que, numa definição simplista é o ato de emitir, transmitir e receber mensagens verbais e não verbais.
Lembremos também que, para ocorrer essa trans-missão de idéias é necessário sempre um emissor e um receptor. A partir desse entendimento, ou seja, no trajeto entre o emissor e o receptor – onde efetivamente acontece a comunicação – é que quero chamar a atenção para encontrarmos a resposta desse desafio.
Possíveis ruídos podem estar ocorrendo na trans-missão aos seus co-liderados. Ruídos internos e externos também têm distorcido e feito se perder conceitos e valores fundamentais que a igreja tem como responsabilidade transmitir.
Com esses insights, quero desafiá-lo a sintonizar seu coração e entender a pedagogia de Jesus quanto a uma comunicação eficaz.
Vamos partir da premissa que para ser um bom comunicador é necessário ouvir mais. “Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto a ouvir, tardio para falar…” Tg1.19. Ouça! ” Vinde e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração… ” Mt 11.29.
Sendo o mestre o grande canal de emissão e recepção da nova vida, vemos em Jesus duas características essenciais: humildade e mansidão. Na prática, significa ser brando, suave no trato com os outros; que não faz barulho, ruído.
Essa é a condição básica que Jesus demonstra para que Sua trans-missão, ou seja, Seus conceitos e valores se concretizem com eficácia. Lembre-se: o fruto do Espírito é …mansidão…”Gl 5.22.23
Outro texto que nos convida a sintonizar com precisão e eliminar os ruídos da real comunicação é mostrado por Jesus após sua ressurreição aos seus discípulos no caminho de Emaús.
“Iam falando entre si de tudo o que havia acontecido. Indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles” Lc 24.14-15.
Jesus mais uma vez investiu seu tempo em caminhar e dialogar com os seus co-liderados (comunicação permanente). Pois sabia que, por ruídos internos e externos – “Mas os olhos deles estavam como que fechados … ” v.16 - estavam perdendo a essência da mensagem para o qual foram chamados.
“Ó néscios, e tardios de coração para crer em tudo o que os profetas disseram! “v.25. É na pedagogia demonstrada no caminho e no diálogo que Jesus nos mostra o início do processo de relacionamento. O ditado de domínio público é 100% verdadeiro:
“Sem relacionamento não há comunicação, sem comunicação não há encontro, sem encontro não há conhecimento e sem conhecimento não há desenvolvimento eficaz”.
O ser humano só pode adquirir novos conhecimentos e um desenvolvimento pleno e correto a partir do momento que a trans-missão aconteça sem ruídos; e isso só é possível através de relacionamentos saudáveis e sinceros construídos na caminhada.
Afinal, não podemos esquecer nunca que a nossa missão acontece no caminho.É hora de pensar e ver o porquê muitas vezes o mundo tem se comunicado melhor do que a igreja. Quem será que tem investido mais tempo em ouvir e relacionar-se com seus co-liderados e o seu ministério?
Os de fora ou você? Não permita que outras vozes falem ao seu coração e aos seus, gerando ruídos e dúvidas. Como Moisés, também é preciso ouvir mais os jetros que Deus tem colocado ao seu lado nessa missão.
A partir dessa visão, creio com muita convicção na importância de aprimorarmos a nossa habilidade de comunicação. A comunicação tem o poder de influenciar e transformar tanto para o bem quanto para o mal.Por isso, fica a pergunta como é que você tem se comunicado e usado esse poder?
O ser humano só poderá iniciar seu desenvolvimento através da comunicação, pois suas necessidades básicas dependem dessa relação. O indivíduo é um ser pessoal, mas inter-pessoal e um desenvolvimento saudável somente será desencadeado se expressarmos primeira e corretamente a vontade dAquele que nos tem vocacionado.
Nunca se esqueça deste tripé:
- Ouça
- Caminhe
- Desenvolva relacionamentos
Comunicação eficaz concede graça. O próprio Jesus reafirmou esse conceito quando declarou: “eu vos designei para que vades (eficiência= Faça o que deve ser feito), e deis frutos ( eficácia= de forma correta ), e o vosso fruto permaneça” ( efetividade= de maneira permanente) Jo 15:16.
Autor: Marcelo Bueno Ciaca
Fonte: http://www.institutojetro.com.br
E-mail a um líder cansado e com vontade de desistir
15/05/10
Todos os dias algum líder se cansa e acaba desistindo de tudo, deixando para trás sonhos, planos, realizações, liderados, experiências, motivações. Quando isso acontece, todos saem perdendo. Os liderados, a família, a sociedade e o próprio líder.
Este e-mail é inspirado em um e-mail real escrito a um colega cansado e com vontade de desistir. O reescrevo com o desejo de encorajar a outros líderes que porventura estejam vivenciando um tempo de crise e cansaço:
Prezado colega, escrevo-lhe porque reconheço que sua vida é preciosa, sua missão especial e seu chamado, único. Sei que há momentos em que a situação se torna quase insustentável, e ao olhá-la de frente não enxergamos nenhuma saída, e a única porta que nos parece aberta é a que nos leva ao caminho da desistência.
Talvez esta seja a última mensagem que você leia antes de entregar tudo e se retirar. Mas leia com atenção, pois ela também pode ser o marco do reinício e o toque para um recomeço em sua jornada como líder.
Antes de continuar quero te lembrar que não sou melhor do que você, o que lhe escrevo aplico antes a mim mesmo, pois muitas vezes também já pensei em desistir. Esta mensagem não vem de alguém que te olha de cima para baixo, mas de alguém que está a teu lado, ombro a ombro lutando o mesmo combate, buscando fazer a vontade daquele que nos convocou a liderar o seu povo.
Se você me permite, quero compartilhar com você alguns conselhos muito simples, que certamente você já sabe. Mas são verdades que me ajudam e espero possam ajudá-lo a vencer este cansaço e este intenso desejo de desistir. Com humildade, aí vão eles:
1-Não exija demais de si mesmo, você é apenas um ser humano normal.
Você não é uma máquina de liderar, você é apenas um ser humano normal cheio de ambigüidades, limitações e virtudes. Mantenha altos padrões pessoais, mas padrões realistas. Não se superestime nem se subestime. Lembre-se que ter fraquezas e crises apenas mostra que você é humano e isso não é demérito, pois você não é um super-homem. Você foi feito do barro tocado por Deus.
2-Não fique se comparando com os outros ou com os “resultados” que vê em outros ministérios – as aparências enganam e só Deus conhece a verdade total dos fatos.
Você é único, não existe outro você. Não se iluda com números ou notícias alvissareiras. Por trás de todo sucesso verdadeiro há muita luta. A glória vem depois da cruz.
3-Nunca carregue o fardo sozinho, procure apoio sempre.
Nunca se isole de outros companheiros sinceros. Nós precisamos da ajuda uns dos outros. Quanto mais sozinhos ficarmos, mais difícil será encarar os desafios da vida. Deus criou uma grande família para você porque ele faz com que os solitários vivam em família.
4-Por maior que seja a visão, ela sempre parte de pequenos passos, de um passo de cada vez.
A visão que você tem parece distante, talvez esteja mesmo, mas lembre-se que uma visão, por maior ou menor que seja, sempre se alcança a partir de pequenos passos que somados ao final completarão o grande quadro a ser alcançado. Dê um passo de cada vez, caminhe dia-a-dia, não tente dar um pique de 100 metros se a corrida na verdade é uma maratona. Não ignore os pequenos começos.
5-Trate bem da saúde.
Cuidar da saúde não é incredulidade, ao contrário, é sabedoria. Coma bem, descanse, pratique exercícios, vá ao médico regularmente. Não espere aparecer sintomas doentios, não espere surgir um tique nervoso para dar um tempo. Sempre que for preciso, diminua o ritmo para poder ir mais longe. Há tempo para todo propósito debaixo do céu.
6-Viva um dia de cada vez, você tem um futuro pela frente.
Não se deixe dominar pelas ansiedades do amanhã. Planeje o futuro sem deixar o futuro dominar você. Lembre-se que sem presente não haverá amanhã. Portanto, tente viver um dia de cada vez, olhe para o amanhã mas viva o hoje. Suas meras preocupações não irão mudar nenhuma situação futura.
7-Valorize seus pontos os fortes e trabalhe os pontos fracos, todos têm isso.
Você tem muitos pontos fortes. Valorize-os, tenha consciência deles, você já tem realizado muita coisa boa na vida. Estes pontos são seus, fazem parte de sua personalidade, são frutos da graça divina em sua vida. Com relação aos pontos fracos, reconheça-os e busque com equilíbrio e bom senso melhorá-los, mas sem fazer disso uma doença. Todos nós estamos crescendo como pessoas na vida, você ainda não está completo, ninguém está.
8-Nunca se esqueça que Deus sempre usa os fracos para a sua glória.
Ao se quebrantar você está se identificando com todos os servos que o Senhor realmente usou. Deus não pode derramar a sua graça e glória em vasos cheios de si mesmos. Por isso, ele nos esvazia para poder nos encher do que há de melhor.
Este tempo de cansaço, quebrantamento e vontade de desistir pode ser a véspera de algo grande que o Senhor irá fazer em sua vida. Ele é especialista em nos surpreender e usar aqueles que estão quebrados em sua presença. Derrame-se diante dele – este é o melhor lugar para os cansados.
Concluindo, não se entregue, amado colega! Para tudo há uma saída. Erga a sua cabeça; há um horizonte a enxergar, há uma jornada a continuar, há um propósito a cumprir. O melhor de tudo é que Deus deseja ir com você e, se ele vai conosco, tudo é possível.
Um grande abraço
O MINISTÉRIO CRISTÃO
12/05/10
A forma mais primitiva do ministério cristão, naturalmente se tem tornado motivo de muito debate e controvérsia, para o que aqui não é lugar de tratar delas. Quase inevitavelmente nos lembramos de 1Co 12 com sua lista de operações e manifestações do Espírito, os variados mas complementares charismata concedidos pelo Espírito para a edificação da Igreja. Aqueles que recebem e exercem tais dons não formam um ministério oficial. De fato, nas primeiras cartas do apóstolo Paulo há apenas três referências possíveis a esses ministros: 1Co 16.15 e seg.; 1Ts 5.12; e Fp 1.1. Nesta última passagem, bispos e diáconos são mencionados, cujas qualificações ideais são apresentadas nas epístolas chamadas pastorais.
No alto da lista dos ministérios dotados pelo Espírito, destacam-se três tipos bem definidos-apóstolos, profetas e mestres. Profetas são aqueles que recebem mensagens urgentes, de verdade para transmitirem-nas ao povo. Mestres talvez sejam aqueles que, à semelhança de Apolo, expõem o Antigo Testamento e o aplicam às necessidades da apologética cristã. Desses, o apóstolo é o mais importante. Ele é um missionário ao mundo externo, mas também exerce autoridade moral sobre as igrejas por ele fundadas. O apóstolo Paulo viu-se obrigado a defender sua reivindicação de ser um apóstolo, contra alguns que negavam tal autoridade. Talvez ele não fosse digno de ser chamado apóstolo; porém, tinha contemplado o Senhor ressurreto e d’Ele recebera sua comissão. Todos os sinais de um apóstolo tinham sido operados nele, e ele pôde apelar para seus mais abundantes labores, sofrimentos e realizações, nessa defesa.
No livro de Atos também lemos sobre apóstolos, profetas e mestres, sendo que os apóstolos, naturalmente, eram proeminentes. Eles são os porta-vozes na missão aos incrédulos, e têm honras especiais e exerciam a liderança dentro da Igreja. Supervisionavam novas comunidades e, em consulta com os irmãos, tomavam decisões quando surgiam novos problemas. Em At 1.21-22 encontramos um interessante relato sobre o que era necessário para que alguém estivesse qualificado para ser apóstolo. Tinha de ter acompanhado Jesus em todo o Seu ministério terreno, desde o batismo de João Batista até a ascensão, a fim de que pudesse ser testemunha da ressurreição do Senhor. Não obstante, o título de apóstolo é atribuído pelo menos uma vez a Barnabé e Paulo.
Mas, que dizer sobre Estevão, Filipe e seus companheiros? Em At 6 é dado um relato sobre sua eleição pela comunidade e sobre sua consagração pelos apóstolos para que servissem às mesas, a fim de que os apóstolos tivessem seu tempo livre para se dedicarem à oração e à pregação da Palavra. Porém, não são chamados de diáconos (pelo menos em At 6). Eram homens controlados pelo Espírito, e Estevão e Filipe pregavam com notável efeito. De fato, mais tarde Filipe aparece como evangelista, e a pregação de Estevão foi um degrau para a conversão de Paulo.
O título característico do ministério local, no livro de Atos, é presbítero ou seja, ancião. Paulo e Barnabé fizeram escolher anciãos nas igrejas que tinham fundado (At 14.23). Existem anciãos desde o começo da igreja em Jerusalém, e quando os apóstolos se afastaram, aquela igreja passou a ser liderada por Tiago, irmão do Senhor, juntamente com um concílio de anciãos. Sem dúvida tal prática foi herdade da organização das sinagogas. Em vista da natureza da evidência dada pelo Novo Testamento, é um tanto surpreendente encontrar que, pelos começos do segundo século cada congregação local era organizada com um ministério do bispo, presbíteros e diáconos.
Fonte: o Novo Comentário da Bíblia. Vida Nova
Sucesso na sucessão
05/05/10
Ao sucedido sugiro que aceite esta estação de sua vida e apóie com força e vigor seu escolhido. Ao sucessor sugiro que olhe para frente sem perder seus referenciais e raízes, honrando quem o escolheu. A todos nós fica o desafio de entendermos que sucedemos e seremos sucedidos para que a linda história continue sendo escrita por aquele que é o Senhor de todos os tempos e gerações.
Autor: Rodolfo Garcia Montosa
Fonte: Fonte: http://www.institutojetro.com.br
Vontade de Deus ou (des)organização?
27/03/10
Verdadeiramente somos carentes, na esfera evangélica, de um planejamento eficaz. Talvez, em alguns campos, a raiz da situação esteja numa reação exagerada à rigidez litúrgica, hierárquica e de planejamento da Igreja Romana. Em outros, teria vindo como uma rebelião ao formalismo das denominações mais estruturadas. De qualquer forma criou-se, no campo evangélico, a idéia de que qualquer planejamento e organização maior, no que diz respeito às coisas do Reino de Deus, seria uma “camisa de força” inadequada.