www.sosgospel.com.br
Powered by MaxBlogPress 

Archive for the ‘Finanças’ Category

O que fazer em tempo de crise

Filed under #Todos os Estudos, Finanças, Vida Cristã by admin on 15-08-2010

Referência: Isaías 6.1-8

INTRODUÇÃO

1. Brasil, um país de contrastes
- O Brasil é um país de contrastes: a décima quarta maior potência econômica do mundo e o segunda pior distribuição de renda do planeta.
- País de grandes e ricas métropolis e regiões rurais mergulhadas na pobreza. País de grandes universidades e 75% da população que não tem capacidade de ler e interpretar o que lê.
- País de rios caudalosos e regiões áridas e desertificadas.
- Maior país católico do mundo e também maior país espírita do mundo. Ao mesmo tempo, país onde se detecta um dos maiores índices de crescimento evangélico do planeta.
- País de uma igreja evangélica que cresce, mas não influencia. Cresce, mas não é transformada nem é instrumento de transformação.

2. Brasil, um país assolado por crise avassaladora
- Estamos vivendo uma das crises mais medonhas da nossa história. As instituições democráticas estão desacreditadas. A classe mais desacreditada da nação são os líderes políticos.
- Há fortes evidências de corrupção instalada nos poderes constituídos. Aqueles que foram eleitos para legislar, governar e julgar estão, muitas vezes, mancomunados com esquemas nefastos de corrupção, roubando o dinheiro que deveria alimentar os pobres e trazer progresso a nação.

3. Brasil, um país que precisa olhar para as lições da história
- Judá está à beira do abismo. Era também uma época de crise nacional. Uzias, o grande monarca, maior esperança nacional, está morto. O país estava de luto. Que tipo de crise atingiu Judá?

a) Política interna de Judá – Com a morte do rei Uzias subiram ao poder reis que não levaram Deus a sério como Acaz e Manassés; que se voltaram para os ídolos e conduziram o povo à idolatria e à pobreza. Enquanto os governantes eram fiéis, Deus abençoava a nação e esta prosperava, mas sempre que subia ao trono um homem mau, a nação toda sofria amargamente.
- Política interna do Brasil – Esta tem sido a dramática realidade nacional. Nossos governantes, em sua maioria não conhecem a Deus. Prostram-se diante de ídolos e entregam-se a uma vida moral reprovável. O povo está cansado de ver homens inescrupulosos subindo ao poder apenas para vantagens pessoais, engordando suas contas bancárias e solapando increscrupulosamente o erário público.

b) Política externa de Judá – Deus levantou Rezin, rei da Síria e Peca rei de Israel contra Judá. Judá então pede socorro à Assíria. Abre os cofres públicos e escraviza-se ao poder estrangeiro. Depois a Assíria os ameaça e fazem aliança com o Egito para se livrarem da Assíria. Pagam tributos pesados aos estrangeiros.
- Política externa do Brasil – Nosso país também está se tornando escravo, dependente e acorrentado pelo capital estrangeiro. Os dividendos colhidos na nação são entregues para o pagamento de juros de uma dívida externa que se torna cada vez gigantesca, uma das maiores do mundo.

c) Crise econômica de Judá – Judá entrou em crise por causa dos impostos abusivos, por causa dos tributos escorchantes que nação pagava aos reis estrangeiros. O povo trabalhava, mas os lucros fugiam-lhes das mãos. Isso trouxe uma riqueza para uma minoria que “juntava casa a casa e campo a campo”, jogando o povo na miséria. O poder legislativo de Judá “decretava leis injustas para negar justiça aos pobres e para arrebatar o direito dos aflitos, despojando as viúvas e roubando os órfãos” (10:1,2).
- Crise econômica do Brasil – Nós também convivemos com a trágica realidade dos mensalões, dos milhões desviados para paraísos fiscais, do enriquecimento rápido e imoral de um bando de homens perversos e inescrupulosos que vendam a alma da nação, enquanto os impostos são abusivos, os salários são achatados, os lucros para os trabalhadores são minguados e as grandes instituições financeiras nadam em lucros estratosféricos.

d) A crise moral de Judá – O povo se corrompeu. Perdeu seus absolutos. Abraçou uma ética flácida e situacional. Perderam a noção de moralidade: “chamavam luz de trevas e trevas de luz; o doce de amargo e o amargo de doce” (5:20). Judá caiu pelos seus pecados. Roma caiu pelos seus pecados. Os impérios caíram pelos seus pecados. Deus disse para Israel: “Volta ó Israel para o Senhor teu Deus, porque pelos teus pecados estás caído” (Os 14:1).
- A crise moral do Brasil – O Brasil está na lama da imoralidade. Políticos corruptos. Campeão mundial de consumo de cachaça. As drogas e o narcotráfico ditam leis no submundo do crime. A sensualidade é desenfreada. Somos o país da maior parada gay do planeta. O país de 2 milhões de abortos criminosos por ano. O país do carnaval, dos estádios megalomaníacos, do samba. O reino da pinga, o império da desonestidade e da mentira; o país das mães adolescentes, do crime organizado, dos sequestros criminosos.

e) A crise espiritual de Judá – O povo de Judá era como filhos rebeldes. Eram pior do o animal irracional. O boi conhece o seu dono, mas Judá não conhecia o Senhor. Judá estava doente: com feridas dos pés à cabeça. A despeito desse marasmo o povo ainda mantinha as aparências e fazia sacrifícios ao Senhor. Mas Deus estava cansado desse culto hipócrita.
- A Crise espiritual do Brasil – O Brasil é o país que adora um ídolo pescado no rio Paraíba do Sul como sua padroeira e protetora. O Brasil é o país que adora e obedece a espíritos enganadores. O Brasil é o país que multiplica seus ídolos e santos de devoção. O Brasil é o país que vê crescer uma igreja evangélica que prega outro evangelho: sincrético, místico, semi-pagão. O Brasil é um país que vê a igreja evangélica transformando-se num mercado, onde floresce uma igreja sem doutrina, sem moral, sem compromisso, sem ética.

- O que fazer nesse tempo de crise?

I. NA CRISE PRECISAMOS OLHAR PARA CIMA E SABER QUE DEUS REINA – V. 1-3

1. Precisamos saber que Deus está no trono
• As nossas crises não apanham Deus de surpresa. As nossas crises não abalam o trono de Deus. Deus reina. Os céus governam a terra. Deus dirige a história. Quem dirige os destinos da humanidade não são os poderosos, mas o Todo-Poderoso.
• Esta é a grande mensagem de Isaías. Essa é a grande mensagem do livro de Apocalipse. Deus está no trono. Não importam as crises. Não importa a fúria do dragão, o ódio do anticristo, a sedução do falso profeta, os encantos da grande meretriz. Deus reina. Ele está no comando e ele vai colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés.
• Não se desespere, nem um fio de cabelo da sua cabeça pode cair sem que ele o permita. Ele Reina!

2. Precisamos saber que Deus é santo, santo, santo
• Quando a Bíblia diz santo, ela define. Quanto diz: santo, santo ela enfatiza. Quando ela diz: santo, santo, santo ela coloca no grau superlativo. Deus é majestoso. Ele glorioso. Ninguém jamais pode ver a Deus. Ele habita em luz inascessível.
• A maior necessidade da igreja hoje é ter uma percepção da majestadade de Deus em seu meio. Precisamos ter um senso da glória de Deus. É impossível ter uma visão da glória de Deus sem se humilhar ao pó.

3. Precisamos saber que os seres mais exaltados, adoram a Deus da maneira mais humilde
• Os serafisn cobrem o rosto e os pés num gesto de profunda reverência. E voam para cumprir suas ordens. Das seis asas, eles usam quatro para adorar e duas para servir. Só os próprios serafins se prostram e nós poderemos nos manter altivos na sua presença?

4. Precisamos saber que os seres mais exaltados proclamam quem Deus é e o que Deus faz
• Deus é santo e toda a terra está cheia da sua glória. Ele é o Senhor dos Exércitos, o Deus que luta por nós, que guerreia as nossas guerras, que se manifesta e que age poderosamente em favor do seu povo.

II. NA CRISE PRECISAMOS OLHAR PARA DENTRO E SABER QUE PRECISAMOS DA MISERICÓRDIA DE DEUS – v. 4-7

1. Precisamos ter uma visão pessoal da nossa real condição aos olhos de Deus
• Antes de Isaías contemplar a Deus, ele distribuiu uma série de Ais: 1) Ai dos gananciosos (5:8); 2) Ai dos beberrões (5:11); 3) Ai dos injustos (5:18); 4) Ai dos corrompidos moralmente (5:20); 5) Ai dos soberbos (5:21); 6) Ai dos farristas (5:22). Mas, agora, quando vê o Senhor, ele se volta para dentro de si e diz: 7) Ai de mim (6:5).
• Russel Shedd diz que o maior pecado da igreja hoje é a dureza de coração.
• É falta de quebrantamento. É ausência de choro pelo pecado.

2. Precisamos ter uma visão de profunda angústia pelo nosso pecado
• Este Ai de Isaías é um ai de dor, de lamento, de angústia, de tristeza profunda. Ele não chora apenas as consequências do seu pecado, mas ele lamenta porque seus lábios são impuros. Só quem tem um verdadeiro encontro com Deus, consegue enxergar a malignidade do seu pecado. Quanto mais perto de Deus, mas se vê a hediondez do pecado.

3. Precisamos ter uma visão do pecado que nos rodeia
• Isaías disse: “e habito no meio de um povo de impuros lábios”. Isaías se incomoda com o pecado do seu povo. Ele chora pelo pecado da nação. Ele geme de dores por causa da transgressão do seu povo. Ele não é um homem alienado espiritualmente. AS feridas do seu povo estão doendo no seu coração.

4. Precisamos ter uma visão da graça perdoadora de Deus - v. 6-7
• Não há perdão, onde não há confissão. Hoje pregamos a fé sem o arrependimento. A salvação sem a conversão.
• Deus é Deus de perdão. Você pode ser transformado hoje. Seu vocabulário pode mudar. Seu coração pode mudar. Uma fonte de vida pode brotar do seu interior. Você pode ter uma mente pura, um coração puro, um namoro puro, um casamento santo.
• A mulher samaritana recebeu uma nova vida. Zaqueu achou paz para o seu coração; a mulher pecadora foi perdoada; Bartimeu teve seus olhos abertos; o leproso foi purificado; o ladrão foi recebido no paraíso. Cristo pode agora mesmo libertar você também. Pode perdoar o seu pecado e fazer de você uma nova criatura.

III. NA CRISE PRECISAMOS OLHAR PARA FORA E OUVIR O DESAFIO DE DEUS E VER A NECESSIDADE DO MUNDO – v. 8

1. O envio de Deus nunca precede a restauração espiritual
• Vida com Deus é mais importante do que vida para Deus. Vida vem antes do trabalho. Consagração vem antes do ministério. Só depois que Isaías viu a Deus e foi perdoado é que pode ouvir o desafio de Deus para fazer sua obra.
• Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós. Adoração vem antes de missão. Santificação vem antes de serviço.

2. O chamado é dirigido a todos aqueles que foram perdoados
• O Deus que salva, é o mesmo que chama para o serviço. Deus não nos salvou para a indolência, mas para o serviço. Somos todos membros do corpo. Somos todos ramos da videira. Somos todos ovelhas. Somos todos ministros da reconciliação. Não fecha os ouvidos. Não endureça seu coração. O campo é o mundo. Não chegue diante de Deus de mãos vazias. Deus salvou você apenas para levar você para o céu, mas para que você fosse um vaso de honra em suas mãos a levar esse evangelho aos pecadores.
• A missionária que disse: “eu não recebi um chamado, eu obedeci a uma ordem”.

3. A disposição de atender o chamado de fazer a obra de Deus
• Isaías se coloca nas mãos de Deus. O fogo começou a arder em seu peito. A brasa havia queimado em seus lábios. Ele se levantou. Ele se dispôs. Ele atendeu.
• Isaías denunciou o pecado. Apontou com firmeza os desmandos do rei Acaz. Atacou a exploração dos pobres. Denunciou a ganância insaciável dos ricos. Interferiu nos pactos internacionais com o Egito em vez de confiar no Senhor. Denunciou a religião sem vida.
• Hoje temos muitos desafios: na família, na escola, na empresa, no trabalho. Deus está chamando você para ser uma bênção em sua nação. Deus está chamando você para se levantar e por a mão no arado.
• O clamor dos céus cruza os séculos e cai nos nossos ouvidos; “A quem enviarei e quem há de ir por nós? Eis-me aqui, envia-me a mim!”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Problemas Financeiros: a solução

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Finanças by admin on 10-08-2010

Você está enfrentando problemas financeiros? Faturas que você não consegue pagar? Cheques que você não pode cobrir? Necessidades que você não tem dinheiro para suprir? Vergonha? Frustração? Excesso de trabalho? Tensão? Problemas financeiros são excessivamente preocupantes e conduzem a muitos pecados: descontentamento, ingratidão, ira, desonestidade, impaciência, ansiedade e negligência das responsabilidades espirituais. A Bíblia ensina-nos como enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo as dificuldades financeiras. A chave para enfrentar problemas financeiros está na atitude da pessoa. Para responder bem precisamos permitir que a palavra de Deus opere em nosso coração e mude nosso modo de ver as coisas.

Atitudes

Gratidão: Paulo insiste em que sejamos gratos. Precisamos estar “… transbordando de gratidão” (Colossenses 2:7). “Dêem graças em todas as circunstâncias…” (1 Tessalonicenses 5:18). Não devemos nos queixar nem sentir pena de nós mesmos, mas antes devemos considerar cuidadosamente todas as razões que temos para sermos agradecidos e louvar a Deus por suas bênçãos a nós. Os israelitas no deserto estavam se queixando constantemente, mas tinham se esquecido da grande libertação que Deus lhes tinha dado havia apenas pouco tempo. Temos que atentar para o que o Senhor nos tem dado e não para as coisas que não temos.

Contentamento: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’” (Hebreus 13:5). A presença de Deus com seu povo deveria dar tanta alegria e segurança que poderíamos facilmente nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância (Filipenses 4:10:13). Por outro lado, as Escrituras estão repletas de advertências contra a ganância e a avareza (veja Lucas 12:15, por exemplo). Por qualquer razão, nunca parecemos reconhecer o desejo desordenado por coisas em nossas próprias vidas. Pensamos que todas as coisas que queremos são necessidades e que a dívida que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável. Poderia ser que poucos de nós admitem a ganância em nossas vidas porque nos cegamos e deixamos de perceber o verdadeiro estado de nosso coração? Paulo exortou: “Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (1 Timóteo 6:8). Estamos satisfeitos somente com isto?

Sobriedade: Muitos textos nos exortam a sermos sóbrios (1 Tessalonicenses 5:6, 8; 1 Pedro 1:13; 4:7; 5:8). A pessoa sóbria encara os fatos e não deixa seus desejos colorirem sua percepção da realidade. Muitas pessoas tratam das finanças num mundo de sonho, sempre imaginando que tudo dará certo magicamente. Mas fugir de um problema ou negá-lo não ajuda e não está de acordo com o caráter de Cristo. Temos que reconhecer nossa situação atual, não importa quão triste seja, e ser “homens de coragem” (1 Coríntios 16:13). Ignorar os problemas não os extingue. Lutas financeiras não desvanecem sem mais nada, mas precisam ser resolvidas por disciplina séria e perseverante.

Honestidade: A honestidade é parte do caráter cristão (2 Coríntios 8:21; Tito 2:5). Pessoas honestas aceitam suas limitações financeiras e não tentam ser uma coisa que não são, vivendo num estilo de vida que suas condições não permitem. Pessoas honestas admitem que há muitas coisas que outras em torno delas têm ou podem fazer que elas não podem porque não têm dinheiro suficiente para isso. E pessoas honestas não fazem dívidas que não têm capacidade para pagar (veja Romanos 13:8).

Diligência: Algumas vezes, porém nem sempre, os problemas financeiros resultam da preguiça. “Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado” (Provérbios 6:10-11). “Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras” (Eclesiastes 10:18). Problemas financeiros devem ser esperados quando nos mimamos com descanso e sossego, e não trabalhamos esforçadamente. Um homem deve sustentar sua família (1 Timóteo 5:8) mesmo que isso possa envolver trabalho difícil ou empregos desagradáveis, ou mesmo se o trabalho disponível é relativamente mal pago.

Espiritualidade: Precisamos manter nosso foco principal em Cristo, não em coisas materiais. “Ninguém pode servir a dois senhores: pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro… Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6:24, 33). Nossas posses, nossa posição e nosso sucesso nesta vida são matérias insignificantes para o verdadeiro cristão. Ele se vê como meramente passando através desta vida como um peregrino e portanto relativamente desinteressado nas suas condições. Ele nunca faz da prosperidade material uma meta séria (veja Lucas 9:57-58). O homem espiritual percebe que seu dinheiro e sua posição financeira não são as coisas importantes da vida.

Altruísmo: O servo do Senhor está sempre buscando dar, em vez de gastar consigo mesmo. Ele vê o dinheiro que ganha trabalhando como uma bênção que ele pode aplicar servindo a outros: “O que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade” (Efésios 4:28). Discípulos verdadeiros vêem a prosperidade material não tanto como algo para si mesmos, mas como algo útil para servir outros (2 Coríntios 9:8-11). Enquanto o cristão for egoísta, ele sempre sentirá frustrações ao lidar com assuntos financeiros.

Humildade: A humildade para admitir enganos e buscar corrigi-los é básica. Muitos de nós temos tido atitudes impróprias e não temos administrado bem nosso dinheiro. Nunca mudaremos até que admitamos que temos estado errados. Precisamos também ter a humildade de examinarmo-nos à luz da palavra de Deus e fazer as coisas que aprendermos (Tiago 1:21-24). Esta seria uma boa hora para parar de ler este artigo e rever as oito atitudes que precisamos ter e tentar honestamente avaliar-nos e resolver mudar nossa atitude nas áreas necessárias. Como Deus nos vê em cada uma destas atitudes?

Mudanças Específicas

As coisas específicas que precisamos fazer ao lidar com problemas financeiros dependem de nossa mudança e adoção das atitudes mencionadas acima. Sem perspectivas corretas, os passos seguintes terão pouca validade.

1 - Avalie honestamente sua situação. Encare os fatos. Talvez ajudasse pegar uma folha de papel e lançar todas as suas dívidas e anotar os valores de todas. Então, lançar sua renda e suas despesas mensais. Qual é, exatamente, sua situação financeira.

2 - Comece a pagar suas dívidas. “Não devem nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros…” (Romanos 13:8). Calcule quanto dinheiro por mês é necessário para pagar todos os juros e, também, comece a pagar o principal (o valor original do empréstimo, antes do acréscimo de juros). Se suas prestações e obrigações mensais forem mais do que tem disponível no orçamento da família, ha três coisas que poderia fazer de modo a ter dinheiro para pagar as dívidas: (a) Gastar menos. Quando for necessário, as despesas podem ser reduzidas às mínimas necessidades de comida e lugar para viver (veja 1 Timóteo 6:6-10). (b) Ganhar mais. Às vezes há oportunidades para trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ou encorajar os filhos adolescentes ou adultos que estejam vivendo no lar a trabalharem. (c) Vender coisas. Os cristãos primitivos vendiam casas e terras para aliviar as necessidades de seus irmãos (Atos 4:32-37); certamente não é irracional esperar que um discípulo de Cristo venda coisas para poder pagar o que deve.

3 - Viva dentro dos limites de seu orçamento. A Bíblia adverte sobre a loucura de fazer dívidas: “O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta” (Provérbios 22:7). A escravidão aos credores é muito penosa; é melhor esperar pacientemente e comprar somente aquelas coisas que se pode pagar.

4 - Comece a aplicar sua renda no sentido de metas espirituais. Temos que chegar a ver tudo o que temos como pertencendo ao Senhor e começar a usar nossos recursos para servi-lo. O Novo Testamento exorta-nos a dar generosa e abundantemente (2 Coríntios 8-9). Conquanto seja verdade que não estamos mais obrigados ao dízimo, não devemos usar isso como uma desculpa para sovinice. Não devemos permitir que nossa oferta seja diminuída pela avareza (2 Coríntios 9:5).

Conclusão

Em todas as áreas da vida, a palavra do Senhor nos fornece a orientação perfeita. Da mesma maneira, no campo financeiro devemos dar ouvidos à sabedoria de Deus revelada na Bíblia. Quando obedecemos os mandamentos do Senhor, recebemos tanto “a promessa da vida presente” como a da vida “futura” (1 Timóteo 4:8). Que sigamos estas instruções!

Gary Fisher
www estudosdabiblia.net - www.vivos.com.br

Contribuindo para o reino de Deus

Filed under #Todos os Estudos, Finanças by admin on 07-07-2010

Entenda o que Deus nos ensina a respeito do dinheiro

Os abusos quanto ao levantamento de recursos financeiros praticados por algumas igrejas acabaram por tornar bastante delicada a questão da contribuição financeira nas igrejas evangélicas em geral. O abuso, porém, não invalida a realidade de que as igrejas genuinamente evangélicas precisam de recursos para manter seus trabalhos regulares. A Bíblia nos ensina várias coisas acerca do dinheiro.

1) De quem é o dinheiro? Todas as riquezas que existem no mundo pertencem a Deus, por direito de criação (Salmo 24.1) e por direito de capacitação, isto é, é Deus quem nos dá saúde, forças e oportunidades para ganharmos dinheiro (Deut 8.18). O cristão deve se conscientizar­ de que ele é apenas gerente­, e não dono dos recursos de que dispõe.

2) Deus tem um plano para o dinheiro­ que nos confia. (a) Devemos suprir as nossas necessidades e da nossa família. Deus sabe que temos necessidades (Mateus 6.31-32) e que o dinheiro­ é usado­ para supri-las (Atos 20.34). (b) Deus deseja abençoar outros por nosso intermédio. Devemos usar nossos recursos para ajudar os irmãos que estão passando por necessidade (Romanos 12.3), aqueles que são pobres (Deut 15.7-8). (c) Devemos usar o dinheiro­ para sustentar a obra de Deus neste mundo, através das contribuições regulares e proporcionais que fazemos para a Igreja e organizações evangélicas envolvidas com a evangelização do mundo e as obras sociais. (d) Através do dinheiro, Deus quer mostrar seu poder e bênção, suprindo as nossas necessidades (Mateus 6.33), despertando assim gratidão em nosso coração (Deut 8.18) e recompensando fielmente os que contribuem de forma voluntária e regular para sua obra (Malaquias 3.10). Todo cristão sincero deveria refletir sobre o uso que faz do dinheiro, lembrando que prestará contas a Deus, como um gerente presta contas ao proprietário.

3) Princípio gerais para o uso do dinheiro. A Bíblia nos ensina muitas coisas sobre como devemos gastar o dinheiro que Deus nos permite ganhar. Quando observamos estes princípios, podemos evitar mais facilmente a escravidão financeira. Eis aqui alguns deles. (a) Aprender a gastar sabiamente. Devemos planejar nossos gastos (Lucas 14.28-30; Provérbios 19.2) e parar com despesas desnecessárias (Isaías 55.1-2). (b) Não presumamos da graça de Deus. Conheci um casal cristão que comprou um bem valioso e pagou com cheque pré-datado, orando para Deus mandar o dinheiro­. O dinheiro não veio, e a coisa acabou na justiça, com péssimo testemunho contra o Evangelho. Não devemos tentar a Deus querendo ter um padrão de vida que é acima dos nossos recursos. (c) Pratique a respiração financeira. O Senhor Jesus nos ensina em Lucas 6.37-38 que recebemos na mesma proporção em que damos. É verdade que Deus nos abençoa financeiramente apesar de nossa falta de amor para com outros, mas ele tem prometido abençoar de forma especial os que dão abundantemente para os necessitados. (d) Evite estas coisas o máximo que puder: tomar emprestado para comprar algo que se desvaloriza facilmente (Deut 15.6; Prov 22.7); ficar por fiador de estranhos (Prov 11.15; 17.18).

O dinheiro tem escravizado muitos cristãos. Mas quando aprendemos a usá-lo segundo os ensinos da Bíblia, torna-se instrumento do bem aqui neste mundo.

Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes - Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil

Tenha uma relação saudável com o dinheiro

Filed under #Todos os Estudos, Finanças by admin on 20-06-2010

Que grande desafio para os nossos dias tratarmos sobre finanças num contexto cristão, em um ambiente onde há tantas correntes e práticas diversificadas, todas se apresentando em “nome de Deus”.
Não há duvidas de que a Bíblia se preocupa em tratar deste assunto de uma maneira muito abrangente, seja no Antigo Testamento quando fala da propriedade de terras, criações e outros, ou no Novo Testamento quando fala diretamente do dinheiro e das riquezas. Não vamos nos deter aqui tanto na definição de finanças segundo a Bíblia, mas principalmente na maneira como nos relacionamos com ela. Vamos olhar para o nosso coração.
Alguém já disse que “o dinheiro é um péssimo senhor, mas um ótimo servo”. Como pessoas ou como instituição, podemos ter muitos ou poucos recursos financeiros, o que faz a diferença é como nos portamos em relação a eles. Paulo exorta seu discípulo Timóteo (I Timóteo 6 3-10) que o dinheiro não é um mal, mas amá-lo torna-se a raiz de todo mal, colocando em risco nossa própria fé e ainda trazendo tormentos e dores.
Precisamos aprender a ter uma vida de contentamento, ou seja, estarmos contentes em qualquer situação (I Timóteo 6.8; Filipenses 4. 11-12). Isto só é possível quando olhamos para nossa vida financeira como fruto da graça, amor e soberania de Deus. O sábio Salomão (que soube mais que qualquer outra pessoa o que é riqueza) concluiu que “Quanto ao homem a quem Deus conferiu riquezas e bens e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus” (Eclesiastes 5.19). É dom, é presente de Deus, seja qual for a medida.
Quando entendemos que o que temos vem das mãos de Deus e nos alegramos nisto, resta-nos ser bons mordomos de tudo que nos foi confiado. Muito se tem feito e muito ainda temos a fazer em prol do Reino de Deus naquilo que envolve o uso de finanças. Projetos, sonhos, alvos a serem alcançados e demandas a serem atendidas. Então, porque não começamos algo novo? Uma nova construção, um novo projeto, uma nova instituição. O nosso coração pulsa por isto.
Aqui vale o alerta de Jesus em meio a um contexto de entrega abnegada e serviço ao Reino de Deus. Devemos antes de construir uma torre (o nosso projeto) nos assentarmos para calcular a despesa e verificar os recursos (Lucas 14. 28-30). Parece um pouco frio em meio a uma causa tão nobre, mas efetuar a gestão dos recursos com mãos precavidas (Salmo 78.72), valendo-se dos melhores recursos disponíveis de administração, contabilidade e outros, é tão importante quanto ter a iniciativa de fazer algo. É desta maneira que poderemos não apenas lançar os alicerces, mas concluir toda boa obra a nós confiada com a devida prestação de contas a todos interessados.
“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5.16). Nossas finanças também devem expressar “Soli Deo Gloria”.

Autor: Pedro Leal Júnior

Avaliando os funcionários da igreja

Filed under #Todos os Estudos, Finanças, Igreja by admin on 17-06-2010

Ainda que este tema seja mais comum nas empresas, pode-se dizer que mais do que em qualquer outro lugar, os empregados que trabalham em quaisquer áreas da igreja local, quer sejam contratados pela CLT ou prestem serviços habituais com qualquer outro tipo de vínculo, precisam ser avaliados.
Vamos chamá-los de colaboradores; primeiramente porque são mantidos com recursos oriundos de dízimos e ofertas, confiado à igreja para que a obra de Deus seja desenvolvida com sabedoria, aplicação e excelência; e, em segundo lugar, porém não menos importante, porque Deus espera receber o melhor de cada um de nós.
Mas, o que é avaliação? O processo de avaliação é uma comparação entre o trabalho (tarefa) realizado e um padrão de desempenho definido pela igreja que é comunicado formalmente aos colaboradores. A avaliação é um processo constante: o chefe ou responsável observa o conteúdo e a forma com que o trabalho é realizado, devendo elogiar quando o desempenho estiver de acordo com o padrão pré-estabelecido e corrigir (orientar com respeito) quando o oposto acontecer. O objetivo é que o colaborador possa atender as expectativas da direção da igreja o que a literatura denomina de “Dar e Receber Feedback” .
Há, porém, um processo formal de Avaliação de Desempenho que geralmente é realizado anualmente e cujo objetivo é o desenvolvimento e crescimento do colaborador. Neste processo, dois pontos muito importantes devem ser levados em consideração:
a) a igreja deve definir e comunicar o padrão de desempenho esperado para cada posição em seu organograma.
b) não se avaliam pessoas ou aspectos pessoais, e sim o desempenho dos colaboradores nas tarefas para as quais foram contratados.
Definindo padrões de desempenho

Antes de mais nada, é preciso que a igreja tenha suas declarações de Visão e Missão desenvolvidas. O padrão de desempenho ou a qualidade com que as tarefas serão desenvolvidas deve decorrer destas declarações.
Um exemplo é aquela igreja que dá importância aos relacionamentos, estabelecendo que o nosso relacionamento com Deus determina nosso padrão de relacionamento com os outros. Assim, a forma como o ministro de louvor (contratado) trata as pessoas do coral ou as equipes de louvor devem atender ao que a igreja entende como padrão de relacionamento. Não basta saber música e ser um bom dirigente de louvor; a forma de fazer é importante e reforça aquilo que a igreja estabeleceu como seu diferencial. Um outro exemplo: a pessoa da limpeza e conservação não deve somente deixar o ambiente limpo para as várias reuniões e atividades, mas deve fazê-lo de forma a demonstrar também nestas atividades a visão da Igreja.
Assim sendo, é importante que a igreja defina que pontos são importantes para ela como igreja, para que estes aspectos sirvam para a avaliação do desempenho de seus colaboradores. Na avaliação de desempenho não se avalia somente o conteúdo (técnico ou não) da tarefa, mas a forma (modo ou “jeito”) com que este trabalho específico é realizado.
A avaliação anual de desempenho


É uma oportunidade formal em que a chefia direta convoca o colaborador para uma reunião de avaliação. Este encontro é agendado, permitindo que a chefia e o colaborador se preparem. Uma forma simples e que torna a reunião mais produtiva é elaborar uma lista de atributos de comportamentos esperados no desempenho das atividades. Esta lista (que não deve conter mais do que 6 ou 8 itens)  deve ser amplamente divulgada e juntamente com a lista deve haver uma escala ( 1 – precisa se desenvolver,  2 – atende, e 3 - supera).
Antes do encontro, o colaborador deve fazer sua autoavaliação, enquanto o chefe em paralelo faz a pré-avaliação do colaborador. No encontro ambos compararão suas avaliações.  O chefe e o colaborador devem ter em mente exemplos de comportamentos que confirmem ou não o atendimento daquele item. Não é uma questão de “achar” isto ou aquilo, mas de discutir fatos concretos.
A duração desta avaliação, desde que ambos tenham se preparado para a reunião, não deve superar a marca de uma hora. Ao fim da avaliação deve-se estabelecer para todos os pontos com nota “1” quais serão as medidas de desenvolvimento que deverão ser adotadas. O objetivo é que na próxima avaliação o colaborador apresente melhor desempenho.
Neste momento do processo não se avalia a qualidade técnica do trabalho, mas a forma como este foi realizado. Desta forma, todos sabem o que se espera no desenvolvimento de suas tarefas, permitindo que a igreja mantenha toda a sua estrutura alinhada com sua Visão e Missão.
Autor: Tácito Maranhão Pinto

A igreja e a contabilidade

Filed under #Todos os Estudos, Finanças, Igreja by admin on 31-05-2010

Com 12 discípulos, Jesus criou a maior “organização” do mundo. O império Romano, pelas conquistas empreendidas, não sobreviveu. Que ensino nos deixou quanto à gerência empresarial? Nenhum.

Qualquer que seja o processo de avaliação que você pense, Jesus sem sombra de dúvida foi o maior administrador de todos os tempos. Senão, vejamos: Longevidade? Mais de dois mil anos. Riquezas? Incalculáveis. Números? Impossível avaliar. Lealdade de seus membros? Muitos dão a vida por esta organização. Distribuição? No mundo inteiro. Diversificação? Integrada com grande sucesso em todo tipo de empreendimento.

Podemos concluir que Jesus reina supremo, sendo o maior administrador que o mundo já conheceu. Se você, meu irmão, realmente deseja ser bem-sucedido, estude, aprenda e aplique os princípios de Jesus.

Crie um Plano. Chega a ser assustador, mas poucas Igrejas têm um plano contábil/financeiro (plano diretor) pelo qual possam acompanhar seu desempenho e medir seu progresso.

São raros os pastores, tesoureiros e administradores, que tenham elaborado um plano para a Igreja, com objetivos a serem alcançados no curto, médio e longo prazos. Com preparo inadequado, obtemos resultados inadequados.

Jesus tinha um plano e o seguiu fielmente. Essa foi a razão maior de seu sucesso. Sabia para onde ia e permanecia naquela direção. Mas, como saber gerenciar sem o relato de dados coletados em relatórios contábeis/financeiros?

Sem isso, você não tem para onde ir, não tem alvo para onde canalizar suas energias. Sem um plano contábil/financeiro, você agirá apenas em face das circunstâncias. Se dermos o enfoque celestial ao preparo de Jesus, veremos que não teve princípio, foi sempre eterno.

Mas, num enfoque temporal, Jesus preparou-se durante 30 anos, antes de dar início à execução de seu trabalho. Para assegurar a máxima eficácia e a completa realização de nossos planos, temos de nos preparar primeiramente.

E foi pela compreensão do Antigo Testamento que Jesus baseou muito de sua abordagem para executar Seu plano. Ele tinha uma base de conhecimento na qual fundamentava suas ações, e Ele as executou brilhantemente.

E, para sermos bem sucedidos em nossa administração, devemos fazer o mesmo. Quer você como pastor, tesoureiro ou administrador da Igreja, nada, mas nada mesmo, substitui o preparo.

Dê-lhe atenção e tempo necessários. Jesus assim o fez. Seu espantoso sucesso é um testemunho da importância do preparo. Quando da multiplicação dos pães ,Jesus mandou contar a multidão, o que nada mais é que usar aspectos contábeis para a tomada de decisão.

O que Jesus nos ensina, e nos inspira, vai além das regras de como proceder na administração contábil/financeira da Igreja, ensina -nos a conduzir nossa vida desde que aceitemos as palavras encontradas na Bíblia.

A chave da administração contábil/financeira da Igreja está em saber que o tempo gasto na administração significa administração de nós mesmos.

Fonte: http://www.institutojetro.com

Autor: Paulo de Tarso

Que me falta ainda? Mateus 19.16-22

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos, Finanças by admin on 27-05-2010

“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19. 16-22).

Após impor as mãos sobre as crianças e abençoá-las, Jesus estava prosseguindo viagem pela Peréia, território além do Jordão, que naquele tempo, era dominado por Herodes Antipas. Ao longo do caminho, Jesus parava em várias cidades e aldeias, realizando sua obra. Em uma dessas paradas Jesus foi interpelado por um jovem que lhe fez uma pergunta interessante que chamou sua atenção: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”;. Quem era esse jovem? Qual a sua estratificação social? Lucas o descreve como sendo alguém de nível sócio-econômico elevado (Lc 18. 18). Sabe-se, a priori, que ele possuía tudo o que se podia desejar na terra em termos de bem estar social, conforto e segurança materiais. Marcos, por sua vez, menciona que este jovem, ao aproximar-se de Jesus, correu e ajoelhou-se aos seus pés (Mc 10. 17). Isso nos leva a concluir que aquele jovem tinha um forte sentimento religioso e estava muito preocupado com a expectativa da vida eterna. Ele havia recebido uma herança cultural dos seus progenitores cujo foco era direcionado para uma espiritualidade de preceitos, mas nunca havia cogitado acerca daquilo que era mais importante: a incompatibilidade entre amar o mundo e amar a Deus.

Seu sentimento religioso não passava de credulidade; sua religiosidade era legalista e sua alma era vazia. E por causa disso ele havia mergulhado em uma crise teológica sem precedentes que parecia insolúvel. Sua religiosidade não bastava. A última cartada de sua vida seria encontrar uma resposta para a pergunta que ninguém, além de Jesus, conseguiria responder: “Que me falta ainda?”. Esta pergunta continua sendo feita hoje. E respondê-la é o nosso maior desafio. A resposta é suficiente para completar todos os espaços vazios do coração e levar-nos a descobrir o sentido da vida. E na medida em que meditamos sobre a experiência daquele jovem, descobrimos também que a crise que você está vivendo agora não difere muito da situação daquele jovem. Mas como encontrar a resposta? Se por um lado, a crise que deu origem a esta pergunta está no seu coração, por outro lado, a resposta também só poderá ser encontrada no próprio coração. Dê uma olhada agora para dentro do seu coração. O que o primeiro olhar está te mostrando? O primeiro olhar para o interior do seu coração revela que uma das coisas que está faltando em você é converter o sentimento de amor em prática de amor. Aquele jovem rico havia dito para Jesus que amava o próximo como a si mesmo (Mt 19. 19b-20), mas ele tinha apenas o sentimento de amor ao próximo. A partir do momento que esse sentimento foi colocado à prova, submetido a teste, a uma comprovação prática, ele fracassou. E todo o seu esforço em amar havia sido inútil porque ele não havia convertido o sentimento de amor em prática de amor. Ele amava de palavra, de língua, mas não amava de fato e de verdade. O amor não se declara, se pratica. Neste caso, que me falta ainda?, você pergunta novamente. Um segundo olhar para o interior do seu coração revela que outra que está lhe faltando é compreender que só é possível alcançar o tesouro do céu quando se reparte o tesouro da terra. Aquele jovem foi orientado por Jesus a repartir o seu tesouro da terra; para conquistar o tesouro do céu. É óbvio que Jesus não está determinando que os nossos bens e propriedades sejam liberalmente distribuídos. Jesus trata individualmente com cada um de nós, e foi desta maneira que ele tratou com aquele jovem rico que queria ser perfeito. Lembra? Mas você não quer ser perfeito, e ainda que quisesse, sabe que isto é impossível! Portanto, Jesus não está exigindo a mesma coisa de você. Tudo o que Ele deseja é que você se dê conta que é um ser inacabado e longe da plenitude. Seu apelo sonoro é: Meu filho! Reparta os tesouros de amor e solidariedade e ajude aos necessitados ao seu redor. Divida com o próximo o que eu te dou com abundância!.

C. S. Lewis, com muita lucidez adverte: Façam do céu a sua meta, e a terra lhes será dada como brinde, fazendo da terra a sua meta, não receberão nenhum dos dois. Fazer do céu a principal meta é aproximar-se de Jesus de maneira tal que, cada dia, você se torne mais semelhante a ele. Fazendo isso, você estará colocando o seu coração naquilo que é mais precioso no universo: amor, compaixão, amizade… artigos não negociados nos mercados da vida, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Lc 12. 34). Para isso é necessário renúncia! E mais uma vez você se pergunta: “Que me falta ainda?” Um último olhar para o coração revela que uma das coisas que está lhe faltando é substituir o amor ao dinheiro pelo amor a Deus. Dois amigos conversavam sobre um terceiro que falecera há pouco tempo e havia sido um milionário. “Quanto ele deixou?”, perguntou um deles. “Deixou tudo. Até o último centavo”. Foi a sua resposta. Quem possui apenas bens materiais e neles confia parece ser rico, mas é a pessoa mais pobre e miserável do mundo. Alguém pode ter um bom emprego, um salário alto e fama, porém quando lhe falta a saúde, amigos verdadeiros, felicidade, amor, suas riquezas para nada servem, pois está fadado a viver uma vida solitária e morrer frustrado.

O dinheiro não compra sequer a afeição de um animalzinho de estimação! Quando se trata de sentimentos, o dinheiro é uma das coisas mais inúteis do mundo! Preste atenção numa coisa: As melhores coisas da vida são sempre de graça e não custam nada. Há pessoas que dizem que são espirituais, que amam a Cristo, mas se vendem por qualquer punhado de prata. Há outras que não medem esforços para tirar vantagem de tudo, ainda que seja às custas do prejuízo de alguém. Há outras que se enriquecem de modo fraudulento, desonesto. Neste caso são extremamente pobres porque vendem o seu caráter.

É melhor morrer a ser desonesto! É melhor perder tudo a perdermos a nós mesmos! Segundo a Bíblia, é a justiça de Deus que nos livra da morte. Os bens materiais nos abandonam, pois ao morrermos temos de deixar tudo, até o último centavo. Afinal, todas as nossas posses vêm de Deus. É a ele que devemos tudo o que honestamente possuímos. Cuidado! Quando você pensa que já chegou ao final da jornada, descobre, à semelhança daquele jovem, que a jornada está apenas começando. Quando menos esperar, você poderá ser surpreendido pela pergunta: que me falta ainda?, e a resposta será sempre um sinal de que você precisa recomeçar. Cecília Meireles diz o seguinte: “Aprendi com as árvores a me deixar cortar, e começar sempre de novo”.

Peça a Deus para ajudá-lo a preencher os espaços vazios de sua vida e não hesite em começar tudo de novo se for necessário.

Autor: Rev. Eurípedes da Conceição

Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil

Mais Estudo sobre Finanças no site www.curainterior.com.br

Princípios bíblicos sobre finanças

Filed under #Todos os Estudos, Finanças by admin on 12-05-2010

Falar sobre finanças parece ser algo muito pouco espiritual. Acontece, entretanto, que, na prática, não podemos ignorar o fato de que lidamos com esse assunto todos os dias.
Existem 1.565 versículos que falam em dinheiro. Curiosamente, dos 107 versículos do sermão do monte 28 se referem a dinheiro. Além disso, Jesus se referiu ao dinheiro (ou riqueza) em 13 parábolas. Isso mostra como a Bíblia trata desse assunto com expressividade.

O Senhorio de Deus é sobre absolutamente todas as coisas, inclusive sobre as riquezas e os recursos. Ele tem todo o poder e autoridade sobre tudo e todos. O profeta Ageu escreveu que o Senhor dos Exércitos disse: “minha é a prata e meu é o ouro” (Ageu 2.8). Desde os tempos de Moisés havia a compreensão que “é Ele que te dá força para adquirires riquezas…” (Deuteronômio 8.18)

Vamos apontar alguns princípios bíblicos sobre finanças e citar referências selecionadas para fundamentar esses princípios. Comentários adicionais se fazem desnecessários. Abra seu coração e deixe o Espírito de Deus revelar em sua vida a aplicação de cada princípio desses para não cair na insensatez.

Em relação a você mesmo

1.    Viva do seu trabalho - Efésios 4.28: “Aquele que furtava, não furtes mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir o necessitado”. - Salmo 128.2: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem”.  - 1 Tessalonicenses 4.10-12:  “Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos, de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar”.
2.    Não viva à custa dos outros - 2 Tessalonicenses 3.7-8,10,12: “…pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão a custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós …Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma…A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão…”
3.    Planeje seus gastos - planejar vem antes de gastar! - Lucas 14.28: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?”
4.    Invista no que é necessário - Isaías 55.2: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares”.
5.    Contente-se com o que tem - 1 Timóteo 6.6-8: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com o que vestir, estejamos contentes”.
6.    Não tenha apego ao dinheiro - 1 Timóteo 6.9-10: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e alguns nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.
7.    Não seja servo do dinheiro - Mateus 6.24: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de se aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza”.

Em relação à família

8.    Cuide de sua família - 1 Timóteo 5.8: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”.
9.    Guarde para seus filhos - 2 Coríntios 12.14: “Eis que pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”.  Provérbios 13.22a: “O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos”.

Em relação a Deus

10.    Reconheça que tudo vem dele - 1 Crônicas 29.14: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos”.
11.    Honre-o com seus bens - Provérbios 3.9-10: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda, e se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho os teus lagares”.
12.    Mantenha uma posição de fé e confiança - Mateus 6.25ss:  “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?… O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso”.

Em relação aos outros

13.    Nunca fique devendo nada a ninguém - Romanos 13.7-8: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor”. Provérbios 22.7b: “O que toma emprestado é servo do que empresta”.
14.    Seja fiel com compromissos assumidos - 1 Coríntios 4.1-2: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”.
15.    Pague os impostos e tributos devidamente - Romanos 13.6-7: “Por este motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhe é devido; a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”.
16.    Seja fiel com a propriedade do outro - Lucas 16.12: “Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?”
17.    Muito cuidado ao ser fiador de alguém - Provérbios 11.15: “Quem ficar como fiador de qualquer um acabará chorando. Será melhor não se comprometer”.
18.    Seja generoso em dar e repartir - 1 Timóteo 6.18: “Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm”.

Teologia da Prosperidade - John Piper

Filed under #Todos os Estudos, Finanças, Video by admin on 25-09-2008

Assistam e pensem sobre o assunto, depois comentem!

[youtube zdvXqO7aBBo]

Eu não sei o que você sente em relação à Teologia da Prosperidade, mas eu vou lhe dizer o que eu sinto: ódio!
Isso não é evangelho! E está sendo exportada deste país (EUA) para a Ásia e a África, vendendo um cardápio de benefícios aos mais pobres dos pobres. Eles dizem: “Creia nessa mensagem e seus porcos não irão morrer, e sua esposa não terá abortos, e você terá anéis em seus dedos e casacos nas suas costas”. Isso este saindo da América. Pessoas às quais nós deveríamos dar nosso dinheiro, nosso tempo e nossas vidas, invés de vender a eles um monte de esterco que eles insistem em chamar “evangelho”. E está é a razão pela qual a Teologia da Prosperidade é tão horrenda.
Qual foi a última vez na qual um americano, um africano ou um asiático jamais disse que Jesus é totalmente satisfatório por causa da BMW que possuía? Nunca! Eles dirão: “foi Jesus quem te deu isso? Eu aceiro esse Jesus!” Isso é IDOLATRIA. Isso não é Evangelho. Isso é colocar os dons acima de quem deu os dons.
Eu vou te dizer o que faz Jesus parecer lindo. É quando você bate seu carro e sua filhinha voa através do pára-brisas… e cai morta na rua…e você diz, em meio a mais profunda dor possível: “Deus me é suficiente. Ele é bom, Ele cuidará de nós, Ele irá nos satisfazer, Ele nos fará passar por isso. Ele é nosso TESOURO. A quem tenho eu no céu além de Ti? E na terra, não há nada que eu deseje mais que a Ti. Minha carne e meu coração e minha filhinha desfalecem, mas Tu és a força do meu coração, e a minha porção para sempre.” Isso faz Deus parecer Glorioso. Como Deus. Não como alguém que dá carros, segurança ou saúde.
Oh, como eu oro para que Birmingham seja liberto de Teologias que enfatizam a saúde, a riqueza, a prosperidade; de fato, que a América seja liberto. E que a Igreja Cristã seja conhecida por SOFRER por Cristo.
Deus é mais glorificado em você quando você está mais satisfeito nele em meio à dor e pobreza, e não em meio à prosperidade.

Mais videos no site www.sosgospel.com.br