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Archive for the ‘Evangelismo / Missão’ Category

Evangelização — definições protestantes

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão by admin on 10-03-2010

Evangelização é a proclamação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, por cuja obra o homem se liberta tanto da culpa como do poder do pecado, e se integra nos planos de Deus, a fim de que todas as coisas se coloquem sob a soberania de Cristo.1

René Padilla, 71 anos, equatoriano, presidente da Fundação Kairós e da Tear Fund, pastor e diretor da Editora Nueva Creación

Evangelização é a difusão por todo e qualquer meio das boas novas de Jesus crucificado, ressurreto e agora reinando.2

John R. W. Stott, 82 anos, o mais notável teólogo do século 20, por 32 anos capelão da rainha da Inglaterra

Evangelização é o anúncio da boa nova de que Deus está interessado na restauração dos seres humanos caídos e que esta restauração se dá mediante a fé na encarnação, na vida e na obra substitutiva, justificatória, vicária e representativa de Jesus na cruz e na ressurreição.3

Caio Fábio d’Araújo Filho, 48 anos, evangelista brasileiro

Evangelização é a tarefa de compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa com a qual nos encontramos.4

Joni Eareckson Tada, 53 anos, tetraplégica, há 36 anos presa a uma cadeira de rodas

A proclamação do evangelho inclui um convite para reconhecer e aceitar o senhorio salvador de Cristo em uma decisão pessoal, por intermédio do Espírito Santo, com o Cristo vivo, recebendo seu perdão e aceitando pessoalmente o chamado ao discipulado e a um novo estilo de vida de serviço.5

Declaração de Stuttgart, por ocasião da Conferência de Missão e Evangelização, em 1989

A melhor definição de evangelização que eu conheço me foi dada por Cannon May Warren, da Abadia de Westminster, em Londres: “Evangelização é a apresentação de Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da igreja e na vocação da vida comum”. Isso é evangelização.6

J. Edwin Orr (1912-1987), historiador e avivalista

A evangelização abrange todos os esforços no sentido de declarar as boas novas de Jesus Cristo, com o objetivo de que as pessoas entendam a oferta de salvação de Deus, tenham fé e tornem-se discípulos.7

Billy Graham, 85 anos, evangelista americano

Evangelização é o esforço extensivo da igreja, através de uma confrontação com o evangelho de Cristo, numa tentativa de conduzir os homens a um cometimento pessoal mediante a fé e o arrependimento em Cristo, como Salvador e Senhor.8

C.E. Autrey, professor de teologia

Evangelização é o ato de falar aos outros do evangelho da salvação em Jesus, com o alvo de que eles possam arrepender-se, crer e encontrar vida nova nele.9

Robin Keeley, editor de Fundamentos da Teologia Cristã

Notas

1. GRAHAM, Billy, PADILLA, C. René et al. A missão da igreja no mundo de hoje. São Paulo: ABU Editora, 1982. p. 139.
2. Id. p. 53.
3. Ultimato, Viçosa, p. 19. set. 1986.
4. Id. ibid.
5. STEUERNAGEL, Valdir, ed. A serviço do reino; um compêndio sobre a missão integral da Igreja. Belo Horizonte: Missão Editora, 1992.
6. Ultimato, Viçosa, p. 19. set. 1986.
7. Id. Ibid.
8. AUTREY, C.E. A teologia do evangelismo. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1980. p. 12.
9. KEELEY, Robin, org. Fundamentos da teologia cristã. São Paulo: Editora Vida, 2000. p. 337.

Fonte: http://www.ultimato.com.br

Receita para uma igreja bem sucedida

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão, Igreja by admin on 07-03-2010

Gabriel Andrada é jovem, seminarista, recém casado, e cheio de ideais. Evangélico desde o berço, diz que só se converteu de fato com 17 anos em um acampamento de carnaval. Desde a experiência de conversão, que o levou às lágrimas, participa de eventos evangelísticos de sua igreja. Agora se sente vocacionado para ser pastor. Ávido por ser “usado” por Deus, Gabriel matriculou-se em um pequeno instituto bíblico.

Gabriel me conheceu na internet e escreveu pedindo ajuda. Precisa que eu lhe ensine o “caminho das pedras” para começar uma igreja do zero. Pensei, pensei!  Sem conhecê-lo, sem saber exatamente aonde o noviço quer chegar, resolvi correr o risco de responder. Disse que para uma igreja ser bem sucedida no Brasil são necessários a combinação de pelo menos dois, de quatro ingredientes.

1) Um pastor carismático. Que tenha traquejo para falar em público com desenvoltura. Que cante afinado, ou que pelo menos comece os hinos no tom certo. Que tenha boa memória para decorar versículos e saiba citá-los sem tomar fôlego. Que seja simpático e bem humorado no trato pessoal.

2) Um bom prédio em uma boa localização. Que a igreja seja em um lugar de fácil acesso. Que tenha bom estacionamento. Que seja confortável, preferivelmente com cadeiras acolchoadas, climatizado com ar condicionado. Que os banheiros limpos não cheirem a creolina.

3) Acesso à mídia. Que a nova igreja tenha programa de rádio ou de televisão. Mas que a programação ressalte as qualidades especiais do líder como o apóstolo escolhido de Deus para os últimos dias. Que repita sem parar que a igreja é especial, diferente de todas as outras. É bom que o locutor fale em línguas estranhas (glossolalia) e profetize sobre detalhes da vida dos crentes. Que crie uma aura de “poder” pentecostal e curiosidade nas pessoas de comparecerem aos cultos.

4) Teologia da Prosperidade. Que o pastor não tenha escrúpulo de prometer milagre à granel. Que a maior parte do culto seja gasto colhendo testemunhos de gente que enricou com as campanhas dos sete dias, com os jejuns da conquista, com as rosas santas, com os cultos dos Gideões, com as maratonas de oração. Quanto mais relatos, melhor.

Ressalto. Gabriel não precisa se valer de todos os pontos para se tornar o novo fenômeno gospel brasileiro. Entretanto, sem o quarto ingrediente, ele não vai a lugar nenhum. Basta que combine qualquer um com o último e seguramente se tornará um forte concorrente nos disputadíssimo mercado gospel.

Entretanto, como vai concorrer com expoentes bem consolidados, terá que trabalhar muito. Talvez precise fazer o programa de rádio ou de televisão na madrugada.  No começo, para pagar o horário, terá que fazer merchandise de Ginka Biloba. Gabriel não deve ter receio de oferecer, por uma pequena oferta, lenço ungido, óleo sagrado ou água do rio Jordão. Se necessário, pode até vender cadernos escolares com a capa espiritual; tipo, um rapaz surfando e uma frase ao lado: “Cristo é ‘sur-ficiente’ para mim”.

Não sei se Gabriel entenderá a minha ironia. Caso leve os meus conselhos a sério, logo teremos uma nova igreja de nome bizarro. Contudo, quando estiver nos píncaros da glória, todos saberão que a trajetória de Gabriel Andrada não foi tão espiritual quanto se poderia supor. “Há algo de podre no reino da Dinamarca” – Shakespeare.

Soli Deo Gloria.

Autor: Ricardo Gondim

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

A igreja precisa de uma missão?

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão by admin on 07-03-2010

Bill Hybells, pastor em Chicago, conta que certa vez foi participar de uma corrida de barcos. Ele era o dono do barco e tinha uma equipe de amadores que o ajudava. O regulamento permitia que um corredor profissional estivesse presente em cada barco para ajudar a equipe.

Ele convidou um dos veteranos corredores americanos. No dia da corrida, toda a equipe estava pronta e aquele corredor chegou. Depois de apresentar a equipe, Bill entregou o comando a ele. Aquele corredor disse que não poderiam sair dali sem antes definir algumas coisas. Em primeiro lugar ele perguntou:

- Qual é a nossa missão?

Todos ficaram se olhando e então alguém respondeu:

- Pretendemos ganhar a corrida.

Então ele disse:

- Ótimo, temos um bom ponto de partida, sabemos onde queremos chegar.

Depois disto ele ainda fez uma porção de perguntas, mas o objetivo inicial já tinha sido definido. A base de um planejamento também é esta. Se não houver a definição da missão da igreja, outras definições que venham a ser tomadas estarão soltas no ar, como pedras de meteorito no espaço. Estas pedras podem se colidir e provocar grandes estragos.

Muitas colisões que existem na igreja ocorrem porque os ministérios estão soltos. Talvez alguns deles até tenham uma direção, mas não estão olhando para o mesmo foco, e não tem uma visão geral.

A elaboração de uma declaração de missão

Muitos líderes argumentam que a igreja não precisa definir uma missão, pois ela já foi definida por Jesus. Isto é correto. Não dá para inventar uma nova missão para a igreja, diferente da que Jesus deixou.

No entanto, uma comparação simples torna possível entender uma coisa. Quando se pergunta qual é a missão de uma empresa de informática, a resposta é: fornecer tecnologia. Esta era a resposta que a IBM tinha anos atrás, antes que Bill Gates fundasse a Microsoft. Todas as empresas de informática eram iguais e pareciam ter a mesma missão. Depois que a Microsoft foi fundada, ela definiu como missão “ter um computador em cada casa do mundo”. Só que ela nunca fabricou um computador. O objetivo era: onde existir um computador a Microsoft teria um software instalado. Isto fez com que uma empresa criada na garagem com alguns jovens malucos se tornasse a maior do mundo. E a IBM? Ela quase desapareceu, e teve que se reinvetar para sobreviver.

Quando dizemos que todas as igrejas tem a mesma missão, isto é fato. Entretanto, muitas igrejas estão preocupadas em manter aquilo que sempre fizeram. Elas não contextualizam e nem criam um jeito diferente de fazer aquilo para o qual existem.

Talvez a sua igreja sempre esteve preocupada em manter aquilo que sempre fez. No entanto, é preciso fazer melhor aquilo que já se faz. Peter Ducker diz que “os fatores essenciais ao sucesso de uma missão são: Faça melhor aquilo que você já faz bem, se essa for a coisa certa a ser feita; olhe para fora em busca de oportunidades e necessidades. Um novo padrão é estabelecido quando se faz bem uma coisa. Isto é compromisso com a missão.”

A missão de uma igreja caracteriza o âmago do ministério a ser desenvolvido. Para John Stott, muitos consideram iguais os termos missão e evangelização, missionários e evangelistas e missões e programas de evangelização. Isto seria limitar demais a missão da igreja.

Isto nos leva a pensar em algumas coisas que Jesus afirmou, e que se relacionam com a missão da igreja. Jesus veio para servir e enviou sua igreja para servir ao mundo:

“…tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. Mateus 20.28

“Assim com tu me enviaste ao mundo, também eu vos envio ao mundo”. João 17.18

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”. João 13.15

Russell Shedd afirma que: “A vontade de Deus para Jesus Cristo é também a vontade de Deus para a igreja”. Considerar a missão da igreja apenas evangelizar é superficilizar sua missão. Uma missão superficial gera um ensino superficial e realimenta um ciclo vicioso.

Para refletir

Uma igreja precisa tomar aquilo que Jesus nos deixou como missão, pensar na profundidade e extensão disto e contextualizar isto para esta geração. A falta de reflexão na contextualização da missão leva à superficialidade. A superficialidade da missão leva à superficialidade dos planos.

Todos os hospitais tem a mesma missão, mas em alguns deles nós não queremos nem entrar. Todos os hotéis tem a mesma missão, mas em alguns deles nós não queremos passar nem na porta. Assim é também com a igreja. Todas elas tem a mesma missão, mas algumas decidiram refletir e contextualizar sua missão. Elas entenderam o que Jesus disse há dois mil anos, mas buscaram a ajuda do Espírito Santo para conseguir causar um impacto no século 21.

Fonte:  http://www.institutojetro.com.br

Descrentes: Será que estamos preparados para ajudá-los?

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Evangelismo / Missão by admin on 03-03-2010

Os fariseus não estavam preparados para lidar com os pecadores (Lc. 7.39), muito menos com os publicanos (Mt. 9.11). Os discípulos de Jesus, da mesma forma, não estavam capacitados para o diálogo com as mulheres samaritanas (Jo. 4.27).

E a igreja de hoje, está preparada para lidar com grupos de pessoas diferentes que estão a freqüentar a igreja em busca de respostas para suas vidas? Indagando de outra forma: Estamos qualificados para promover o restabelecimento espiritual, moral e social de homossexuais, prostitutas e viciados em drogas?

Não sejamos hipócritas. Ressalvado raríssimas exceções, a verdade é que a maioria das igrejas locais não está capacitada para lidar com tais pessoas. Não sabemos lidar com os ex-drogados. Não sabemos nos relacionar com homossexuais reabilitados ou em vias de reabilitação. Estamos perdidos no que tange ao trato com as ex-prostitutas.

PECADO X PECADOR

É preciso fazer distinção entre pecado e pecador. Deus não tolera o pecado, mas ama o pecador, por isso Ele sempre está com os braços abertos para recebê-lo. O problema é que muitos cristãos tratam pecado e pecador de forma idêntica, fato esse que atua como agente inibidor na conversão de muitas dessas vidas.

A igreja brasileira encontra-se num embate contra o PLC 122, o qual criminaliza a homofobia, e consequentemente, pune a liberdade de expressão contra o comportamento homossexual. Essa luta é legítima, tanto que faço parte dela.. Porém, não podemos fazer da batalha contra tal projeto de lei uma verdadeira caça aos homossexuais, no sentido de ridicularizá-los. De forma alguma. Creio não ser essa a função do evangelho.

A nossa intenção, como servos de Deus, deve ser no sentido de resgatar essas almas para o conhecimento da Palavra de Deus, para terem suas vidas plenamente renovadas.

Ocorre que na dinâmica da conversão dessas vidas, entre o processo de visita, inserção e vivência no ambiente eclesiástico, o processo de adequação à nova vida é esbarrada pela falta de habilidade, compaixão e sensibilidade por parte dos próprios cristãos. Por esse motivo, muitos desses descrentes possuem verdadeira aversão à igreja, da qual tem pavor de freqüentar, ou, até mesmo por terem passado algum tipo de vergonha em uma dessas visitas.

Há quem diga que Deus transforma completamente a pessoa. É verdade, aquele que aceitou ao Senhor Jesus passa pelo novo nascimento, como escreve o apóstolo Paulo, ao dizer que Deus nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo (Tt. 3.5). No entanto, não podemos perder de vista que a igreja local é uma comunidade, e para a integração dos novos convertidos, necessários se faz que os demais membros saibam recepcionar esses indivíduos e com eles conviver.

Nenhum ser humano nasceu para ser rejeitado. Isso é fato. Assim, a igreja precisa, urgentemente, rever a sua forma de recepcionar e lidar com os homossexuais, prostitutas, drogados, e todos outros tipo de descrentes, para que não incorra no erro de, voluntária ou involuntariamente, rejeitar vidas que precisam ser transformadas.

Fonte: www.comoviveremos.com

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O Evangelismo Bíblico

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão by admin on 27-02-2010

“Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado”.

I Co. 2.2,

Leitura: I Co. 2.1-5

O verdadeiro Cristão recém-convertido ama o seu Salvador Jesus Cristo de tal maneira que quer agradá-lO quanto declará-lO aos outros. Aquele que trouxe-lhe a paz, a vida e a esperança é o tema da sua vida. Não muito depois da conversão, este novo Cristão pensa e compadece dos seus ente queridos que não conhecem tal livramento dos temores das trevas. O seu amor por estes provoca-o a fazer o necessário para que estes conhecessem também as bênçãos de serem perdoados, em paz com Deus e que cantassem junto o novo cântico dos remidos.

Mas, logo o novo convertido reconhece uma nova realidade, ou seja, os que ele ama rejeitam a mensagem bendita do Evangelho. Não demora muito e este começa a criticar, não o Salvador, mas a si mesmo. Ele critica a sua capacidade de falar de Cristo de maneira bem-sucedida. Mas facilmente ele não se rende. Ele tenta várias maneiras de persuadir os que intimamente deseja que sejam salvos. Porém, quando estas maneiras falham, não demora muito para ele anunciar uma trégua e pensa que é melhor que os veteranos fazem o que ele não consegue. Ele raciocina dizendo a si mesmo: No final das contas são os pastores, os diáconos, os mais velhos na fé e os missionários que têm mais incumbência de fazer isso.

Todavia, a verdade bíblica diz que o verdadeiro Cristão que é membro de uma igreja neotestamentária tem a mesma responsabilidade do pastor de pregar Cristo a toda criatura. Todos os membros destas igrejas neotestamentárias são comissionados a fazer discípulos de todas as nações e ver que estes sejam encaminhados à manifestação Bíblica da sua fé, o batismo, e venham a ser fieis na aprendizagem de tudo que Cristo ensinou (Mt. 28.19-20; Mc. 16.15).

Mas como ele deve proceder, vendo que não está tendo os resultados desejados? O Evangelista pensa consigo mesmo: “Não é a mensagem que tem de ser mudada (parabéns!), então deve ser o mensageiro que está com defeito”. Este zeloso e verdadeiro Cristão se regozijará em saber que enquanto ele está pregando a Cristo, não é ele nem a mensagem que está com defeito. O problema é outro.

O Problema: O homem não salvo é o problema. Sua mente, seu coração e sua vontade não levam o pecador a entender, desejar ou escolher o que ele precisa para ser salvo.

Sua mente, sua consciência e o seu entendimento estão contaminados (Tt. 1.15, “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados”). Estes andam segundo as vaidades das suas mentes contaminadas e são ignorantes que têm entendimentos entenebrecidos (Ef. 4.17-19). Nascem pecadores e revelam este fato no insistir a não buscarem a Luz do evangelho (Jo 3.19, “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”). Não percebem a Verdade, pois o deus deste mundo cegou os seus entendimentos, “para que a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” não resplandeça neles (II Co. 4.3-4). Por isso a mensagem do evangelho, em toda a sua pureza, poder e glória, é loucura e escândalo para estes (I Co. 1.18-23). Não é o mensageiro, nem a própria mensagem do evangelho que é o problema, e, portanto não deve ficar desanimado o mensageiro, nem mudar a mensagem do evangelho.

O problema na mente do pecador consiste em não poder discernir as coisas espirituais (I Co. 2.14). Mesmo sendo o pecador responsável para arrepender-se e crer em Cristo Jesus, a sua mente entenebrecida não percebe o porquê que se deve arrepender-se e crer (Rm. 8.7-8). Para ele, tudo está bem entre ele e Deus. Ele raciocina: Afinal, eu não matei ninguém, etc. Por que Deus não vai aceitar-me? Sem ter sua mente iluminada, nunca vai poder entender a sua situação verdadeira diante um Deus santo. Verdadeiramente, se não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus (Jo 3.5-8).

Seu coração é parte do problema, pois é enganoso (Jr. 17.9). Isso é um grande obstáculo para o pecador atender a chamada do evangelho ao arrependimento e a fé em Jesus Cristo. Como nos dias de Noé, ainda hoje o coração do homem naturalmente faz a vontade do diabo (Gn. 6.5; Jo 8.44). Se for o coração o problema com a percepção da Verdade, o problema não é do pregador da justiça nem está a falha na pregação da Verdade.

Sua vontade é um problema também. A vontade do homem manifesta o que está no seu coração. Por ter um coração enganoso, a vontade, serva deste coração, escolhe somente a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida (I Jo. 2.16; Mt. 15.18-20; Tt. 3.3). Se pode conhecer uma arvore pelos seus frutos, também se pode conhecer o coração do homem pela sua vontade (Mt. 7.16-18). O pecador não pode escolher o evangelho, mesmo se os termos são explicados de uma forma mais simples, por que o coração, como a sua carne, é contra Deus como inimigo (Rm. 8.5-8).

Somente mudando o teor principal do evangelho, eliminando a necessidade de arrepender-se e de abandonar o pecado, e não exigindo mais a confiança total na substituição de Jesus Cristo pelo pecador, pode o homem natural ouvir com interesse o evangelista traidor. Oferecer religião no lugar do arrependimento, e obras no lugar da graça, pode o pecador interessar no que um “evangelista” tem a dizer. Pelo homem natural ser do pai da mentira (Jo 8.44, “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”), somente mudando o evangelho pela uma falsa mensagem, pode o homem natural a aceitar. Mas, para o evangelista fiel, modificar a mensagem não é opção correta.

A mente entenebrecida, o coração enganoso, e a vontade presa ao desejo deste coração, descrevem o problema atual do pecador. Não é o mensageiro, nem a própria mensagem do evangelho que é o problema, e, portanto não deve ficar desanimado o mensageiro, nem modificar a mensagem do evangelho.

O Deus Poderoso: Jesus, para ensinar que o problema está no homem e não na mensagem ou mensageiro, usou o maior animal da Palestina junto com o menor objeto bem conhecido ao povo. Jesus ensinou que é mais fácil o camelo passar pelo fundo de uma agulha do que o homem natural que depende das suas próprias qualidades para ser salvo (Lc. 18.25, “Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”). Os discípulos entenderem que Jesus estava dizendo que era impossível para o homem ser salvo nestas condições. Perguntaram então a Jesus: Logo quem pode salvar-se?

A resposta de Jesus à pergunta dos seus discípulos dá esperança a todos que querem ministrar as verdades da salvação por Jesus aos outros. Jesus respondeu-lhes: “As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus”. Essa afirmação revela várias verdades. Revela o fato que Deus pode iluminar a mente entenebrecida e Deus pode abrir os ouvidos deste coração, mudando-o. Se Deus mudasse o coração do pecador para ser bom, sua vontade desejaria atender a chamada do Evangelho. Resumindo, mesmo que o homem natural não pode reagir positivamente ao Evangelho (“as coisas que são impossíveis ao homem”), Deus pode soberanamente abrir o seu coração para poder responder positivamente ao Evangelho (“são possíveis a Deus”). Essa verdade da graça de Deus Jesus ensinou também em outras ocasiões (Mt. 11.25-27; 13.10-16; Lc. 8.10; Jo 6.44, 65). Essa verdade ecoava nos ensinos do apostolo Paulo também (I Co. 12.3).

Um belo exemplo da graça soberana de Deus sendo a causa da salvação é manifestada na conversão de Lídia (Atos 16.12-15, v. 14, “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”). Lídia era uma religiosa praticando orações como outras mulheres junto à beira do rio, quando ouvia o que Paulo e Silas pregava. Mesmo sendo impossível para essa mulher se salvar, ela foi salva. A causa dessa salvação foi Deus, pois a Bíblia diz: “O Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia” (v. 14). Por Deus antes mudar o coração dela é manifestado claramente que ela ficou atenta à Palavra de Deus apresentada por Paulo. A causa não foi por Paulo ser charmoso ou por ele fazer uma mensagem agradável que a fez ficar atenta à Palavra. A Bíblia diz que ela ficou atenta à Palavra do Evangelho por Deus abrir o seu coração. Graças a Deus que aquilo que é impossível ao homem, é possível a Deus.

Várias profecias no Velho Testamento ensinam que somente depois de Deus mudar os corações podem estes andar em temor (Jr. 32.38-40), vir a Ele (Jr. 24.7) obedecer aos Seus estatutos, guardar os Seus juízos, e os observar (Ez. 36.26-27). Verdadeiramente, o que é impossível ao homem é possível a Deus. Melhor ainda, Ele faz tal obra ainda hoje!

Os Instrumentos de Evangelismo Bíblico: Porém, a obra da salvação é pela graça de Deus para com o homem pecador mas isto não quer dizer que não há responsabilidade para o homem neste assunto de evangelismo bíblico. Nessa obra de evangelismo, que está muito perto do coração de Deus e forma o alicerce do propósito das igrejas neotestamentárias existirem, Deus usa instrumentos tanto divinos e humanos.

O primeiro instrumento que Deus usa no evangelismo é divino, ou seja, a Sua Palavra (Tg. 1.18, “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”). Tiago ensina que Deus regenera os Seus segundo “A Sua vontade”. Essa soberana vontade na regeneração não atua sozinha. Na regeneração Deus usa “a Palavra da Verdade”. O evangelho da nossa salvação é “a Palavra da Verdade” e este tem que agir primeiro (Ef 1:13, “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”). O processo da regeneração pelo qual o pecador tem que passar para ser uma nova criatura é pela palavra de Deus, a Semente Incorruptível (I Pe. 1.23-25). Esta é a Palavra que os pecadores no tempo do Novo Testamento ouviram e qual Deus usou para salvá-los. O homem pecador hoje não melhorou mas é tão incapaz na sua mente, no seu coração, e na sua vontade quanto os do tempo do Novo Testamento,. Portanto, se vamos evangelizar da maneira que Deus abençoa, não podemos deixar de pregar toda a Palavra do Senhor. Convém que a Palavra da Verdade que Deus manda que seja pregada a toda criatura (Mc. 16.15) seja declarada, anunciada, proclamada, testemunhada e de toda maneira comunicada pois sem a pregação dEla não há evangelismo. Não é pela sabedoria que o mundo conhece a Deus, mas Deus na Sua sabedoria decretou a salvar os crentes pela loucura da pregação e, essa pregação não visa a ética, o moral, a auto-estima, nem as boas maneiras mas somente a Palavra de Deus (I Co. 1.17-24, “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus”).

O segundo instrumento que Deus usa no evangelismo é humano, ou seja, o mensageiro. Se não há quem pregue, como ouvirão? Se não ouvirem como crerão? Se não crerem como invocarão? E se não invoquem pela fé o Senhor, como serão salvos? (Ro. 10.12-14, “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?”).

Deus roga aos pecadores que se reconciliem com Ele em Jesus Cristo. (II Co. 5.18-21, “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus. Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”). Ele roga não pelos anjos nem pela própria criação animal ou orgânica que testemunha fielmente de Deus mas “nos deu o ministério da reconciliação”. Deus em Cristo reconcilia consigo o mundo. Todavia, é o agrado de Deus e nosso grande privilegio que Ele “pôs em nós a palavra da reconciliação”. Mesmo que o mensageiro não se vê apto para transmitir tão grande Palavra da salvação e mesmo que somos instrumentos falhos e pecaminosos, “somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse”.

O problema diante do evangelista é o homem pecador que ele quer evangelizar. Ele é morto em ofensas e pecados. É compreensível que o evangelista deseja ver fruto nos seus esforços de evangelismo. Todavia, ele não deve se esquecer que o bendito fruto desejado só é produzido através da mensagem verdadeira, ou seja, a Palavra da Verdade. Quando as personalidades charmosas são enfatizadas, ou a oratória convincente é exigida, ou os métodos pragmáticos são empregados deixamos de fazer a bendita obra de evangelismo corretamente.

O evangelismo Bíblico não consiste em convencer o pecador de ressuscitar a si mesmo através da repetição de uma oração, ou determinação de fazer uma decisão por Cristo. O evangelismo bíblico consiste na dependência da obra divina pela pregação da Palavra da Verdade.

Quatro qualificações para ser um evangelista Bíblico

I Co. 2.1-5, “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”.

Primeiramente, o evangelista Bíblico não deve confiar na sua própria eloqüência ou sabedoria. O apostolo Paulo evangelizando em Coríntios não veio “com sublimidade de palavras ou de sabedoria”. A nossa eloqüência não iguala ao poder de Deus nem a nossa sabedoria aumenta a beleza do evangelho de Cristo (Jo 1.14, “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”). Limitando-nos a anunciar o testemunho de Deus, ou seja, o Evangelho, fazemos evangelismo Bíblico (I Co. 2.1).

Em segundo lugar, o evangelista Bíblico deve confiar inteiramente no poder da mensagem do evangelho. O apóstolo Paulo ativamente procurava sinceramente a não saber nada além de Jesus Cristo, e “este crucificado”. Ele não buscava usar filosofias, oratórias, manipulações emocionais, música suave como pano de fundo da sua mensagem e nem amostras dramáticas. Pela sua formação religiosa, tudo disso foi disponível para empregar na sua apresentação do Evangelho, mas ele soube que a salvação dos perdidos não dependia na sua produção empolgante mas na pregação de Jesus Cristo, e este crucificado. Tanto o homem pecador não mudou quanto o poder da Palavra da Verdade. Por isso o evangelista Bíblico de hoje tem que limitar-se a mesma pregação neotestamentária (I Co. 2.2).

Em terceiro lugar, o evangelista Bíblico deve reconhecer a sua própria incapacidade. O apóstolo Paulo faz relembrar o povo da igreja em Corinto que: “estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor”. Na sua segunda carta à mesma igreja ele reconhece que a sua capacidade não veio de si mesmo, mas de Deus (II Co. 3.5, “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus”). Ele entendia que o Evangelho era “o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e no que se perdem”, ou seja, que o Evangelho era o instrumento divino na salvação de qualquer perdido, e ele não sentiu em si mesmo como idôneo para ser o instrumento para entregar tal Palavra. Quanto mais confiança em si mesmo tem o evangelista, mais ele erra o alvo de ser um evangelista Bíblico (I Co. 2.3).

Em quarto lugar, o evangelista Bíblico deve confiar somente no poder do Espírito Santo. O apóstolo Paulo nos ensina que a sua palavra aos Coríntios não consistia em palavras persuasivas de sabedoria humana, “mas em demonstração de espírito e de poder”. A esperança do apóstolo Paulo não estava no que ele mesmo podia fazer, ou no que ele podia expressar com sabedoria de palavras (I Co. 1.17, “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã”.). Sua esperança estava no poder do Espírito Santo. Quando a Palavra está pregada o Espírito Santo convence o pecador do pecado, e da justiça e do juízo operando aquilo que Deus enviou a Palavra a fazer (Jo. 16.8; Is. 55.11). Será que existe uma mensagem melhor do que a Palavra da Verdade? Será que existe um poder regenerador melhor do que o Espírito Santo? O evangelista Bíblico não procura algo além (I Co. 2.4).

O resultado do evangelismo Bíblico exercitado pelo evangelista Bíblico terá como fruto os pecadores pondo a sua fé no poder de Deus (I Co. 2.5). O evangelismo Bíblico trará maior glória a Deus do que a melhor invenção de qualquer bem-intencionado. Se tivermos a sincera intenção de glorificar a Deus na melhor maneira possível limitar-nos-emos a imitar o Salvador e os homens de Deus como o relatório inspirado nos apresenta. Este é o evangelismo Bíblico. Você é um evangelista bíblico? Já rendeu-se ao Evangelho? O Evangelho é Cristo! O homem é um pecador sem jeito diante de Deus. Deus deu Jesus Cristo Seu filho para ser o Substituto único no lugar dos injustos. A mensagem é: Arrependei-vos e creia pela fé em Cristo Jesus. Já é salvo? Manifesta-se pelo batismo e pela obediência à Palavra de Deus na igreja.

Exemplos bíblicos dos métodos que os homens de Deus empregaram no evangelismo:

João o Batista – Mt. 3.1-3, “E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas”.

Jo 1.29, “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”; 36, “E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus”.

André – Jo 1.41, 42, “Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

Felipe – Jo 1.45, “Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José”.

At. 8.35, “Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus”.

Paulo – At. 20.21, “Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo”; 24, “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”.

Pedro – II Pe 1.19, “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações”.

Judas - Jd. 1.3, “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos’”.

Bibliografia

BÍBLIA SAGRADA. São Paulo, São Paulo, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 1998.

WAYMEYER, Matt, Evangelism 101: Laying the Foundation., Bryan Station Baptist Church, Lexington, 1997.

Correção grammatical: Edson Elias Bassilio 04/2008

Autor: Pr Calvin Gardner
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

A mulher samaritana, Coca-Cola e Jesus

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Evangelismo / Missão by admin on 18-02-2010

Às vezes, a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola. O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”. Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).

Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda. Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?

No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito. Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.

Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.

Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.

Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.

Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”.

Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.

O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões… observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.

Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).

Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.

Que Deus tenha piedade de nós.
Soli Deo Gloria.
Autor: Ricardo Gondim

Evangelização: Ordem de Cristo, Missão da Igreje e Necessidade do Mundo

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão by admin on 01-02-2010

EVANGELIZAÇÃO: ORDEM DE CRISTO, MISSÃO DA IGREJA E NECESSIDADE DO MUNDO

O evangelho é a boa notícia de que Deus ama os pecadores e enviou seu Filho para resgatar os que estavam cativos e dar vida aos que estavam mortos nos seus delitos e pecados. A evangelização é a comunicação dessa boa notícia, no poder do Espírito Santo, instando aos pecadores, com senso de urgência, que se reconciliem com Deus. Vamos considerar, agora, o tema supra citado.

1. A evangelização é ordem de Cristo - Jesus fez-se carne, viveu em perfeita obediência ao Pai, cumpriu sua santa lei e satisfez sua justiça violada por nós. Morreu na cruz em nosso favor, ressuscitou dentre os mortos para a nossa justificação e consumou a obra da nossa redenção. Em seguida, comissionou seus discípulos a ir por todo o mundo, até aos confins da terra, pregando o evangelho e fazendo discípulos de todas as nações. Essa grande comissão é repetida em todos os Evangelhos e também no livro de Atos. A evangelização não é uma opção; é uma ordem. A evangelização é uma tarefa imperativa dada pelo soberano Senhor do Universo. Silenciar-se acerca das boas novas de salvação é um ato de rebeldia contra Cristo e uma atitude de desamor aos homens. O universo inteiro ouve a voz de Cristo e a obedece. O vento ouve sua voz e se aquieta. O mar escuta a sua ordem e se acalma. Os demônios obedecem sua ordem e batem em retirada. Seríamos nós, seu povo, os únicos no universo a nos rebelarmos contra sua autoridade e nos insurgirmos contra suas ordens?

2. A evangelização é missão da igreja - Jesus deixou nas mãos da igreja a responsabilidade de pregar o evangelho. Essa tarefa é nossa e de mais ninguém. Se nos calarmos seremos tidos como culpados. A evangelização é uma tarefa intransferível. Somente a igreja, remida pelo sangue do Cordeiro, é portadora dessa boa nova. Nenhuma instituição humana tem essa credencial. Nem mesmo os anjos podem cumprir essa gloriosa missão. Fomos chamados do mundo para sermos enviados de volta ao mundo como embaixadores de Deus, como ministros da reconciliação, como despenseiros da multiforme graça de Deus. O método de Deus é a igreja. Se ela falhar, ele não tem outro método. Se o ímpio morrer na sua impiedade, ele vai perecer e Deus vai lançar sobre nós o seu sangue. Precisamos compreender que a evangelização é tanto um privilégio como uma responsabilidade. Mas, precisamos entender, também, que a evangelização é uma missão urgente. Não há esperança de salvação depois da morte. Depois da morte vem o juízo. O tempo é agora; hoje é o dia da salvação.

3. A evangelização é necessidade do mundo - O homem de qualquer tempo, raça ou cultura precisa de Cristo. O homem não pode salvar-se pelos seus próprios esforços. Suas obras não podem levá-lo ao céu. Sua religiosidade não é suficiente para reconciliá-lo com Deus. A salvação não é um caminho que abrimos da terra para o céu. Ela vem do céu à terra, de Deus para o homem. A salvação é planejada, executada e aplicada por Deus. O homem não pode fazer nada para redimir-se dos seus pecados. Ele é prisioneiro do pecado e impotente para livrar-se dele. A fé em Cristo é o único meio pelo qual o homem pode ser salvo. Mais do que saúde e bens, o homem precisa do evangelho. Mais do que riquezas e sucesso o homem precisa de Cristo. O evangelho é a maior necessidade do mundo e a evangelização é a maior expressão de amor da igreja pelo mundo.

Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes

Dez missionários

Filed under #Todos os Estudos, Evangelismo / Missão by admin on 12-03-2009

Dez ambiciosos missionários colocaram suas vidas em risco Um parou para calcular o custo e então sobraram nove.Nove missionários em potencial preocupados com o destino do mundo Um achou que era velho demais e então restaram oito

Oito missionários estudiosos aprenderam a pregar sobre o céu Um preferiu ser fazendeiro e então ficaram sete

Sete sinceros missionários partiram em direção ao arado Um não conseguiu apoio e então ficaram seis

Seis ansiosos missionários desejando muito chegar Um cansou de esperar pelo visto e então ficaram cinco

Cinco missionários idealistas chegaram ao solo estrangeiro Um sofreu “choque cultural” e então ficaram quatro

Quatro sérios missionários tão ocupados quanto possível Um não manteve o casamento e então ficaram três

Três missionários cansados tentando não ficar tristes Um não voltou das férias e então ficaram dois

Dois missionários maduros Louvaram a Deus pelo que tinham feito Um foi chamado à glória e então só resta um

Um missionário idoso fazendo o que pode fazer. Mas o trabalho é muito grande. Quem irá ajudá-lo? Será você?

Fonte: http://www.icrvb.com/

Mais estudos Bíblicos em www.estudosbiblicos.org

“Nós vamos alcançar esse mundo!” A mentira moderna da igreja cega

Filed under #Todos os Estudos, Estudos Bíblicos Temáticos, Evangelismo / Missão, Igreja, Vida Cristã by admin on 13-09-2008

“Claro que vamos alcançar esse mundo. Estamos quase lá. “

“Acho que é mais fácil o coelho da Páscoa botar um ovo de chocolate de verdade.”

Não quero ser a chuva no piquenique de ninguém, mas essa parada de “ a igreja está alcançando o mundo” é uma das coisas mais pregadas, mais enganosas e mais usadas para arrancar um “aleluia!!” da galera, e está bem longe do que poderia ser verdade. Eu teria mais facilidade de acreditar que está nevando no inferno do que na igreja, do jeito que está hoje, estar influenciando alguma coisa neste mundo, muito menos alcançando ele. Fala sério. Não que eu esteja contra essa idéia, acho que seria ótima, mas vejo algumas coisas meio óbvias que impedem a realização desse sonho, coisas que precisam ser abordadas e mudadas.

Hoje em dia há um bom impulso para se conquistar os muçulmanos pra Jesus, mas, na boa, estou obrigado a dizer, “Será?”.

Será que nós temos esperança em alcançar um povo que ora cinco vezes por dia? E se eles ficarem sabendo que a gente fica , às vezes, cinco dias sem orar?

Será que vamos influenciar um povo que mata jovens que transam fora do casamento com nossa moralidade?

Com a nossa santidade fingida?

Com o nosso namoro santo, dentro do qual mais do que a metade dos jovens têm perdido sua virgindade?

E será que nossas igrejas subterrâneas vão impressionar um povo que está disposto a morrer por sua fé?

Vamos ser sinceros aqui, o maior impedimento do Cristianismo ganhar muçulmanos são os próprios cristãos. Que vivem vidas que muitas das vezes não tem nada a ver com o que eles pregam. Falamos em paixão sem amar. Falamos em transformação sem mudar. Falamos em dedicação sem se comprometer. Falamos em estarmos dispostos a morrer, enquanto nos escondemos em nossas igrejas subterrâneas mostrando a nossa vontade e desejo de viver. Nós somente teremos esperança de alcançar o mundo muçulmano, quando a nossa dedicação , no mínimo, alcançar a deles. Quando nossas vidas começarem a refletir o que falamos, e quando o sangue dos mártires começar a molhar o chão.

Alcançaremos o mundo muçulmano? Estamos longes.

Alcançaremos o mundo quando começarmos a olhar para os pobres com olhos de preocupação, quando pararmos para entregar algo mais do que um panfleto que eles não podem comer. É muito difícil falar para um morador de rua sobre um Deus que supre as necessidades e ama, quando ele mesmo nunca experimentou isso e nós não temos a mínima vontade de mostrar. Os moradores de rua não podem nos ouvir devido ao fato de que o barulho dos seus estômagos está alto o suficiente para os distrair. Me mostre uma igreja que se liga com os necessitados(sem benefício próprio) e eu te mostro uma igreja que ama o Senhor e entende Seu coração. Mas, não. Esta não é a realidade da igreja hoje em dia, a igreja está muito gorda e muito distraída com a mentalidade de que benção quer dizer “comer a vontade”. Nos ensinam que isso é prosperidade; mas parece bem mais com pecado(gula). Pastores gordos e ricos, passando na rua em seus carros importados e novos, sem perceberem membros das suas próprias igrejas dormindo na rua e passando fome. Pior, eles mesmo não ligam, pois não é o problema deles.

Como é que conseguimos olhar nos olhos de uma criança passando fome e não sentir nenhuma responsabilidade?
Talvez este seja o segredo, não olhar. Passar rápido, fingir estar com pressa e não olhar. Isso mesmo pastor. Isso mesmo “irmão”. Eles te vêem, pode crer, e sentem a sua rejeição.

Obviamente não é sobre eles que estamos nos referindo quando falamos em alcançar o mundo. Talvez estejamos simplesmente falando dos ricos, dos lindos, dos limpos, dos que tem algo a nos oferecer para nos acrescentar, mas com certeza, não é sobre aqueles que vão nos dar trabalho. Não é seu chamado, eu já sei.

E nem das prostitutas, homossexuais e travestis – as pessoas marginais, né? Pois se estamos tão interessados assim em “alcançar este mundo”, que tal a gente procurar umas pessoas “deste mundo” que precisam de ajuda, e que a igreja raramente vai atrás? Esses são fáceis de achar e você não precisa ser “treinado” para mostrar o amor de Cristo para eles. Mas, ninguém vai atrás eles? Por quê será?

Está sentindo o amor? Está se arrepiando meu “irmão”? Quer dar um grito de “vitória”?Não?! Nem eles. Se sua hipocrisia fosse bosta, a gente teria bosta o suficiente para fazer um jardim bem lindo do tamanho do Brasil. E sim, eu sei que existem alguns fariseus que não vão levar nada desse artigo, além do fato que eu escrevi bosta, que tal “merda” então. Melhor pra ti? É tudo a mesma coisa. Algo que não deve ser. E sabe o pior, o fato de ter colocado essas palavras aqui vai dar mais ibope do que as tristezas descritas e escritas aqui. Todo mundo vai falar das palavras “bosta” e “merda”, convenientemente esquecendo do conteúdo. Vamos alcançar o mundo? Duvido. A gente nem gosta dele e das pessoas achadas nele.

Vamos alcançar o mundo, se é que vamos conseguir, somente depois de alcançarmos a própria igreja que está cheia de pessoas vivendo vidas duplas. Eu sei que você sabe do que estou falando. Você sente isso cada dia em que se olha no espelho e se confronta com as suas próprias hipocrisias. O mais triste é que existem muitos na igreja cientes da sua falsidade e querendo mudar mas sem saber como. Em quem eles vão confiar para falar a verdade sobre seu namoro “santo”? Em quem eles vão confiar para falar sobre o seu problema de masturbação ou seu vício em pornografia? Pra quem eles podem contar que quando comem demais eles vomitam a comida para não engordar? E pode crer que a igreja está cheia de pessoas assim. Infelizmente nós somente nos amamos e não temos interesse suficiente para ver as lágrimas nos olhos dos nossos irmãos.

Em quem eles vão confiar para contarem sobre a luta secreta que eles tem contra homossexualidade? É meu amigo, esse tabu está prestes a explodir. Existem muitos homens e mulheres dentro da igreja travados nessa área. Com certeza eles precisam e querem ajuda, mas num lugar onde que se condena o que não entende e que nem se quer entender o que acontece, não é um lugar que convida as pessoas a serem honestas e liberarem os seus segredos. A igreja está a beira de um dos baques mais doidos que ela já passou na sua história e ela mal o vê chegando. Logo, logo a igreja vai ser confrontada com muitos jovens homossexuais ,que já fazem parte da sua liderança, assumindo suas vidas de homossexualidade. E como a igreja vai lidar com isso? Expulsando eles? Espancando eles como aconteceu num caso que a gente conhece? Pedir a eles pra saírem até que consigam levar uma vida mais “apropriada” aos nossos templos pagãos? Tentar expulsar o demônio deles? Seria mais fácil se fosse somente isso. O que a igreja vai fazer?

Quando aqueles que estão lá fora começarem a entrar vai ser um “Deus tem misericórdia!”. Como nós iamos conseguir continuar fingindo que tá todo mundo bem com Deus, se tem homens lá agindo como mulheres e mulheres agindo como homens? Sem falar que quando uma prostituta ou um travesti entrar as máscaras irão cair sem dúvida. Então, o que “ a noiva de Cristo” faria? Abraçaria eles? Mostraria seu amor ou mostraria a porta? Tentaria mudar o exterior logo, para não constranger nenhum fariseu dizimista, na esperança de que o interior mudasse em um dia também? Alcançaremos o mundo? Hmmmmm.

Não é a isso que nos referimos? Já saquei que essas palavras são bem vazias. Deus deve estar muito orgulhoso da gente. Estamos O representando perfeitamente, isso seria verdade se ele fosse um cão. Bacana as palavras que saem dos nossos púlpitos, palavras sem realidade, sem respaldo e sem nenhuma motivação para serem realizadas. Talvez essa nunca foi a razão de lançá-las, não esperam que elas se realizem. Pois aqueles que as lançam geralmente não fazem nada acerca do que pregam. Em defesa deles, talvez a gente possa usar a desculpa de que não é o chamado deles. Claro que não é. Me perdoe, o que eu estava pensando?! Estendendo a minha mão na direção do “ungido”. Eu quase cometi um erro gravíssimo tocando nele e mencionando sua hipocrisia. Parece que quem tem título hoje em dia tem também tem um direito de fazer o que quer sem ninguém questionar. Obviamente ninguém avisou o Apóstolo Paulo disso quando ele confrontou Pedro publicamente.

“Chamado” hoje quer dizer, “pregar e mostrar o caminho certo mas não necessariamente andar nele”. O “chamado” deles(pastores, evangelistas e CIA.) é de estimular a galera a alcançar o mundo enquanto eles tentam alcançar a grana da galera através da semeadura, do dízimo, da oferta, da oferta “especial”, das ofertas das primícias e etc. Estou me esqueçendo de alguma outra maneira enganosa que os “ungidos” usam hoje em dia para poder ter uma casa maior, um carro maior e uma barriga maior, mostrando o quanto Deus os “ama” enquanto passam por aqueles que estão jogados na rua e muitas das vezes na frente das suas próprias igrejas que Deus obviamente não “ama”? É entendido que não devemos perder nosso tempo tentando alcançar esses jogados(“vagabundos”, é o termo mais usado), pois eles não querem Deus. Mas, se o cara tem uma empresa, pode crer que o “anjo da igreja” daria até carona no seu carrão para ele, pois ele tem “potencial” (grana) e quer Deus, né?

Tiago 2:1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.

É claro que isso nunca acontece no contexto da igreja moderna. A gente não dá o lugar melhor para ninguém por causa do seu estado financeiro. Sem dúvida nós não fazemos isso, só pedimos para eles fazerem parte do nosso 12 ou conselho de líderes. Até hoje nunca vi um cara desempregado e duro sendo apresentado pelo um pastor diante de uma galera como parte dos meus “12”. Por que será?

Tiago 2:9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.

Quem não é culpado disso, por favor, levante a sua mão limpa.

Tiago 2:15-17; Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.” Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta.

Imagine que um irmão não tem dinheiro para pagar a sua conta de luz. A igreja ajuda? Sim, de vez em nunca. Geralmente o que rola é algo do tipo: “Puxa, que coisa. Vou estar orando por você.” Ô seu safado! Ele não precisa da oração religiosa que você provavelmente nem ia fazer. Ele precisa que você meta a sua mão de vaca no bolso e tire uma nota que ajude a ele. Isso não seria Cristianismo de verdade? Isso não seria fruto de uma fé viva? Essa não seria a fé que alcançaria o mundo?

Tiago 5:1-5; Agora, ricos, escutem! Chorem e gritem pelas desgraças que vocês vão sofrer! As suas riquezas estão podres, e as suas roupas finas estão comidas pelas traças. O seu ouro e a sua prata estão cobertos de ferrugem, e essa ferrugem será testemunha contra vocês e, como fogo, comerá o corpo de vocês. Nestes últimos tempos vocês têm amontoado riquezas e não têm pago os salários das pessoas que trabalham nos seus campos. Escutem as suas reclamações! Os gritos dos que trabalham nas colheitas têm chegado até os ouvidos de Deus, o Senhor Todo-Poderoso. Vocês têm tido uma vida de luxo e prazeres aqui na terra e estão gordos como gado pronto para o matadouro.

Claro que não estou chamando ninguém de gordo. Foi o Tiago que chamou. Não gostou? Então, pode mandar seu e-mail reclamando a ele: tiago@to_nem_ai.com. Obrigado.

Ez. 34:1-10; O SENHOR me disse o seguinte: - Homem mortal, fale contra as autoridades que governam o meu povo de Israel. Profetize contra elas e diga que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo o seguinte: “Vocês, autoridades, são os pastores de Israel. Ai de vocês, pois cuidam de vocês mesmos, mas nunca tomam conta do rebanho! Vocês bebem o leite das ovelhas, usam a sua lã para fazer roupas e matam e comem as ovelhas mais bem tratadas, porém não cuidam do rebanho. Vocês não tratam as fracas, não curam as doentes, não fazem curativos nas machucadas, não vão buscar as que se desviam, nem procuram as que se perdem. Pelo contrário, vocês tratam as ovelhas com violência e crueldade. E, por não terem pastor, elas se espalharam. Animais ferozes mataram e comeram as ovelhas. As minhas ovelhas andam perdidas pelos morros e pelas altas montanhas. Estão espalhadas por toda parte. Ninguém busca essas ovelhas, ninguém procura encontrá-las. - Pois bem, pastores, escutem o que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo. Juro pela minha vida que é melhor vocês me escutarem. Por não terem pastor, as minhas ovelhas foram atacadas, mortas e devoradas por animais ferozes. Os meus pastores não foram procurá-las. Eles estavam cuidando de si mesmos e não das ovelhas. Por isso, vocês, pastores, prestem atenção. Eu, o SENHOR Deus, declaro que estou contra vocês. Tirarei de vocês as minhas ovelhas e não deixarei que vocês sejam os seus pastores. E não deixarei que continuem a ser pastores que só cuidam dos seus próprios interesses. Livrarei as minhas ovelhas do poder de vocês para que vocês não possam devorá-las.”

Opa, sei que um tosco vai me escrever para me adverter para não tocar nas auto-designadas, ou seja, os “ungidos do Senhor”. Mas por favor, poupe seu tempo. Se você estava prestando um pouco de atenção, não fui eu que falei isso, foi Deus. Então talvez você deva O adverter para não tocar nos “ungidos” Dele. O e-mail Dele é: eusou@to_nem_ai.com.

“Meu Deus, tenha misericórdia de nós!” Tenha misericórdia da sua igreja brasileira falsa, fria, afastada e desviada. Alcançaremos o mundo? Não sei. Acho que o mais da hora é perguntar: “Quem nos alcançará?”

Agora para terminar deixando todo mundo feliz, como que é de costume da igreja, vamos falar todo mundo junto: “Nós vamos alcançar o mundo para glória de Jesus!!!” Não faz mal sonhar, né?

Fonte: http://www.geracaobenjamim.com