Estudos Bíblicos
Estudos Bíblicos
O arrependimento
14/05/11
Introdução: A pregação do arrependimento chama a nossa atenção para Deus e para as nossas relações com Ele. É vantajoso largar, às vezes, a nossa preocupação com os homens e pensar somente em Deus. O ouvinte tem feito isso?
1 – QUE É O ARREPENDIMENTO?
a) Não é o mesmo que o remorso.
b) Não é apenas a pessoa reprovar certas ações, certos pecados seus — frutos maus.
c) É reprovar, na presença de Deus, a má árvore que produziu os frutos.
2 – POR QUE É NECESSÁRIO?
a) Porque Deus vai pedir contas.
b) Porque não podemos enfrentar o futuro sem liquidar o passado.
c) Porque o poder do pecado em nós aumentará, se não for reprovado sinceramente.
3 – QUANDO?
Agora!
a) Porque não temos certeza de viver mais tempo.
b) Porque a demora endurece o coração.
c) Porque perdemos a bênção de hoje se deixarmos o arrependimento até amanhã.
4 – QUE PODE PRODUZIR O ARREPENDIMENTO?
A bondade de Deus (Rm 2.4)
a) Não é o medo do inferno, ainda que isso seja salutar.
b) A longanimidade de Deus, que nos trata com paciência.
c) A bondade de Deus, que quer abençoar-nos logo que estejamos dispostos a receber a Sua bênção.
5 – QUE RESULTA?
A fé.
a) Porque quando alguém julga seu mal, procura o bem.
b) Se é arrependimento para com Deus, resulta em fé para com o Senhor Jesus Cristo.
c) Produz frutos dignos de arrependimento.
Aplicação: Que significa para o ouvinte ó ensino bíblico de arrependimento? De que se tem arrependido? Qual o resultado no seu caso?
Fonte: Maxmode
Evangelho, o poder de Deus para salvação
10/05/11
16 – Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;
A Mensagem: Que há poder em Cristo para salvar ao ouvinte de todos os seus pecados.
Introdução
Poder é uma coisa conhecida e apreciada entre os homens. Pelo poder que tem no seu corpo e na alma o homem se guarda dos males materiais e morais que o ameaçam.
Nem sempre tem em si o poder suficiente para se guardar de todos os males, mas, às vezes, pode contar com a proteção dos seus semelhantes. Nós, todos, precisamos de algum poder fora de nós mesmos para nos guardar do pecado, e esse poder encontraremos somente em Deus.
O pecado é um poder para o mal que ameaça a vida espiritual de cada um, e se não acharmos outro poder maior para o vencer, seremos derrotados.
O Evangelho de Cristo é o poder que precisamos, mas, porventura, sentimos a nossa necessidade?
a) Pode ser que, acusados por uma consciência atribulada, tenhamos experimentado diversas maneiras de nos corrigir: boas resoluções, esforços, promessas, etc. Porventura elas têm dado o resultado desejado?
b) Porventura cada um quer provar o poder de Cristo em santificar a sua vida?
c) Temos alguma experiência própria da verdade que «Cristo salva»? Se não, qual é o empecilho? Ele não quer? Ele não pode? Ou será que não temos realmente contado com Ele?
1 – QUE É O EVANGELHO DE CRISTO?
a) Não é uma «nova lei»; não é qualquer coisa que nós tenhamos que fazer; não é qualquer coisa que os homens tenham inventado.
b) E o Evangelho de Cristo, falando-nos dele como Mensageiro e manifestação do amor de Deus; falando do sangue dele como a suficiente expiação do pecado, da Sua presente graça como o grande poder para a salvação em vidas humanas. O único poder.
2 – POR QUE É PODER PARA A SALVAÇÃO?
a) Porque faz seu apelo ao nosso amor, revelando que Deus nos ama, apesar de sermos indignos disso.
b) Porque nos apresenta um ideal perfeito, que a nossa consciência aprova e que o nosso entendimento renovado deseja imitar.
c) Porque nos ocupa constantemente com o bem, e com tudo que é santo e puro.
d) Porque nos traz novidade de vida no poder do Espírito Santo.
e) Porque nos fala de um futuro galardão, do qual o nosso atual gozo espiritual é o penhor.
3 – COMO SE OBTÊM AS SUAS BÊNÇÃOS?
Elas não são o prêmio de qualquer bondade natural nossa, nem dos esforços nossos. Elas são obtidas pela fé. Mas, que significa a fé? Ela importa:
a) Uma compreensão e apreciação daquilo que o Evangelho revela de Cristo.
b) Uma confiança no valor do Seu sangue como a base de nosso perdão.
c) Andar perto dele cada hora do dia. Cristo nunca oferece salvar a ninguém ao longe, nem dar-lhe meia-salvação. Porventura o ouvinte realmente deseja a salvação de Deus?
Os atributos de um diácono
08/05/11
1. O diácono precisa ser um homem íntegro na conduta (1Tm 3.8)
“Quanto aos diáconos, é necessário que sejam respeitáveis”. A vida do diácono é a vida do seu diaconato. Seu testemunho dentro e fora do lar é o alicerce do seu ministério diaconal. O diácono deve ser marido de uma só mulher e governar
bem seus filhos e a própria casa (1Tm 3.12). O seu trabalho está plantado no solo de sua própria vida. O diácono precisa ser um homem irrepreensível na conduta e ter bom testemunho tanto dos membros da igreja como dos de fora da igreja.
2. O diácono precisa ser um homem íntegro na palavra (1Tm 3.8)
“… de uma só palavra…”. O diácono é um homem íntegro na palavra. Ele é um homem verdadeiro. O diácono é um homem que de coração fala a verdade; não difama com sua língua nem lança injúria contra seu vizinho. É um homem que jura com dano próprio e não se retrata (Sl 15.2-4). Sua palavra é sim, sim; não, não. Ele não transige com a verdade. Ele não mente, não dissimula nem negocia princípios absolutos.
3. O diácono precisa ser um homem íntegro na temperança (1Tm 3.8)
“… não inclinados a muito vinho…”. O diácono tem domínio próprio não apenas sobre a língua, más também sobre a bebida. Ele não é dominado pelo vinho, mas domina o vinho. Ele tem sobriedade. Ele não se embriaga com o vinho, no qual há dissolução, mas enche-se do Espírito (Ef 5.18).
4. O diácono precisa ser um homem íntegro nas finanças (1Tm 3.8)
“… não cobiçoso de sórdida ganância”. O diácono não pode ser amante do dinheiro. Seu coração não está posto em coisas materiais, mas em Deus. Ele não transige com sua consciência nem mesmo com os preceitos da Lei de Deus para levar vantagens financeiras. O diácono não faz do dinheiro o seu patrão. Ele pode possuir dinheiro, mas não é possuído por ele. Ele pode carregar o dinheiro no bolso, mas não no coração. A ganância é o desejo desenfreado de ter, a qualquer custo. Aqueles que assim procedem estão desqualificados para o diaconato.
5. O diácono precisa ser um homem íntegro na doutrina (1Tm 3.9
“Conservando o mistério da fé com a consciência limpa”. O diácono deve ser um homem fiel às Escrituras, sólido na doutrina, comprometido com a ortodoxia. Antes de sua ordenação ao diaconato, deve subscrever sua fidelidade irrestrita à Palavra de Deus e aos nossos símbolos de fé. Não podemos viver nem amar aquilo que não conhecemos. Não podemos liderar o povo de Deus se estamos claudicando na verdade. Não podemos ser exemplo para o rebanho se não conservamos o mistério da fé com a consciência limpa.
6. O diácono precisa ser um homem íntegro na maturidade espiritual (1Tm 3.10)
“Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato”. O oficial da igreja não deve ser um neófito na fé. Ele não pode abraçar o diaconato irrefletidamente. Ele precisa ter consciência dos privilégios desse ministério e de suas imensas responsabilidades. O diácono, também, não pode ser um homem inconstante, imaturo e vulnerável. Antes, precisa demonstrar firmeza no propósito de servir a Deus e a seu povo. Se desempenhar bem o diaconato alcançará para si mesmo justa preminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus (1 Tm 3.13).
Rev. Hernandes Dias Lopes
Porque eu devo ser um dizimista?
07/05/11
Alguns outros, seja por amor ao dinheiro ou dificuldades financeiras não conseguem entregar as primícias da sua renda para Deus. Há ainda aqueles que se dizem dizimistas, mas não são regulares na devolução. Ainda outros se sentem no direito de administrar o próprio dízimo, entregando-o aonde bem entendem. E finalmente, há aqueles que entregam parte do dízimo como se estivessem entregando-o integralmente. O que a Palavra de Deus tem a nos ensinar sobre esse
tão importante assunto?
Em primeiro lugar, o ensino sobre o dízimo está presente em toda a Escritura. O dízimo está presente antes da Lei, na Lei, nos livros Históricos, nos livros Poéticos, nos livros Proféticos, bem como nos Evangelhos e também nas Cartas gerais. A prática do dízimo fez parte do sacerdócio levítico, do sacerdócio de elquisedeque e também do sacerdócio de Cristo, pois é ele quem recebe os dízimos (Hb 7.8). Nós podemos até discordar da prática do dízimo, mas não podemos negar que seu ensino seja claro em toda a Bíblia.
Em segundo lugar, a retenção do dízimo é um sinal de decadência espiritual. Estude atentamente a Escritura e você verá que sempre que o povo de Deus estava vivendo um tempo de esfriamento espiritual, a primeira coisa que ele deixava de fazer era entregar o dízimo com fidelidade. Por outro lado, sempre que o povo se voltava para Deus em arrependimento, a prática do dízimo era restabelecida. O dízimo era uma espécie de termômetro espiritual do povo de Deus.
Em terceiro lugar, a devolução do dízimo é um ato de obediência a Deus. Os
mandamentos de Deus nos são dados para serem cumpridos. Deus nunca nos dá uma ordem sem nos dar poder para cumpri-la. Há alegria e recompensa na obediência, muito embora, nossa motivação em devolver os dízimos não é alcançar os favores de Deus, mas glorificá-lo. Quando um servo de Deus o honra com as primícias de toda a sua renda, Deus promete encher os seus celeiros e fartar de vinho os seus lagares. Quando um servo de Deus traz todos os dízimos à Casa do Tesouro Deus promete repreender o devorador e abrir as janelas do céu.
Em quarto lugar, a devolução do dízimo é um passo de fé. Antes de Deus ordenar o seu povo a trazer o dízimo, ordenou-o a trazer o coração (Ml 3.6-10). Os fariseus traziam o dízimo, mas não o coração, e Jesus os chamou de hipócritas (Mt 23.23). Quando o coração se volta para Deus, o bolso também se abre. Deus nos mandou fazer prova dele. Nossa confiança precisa estar no provedor mais do que na provisão. O dizimista sabe que noventa por cento com a bênção de Deus vale mais do que cem por cento sob sua maldição.
Em quinto lugar, o dízimo é o recurso de Deus para o sustento da sua obra. O dízimo não é nosso, é de Deus. Ele é santo ao Senhor. O dízimo não é da igreja, é o Senhor Jesus quem o recebe (Hb 7.8). O dízimo é primícia e não sobra.
É dívida e não oferta. É ordem divina e não opção nossa. Reter o dízimo é desamparar a Casa de Deus. Porém, trazer todos os dízimos à Casa do Tesouro é ser cooperador com Deus no sustento da sua obra, na expansão do seu Reino e na proclamação do evangelho até aos confins da terra. Conclamo você a examinar seu coração e a acertar essa área vital da sua vida com Deus.
Não adie mais essa atitude de ser um dizimista fiel e honrar o Senhor com as primícias de toda a sua renda.
Alegre-se e exulte pois você foi destinado para a glória
06/05/11
1. O crente é nascido para a glória (1Pe 1.3,4)
Nós fomos regenerados para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Nascemos para uma herança incorruptível, sem mácula, e imarcescível, que está reservada nos céus para nós. Nascemos de novo, de cima, do alto, de Deus, para buscarmos as coisas lá do alto, onde Cristo vive. Não nascemos para o fracasso. Não nascemos para o cativeiro. Não nascemos para amar o mundo nem as coisas que há no mundo. Não nascemos para fazer a vontade da carne nem para andar segundo o príncipe da potestade do ar. Nascemos para as coisas mais elevadas. Nascemos para a glória!
2. O crente é guardado para a glória (1Pe 1.5)
Neste mundo cruzamos vales profundos, atravessamos pinguelas estreitas, palmilhamos desertos tórridos, enfrentamos inimigos cruéis. Essa caminhada rumo à glória não é amena. A vida cristã não se assemelha a um parque de diversões. Ao contrário, é luta sem pausa contra as trevas; é luta titânica contra o mal. Nessa caminhada rumo à glória pisamos estradas juncadas de espinhos e suportamos muitas aflições. Porém, Deus nunca nos desampara. Ele nunca nos abandona à nossa própria sorte. O apóstolo Pedro escreve: “vós sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.5). Louvado seja Deus, pois nascemos para a glória e somos guardados para ela. Vamos caminhando em sua direção de força em força, de fé em fé, sendo transformados de glória em glória.
3. O crente está sendo preparado para a glória (1Pe 1.6,7)
O crente exulta com a certeza da glória, mesmo sabendo que no caminho para ela é contristado por várias provações (1Pe 1.6). Nossa fé é um dom gratuito de Deus a nós, mas não é uma fé barata. Ela é mais preciosa do que ouro depurado pelo fogo (1Pe 1.7). Deus não apenas nos destinou para a glória, mas também nos prepara para ela. Nessa jornada bendita despojamo-nos continuamente dos trajos inconvenientes do pecado e nos revestimos das virtudes de Cristo. Deus não apenas nos destinou para a glória, mas também está nos transformando à imagem do Rei da glória (Rm 8.29). Estamos sendo preparados para sermos apresentados ao Noivo, como uma noiva pura, imaculada, santa e sem defeito. Isso redundará em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.
4. O crente já se regozija na glória desde agora (1Pe 1.8,9)
Agora vivemos por fé e não pelo que vemos. Agora caminhamos sustentados pelo bordão da esperança de que Aquele que fez a promessa é fiel. É preciso dizer em alto e bom som que essa caminhada rumo à glória não é feita com gemidos e lamentos. Não cruzamos esse deserto rumo à terra prometida murmurando, assaltados por avassaladora tristeza. Ao contrário, há um cântico de júbilo em nosso peito. Há um grito de triunfo em nossos lábios. Há uma alegria indizível e cheia de glória transbordando do nosso coração. Assim escreve o apóstolo Pedro: “A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais, com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1Pe 1.8,9). A alegria indizível e cheia de glória não é apenas uma promessa para a vida futura, mas um legado para o tempo presente. O evangelho que abraçamos é boa nova de grande alegria. O Reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo. O fruto do Espírito é alegria e a ordem de Deus para a igreja é: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp 4.4). Que Deus inunde nossa alma dessa bendita alegria. Que as glórias inefáveis da Glória por vir já sejam desfrutadas por nós, aqui e agora, enquanto marchamos rumo à posse definitiva dessa mui linda herança.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Os atributos de um amigo verdadeiro
05/05/11
1. Um amigo é alguém que está do nosso lado ainda quando todos nos abandonam
A Bíblia diz: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Um amigo é o primeiro a entrar, depois de todos terem abandonado a casa. Ele se aproxima não para tirar-lhe algo, mas para oferecer-lhe tudo, sua amizade. Há duas caricaturas de amizade, que não passam de uma falsa amizade. A primeira é a amizade tabernária. Nenhum liame existe entre os amigos “tabernários” além do desejo comum de matar o tempo, de tomar uns copos, de contar pilhérias um tanto escabrosas, de maldizer o próximo e fazer farra. Esses amigos dispersam-se na hora da angústia, como os amigos do Filho Pródigo fugiram, deixando-o faminto e necessitado. A segunda amizade falsa é a amizade utilitária. É a daqueles para quem todo “amigo” é uma conveniência, um meio atual ou potencial de facilitar-lhes os interesses. Essa amizade é uma espécie de pesca de favores, honras, posições e lucros. Essa espécie de amizade constitui-se numa ameaça para a moralidade pública. Distribuem-se os cargos não pelos méritos pessoais dos candidatos, mas pelo número de “amigos” que possuem. Mas, se há “amizade” falsa, existe também a amizade verdadeira. O amigo verdadeiro ama em todo tempo. O vendaval só conseguirá que os verdadeiros amigos deitem raízes mais profundas, entrelançando-se-lhes as radículas no solo do amor eterno.
2. Um amigo é alguém que não precisa usar máscaras para desfrutar de intimidade
A Bíblia diz: “… há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18.24). Um amigo verdadeiro não precisa de formalidades e convencionalidades para se aproximar de nós. Ele nos conhece e nos ama não apenas por causa das nossas virtudes, mas também apesar dos nossos defeitos. O verdadeiro amigo é aquele que está perto nas horas de celebração e também nos tempos de choro. Ele é capaz de chorar conosco na dor e cantar conosco nos dias de festa. A verdadeira amizade derruba paredes e constrói corredores; nivela os vales e constrói pontes. A Bíblia destaca a amizade de Davi e Jônatas. Essa amizade foi santa, íntegra e fiel. Esses dois jovens buscavam o bem um do outro. Eles protegiam um ao outro. Um amigo verdadeiro não se nutre de suspeitas nem dá ouvidos à intriga. Não há amizade sem lealdade. A intriga é o verdugo da amizade. A amizade é edificada sobre o fundamento da verdade e cresce com o cultivo da intimidade.
3. Um amigo é alguém que prefere o desconforto do confronto à comodidade da omissão
A Bíblia diz: “Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo” (Pv 27.17). Uma amizade verdadeira não é construída sobre a cumplicidade no erro, mas sobre o confronto da verdade. As feridas feitas pelo amigo são melhores do que as lisonjas do bajulador. Uma amizade leal não se acovarda na hora do confronto. Há circunstâncias em que a maior prova de amizade está em aceitar o risco de perdê-la, em nome da própria amizade. A Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor. A Bíblia nos orienta a servir de suporte uns para os outros. A Bíblia nos manda corrigir aos que são surpreendidos na prática de alguma falta, e isso, com espírito de brandura. Não existe amizade indolor. Não existe amizade omissa. Um amigo é alguém que tem liberdade, direito e responsabilidade de exortar, corrigir e orientar seu confrade quando vislumbra a chegada de um perigo ameaçador. Nesse mundo timbrado pela solidão e pelo isolamento, onde florescem as “amizades virtuais”, precisamos cultivar amizades verdadeiras, amizades que glorificam a Deus, edificam a igreja e abençoam a família!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Os reinos do mundo e o reino de Cristo
04/05/11
INTRODUÇÃO
1. Este capítulo inicia a segunda parte do livro de Daniel. Nos capítulos 1-6 vimos a parte histórica do livro; agora, nos capítulos 7-12, veremos a parte profética;
2. O livro de Daniel é chamado de “Apocalipse do Velho Testamento”.
3. O capítulo 7 está dividido em duas grandes partes: v. 1-14 retrata o sonho de Daniel; v. 15-28, a interpretação do sonho.
4. Daniel 7 trata do desenrolar da história humana até o fim do mundo. Se olharmos apenas para os Reinos deste mundo somos o povo menos favorecido da terra, mas se olharmos para o trono de Deus, somos o povo mais feliz da terra. Os impérios do mundo surgem, prosperam e desaparecem, mas o Reino de Cristo permanece para sempre.
5. Na convulsão terrível da história, Daniel olha e vê Deus assentado no trono (v. 9-11). Antes da igreja passar pela perseguição do mundo e do Anticristo ela precisa saber que Deus está no trono e que Cristo vai voltar para nos dar o Seu Reino (v. 12-14).
I. OS REINOS DO MUNDO
1. Eles estão debaixo da soberania de Deus – v. 2-3
• Os quatro ventos que agitam o mar vêm do céu. Os quatro ventos falam da universalidade e totalidade do mundo. O mundo todo estará envolvido nos acontecimentos.
• Como o mar é um símbolo dos povos em sua convulsão histórica e o vento um símbolo da intervenção de Deus na terra, podemos afirmar que o levantamento dos Reinos do mundo é um ato da soberania de Deus. Ele levanta reinos e abate reinos. Foi Deus quem trouxe os caldeus. Foi Deus quem entregou Jerusalém nas mãos de Nabucodonosor. Foi Deus quem entregou a Babilônia nas mãos de Dario. É Deus quem dirige a história.
2. Eles vêm da convulsão dos povos, nações e raças – v. 2-3
• O Mar Grande é uma descrição literal do Mar Mediterrâneo e um símbolo dos povos raças e línguas, de onde procedem os reinos que Daniel vai descrever. Os impérios são levantados e derrubados. Da convulsão dos povos surgem os grandes reinos. Eles crescem, fortalecem-se, deterioram-se e caem, mas só o Reino de Deus permanece para sempre, conforme Daniel capítulo 2.
• A descrição dos quatro animais do capítulo 7 é um texto paralelo da descrição da grande imagem levantada por Nabucodonosor no capítulo 2. O capítulo 2 trata do assunto numa perspectiva humana e o capítulo 7 numa perspectiva divina. O capítulo 2 trata a história dos impérios em seu aspecto externo: esplendor; o capítulo 7 trata do aspecto espiritual interno – são como feras selvagens. Como a revelação de Deus é progressiva, o capítulo 7 acrescenta fatos não contemplados no capítulo 2.
• Esses quatro animais sobem do mar de forma sucessiva e não simultânea. Esses animais, representando impérios, são também, diferentes uns dos outros. Todos eles são representados por animais ferozes. Todos serão destruídos. Todos agem no tempo determinado por Deus (v. 12).
3. A descrição dos grandes animais, ou seja, dos quatro impérios – v. 3-7
• Esses quatro animais representam quatro reis, ou seja, quatro impérios (v. 17).
A) O Leão, o Império Babilônico – v. 4
• O leão é o rei dos animais e a água, a rainha das aves. Ambos são um símbolo da grandeza da Babilônia.
• As asas arrancadas falam de Nabucodonosor sendo expulso do trono para viver com os animais (Capítulo 4).
• Quando o texto fala que lhe foi dado mente de homem, isso se refere à sua conversão.
B) O Urso, o Império Medo-Persa – v. 5
• Aqui Daniel fala do Império Medo-Persa. Essas três costelas na boca do urso é um símbolo dos três reinos conquistados: Lídia, Egito e Babilônia.
C) O Leopardo, o Império Grego – v. 6
• O leopardo alado é um símbolo de sua grande velocidade e agilidade de movimentos. Esse animal é um símbolo do Império Grego-Macedônio. Em 334 Alexandre Magno empreendeu sua surpreendente conquista que em um período de dez anos o levou a ser soberano de um vasto império.
• Educado por Aristóteles, Alexandre difundiu a cultura grega entre os povos vencidos. Assim, o grego tornou-se idioma conhecido em todo o mundo antigo e veio a ser a língua que o Novo Testamento foi escrito. Ele fundou a cidade de Alexandria, conhecida mundialmente pela sua famosa biblioteca e pelo Farol na ilha de Faros, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
• Com sua súbita morte em 323 na Babilônia, seu Reino foi dividido em quatro cabeças, ou seja quatro divisões do Império. Quatro generais dominaram o Reino de Alexandre: 1) Grécia e Macedônia – Casandro; 2) Egito e Palestina – Ptolomeu; 3) Trácia e grande parte da Ásia Menor – Lisímaco; 4) Síria e grande parte do Médio Oriente – Selêuco.
• Diz o verso 6 que o domínio lhe foi dado. Foi Deus quem levantou Alexandre Magno. Deus dirige a história.
D) O Quarto Animal: Espantoso, Terrível e sobremodo Forte – v. 7
• O que caracteriza o quarto animal é sua força e poder. Sua capacidade de destruir: tinha grandes dentes de ferro; devorava e fazia em pedaços, pisava aos pés o que sobejava. Todas essas características sugerem força e insensibilidade com suas vítimas (v. 23).
• Esse quarto animal tem dez chifres, que são identificados como dez reis (v. 24).
• Esse quarto animal é uma descrição do Império Romano. Em 241 a.C., os romanos derrotaram os cartagineses e ocuparam a ilha de Sicília. Em 218, as legiões romanas fizeram sua entrada na Espanha. Em 202 os romanos conquistaram Cartago. Em 146 tomaram a cidade de Corinto. Em 63 a.C. Pompeu ocupou a Palestina. Em 30 a.C., Marco Antonio incorporou o Egito ao território romano. De modo que antes do nascimento de Cristo os romanos tinham praticamente o controle do mundo conhecido.
• O Império Romano experimentou dois séculos de glória e esplendor. Em 476 d.C., os bárbaros puseram fim ao império romano no Ocidente e em 1453 d.C., os turcos ocuparam a cidade de Constantinopla e o Império Romano no Oriente se desintegrou.
• O império romano é diferente dos três primeiros (v. 23). Os três primeiros foram absorvidos um pelo outro, mas o quarto império será destruído por intervenção divina. A pedra vai torná-la pó. O Reino de Cristo vai encher toda a terra.
II. O REINO DO ANTICRISTO
1. A Pessoa do Anticristo – v. 8
• O Anticristo escatológico será uma Pessoa e não um sistema. Ele tem um número de homem, 666. Ele é descrito por Daniel como o “Pequeno Chifre”. O apóstolo João o chama de o Mentiroso, o Anticristo e a Besta. O apóstolo Paulo o chama de o homem da iniqüidade, o iníquo, o filho da perdição. Jesus o chama de o abominável da desolação.
• Anti = oposto a; em lugar de. O Anticristo não só se oporá ao Senhor Jesus Cristo, mas também terá a intenção e tentará colocar-se em seu lugar.
• Embora o espírito da iniqüidade, ou seja, o espírito do anticristo já opera. Embora muitos anticristos existam. Embora todo aquele que se opõe a Cristo ou queira ocupar o lugar de Cristo é um anticristo, esse pequeno chifre, é uma pessoa escatológica, que vai perseguir brutalmente a igreja antes da segunda vinda de Cristo.
2. A Origem do Anticristo
• O Anticristo é um simulacro da encarnação. Sua origem é satânica. Ele recebe todo o poder, autoridade e o trono de Satanás.
• O Anticristo tem também uma origem mundana. O pequeno chifre surge do quarto animal, entre os outros dez chifres. Ele não será um ser extra-terrestre, um demônio, mas um homem.
• O pequeno chifre é pequeno só no começo (v. 8), mas vai crescendo progressivamente até distinguir-se como mais robusto que os outros chifres (v. 20). Ou seja, o governo do Anticristo será a expressão mais forte de poder na terra, até ser desarraigado por Cristo.
• O que significa esses dez chifres, de onde procede o pequeno chifre, o Anticristo? O número dez na interpretação amilenista é simbólico, como simbólico é todo o texto. Esses dez chifres representam um estágio posterior na história deste império (v. 24). Sucedeu o império romano uma multiplicidade de reinos. Dez é um número completo. O Anticristo surge numa terceira etapa desse reino. Agora o poder se concentra num indivíduo. Ele vai querer ser deus (2 Ts 2:3-4).
• O Anticristo será o último dominador do mundo. Com ele também cessa o domínio e o poder dos outros reinos. Ele será o último líder mundial.
3. A Ação do Anticristo
A) Ódio a Deus
• Sua boca fala insolência (v. 8,20). Proferirá palavras contra o Altíssimo (v. 25). Cuidará em mudar os tempos e a lei (v. 25).
B) Perseguição aos santos
• O Anticristo faz guerra contra os santos e prevalece contra eles (v. 21). Ele vai magoar os santos do Altíssimo (v. 25). Os santos lhe serão entregues nas mãos (v. 25).
C) Desordem anárquica
• O Anticristo vai mudar os tempos e a lei (v. 25). Ele é chamado o homem da iniqüidade, ou seja, o homem sem lei. Ele não vai respeitar leis.
4. A derrota do Anticristo
A) Seu domínio é limitado (v. 25)
• O Anticristo é limitado quanto ao tempo e quanto ao poder. Ele não tem poder. O poder lhe é dado. Ele só pode ir até onde Cristo lhe permite ir. Ele poder tirar a vida dos santos, mas não fazer deles seus seguidores. Seu tempo de ação não é eterno. Um dia Cristo vai dizer: Basta! Então ele será destruído e lançado no lago do fogo.
B) Seu domínio é tirado (v. 12, 25,26)
• O domínio é tirado dos quatro reinos (v. 12). Também o domínio do Anticristo é tirado (v. 26). O Anticristo não pode resistir Àquele que lhe tira o domínio. Ele é um inimigo limitado quanto ao tempo (v. 25) e limitado quanto ao poder (v. 26).
C) Seu domínio é destruído (v. 11,26)
• O Anticristo será destruído pelo fogo (v. 11). Ele será lançado no lago do fogo (Ap 19:20). Ele será aniquilado pela manifestação da vinda de Cristo (2 Ts 2:8).
• O Trono santo, justo e vitorioso de Deus é descrito (v. 8-11). O mesmo Deus que é o deleite dos remidos (v. 10) é o terror dos ímpios (v. 10-11).
• O Tribunal do Céu removerá o Anticristo e todo o seu poder. O mal pode afigurar-se onipotente, mas é uma ilusão. O poder absoluto pertence só a Deus. A culminação da história não será o triunfo do mal, mas o triunfo de Cristo e da sua igreja (v. 27).
III. O REINO DE CRISTO
1. O Reino de Cristo está presente, mas ainda não na sua plenitude – v. 13-14
• Anthony Hoekema fala da tensão entre o JÁ e o AINDA NÃO do Reino de Cristo.
• Deus está no trono (v. 9). Seu trono exerce juízo desde agora, pois seu trono é como um rio de fogo (v. 10). Aquele que está no trono é adorado e servido por milícias celestiais (v. 10).
• Mas, a plenitude do Reino de Cristo se dará na sua segunda vinda (v. 13-14).
2. O Reino de Cristo será universal – v. 14
• Os povos, nações e homens de todas as línguas vão servir a Jesus (v. 14). Diante dele todo joelho vai se prostrar (Fp 2:9-11). Não haverá um centímetro sequer do universo que não vai se dobrar ao governo absoluto de Cristo.
3. O Reino de Cristo será eterno – v. 14
• Todos os reinos do mundo caíram. O Reino de Anticristo também cairá. Mas o Reino de Cristo será eterno, indestrutível, vitorioso. Os grandes impérios ruíram. As grandes potências mundiais vão cair. Todo o sistema do mundo entrará em colapso. Mas, o Reino de Cristo é indestrutível.
4. O Reino de Cristo vai prevalecer sobre todos os Reinos do mundo – v. 26-27
• Cristo é o grande juiz que vai assentar no trono. Seu tribunal é grande trono branco. Na sua segunda vinda Cristo vai tirar o domínio do Anticristo e vai destruí-lo. Todos os reinos do mundo serão do Senhor e do seu Cristo. Ele vai colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés.
• O Reino de Cristo é conquistador, vitorioso, irresistível. O Reino de Cristo é a pedra lavrada não por mãos que toca na estátua, símbolo dos reinos do mundo, e a transforma em pó. O Reino de Cristo vai encher toda a terra (Daniel 2).
5. O Reino de Cristo será partilhado com os santos – v. 18,22,27
• A igreja não apenas estará no céu, mas também em tronos. Ela não apenas servirá ao Rei, mas também será co-regente com o Rei. Não apenas seremos glorificados, mas também exaltados.
• A igreja vai receber o reino eternamente. Quanto Cristo voltar a igreja estará para sempre com ele, em uma festa que nunca vai terminar (v. 18).
• A mesma igreja mártir, será a igreja honrada (v. 22).
• O Reino de Cristo dado à igreja é um reino universal (v. 27).
IV. IMPLICAÇÕES PRÁTICAS
1. As profundas implicações dessa batalha espiritual devem provocar em nós grande impacto – v. 15,28
• Daniel ficou alarmado e perturbado diante dos dramas da história que haveriam de se desenrolar (v. 15). O seu rosto se empalideceu (v. 28). Daniel ficou perplexo ao ver essa invasão do mal na história e a devastação que ele opera. Não deveríamos nós também nos alarmar? Estamos anestesiados ao ponto de perdermos a sensibilidade?
• Não deveríamos ter a mesma sensação de Daniel? Mesmo que o mal já esteja derrotado e que seus agentes já estejam com a sua condenação lavrada, não deveríamos nós, à semelhança de Daniel, ficarmos também alarmados?
2. A presença das forças do mal na história deve nos levar à oração, jejum e vigilância
• As forças derrotadas do mal ainda não foram destruídas. Elas têm um grande potencial de provocar devastação e tragédia. Precisamos enfrentar essas forças do mal em oração, jejum e vigilância. Apocalipse 12 nos diz que o dragão foi expulso do céu, mas ele desceu à terra com grande cólera. A terra está passando grandes aflições. Nosso inimigo está encolerizado. Ele agirá terrivelmente até o dia em que for lançado no lago do fogo. O mal que deprimia a Daniel permanece até hoje.
3. Precisamos olhar para as grandes tensões na história na perspectiva de que Deus está no trono e Jesus vai voltar vitoriosamente – v. 9-14
• Não importa o que está pela frente, Deus está no trono. Seu trono é um rio de fogo. Os inimigos que oprimem a igreja serão julgados e condenados. O noivo da igreja vai voltar e nos dar o seu Reino eterno e glorioso.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Quando nos sentimos encurralados
02/05/11
1. Deus vê nossas tribulações (At 12.1-4)
Deus está no controle da situação mesmo quando nós perdemos esse controle. Tiago estava morto, Pedro estava preso e a igreja estava acuada. Herodes parecia um inimigo irresistível. A situação ameaçava irremediavelmente a igreja. O inimigo parecia estar no controle da situação para neutralizar e até mesmo destruir a igreja em seu nascedouro. Mas, como o próprio Pedro escreveu mais tarde: “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos” (1Pe 3.12) e no tempo certo, da maneira certa, o braço do Onipotente prevalece sobre a fúria do inimigo, libertando o seu povo. Deus ainda vê nossas tribulações. Ele vê nossos vales sombrios, nossas noites escuras, nossas lágrimas grossas, nosso choro doído, nossos temores profundos. Ele é o Deus presente, que jamais desampara aqueles que nele esperam.
2. Deus ouve nossas orações (At 12.5-17)
A situação parecia insustentável. Pedro seria levado depois da festa da Páscoa à morte. Mas havia oração da igreja em seu favor. Quando a igreja ora, os céus se movem. Quando a igreja ora, as estratégias do inimigo são desbaratadas. Quando a igreja ora as portas da prisão são abertas e os servos de Deus são libertos. Pedro está preso, mas está confiante. Ele dorme (At 12.5,6). A prisão é de segurança máxima. Pedro está preso com cadeias nas mãos. Doze homens fortemente armados garantem que não haverá fuga. Nenhum poder ordinário poderia reverter a situação. Então, Deus usa um meio extraordinário. Envia um anjo à prisão e este acorda Pedro, quebra suas cadeias e tira-o do cárcere. O portão de ferro, trancado com grossas correntes, é aberto automaticamente e Pedro se vê livre das mãos do inimigo, “porque os ouvidos de Deus estão abertos às súplicas do seu povo” (1Pe 3.12). Ninguém detém os passos de uma igreja que ora. Nenhum poder na terra pode prevalecer sobre uma igreja que experimenta o poder deDeus através da oração.
3. Deus lida com os nossos inimigos (At 12.18-25)
Pedro conclui: “Mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (1Pe 3.12). Os guardas romanos encarregados de Pedro foram mortos em seu lugar, por ordem de Herodes. “O justo é libertado da angústia, e o perverso a recebe em seu lugar” (Pv 11.8). Herodes estava no auge de sua força e poder. O povo o aplaudia e gritava publicamente, considerando-o um deus. Por não ter dado glória a Deus, foi fulminado pelo Eterno e comido por vermes, expirou. Em vez de Pedro ser morto pelo rei Herodes, o rei é que foi morto pelo Deus de Pedro. Talvez o mesmo anjo que livrou Pedro da prisão tenha ferido mortalmente Herodes. Deus ainda vê as tribulações do seu povo, ouve suas orações e lida com seus inimigos. Quando nos sentirmos encurralados por temores avassaladores, circunstâncias adversas e inimigos implacáveis é hora de confiarmos que Deus está no controle e nos conduzirá em triunfo!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Queres ser curado?
01/05/11
Jesus estava em Jerusalém. Era a Festa dos Tabernáculos. O povo fervilhava nas ruas e por todos os lados se ouvia canções de alegria. Esta era uma das festas mais alegres do calendário judaico. Durante uma semana o povo vivia em cabanas na cidade de Davi. Jesus não fica de fora dessa importante celebração. Porém, ao chegar à cidade em vez de deter-se nos corredores da alegria, Jesus dirigiu-se ao tanque de Betesta, a Casa de Misericórdia, onde havia uma multidão de enfermos (Jo 5.1-18). Ali havia gente sofrendo, chorando, com a esperança morta. Jesus caminha por entre os cinco pavilhões daquele hospital público. No meio daquela multidão de enfermos havia coxos, cegos e paralíticos. Uma vaga possibilidade de cura, por intermédio de uma visitação angelical, mantinha aceso um fiapo de esperança no coração daquela gente sofrida. Jesus distingue no meio dos doentes um paralítico, que estava ali há trinta e oito anos. Esse homem era a maquete do desespero, o retrato da desesperança, a síntese do sofrimento de uma multidão enferma. Jesus perguntalhe: “Queres ser curado”? O homem responde com uma desculpa. Jesus, então lhe ordena a levantar-se, tomar o seu leito e andar. Aqui aprendemos três importantes lições:
1. Uma pergunta maravilhosa (Jo 5.6) – “Queres ser curado?” Nós temos doenças físicas, emocionais e espirituais. Precisamos de cura. É claro que todo doente quer ser curado. Mas, então, por que Jesus pergunta? É que podemos nos acostumar com a doença. Podemos também perder a esperança de sermos curados. Podemos como aquele paralítico, ser tomados por um profundo senso de abandono, dizendo que ninguém se importa conosco. Aquele que nos criou e nos formou de forma assombrosamente maravilhosa no ventre da nossa mãe, e tem todo poder, e toda autoridade no céu e na terra é quem pergunta a você: “Queres ser curado”? Ele tem não apenas o diagnóstico da sua doença, mas também a autoridade para curar você.
2. Uma ordem gloriosa (Jo 5.8) – “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. Aquele homem estava preso numa cama há trinta e oito anos. Todos os dias ele nutria a esperança de ser jogado no tanque para ser curado. Todos os dias ele alimentava na alma o desejo de andar. Mas, sua doença era maior do que seu desejo. Estava dominado por um problema maior do que suas forças. Jesus, então, aparece e lhe dá uma ordem clara, incisiva e poderosa. O mesmo que dá a ordem, dá também o poder para cumprir a ordem. O mesmo que manda levantar é aquele que restaura a saúde. O universo inteiro ouve e obedece a ordem de Jesus. Ele manda e o mar se acalma. Ele ordena e o vento sossega. Ele dá uma ordem e o morto sai da sepultura. Ele manda um homem com a mão direita mirrada estendê-la e a mão do homem estica-se cheia de vigor. Ele dá uma ordem ao paralítico, e ele se levanta, e anda depois de trinta e oito anos de paralisia. Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele também nos manda levantar e nos pôr de pé.
3. Um resultado milagroso (Jo 5.9) – “Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôsse a andar”. Sob a ordem de Jesus, o paralítico se levantou. A cura foi imediata, completa e cabal. Não foi um sugestionamento mental. Jesus não usou nenhum artifício místico nem lhe fez promessas enganosas. O milagre que Jesus opera é notório, verificável e público. Aquele homem cujos músculos estavam atrofiados, cujas articulações estavam definhadas, cujo corpo estava emaciado de ficar prostrado numa maca há mais de três décadas, coloca-se de pé e começa a andar. A cura entra em seu corpo. A vitalidade transborda de sua alma. Um milagre estupendo acabava de acontecer em sua vida. Jesus ainda visita a nossa Casa de Misericórdia. Ele ainda nos vê em nosso sofrimento. Ele, de igual forma, pode nos trazer consolo, esperança e cura.
Rev. Hernandes Dias Lopes
