Estudos Bíblicos
Estudos Bíblicos Temáticos
Ler, Orar e Praticar
22/05/10
Ler
É comum ouvirmos falar que a Bíblia é o livro mais vendido no mundo. Isso é um grande motivo de alegria para nós cristãos, mas apesar das estatísticas sobre as vendas ainda fica uma pergunta: será que a Bíblia é o livro mais lido?
Uma das características da igreja “Evangélica” ou “Protestante” é o incentivo que os líderes fazem para a leitura da Bíblia. Isso começou a crescer, com o surgimento de traduções, que foram feitas a partir dos manuscritos em grego e hebraico.
Acredito que boa parte das pessoas que irão ler este estudo, já devem ter ouvido a seguinte frase alguma vez na vida: “Leia a Bíblia”.
Eu gosto muito de perguntar coisas para as pessoas, então aqui eu poderia falar sobre as respostas que escuto quando pergunto para as pessoas: “quanto tempo você gasta por dia lendo a Bíblia?”, mas eu desafio você a fazer essa pergunta para alguns amigos ou pessoas da Igreja que você freqüenta.
Hoje em dia não podemos dizer que faltam recursos para o estudo da Bíblia, existem dezenas de livros que propõe métodos de como estudar a Bíblia, existem Bíblias de Estudo com os mais variados temas (Bíblia de estudo da Mulher, Bíblia de estudos sobre liderança…), temos versões em áudio, temos programas de computador como a Biblioteca digital da Bíblia, temos centenas de sites na internet que oferecem algum tipo de “Bíblia Online”.
Vivemos em um tempo em que temos tanto material que não sabemos escolher!
Acho que falar sobre “dicas de como ler a Bíblia” parece estranho, então prefiro usar a palavra “conselhos”. Dentre os vários que já ouvi, separei três que são extremamente básicos:
Orar antes de começar a leitura (e ao terminar também);
Ler os livros do começo ao fim;
Quando ler, não fique pensando para quais pessoas que você conhece as passagens se aplicariam perfeitamente, mas aplique o que você lê na sua vida!
Creio que orar pedindo sabedoria e discernimento, é algo que deveríamos fazer sempre, pois somente com humildade conseguiremos entender a palavra de Deus.
Ler um livro do começo até o fim é algo muito importante, com isso não estou dizendo que não podemos ler somente um capítulo ou um versículo, mas creio que conforme vamos amadurecendo, sentimos a necessidade de entendermos o contexto no qual o versículo ou capítulo está inserido.
É triste, mas alguns dos livros do Antigo Testamento são lidos com pouca freqüência.
Um grande perigo que corremos é o de fazer uma leitura bíblica e ficarmos pensando para quem o texto se aplicaria, quando lemos um texto que fala sobre algum pecado e por sabermos fatos sobre outras pessoas, corremos o risco de ficarmos imaginando que determinada pessoa tem que ler determinado versículo.
“Quando Julgamos as pessoas, não temos tempo de amá-las”. (Madre Teresa de Calcutá)
Não creio que alguém pode dizer que não tem tempo para ler a Bíblia. Ler em média cinco capítulos por dia ajuda a você ler a Bíblia de Gênesis até Apocalipse em um ano. Podemos falar que ler cinco capítulos exige menos de trinta minutos diários.
Orar
O que é oração?
Orar é falar com Deus.
Orar está fortemente ligado com o que lemos nas Escrituras e com o que acreditamos, podemos falar com Deus sobre os mais variados assuntos, podemos até mesmo orar em qualquer lugar. Hoje temos liberdade para expressarmos os nossos sentimentos publicamente ou particularmente em formas de palavras.
É muito legal quando vejo alguém usar partes de versículos em sua oração.
Não podemos esquecer que uma oração pode ter palavras bonitas e não agradar a Deus (Fariseu e o Publicano), o que importa é a sinceridade, mas creio que anos de sinceridade, tornam as orações estruturadas (é só observar alguém que está a alguns dias na igreja e faz uma oração e depois observar alguém que está na igreja a mais de 10 anos).
Seres humanos têm uma necessidade natural comunicar o que pensa e o que sente para as outras pessoas. Nos primeiros dias de vida a Criança praticamente não consegue ter uma forma estruturada de comunicação, uma que os pais possam realmente entender, demora anos até que o pai e o filho possam sentar e ter um diálogo de qualidade.
Na Bíblia temos vários exemplos sobre pessoas que oravam, um dos primeiros personagens que eu lembro é Daniel. Ele orava três vezes ao dia. Dn 6.3
Também encontramos o relato sobre o pedido que os discípulos de Jesus fizeram para ele:
“Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: “Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele”. Lc 11.1
Os discípulos de João foram ensinados, e quando os discípulos de Jesus descobriram que João havia ensinado seus discípulos, eles foram e pediram que Jesus os ensinasse como orar.
Podemos observar três coisas neste versículo, a primeira é que Jesus orava e com isso era exemplo para os discípulos, a segunda é que os discípulos de João receberam ensinamento sobre como orar, e a terceira é que os discípulos de Jesus queriam aprender como orar. A resposta de Jesus foi:
“Quando vocês orarem, digam: “Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. E não nos deixes cair em tentação”. Lc 11.2-4
Uma sugestão para quem não consegue orar diariamente é fazer uma lista com tópicos, e ao decorrer do dia, ir meditando e orando. Algumas idéias sobre o que orar:
Orar ao acordar, agradecendo pelo dia que passou e pedindo proteção pelo novo dia que inicia;
Orar pelos amigos e familiares;
Orar pelos colegas, patrões, professores e pessoas que temos contato diariamente;
Orar pedindo sabedoria no serviço, para que possamos ser exemplo;
Orar pelos lideres da igreja que você congrega, e pelos lideres da igreja de Cristo que se encontram espalhados pelo mundo;
Orar pelo alimento, orar agradecendo por ter uma casa onde morar, por ter roupas para vestir;
Orar pelos missionários, orar pelos amigos que não conhecem a cristo;
Esses são apenas alguns exemplos, e é a estrutura básica das orações que faço ao longo do dia, dependendo da criatividade e do contexto de cada pessoa, a lista pode aumentar.
Praticar
“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações”.
2 Tm 3.16-17
Devemos praticar e defender as coisas que acreditamos. Ser cristão é muito mais do que apenas decorar conceitos, vestir uma camiseta com versículo, usar bonés e broches, ter uma bandeira com algum tema religioso…
O cristianismo não é vendido como um kit “camiseta + boné + bandeira + pulseira = Crente”, é legal de olhar para alguém e ver que as roupas dele identificam ele como um crente, mas o que realmente tem valor é demonstrar através das coisas simples, aquelas do tipo: não mentir, não roubar, ser uma pessoa boa pessoas e tentar melhorar a cada dia.
A vida cristã é a pratica dos ensinamentos de Jesus Cristo. Não adianta nos enchermos de conhecimento (leitura da Palavra) e não vivermos o que lemos. Eu posso orar e pedir para Deus salvar os meus vizinhos ou “salvar todas as pessoas do mundo”, mas se eu não evangelizar será difícil. Claro que Deus pode enviar alguém até eles ou até mesmo usar algum meio de comunicação, mas somente depender de ajuda “externa” é um pouco de comodismo de nossa parte.
A oração e a leitura nos ajudam a termos uma prática equilibrada, os problemas ocorrem quando caímos em extremos, como por exemplo, somente orar e ler, mesmo que nós lermos e orarmos ainda faltaria praticar.
Autor: Leonardo Rodrigues Pereira – www.estudosnovotempo.com.br
A mulher samaritana, Coca-Cola e Jesus
20/05/10
Às vezes, a gente ouve certas coisas que não aceita, mas não sabe bem o porquê. Só depois de algum tempo entende. Não foi por mera antipatia que aquela mensagem não desceu bem. Recordo-me quando ouvi pela primeira vez o paralelo entre Jesus e a Coca-Cola. O pregador, inflamado de zelo e paixão missionária, afirmava que numa viagem ao interior do Haiti, sob uma temperatura de mais de 40 graus, sentiu-se aliviado quando parou num quiosque miserável feito de palha de coqueiros e pôde comprar uma garrafa do mais famoso refrigerante do mundo. Devidamente refeito depois de beber sua Coca geladinha, perguntou ao dono da venda se já ouvira falar de Jesus. Ele não sabia de quem se tratava. E o nosso palestrante fez sua analogia, tentando dar um choque na complacência da igreja ocidental: “A Coca-Cola conseguiu alcançar o mundo inteiro em menos de um século e a igreja cristã ainda não cumpriu a ordem da Grande Comissão em mais de 20 séculos!”. Depois daquela primeira exortação, já devo ter escutado essa mesma comparação uma dúzia de vezes em diversas conferências missionárias. Verdade ou tolice? Pior. Estou certo que essas ilustrações não são meros simplismos, nascem de grandes erros teológicos (ou ideológicos?).
Coca-Cola é uma bebida inventada na Geórgia, Estados Unidos, com uma fórmula secreta. Sabe-se que sua receita original continha alguns ingredientes também encontrados na cocaína, daí o seu nome. Seus fabricantes nunca intencionaram outro propósito senão matar a sede das pessoas. A The Coca-Cola Company não convoca ninguém a rever valores do caráter, não confronta estruturas de morte, não se propõe a aliviar culpa, não revela a eternidade e nem Deus. Para chegar aos quiosques mais remotos do globo, bastou criar um produto doce e gaseificado. Investir bilhões em boas estratégias de propaganda, construir fábricas e desenvolver uma boa rede de distribuição para que o produto chegasse com a mesma qualidade nos pontos de venda. Tentar comparar a missão da igreja no anúncio do Reino de Deus às estratégias de mercado de um refrigerante, beira o absurdo. Confunde-se um bem material com uma pessoa e enxerga-se na mensagem um produto. Os missiólogos sucumbiram à lógica do mercado do novo milênio? Acreditam mesmo que cumpriremos nossa missão com os instrumentais corporativos? Tudo pode se tornar um produto?
No Brasil, o esforça-se muito para “vender” o Evangelho. Quase não se usa a mídia para proclamar os conteúdos do Evangelho. Alardeiam-se os benefícios da fé. Basta observar a enormidade de tempo gasto divulgando os horários dos cultos, a eficácia da oração, mostrando que aquela igreja é melhor e que a sua mensagem é a mais forte para resolver todos os problemas das pessoas. Aborda-se o Evangelho como um produto eficaz e adota-se uma mentalidade empresarial no seu anúncio. Prometem-se enormes possibilidades. Tratam as pessoas como clientes e sem constrangimento, anuncia-se que qualquer um pode adquirir esse determinado benefício com um esforço mínimo. As igrejas se transformam em balcões de serviços religiosos ou supermercados da fé. A tendência de oferecer cultos diferenciados e as intermináveis campanhas de milagres demonstram bem esse espírito. Como um supermercado com as gôndolas recheadas de produtos, as igrejas procuram incrementar os “serviços” ao gosto dos fregueses. Os pastores dividem os dias da semana com programações atrativas; gastam suas energias desenvolvendo estratégias que atraiam o maior número de pessoas. Sonham com auditórios lotados. Campanhas, correntes e demonstrações grotescas de exorcismos e milagres financeiros se sucedem. As pessoas, por sua vez, se achegam, seduzidos pelas promoções das prateleiras eclesiásticas.
Esse modelo induz as pessoas a adorarem a Deus por aquilo que ele dá e não por quem é. Não se anuncia o senhorio de Cristo, apenas os benefícios da fé. Os crentes acabam tratando a Bíblia como um amuleto e, supersticiosos, continuam presos ao medo. Vive-se uma religião de consumo.
Mas existe outra dimensão ainda mais sutil. Naomi Klein, jornalista canadense, publicou recentemente “Sem Logo” (Editora Record) para denunciar a tirania das marcas em um planeta obcecado pelo consumo. Ela defende a tese de que a grandes corporações do mercado global não vendem apenas os seus produtos, mas a marca. Procuram criar uma filosofia de vida embutida em seus produtos. Desejam induzir seus consumidores a acreditarem que podem viver um determinado estilo de vida, desde que comprem aquela marca específica. Assim os fumantes de Marlboro imaginam personificar o “cowboy” solitário, mesmo morando em um apartamento. Quando atletas amadores vestem as roupas ou calçam os tênis da Nike, acham que se transformam em campeões. Gente que vive presa no trânsito apinhado das grandes metrópoles, ao dirigir jipes com tração nas quatro rodas, sente-se desbravando sertões. Klein declara: “’Marcas, não produtos!’ tornou-se o grito de guerra de um renascimento do marketing liderado por uma nova estirpe de empresas que se viam como ‘agentes de significado’ em vez de fabricantes de produtos. Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro artigo. A marca e a sua venda adquirem um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”.
Infelizmente percebe-se o mesmo em determinados círculos cristãos. Querem fazer do Evangelho uma grife. Como? Primeiro transforma-se um seleto grupo de evangelistas, cantores e pastores em superestrelas ao estilo de Hollywood. Depois associam seu nome a grandes eventos e dão-lhes o holofote. Ensinam-lhes habilidades espirituais acima da média. Assim produzem-se ícones semelhantes aos do mundo do entretenimento. Eles aglutinam multidões, vendem qualquer coisa e criam novas modas. A indústria fonográfica enriquece, os congressos se enchem, e os novos astros do mundo “gospel” alavancam suas igrejas.
Jesus dialogou com uma mulher samaritana e ofereceu-lhe uma água viva. A mulher imaginou essa água com raciocínios concretos. Pensou que ao beber, nunca mais teria sede. Uma água dessas hoje, devidamente comercializada, seria um tesouro sem preço. “Dá-me dessa água e assim nunca mais terei que voltar aqui”.
Jesus corrigiu sua linha de pensamento. A água que ele oferecia não era mágica, mas um relacionamento: filhos e filhas adorando ao Criador em espírito em verdade. Infelizmente muitos evangélicos brasileiros propagandeiam água mágica. Pretensamente matando a sede de qualquer um no estalar dos dedos.
O evangelho não é produto ou grife, volto a repetir, mas uma alvissareira notícia. Não deveria se escravizar às regras do mercado. Ricardo Mariano em sua tese de doutoramento concluiu, para a vergonha de tantas igrejas neo-pentecostais: “As concessões mágicas feitas pelas igrejas pentecostais às massas desafortunadas, por certo, não constituem tão-somente meras concessões… observa-se que a oferta pentecostal de serviços mágicos segue cada vez mais uma dinâmica empresarial, ditada pela férrea lógica do mercado religioso, que pressiona os diferentes concorrentes religiosos a acirrarem seu ativismo e a tornarem mais eficazes suas ações e estratégias evangelísticas”.
Essa mercadoria religiosa caricaturada de evangelho não representa o leito principal da tradição apostólica. A indústria que encena essa coreografia carismática de muito barulho e pouca eficácia, não conta com o aval de Deus. Há de se voltar ao anúncio doloroso do arrependimento como primeira atitude para os candidatos ao Reino. Não se pode, em nome de templos lotados, omitir a mensagem da cruz. Precisa-se repetir sem medo a mensagem de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8.34).
Se não voltarmos aos fundamentos do Evangelho, teremos sempre clientes religiosos, nunca seguidores de Cristo. Faremos proselitismo sem evangelizar. Aumentaremos nossa arrecadação sem denunciar pecados. Construiremos instituições humanas sem encarnação do Reino de Deus. E pior, continuaremos confundimos Jesus com Coca-Cola. No Maranhão há um refrigerante de grande sucesso com a marca Jesus. Entretanto, não se pode desejar alcançar o sucesso transformando Jesus numa soda e as igrejas em quiosques religiosos.
Que Deus tenha piedade de nós.
Soli Deo Gloria.
Autor: Ricardo Gondim
A Auto Preservação – Mt 16.24-26
16/05/10
Certa vez, um jovem rico aproximou-se de Jesus para perguntar-lhe: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” E logo após um pequeno diálogo, Jesus lhe respondeu: “se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me”. O jovem, tendo “ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mt 19.16-22).
Uma das coisas que todo cristão precisa conhecer é a bondade de Deus! Ele é
amor e tem sempre o melhor para nós. Por isso, quando nos dirigimos ao Senhor
para conhecer a sua vontade, devemos ter sempre um coração aberto, que está
disposto, acima de tudo, a ser transformado. De que adianta perguntarmos a Deus
sobre a sua vontade, como fez o jovem rico, se não estamos dispostos a
cumpri-la? Vamos dar apenas uma de
curiosos, como muitos fazem hoje ao participarem daquelas “rodinhas de
discussão” sobre temas bíblicos?
Nem sempre o
caminho de Deus é o mais fácil para nós – isto é, para a nossa carne. Mas
sempre o caminho de Deus será o melhor caminho. Lembre-se: a vontade de Deus é
“boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).
No evangelho de Marcos, no entanto, vemos que o jovem
rico ficou “contrariado” com as palavras de Jesus e foi embora (Mc 10.21).
Às vezes me pergunto se estou realmente disposto a cumprir
a palavra de Deus na sua totalidade, ou se apenas cumpro aquilo que me agrada,
ou o que é mais fácil, ou aquilo que eu “sinto” de cumprir. Será que já me
retirei da presença de Deus por não estar disposto a abrir mão de minha
vontade? Será que eu já disse: “hoje não, Senhor; talvez amanhã”? O apóstolo
Paulo ensinou: “pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção
ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão
para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem
ouvir. Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade” (2 Tm 4.3-4, NTLH).
Será que o jovem
rico deu-se conta da sua escolha? Ele abriu mão do tesouro celestial em troca
de um pequeno tesouro material. Por causa disso, ele jamais conseguiria seguir
a Jesus, pois este fez justamente o contrário em sua vida aqui na terra.
Quando “começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário
seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais
sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado”, o que Pedro fez? Chamou
Jesus à parte e “começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor;
isso de modo algum te acontecerá” (Mt 16.21-22).
Note que Jesus lhes havia dito que o seu sofrimento era
“necessário”. Mas Pedro quis que Jesus tivesse pena de si mesmo, que pensasse
em si próprio e não nos outros. Afinal, por que Ele tinha que passar por aquele
sofrimento todo, morrendo pelos pecados dos outros? Não precisava ser assim,
pensava Pedro. E o que Jesus lhe respondeu: “Arreda! Satanás; tu és para mim
pedra de tropeço, porque não cogitas das cousas de Deus, e, sim, das dos
homens” (v.23). É interessante observar que este mesmo Pedro, um pouco antes
disso, tinha tido uma revelação sobre a pessoa de Jesus. Ele havia dito: “Tu és
o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16).
Isso mostra que muitos de nós, vira e mexe, caímos no
erro de preservar a nossa vida neste mundo. Jesus ensinou que “se o grão de
trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito
fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste
mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (Jo 12.24-25). Depois, Ele
complementa: “agora está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me
desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (v.27).
O diabo se especializou em investir no egoísmo humano. Só
que aos olhos de Jesus, que enxergava o propósito do Pai, o diabo era uma pedra
de tropeço no seu caminho. É bom lembrar que Pedro também agiu assim quando lhe
perguntaram, após a prisão de Jesus, se ele era seu seguidor. Neste caso, a
única diferença foi que, entre Jesus e ele, Pedro preservou a si próprio,
negando o Senhor, pois ele era carnal. Paulo disse que nos últimos dias “os
homens serão egoístas” (2 Tm 3.1-2).
Deus nunca enfatizou o amor próprio em sua palavra. Pelo
contrário, a Bíblia nos ensina que devemos amar a Deus e ao nosso próximo,
assim como Cristo nos amou. Ele não veio ser servido, mas servir. A auto
preservação é um empecilho para o nosso crescimento espiritual. Jesus disse:
“quem quiser preservar a sua vida, perdê-la-á; e quem a perder, de fato a
salvará” (Lc 17.33). Quantas vezes damos mais valor a nós mesmos do a Deus e
aos outros?
Em outra ocasião, a palavra de Deus nos mostra que Jesus
foi “levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt 4.1).
Por que motivo o Espírito de Deus, que só queria o bem de Jesus, levou o Senhor
ao deserto, a um lugar tão difícil e solitário? O que significa o deserto?
O deserto representa a escassez material, nunca a
espiritual. Quando Jesus teve fome, o tentador, oportunamente, aproximou-se
para sugerir que Jesus transformasse pedras em pães. Só que neste momento,
Jesus lembrou-se de uma advertência divina que já havia sido dada ao povo de
Israel: “recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou
no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o
que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou,
e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem
teus pais o conheceram, para te dar a entender que não só de pão viverá o
homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor” (Dt 8.2-3).
Jesus, ao
contrário do povo de Israel, foi fiel a Deus. Ele entendeu que aquele momento
era de provação. Ele não podia usar o seu poder para fugir daquela luta,
transformando as pedras em pães. Deus o havia levado àquele lugar e não o
diabo. Ele precisava aprender a deixar o Espírito dominar a sua carne, pois
isso era algo imprescindível para o sucesso do seu ministério. Assim, naquele
dia com Pedro, Ele pôde resistir à idéia de fugir da cruz. O tentador estava no
seu caminho, como pedra de tropeço, mas Jesus ficou firme. Não podemos fazer da
nossa vida o que o jovem rico fez, pois “que aproveitará o homem se ganhar o
mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.24-26).
Nunca fique contrariado com a palavra de Deus, nem fuja dela quando Deus vem falar com você. Troque os seus tesouros nesta terra por um tesouro no céu. Depois, siga a Jesus.
Velozes e Furiosos
16/05/10
Lembro-me que há um tempo atrás eu vi um filme, num vôo, chamado “Velozes e Furiosos”. Não lembro muito sobre o filme, além do fato de que se tratava de caras roubando carros e um policial que se infiltrou para pegar os ladrões. Nem me lembro qual era a razão deles de roubar, além do fato que promoviam corridas ilegais, mas me lembro bem que o filme era centralizado em roubos. Nunca fui muito afim de roubar nada na minha vida, mas, nas últimas semanas, tenho visto umas caminhonetes bem bacanas andando por aqui e fiquei pensando como seria legal de ter uma. Mas a realidade da minha vida é que nunca teria grana suficiente para comprar, e até se tivesse, duvido que gastaria assim. Mas, de repente, hoje eu acordei com uma ótima idéia: por que não roubar um? Eu não tenho condições de comprar um, então o roubo seria uma opção legítima, não é? Pelo menos isso é o que eu tenho sido ensinado na igreja hoje em dia: “Se você não tem condições para comprar, pode roubar.”
Interessante como a pirataria tem se tornado algo comum e quase considerado um direito da igreja atual, principalmente quando falamos de CDs e DVDs que ninguém saca mais que é roubo.
“Não tem aqui, então eu baixo da internet.”
“São muitos caros, então a minha amiga faz cópias para mim.”
“É só pra conhecer; quando eu tiver dinheiro eu vou comprar de qualquer jeito.”
E lá vai mais algumas de muitas desculpas de por que o povo de Deus tem mais uma vez um bafo de bosta. A gente come o cocô do diabo que nos convence que roubo não é roubo quando tem uma justificativa; e mais uma vez vem o bafo.
Vou confessar que tenho sido culpado da mesma coisa e do mesmo bafo. Enquanto falo de pecado em certas áreas, deixava brechas em outras. Na verdade, eu nunca me convenci que era algo legal diante de Deus. O Espírito Santo ainda é vivo o suficiente dentro de mim para tocar minha consciência. Mas, ainda assim, eu queria muito ouvir um novo CD e a minha esposa está indo para os EUA daqui dois meses, então falei para mim mesmo, “Vou comprar, então, não é roubo, porque estou ouvindo agora algo que vou adquirir.” E assim, consegui me convencer e baixei.
Tudo tava legal, incluindo o som do CD, até o dia em que minha filha desceu para meu escritório para ela poder estudar matemática e falou:
“Que som legal, pai; quem é?”
“Hawk Neslon. É o novo deles.”
“Mas como você conseguiu?”
“Achei num site e fiz o download.”
“Mas, pai, isso não é pirataria?”
“Bom, é, mas não é porque nós vamos comprar quando sua mãe estiver nos EUA.”
Assim ela deixou quieto, mas a minha consciência não ficou quieta nem um pouco. Eu sabia o que deveria fazer. Quando fui subir para jantar, ela veio com mais uma pergunta, “Pai, fazer o download daquele CD com a intenção de comprar mais tarde não é como roubar um livro numa loja com a intenção de voltar mais tarde para pagar?” De novo respondi o que devia, “Sim, seria”. Interessante como Deus nos ajuda. Bem na hora que eu comecei a vacilar, Deus manda uma criança para me cobrar. Então desci a próxima manhã para meu escritório e deletei tudo que eu podia achar que não tinha certeza que havia comprado ou não, até programas que eu uso para edição. E assim eu fui limpando meu computador.
Mas, antes de me aplaudir, vamos lembrar que foi eu que caguei lá, então não é nada nobre em eu, com um pano, limpar a substância marrom na minha vida. O mais doido de tudo é que naquela semana eu estava trabalhando numa mensagem sobre avivamento e escrevendo sobre Evan Roberts, um jovem que Deus usou em Gales, e uma das coisas que ele pregava na noite que começou tudo era sobre acabar com todas as áreas cinza em nossas vidas. E sem dúvida nenhuma, CDs e DVDs piratas são cinza (se não fossem marrom). E nós sabemos disso. Não existe nenhuma pessoa salva que não sabe que pirataria é errado. Nós não precisamos de ninguém nos ensinar isso; somente que alguém nos lembre.
Naquele fim de semana me arrependi muito de não ter feito o que eu sabia que era certo e nem mexer com as coisas piratas independente de qualquer desculpa que eu podia achar. A verdade é que eu queria muito ouvir aquele CD e o diabo me ajudou a achar uma desculpa que eu podia aceitar para justificar meu pecado. E não deixe o diabo te enganar. É pecado. Não é cinza, é marrom, e saiu do traseiro dele. Sei que tem uma penca de “ladrões crentes” e até “pastores” que vão querer discutir comigo sobre isso, mas poupe seu tempo, não vou responder a ninguém a algo que é óbvio. Você tem que ser muito estúpido, cego, ou morto espiritualmente para não entender isso. Por que você acha que nós procuramos e damos tantas desculpas em relação à pirataria? Tipo, “Mas se eu não tenho a intenção de vender a ninguém; é para meu uso pessoal.” E a minha camionete? Não vai ser errado também se a minha intenção é de ficar com ela e não vender? Está com a vontade de comer capim agora, né? Se não fosse errado, as desculpas não seriam necessárias.
E assim Deus nos leva a encarar uma das razões de por que o Brasil não está experimentando avivamento. Talvez porque o tempo que tiramos com ele, clamando por sua presença e avivamento, está sendo feito com um CD pirata no fundo. Se você não acha errado, escreva um e-mail para seu pop-star preferido nessa área de adoração e pergunta a ele ou a ela se eles se importam com o fato que você tem todos os CDs deles, mas que você não comprou nenhum. Você é cara de pau suficiente de fazer isso? Duvido.
Se quisermos ver algo real acontecer em nossas vidas, algo além da masturbação espiritual que geralmente rola, nós vamos precisar voltar ao que nós sabemos que é certo, ainda se isso significa que não vamos ter toda a música que queremos. A decisão é entre sua música boa ou a presença de Deus. E sabe o que é o mais triste? A maioria que lerem isso vai escolher a música. E assim o Brasil vai continuar no mesmo caminho de apostasia que ela já está enquanto cantamos em alta voz em nossas casas, acompanhados por CDs piratas, cânticos sobre avivamento. Uhhhhrrwww!
Para não deixar vocês sem opções, vou te dar duas dicas: “iTunes”, http://www.apple.com/itunes/. É um site onde você pode comprar as músicas e CDs, legalmente, para download. Custa na faixa de 10 dólares cada um. Isto é o que eu tenho e não sei se é meu ouvido, mas o Hawk Nelson tem um som bem melhor quando não está precisando competir com o grito da minha consciência, “PECADO!!!!!”. Outra opção, pra você que está com o bolso furado, é ouvir uma rádio cristã online, a ChristianRock.net (www.christianrock.net). Eles só liberam músicas nessa rádio que estão com contrato com as gravadoras e bandas.
Podemos ser ferozes baixando nosso som preferido, mas Deus que fica furioso quando vê pessoas safadas chamando pelo Seu nome, justificando seu pecado e cantando cânticos roubados para seus vizinhos incrédulos. Deus, nos livre da hipocrisia! Deus, nos livre da burrice!
• “A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, portanto, apropriação da forma anterior ou com plágio ou cópia de uma obra anterior, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística ou intelectual.”
• Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
• O Quarto Anual BSA e IDC Estudo de Global Prataria de Software revela que 35% do software instalado em 2006 em computadores pessoais (PCs) mundial foi obtido ilegalmente, eleva-se a quase $ 40 bilhões de em perdas globais devido a pirataria de software.
• Filmes piratas custou a Hollywood $ 7 bilhões em 2005.
• Downloads ilegais de música custa à nossa economia global um estimado $12,5 bilhão por ano, de acordo com um relatório do Instituto para Apólice Inovação (IPI).
• Perdas de negócios em 2005 foram até $ 200 bilhões, de acordo com o resumo executivo de um relatório pela Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, obtido pelas Vezes Financeiras.
• A APCM – Associação Antipirataria Cinema e Música – registra diariamente os números em relação à pirataria física e virtual em todo o País. Por meio das apreensões realizadas pelas Polícias Militar e Civil, além do DIG (Departamento de Investigações Gerais), em parceria com os agentes da associação, é possível mapear a quantidade de mídias piratas (CDs e DVDs) apreendidas. No ano de 2007, foram registradas mais de 36 milhões de mídias apreendidas no País, em cerca de 3 mil operações realizadas no combate à pirataria (aumento de 21,24% em relação ao ano anterior).
• Luta também na internet – A pirataria também é combatida na internet, por meio de um departamento específico da APCM, que faz o monitoramento de sites onde se oferece conteúdo sem proteção à propriedade intelectual. Em 2007, foram retirados mais de 55 mil links de filmes e músicas e 15 mil arquivos P2P (peer to peer – programa de compartilhamento) da rede mundial de computadores.
Ex 20.15; Não roube.
Ef 4.28; Quem roubava que não roube mais, porém comece a trabalhar a fim de viver honestamente e poder ajudar os pobres.
1Co 6.9-11; Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.
Eu já sei, “não tem nada a ver”. Então, bom almoço. Espero que o capim esteja fresco.
Levante a cabeça, Deus está no Controle
14/05/10
LEVANTE A CABEÇA, DEUS ESTÁ NO CONTROLE
Referência: Gênesis 15.1-6
INTRODUÇÃO
1. Depois destes acontecimentos: Quais acontecimentos? A Bíblia não diz: Então precisamos ver nos capítulos anteriores.
- Coisas ruins:
a) Fome e fuga para o Egito – 12:10
b) Mentira no Egito por causa de Sara – 10:13
c) Briga dos seus servos com os servos de Ló – 13:7.
d) Separação de Ló – 13:9.
e) Guerra com quatro reis – 14:12-17.
- Coisas boas:
a) Promessa de uma terra – 13:14-15.
b) É abençoado por Melquisedeque quando oferece os dízimos– 14:18-24.
2. Igualzinho a você
a) Você veio aqui e foi recebeu uma fechada no trânsito e te xingou.
b) Passou a 75 Km no radar e tomou uma multa e chegou na igreja raivoso e a culpa é da tua mulher que se atrasou.
c) Chega na porta para estacionar e o diálogo diz que você vai ter que estacionar a uns 2 km para frente.
d) Você sai daqui e bate o carro: todo mundo bate o carro. Quem não bate corre é atropelado. Chove na casa do rico e do pobre. Todo mundo está sujeito aos mesmos problemas. É depois destes acontecimentos que as coisas vão mudar. Meu irmão comece a olhar para frente. Aprenda a caminhar na vida. Não fique agarrado no passado. Depois destes acontecimentos, Deus vai falar com você. Depois da noite vem a luz do dia. Olha pra frente. TEm coisa nova pela frente. Aprenda a virar a página.
e) Depois do desemprego, da crise financeira, do problema no casamento, da reprovação. Tem gente que depois desses acontecimentos fica amargo, se revolta contra Deus, foge da igreja. Faz como Pedro, volta a pescar. É depois desses acontecimentos que as coisas começam a acontecer.
I. NO MEIO DESTES ACONTECIMENTOS, DEUS FALA COM VOCÊ – V. 1
1. Depois destes acontecimetos Deus vai falar com você!
• Depois desses acontecimentos Deus se manfeista. Primeiro ele deixa o caldo engrossar, o coro comer, mas depois ele fala. Depois desses acontecimentos, Deus se manifesta.
• Crente passa por problema: bate carro; quem não bate carro é atropelado. Crente fica doente. Crente tem briga na família.
2. Depois destes acontecimentos Deus tem uma palavra específica
• Deus falou com Abraão, não foi com Ló nem com Sarai. Deus tem uma palavra para sua vida. Essa é uma palavra específica. Deus se revela a quem dá ouvidos a essa palavra.
3. Essa Palavra revela 3 coisas:
1) Ela revela o cuidado de Deus – “Não temas”.
• “Deus cuida de mim, à sombra das tuas asas” – “Deus cuidará de ti”. Kleber Lucas. Você não tem que temer. O teu cuidado é descansar em Deus. Há mais de 365 não temas. Para cada dia Deus tem uma palavra para você. Lança fora o medo (1 Jo 4:18) – A presença do amor lança fora todo o mundo.
• Tem muita gente na igreja atormentada: oh, vida, oh azar, oh dia, óh segunda-feira! Oh, meu Deus. Espera com paciência. Será que eu vou conseguir, será que eu vou casar, será que eu vou passar no concurso, no vestibular. Irmão larga a dúvida. Confie. Creia!
• Deus cuida de você melhor que cuida das aves, do que o lírio do campo.
2) A proteção de Deus
- Dá para andar nesses dias em que todos os governadores estão prometendo segurança. O crente tem que andar confiando em Isaías 54:17: “nenhuma arma forjada contra você prosperá”.
- Deus é seu escudo. Ele é cerca você por trás, por diante. Sua vida está nas mãos do Deus vivo. Você não precisa temer o diabo, nem o mundo.
- Ilustração: D. Josefa, a missionária baixinha Assembléia de Deus que prega de mega-fone na 13 de Maio em São Paulo: “Um traficante disse: Oh nanica, baixinha, se a senhora falar mais alguma coisa nesse megafone eu vou fazer você engolir esse gafone. Ela disse: você está repreendido. Ele caiu. Ele gritou: ela disse ajoelhe que eu vou orar por você. Ela está protegida pelo sangue. Sua vida está nas mãos de Deus. Você é a menina dos olhos de Deus.
- Quem tocar em você mexe com Deus e arranja uma grande encrenca com Deus. Deus é o meu Pai. Ai de quem tentar mexer na minha vida. Ai de quem tentar por a mão em você. Você é propriedade exclusiva do Senhor. Ninguém pode tocar em você. Deus é o seu escudo.
3. Nós servimos ao Deus de vitória – Teu galardão será sobremodo grande.
- Deus tem uma bênção grande, uma batalha grande, uma vitória grande.
-Aqueles que esperam com paciência recebem a bênção do SEnhor. Deus galardoa. E esse galardão é muito grande.
-Meu irmão, nenhum olho viu nem ouvido ouviu o que Deus preparou par você. Você é filho, herdeiro, vitorioso.
-Sua herança é imarcessível, gloriosa. Veja quão rico você é. Você é muito abençoado: Deus escolheu você.
II. A LIMITAÇÃO HUMANA – V. 2,3
1. Abraão poe barreiras
- Deus promete, mas ele não crê. Eu sou incrédulo. Eu não creio. Eu não tenho filhos. Meu herdeiro será Eliezer.
- Muitas vezes somos como crianças emburradas: Deus nos promete vitória e nós estamos assentados num cantinho emburrados e dizendo: tá vendo aí Deus, eu estou sozinho. Não tenho filhos. Prá que essa herança toda?
- Você se encolhe e revela limitação: O homem do tanque de Betesda. Ninguém me poe na água. Sempre alguém chega na minha frente. Ninguém me ama, ninguém liga para mim nessa igreja. Isso revela as imperfeições humanas. Eu não tenho filho. Não tenho sonho, não tenho projeto. Eu eu mais quero, eu não tenho.
- Irmão vença a sua limitação. Enfrente seus medos interiores. Ouse crer na palavra de Deus. Não olhe as circunstâncias. Não tem gente. Não vai dá. Quantas limitações você já colocou diante de Deus! Não vou conseguir vencer. Não vou conseguir ver minha familia aqui na igreja. Queria tanto mas falta dinheiro, falta gente, falta apoio. E aí agente começa a limitar Deus.
2. Como Deus trata esse problema da limitação
a) v. 4 – Deus remove as limitações –
- Deus fala objetivamente. Você está aqui e Deus vai responder claramente para você.
b) v. 5 – Deus conduz você para fora –
- Abraão estava dentro de uma tenda. Ele está cerca por paredes de pano. Ele olha pro chao e vê um tapete. A visão dele está limitada por aquela circunstâncias. Você olha e só vê problema. Então, Deus pega você pela mão e tira você da sua tenda.
c) v. 5 – Deus manda você levantar a cabeça
- Abraão saiu da tenda e não ficou olhando para baixo. Ele olhou para o céu. Abra os olhos. Erga a cabeça. Você vai ver que o seu problema não é tão grande como você pensava. Seu Deus é maior do que o seu problema. Ele começa a ter uma visão da vida.
d) v. 5 –Deus manda Abraão erguer a cabeça e começar a contar estrelas
- Comece a contar as estrelas. Você nunca vai conseguir contar o que Deus vai fazer na sua vida. Deus tem muito mais do que você pode contar. Deus vai fazer muito mais do que sua capacidade de receber, de contar.
- Sai da sua tenda. Comece a contar as estrelas. Assim será a sua descendência. Deus vai fazer você multiplicar. Deus vai lhe dar vitórias maiores do que sua capacidade de entender.
- Abraão estava acostumado a viver dentro de barracada. Sai da tua barraca. Levante sua cabeça. Começa a contar as estrelas. Creia na vitória de Deus. Creia na possibilidade de Deus fazer coisas grandes. Creia na possibilidade dessa igreja crescer. Creia na salvação de sua casa. Creia na prosperidade dos seus filhos.
- Volte a contar as estrelas. Ore por algo grande. Ore por um milagre. Conte suas estrelas.
- Ilustração: Quando eu era adolescente, disse para os meus irmãos: eu quero ser um pregador. Eles me disseram enxerga-se menino.
- Tem gente aqui que estão dando trabalho para os pais: mas que vai ser pregador, escritor, gravar cd’s , ser um profissional de ponta, crente cheio do Espírito.
- Deus disse para Abraão. Vai ver se você pode contar estrelas, meu filho. Você vai passar sua vida contando coisas e você vai passar a vida toda contando o que Deus vai fazer na sua vida. Sai da sua tenda e comece a contar estrelas.
- Abraão venceu seus limites e creu em Deus
III. ABRAÃO CRÊ EM DEUS E ISSO LHE É IMPUTADO PARA JUSTIÇA
1. Abraão creu em Deus
• Ele já era muito velho, ele não podia mais ser pai. Sara já era idosa e estéril. Mas para Deus não há impossíveis. Ele chama à existência as coisas que não existem. Abraão esperou contra a esperança. Ele creu no impossível.
• Abraão venceu seus limites. Ele saiu da tenda. Ele saiu da incredulidade. Ele transportou o seu monte. Ele viu o invisível. Nada é impossível ao que crê. Qual é o segredo da sua vida, Abraão, é que ele creu em Deus incondicionalmente.
• Marta disse para Jesus – Já cheira mau. Agora não tem mais jeito. “Se creres verás a glória de Dseus”.
• Abraão saiu dos 99 anos sem ter um filho e aos 100 anos ele tornou-se pai de uma grande nação – Não é o Damaceno. É alguém gerado de ti. Deixe de olhar os seus problemas. Comece a olhar para Deus. Ele é maior do que os seus problemas. Meu irmão você vai ver o deserto se transformando num manancial. Ele vai transformar sua dor em fonte de consolo.
• Sai da sua tenda – Depois desses acontecimentos Deus vai falar com você. Vai tirar você da sua tenda. Vai levantar sua cabeça e vai fazer você contar as estrelas. Ele tem uma palavra de vitória para você!
• Depois destes acontecimentos, Deus começou a escrever uma nova história na vida de Abraão – Irmão, talvez até aqui você tem sido um colecionador de derrotas. Você só vê problema. Você olha para vida e só enxerga as paredes da tenda. Saia dessa caverna. Sai desse burado existencial. Levante a cabeça. Sai dessa tenda. Comece a contar as estrelas.
2. A fé lhe foi imputada para justiça
• Deus vai justificar você. Vai perdoar seus pecados.
• Comentar sobre justificação: o que Cristo fez por você. Você vai ser aceito pelo Pai. Vai ser perdoado. Você terá a justiça de Cristo depositada na sua conta. Você será vencedor na terra e aceito no céu.
CONCLUSÃO
1. Deus vai quebrar os seus limites – Você vai crer na Palavra de Deus. E as promessas de Deus vão se cumprir na sua vida. Seu corpo vai ser fortalecido. Sua cabeça vai se levantar. Você não vai mais olhar para os problemas, mas para o céu.
2. Talvez você está amargurado, pensando: eu não tenho filho. As coisas não acontecem na minha vida. Meu marido não consegue ir para frente. Minha mulher não me entende. Meus filhos só me dão dor de cabeça. Sai da sua tenda e comece a contar estrelas. Talvez você ainda está desanimado, triste, decepcionado, frustrado com a igreja, com o ministério, com o trabalho. Mas ainda na velhice você vai dar fruto. Tem moço que está pensando em parar de estudar. Você vai sair da sua tenda. Vai contar estrelas.
3. Depois destes acontecimentos: mentira, fome, brigas, divisões na familia, decepção, traição, frustração: um novo horizonte está surgindo. O projeto de Deus é maior do que o seu. Levante a cabeça e dá um passo de fé para vencer suas dificuldades. Sai da sua tenda e saia desse quartinho, da cama, da prostração, da murmuração. Não olhe para o passado. Olha pra cima. Seu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.
4. Hoje a noite, Deus quer ensinar você a contar estrelas e a conceber coisas novas para sua vida. Você vai passar lutas, mas creia em Deus. Creia que ele vai conduzir você em triunfo. Você vai dar à luz muitos filhos espirituais. Você vai ser pai de uma grande descendência. Um tempo novo está surgindo na sua vida. A vitória é sua pela fé, em nome de Jesus! As bênçãos serão maiores que nossa capacidade de contar!!! Comece a contar estrelas!!!
Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes
Como passar pelas provas vitoriosamente
13/05/10
INTRODUÇÃO
1. Em uma inscrição de um relógio de uma catedral estava escrito: Quando você é criança o tempo arrasta. Quando você é jovem o tempo anda. Quando você é adulto o tempo corre. Quando você é velho o tempo voa. Só mais um pouco e o tempo terá ido embora.
2. Aos 75 anos de idade Abraão foi matriculado na escola da fé. Agora, aos 100 anos ainda está enfrentando tremendas provas e desafios na vida. Você nunca é velho demais para enfrentar novos desafios, lutar novas batalhas e aprender novas verdades. Quando nós paramos de aprender, nós paramos de crescer; e quando nós paramos de crescer, nós paramos de viver.
3. Arthur Schopenhauer, disse que nos primeiros nos 40 a vida nos dá o texto e os próximos 30 anos a vida nos dá o comentário do texto. Para o crente o texto é Rm 1:17: “O justo viverá pela fé”. O comentário do texto está sendo escrito à medida que ouvimos a Palavra de Deus e a obedecemos a sua direção dia a dia. É triste que muitas pessoas não entendem nem o texto nem o comentário e terminam a vida sem mesmo começar a viver.
4. Gênesis 22 nos mostra a maior de todas as provas que Abraão enfrentou. Pela fé ele triunfou e pode nos ensinar como passar pelas provas vitoriosamente. Vejamos algumas instruções práticas:
I. ESPERE TESTES DA PARTE DE DEUS – V. 1-2
1. Na escola da fé nós teremos testes ocasionais ou jamais saberemos onde estamos na caminhada espiritual. Abraão enfrentou vários testes na caminhada com Deus: 1) O teste da família – Quando Deus lhe ordenou a sair do meio da sua parentela para uma terra desconhecida (11:27-12:5); 2) O teste da fome – Neste teste Abraão fracassou porque duvidou de Deus e desceu ao Egito para buscar ajuda (12:10-13:4). 3) O teste da comunhão – Quando ele deu a Ló a oportunidade de fazer a escolha primeiro para ele e seus pastores (13:5-18). 4) O teste da luta – Quando ele derrotou os reis confederados que sequestraram Ló (14:1-16). 5) O teste da riqueza – Quando ele disse Não às riquezas de Sodoma (14:17-24). 6) O teste da paciência – Quando ele fracassou em ceder às pressões de Sara, arranjando um filho com a escrava Hagar (16:1-16). 7) O teste do maior amor – Este foi o supremo teste que Abraão enfrentou (Gn 22:1-19).
2. Nem toda situação difícil que vivemos é um teste de Deus. Às vezes sofremos por causa do nosso próprio pecado. Abraão sofreu no Egito e em Gerar por seu próprio pecado. Mas as provas enviadas por Deus são para o nosso bem (Tg 1:2-4).
3. Precisamos distinguir entre provação e tentação. As tentações vem dos desejos pecaminosos que estão dentro de nós (Tg 1:12-16), enquanto as provações vem do Senhor. As tentações são usadas pelo diabo para arrancar o pior que está em nós; as provações são usadas por Deus para levar-nos ao melhor. Muitas vezes, as tentações parecem lógicas e as provações sem sentido: Por que esperaria Abraão 25 anos por um filho? Por que daria Deus um filho a Abraão para depois pedir a Abraão para sacrificá-lo num altar?
4. João Crisóstomo disse que aqui parece que as coisas de Deus estavam lutando contra as coisas de Deus, a fé contra a fé e o mandamento contra a promessa.
II. PONHA SEUS OLHOS NAS PROMESSAS E NÃO NAS EXPLICAÇÕES – V. 3-5
1. Madame Guyon disse que nossa fé não será realmente testada até que Deus nos peça para suportar o que parece insuportável, a fazer o que parece exagerado e a esperar o que parece impossível. Se você olhar para Abraão caminhando para Moriá com seu filho Isaque; para José na prisão, para Moisés e Israel defronte do Mar Vermelho, para Davi na caverna ou Jesus no Calvário, a lição é a mesma: Nós vivemos pelas promessas, não pelas explicações.
2. Considere quão irrasoável era o pedido de Deus: 1) Isaque era o filho único de Abraão, o filho da promessa em quem descansava o futuro do pacto; 2) Abraão amava Isaque e tinha construído todo o seu futuro ao redor dele; 3) Quando Deus pediu Isaque para Abraão, ele estava testando não apenas a sua fé, mas também a sua esperança e o seu amor. Deus parecia tirar tudo o que Abraão amava na vida.
3. Quando Deus nos envia uma prova a nossa primeira reação é perguntar: POR QUE DEUS? POR QUE COMIGO? Queremos explicações. Deus tem razões já expostas em sua Palavra: 1) Purificar a nossa fé (1 Pe 1:6-9); 2) Aperfeiçoar o nosso caráter (Tg 1:2-4); 3) Proteger-nos do pecado (2 Co 12:7-10).
4. Abraão ouviu a Palavra de Deus e imediatamente a obedeceu pela fé. Nós sabemos que a vontade de Deus jamais contradiz a promessa de Deus. Abraão já tinha escutado: “Por Isaque será chamada a tua descendência” (Gn 21:12). Hebreus 11:17-19) nos informa que Abraão se dispôs a sacrificar o seu filho na certeza de que Deus o ressustaria dentre os mortos. Fé não exige explicações; a fé descansa nas promessas.
5. Vejamos quais são as características dessa fé adulta de Abraão:
a) Responde a qualquer chamado de Deus – v. 1 – “Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui!” Abraão bateu continência para Deus anter de saber o que era e para que Deus o chamava.
b) Está disposto a obedecer a Deus prontamente sem questionamentos – v. 2 – A fé de Abraão triunfou porque ele se recusou a ver incoerência ou infidelidade da parte de Deus. Deus não queria Isaque, queria o amor de Abraão.
c) É uma fé que tem ação e direção – v. 2-3 – A fé de Abraão não é especulativa que quer saber aonde, porqueê, para que. Ele age e caminha na direção dada por Deus.
d) É uma fé que não protela a ação – v. 3 – Quando se sabe o que Deus quer não há razão apra divagações, testes, perguntas, para ficar parado. A procrastinação convida à ruína. Protelar aquilo que se sabe ser a vontade de Deus é um laço do diabo.
e) É uma fé capaz de transformar as provas em adoração – v. 5 – Abraão disse para os seus dois servos: “Eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” (22:5). Porque Abraão cria em Deus ele não tinha a intenção de trazer de volta um cadáver. Abraão fez da prova, um ato de adoração. Ele esperava nada menos do que um milagre. Ele sabia que Deus é totalmente confiável.
f) É uma fé que vê a ressurreição de todas as promessas de Deus – v. 5 – “Voltaremos”. Em Hebreus 11:19 diz que Abraão cria que Deus ressuscitaria Isaque, o filho da promessa. Deus nos prova não para nos derrubar, mas para nos fortalecer.
6. Abraão já tinha aprendido a crer e obedecer a Deus quando ele não sabia onde (Hb 11:8); quando ele não sabia quando (Hb 11:9-10,13-16), quando ele não sabia como (Hb 11:11-12), e quando ele não sabia porque (Hb 11:17-19).
III. DEPENDA TOTALMENTE DA PROVISÃO DE DEUS – V. 6-14
1. Duas expressões revelam a ênfase desta passagem: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (22:8) e “O Senhor proverá” (22:14). À medida que subia o Monte Moriá Abraão estava seguro de que Deus iria prover a sua necessidade.
2. Abraão não podia depender dos seus sentimentos – A Bíblia não nos informa em nenhum momento o sofrimento de Abraão, apenas a sua prontidão para obedecer sem discutir e a confiança na provisão divina.
3. Abrão não podia depender das pessoas – Sara havia ficado em casa. Os dois servos estavam agora aguardando no campo. Somente Abraão e Isaque caminham rumo a Moriá. Agradecemos a Deus pelos amigos e família, mas haverá provas que teremos que enfrentar sozinhos, no monte do Senhor. Somente nessas horas podemos experimentar o que Deus pode fazer por nós!
4. Abraão aprendeu a depender totalmente da promessa e da provisão de Deus – Ele já tinha experimentado o poder da ressurreição de Deus em seu corpo (Rm 4:19-21). Por isso, ele já sabia que Deus era poderoso para levantar Isaque da morte, se esse fosse o seu plano (Hb 11:19). Não havia registro ainda de ressurreição na história, mas Abraão cria no impossível, via o invisível e tomava posse do intangível. Quando estivermos no Monte Moriá, nas provas mais profundas, precisamos saber que para Deus não há impossíveis e que podemos todas as coisas naquele que nos fortalece.
5. Deus proveu o Cordeiro e um cordeiro tomou o lugar de Isaque (22:13). Assim Abraão descobriu um novo nome para Deus: JEOVÁ-JIRÉ. Este nome de Deus nos ajuda a entender algumas verdades sobre a provisão do Senhor:
a) Onde o Senhor provê as nossas necessidades? – Deus provê as nossas necessidades no lugar do seu apontamento. Abraão estava no lugar que Deus mandou. Do jeito que Deus mandou. Na hora que Deus mandou. Por isso Deus proveu para ele. A estrada da obediência é a porta aberta da provisão. Não temos o direito de esperar a provisão de Deus se não estamos no centro da vontade de Deus.
b) Quando o Senhor provê as nossas necessidades? – Exatamente quando nós temos a necessidade e não um minuto antes. Do ponto de vista humano isso pode parecer muito tarde, mas Deus nunca chega atrasado. O relógio de Deus não atrasa.
c) Como o Senhor provê as nossas necessidades? – Por caminhos naturais e também sobrenaturais. Deus não enviou um anjo com um sacrifício, mas mostrou um cordeiro preso pelos chifres. Abraão só precisava de um cordeiro, por isso, Deus não lhe mostrou um rebanho. Mas ao mesmo tempo, Abraão ouviu a voz de Deus. O natural se mistura com o sobrenatural.
d) A quem Deus dá a sua provisão? – Para todos aqueles que confiam nele e obedecem as suas instruções. Quando você está onde Deus mandou você estar, fazendo o que Deus mandou você fazer, então você pode esperar a provisão de Deus na sua vida. Quando a obra de Deus é feita do jeito que Deus manda nunca falta a provisão de Deus. O Senhor não tem obrigação de abençoar as minhas idéias e os meus projetos. Mas Deus é fiel para cumprir as suas promessas.
e) Por que Deus provê as nossas necessidades? – Para a glória do seu próprio nome. Deus foi glorificado no Monte Moriá, porque Abraão e Isaque fizeram a vontade de Deus.
IV. NAS PROVAÇÕES PROCURE GLORIFICAR AO SENHOR
1. Em tempos de provações é muito fácil pensarmos apenas em nossas necessidades e nossos fardos, em vez de focarmos a nossa atenção em trazer glória para o nome de Cristo. Normalmente perguntamos: “Como eu posso sair dessa situação de provação?” Em vez disso, deveríamos perguntar: “Como eu posso trazer glória ao nome do Senhor nessa situação?”
2. Se existe um fato que revela a glória de Deus no VT é a história de Abraão e Isaque. Essa experiência de Abraão e Isaque é o mais belo tipo da Bíblia sobre a caminhada do Pai e do Filho ao Calvário: a) Isaque foi o filho do coração, Jesus foi o Filho amado do Pai; b) Isaque foi até Moriá sem reclamar, Jesus foi obediente até a morte e morte de cruz; 3) Isaque foi filho de profecias, Jesus é o Filho prometido; 4) Isaque teve seu sacrifício preparado, o sacrifício de Cristo foi preparado na eternidade;
3. Jesus disse para os Judeus: “Abraão, vosso Pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56). 1) No miraculoso nascimento de Isaque, Abraão viu o dia do nascimento de Cristo; 2) No casamento de Isaque, ele viu o dia da vinda de Cristo para a sua noiva, a igreja; 3) Mas no Monte Moriá, quando Isaque foi colocado no altar, Abraão viu o dia da morte e da ressurreição de Cristo. Várias verdades sobre a expiação são vistas neste texto:
a) O Pai e o Filho agiram juntos – Em Gn 22:2,8 somos informados duas vezes que Pai e Filho andaram juntos. A Bíblia diz que Deus amou o mundo (Jo 3:16) e Jesus amou aqueles por quem morreu (1 Jo 3:16). Mas a Bíblia também que o Pai amava o Filho e o Filho amava o Pai (Mt 3:17; Jo 14:31). Abraão não negou o seu único filho (Gn 22:16) e o Pai não poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós (Rm 8:32).
b) O Filho tinha que morrer – Abraão pegou o cutelo e o fogo, ambos instrumentos de morte. No caso de Isaque houve um substituto, mas ninguém pode tomar o lugar de Cristo na cruz. Só ele podia morrer por nós na cruz. Só ele podia oferecer um sacrifício perfeito em nosso lugar. Só ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O fogo é símbolo da santidade e do juízo de Deus. Na cruz Jesus experimentou mais do que a morte, experimentou o juízo de Deus pelos pecados do mundo.Isaque não suportou nem o cutelo nem o fogo, mas Jesus suportou ambos. O pai de Isaque estava lá, mas o Pai de Jesus o desemparou na cruz, quando ele se fez pecado por nós. Que tremendo amor!
c) O Filho teve que carregar o fardo do pecado sobre os seus ombros – A lenha é mencionada 5 vezes nesse texto. No v. 6 diz que Abraão colocou sobre Isaque, seu filho, a lenha do holocausto. Deus fez cair sobre Jesus a iniquidade de todos nós. Ele foi transpassado pelas nossas transgressões.
d) O Filho foi levantado da morte – Isaque morreu apenas num sentido figurado (Hb 11:19), mas Jesus realmente morreu e ressuscitou. Não diz o texto que Jesus retorna com Abraão aos seus dois servos (22:19). A próxima vez que ouvimos falar em Isaque é quando ele se encontra com sua noiva (24:62). Isso mostra-nos que o próximo glorioso evento no calendário de Deus é o retorno de Jesus Cristo para encontrar com a sua noiva, a igreja. O Calvário não é apenas o lugar que Cristo morreu, mas também o lugar onde o Senhor santifica o nosso sofrimento e transforma o nosso sofrimento em glória.
V. NAS PROVAS OLHE PARA FRENTE PARA O QUE DEUS TEM PARA VOCÊ – V. 15-19
1. Existe sempre um fim glorioso depois das provas de Deus. Ele não disperdiça sofrimento. Jó disse: “Mas ele sabe o meu caminho; se ele me provasse, sairia eu como o ouro” (23:10). Abraão recebeu várias bênçãos de Deus por causa da sua obediente fé.
a) Ele recebeu uma nova aprovação de Deus – (22:11-12) – Abraão descreveu toda aquela dramática experiência como ADORAÇÃO (v. 5). Ele obedeceu a vontade Deus e procurou agradar a Deus. E Deus lhe disse: “Agora eu sei que temes a Deus”. Ele é um homem aprovado pelo céu.
b) Ele recebeu de volta um novo filho – Abraão e Isaque tinham estado no altar juntos, mas Isaque era agora um sacrifício vivo. Deus deu Isaque a Abraão e Abraão deu Isaque de volta para Deus. Precisamos ter cuidado para que os dons de Deus não tomem o lugar do doador.
c) Deus deu a Abraão uma nova segurança – (22:16-18) – Abraão já tinha ouvido essas promessas antes, mas agora elas têm um toque especial para ele. Charles Spurgeon disse que as promessas de Deus jamais são tão brilhantes como na fornalha da aflição.
d) Abraão aprendeu um novo nome de Deus – (22:14) – Jeová-Jiréh, “O Senhor proverá, no monte do Senhor, o Senhor proverá”. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Deus o proveu para você e para mim. Deus provê o que você precisa, sempre! Hudson Taylor colocou na porta da sua casa: EBENEZER E JEOVA-JIRÉH – Quando olha para trás, vê a mão de Deus. Quando olha para frente, vê a promessa de Deus, portanto não precisa temer!
CONCLUSÃO
1. Quando Jesus estava lá na cruz o Pai não enviou nenhum cordeiro substituto para o seu Filho nem ouve nenhuma voz do céu para salvar o seu Filho.
2. A fé obediente de Abraão agradou de tal forma a Deus que o Pai abriu a cortina do tempo e mostrou para Abraão o dia de Cristo: o Cordeiro de Deus que nos substituiu e nos deu eterna redenção.
3. Abraão é chamado o Pai da fé. Você é um filho de Abraão? Como está a sua fé? Você crê em Deus ao ponto de obedecê-lo e entrar o melhor que ele tem lhe dado no seu altar?
O MINISTÉRIO CRISTÃO
12/05/10
A forma mais primitiva do ministério cristão, naturalmente se tem tornado motivo de muito debate e controvérsia, para o que aqui não é lugar de tratar delas. Quase inevitavelmente nos lembramos de 1Co 12 com sua lista de operações e manifestações do Espírito, os variados mas complementares charismata concedidos pelo Espírito para a edificação da Igreja. Aqueles que recebem e exercem tais dons não formam um ministério oficial. De fato, nas primeiras cartas do apóstolo Paulo há apenas três referências possíveis a esses ministros: 1Co 16.15 e seg.; 1Ts 5.12; e Fp 1.1. Nesta última passagem, bispos e diáconos são mencionados, cujas qualificações ideais são apresentadas nas epístolas chamadas pastorais.
No alto da lista dos ministérios dotados pelo Espírito, destacam-se três tipos bem definidos-apóstolos, profetas e mestres. Profetas são aqueles que recebem mensagens urgentes, de verdade para transmitirem-nas ao povo. Mestres talvez sejam aqueles que, à semelhança de Apolo, expõem o Antigo Testamento e o aplicam às necessidades da apologética cristã. Desses, o apóstolo é o mais importante. Ele é um missionário ao mundo externo, mas também exerce autoridade moral sobre as igrejas por ele fundadas. O apóstolo Paulo viu-se obrigado a defender sua reivindicação de ser um apóstolo, contra alguns que negavam tal autoridade. Talvez ele não fosse digno de ser chamado apóstolo; porém, tinha contemplado o Senhor ressurreto e d’Ele recebera sua comissão. Todos os sinais de um apóstolo tinham sido operados nele, e ele pôde apelar para seus mais abundantes labores, sofrimentos e realizações, nessa defesa.
No livro de Atos também lemos sobre apóstolos, profetas e mestres, sendo que os apóstolos, naturalmente, eram proeminentes. Eles são os porta-vozes na missão aos incrédulos, e têm honras especiais e exerciam a liderança dentro da Igreja. Supervisionavam novas comunidades e, em consulta com os irmãos, tomavam decisões quando surgiam novos problemas. Em At 1.21-22 encontramos um interessante relato sobre o que era necessário para que alguém estivesse qualificado para ser apóstolo. Tinha de ter acompanhado Jesus em todo o Seu ministério terreno, desde o batismo de João Batista até a ascensão, a fim de que pudesse ser testemunha da ressurreição do Senhor. Não obstante, o título de apóstolo é atribuído pelo menos uma vez a Barnabé e Paulo.
Mas, que dizer sobre Estevão, Filipe e seus companheiros? Em At 6 é dado um relato sobre sua eleição pela comunidade e sobre sua consagração pelos apóstolos para que servissem às mesas, a fim de que os apóstolos tivessem seu tempo livre para se dedicarem à oração e à pregação da Palavra. Porém, não são chamados de diáconos (pelo menos em At 6). Eram homens controlados pelo Espírito, e Estevão e Filipe pregavam com notável efeito. De fato, mais tarde Filipe aparece como evangelista, e a pregação de Estevão foi um degrau para a conversão de Paulo.
O título característico do ministério local, no livro de Atos, é presbítero ou seja, ancião. Paulo e Barnabé fizeram escolher anciãos nas igrejas que tinham fundado (At 14.23). Existem anciãos desde o começo da igreja em Jerusalém, e quando os apóstolos se afastaram, aquela igreja passou a ser liderada por Tiago, irmão do Senhor, juntamente com um concílio de anciãos. Sem dúvida tal prática foi herdade da organização das sinagogas. Em vista da natureza da evidência dada pelo Novo Testamento, é um tanto surpreendente encontrar que, pelos começos do segundo século cada congregação local era organizada com um ministério do bispo, presbíteros e diáconos.
Fonte: o Novo Comentário da Bíblia. Vida Nova
Porque Deus Amou o Mundo
29/03/10
Era uma tarde quente e ensolarada de verão em San Antônio, Texas. O menino Don Basham brincava tranquilamente com os seus amiguinhos perto de uma estrada movimentada. Quando de repente um dos garotos gritou: “O ultimo que atravessar a rua é um ovo podre”. Todos os meninos saíram em disparada, o pequeno Don na tentativa de passar um dos coleguinhas não percebe o carro que vinha em uma velocidade considerável, e é atingido por ele. O carro desliza na direção do corpo do menino, uma das rodas dianteiras para centímetros perto de sua cabeça. Don sai debaixo do automóvel sentindo o cheiro de pneus queimados e apavorado corre em direção a sua casa onde encontra segurança nos braços do pai para um grito de dor. Após sua mãe limpar seus ferimentos, o pequeno Don tantas vezes aconselhado para não atravessar a rua sem olhar para os lados, sente medo e ousa ponderar com seus pais o seguinte:
“Mamãe, papai, sinto muito! Vocês vão me bater?”
Nesse instante seu pai o levanta em um forte abraço contra o peito enquanto sua mãe lhe beijava o rosto com lagrimas. Até aquele momento Don Basham não sabia o quanto era amado.
Essa é a mensagem do Evangelho, todos nós somos como menino Don Basham, em meio a tantos problemas existenciais, em meio a tantos pecados que nos atingem e nos deixam desnorteados no meio da estrada, temos por vezes dificuldades de crer que somos amados. Porém Cristo nós dá o testemunho mais sublime do Evangelho “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único Filho, para que todo aquele que nele crê não morra, mas tenha a vida eterna” João 3.16. Essas palavras de Jesus a Nicodemos, esse “versículo de ouro” nós mostra a função do Messias, abrir a porta, rasgar o véu através da cruz para que pela fé possamos entrar e encontrar amor incondicional. O milagre não é o fato que Deus nos ama, e sim que ele nos ama quando menos o merecemos.