Perguntas Bíblicas
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Decepções, como vencer?

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento by admin on 04-03-2010

João 11.32 “Tendo, pois, Maria chegado onde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe : Senhor, se tu estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.”

Quem nunca teve uma decepção? Acredito que você, que está lendo este Bate Papo do Céu lembrou de algumas decepções, com os melhores amigos, parentes, irmãos em Cristo e com outras pessoas. Mas o que é decepção? Decepção é desilusão, engano. Quando você é enganado ou desiludido por qualquer situação que você não esperava, o desespero a tristeza bate no seu coração. A pergunta que vem em primeiro lugar em nossa mente é:

- Como pode acontecer isto comigo?

- Como aquela pessoa pode ter a coragem de tomar esta atitude?

A vida é cheia de decepções. No casamento, na vida profissional, na amizade de muitos anos, naqueles que consideramos irmãos para qualquer situação, em todas as pessoas e nas melhores famílias a decepção pode pregar um susto. No entanto, no mundo em que vivemos, as pessoas para esquecerem as suas decepções partem para outras atitudes que de vez ajudar, trazem outros problemas. Alguém pode ir para a bebida por causa do casamento desfeito, que por muitas das vezes, se você for encontrar o que ocasionou a separação, encontraremos problemas fúteis e que poderiam ser resolvidos com facilidade.

O que não dizer de outros decepcionados com a vida são levados as drogas, para o vício, para as baladas da noite e por que não dizer no suicido! Os consultórios de análise de comportamentos estão cheios de pessoas desorientadas por uma decepção, os divãs estão sendo usados com mais freqüência, os livros de auto-ajuda estão sumindo das prateleiras e estão sendo lidos por pessoas que perderam os seus sonhos, os seus palácios desmoronou, por pessoas frustradas e enganadas pelos seus ideais.

SERÁ QUE ENCONTRAMOS PESSOAS DECEPCIONADAS NA BÍBLIA?

No livro de Marcos encontramos um pai decepcionado porque os discípulos não puderam resolver o seu problema. Marcos 9v. 17-18 E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. No livro de João encontramos um homem que estava enfermo há 38 anos e a única maneira que ele encontrava era mergulhar em um poço chamado Betesda quando o anjo movimentava a água, mas ele ra paralítico e não tinha ninguém que poderia ajuda-lo. João 5 v.2-7

Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressacados, esperando o movimento da água. Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse. E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo. E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Dois tipos de decepção que com certeza muitos estão tendo por ai. Eu não sei o que você está passando, qual decepção você tem experimentado, mas estas duas histórias começaram desta forma, com as decepções, mas elas terminam como a sua história pode terminar também! Existe uma maneira de vencer as decepções!

VENCENDO AS DECEPÇÕES

Você pode vencer as decepções da vida . O primeiro caso terminou assim: Marcos 9v. 17-27 E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo; E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda? Trazei-lo. E trouxera-lo; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando. E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade.

E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele. E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que se você está decepcionado com qualquer situação, procure ir a alguém que pode resolver o seu problema e curar esta ferida que foi feita na sua alma. Não confie em homens! Não confie na força do poder humano! Só Jesus pode passar um balsamo nesta situação em que você vive.

Jesus sempre terá uma palavra de conforto, carinho e de encorajamento para você: O primeiro passo para vencer as decepções é ir a Jesus. Pois ele é o caminho para Deus, o intermediário entre Deus e os homens, Ele é a verdade que você precisa e a Vida, uma vida abundante e não angustiada. E a primeira palavra que Jesus deu a este homem foi: E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Você crê que Jesus pode resolver os seus problemas e curar a ferida da decepção? Se você crer, você verá o que Deus pode fazer por você! Crer é ter fé! Porque eu preciso ter fé? Hebreus 11v. 6 Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

Não podemos agradar a Deus sem a Fé. Deus toma as atitudes necessárias quando acreditamos no seu agir, no seu trabalhar. Se você não tem fé ou está em uma situação que até a Fé tem sido difícil em sua vida, faça como o pai deste menino! Peça a Deus para ajudar em sua incredulidade! “Logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade”. Quem sabe as lágrimas estão deixando os seus olhos espirituais embaçados e por isso a fé não está brotando no seu coração, pois se você está com os olhos da alma embaçados, você não vai conseguir ler a palavra de Deus. Quem sabe as decepções da vida deixaram os seus ouvidos espirituais tampados e você não consegue ouvir a voz de Deus!

A única maneira de acrescentar a nossa fé ou buscar mais fé é lendo ou ouvindo a Palavra de Deus! Romanos 10v. 17 De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. E se você faz tempo que não ouve a palavra de Deus, eu quero colocar aqui o que ela diz para você neste momento:Você não foi o único que se decepcionou com os amigos mais chegados , Jô também passou por isso . Os homens podem desampara você, Jô passou por isso, veja o seu desabafo No cap. 19 v.13-19. Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos se apartaram de mim. Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. Os meus domésticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. Chamei a meu criado, e ele não me respondeu; cheguei a suplicar-lhe com a minha própria boca.

O meu hálito se fez estranho à minha mulher; tanto que supliquei o interesse dos filhos do meu corpo. Até os pequeninos me desprezam, e, levantando-me eu, falam contra mim. Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. Se os teus parentes te desampararam, o Senhor não desampara você em nenhum momento! Salmos 9 v. 9-10 O Senhor será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia. Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desamparaste os que te buscam. Salmos 27.10. Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.

Quer maior decepção que um amigo mais chegado ou um parente deixar você na hora mais difícil da sua vida ! Mesmo que isto aconteça, Deus não irá te desamparar. Deus ainda tem palavras de animo para sua vida! II Corintios 4v. 8-9. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Você pode estar em tribulação, mas esta tribulação não vai angustiar o seu coração por muito tempo, porque o seu choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã! Você pode estar perplexo (a), mas você não vai ficar desanimado, pois o Senhor te sustenta com sal mão forte1 Você pode estar sendo perseguido, mas você não está desamparado, pois o Senhor está com você e irá pelejar por sua causa ! Você pode estar abatido (a), mas não destruído (a), porque Somos mais vitoriosos no nome de Jesus Cristo .

Situações de decepção podem chegar em nosso dia a dia , mas o Amor de Cristo chegou antes que você fosse formado (a) no ventre de sua mãe! O segundo caso, Jesus faz uma pergunta para o paralítico, pois Jesus sabia muito bem o que aquele homem queria, mas Ele gostaria de ouvir da sua boca. E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. É interessante que o homem ainda não tinha entendido a pergunta, pois Jesus tinha perguntado se ele queria ser curado! Porque Jesus perguntou para um paralítico se ele queria ser curado? Você pode estar pensando : Mas é obvio que ele queria! Deus espera esta atitude de você também!

Quem sabe você está angustiado por algum problema, mas quando é para decidir, você decide que Deus resolva outros em primeiro lugar ! Podemos dizer que Jesus sabia que o homem também não tinha entendido que ele seria curado pelas mãos do mestre, e por isso, frisou bem aquela situação para que depois que ele fosse curado, pudesse entender que foi Jesus que o curou! Como esta situação acabou? Vamos lembrar : João 5 E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. Jesus quer que você saiba que Ele pode fazer algo por você, mas diga a ele o que você quer que Ele faça!

Se for possível, tome algumas decisões neste momento :

1- Fale com Deus em nome de Jesus .

2- Conte o seu problema ou decepção como você contaria a um amigo ou amiga. Abra o seu coração .

3- Diga o que você gostaria de que fosse feito, mas peça que a decisão sempre esteja debaixo da vontade do PAI.

4- Tenha fé que Deus vai cuidar dos seus problemas e decepções

5- Depois descanse no Senhor. Jesus te ama e não vai de desamparar ! Lembre de seu amigo mais chegado que um irmão. Deus te abençoe.

Pr. Alexandre Farias - www melodia.com.br - Estudo Dísponivel no site www.vivos.com.br

Descrentes: Será que estamos preparados para ajudá-los?

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Evangelismo / Missão by admin on 03-03-2010

Os fariseus não estavam preparados para lidar com os pecadores (Lc. 7.39), muito menos com os publicanos (Mt. 9.11). Os discípulos de Jesus, da mesma forma, não estavam capacitados para o diálogo com as mulheres samaritanas (Jo. 4.27).

E a igreja de hoje, está preparada para lidar com grupos de pessoas diferentes que estão a freqüentar a igreja em busca de respostas para suas vidas? Indagando de outra forma: Estamos qualificados para promover o restabelecimento espiritual, moral e social de homossexuais, prostitutas e viciados em drogas?

Não sejamos hipócritas. Ressalvado raríssimas exceções, a verdade é que a maioria das igrejas locais não está capacitada para lidar com tais pessoas. Não sabemos lidar com os ex-drogados. Não sabemos nos relacionar com homossexuais reabilitados ou em vias de reabilitação. Estamos perdidos no que tange ao trato com as ex-prostitutas.

PECADO X PECADOR

É preciso fazer distinção entre pecado e pecador. Deus não tolera o pecado, mas ama o pecador, por isso Ele sempre está com os braços abertos para recebê-lo. O problema é que muitos cristãos tratam pecado e pecador de forma idêntica, fato esse que atua como agente inibidor na conversão de muitas dessas vidas.

A igreja brasileira encontra-se num embate contra o PLC 122, o qual criminaliza a homofobia, e consequentemente, pune a liberdade de expressão contra o comportamento homossexual. Essa luta é legítima, tanto que faço parte dela.. Porém, não podemos fazer da batalha contra tal projeto de lei uma verdadeira caça aos homossexuais, no sentido de ridicularizá-los. De forma alguma. Creio não ser essa a função do evangelho.

A nossa intenção, como servos de Deus, deve ser no sentido de resgatar essas almas para o conhecimento da Palavra de Deus, para terem suas vidas plenamente renovadas.

Ocorre que na dinâmica da conversão dessas vidas, entre o processo de visita, inserção e vivência no ambiente eclesiástico, o processo de adequação à nova vida é esbarrada pela falta de habilidade, compaixão e sensibilidade por parte dos próprios cristãos. Por esse motivo, muitos desses descrentes possuem verdadeira aversão à igreja, da qual tem pavor de freqüentar, ou, até mesmo por terem passado algum tipo de vergonha em uma dessas visitas.

Há quem diga que Deus transforma completamente a pessoa. É verdade, aquele que aceitou ao Senhor Jesus passa pelo novo nascimento, como escreve o apóstolo Paulo, ao dizer que Deus nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo (Tt. 3.5). No entanto, não podemos perder de vista que a igreja local é uma comunidade, e para a integração dos novos convertidos, necessários se faz que os demais membros saibam recepcionar esses indivíduos e com eles conviver.

Nenhum ser humano nasceu para ser rejeitado. Isso é fato. Assim, a igreja precisa, urgentemente, rever a sua forma de recepcionar e lidar com os homossexuais, prostitutas, drogados, e todos outros tipo de descrentes, para que não incorra no erro de, voluntária ou involuntariamente, rejeitar vidas que precisam ser transformadas.

Fonte: www.comoviveremos.com

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Perdoar para ser perdoado

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento by admin on 23-02-2010

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mt. 18:21,22


Deus quer nos falar neste dia sobre um assunto tremendamente importante. Eu diria essencial para que os relacionamentos em família possam gozar de inteira comunhão. Refiro-me ao perdão. Por desconhecermos as implicações do ato de perdoar e ser perdoado é que vemos a cada dia lares se desfazendo, filhos abandonando os seus pais, casais se divorciando, irmãos brigando contra irmãos. De fato existe muita falta de perdão.

A Bíblia é bem clara ao afirmar “que por se multiplicar as iniqüidades o amor de muitos se esfriariam.” Infelizmente vivemos um caos principalmente dentro do âmbito familiar. São famílias que não se entendem. Pessoas vivendo debaixo do mesmo teto mas se agredindo mutuamente com palavras agressivas e também fisicamente. Filhos desrespeitando os seus pais, pais com total falta de temor a Deus irritando por sua vez os seus filhos e trazendo discórdias no seio da família. Enfim feridas na alma que são abertas a todo instante e que parece não ter solução para sua cura, para a sua total cicatrização. O que está acontecendo afinal? Como acabar com isso? Como fazer que a paz possa voltar ao lar que está mergulhado em desencontros? Como fazer com que os valores morais e sobretudo espirituais cheguem ao coração de nossos amados? A reposta para estas questões está centralizada na pessoa de Jesus Cristo.

Conhecendo Jesus e tendo uma experiência com Ele tudo pode mudar. Infelizmente existe uma tendência de grupos religiosos que insistem em atribuir ao diabo tudo o que acontece de ruim em nossa vida e na vida de nossas famílias. Mas o fato é simples de entender. Quando abrimos as nossas mentes, os nossos corações na direção daquele que tem as respostas, Isto é quando nos voltamos em sinceridade para Deus. Ele sim, Jesus, tem as respostas para as nossas inquietações pessoais e familiares. Tiago nos diz claramente:  “Ninguém ao ser tentado diga, sou tentado por Deus, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele a ninguém tenta. Mas cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” Tg 1:14,15

De fato somos nós mesmos, com nossas decisões e escolhas erradas é que atraímos as conseqüências imprevisíveis e muitas vezes irreversíveis em nossa vida nesta terra. Existe um fator que trava toda e qualquer possibilidade de comunhão intensa com Deus e com os nossos semelhantes. É a falta de perdão. Não perdoar aquele que nos agride, aquele que tem traído a nossa confiança fará com que os céus se fechem para nós. Pedro argüiu Jesus “até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Talvez seja esta a sua pergunta nesta oportunidade. Na mente de Pedro surge um número, o número sete que estava condicionado a lei dos judeus. Porém ao responder a inquietação de Pedro, Jesus o surpreende dizendo-lhe : “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.“ Isto representa no meu modo de pensar que quatrocentos e noventa vezes devo perdoar o meu irmão por uma mesma ofensa recebida.

Em outras palavras. Se o seu filho lhe fez algo que o chateou, aquela ofensa deverá ser perdoada 490 vezes. Se o seu cônjuge o magoou em alguma área, 490 vezes o perdão deve entrar em ação. O perdão é Divino, é de Deus mas para praticá-lo também devo estar em Deus. Hoje é tão comum pensarmos que basta apenas pedirmos perdão a Deus e resolveremos a questão pendente com o nosso irmão.(a) Não é assim que o problema será resolvido. Eu tenho que ter aquela consciência que se eu pequei eu devo procurar a pessoa que está sendo alvo de minha inquietação pessoal e pedir-lhe perdão. Depois eu terei liberdade de ir perante Deus para pedir-lhe perdão também. Tantos relacionamentos rompidos principalmente nas famílias por falta do temor do Senhor.

Cria-se na mente várias justificativas que anulam a atitude correta de tomar a decisão para resolver de vez o problema. A oração que Jesus nos ensinou, a tão conhecida oração do Pai Nosso, Jesus é bem positivo para conosco quando diz: “Que se não perdoarmos o nosso próximo, não seremos perdoados por Ele.” Se não tivermos a atitude de resolvermos o problema que está pendente com o nosso próximo, Deus também não poderá nos perdoar. Amado(a) você conhece alguém assim? Quem sabe o Espírito Santo neste momento está lhe revelando que existe alguém em sua própria família com quem você tem algum problema não resolvido. Será que você tem dificuldade de perdoá-la? Sabe o que você vai fazer? Eu quero lhe dar alguns conselhos práticos e tenho a certeza absoluta que vai ajudá-lo(a) neste dia.

1. Verifique em oração diante de Deus se existe alguém cujo perdão você tem retido.
2. Se você identificar pessoas ou situações, peça a Deus que lhe dê coragem e estratégias vindas da parte Dele para resolver a situação.
3. Dirija-se a esta pessoa ou pessoas na primeira oportunidade e peça-lhe perdão. Se estiver longe lhe escreva uma carta, e-mail ou use o telefone mas lembre-se: “Não é um simples pedido de desculpas. É pedir perdão de coração.” Não é hora de fazer discursos. Não é hora de aproveitar da situação para achar erros na(s) pessoa(s) em questão. É hora de resolver os problemas com seu pedido de perdão.
4. Ore junto com esta pessoa. Agradeça a Deus por estarem tentando se entenderem novamente diante de Deus. Obs. Se a pessoa não lhe der o perdão. Você está liberado diante de Deus, pois tentou fazer a sua parte e você poderá ter agora a sua consciência livre de culpa.

Amigo(a) Talvez você tenha razões de sobra para a sua atitude de afastamento e retenção do perdão. Mas lembre-se: A vitória com certeza chegará a sua vida quando você derrubar esta parede de separação. Alguém disse “Que perdão é a habilidade de começar tantas vezes quanto forem necessárias” Uma das coisas que Jesus bateu mais de frente quando estava aqui nesta terra, foi contra os religiosos e hipócritas de sua época. Volta e meia Ele estava frente a frente com as pessoas que gostavam de fazerem intrigas e que traziam tantas perturbações, tanta falta de paz no meio das famílias. Que adianta ir a Igreja, cantar no coro ou pertencer a uma banda de louvor, ouvir os sermões do pastor, participar das celebrações e não ter a motivação de ter um coração limpo, um coração transparente perdoando e sendo perdoado.

Deus está em nossos dias e principalmente na família mostrando-nos que para alcançarmos a paz, a alegria, harmonia de pensamentos e comunhão com Deus e uns com os outros o perdão se faz necessário sempre, todos os dias, todas as horas, todas as pessoas, todas as situações. Somente com o coração livre, sem rancor, sem ódio é que teremos famílias abençoadas e felizes no Senhor. Agora um detalhe muito importante. Quem sabe você deve estar com este pensamento “ Você está dizendo isto pastor Nélson, porque não conhece o meu problema? Não conhece a minha dor, não conhece o meu sofrimento. Não sabe o que meu cônjuge me fez. Não sabe o que o meu filho, o meu pai, o meu irmão aprontou comigo” De fato muitas coisas estão chegando à sua mente neste instante de confronto com a Palavra de Deus.

Eu não sei a dimensão do seu problema, mas eu sei de uma coisa e eu quero que você esteja atento(a) para isto. “Eu sei que Jesus não só conhece o seu problema, como também Ele conhece você. Sabe por que? Porque Jesus Cristo lhe ama. por isso o entende e posso lhe garantir que você não está sozinho(a) nesta situação. Jesus é o único que pode ajudá-lo(a) a se ver livre da culpa, do medo, dos transtornos, da revolta, do ódio, do rancor e da amargura que provavelmente está em seu coração.” Jesus é o único que pode lhe dar esperança, pode lhe dar alento, pode trazer-lhe a paz e mostrar-lhe perfeitamente o caminho que você deve seguir. Jesus lhe diz neste instante “Vale a pena liberar perdão” “ Vale a pena pedir perdão” “Vale a pena deixar o comando de sua vida em minhas mãos” Na verdade o que quero lhe dizer é quando você caminhar na direção daquela pessoa que de fato lhe prejudicou um dia, não é você que estará ali levantando a bandeira paz, é Jesus que estará fazendo isto por meio de você.

Amigo(a) vamos resolver aquela situação pendente? Quero orar para que você se sinta encorajado de resolver esta tarefa tão difícil porem gloriosa. Quem sabe hoje o Espírito Santo lhe trouxe na memória uma situação que exige de você um posicionamento inadiável. Hoje é o dia, o momento é agora.

Pr. Nélson
www ministeriocomfamilias.com.br - Estudo disponível no site www.vivos.com.br

Aconselhamento Cristão: um desafio para Igrejas, pastores e líderes

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Liderança by admin on 18-02-2010

Aconselhamento, segundo o Dicionário Aurélio, é uma “forma de assistência psicológica destinada à solução de leves desajustamentos de conduta”. Se usarmos esta definição para aconselhamento, poderíamos definir aconselhamento cristão como uma forma de assistência espiritual, física e psicológica destinada à solução de todos os desajustamentos de conduta (leia-se Pecado) e os desajustamentos de motivação.

Portanto, aconselhamento cristão não é dizer a uma pessoa: “você está em pecado e deve mudar de atitude, porque a Bíblia diz. Caso contrário, você queimará no fogo do inferno”. Aconselhamento cristão não é dizer a uma pessoa: “você está agindo assim, porque no passado você não experimentou algo. Não se preocupe a culpa não é sua, mas de outras pessoas e das circunstâncias do passado”. No primeiro exemplo temos um legalismo frio que supervaloriza a culpa e anula a graça. No segundo exemplo, temos uma espécie de determinismo psicanalítico, que nega a culpa real do ser humano diante de Deus e destrói o evangelho de Cristo. Infelizmente, tem sido assim, que muitos pastores e líderes têm encarado o assunto aconselhamento cristão.

Wayne Mack afirma que o aconselhamento, para ser chamado cristão, precisa possuir quatro características: 1. Ser realizado por um cristão; 2. Ser centrado em Cristo (Cristo não é um adendo ao aconselhamento, mas é a alma e o coração do aconselhamento, a solução para os problemas. Isto contrata com o caráter antropocêntrico das psicologias modernas); 3. Ser alicerçado na Igreja (a Igreja é meio principal pelo qual Deus trás as pessoas ao seu convívio e as conforma ao caráter de Cristo) ; 4. Ser centrado na Escritura Sagrada (a Bíblia ajuda a compreender os problemas das pessoas e prover solução para os mesmos). De fato, estas características englobam conceitos que, se retirados do aconselhamento cristão, o transformará em mais uma psicoterapia puramente antropocêntrica e humanista.

O conselheiro cristão deve estar atento a alguns princípios para que o aconselhamento seja eficaz. Primeiramente, ele precisa levar em conta que, diante de si, está um ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27) e que mesmo depois da queda, não perdeu esta imagem, ainda que ela esteja seriamente avariada. É por causa do pecado que o homem está em profundo conflito. O conflito (ou conflitos) que o ser humano vive é porque o pecado o separou de Deus (problema espiritual), também o separou dos seus iguais (problema sociológico), de si mesmo (problema psicológico) e da criação (problema ecológico) .

Em segundo lugar, o conselheiro cristão deve ter em mente que o mesmo Deus que criou este homem, também planejou redimi-lo através da vida e da morte de seu Unigênito Filho. O qual ofereceu um sacrifício perfeito, a fim de purificar plenamente a consciência daqueles que se achegam a ele, de suas obras mortas (Hb 9.14). Assim, o aconselhamento é uma maneira de apresentar o propósito da redenção em Cristo.
Em terceiro lugar, o conselheiro cristão deve refletir o amor, a misericórdia, a graça e a justiça de Deus àquele que o procura. Esta atitude é chamada de empatia. Empatia é a “tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa”. O conselheiro cristão que é empático, terá melhores resultados no aconselhamento, pois o aconselhado sentirá que aquela pessoa que está diante dele realmente se importa.
E, finalmente, que o objetivo do aconselhamento cristão é conduzir a pessoa a um relacionamento maduro com Cristo. Entendo que a maturidade cristã é a compreensão das verdades bíblicas e a sua aplicabilidade no cotidiano; além da obediência à vontade de Deus. Portanto, a tarefa do conselheiro é conduzir o aconselhado à maturidade em Cristo, ou seja, equipar o indivíduo com as respostas de Deus para os seus problemas e ensinar como Deus quer que ele viva. Isto torna importantíssima a participação do conselheiro cristão na edificação do Corpo de Cristo.

Infelizmente, muitos pastores e líderes são mal informados e mal formados quanto à questão do aconselhamento cristão. Alguns pioram a situação dos que buscam ajuda, ao invés de fornecer o apoio necessário ao momento. Outros simplesmente dizem: “você deve procurar um profissional” (leia-se psicoterapeuta). É claro que certos casos, a ajuda profissional é bem-vinda e necessária. Porém, a responsabilidade de dar as respostas aos conflitos humanos é primeiramente dos pastores e líderes cristãos. Afinal, nós temos a resposta verdadeira. Se a Igreja exercesse o seu papel terapêutico, não teríamos tantas pessoas desesperadas por viver seus destruidores conflitos.
Larry Crabb aponta três níveis diferentes de aconselhamento no contexto da Igreja, que vai desde o encorajamento pessoal através de relacionamentos até um nível que requer mais preparo . Assim, o aconselhamento cristão pode acontecer em todos os níveis da Igreja, gerando saúde e maturidade cristã.

Parte do fracasso de muitos pastores nesta área, deve-se ao mau preparo acadêmico. E isto, não é privilegio de presbiterianos somente. Muitos pastores de outras denominações, tanto históricas quanto pentecostais, reclamam da falta de preparo que receberam durante o seminário. Estamos formando bons teólogos e bons pregadores, mas será que estamos formando pastores conselheiros? Porém, a falta de preparo acadêmico não pode servir de desculpa para o não aprimoramento. Existem muitos livros, artigos e cursos que ajudam o pastor ou o líder a saber mais sobre o aconselhamento cristão.

A outra parte do fracasso deve-se a falta de interesse pelo tema. A máxima, “não tenho dom para isto” é repetida por muitos e na realidade é uma fuga. Temas como missões, crescimento da Igreja, louvor e adoração dão mais ibope; enquanto que o aconselhamento é meio desprestigiado. Mesmo não sendo o dom do pastor ou do líder, ele será procurado por pessoas desesperadas por ajuda. Por isso, ele deve buscar ter um certo conhecimento do que fazer, para não trocar os pés pelas mãos.

A tendência dos nossos dias é o crescimento do número de indivíduos desajustados e conflituosos. Muitos destes procurarão a resposta para suas questões e conflitos na Igreja. O que as Igrejas, os pastores e os líderes terão a oferecer? Como tratarão estes indivíduos? Que respostas darão a elas? Como estas resposta serão dadas?
Ou a Igreja assume o seu papel terapêutico, entendendo que ela tem a responsabilidade e a autoridade para dar as respostas corretas ao homem pós-moderno e seus conflitos, ou o que veremos será o caos, tanto fora quanto dentro de nossas Igrejas.

Autor: Rev. Gladston Pereira da Cunha, é ministro presbiteriano, pastor da Igreja Presbiteriana de Marataízes (ES) e mestrando em Teologia Pastoral (Aconselhamento) pelo CPAJ.

Estudo Disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil

Como o mundo pôde ser criado em seis dias?

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Antigo Testamento, Bíblia by admin on 16-02-2010

PROBLEMA: A Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias (Êx 20:11). Mas a ciência moderna declara que isso levou bilhões de anos. As duas posições não podem ser verdadeiras.

SOLUÇÃO: Há basicamente duas maneiras para superar esta dificuldade.

Primeiro, alguns eruditos argumentam que a ciência moderna não está certa. Insistem em dizer que o universo tem apenas alguns milhares de anos e que Deus criou todas as coisas em seis dias literais (6 dias de 24 horas, ou seja, 144 horas). Para sustentar esta posição, eles apresentam os seguintes pontos:

1. Cada dia do Gênesis tem “tarde e manhã” (cf. Gn 1:5,8,19,23,31), o que é próprio do dia de 24 horas na Bíblia.

2. Os dias foram numerados (primeiro dia, segundo dia, terceiro dia etc), uma característica peculiar dos dias de 24 horas na Bíblia.

3. Êxodo 20:11 compara os seis dias da criação com os seis dias de uma semana (literal) de trabalho de 144 horas.

4. Há evidência científica que suporta uma idade jovem (de milhares de anos) para a Terra.

5. Não haveria como a vida sobreviver milhões de anos do dia três (1; 11) ao dia quatro (1:14) sem lua.

Outros eruditos da Bíblia afirmam que o universo pode ter bilhões de anos, sem que com isso se esteja sacrificando um entendimento literal de Gênesis 1 e 2. Argumentam que:

1. Os dias de Gênesis 1 podem ter tido um período de tempo antes da contagem dos dias (antes de Gênesis 1:3), ou um intervalo de tempo entre os dias. Há intervalos em outras partes da Bíblia (como em Mateus 1:8, onde três gerações são omitidas, em comparação com 1 Crônicas 3:11-14).

2. A mesma palavra hebraica para “dia” (yom) é empregada em Gênesis 1 e 2 como um período de tempo maior que 24 horas. Por exemplo, Gênesis 2:4 faz uso desta palavra no sentido do período total da criação de seis dias.

3. Às vezes a Bíblia emprega a palavra “dia” para longos períodos de tempo: “Um dia é como mil anos” (2 Pe 3:8; cf. SI 90:4).

4. Há alguns indícios em Gênesis 1 e 2 de que os dias poderiam ser períodos maiores que 24 horas:

a) No terceiro “dia” as árvores cresceram da semente à maturidade, e produziram semente segundo a sua espécie (1:11-12). Esse processo normalmente leva meses ou anos.

b) No sexto “dia” Adão foi criado, foi dormir, deu nome a todos os (milhares de) animais, procurou por companhia, foi dormir, e Eva foi criada de sua costela. Tudo isso parece exigir um tempo bem maior que 24 horas.

c) A Bíblia diz que Deus “descansou” no sétimo dia (2:2), e que ele ainda está no seu descanso da criação (Hb 4:4). Assim, o sétimo dia já tem tido uma duração de milhares de anos. Dessa forma, os outros dias bem que poderiam ter tido milhares de anos também.

5. Êxodo 20:11 pode estar fazendo simplesmente uma comparação de unidade por unidade dos dias de Gênesis com uma semana de trabalho (de 144 horas), e não uma comparação minuto a minuto.

Conclusão: Não se demonstra contradição alguma em fatos, entre Gênesis 1 e a ciência. Há apenas um conflito de interpretações. Ou os cientistas de hoje em sua maioria estão errados ao insistirem que o mundo tem bilhões de anos, ou então alguns dos intérpretes da Bíblia estão equivocados ao insistirem em dizer que foram apenas 144 horas que durou a criação, ocorrida alguns milhares de anos antes de Cristo, sem intervalos de tempo correspondentes a milhões de anos. Mas, em qualquer dos casos, não se trata de uma questão de inspiração das Escrituras, mas de sua interpretação (em relação a dados científicos).

Fonte: Geisler, Norman L.

Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia .EDITORA MUNDO CRISTÃO

Problemas Financeiros: a solução

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Finanças by admin on 05-02-2010

Você está enfrentando problemas financeiros? Faturas que você não consegue pagar? Cheques que você não pode cobrir? Necessidades que você não tem dinheiro para suprir? Vergonha? Frustração? Excesso de trabalho? Tensão? Problemas financeiros são excessivamente preocupantes e conduzem a muitos pecados: descontentamento, ingratidão, ira, desonestidade, impaciência, ansiedade e negligência das responsabilidades espirituais. A Bíblia ensina-nos como enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo as dificuldades financeiras. A chave para enfrentar problemas financeiros está na atitude da pessoa. Para responder bem precisamos permitir que a palavra de Deus opere em nosso coração e mude nosso modo de ver as coisas.

Atitudes

Gratidão: Paulo insiste em que sejamos gratos. Precisamos estar “… transbordando de gratidão” (Colossenses 2:7). “Dêem graças em todas as circunstâncias…” (1 Tessalonicenses 5:18). Não devemos nos queixar nem sentir pena de nós mesmos, mas antes devemos considerar cuidadosamente todas as razões que temos para sermos agradecidos e louvar a Deus por suas bênçãos a nós. Os israelitas no deserto estavam se queixando constantemente, mas tinham se esquecido da grande libertação que Deus lhes tinha dado havia apenas pouco tempo. Temos que atentar para o que o Senhor nos tem dado e não para as coisas que não temos.

Contentamento: “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’” (Hebreus 13:5). A presença de Deus com seu povo deveria dar tanta alegria e segurança que poderíamos facilmente nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância (Filipenses 4:10:13). Por outro lado, as Escrituras estão repletas de advertências contra a ganância e a avareza (veja Lucas 12:15, por exemplo). Por qualquer razão, nunca parecemos reconhecer o desejo desordenado por coisas em nossas próprias vidas. Pensamos que todas as coisas que queremos são necessidades e que a dívida que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável. Poderia ser que poucos de nós admitem a ganância em nossas vidas porque nos cegamos e deixamos de perceber o verdadeiro estado de nosso coração? Paulo exortou: “Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (1 Timóteo 6:8). Estamos satisfeitos somente com isto?

Sobriedade: Muitos textos nos exortam a sermos sóbrios (1 Tessalonicenses 5:6, 8; 1 Pedro 1:13; 4:7; 5:8). A pessoa sóbria encara os fatos e não deixa seus desejos colorirem sua percepção da realidade. Muitas pessoas tratam das finanças num mundo de sonho, sempre imaginando que tudo dará certo magicamente. Mas fugir de um problema ou negá-lo não ajuda e não está de acordo com o caráter de Cristo. Temos que reconhecer nossa situação atual, não importa quão triste seja, e ser “homens de coragem” (1 Coríntios 16:13). Ignorar os problemas não os extingue. Lutas financeiras não desvanecem sem mais nada, mas precisam ser resolvidas por disciplina séria e perseverante.

Honestidade: A honestidade é parte do caráter cristão (2 Coríntios 8:21; Tito 2:5). Pessoas honestas aceitam suas limitações financeiras e não tentam ser uma coisa que não são, vivendo num estilo de vida que suas condições não permitem. Pessoas honestas admitem que há muitas coisas que outras em torno delas têm ou podem fazer que elas não podem porque não têm dinheiro suficiente para isso. E pessoas honestas não fazem dívidas que não têm capacidade para pagar (veja Romanos 13:8).

Diligência: Algumas vezes, porém nem sempre, os problemas financeiros resultam da preguiça. “Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado” (Provérbios 6:10-11). “Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras” (Eclesiastes 10:18). Problemas financeiros devem ser esperados quando nos mimamos com descanso e sossego, e não trabalhamos esforçadamente. Um homem deve sustentar sua família (1 Timóteo 5:8) mesmo que isso possa envolver trabalho difícil ou empregos desagradáveis, ou mesmo se o trabalho disponível é relativamente mal pago.

Espiritualidade: Precisamos manter nosso foco principal em Cristo, não em coisas materiais. “Ninguém pode servir a dois senhores: pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro… Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6:24, 33). Nossas posses, nossa posição e nosso sucesso nesta vida são matérias insignificantes para o verdadeiro cristão. Ele se vê como meramente passando através desta vida como um peregrino e portanto relativamente desinteressado nas suas condições. Ele nunca faz da prosperidade material uma meta séria (veja Lucas 9:57-58). O homem espiritual percebe que seu dinheiro e sua posição financeira não são as coisas importantes da vida.

Altruísmo: O servo do Senhor está sempre buscando dar, em vez de gastar consigo mesmo. Ele vê o dinheiro que ganha trabalhando como uma bênção que ele pode aplicar servindo a outros: “O que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade” (Efésios 4:28). Discípulos verdadeiros vêem a prosperidade material não tanto como algo para si mesmos, mas como algo útil para servir outros (2 Coríntios 9:8-11). Enquanto o cristão for egoísta, ele sempre sentirá frustrações ao lidar com assuntos financeiros.

Humildade: A humildade para admitir enganos e buscar corrigi-los é básica. Muitos de nós temos tido atitudes impróprias e não temos administrado bem nosso dinheiro. Nunca mudaremos até que admitamos que temos estado errados. Precisamos também ter a humildade de examinarmo-nos à luz da palavra de Deus e fazer as coisas que aprendermos (Tiago 1:21-24). Esta seria uma boa hora para parar de ler este artigo e rever as oito atitudes que precisamos ter e tentar honestamente avaliar-nos e resolver mudar nossa atitude nas áreas necessárias. Como Deus nos vê em cada uma destas atitudes?

Mudanças Específicas

As coisas específicas que precisamos fazer ao lidar com problemas financeiros dependem de nossa mudança e adoção das atitudes mencionadas acima. Sem perspectivas corretas, os passos seguintes terão pouca validade.

1 - Avalie honestamente sua situação. Encare os fatos. Talvez ajudasse pegar uma folha de papel e lançar todas as suas dívidas e anotar os valores de todas. Então, lançar sua renda e suas despesas mensais. Qual é, exatamente, sua situação financeira.

2 - Comece a pagar suas dívidas. “Não devem nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros…” (Romanos 13:8). Calcule quanto dinheiro por mês é necessário para pagar todos os juros e, também, comece a pagar o principal (o valor original do empréstimo, antes do acréscimo de juros). Se suas prestações e obrigações mensais forem mais do que tem disponível no orçamento da família, ha três coisas que poderia fazer de modo a ter dinheiro para pagar as dívidas: (a) Gastar menos. Quando for necessário, as despesas podem ser reduzidas às mínimas necessidades de comida e lugar para viver (veja 1 Timóteo 6:6-10). (b) Ganhar mais. Às vezes há oportunidades para trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ou encorajar os filhos adolescentes ou adultos que estejam vivendo no lar a trabalharem. (c) Vender coisas. Os cristãos primitivos vendiam casas e terras para aliviar as necessidades de seus irmãos (Atos 4:32-37); certamente não é irracional esperar que um discípulo de Cristo venda coisas para poder pagar o que deve.

3 - Viva dentro dos limites de seu orçamento. A Bíblia adverte sobre a loucura de fazer dívidas: “O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta” (Provérbios 22:7). A escravidão aos credores é muito penosa; é melhor esperar pacientemente e comprar somente aquelas coisas que se pode pagar.

4 - Comece a aplicar sua renda no sentido de metas espirituais. Temos que chegar a ver tudo o que temos como pertencendo ao Senhor e começar a usar nossos recursos para servi-lo. O Novo Testamento exorta-nos a dar generosa e abundantemente (2 Coríntios 8-9). Conquanto seja verdade que não estamos mais obrigados ao dízimo, não devemos usar isso como uma desculpa para sovinice. Não devemos permitir que nossa oferta seja diminuída pela avareza (2 Coríntios 9:5).

Conclusão

Em todas as áreas da vida, a palavra do Senhor nos fornece a orientação perfeita. Da mesma maneira, no campo financeiro devemos dar ouvidos à sabedoria de Deus revelada na Bíblia. Quando obedecemos os mandamentos do Senhor, recebemos tanto “a promessa da vida presente” como a da vida “futura” (1 Timóteo 4:8). Que sigamos estas instruções!

Gary Fisher
www estudosdabiblia.net - www.vivos.com.br

Violência - Retrato de uma Sociedade sem Deus

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento by admin on 14-08-2008

A violência está em toda parte. Não podemos passar um dia sem ouvir uma notícia
sobre atos violentos nos meios de comunicação. Entretanto, mesmo ocorrendo em
nosso país, em nossa cidade, em nosso bairro, a questão pode ficar um pouco
distanciada e acadêmica até que somos vítimas da violência, ou alguém próximo a
nós sofre algum tipo de agressão. Assaltos são cada vez mais comuns, seqüestros
deixaram de ser um pesadelo apenas para os ricos e a violência se agrava muitas
vezes seguida de assassinato. Uma estatística recente, na cidade de São Paulo,
indica que uma em cada duas pessoas já foi assaltada. A impunidade se alastra,
os governos se omitem, o ideal expresso por Paulo, em 1 Tm 2.2, onde ele nos
comissiona a orarmos pelos governantes e autoridades, - para que possamos ter
uma vida “tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade”- parece cada
vez mais distante. Os casos a seguir são reais e ocorreram todos com famílias
evangélicas, irmãos nossos, aqui no Brasil:

1.Um pai de família com alguns de seus filhos retornava para a propriedade rural
que possuem em um estado do Norte do Brasil. O veículo é emboscado e atacado a
tiros. Morre o chefe da família e um dos filhos. Deixou a esposa viúva, com
vários filhos e filhas.

2.Outro pai de família de classe média, que reside no estado do Rio de Janeiro,
é seqüestrado e permanece em cativeiro por três semanas, sob constantes ameaças
de morte, até que é libertado, sem o pagamento do resgate. Meses depois, ele e
toda a sua família, permanecem ainda traumatizados com a ocorrência.

3.Um missionário que reside na periferia de uma grande cidade nordestina, tem a
sua propriedade invadida por três homens. Durante quase três horas eles
aterrorizam a família e estupram a sua esposa e a sua filha mais velha, abusando
também da outra filha adolescente.

Qual é a nossa reação e compreensão do problema da violência? O que tem a
Palavra de Deus a dizer sobre o assunto? Qual a responsabilidade dos governantes
e das autoridades? Qual deve ser a postura do servo de Deus, numa era de
violência e criminalidade?

1.A violência é um problema moderno?
No Salmo10, David, seu provável autor, descreve o homem violento da seguinte
forma (vs.6-8):Pois diz lá no seu íntimo: Jamais serei abalado: de geração em
geração nenhum mal me sobrevirá. A boca ele a tem cheia de maldição enganos e
opressão; debaixo da língua, insulto e iniquidade. Põe-se de tocaia nas vilas,
trucida o inocente nos lugares ocultos; seus olhos espreitam o desamparado.
A bravata acompanha a violência, assim como a linguagem desses é cheia de
blasfêmias e maldição. Os atos, entretanto, não refletem a coragem propagada.
Esses são, via de regra, traiçoeiros e ciladas armadas contra os desamparados e
indefesos.

A violência caracterizou o homem desde seus primeiros passos, logo após a queda.

A Palavra de Deus nos relata a história do primeiro homicídio, em Gn 4.1-24. Lá,
tomamos conhecimento como a ira de Caim contra seu irmão, Abel, o levou a
cometer assassinato. Entre os descendentes de Caim, Lameque era violento e
reagiu a agressões sofridas também com assassinatos (Gn. 4.23-24). Aparentemente
Lameque, além de ser violento, alardeava o fato, ou seja, refletia aquela
postura de vida dos ímpios, tantas vezes descrita pelo salmista, que, cheios de
auto-confiança, em vez de se envergonharem dos seus atos, se gloriam na própria
violência. No Salmo 73:6 lemos - “a violência os envolve como um manto”.
Assim, antes do dilúvio, a violência já permeava a terra. Gn. 6.11 diz: “a terra
estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência”. Após o dilúvio, Deus
destruiu Sodoma e Gomorra pela impiedade, violência e imoralidade existentes
naquelas cidades. Em Gn 19.5 lemos que quando os anjos visitaram a Ló, os homens
da cidade procuraram arrombar a casa para arrancarem os dois varões formosos,
para os molestar sexualmente. Mas adiante, ainda no livro de Gênesis, lemos que
Jacó, em suas palavras finais, condenou a violência de dois de seus filhos -
Simeão e Levi, pois utilizaram a espada não para defesa, mas como “instrumentos
de violência” (49.5 e 6) para matarem homens e mutilarem touros.

Abimeleque, filho de Gideão, assassinou seus setenta irmãos, para conservar
sozinho a liderança, após a morte do pai (Ju. 9.24). A violência marcou a vida
de muitos reis de Israel, ao se afastarem dos caminhos de Deus. Violência foi
também, inúmera vezes, praticada contra o povo de Deus, pelos seus inimigos.

Violência maior foi praticada contra o Nosso Senhor Jesus Cristo, torturado,
espancado e pendurado pelas mãos e pés, com pregos, em uma cruz, culminando com
uma morte lenta e dolorosa, por asfixia, sem ter qualquer pecado. Ali ele sofria
violência e punição e morria em substituição aos seus amados que constituem a
sua igreja - aqueles que, pela graça de Deus, o reconhecem como Salvador e
Senhor de suas vidas. Muitos de seus discípulos experimentaram violência, ao
longo de suas vidas, encontrando morte violenta, antes de passarem à glória
eterna. O capítulo da fé, Hebreus 11, fala dos servos fiéis que experimentaram
açoites, escárnios, prisões, torturas e mutilações, ficando necessitados,
aflitos e maltratados.

A violência, portanto, por mais presente que esteja em nossa era, não é um
problema moderno. Temos a tendência de sempre olhar o nosso tempo época como a
pior que já existiu, mas quando lemos os relatos acima, da própria Palavra de
Deus, vemos a violência, imoralidade, crueldade e impiedade sempre presentes no
mundo. Ocorre que ela é uma conseqüência do pecado e sendo assim, a violência
está presente desde a queda de Adão, aparecendo as vezes com maior, outras vezes
com menor intensidade nas diversas épocas da história da humanidade. É verdade
que as pessoas sem Deus encontram, cada vez mais, formas sofisticadas de
exercitar a impiedade, mas lembremo-nos que mesmo que sejamos vítimas de
violência, Deus está presente e reina soberano, executando justiça em seu
próprio tempo. Os problemas que possamos estar atravessando com certeza já
fizeram parte da experiência de outros servos Seus. 1 Co10.13 nos ensina que as
provações a que somos submetidos não são exclusivas à nossa experiência, mas são
humanas, ou seja, comum aos demais homens, e que Deus nos concede a habilidade
de poder suportá-las.

2. Como procurou Deus restringir a violência?
O dilúvio foi um ato de julgamento de Deus contra a violência que campeava a
terra. Foi assim que Deus falou a Noé (Gn. 6.13): “Então disse Deus a Noé:
resolvi dar cabo de toda a carne, porque a terra está cheia de violência dos
homens: eis que os farei perecer com a terra”. Deus atingiu o mal na raiz,
deixando para repovoar a terra apenas a família que lhe era temente. Deus,
portanto, abomina a violência e não é sem razão que o Salmo 34:16 diz, “O rosto
do Senhor está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a
memória.” Os violentos não terão herança com Deus. Ele é contra o que oprime e
extorque (Salmo 35.10). Após o dilúvio, para o controle da violência, Deus
instituiu a pena de morte (Gn 9.6), muito antes da lei civil da nação de Israel.

A Pena de Morte foi instituída por Deus naquela ocasião, portanto, como um dos
freios contra a violência e os assassinatos, fundamentada no fato de que o homem
foi criado à imagem dele próprio. Ela foi comandada a Noé e a seus descendentes,
antes das Leis Civis ou Judiciais, numa inferência de sua aplicabilidade
universal. Foi instituída por Deus e não pelo homem, e ela ocorreu não porque
Deus desse pouca validade à vida do homem, mas exatamente porque Ele considerava
esta vida extremamente importante. Dessa forma, perdia o direito à sua própria
vida qualquer um que ousasse atentar contra a criatura formada à imagem e
semelhança do seu criador. A pena capital está enraizada na Lei Moral de Deus
que seria posteriormente codificada no decálogo. O 6º mandamento, não matarás,
expressa o mesmo princípio da santidade da vida, contido na determinação a Noé.
Essa compreensão também é expressa na Confissão de Fé de Westminster, no seu
capítulo 23 e no Catecismo Maior, nas perguntas e respostas 135 e 136.

A lei civil de Israel fornece solo fértil ao estudo de como Deus aplicou os
princípios de sua lei moral a um povo específico, em uma época específica, com a
finalidade de promoção de seus princípios de justiça. Sabemos que a lei moral é
normativa a todos em todos os tempos e que a lei civil era peculiar à teocracia
de Israel, enquanto que a lei cerimonial ou religiosa apontava e foi
integralmente cumprida em Cristo. Entretanto, mesmo sem ser normativa para nós,
podemos verificar como o sistema de crimes e punições do povo de Israel era
destinado a fazer com que o crime realmente não compensasse e temos muito a
aprender com os registros das Escrituras. Veja esses pontos interessantes, como
exemplos:

1. No povo de Israel não existia a provisão para cadeias, nem como instrumento
de punição nem como meio de reabilitação. A cadeia era apenas um local onde o
criminoso era colocado até que se efetivasse o julgamento devido. Em Números
15.34 lemos: “…e o puseram em guarda; porquanto não estava declarado o que se
lhe devia fazer…”

2. Não encontramos, na Palavra de Deus, o conceito de enclausuramento como
remédio, ou a perspectiva de reabilitação através de longas penas na prisão e,
muito menos, a questão de “proteção da sociedade” através da segregação do
indivíduo que nela não se integra, ou que contra ela age.

3. O princípio que encontramos na Bíblia é o da restituição. Em Levítico 24.21
lemos, “…quem pois matar um animal restitui-lo-á, mas quem matar um homem
assim lhe fará.” A restituição ou retribuição, era sempre proporcional ao crime
cometido.

4. Para casos de roubo, a Lei Civil de Israel prescrevia a restituição múltipla.
Ex 22.4 diz “…se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, seja jumento,
ou ovelha, pagará o dobro.”

Assim Deus estruturou o seu povo com um sistema destinado a refrear a violência
e a criminalidade. Não há sombra de dúvidas que Deus julgará a violência e que
ampara os seus, quando vítimas nas mãos do seu semelhante. O Salmo 11.5 diz, “O
Senhor põe à prova o justo e ao ímpio; mas ao que ama a violência a sua alma o
abomina”. O Salmo 72.13 e 14 registra - “Ele tem piedade do fraco e do
necessitado, e salva a alma aos indigentes. Redime as suas almas da opressão e
da violência, e precioso lhe é o sangue deles”.

3.Qual o papel do estado, no que diz respeito à violência?
O salmo 55.9, que diz, “…vejo violência e contenda na cidade”, parece escrito
nos dias de hoje, e a visão de Ezequiel (7.23) é bem próxima à nossa realidade:
“Faze cadeia, porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade cheia de
violência”. O livro de Oséias expressa a dissolução dos costumes e dá a razão
para esse estado de coisas - o afastamento de Deus e de seus princípios de
justiça. Em 4.2, lemos: “O que prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e
adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios”. Porque? Porque
“não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus”(v. 1).

Mas qual o papel do estado, das autoridades, dos governantes no controle da
violência? Ele não pode “converter” as pessoas à força - não está em suas
possibilidades nem faz parte de sua esfera de autoridade.

Mesmo sabendo que o remédio final para a violência é o evangelho salvador de
Cristo, reconhecemos que o estado é o instrumento designado por Deus para
restringir o mal e para regular o relacionamento entre os homens. É pelas
autoridades que o constituem que oramos a Deus para que atinjamos aquele ideal
que nos referimos no princípio: que tenhamos uma vida “tranqüila e sossegada, em
toda a piedade e honestidade” ( 1 Tm 2.2). Ele é a ferramenta que o povo recebeu
de Deus para se manter em paz social.

Não cabem ao indivíduo ações violentas como reações à violência. A manutenção da
lei e da ordem não pertence a um grupo ilegal de “vigilantes” ou “justiceiros”
que massacram indiscriminadamente, sob a cobertura de estarem punindo os
criminosos. O crente não deve apoiar as ações fora da lei, por mais convenientes
que elas pareçam e por mais evidentemente criminosos que sejam os massacrados.

Ele não se gloria na guerra de quadrilhas, nem deve passar pelos seus lábios a
famosa frase: “ladrão bom é ladrão morto”. Mas Deus não quer os cidadãos
indefesos. O estado constituído, os governantes, as autoridades estabelecidas,
em qualquer sistema, são ministros de Deus para aplicação dos princípios de
justiça.

Sabemos que existem governos negligentes e corruptos. Isso sobrevirá como uma
terrível responsabilidade perante aqueles comissionados com a tarefa de
governar, mas o preceito de Deus é que o governo correto deve ser o que louva ao
que faz o bem e o que é vingador para castigar o que pratica o mal. Assim sendo,
não é sem motivo que possui armamentos para tal (”traz a espada”), como lemos em
Rm 13.1-7. Lembremo-nos, também, que Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo,
escreveu suas palavras não debaixo de um governo ideal, constituído de
governantes crentes e tementes a Deus, mas sob um governo imposto, autoritário,
invasor e também corrupto, mas nem por isso menos responsável diante de Deus.
A violência, conseqüência do pecado, está assim diretamente ligada à omissão dos
governos e das autoridades. Ela cresce na medida em que cresce a impunidade e o
desrespeito ao homem como criatura de Deus, criada à sua imagem. Quanto mais o
estado age como ministro de justiça da parte de Deus mais decrescerá a
violência. Por outro lado, a sua parcialidade com os mais ricos, protegendo o
acúmulo de riquezas angariadas indevidamente, aprofundará os abismos e carências
sociais, gerando mais e mais problemas criminais. A sua visão atenuada da
criminalidade, na busca de explicações sociais, encorajará mais e mais violência
na terra. É necessário, como indivíduos tementes a Deus, que tenhamos a visão
clara de que a principal função dos nossos governantes é exatamente a promoção
da paz social, com a visão aguçada do bem e do mal, nos termos expressos pelas
Escrituras. Tudo o mais em que se envolvem deveria ser secundário a esse dever
bíblico principal para com os seus cidadãos. Devemos constantemente relembrar
isso aos nossos governantes.

4. Qual o comportamento do Crente em uma era de violência?
Mesmo a violência sendo algo que acompanha os passos da humanidade submersa em
pecado, é realidade que vivemos em uma era violenta, em um país violento. Como
crentes, devemos relembrar os seguintes pontos:

1. Se somos vítimas de violência. Podemos ser vítimas de violência, como vimos
nos exemplos mencionados na introdução, ou como já pode ter sido a sua
experiência. Pode ser que você esteja agora sendo vítima de violência doméstica
e ninguém sabe disso. Lembre-se que Deus reina soberanamente e ele tem um
propósito para tudo, mesmo que não entendamos o que está ocorrendo, em um
determinado ponto de nossas vidas. Se o irmão ou irmã está sendo vítima de
violência, no temor do Senhor e em oração, procure a ajuda e aconselhamento em
sua Igreja, com o seu pastor, com um dos oficiais, com um irmão ou irmã amiga.
Saiba que Deus não lhe desampara (Sl 72.13-14). Se você já foi vítima de
violência, ore para que possa agir como o apóstolo Paulo, quando escreveu em 1
Co 1.4, “É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos
consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós
mesmos somos contemplados por Deus”. Peça a Deus que lhe console e que lhe
conforte, mas vá além disso - ninguém entende mais o que uma outra pessoa, que
foi vítima de violência, está passando, do que você, que também já foi.

Aproxime-se, console-a também. Paulo continua, no v. 6: “Mas, se somos
atribulados, é para o vosso conforto”. Ore para que Deus lhe use bem como a sua
experiência tão adversa e devastadora para o bem do seu Reino.

2. Não confiar em nossas próprias forças. O Salmista, em uma era de guerras e
batalhas afirmava: “Não confio no meu arco e não é a minha espada que me salva”
(Salmo 44.6). A sua confiança estava no Senhor, e por isso ele continua:
“Levanta-te para socorrer-nos, e resgata-nos por amor da tua benignidade”. Que
Ele seja também a nossa confiança e fonte de poder.

3. Procurar Refúgio em Deus. O medo existe em meio à violência, mas Deus é maior
do que todos e ampara os seus. O Salmo 22 é um salmo messiânico profético que
retrata a violência que seria cometida contra o ungido de Deus, Cristo Jesus.

Mas ele é também o reflexo da experiência de David. Houve ocasiões de mêdo em
sua vida: “derramei-me como água e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu
coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim (v.14)”, mas a confiança no
livramento de Deus era constante: “Livra-me a minha alma da espada, e das presas
do cão a minha vida”(v. 20). Ele sabia que Deus ampara os seus: “Pois não
desprezou nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas ouviu,
quando lhe gritou por socorro”. Em 2 Samuel 22.3 temos o registro de David
exclamando: “Ó Deus, da violência tu me salvas.” Não deve haver desespero,
portanto, na vida do crente. Oremos por coragem advinda de Deus e para que ele
remova o medo e a apreensão na presença de tanta violência.

4. Nunca ser violento. O crente não deve ser violento, mas deve ser conhecido
por sua mansidão e índole pacífica. Assim somos instruídos em Mateus 5.1-12, no
sermão da montanha, por nosso Senhor Jesus Cristo. Devemos poder exclamar como
Jó (16.17): “… não haja violência nas minhas mãos, e seja pura a minha
oração”. Isso quer dizer também:

- Nunca exercer violência física no lar - Com isso não queremos dizer que a
disciplina, da parte dos pais, não deve existir, mas devemos discernir entre a
firme disciplina - mencionada em Pv. 10.13 e 24; 22.15; 23.13 e 14; 29.15 - e a
violência que é fruto da ira inconseqüente, como lemos em Pv. 9.18 - “Castiga a
teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”).

- Nunca exercer violência psicológica no lar - assim somos exortados em Ef. 6.4
“E vós pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na
admoestação do Senhor.”

5. Apoiar a lei e a ordem - Devemos procurar encorajar o exercício da justiça de
Deus (Jr. 22.3) “Assim diz o Senhor: executai o direito e a justiça, e livrai o
oprimido da mão do opressor; não oprimais ao estrangeiro nem ao órfão, nem à
viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar”. Nunca
devemos deixar de orar por nossos governantes, para que eles sejam ministros
eficazes de Deus (1 Tm 2.1,2a).

6. Olhar para o alvo. Devemos almejar o ideal, expresso de forma precisa,
profeticamente, por Isaías (59:18) “Nunca mais se ouvirá de violência na tua
terra, de desolação ou ruína nos seus termos; mas aos teus muros chamarás
Salvação e às tuas portas Louvor”, sabendo que Deus nos resgatou do pecado
exatamente para que tenhamos esse tipo de paz, que é um prenúncio da paz eterna,
em Sua presença.

7. Pregar a palavra. Devemos ter o convencimento que a violência, sendo uma
conseqüência do afastamento de Deus e de seus princípios tem o seu remédio final
na conversão do pecador. Nisso podemos e devemos ser agentes contra a violência,
fazendo como o profeta Jonas, que, ordenado por Deus pregou em uma grande
cidade, com resultados espantosos para nós, mas nunca impossíveis para Deus. Em
Jonas 3.8 lemos: “… e clamarão fortemente a Deus; e se converterão, cada um,
do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos”.

Autor: Presb. Solano Portela - Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil

A Inveja

Filed under #Todos os Estudos, Aconselhamento, Vida Cristã by admin on 12-08-2008

Somos servos, mas, também somos humanos e como tais sujeitos às inclinações da carne (natureza humana), que insiste em contrariar as ações definidas pelo Espírito como saudáveis à nossa vida espiritual, é a eterna luta entre a carne e o Espírito.

“Porque o que a nossa natureza humana quer é contra o que o Espírito quer, e o que o Espírito quer é contra o que a natureza humana quer. Os dois são inimigos, e por isso vocês não podem fazer o que vocês querem”. Gl 5.17.

Quando a comunhão com o Senhor esfria, a natureza humana (carne) levanta-se com muito vigor e produz frutos terríveis, em alguns casos os resultados atingem toda a igreja, gerando escândalos que mancham a obra do Senhor.

Inveja (Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.)

É o tema desta breve mensagem. Ela é um dos muitos frutos da natureza humana. A inveja produz profundas lesões na vida espiritual, tão séria a ponto de lançar os que a cultivam nas trevas eterna. É um pecado que passa desapercebido pelos que estão próximos, mas, que consome a vida que a hospeda.
Veja o que nos diz a Palavra:

1) “A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. Pv 14.30

2) “Não tenha inveja dos pecadores”. Procure respeitar e obedecer a Deus todos os dias da sua vida.” Pv 23.17

3) “Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros”. Gl 5.26

A sensibilidade ao Espírito Santo faz-nos sentir o pecado  ainda no seu inicio (na mente), e cabe a nós a responsabilidade de não deixarmos que cresça e floresça na vida. Somos chamados a vivermos em santidade, e esta condição não deixa brechas para qualquer tipo de sentimentos pecaminosos. A inveja é condenada pelo Senhor, é denominada como fruto da carne (Gl 5.21). Geralmente tem sua origem em disputas insensatas (“Discutir e brigar a respeito de palavras é como uma doença nessas pessoas. E daí vêm invejas, brigas, insultos, desconfianças maldosas” 1Tm 6.4) e é exercitada pelas boas ações e o sucesso do próximo, seja no campo profissional ou pessoal (“Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo.” Ec 4.4).

É maléfica à vida do servo (“A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. Pv 14.30; Jó 5.2) e envolve todo o ser, apaga o Espírito de Deus e produz resultados terríveis (“O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda”. Pv 27.4). É uma prova incontestável da vida carnal (“Na verdade, irmãos, eu não pude falar com vocês como costumo fazer com as pessoas que têm o Espírito de Deus. Tive de falar com vocês como se vocês fossem pessoas do mundo, como se fossem crianças na fé cristã. porque vivem como se fossem pessoas deste mundo. Quando existem ciumeiras e brigas entre vocês, será que isso não prova que vocês são pessoas deste mundo e fazem o que todos fazem?” 1Co 3.1,3 “Mas, se no coração de vocês existe inveja, amargura e egoísmo, então não mintam contra a verdade, gabando-se de serem sábios.” Tg 3.14 ) e da necessidade urgente de arrependimento e mudança de vida.

“Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas. Sejam como criancinhas recém-nascidas, desejando sempre o puro leite espiritual, para que, bebendo dele, vocês possam crescer e ser salvos.” 1Pe 2.1,2

Que seja este o sentimento que venha encher os corações, ações de vida que nos aproxima do Trono de Deus e nos faz semelhante a Ele.

Vida santa é uma ordem! Para cumprirmos este mandamento é preciso a exemplo de Ezequiel (3.3), comer a palavra (lê-la diariamente), orar muito (a todo o momento) e sacrificarmos com agradáveis jejuns. Este conjunto de ações nos faz próximos do Pai e capacita-nos a ouvir a Sua voz.

Elias R. de Oliveira - www.vivos.com.br