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O Caráter do Político Astuto: Um Estudo Sobre a Vida de Absalão
20/10/10
2 Samuel, capítulos 13-18
A história de Absalão não é uma história bonita. Filho do Rei Davi, ele teve uma existência marcada por inúmeros pecados. Era uma pessoa atraente, simpática, e famosa, que realmente chamava a atenção. Poucas pessoas no mundo poderiam receber o tipo de descrição que dele é feita em 2 Sm 14.25: “Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum”. Quando lemos a sua história, registrada nos capítulos 13 a 18 de 2 Samuel, vemos que ele era um daqueles “líderes natos”, com personalidade marcante e carismática. Era impulsivo em algumas ações, mas igualmente maquinador e conspirador para preencher suas ambições de poder. Por trás de um passado que abrigava até um assassinato de seu irmão, ele não hesitou em utilizar e manipular pessoas e voltar-se contra seu próprio pai, para vir a governar Israel. Uma vez no poder, demonstrou mais impiedade, crueldade e imoralidade. No seu devido tempo, foi castigado por Deus, sofrendo uma morte inglória, sendo Davi reconduzido ao poder.
O caráter de Absalão não é diferente de muitos personagens contemporâneos de nossa política. Na realidade, ele reflete bem como a ambição pelo poder, conjugada com outros pecados, transtorna o comportamento de políticos “espertos” e “astutos”, levando-os a uma vida de engano e egoísmo desenfreado, na maioria das vezes com o aproveitamento pessoal do bem público. Necessitamos de sabedoria e discernimento, para penetrarmos a couraça de fingimento que é mostrada à sociedade. Necessitamos de uma conscientização de nossas responsabilidades, como cidadãos, para que estejamos cobrando, com o devido respeito, as responsabilidades de nossos governantes, conforme estipuladas nas Escrituras em Romanos 13.
Nosso propósito, neste artigo, é estudar as ações de Absalão registradas no capítulo 15 de 2 Samuel, versos 1 a 12, identificando algumas peculiaridades de sua pessoa e caráter para que sirva de alerta à nossa percepção do mundo político e da busca pelo poder. Queremos verificar se essas características são reflexos da natureza humana submersa em pecado, e aprender que devemos resguardar nosso apoio irrestrito, a tais pessoas de intensa ambição. Devemos também agir responsavelmente como cidadãos cristãos, na medida do possível, para que as instituições que tais pessoas pretendem governar sejam também resguardadas.
As Características de Absalão
Vejamos, 10 características do político astuto e matreiro que foi Absalão, conforme o relato que temos no capítulo 15 do Segundo livro de Samuel:
1. Ostentação e demonstração de poder. No verso 1, lemos: “Depois disto, Absalão fez aparelhar para si um carro e cavalos e cinqüenta homens que corressem adiante dele”. No capítulos 13 e 14 lemos como Absalão ficou foragido, após assassinar seu irmão. Aparentemente, Davi tinha grande amor por Absalão e, após três anos dos acontecimentos que culminaram no assassinato e fuga, Davi o recebe de volta. Absalão era famoso. Em 2 Sm 14.25 lemos que ele era “celebrado” por suas qualidades físicas invejáveis e impecáveis. Possivelmente tudo isso havia “subido à cabeça”. Em vez de assumir uma postura de humildade e contrição, em seu retorno, o texto nos diz que ele trafegava em uma carruagem com cavalos. Semelhantemente a tantos políticos contemporâneos ele se deleitava na ostentação e na demonstração de poder. Nesse sentido, formou um extraordinário séquito de “batedores” – cinqüenta homens que corriam “adiante dele”. Certamente tudo isso contribuía para chamar ainda mais atenção, para a sua pessoa, e ia se encaixando nos planos que possuía, para a tomada do poder. Vamos ter cuidado com aqueles que buscam a ostentação e a demonstração do poder que já possuem, pois irão aspirar sempre mais e mais, às custas de nossa liberdade.
2. Comunicação convincente. O verso 2, diz: “Levantando-se Absalão pela manhã, parava à entrada da porta; e a todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidade és tu? Ele respondia: De tal tribo de Israel é teu servo…”. Parece que Absalão não era preguiçoso. Levantava-se cedo e já estava na entrada da cidade, falando com as pessoas. Possivelmente tinha facilidade de comunicação, de “puxar conversa”. Identificava aqueles que tinham necessidades, aqueles que procuravam acertar alguma disputa e logo entrava em conversação com eles. Certamente essa é uma das características que nunca falta aos que aspiram o poder. Devemos olhar além da forma – devemos atentar para o conteúdo e a substância, procurando discernir os motivos do comunicador.
3. Mentira. O verso 3 mostra que Absalão era mentiroso. Era isso que Absalão comunicava àqueles com os quais ele conversava, com os que tinham demandas judiciais a serem resolvidas: “Então, Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não tens quem te ouça da parte do rei”. Descaradamente ele minava a atuação, autoridade e função do rei Davi, seu pai. Com a “cara mais limpa”, como muitos políticos com os quais convivemos, passava uma falsidade como se fosse verdade. Certamente existia quem ouvisse as pessoas, em suas demandas. Certamente, nem toda causa era “boa e reta”, mas Absalão não estava preocupado com isso, nem com a verdade. Ele tinha os seus olhos postos em situação mais remota. Ele queria o poder a qualquer preço. Para isso não importava se ele tinha que atropelar até mesmo o seu pai. Não sejamos crédulos às afirmações inconseqüentes, às generalizações mentirosas de tantos que aspiram o poder.
4. Ambição e engano. O verso 4, confirma a linha de ação adotada por Absalão, na trilha da decepção: “Dizia mais Absalão: Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!” Será que realmente acreditamos que o malévolo Absalão estava mesmo preocupado com o julgamento reto das questões? Será que ele tinha verdadeira “sede e fome de justiça”? A afirmação demonstra, em primeiro lugar que a sua ambição era bem real – ele queria ser “juiz na terra” – posição maior que era ocupada pelo rei seu pai. Quanto à questão de “fazer justiça” – será que realmente podemos acreditar? Certamente com a demonstração de impiedade e injustiça que retratou posteriormente, quando ocupou o poder, mostra que isso era ledo engano aos incautos. Quantas pessoas terão sido iludidas por ele! Quantas o apoiaram porque acharam que ali estava a resposta a todas as suas preces e anseios – “finalmente, alguém para fazer justiça”! Como é fácil sermos iludidos e enganados em nossas necessidades! Não sejamos ingênuos para com promessas que não poderão ser cumpridas.
5. Bajulação. No verso 5, vemos como Absalão era mestre em adular aos que lhe interessavam: “Também, quando alguém se chegava para inclinar-se diante dele, ele estendia a mão, pegava-o e o beijava”. Que político charmoso! Estava prestes a receber um cumprimento, mas ele se antecipava! Com uma modéstia que era realmente falsa, como veríamos depois, ele fazia as honras para com o que chegava. Realmente era uma pessoa que sabia fazer com que os que o visitavam se sentissem importantes. Sempre gostamos de receber um elogio, de sermos bem tratados. Tenhamos a percepção de verificar quando existem interesses ocultos ou motivos noturnos por trás da cortesia aparente.
6. Furto de corações – O despertar de seguidores ferrenhos! O verso 6 fala literalmente dessa característica. Não, Absalão não violava sepulturas, nem estava interessado em transplantes de órgãos. Mas no sentido bem coloquial ele “roubava corações”: “Desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo e, assim, ele furtava o coração dos homens de Israel”. Com as ações descritas nos versos precedentes, Absalão angariava seguidores apaixonados por seu jeito de ser. Sua bandeira de justiça livre e abundante para todos, capturava o interesse, atenção e lealdade dos cidadãos de Israel. Não importava se havia um rei, legitimamente ungido pelo profeta de Deus. Aqui estava um pretendente ao poder que prometia coisas muito necessárias. Que era formoso de parecer. Que falava bem. O que mais poderiam as pessoas esperar de um governante? Será que alguém se preocupou em averiguar a sinceridade das palavras e das proposições? Será que alguém tentou aferir se as promessas proferidas eram possíveis de ser cumpridas? O alerta é para cada um de nós, também.
7. Falsa religiosidade – Os versos 7 a 9 registram: “Ao cabo de quatro anos, disse Absalão ao rei: Deixa-me ir a Hebrom cumprir o voto que fiz ao SENHOR, Porque, morando em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o SENHOR me fizer tornar a Jerusalém, prestarei culto ao SENHOR”. É incrível como muitos políticos, mesmo desrespeitando os mais elementares princípios éticos, pretendem, em ocasiões oportunas, demonstrar religiosidade e devoção. No transcorrer do texto, vemos que tudo não passava de casuísmo, da parte de Absalão. Ele procurava costurar alianças. Procurava trafegar pela terra realizando os seus contatos, mas a fachada era a sua devoção religiosa. Pelo amor ao poder, antigos ateus declarados, se apresentaram como religiosos devotos. No campo evangélico deve haver uma grande conscientização de que existe uma significativa força eleitoral e política. Na busca pelo voto evangélico, muitos se declaram adoradores do Deus único e verdadeiro. Não nos prendamos às palavras, mas examinemos a vida e as obras de cada um, à luz das idéias que defendem. Vejamos também se as propostas apresentadas se abrigam ou contradizem os princípios da Palavra de Deus.
8. Conspiração – O verso 10, mostra que, finalmente, Absalão partiu para a conspiração aberta: “Enviou Absalão emissários secretos por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom”. Insurgiu-se de vez contra o rei que havia sido ungido por Deus, para governar Israel. Não – ele não era um democrata que queria instalar uma república naquela terra. Valia-se de sua personalidade magnética, do seu poder de comunicação e das ações comentadas e registradas nos versos anteriores, para instalar um governo que seria não somente despótico, como opressor e abertamente imoral (2 Sm 16.22). Que Deus nos guarde dos políticos conspiradores, que desrespeitam as leis e autoridades e que são egoístas em sua essência.
9. Utilização de inocentes úteis – Leiamos o verso 11: “De Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio”. Certamente essas duzentas pessoas, selecionadas a dedo, eram pessoas importantes e influentes. Certamente transmitiram a impressão que havia um apoio intenso e uniforme às pretensões de Absalão. Vemos que não é de hoje que as pessoas participam de uma causa sem a mínima noção de todas as implicações que se abrigam sob o apoio prestado. Devemos procurar pesquisar e estarmos informados sobre as causas públicas e sobre as questões que afetam a nossa vida e a da nossa nação. Nunca devemos permitir que sejamos utilizados como “inocente úteis” em qualquer causa, como foram aqueles “convidados” de Absalão.
10. Populismo – O verso 12 registra: “Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, da sua cidade de Gilo; enquanto ele oferecia os seus sacrifícios, tornou-se poderosa a conspirata, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão”. Vemos que, saindo do estágio secreto, a campanha ganhou as ruas e ganhou intensa popularidade, ao ponto em que um mensageiro chegou a dizer a David (v. 13) “o coração de todo Israel segue a Absalão”. Um dos ditos populares mais falsos é: “a voz do povo é a voz de Deus”. Não nos enganemos – muitas questões são intensamente populares, mas totalmente contrárias aos princípios da Palavra. Assim é também com as pessoas – a popularidade não é um selo de aprovação quanto ao comportamento ético e justo. Democracia (a regência pela maioria do povo) não é uma forma de se estabelecer o que é certo e o que é errado, mas uma maneira administrativa de se reger o governo sob princípios absolutos que não devem ser manipulados pela maioria, ou por minorias que se insurgem contra esses preceitos de justiça. Como cristãos, devemos ter uma visão muito clara dos princípios eternos de justiça, ética e propriedade revelados por Deus em Sua Palavra.
Conclusão
A história de Absalão que se iniciou no capítulo 13, continua até o capítulo 18. Absalão sempre gravitou próximo ao poder, mas aspirava o poder absoluto. Para isso, fez campanha, conspirou e lutou contra o seu próprio pai. Aparentemente esse político astuto foi bem sucedido. Foi alçado ao poder e lá se consolidou perseguindo e aniquilando os seus inimigos, entre os quais classificou o seu pai Davi, a quem tentou, igualmente, matar. Ocorre que os planos de Deus eram outros. Seu conturbado reinado foi de curta duração. Causou muita tristeza, operou muita injustiça e terminou seus dias enganchado pelos cabelos em uma árvore, enquanto fugia, e foi morto a flechadas.
Parece que vivemos permanentemente em campanha eleitoral, em nossa terra. A política, naturalmente, desperta fortes paixões, interesses e defesas. Muitos políticos, em sua busca pelo poder, passam a demonstrar muitas características demonstradas na vida de Absalão. É natural que alguém que almeja um cargo de liderança qualquer, possua um comprometimento intenso às suas idéias e objetivos. Os partidários, também submergem nesse mesmo espírito de luta. O problema vem quando a paixão, quer pelo líder, quer pelo poder, leva à cegueira moral, como na vida de Absalão. Nesse caso, desaparece a ética e princípios são atropelados. Os partidários, às vezes até sem perceberem, são sugados e manipulados. Em muitas ocasiões verificam que se encontram em uma posição de defender até o que não acreditam.
O cristão tem que se esforçar para ter uma consciência e vida tranqüila e serena perante Deus e perante os homens. Ele tem que se conscientizar que a sua lealdade é primordialmente para com Deus, para com a Sua Palavra objetiva, para com a causa do evangelho. Participação política consciente não significa lealdade inconseqüente. Na maioria das vezes o cristão verificará que se apoia esse ou aquele candidato, assim o faz não porque ele é o ideal e defensável em qualquer situação, mas porque representa o menor dos males, entre as escolhas que lhes são apresentadas. Sobretudo ele não pode se deixar manipular, como no caso dos seguidores de Absalão. Devemos, sempre, com respeito, apontar o desrespeito aos princípios encontrados nas Escrituras, por aqueles sobre os quais Deus colocou a responsabilidade de liderar o governo e as instituições de nosso país, lembrando 1 Tm 2.1-8, intercedendo sempre por eles em oração.
Autor: Presb. Solano Portela – Estudo Disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil
A casa queimada
19/10/10
Certo homem saiu em uma viagem de avião. Era temente a Deus e sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar, um dos motores falhou e o piloto teve de fazer um pouso forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu se agarrar a alguma coisa que o conservou em cima da água. Ficou boiando, à deriva, durante muito tempo, até que chegou a uma ilha deserta.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus pelo livramento de morte. Conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Derrubou algumas árvores e, com muito esforço, construiu uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas, mas significava proteção. Ficou todo satisfeito e, mais uma vez, agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que, talvez, pudessem existir na ilha.
Certo dia, ele saiu para pescar e o resultado foi abundante. Estava satisfeito com a pescaria. Mas ao dirigir-se para a sua casa, foi grande sua decepção ao ver que estava toda incendiada. Então, sentou-se em uma pedra chorando e dizendo em prantos: “Deus! Como é que o Senhor podia deixar isso acontecer comigo? O Senhor sabe que preciso muito dessa casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou que ela se queimasse todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?”.
Nesse mesmo momento, uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz, dizendo: “Vamos, rapaz?”. Ele se virou para ver quem estava falando com ele e se surpreendeu quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado, que lhe disse:
— Vamos, rapaz. Viemos te buscar.
Ao que respondeu o homem:
— Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?
A resposta foi surpreendente:
— Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir buscá-lo naquele barco ali adiante”.
Os dois entraram no barco e, assim, o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus queridos.
Quantas vezes a “nossa casa se queima” e gritamos como aquele homem gritou?
Na Bíblia, em Romanos 8.28, lemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.
Às vezes, é muito difícil aceitar isso, mas é assim mesmo. É preciso acreditar e confiar!
Como Transformar Crise em Triunfo
18/10/10
Referência: Gênesis 26.1-33
INTRODUÇÃO
1. A crise é uma encruzilhada: onde uns colocam os pés na estrada da vitória, outros descem a ladeira do fracasso. A crise revela os verdadeiros heróis: uns ficam esmagados debaixo da bota dos gigantes, outros olham para os horizontes largos por sobre os ombros dos gigantes. Na crise uns fracassam, outros triunfam. É no ventre da crise que surgem os grandes vencedores.
2. A crise é um tempo de oportunidade: uns olham para a ela como a porta da esperança, outros vêem-na como a sepultura dos sonhos. John Rockefeller disse que “o futuro não acontece simplismente, ele é criado por homens de visão”.
3. Ilustração: Os Estados Unidos estão no meio do terceiro padrão residencial. No começo o país era agrícola. O florescimento da industrialização e o leque dos serviços públicos levou o país a ser predominantemente urbano. Hoje, a nação é suburbana, a maioria da população concentra-se na periferia das grandes cidades. O grande idealizador desse deslocamento das pessoas dos centros congestionados para os subúrbios foi William Levitt. Ele inovou o sistema de construção, criou financiamento para aquisição da casas e desenvolveu um novo modelo de comunidade. Depois da segunda guerra mundial, os país experimentou uma crise residencial. O número de casamentos aumentou assustadoramente com o retorno dos soldados combatentes. Houve uma explosão demográfica e assim milhões de pessoas viviam inadequadamente em garagens e barracões. William Levitt então, aproveitando a crise de habitação deu corpo ao seu sonho, comprando enormes lotes no subúrbio de Nova York, onde as propriedades eram baratas eenviou suas equipes para contruir casas. A idéia explodiu no país. Em pouco tempo os Estados Unidos estavam semeados de áreas semelhantes e a crise habitacional foi eliminada. Foi uma revolução na indústria de moradias. A crise é um tempo de semeadura.
4. A crise gera medo, insegurança e instabilidade. Isaque quer fugir, pois há fome em sua terra. Mas a crise é tempo de oportunidade e da intervenção sobrenatural de Deus. Vejamos à luz deste texto cinco princípios para transformar a crise em triunfo.
I. NA CRISE SIGA A ORIENTAÇÃO DE DEUS EM VEZ DE FUGIR – V. 1-6
1. Na crise somos desafiados a lutar pela própria sobrevivência – v. 1
• A fome assola a sua terra. É tempo de escassez, de desemprego, de contenção drástica de despesas, de recessão. Isaque não ficou lamentando, ele saiu, se moveu. Hoje vivemos o drama do achatamento da classe média, da falta de oportunidade e perspectiva para aqueles que não conseguem ter acesso às universidades. A batalha do emprego é maior do que a batalha do vestibular. O desemprego é um gigante. O medo do futuro apavora os pais de família.
2. Na crise não podemos buscar atalhos sedutores – v. 2
• Isaque foi tentado a descer ao Egito, lugar de fartura e riquezas fáceis. Queremos soluções rápidas, fáceis e sem dor. Mas Deus diz a ele: “Não desças ao Egito”. Cuidado para não transigir com os valores de Deus na hora da crise. Cuidado para não tapar os ouvidos à voz de Deus na hora da crise. Desista das vantagens imediatas por bênçãos mais invisíveis (v. 3) e remotas (v. 4). Desista dos seus planos e siga o projeto de Deus.
3. Na crise, precisamos tirar os olhos das circunstâncias e pô-los nas promessas de Deus – v. 3-5
• Deus diz para Isaque: não fuja, fique! Floresça onde você está plantado. Não corra dos problemas, enfrente-os. Vença-os. O seu futuro está nas mãos de Deus. Não deixe a ansiedade estrangular você: Onde vou morar? Onde vou trabalhar? Onde meus filhos vão estudar? Como eu vou pagar o meu plano de saúde? E se eu ficar doente?
• Deus acalma o coração de Isaque e lhe diz: Calma! Eu estou contigo. Calma! Eu tomo conta da sua descendência. Calma! Seu futuro está nas minhas mãos e não acabado pelo terremoto das circunstâncias. Calma! Eu vou fazer de você e da sua descendência uma bênção para o mundo todo.
• A causa da nossa vitória não é ausência de problemas, mas a presença de Deus nos garantindo a vitória. Moisés não se dispôs a atravessar sem a presença de Deus. Paulo disse: “Se Deus é por nós quem será contra nós?”
4. Na crise, precisamos obedecer sem racionalizações – v. 6
• Deus tem duas ordens para Isaque: Não desças ao Egito (v. 2) e fica na terra de Gerar (v. 2,6). Isaque não discute, não questiona, não racionaliza, não duvida. Isaque obedece prontamente, pacientemente. Ele aprendeu com seu pai Abraão. Abraão saiu, ele saiu. Abraão, vai a Moriá, ele foi. Abraão ofereça seu filho em sacrifício, ele ofereceu. Abraão não estendas a mão sobre o menino e ele obedeceu. O caminho da obediência é o caminho da bênção. Na crise não fuja de Deus, obedeça a Deus!
II. NA CRISE INVISTA EM SEU RELACIONAMENTO FAMILIAR EM VEZ DE MENTIR – V. 7-11
1. Os grandes homens também têm os pés de barro – v. 7
• Isaque mentiu para salvar a sua pele e para colocar a sua mulher na maior de todas as encrencas. Ele demonstrou que amava mais a si do que a esposa. Ele estava preocupado com a sua segurança e não com os sentimentos da sua mulher. Ele negou o mais sagrado dos relacionamentos: a união conjugal. Ele foi covarde na hora que precisava ser mais corajoso.
• Isaque colocou a sua mulher no balcão dos desejos e na vitre da cobiça. Ele usou um dote físico da esposa, sua beleza como um fator de risco para ela.
• A mentira contada (v. 7), tornou-se mentira descoberta (v. 8-9). A mentira descoberta, tornou-se mentira reprovada (v. 10-11).
2. Os grandes homens também podem ser incoerentes – v. 8-11
• As carícias na intimidade eram uma contradição da negação do compromisso em público. Isaque só era marido dentro do quarto. Fora dos portões não tinha coragem de assumir a sua mulher. Isso certamente feriu o coração de Rebeca. Daí para frente o diálogo morreu na vida deste casal. Eles passavam a velhice na solidão. Jogaram um filho contra o outro e sofreram amargamente as consequências. A velhice de Isaque foi vivida com a ausência de Jacó, a revolta de Esaú e a falta de diálago com Rebeca.
• Isaque cometeu três pecados graves: Mentira, Egoísmo e Medo.
• Não deixe que a crise financeira ou qualquer outro problema familiar fragilize o seu relacionamento conjugal. A crise deve ser um tempo de aproximação do casal e não de instabilidade. Hoje 50% dos casamentos acabam em divórcio. Dez anos depois do segundo casamento, 70% terminam também em divórcio. Nos últimos 6 anos, o índice de divórcio na terceira idade, aumentou 51%.
• A sua família é o seu maior patrimônio. Nenhum sucesso compensa o fracasso da sua família.
III. NA CRISE VENÇA OS PROGNÓSTICOS PESSIMISTAS E FAÇA INVESTIMENTOS EM VEZ DE FICAR LAMENTANDO – V. 12-14
1. Semeia na sua terra, ainda que todos duvidem – v. 12
• Muitos podiam dizer: o lugar é deserto. Aqui não chove. A tera é seca. Aqui não em água. Não vai dar certo. Outros já tentaram e fracassaram. Não tem jeito, jamais vamos sair dessa crise. Isaque se recusou a aceitar a decretação do fracasso em sua vida. Ele desafiou o tempo, as previsões, os prognósticos, a lógica: “Semeou Isaque naquela terra”. Irmão, pára de reclmar: semeia na sua terra. Semeia no seu casamento. Semeia nos seus filhos. Semeia no seu trabalho. Semeia na sua igreja. Não importa se hoje o cenário é de um deserto. Lança suas redes em nome de Jesus. Lança o seu pão sobre as águas. Ande pela fé.
• Davi podia pensar o mesmo diante de Golias. Há quarenta dias o exército de Saul corre desse gigante. Eu também não consigo. Mas Davi correu para vencer o gigante. Agarre seu gigante pelo pescoço. Semeia no seu deserto. Deus faz o deserto florescer.
• Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1956 a 1961, filho de um caxeiro-viajante e uma professora pública, ficou órfão de pai aos 3 anos. Foi estudar Medicina em Belo Horizonte e era tão pobre, que além de pagar os seus próprios estudos não tinha dinheiro para comprar uma cadeira. Sua cadeira é uma caixote de tomate. Mas esse homem venceu as dificuldades. Tornou-se um médico cirurgião, fazendo especialidade na França e na Alemanha. Foi Deputado Federal duas vezes. Prefeito e Governador de Minas. Foi presidente da Repúbica de 1956 a 1965. Em 21 de Abril de 1960 inaugurou Brasilia, a capital da república no coração do serrado.
2. Torne-se um especilialista do que faz, não se acomode – v. 18-22
• Quando estamos vivendo num deserto, precisamos nos tornar especialistas em derrotar crises. Isaque começou a cavar poços. Cavou sete poços. Ele se especializou no que fazia. Ele busca um milagre, mas está pronto a suar a camisa. Ele quer passar no vestibular, mas estuda com afinco. Ele quer passar no concurso, mas estuda com seriedade. Ele busca um emprego, mas sai de casa de madrugada. Ele quer ser próspero, mas não fica deitado de papo para o ar. Ele vai à luta. Ele se especializa no que faz. Ele se torna doutor em cavar poços no deserto. Ele prospera quando todo mundo está reclamando da crise e da fome.
• Ilustração – Charles Steinmetz era um anão deformado, contudo uma das maiores inteligências que o mundo já viu no campo da eletrecidade. Foi ele quem fabricou os primeiros geradores para a fábrica FORD, em Michigan. Um dia os geradores se queimaram e toda a fábria parou. Mandaram chamar vários mecânicos e eletricistas para consertá-los, mas ninguém conseguiu recolocá-los em funcionamento. A firma estava perdendo dinheiro. Então, Henry Ford mandou chamar Steinmetz. E o gênio chegou ali e ficou a remexer por algumas horas, e depois ligou a chave e toda a fábrica voltou a funcionar. Alguns dias depois, Henry Ford recebeu a conta de Steinmetz no valor de $ 10,000. Embora fosse muito rico, devolveu a conta com um bilhete: “Charles, essa conta não está muito alta para um serviço de poucas horas, em que você apenas deu uma mexida naqueles motores?” E Charles devolveu-a para Ford, mas desta vez tinha uma explicação: “Valor da mexida nos motores $ 100. Valor do conhecimento do lugar certo para mexer $9,900. Total: $ 10,000. E Ford pagou a conta.
3. Faça o ordinário e espere o extraordinário de Deus – v. 12-14
• Isaque colheu a cento por um no deserto, na seca (v. 12). “Enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo” (v. 13). Tornou-se um próspero empresário rural (v. 14). A razão? Porque o Senhor o abençoava (v. 12b).
• A intervenção sobrenatural de Deus não anula a ação natural do homem: Isaque experimentou o milagre de Deus na crise. Mas Isaque não prosperou na passividade. Ele cavou poços. Ele plantou. Ele investiu. Ele trabalhou. Ele foi um empreendedor. É hora de parar de falar em crise e arregaçar as mangas. É hora de parar de reclamar e começar a trabalhar com afinco.
• Há uma profunda conexão entre a dilência humana e a bênção de Deus, entre trabalho e prosperidade (Pv 10:4; 13:4; 28:19).
• Ilustração – Ray Kroc foi um homem de visão. Na metade dos anos 50, Kroc que morava em Chicago, trabalhava vendendo máquinas de Milk-Shake para restaurantes. Durante suas viagens como vendedor, ouviu falar das Unidades de Milk-Shake que eram usadas pelo restaurante dos irmãos McDonalds, no sul da Califórnia. Ray Kroc viajou até lá e ficou observando como as pessoas chegavam continamente e compravam lanches e saíam felizes e satisfeitas. Seu instinto de comerciante foi aguçado. Kroc conversou com os clientes e então fez uma parceria com os McDonalds, que não tinham a visão de expandir o seu negócio, de abrir franquias de refeições rápidas. Essa visão de Kroc explodiu em sucesso. A indústria de refeições instantâneas tornou-se uma grande força na economia dos Estados Unidos e agora do mundo. Hoje, os restaurantes McDonalds estão espalhados no mundo inteiro. Tom Sine em seu livro “A face oculta da globalização” diz que a McDonald’s passou a Coca-Cola como a marca mais conhecida do mundo.
IV. NA CRISE PROTEJA O SEU CORAÇÃO DA AMARGURA EM VEZ DE BRIGAR PELOS SEUS DIREITOS – V. 14b-21
1. Esteja no controle dos seus sentimentos, sua paz de espírito é melhor do que a riqueza
• Isaque enfrentou: 1) A inveja dos filisteus (v. 14); 2) A suspeição e rejeição de Abimeleque (v. 16) e 3) A contenda dos pastores de Gerar (v. 20,21). As pessoas normalmente não se alegram quando você prospera. Inveja, rejeição e contenda são tensões que você precisa enfrentar.
• Como Isaque enfrentou a inveja, a rejeição e a contenda? Com paciência. Quando Abimeleque mandou ele sair, ele saiu. Quando os filisteus encheram os seus poços de entulho, ele saiu e abriu outros poços. Quando os pastores de Gerar contenderam para tomar os dois poços novos, ele não discutiu, foi para frente para abrir o terceiro poço. Ele teve uma reação transcendental (Mt 5:39-42).
• Isaque nos ensina que é melhor sofrer o dano do que entrar numa briga buscando os nossos direitos. É impossível ser verdadeiramente próspero sem exercitar o perdão. Quem guarda mágoa, e passa por cima dos outros, quem atropela os outros e fére as pessoas não tem paz.
2. Quando você teme a Deus, ele reconcilia com você os seus inimigos – v. 26-33
• Abimeleque o expulsa, mas agora o procura, pede perdão e reconhece que ele é “o abençoado do Senhor” (v. 29) e Isaque o perdão.
V. NA CRISE BUSQUE VELHAS E NOVAS POSSIBILIDADES EM VEZ DE SE ACOMODAR – V. 18-22,25,32
1. Isaque reabriu os poços antigos de seu pai – v. 18
• Isaque aprende com a experiência dos mais velhos. Ele não chama especialistas para cavar poços. Ele reabriu as fontes de vida que abasteceram os seus pais. Precisamos redescobrir as fontes de vida que nossos pais beberam e que foram entulhadas pela corrupção dos tempos. Precisamos cavar esses poços outra vez. Lá tem água boa. Lá tem mananciais. Precisamos voltar a reunir a família em torno da Palavra. Precisamos orar juntos. Precisamos voltar a fazer o culto doméstico. Precisamos voltar às antigas veredas em vez de ficar flertando as novidades do modernismo teológico. Não estamos precisando de novidades, de correr atrás de cistenas rotas. Precisamos do Antigo Evangelho.
2. Isaque abriu novos poços, mostrando que não se contentava com as experiências do passado, ele queria mais – v. 19-22, 32
• Isaque era um homem empreendedor. Ele queria mais. Precisamos aspirar mais do que os nossos pais aspiraram. Precisamos avançar mais do que eles avançaram. Os melhores dias não ficaram para trás, estão pela frente. Nada de saudosismo. Não podemos deixar que as experiências do passado sejam o limite máximo das nossas buscas. Não podemos jogar o passado fora nem idolatrá-lo. A história é dinâmica. Devemos aprender com o passado, viver no presente, com os olhos no futuro. Isaque saiu da terra dos filisteus, foi para o vale de Gerar, depois para Reobote, depois para Berseba. Mas aonde vai, ele vai cavando poços. Ele quer água no deserto. Berseba antes era um deserto, agora é uma cidade, porque Isaque achou água ali.
3. Isaque tirou os entulhos dos filisteus para que a água pudesse jorrar – v. 18
• Isaque compreende uma verdade sublime: havia água nos poços. Mas ela não podia ser aproveitada. Primeiro era preciso tirar o entulho dos filiteus. Deus tem para nós fontes, rios de água viva. Nós não os recebemos porque há entulho para ser tirado.
• Antes de sermos cheios do Espírito de Deus, precisamos tirar o entulho do pecado: 1) Incoerência – Vida dupla, ortodoxia morta, legalismo. 2) Impureza – fornicação, pornografia, adultério; 3) Increduliadade – Secularismo, mundanismo, falta de fervor.
CONCLUSÃO
1. Isaque não era apenas um homem próspero, era também um homem piedoso – (v. 24-25) – Ele misturava liturgia e trabalho. Ele levantava altares no seu trabalho. Ele levava Deus para o seu trabalho e trazia o seu trabalho para Deus. Tudo que você faz na vida precisa ser um ato litúrgico. Você precisa trafegar da igreja para o trabalho com a mesma devoção. Sua segunda-feira precisa ser tão cúltica quando o culto de domingo à noite. Antes de receber o seu culto, Deus precisa se deleitar com a sua vida. Se no seu escritório, balcão, comércio, campo você não levanta altares a Deus, seu culto na igreja é vazio.
2. Se a crise chegou, você é um forte candidato a um extraordinário milagre de Deus – Se você está no deserto, ouça Deus, siga a direção de Deus, semeia no seu deserto. Se você está vivendo num lugar seco, reabra os poços antigos. Busque as fontes da graça de Deus. Tire os entulhos. Não deixe o seu coração azedar. O seu deserto vai florescer. Se o chão está duro, regue a semente com as suas lágrimas e prepare-se para uma colheita milagrosa.
Fonte: Rev. Hernandes Dias Lopes
A comunicação da Verdade de Deus
17/10/10
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura…” Marcos 16:15
Gideão
16/10/10
Juízes 6-8
Versículo para memorização – Juízes 6:1
Depois da vitória de Débora e Baraque, Israel teve paz por quarenta anos, mas novamente voltou-se contra Deus a favor de ídolos; então Deus os entregou à opressão dos Midianitas. Imploraram a Deus e Ele mandou um profeta para lembrá-los de Sua contínua libertação e do freqüente pecado cometido por eles. Depois, enviou um anjo para falar a um homem a quem usaria para libertar e julgar Israel. Esse homem era Gideão, filho de Joás, da tribo de Manassés.
Gideão não podia acreditar que Israel seria salvo por ele, então pediu um sinal do anjo e o anjo produziu fogo de uma pedra para consumir uma oferenda que Gideão havia preparado. Gideão pediu e recebeu dois outros sinais de Deus antes que finalmente fosse fazer a tarefa para a qual Deus o havia chamado.
Gideão agrupou trinta e dois mil homens para a batalha, mas Deus disse: “isso é muito, o povo se orgulhará de sua própria vitória”. Então, Gideão disse a todos que estavam com medo para voltar para casa e vinte e dois mil retornaram. Deus disse que dez mil ainda era muito e ele organizou outro prova, pelo qual desqualificou todos, exceto trezentos dos homens de Gideão. Você pode ler isso em Juízes 7:5-9.
Deus não armou esses trezentos homens com espadas, senão com tochas, jarros e trombetas. As tochas foram colocadas dentro dos jarros. Naquela noite, rodearam as terras dos Midianitas e quebraram os jarros, deixando as tochas brilharem. Sopraram suas trombetas e gritaram, e os perversos Midianitas ficaram amedrontados. Voltaram-se uns contra os outros, matando seus companheiros de armas e fugiram das trombetas e das tochas. Com isso, Deus destruiu os Midianitas por intermédio de Gideão. Mas não houve um longo período até que os israelitas propensos ao pecado se voltassem novamente contra Deus. Veja Juízes 8:24-27.
Sejamos atentos ao perigo de engrandecer homens. Não importa qual seja nosso intento, isso geralmente se transforma em idolatria e tanto o ídolo quanto o idólatra são punidos por isso, como foram Gideão e Israel. Observe as últimas palavras de Juízes 8:27: “e foi por tropeço a Gideão e à sua casa”.
Perguntas – GIDEÃO
1. Depois da morte de Sísera, a paz prevaleceu por quanto tempo?
2. Que povo maldosa oprimiu Israel nessa lição?
3. Quando o povo implorou a Deus, como Ele os fez lembrar de seu pecado?
4. Quem Deus escolheu para libertar Israel nessa ocasião?
5. Qual era o nome de seu pai?
6. A que tribo pertencia?
7. Por que duvidou que Deus o usaria?
8. Qual foi o sinal que o anjo mostrou-lhe?
9. O que Gideão fez que ofendeu seus companheiros Israelitas?
10. O que propuseram fazer-lhe?
11. Qual foi a resposta de seu pai?
12. Que outros dois sinais Gideão pediu a Deus?
13. Com quantos homens começou?
14. Quantos partiram por medo?
15. Quantos Deus finalmente permitiu que mantivesse?
16. Por que Deus somente permitiu esse número?
17. Que itens foram usados contra Midiã?
18. Descreva o modo da batalha.
19. Que erro Gideão cometeu que se tornou um laço?
20. Por quanto tempo o povo teve paz desta vez?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
A chamada de Abraão
15/10/10
Gênesis 11:10-12:20
Versículo para memorização ! Gênesis 12:1
É óbvio que Deus não planejou abençoar particularmente toda a espécie humana depois do dilúvio, pois amaldiçoou os filhos de Cão, especialmente Canaã (Gênesis 9:25-27). Ele também abençoou Sem (Gênesis 9:26). Podemos ver essa benção tomar forma em Gênesis 11:10, quando a idade e linhagem de Sem são mostradas como o de Sete. Tudo isso para se chegar a um homem depois de dez gerações a partir de Noé. Esse homem é Abraão, primeiramente chamado Abrão.
Abraão nasceu 292 anos depois do dilúvio e 58 anos antes da morte de Noé. Na opinião de alguns historiadores bíblicos, Noé tinha grande influência sobre Abrão. Se isso é verdade ou não, a verdade é que Deus sempre tinha um homem, sujeito a Sua graça, vivendo sobre a terra. A chamada de Abrão veio aproximadamente na época da morte de Noé, e está detalhada em Gênesis 12:1-4. Tinha recebido a chamada e deixou Ur dos Caldeus pouco tempo antes disso (Gênesis 11:31).
Deus disse a Abrão para deixar seus parentes porque não eram objetos dessa benção particular. Então Abrão tomou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, deixou sua casa e partiu para uma terra estranha chamada Canaã. Essa terra era povoada pelos descendentes de Canaã, filho de Cão. O plano de Deus era destruir esse povo em aproximadamente 430 anos, por causa do pecado deles, e dar a terra aos descendentes de Abraão.
Quando Abraão chegou à Canaã, Deus apareceu a ele e falou-lhe novamente sobre a grande benção que Ele tinha para o dar, através do seu filho. Abraão construiu altares enquanto viajou pela terra e adorava a Deus. Deus disse-lhe que toda a terra sobre a qual viajasse seria dada a seu filho e netos.
Entretanto, Abraão não foi sempre fiel a Deus. Houve escassez em Canaã e Abraão saiu e foi para o Egito. Lá, para sua própria proteção, negou sua mulher. Sara poderia ter sido roubado do Abraão e ter sido feito parte do harém do Faraó, mas Deus interveio e Abraão e Sara foram mandados de volta para onde deviam estar.
Não é grandioso saber que a mão de Deus guarda os seus, ainda quando afastarmos-nos do lugar do propósito divino?
Perguntas ! A CHAMADA DE ABRAÃO
1. Qual dos filhos de Noé foi a semente espiritual?
2. Há quantas gerações de Noé a Abrão?
3. Abrão nasceu quanto tempo depois do dilúvio?
4. Noé morreu quanto tempo depois do dilúvio?
5. Qual foi a idade de Abrão quando deixou Harã?
6. Qual era a perspectiva de vida imediatamente após o dilúvio?
7. Quantos anos tinha o pai de Abrão quando morreu?
8. Por que você acha que a perspectiva de vida diminui tanto?
9. Qual era o nome da esposa de Abrão?
10. Ela tinha um problema; qual era?
11. Quando Deus chamou Abrão, o que mandou que deixasse?
12. Quais eram as duas cidades, entre quais Abrão construiu o segundo altar?
13. Em qual direção Abrão viajou depois disso?
14. O que fez Abrão deixar Canaã?
15. Para onde Abrão foi, saindo de Canaã?
16. Qual mentira ele e Sarai concordaram dizer?
17. Isso quase colocou Sara em qual perigo?
18. Como Deus protegeu Sarai e Abrão desse perigo?
19. Noé e Abrão viviam durante o mesmo tempo?
20 Qual foi o primeiro lugar em que foi Abrão quando deixou Ur?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Como é que na relativamente pequena arca de Noé couberam centenas de milhares de espécies?
13/10/10
PROBLEMA: A Bíblia diz que a arca de Noé tinha apenas 137 metros de comprimento, por 23 de largura e 14 de altura (Gn 6:15). Noé recebeu a instrução de colocar nela um casal de cada espécie de animal imundo e sete casais de animais puros (6:19; 7:2). Mas os cientistas nos informam de que há de meio bilhão a um bilhão ou mais de espécies de animais.
SOLUÇÃO: Primeiro, o conceito moderno de “espécie” não é o mesmo da Bíblia. No sentido bíblico, provavelmente sejam apenas algumas centenas de “espécies” diferentes de animais terrestres que teriam de ser levados para a arca. Os animais marinhos permaneceram no mar, e muitas outras espécies poderiam sobreviver na forma de ovos.
Segundo, a arca não era assim tão pequena; ela tinha uma enorme estrutura – a dimensão de um moderno transatlântico. Além disso, ela tinha três andares (6:16), o que triplicava seu espaço a um total de 425.000 metros cúbicos!
Terceiro, Noé pode ter levado filhotes ou variedades menores de alguns dos animais de maior porte. Levando em conta todos esses fatores, havia espaço suficiente para todos os animais, para o alimento para a viagem e para os oito seres humanos a bordo.
Fonte: Geisler, Norman L. Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia .EDITORA MUNDO CRISTÃO
Muitos dos Títulos em Negrito não foram escritos pelos autores dos Livros da Bíblia
12/10/10
Sabemos que os títulos em negrito, não foram escritos pelos autores dos livros da Bíblia, mas sim pelos editores da versão usada. Por esse motivo, compararemos alguns desses títulos contidos em algumas Bíblias e Comentários “Bíblicos”, com o fim de compartilhar com você essa curiosidade, que muitos não sabem, ou nunca pararam para pensar.
RA (Revista e Atualizada) – Paulo e seus companheiros Timóteo e Epafrodito
RC (Revista e Corrigida) – Elogio de Timóteo e Epafrodito, os mensageiros de Paulo junto aos filipenses
NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje) – Planos de Timóteo e de Epafrodito
NVI (Nova versão Internacional) – Timóteo e Epafrodito
Champlin (Famoso comentário Bíblico, Versículo por versículo) – Timóteo e Epafrodito são enviados. Deveriam ser recebidos e tratados como representantes de Paulo.
Os textos em negrito são uma grande ferramenta a disposição dos interpretes, mas devemos ter cuidado, pois muitas vezes não temos conhecimento de quem os escreveu, e também podemos ser levados a interpretarmos os textos conforme a interpretação de outra pessoa.
No Próximo estudo sobre os títulos em negrito, estarei mostrando alguns textos em que o texto em negrito, não reproduz o conteúdo do texto bíblico, mas sim a interpretação.
Leonardo Rodrigues Pereira.
www.estudosnovotempo.com.br
Subamos e possuamos a terra!
11/10/10
Deus tem um propósito para todos nós desde antes da fundação do mundo. Ele quer que sejamos sua família na terra e que tenhamos a glória do seu Filho. Ele não quer somente nos salvar, libertar e curar. Ele tem vida em abundância para todos nós. Deus disse a Moisés: “Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito… por isso desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (Ex 3.7,8). Havia um propósito na libertação de Israel do Egito: fazê-los subir a uma terra melhor, a uma terra boa e ampla, a um lugar de bênçãos!
Quando desconhecemos as promessas que Deus tem para nós deixamos de usufruir as suas riquezas. Deus também falou: “Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Is 1.19). Não podemos ter uma mentalidade tímida ou pessimista como cristãos. Devemos desejar nada menos do que tudo aquilo que Deus tem para nós. Lembremos do que Calebe disse em reação ao desânimo dos judeus para entrar em Canaã: “subamos, e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos contra ela” (Nm 13.30). Tome posse pela fé daquilo que Deus já prometeu a você!
Christian Lo Iacono
Estudo disponível no site www.cristoresposta.com.br/
O líder encorajador
10/10/10
“Dar resposta apropriada é motivo de alegria; e como é bom um conselho na hora certa!” (Provérbios 15.23 NVI).
Todos precisam de encorajamento. Mesmo o líder mais determinado, mais habilidoso precisa ser encorajado de alguma forma. Se isso é verdade em relação à pessoa do líder, imagine em relação aos liderados?!
Todo líder precisa ser um encorajador por excelência dos seus liderados. Precisamos encorajar as pessoas porque:
- Há dias em que tudo parece sombrio.
- As pessoas enfrentam ciclos diferentes de vida. Existem dias de montanha e dias de vale.
- A vida impõe muitas pressões sobre as pessoas, a carga fica pesada e o desânimo parece dominar os corações.
- O desafio do trabalho a ser feito se torna grande e a vontade de desistir e sair de cena sempre surge como uma opção.
- Às vezes perdemos o foco e fixamos o olhar apenas nos erros e derrotas aparentes.
- Normalmente ouvimos mais palavras de desânimo do que de encorajamento no dia-a-dia da vida.
- Esquecemos que temos recursos sobrenaturais ao nosso dispor e ficamos tentando viver pelo nosso próprio poder.
Um líder sensível será um líder que encoraja. Mesmo quando é preciso corrigir rotas e rever procedimentos, o encorajamento precisa estar presente.
A palavra de um líder sempre tem um peso maior do que o normal. Sendo assim, a palavra encorajadora de um líder tem conseqüências muito mais profundas, às vezes inesperadas, se ignoramos esta verdade. Podemos encorajar as pessoas de diversas maneiras, como:
- Chamando os liderados pelo nome.
- Procurando conhecer de fato os seus problemas.
- Permitindo ser acessível a eles.
- Mostrando a eles que nós também somos humanos e limitados.
- Reconhecendo o esforço despendido para a realização de uma tarefa.
- Oferecendo espaço para manifestações e contribuições dos liderados.
- Oferecendo um tempo de descanso para aqueles que estão cansados.
- Sendo justo e não fazer acepção de pessoas.
- Encorajando diretamente com palavras positivas de ânimo.
Entendo que um bom líder precisa sempre procurar encerrar seus diálogos de forma positiva e encorajadora, pois assim a abordagem inter-pessoal se tornará mais dinâmica e fácil, gerando um clima melhor e mais produtivo de trabalho em equipe.
O mundo já tem muitas forças geradoras de desânimo, por isso precisamos de líderes que encorajem e sejam encorajados. Que tipo de encorajadores temos sido? Daqueles que diante de um belo dia de sol só enxerga a pequena nuvem escura do horizonte ou somos daqueles que mesmo em meio às tempestades, lembramos que sobre as pesadas nuvens o sol nunca deixa de brilhar?
Vamos trabalhar por uma atmosfera de encorajamento. Que tal criarmos uma corrente de encorajamento mútuo? Um bilhete, um presente, uma carta, um telefonema, um e-mail, uma declaração pública, um abraço, um agradecimento, um sorriso sincero, um ouvido atento e sensível, uma palavra, um compartilhar de fardos. Vamos nos encorajar uns aos outros e colhamos o fruto dessa inteligente e abençoada prática.
Antes de encerrar, quero lembrá-lo: não desanime, levante a cabeça, você pode chegar lá, pois o Senhor “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós.” (Efésios 3:20 NVI).