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Salomão
09/11/10
II Samuel 12:24, I Reis 2:1-12, 3:1-28
Versículo para memorização – I Reis 3:3
Um dos mais poderosos e brilhantes reis que o mundo já conheceu foi o rei Salomão, de Israel. Começou a governar por volta de 1015 anos antes do nascimento de Cristo. Descobertas sobre o esplendor de seu reinado ainda vêm sendo feitas.
Duas coisas básicas devem ser salientadas sobre o rei Salomão. A sua sabedoria e sua riqueza. No texto de nossa lição, quando Salomão orou perante Deus, pediu somente uma coisa: sabedoria para governar o povo de Deus corretamente. Isso agradou a Deus, e Deus lhe deu não só a maior sabedoria que um homem mortal pode ter, como também a maior riqueza. Um grande exemplo de sua sabedoria pôde ser presenciado quando duas mulheres vieram perante ele, desejando a mesma criança. Salomão disse: “Peguem uma espada, dividam-na, e dêem metade para cada uma”. Uma mulher concordou, mas a outra disse: “não, dêem-na a ela”. Salomão sabia que a verdadeira mãe era aquela que havia defendido o bebê e entregou-o a ela.
A riqueza de Salomão é uma das maravilhas do mundo. Possuía minas de ouro, prata e cobre. Construiu o templo grandioso de Deus em Jerusalém. Até mesmo seus servos viviam no luxo. A grande rainha de Sabá fez uma grande viagem para observar esse homem rico e verificar se as coisas inacreditáveis que havia ouvido eram verdadeiras. Quando viu tudo, seu comentário dela era de que nem a metade foi lhe contada.
Salomão, entretanto, era um homem mundano. Servia ao Senhor, mas também, a outros deuses. Isso era feito, provavelmente, para promover sua popularidade e para agradar suas esposas gentis. Salomão teve 500 mulheres israelitas, além de suas 500 esposas e concubinas de outras nações. Sabemos que isso é pecaminoso e muito desagradável a Deus. Podemos então perguntar por que Deus serviu-se desse homem, a ponto dele escrever três livros da Bíblia: Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Certamente Deus fez isso dessa maneira a fim de que Salomão pudesse, depois de vivenciar tais coisas, escrever como escreveu, que sabedoria, riqueza e o mundo são apenas vaidade. (Eclesiastes 1:2 e 12:13 e 14)
Perguntas – SALOMÃO
1. Quem era o pai de Salomão?
2. Quem era sua mãe?
3. Quando seu reinado começou?
4. Cite duas principais características de Salmão.
5. Aproximadamente quantas esposas teve num total?
6. Isso agradava a Deus?
7. Quando Salomão começou a governar, qual era seu único pedido?
8. O que não pediu?
9. O que Deus lhe deu além de seu pedido?
10. Quem é a grande rainha que foi visitá-lo?
11. Por que ficou comovida a viajar e a visitar Salomão?
12. Qual foi seu comentário sobre a riqueza do rei Salomão?
13. Salomão adorava a Deus fielmente?
14.De que maneira foi infiel?
15. O que influenciou essa infidelidade?
16. Quais três livros da Bíblia escreveu?
17. Salomão era um homem satisfeito com sua vida?
18. Como descreve tudo aquilo que o mundo tem para oferecer?
19. Que conselho Salomão nos dá a respeito de nosso padrão de vida em Eclesiastes 12:13?
20. Por que você acha que Deus usou um homem mundano?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
www.estudosnovotempo.com.br
Avaliando os funcionários da igreja
08/11/10
O amor não se vangloria – Max Lucado
07/11/10
“O amor não se vangloria, não se orgulha” 1 Coríntios 13:4.
O coração humilde honra os outros.
Jesus não é nosso exemplo? Contente por ser conhecido como um carpinteiro. Feliz por ser confundido com o jardineiro. Ele serviu seus seguidores lavando seus pés. Ele nos serve fazendo o mesmo. A cada manhã ele nos presenteia com beleza. A cada domingo ele nos chama para sua mesa. A cada momento ele reside em nossos corações. E ele não fala do dia em que ele como “senhor se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los” (Lucas 12:37)?
Se Jesus está tão disposto a honrar-nos, não podemos fazer o mesmo pelos outros? Faça das pessoas uma prioridade. Aceite seu papel em seu plano. Seja rápido em dividir os aplausos. E, acima de tudo, considere os outros mais importantes do que você. O amor faz. Porque o amor “não se vangloria, não se orgulha”.
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida – Texto original extraído do site www.maxlucado.com
Era Maria Madalena, uma Prostituta?
06/11/10
Maria Madalena, aquela mulher que acompanhava Jesus e o servia, que esteve junto da cruz e foi a primeira a vê-lo ressuscitado e que o anunciou aos outros irmãos, tem recebido, durante séculos de cristianismo, uma pecha desagradável que jamais mereceu.
Apesar de Jesus ter expulsado dela 7 demônios (Lucas 8:2), não existe qualquer referência que afirme que a pobre mulher, antes de conhecer a Jesus, tenha sido uma PROSTITUTA!
Talvez a confundam com a mulher PECADORA, que regou os pés de Jesus com lágrimas e enxugou-os com seus próprios cabelos. (Lucas 7:36-50).
Madalena significa: Natural de Magdala, povoado situado às margens do mar da Galiléia. (Não há nenhuma indicação de que esta Maria seja a pecadora mencionada no cap. 7).
John Wesley
05/11/10
John Wesley (1703-1791) – Biografia
A importância da vida e mensagem de John Wesley é bem conhecida. Não é exagero dizer que impactou profundamente a história da Inglaterra e da América.
Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. O fogo se alastrava no teto de palha da paróquia onde eles moravam, começando a estilhaçar brasas sobre as camas. Subitamente, Hetty Wesley, um dos irmãos menores, acordou assustado e correu até o quarto de sua mãe. E logo todo mundo estava em pé, tentando conter o domínio das chamas, enquanto a pequena criada, agarrando o bebê Charles nos braços, chamava as crianças para um lugar mais seguro. A essa altura, Twice Susanna Wesley forçava a porta contra as costas, numa tentativa desenfreada de proteger-se.
A família finalmente conseguiu sair de casa e, apavorada, reuniu-se no jardim, pois descobrira que o pequeno Jeckie havia ficado lá dentro dormindo. Voltaram correndo, mas era tarde: a escada estava em cinzas e tornava impossível resgatá-lo. O rapaz chegou até aparecer na janela, porém não podiam segurá-lo, visto que a casa ficava no segundo piso. Todavia, um pequeno homem pulou sobre o largos ombros do pai de Wesley e, num esforço desmedido, conseguiu salvar a criança.
Um Estudante de Cristo
Conseqüentemente, uma profunda ternura passou a residir no coração de Jackie que, mesmo depois de homem, considerava que havia escapado aquela noite porque Deus tinha um propósito muito especial em sua vida. Várias vezes ele chegou a comemorar este dia em seu diário secreto que escreveu: “Arrancado das Chamas”.
Seis anos depois, em Charter House School, Jeckie matriculou-se na Universidade em Oxford, tornando-se um estudante da igreja de Cristo. Quatro anos mais tarde graduou-se em bacharel de artes e em 1726 foi eleito acadêmico do Colégio Lincoln.
Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitfield.
Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Georgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época era secretário do governador e o piedoso trabalho em Georgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: “O eficiente trabalho de John Wesley na América é impressionante. Seu nome é muito precioso entre o povo, pois tem edificado as fundações que, espero, nem homens nem demônios a abalem”.
Aprendendo a Confiar
Em contato com German Moravian Christians na América, Wesley questionava sobre as verdades cristãs. Sabia muito bem que o êxito de seus trabalhos estava nas mãos de Deus e, por isso, começou a buscá-lo em oração. Não demorou muito tempo e, em 24 de maio de 1738, acabou encontrando a resposta quando, de volta para a Inglaterra, resolveu registrar tudo quanto acontecera naquele dia: “A tarde, visitando a sociedade em Aldersgate Street, li o ‘Prefácio da epístola aos Romanos’ na versão de Lutero, cujas palavras tocaram-me profundamente. Senti meu coração bater fortemente. E, desde aquele momento, aprendi a confiar em Cristo como meu Salvador. Estou seguro de que os meus pecados estão perdoados. Me salvei da lei do pecado e da morte”. Esta experiência mudou o rumo da vida de Wesley que, a partir daquele momento, passou a ser uma nova criatura, sendo consagrado o maior apóstolo da Inglaterra.
John Wesley começou o trabalho de pregação ao ar livre quando viajava para Bristol a fim de ajudar George Whitfield, que na época era conhecido como o mais eloquente pregador da Inglaterra. Wesley, a princípio, rejeitou a idéia, mas uma vez convencido da vontade de Deus, acabou se tornando mais famoso que Whitfield. Viajava 11 quilômetros por ano. Experimentou os mais cruéis sofrimentos e oposições em toda sua vida. Estava frequentemente em perigo.
Embora fosse sábio e proeminente, o itinerante evangelista era um homem simples e executou muitas obras sociais. As suas poderosas mensagens muito influenciaram a igreja que, no ano de 1739, adquiriu uma sede para o movimento protestante, que crescia vertigiosamente. Comprou uma casa de fundição em ruínas, na cidade de Moofield, e transformou-a num templo. O prédio passou por uma rigorosa reforma que custou, na época, 800 libras (quantia superior ao da compra que foi de 115 libras), mas valeu a pena. Depois de pronta, a capela passou a comportar cerca de mil e quinhentas pessoas.
Era o primeiro edifício metodista em Londres, onde a verdadeira doutrina de Cristo era proclamada. Pessoas sedentas por ouvir a gloriosa mensagem do evangelho cruzavam todos os domingos a escuridão das estradas de Moorfield com lanternas, para ouvir os ensinamentos de Wesley. O prédio dispunha de sala de reuniões, com capacidade para 300 pessoas, sala de aula e biblioteca.
Mais tarde, John Wesley instalou a sua própria casa na parte superior da capela, onde passou a morar com a sua família. Em 1746, abriu um centro de atendimento médico e escola gratuitos, com capacidade para 60 estudantes, contratou farmacêutico, cirurgião e dois professores e, em 1748, alugou uma casa conjugada para refugiar viúvas e crianças.
Muitos foram os patrimônios conseguidos pela igreja durante os 40 anos do movimento metodista em Moorfield, organizada por John Wesley. Entretanto, devido a expiração do contrato imobiliário, a sede teve de mudar-se para um outro lugar.
Próximo dali, em City House, encontrava-se um vasto campo onde jaziam os túmulos de Bunhill Field e o de sua esposa Sussana Wesley. Um lugar de pântanos, recentemente aterrado, onde foi construída a catedral de Saint Paul. Havia também no local algumas pedras de moinho, utilizadas para moer milho trazido do Thames, que era transformado em trigo.
John Wesley alugou quatro mil metros quadrados destas terras em 1777 para construir a nova capela. E, finalmente, em 21 de abril do mesmo ano, sob forte chuva, lançou a pedra fundamental, com a seguinte gravação: “Provavelmente, esta pedra não será vista por algum olho humano, mas permanecerá até que a terra e o trabalho sejam consumados”. Naquele dia, Wesley improvisou um púlpito sobre a pedra e pregou em Nm 23.23.
A Recompensa
Em 1 de novembro de 1778, dezoito meses depois, no Dia de Todos os Santos, a capela estava próxima de ser aberta para a adoração pública. Apesar dos ventos das dificuldades (além de ter contraído muitas dívidas, os trabalhadores tiveram as ferramentas roubadas), Deus recompensou grandemente o esforço de Wesley, levantando voluntários dentre os membros. O rei George III, por exemplo, doou mastros de navios de guerra para o suporte das galerias.
Conta a história que um certo dia Wesley ficou de um lado do templo e Taylor, um dos cooperadores do outro, com os chapéus nas mãos, e conseguiram arrecadar 7 libras; o suficiente para a conclusão das obras. Toda a galeria foi coberta com gesso e os bancos de madeira de carvalho, doadas pelas igrejas da América, Canadá, Sul da África, Austrália, Oeste da Índia e Irlanda. As janelas vitrificadas, as impressões no teto foram trabalhados no estilo Adams (réplica antiga), e a casa de Wesley construída num pátio em frente à capela. Estas raridades, depois de reformadas em 1880, no centenário da morte de Wesley, memorizam as epopéias deste bravo soldado de Cristo.
Sua Morte
Mesmo depois de velho quase cego e paralítico, John Wesley continuava pregando em City Road e Latherhead. E, quando percebeu que sua vida estava chegando ao fim sentou-se numa cama, bebeu um chá e cantou:
“Quando alegre eu deitar este corpo e minha vida for coroada de bênção, quão triunfante será o meu fim! Eu glorificarei a meu Criador enquanto tenho fôlego; E, quando a minha voz se perder na morte, empregarei minhas forças; em meus dias o glorificarei enquanto tiver fôlego até o fim de minha existência”.
Wesley foi enterrado no Jardim-túmulo, em frente à capela em City Road, sob as luzes das lanternas, na manhã de 2 de março de 1791. Morreu com os olhos abertos e balbuciando a seguinte palavra: “Farwell” (adeus). Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o funeral. E a lápide até hoje indica o significado histórico: “À memória do venerável John Wesley: o último companheiro do Lincoln College, Oxford…”
Fonte: Revista Obreiro Aprovado (Fev/Mar 1996).
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A importância da vida e mensagem de John Wesley é bem conhecida. Não é exagero dizer que impactou profundamente a história da Inglaterra e da América, com efeitos diversos em toda a sociedade, sem falar da revolução no cristianismo frio e formal da Igreja Anglicana.
Porém, no final do seu ministério, Wesley não estava muito satisfeito com os próprios seguidores metodistas. Seu coração ardente e radical já percebia os sinais de acomodação e adaptação do novo movimento.
A seguir, um trecho de um dos seus sermões, onde exerce sua função de despertar e alertar aqueles que deveriam estar na vanguarda do mover de Deus:
“Acaso não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo?” (Jr 8.22).
Por que o cristianismo tem feito tão pouco bem no mundo? … Não foi designado, por nosso todo sábio e todo-poderoso Criador, para ser o remédio para o mal da corrupção universal da natureza humana? … Entretanto, a doença ainda permanece com pleno vigor: maldade de toda espécie, vícios e hábitos impuros, interiores e exteriores, em todas as suas manifestações, ainda dominam por toda a face da terra.
A seguir, Wesley discorre sobre as áreas do mundo ainda não alcançadas pelo cristianismo, sobre as regiões islâmicas e pagãs, mostrando que lá o cristianismo ainda não pôde influenciar as pessoas e transformá-las. Mas, ele pergunta, e quanto aos países “cristãos”? Certamente ali encontraremos uma situação diferente. Infelizmente, não é o que se pode constatar. Teremos sorte se não descobrirmos que o comportamento geral nestes países é pior do que naqueles onde ninguém conhece o cristianismo. A massa da população é cristã apenas no nome, não conhece realmente o cristianismo, nem sabe o que é. Pelo contato pessoal que teve, na Inglaterra e em outros países, com católicos, protestantes ou ortodoxos, Wesley afirma que a maioria é totalmente ignorante, tanto em relação à teoria, como à prática, do cristianismo; sem conhecer, nem ao menos os primeiros princípios, perecem por falta de conhecimento. Mesmo nos países mais afetados pela Reforma, naqueles onde se esperaria achar grandes números de cristãos praticantes e bíblicos, entre dez freqüentadores de igrejas, entre dez pessoas fiéis e assíduas, nove, com certeza, não saberiam explicar coisa alguma dos princípios básicos da vida cristã, da redenção, da ação do Espírito Santo, da justificação, do novo nascimento, da santificação interior ou exterior. E como o cristianismo poderia trazer algum bem, alguma transformação, para pessoas neste estado de ignorância?
Vamos trazer a questão ainda mais próxima. O cristianismo bíblico não é pregado e bem conhecido entre o povo comumente conhecido como metodista? Observadores imparciais admitem que é. E não se pratica entre eles, não só a doutrina, mas a disciplina também, em todas as suas ramificações essenciais, sendo exercitada regular e constantemente? Por que, então, estes não são totalmente cristãos, já que tanto têm doutrina como disciplina cristã? Por que a saúde espiritual do povo chamado metodista não foi recuperada? Por que não temos todos nós “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”? Por que não aprendemos dele nossa primeira lição, tornando-nos mansos e humildes de coração? Por que não dizemos junto com ele, em todas as circunstâncias da vida: “Não minha vontade, mas a tua; não vim para fazer a minha vontade e, sim, a vontade daquele que me enviou”? Por que não fomos “crucificados para o mundo e o mundo para nós” – mortos para os “desejos impuros da carne, os desejos dos olhos e a soberba da vida”? Por que todos nós não vivemos a vida que está “escondida com Cristo em Deus”?
Para dar exemplo em apenas uma área: quem atende a estas palavras solenes: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra”? Das três regras que se estabelecem a este respeito, você pode encontrar muitos que observam a primeira: “Ganhem o quanto puderem”. Ainda encontrará alguns poucos que observam a segunda: “Economizem o quanto puderem”. Mas quantos poderá achar que praticam a terceira: “Dêem o quanto puderem”? Será que entre cinqüenta mil metodistas haverá quinhentos que o façam? E, no entanto, nada pode ser mais claro do que a conclusão de que todo aquele que guardar as primeiras duas regras sem a terceira será ainda duas vezes mais filho do inferno do que antes!
Ó que Deus me capacitasse mais uma vez, antes que eu seja levado para nunca mais ser visto, a levantar minha voz como trombeta e falar com aqueles que ganham e economizam tudo que podem, mas não contribuem tudo que podem! Vocês são as pessoas, talvez as principais, que continuamente entristecem o Espírito Santo de Deus e, em grande medida, impedem sua influência graciosa de descer sobre nossas assembléias. Muitos dos seus irmãos, amados de Deus, não têm alimento, não têm vestimentas, não têm lugar para inclinar suas cabeças. E por que são assim angustiadas? Por que vocês estão, ímpia, injusta e cruelmente retendo deles aquilo que o Mestre, tanto seu quanto deles, colocou em suas mãos com o propósito expresso de suprir as necessidades deles! (…)
Naquilo que está gastando, Deus o recomenda? Ele o louva por aquilo que fez? Ele não lhe confiou os bens dele (e não os seus) para este fim? E agora lhe dirá: “Muito bem, servo de Deus”? Você sabe muito bem que não. Aquela despesa inútil não tem aprovação, nem da parte de Deus, nem da sua consciência.
Mas você diz que tem condições de comprar! Que vergonha deve sentir por ter pronunciado bobagem tão desprezível com sua boca! Nunca mais deve admitir tamanha tolice, absurdo tão palpável! Um administrador tem condições de ser um fraudador descarado? De desperdiçar os bens do seu Senhor? Algum servo tem condições de fazer compromissos com o dinheiro do seu Mestre, além daquilo que este lhe ordenou? (…)
Mas, para voltar à nossa pergunta inicial. Por que o cristianismo fez tão pouco bem, mesmo entre nós? (…)
Claramente, porque nos esquecemos, ou pelo menos não atendemos devidamente, às solenes palavras do nosso Senhor: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz, dia a dia, e siga-me”. Um homem de Deus comentou, já há alguns anos: “Nunca antes houve um povo na igreja cristã que tivesse tanto poder de Deus no meio deles e, ao mesmo tempo, tão pouca abnegação”. De fato, a obra de Deus realmente vai avançando de forma surpreendente, apesar desse defeito capital; entretanto, não será na intensidade que teria de outra forma, nem a Palavra de Deus terá todo seu efeito, a não ser que os ouvintes “neguem-se a si mesmos e tomem suas cruzes diariamente”. (…)
Quanto mais observo e considero estas coisas, mais claro está: …os metodistas ficam mais e mais indulgentes para consigo mesmos, porque estão ficando mais ricos. Embora ainda haja muitos em miséria deplorável…, tantos e tantos outros, no espaço de vinte, trinta ou quarenta anos, ficaram vinte, trinta, até cem vezes mais ricos do que eram quando primeiro ingressaram na sociedade [metodista]. E é uma observação que admite poucas exceções: nove entre dez destas pessoas diminuíram na graça na mesma proporção em que aumentaram suas riquezas. De fato, de acordo com a tendência natural das riquezas, não poderíamos esperar outra coisa. Mas que fato extraordinário este! Como podemos entendê-lo? Não parece (embora não possa ser assim) que o cristianismo, o verdadeiro cristianismo bíblico, tem uma tendência, com o passar do tempo, de minar e destruir a si mesmo? Pois em todo lugar onde o verdadeiro cristianismo chega, produz diligência e frugalidade, que, no curso natural das coisas, acaba gerando riquezas! E riquezas têm o efeito de gerar soberba, amor ao mundo, e toda atitude que é destrutiva ao próprio cristianismo. Agora, se não houver meio de evitar isso, o cristianismo seria incoerente consigo mesmo e, conseqüentemente, não poderia subsistir…
Mas não há como evitar isso? (…) Admitindo que diligência e frugalidade produzem riquezas, não há um meio de impedir as riquezas de destruir a religião de quem passa a possuí-las? Só vejo um caminho possível; que descubra outro quem puder. Você está fazendo tudo para ganhar o quanto puder e economizar o quanto puder? Então, como resultado natural, você está no caminho de enriquecer-se. Porém, se tiver algum desejo de escapar à condenação do inferno, dê o quanto puder; de outra forma, não tenho mais esperança para sua salvação do que a de Judas Iscariotes.
Do sermão 116, Causas da Ineficácia do Cristianismo, Dublin, 2 de julho de 1789.
Fonte: Revista Impacto – Vozes Proféticas do Passado.
Extraterrestres
04/11/10
1. Em lugar nenhum a Bíblia fala de extraterrestres
Para os cristãos, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada. A Bíblia ensina que a vida só é possível através de um ato criador. Mesmo que no espaço existam planetas semelhantes à Terra, lá não existiria vida se o Criador não a tivesse criado. E se Deus o tivesse feito, e essas criaturas nos visitassem algum dia, então Deus não teria nos deixado ignorantes a respeito. Podemos deduzir isso de Isaías 34.16: “Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas criaturas [de Deus] falhará, nem uma nem outra faltará”. Além disso, Deus nos informou acerca de detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, acerca da volta de Jesus, detalhes acerca do fim deste mundo, como em Mateus 24 ou no livro de Apocalipse). Um dia o Universo será enrolado como um pergaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Com isso, se Deus tivesse criado seres viventes em outro lugar, Ele automaticamente destruiria a morada deles.
2. A finalidade das estrelas
Um outro raciocínio que leva à mesma conclusão: se conhecemos a finalidade das estrelas, temos em mãos a chave bíblica para respondermos as questãos concernentes aos assim chamados “extraterrestres”. O “para quê” das estrelas é mencionado em diversas passagens bíblicas. O conhecido Salmo 19 trata do assunto, mas queremos salientar aqui o relato da criação. Gênesis 1.14-15 diz: “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.”
As razões de sua existência são muito claras: devem luzir na terra, mostrar o tempo e ser portadoras de sinais. As estrelas são, portanto, orientadas e planejadas para a terra, ou, para ser mais exato, para as pessoas que vivem na terra. Diante desta distribuição de finalidades quando de sua criação, diante da seqüência da criação (no primeiro dia a terra e só no quarto dia os outros planetas) bem como do testemunho bíblico como um todo, pode-se chegar a uma única conclusão: não se pode contar com vida em outros planetas!
E os OVNIs?
Após a constatação feita acima, como devemos nos posicionar diante dos fenômenos de discos voadores e diante da euforia e da crença em seres extraterrestres? Li na revista alemã “Focus”: “90% das notícias de OVNIs são consideradas disparates, mas um resto de dez por cento é suficiente para o surgimento de muitas especulações.” E o sociólogo Gerald Eberlein chega à conclusão: “Pesquisas revelaram que pessoas que não têm vínculos com igrejas mas afirmam ser religiosas, reagem de maneira especialmente forte à possível vida de extraterrestres. Para elas, a ufologia é uma espécie de religião substituta.” A Bíblia expressa a mesma constatação num ponto de vista ainda mais profundo, quando menciona causa e conseqüência: “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 Ts 2.9-11).
A Bíblia o diz
Um pensamento complementar para elucidar o fenômeno dos discos voadores: a Bíblia dá uma descrição de todos os seres viventes. O Deus vivo se apresenta a nós como o Deus triúno no Pai, no Filho e no Espírito Santo. No céu existem os anjos, que também servem às pessoas sobre a terra. Eles trazem uma boa mensagem e dão a reconhecer quem os enviou (por ex., Lucas 2.6-16). Suas afirmações são precisas e verificáveis.
Uma mensagem diferente é a do diabo e dos demônios. Efésios 2.2 chama-o de “príncipe da potestade do ar”. Seu raio de ação é sobre a terra. O diabo tem seu próprio repertório para seduzir este mundo, sob a forma de variadas práticas ocultas e de milhares de ritos religiosos. Será que não poderia ser que, por trás de todos os fenômenos não identificáveis se encontrassem as obras do enganador? Como os relatos de OVNIs mostram, tudo é muito nebuloso e não identificável. Pessoas que não conhecem a Cristo se deixam fascinar com facilidade por tudo quanto é fenômeno abstrato. Aos cristãos vale o aviso: “Vede que ninguém vos engane!” (Mt 24.4).
Norbert Lieth – http://www.chamada.com.br
Como se vestir na Igreja?
03/11/10
Hoje em dia temos sido abalados de todos os lados em relação a como se vestir para ir à igreja, ou seja, “Qual roupa é apropriado para a casa de Deus?”.
Devido ao fato que eu basicamente nasci na igreja, tenho muita experiência pessoal em relação a esse assunto. Em geral existe uma regra só, seja escrito ou entendido, que você veste seu melhor para Deus, que pela aparência pode até fazer sentido. A minha pergunta é a seguinte: “Será que Deus se liga com nossas roupas, sendo que elas pelo menos são decentes?”, e disso eu te respondo: “Duvido”. A Bíblia é bem clara quando ela fala que Deus olha para o coração do homem, mas os homens olham para o exterior (1Samuel 16.7), e daí nós achamos não somente o coração de Deus, mas também a motivação do homem.
Sendo honesto, nós sabemos que são poucas pessoas que olham no espelho antes de ir para o culto e pensa, “Será que Deus vai gostar dessa camisa?”. Para quê? A gente não veste aquela camisa por Deus, mas para aqueles homens ou mulheres que vão nos ver e nos avaliar. Nós vestimos para chamar atenção de pessoas e receber elogios. Por que uma moça usa uma saia curta e uma blusa apertada? Por que um rapaz usa uma camisa “baby look”, um estilo criado para mulheres? Não tem nada a ver com Deus.
A verdade é que a igreja hoje em dia tem se tornada uma competição de beleza, um show de mostrar as últimas modas e modelos.
“Agora nós temos João Batista, e ele está nos mostrando sua nova coleção de verão com essas lindas roupas de banho”. E vem João entrando de sunga e uma camiseta de praia e passando pela frente de tudo mundo, girando e voltando. “Não fique fora da moda no seu próximo batismo, procure a marca JB que sempre te garante o melhor em roupas de banho”.
Fala sério, mas é isto que vemos. Pessoas que gastam horas e muito dinheiro para desfilar na igreja, criando regras que todo mundo tem que ser assim também. E se alguém não tem condições de alcançar o padrão? Vamos barrar ele de entrar? Acontece. Nós pastoreamos uma igreja na bacia Amazônica por três anos, numa vila ribeirinho que tinha 2.000 habitantes. Era uma vila simples com um povo simples que amavam a Jesus, mas eu te garanto que, se um deles fosse tentar entrar na maioria das igrejas aqui no Brasil, eles seriam barrados bem na porta. O jeito para muitos deles se vestir para o culto era bermuda, chinelo, camisetas e até boné; não porque eles queriam ser “rebeldes”, como nós julgamos muitos hoje em dia, mas porque eram as únicas roupas deles. Será que Jesus não aceitou sua adoração porque estava de bermuda ou boné? Duvido.
Tinha uma vez que um rapaz decidiu visitar uma igreja. Ele sabia que tinha algo faltando na vida dele e foi até a igreja para achá-lo. Ele curtiu o culto, apesar de ser um pouco estranho, mas ele gostou do calor do povo e todos os sorrisos. Depois do culto o pastor fez questão de chegar lá com ele para cumprimentá-lo e conversar um pouco. Disso o rapaz achou incrível, pois até o líder se importava com ele. Depois de um tempinho de conversa superficial, o pastor começou: “Meu querido, amado, sabe, existe uma maneira certa de se vestir para a igreja”. (O rapaz estava vestido de chinelas, bermudas, uma camiseta e boné.) “Ó”, respondeu o rapaz, “Eu não sabia”. “Sim”, continuou o pastor, “Mas, eu não quero criar regras. Então faz seguinte: vai para sua casa e, nessa semana, fale com Deus e pergunte a Ele como Ele acha que você deve se vestir nessa igreja”. “Tudo bem”. E o rapaz foi até sua casa. Na outra semana, ele voltou para a igreja e, mais uma vez gostou e, de novo, depois do culto, o pastor foi até ele para conversar, “Meu filho, eu não pedir você falar com Deus a respeito das suas roupas em nossa igreja?”. (Ele estava vestido da mesma maneira do que a semana antes.) “Sim, eu falei com Ele mesmo”. “E o que ele disse?” “Ele me falou que Ele não sabia de como se vestir para ir à sua igreja porque Ele nunca tinha visitado ela”.
A roupa não é o importante (se a pessoa está vestida numa maneira modesta para não escandalizar seu irmão e o levar a pecar), mas sim o coração.
1Timóteo 2.9-10; Quero também que as mulheres sejam sensatas e usem roupas decentes e simples. Que elas se enfeitem, mas não com penteados complicados, nem com jóias de ouro ou de pérolas, nem com roupas caras! Que se enfeitem com boas ações, como devem fazer as mulheres que dizem que são dedicadas a Deus!
Mateus 18.6-7; Mas qualquer que fizer tropeçar (pecar) um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços (pecados)! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço (pecado) vier!
Infelizmente a gente coloca muita importância na maneira que alguém se veste e, infelizmente, muitas pessoas boas, de situação financeira ruim, estão sendo ignoradas e excluídas das nossas igrejas ou, pelo menos, de poder servir nelas. Já percebeu que somente aqueles que “têm” se acham na frente com suas roupas lindas, sendo o “modelo” pra gente seguir? Qual foi a última vez que viu alguém na frente com uma calça rasgada? Claro que não. Tem pessoas que iam até dizer que isto é uma vergonha para Deus. Vai tomar banho!
Tiago 2.1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.
Claro que isso nunca acontece na igreja… E não se esqueça de deixar biscoitos e leite na mesa para o Papai Noel, pois ele vem em junho também. O capitulo fala mais ainda:
Tiago 1.9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.
Acho que podemos já encerrar o show de moda de Jesus. Ele não se interessa.
Então, como nós devemos nos vestir na igreja?
Temos que pisar cuidadosamente aqui. Eu admito que detesto religião, e tudo que tem cheiro dela, mas, ainda assim, eu tenho um dever de respeitar aqueles da igreja que podem se sentir ofendidos pela minha maneira de se vestir, ainda se Deus nem liga. Existe uma geração mais velha que ralou e trabalhou para criar a igreja que existe hoje em dia e nós temos que respeitar isso, ainda se não concordamos com tudo que acontece lá dentro. E é aqui que nós temos que pensar em o que vamos vestir. Não adianta nada se a nossa liberdade ofenda nosso irmão. Romanos 14 fala do argumento sobre comida e dias especiais, por que uns achavam que uns dias são mais especiais ou algumas comidas não são permissíveis, mas no fundo de tudo é que cada um tem que se resolver com Deus e, ainda assim, isso não dá a ele liberdade de agir como quer.
Romanos 14.12-13; Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Por isso paremos de criticar uns aos outros. Pelo contrário, cada um de vocês resolva não fazer nada que leve o seu irmão a tropeçar ou cair em pecado.
BLH Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
Então se uma bermuda vai escandalizar alguém, é melhor nem usar. Ou se um boné vai escandalizar alguém, é melhor não usar também (segundo a minha esposa). Quem me conhece sabe do meu gosto por bonés. Desde criança eu sempre tenho usado e, atualmente, tenho 25 no guarda roupa. Mas, em qualquer igreja tradicional, eu não uso no domingo, pois eu sei que tem pessoas que não vão entender e iam ficar escandalizadas, se não ofendidas. E sempre tem aquele irmão querendo me ajudar de entender as escrituras que sempre cita 1Coríntios 11.4;
“Se um homem cobre a cabeça quando ora ou anuncia a mensagem de Deus nas reuniões de adoração, ele está ofendendo a honra de Cristo”.
E se eu fosse um estudante novo na palavra e não entendesse nada de exegese (a aplicação prática de hermenêutica em que a interpretação e entendimento do texto estão baseados em si requerendo uma analise das palavras significantes no texto; um estudo do contexto histórico e cultural; confirmação dos limites do texto, e examinando do texto está baseado em si.) Em outras palavras, só porque um versículo fala algo, nem sempre quer dizer que a Bíblia fala algo. Isto é geralmente onde as seitas começam. Pegam um versículo fora do contexto e fazem uma religião. Por isso temos que estudar para entender. Agora, voltando para o versículo que fala do homem cobrindo a sua cabeça quando está orando ou pregando é um assunto cultural da época. Naquele dia, os homens descobriram suas cabeças na adoração para mostrar o seu respeito e submissão ao Deus. E sem nos pegar só no contexto histórico e cultural, temos que também olhar para o contexto bíblico, os versículos ao redor desse (neste caso, os dois versículos seguidos).
1Coríntios 14.5-6; E, se uma mulher não cobre a cabeça quando ora ou anuncia a mensagem de Deus nas reuniões de adoração, ela está ofendendo a honra do seu marido. Nesse caso, não há nenhuma diferença entre ela e a mulher que tem a cabeça rapada. Se a mulher não cobre a cabeça, então é melhor que ela corte o cabelo de uma vez. Já que é vergonhoso para a mulher rapar a cabeça ou cortar o cabelo, então ela deve cobrir a cabeça.
Bom, o que posso falar? Se um homem, segundo a regra baseado no versículo 4, não deve usar um boné na igreja por questão “bíblica” (religiosa), então, segundo o mesmo critério usado para formar a primeira regra, devemos criar uma segunda: cada mulher que ora ou profetiza sem sua cabeça coberta deve raspá-la. Entendeu o buraco na lógica disso? Nós decidimos o que queremos e agarramos nele e jogamos o resto fora. Não pode ser assim. Se for uma desonra um homem usar boné, então temos que voltar à época em que as mulheres cobriam suas cabeças na igreja ou raspavam elas, o que eu devo admitir que seria bem ridículo. Biblicamente falando, se eu não estou ofendendo alguém com meu boné, Deus também não tem problema com isso. O problema com o boné, a bermuda, a camiseta, uma moça usando calças em vez de um vestido não está com Deus nem com a Bíblia, mas com os homens que não ficam contentes sabendo que o jugo de Deus é suave e a sua carga é leve (Mt 11.30), e querem criar regras que vão mostrar um nível de espiritualidade e santidade que é nada mais do que uma fachada e regras que Deus nunca queria para seu povo. Nisso pode concordar com a Bíblia:
Colossenses 2.23; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.
São regras humanas feitas pelos homens com, eu creio, corações bons, querendo ajudar, mas no fim acabou sendo mais um jugo sobre a noiva que não era para ser. Então, ainda temos que responder, “Como nós devemos nos vestir na igreja?”. Claro que de uma maneira modesta, mas o resto depende da sua igreja. Como eles desejam que você se vista? Liberdade em Cristo nunca é uma desculpa para a rebelião. Respeite as normas aceitas da sua igreja, mas questione o que não é bíblico.
Perdoar para ser perdoado
02/11/10
“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mt. 18:21,22
Deus quer nos falar neste dia sobre um assunto tremendamente importante. Eu diria essencial para que os relacionamentos em família possam gozar de inteira comunhão. Refiro-me ao perdão. Por desconhecermos as implicações do ato de perdoar e ser perdoado é que vemos a cada dia lares se desfazendo, filhos abandonando os seus pais, casais se divorciando, irmãos brigando contra irmãos. De fato existe muita falta de perdão.
A Bíblia é bem clara ao afirmar “que por se multiplicar as iniqüidades o amor de muitos se esfriariam.” Infelizmente vivemos um caos principalmente dentro do âmbito familiar. São famílias que não se entendem. Pessoas vivendo debaixo do mesmo teto mas se agredindo mutuamente com palavras agressivas e também fisicamente. Filhos desrespeitando os seus pais, pais com total falta de temor a Deus irritando por sua vez os seus filhos e trazendo discórdias no seio da família. Enfim feridas na alma que são abertas a todo instante e que parece não ter solução para sua cura, para a sua total cicatrização. O que está acontecendo afinal? Como acabar com isso? Como fazer que a paz possa voltar ao lar que está mergulhado em desencontros? Como fazer com que os valores morais e sobretudo espirituais cheguem ao coração de nossos amados? A reposta para estas questões está centralizada na pessoa de Jesus Cristo.
Conhecendo Jesus e tendo uma experiência com Ele tudo pode mudar. Infelizmente existe uma tendência de grupos religiosos que insistem em atribuir ao diabo tudo o que acontece de ruim em nossa vida e na vida de nossas famílias. Mas o fato é simples de entender. Quando abrimos as nossas mentes, os nossos corações na direção daquele que tem as respostas, Isto é quando nos voltamos em sinceridade para Deus. Ele sim, Jesus, tem as respostas para as nossas inquietações pessoais e familiares. Tiago nos diz claramente: “Ninguém ao ser tentado diga, sou tentado por Deus, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele a ninguém tenta. Mas cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” Tg 1:14,15
De fato somos nós mesmos, com nossas decisões e escolhas erradas é que atraímos as conseqüências imprevisíveis e muitas vezes irreversíveis em nossa vida nesta terra. Existe um fator que trava toda e qualquer possibilidade de comunhão intensa com Deus e com os nossos semelhantes. É a falta de perdão. Não perdoar aquele que nos agride, aquele que tem traído a nossa confiança fará com que os céus se fechem para nós. Pedro argüiu Jesus “até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Talvez seja esta a sua pergunta nesta oportunidade. Na mente de Pedro surge um número, o número sete que estava condicionado a lei dos judeus. Porém ao responder a inquietação de Pedro, Jesus o surpreende dizendo-lhe : “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.“ Isto representa no meu modo de pensar que quatrocentos e noventa vezes devo perdoar o meu irmão por uma mesma ofensa recebida.
Em outras palavras. Se o seu filho lhe fez algo que o chateou, aquela ofensa deverá ser perdoada 490 vezes. Se o seu cônjuge o magoou em alguma área, 490 vezes o perdão deve entrar em ação. O perdão é Divino, é de Deus mas para praticá-lo também devo estar em Deus. Hoje é tão comum pensarmos que basta apenas pedirmos perdão a Deus e resolveremos a questão pendente com o nosso irmão.(a) Não é assim que o problema será resolvido. Eu tenho que ter aquela consciência que se eu pequei eu devo procurar a pessoa que está sendo alvo de minha inquietação pessoal e pedir-lhe perdão. Depois eu terei liberdade de ir perante Deus para pedir-lhe perdão também. Tantos relacionamentos rompidos principalmente nas famílias por falta do temor do Senhor.
Cria-se na mente várias justificativas que anulam a atitude correta de tomar a decisão para resolver de vez o problema. A oração que Jesus nos ensinou, a tão conhecida oração do Pai Nosso, Jesus é bem positivo para conosco quando diz: “Que se não perdoarmos o nosso próximo, não seremos perdoados por Ele.” Se não tivermos a atitude de resolvermos o problema que está pendente com o nosso próximo, Deus também não poderá nos perdoar. Amado(a) você conhece alguém assim? Quem sabe o Espírito Santo neste momento está lhe revelando que existe alguém em sua própria família com quem você tem algum problema não resolvido. Será que você tem dificuldade de perdoá-la? Sabe o que você vai fazer? Eu quero lhe dar alguns conselhos práticos e tenho a certeza absoluta que vai ajudá-lo(a) neste dia.
1. Verifique em oração diante de Deus se existe alguém cujo perdão você tem retido.
2. Se você identificar pessoas ou situações, peça a Deus que lhe dê coragem e estratégias vindas da parte Dele para resolver a situação.
3. Dirija-se a esta pessoa ou pessoas na primeira oportunidade e peça-lhe perdão. Se estiver longe lhe escreva uma carta, e-mail ou use o telefone mas lembre-se: “Não é um simples pedido de desculpas. É pedir perdão de coração.” Não é hora de fazer discursos. Não é hora de aproveitar da situação para achar erros na(s) pessoa(s) em questão. É hora de resolver os problemas com seu pedido de perdão.
4. Ore junto com esta pessoa. Agradeça a Deus por estarem tentando se entenderem novamente diante de Deus. Obs. Se a pessoa não lhe der o perdão. Você está liberado diante de Deus, pois tentou fazer a sua parte e você poderá ter agora a sua consciência livre de culpa.
Amigo(a) Talvez você tenha razões de sobra para a sua atitude de afastamento e retenção do perdão. Mas lembre-se: A vitória com certeza chegará a sua vida quando você derrubar esta parede de separação. Alguém disse “Que perdão é a habilidade de começar tantas vezes quanto forem necessárias” Uma das coisas que Jesus bateu mais de frente quando estava aqui nesta terra, foi contra os religiosos e hipócritas de sua época. Volta e meia Ele estava frente a frente com as pessoas que gostavam de fazerem intrigas e que traziam tantas perturbações, tanta falta de paz no meio das famílias. Que adianta ir a Igreja, cantar no coro ou pertencer a uma banda de louvor, ouvir os sermões do pastor, participar das celebrações e não ter a motivação de ter um coração limpo, um coração transparente perdoando e sendo perdoado.
Deus está em nossos dias e principalmente na família mostrando-nos que para alcançarmos a paz, a alegria, harmonia de pensamentos e comunhão com Deus e uns com os outros o perdão se faz necessário sempre, todos os dias, todas as horas, todas as pessoas, todas as situações. Somente com o coração livre, sem rancor, sem ódio é que teremos famílias abençoadas e felizes no Senhor. Agora um detalhe muito importante. Quem sabe você deve estar com este pensamento “ Você está dizendo isto pastor Nélson, porque não conhece o meu problema? Não conhece a minha dor, não conhece o meu sofrimento. Não sabe o que meu cônjuge me fez. Não sabe o que o meu filho, o meu pai, o meu irmão aprontou comigo” De fato muitas coisas estão chegando à sua mente neste instante de confronto com a Palavra de Deus.
Eu não sei a dimensão do seu problema, mas eu sei de uma coisa e eu quero que você esteja atento(a) para isto. “Eu sei que Jesus não só conhece o seu problema, como também Ele conhece você. Sabe por que? Porque Jesus Cristo lhe ama. por isso o entende e posso lhe garantir que você não está sozinho(a) nesta situação. Jesus é o único que pode ajudá-lo(a) a se ver livre da culpa, do medo, dos transtornos, da revolta, do ódio, do rancor e da amargura que provavelmente está em seu coração.” Jesus é o único que pode lhe dar esperança, pode lhe dar alento, pode trazer-lhe a paz e mostrar-lhe perfeitamente o caminho que você deve seguir. Jesus lhe diz neste instante “Vale a pena liberar perdão” “ Vale a pena pedir perdão” “Vale a pena deixar o comando de sua vida em minhas mãos” Na verdade o que quero lhe dizer é quando você caminhar na direção daquela pessoa que de fato lhe prejudicou um dia, não é você que estará ali levantando a bandeira paz, é Jesus que estará fazendo isto por meio de você.
Amigo(a) vamos resolver aquela situação pendente? Quero orar para que você se sinta encorajado de resolver esta tarefa tão difícil porem gloriosa. Quem sabe hoje o Espírito Santo lhe trouxe na memória uma situação que exige de você um posicionamento inadiável. Hoje é o dia, o momento é agora.
Pr. Nélson
www ministeriocomfamilias.com.br – Estudo disponível no site www.vivos.com.br
Quando as expectativas não se realizam – Max Lucado
01/11/10
“Pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão.” Salmo 27:5.
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida – Texto original extraído do site www.maxlucado.com