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A Idolatria
12/06/10
“Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.” 1Sm 12.20,21
A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT, cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai (Êx 32.1-6). Durante o período dos juízes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel (1Rs 11.1-10). Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.
O FASCÍNIO DA IDOLATRIA.
Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.
1) As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no
sentido de se manter santo e separado delas.
2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.
3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção), ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.
A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA.
Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza.
1) A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.21), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4; cf. 10.19,20). Por essa razão, os salmistas (e.g., Sl 115.4-8; 135.15-18) e os profetas (e.g. 1Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5) freqüentemente zombavam dos ídolos.
2) Por trás de toda idolatria, há demônios, que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17 nota) quanto o salmista (Sl
106.36,37) associam os falsos deuses com demônios. Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos: “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus” (1Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios. Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (ver 1Jo 5.19 nota; cf. Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira (2Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13-14; 19.20) e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16, 35; 49.6; 73.3-12).
3) A correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (cf. 2Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11 notas; Ap 9.21 nota). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.
4) O Novo Testamento declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia: pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais. Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1Co 10.21).
DEUS NÃO TOLERARÁ NENHUMA FORMA DE IDOLATRIA.
1) Ele advertia freqüentemente contra ela no Antigo Testamento. (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4 notas). (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13, 24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2Rs 17.35,37,38). (c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).
2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles.
(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.
(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2Rs 17.6-18).
(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (e.g., Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2Rs 25).
3) O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria.
(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo. (b) Daí, o Novo Testamento nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1Co 10.14; 1Jo 5.21). Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).
Fonte: BEP - www.vivos.com.br
“Nós vamos alcançar esse mundo!” A mentira moderna da igreja cega
11/06/10
“Claro que vamos alcançar esse mundo. Estamos quase lá. “
“Acho que é mais fácil o coelho da Páscoa botar um ovo de chocolate de verdade.”
Não quero ser a chuva no piquenique de ninguém, mas essa parada de “ a igreja está alcançando o mundo” é uma das coisas mais pregadas, mais enganosas e mais usadas para arrancar um “aleluia!!” da galera, e está bem longe do que poderia ser verdade. Eu teria mais facilidade de acreditar que está nevando no inferno do que na igreja, do jeito que está hoje, estar influenciando alguma coisa neste mundo, muito menos alcançando ele. Fala sério. Não que eu esteja contra essa idéia, acho que seria ótima, mas vejo algumas coisas meio óbvias que impedem a realização desse sonho, coisas que precisam ser abordadas e mudadas.
Hoje em dia há um bom impulso para se conquistar os muçulmanos pra Jesus, mas, na boa, estou obrigado a dizer, “Será?”.
Será que nós temos esperança em alcançar um povo que ora cinco vezes por dia? E se eles ficarem sabendo que a gente fica , às vezes, cinco dias sem orar?
Será que vamos influenciar um povo que mata jovens que transam fora do casamento com nossa moralidade?
Com a nossa santidade fingida?
Com o nosso namoro santo, dentro do qual mais do que a metade dos jovens têm perdido sua virgindade?
E será que nossas igrejas subterrâneas vão impressionar um povo que está disposto a morrer por sua fé?
Vamos ser sinceros aqui, o maior impedimento do Cristianismo ganhar muçulmanos são os próprios cristãos. Que vivem vidas que muitas das vezes não tem nada a ver com o que eles pregam. Falamos em paixão sem amar. Falamos em transformação sem mudar. Falamos em dedicação sem se comprometer. Falamos em estarmos dispostos a morrer, enquanto nos escondemos em nossas igrejas subterrâneas mostrando a nossa vontade e desejo de viver. Nós somente teremos esperança de alcançar o mundo muçulmano, quando a nossa dedicação , no mínimo, alcançar a deles. Quando nossas vidas começarem a refletir o que falamos, e quando o sangue dos mártires começar a molhar o chão.
Alcançaremos o mundo muçulmano? Estamos longes.
Alcançaremos o mundo quando começarmos a olhar para os pobres com olhos de preocupação, quando pararmos para entregar algo mais do que um panfleto que eles não podem comer. É muito difícil falar para um morador de rua sobre um Deus que supre as necessidades e ama, quando ele mesmo nunca experimentou isso e nós não temos a mínima vontade de mostrar. Os moradores de rua não podem nos ouvir devido ao fato de que o barulho dos seus estômagos está alto o suficiente para os distrair. Me mostre uma igreja que se liga com os necessitados(sem benefício próprio) e eu te mostro uma igreja que ama o Senhor e entende Seu coração. Mas, não. Esta não é a realidade da igreja hoje em dia, a igreja está muito gorda e muito distraída com a mentalidade de que benção quer dizer “comer a vontade”. Nos ensinam que isso é prosperidade; mas parece bem mais com pecado(gula). Pastores gordos e ricos, passando na rua em seus carros importados e novos, sem perceberem membros das suas próprias igrejas dormindo na rua e passando fome. Pior, eles mesmo não ligam, pois não é o problema deles.
Como é que conseguimos olhar nos olhos de uma criança passando fome e não sentir nenhuma responsabilidade?
Talvez este seja o segredo, não olhar. Passar rápido, fingir estar com pressa e não olhar. Isso mesmo pastor. Isso mesmo “irmão”. Eles te vêem, pode crer, e sentem a sua rejeição.
Obviamente não é sobre eles que estamos nos referindo quando falamos em alcançar o mundo. Talvez estejamos simplesmente falando dos ricos, dos lindos, dos limpos, dos que tem algo a nos oferecer para nos acrescentar, mas com certeza, não é sobre aqueles que vão nos dar trabalho. Não é seu chamado, eu já sei.
E nem das prostitutas, homossexuais e travestis – as pessoas marginais, né? Pois se estamos tão interessados assim em “alcançar este mundo”, que tal a gente procurar umas pessoas “deste mundo” que precisam de ajuda, e que a igreja raramente vai atrás? Esses são fáceis de achar e você não precisa ser “treinado” para mostrar o amor de Cristo para eles. Mas, ninguém vai atrás eles? Por quê será?
Está sentindo o amor? Está se arrepiando meu “irmão”? Quer dar um grito de “vitória”?Não?! Nem eles. Se sua hipocrisia fosse bosta, a gente teria bosta o suficiente para fazer um jardim bem lindo do tamanho do Brasil. E sim, eu sei que existem alguns fariseus que não vão levar nada desse artigo, além do fato que eu escrevi bosta, que tal “merda” então. Melhor pra ti? É tudo a mesma coisa. Algo que não deve ser. E sabe o pior, o fato de ter colocado essas palavras aqui vai dar mais ibope do que as tristezas descritas e escritas aqui. Todo mundo vai falar das palavras “bosta” e “merda”, convenientemente esquecendo do conteúdo. Vamos alcançar o mundo? Duvido. A gente nem gosta dele e das pessoas achadas nele.
Vamos alcançar o mundo, se é que vamos conseguir, somente depois de alcançarmos a própria igreja que está cheia de pessoas vivendo vidas duplas. Eu sei que você sabe do que estou falando. Você sente isso cada dia em que se olha no espelho e se confronta com as suas próprias hipocrisias. O mais triste é que existem muitos na igreja cientes da sua falsidade e querendo mudar mas sem saber como. Em quem eles vão confiar para falar a verdade sobre seu namoro “santo”? Em quem eles vão confiar para falar sobre o seu problema de masturbação ou seu vício em pornografia? Pra quem eles podem contar que quando comem demais eles vomitam a comida para não engordar? E pode crer que a igreja está cheia de pessoas assim. Infelizmente nós somente nos amamos e não temos interesse suficiente para ver as lágrimas nos olhos dos nossos irmãos.
Em quem eles vão confiar para contarem sobre a luta secreta que eles tem contra homossexualidade? É meu amigo, esse tabu está prestes a explodir. Existem muitos homens e mulheres dentro da igreja travados nessa área. Com certeza eles precisam e querem ajuda, mas num lugar onde que se condena o que não entende e que nem se quer entender o que acontece, não é um lugar que convida as pessoas a serem honestas e liberarem os seus segredos. A igreja está a beira de um dos baques mais doidos que ela já passou na sua história e ela mal o vê chegando. Logo, logo a igreja vai ser confrontada com muitos jovens homossexuais ,que já fazem parte da sua liderança, assumindo suas vidas de homossexualidade. E como a igreja vai lidar com isso? Expulsando eles? Espancando eles como aconteceu num caso que a gente conhece? Pedir a eles pra saírem até que consigam levar uma vida mais “apropriada” aos nossos templos pagãos? Tentar expulsar o demônio deles? Seria mais fácil se fosse somente isso. O que a igreja vai fazer?
Quando aqueles que estão lá fora começarem a entrar vai ser um “Deus tem misericórdia!”. Como nós iamos conseguir continuar fingindo que tá todo mundo bem com Deus, se tem homens lá agindo como mulheres e mulheres agindo como homens? Sem falar que quando uma prostituta ou um travesti entrar as máscaras irão cair sem dúvida. Então, o que “ a noiva de Cristo” faria? Abraçaria eles? Mostraria seu amor ou mostraria a porta? Tentaria mudar o exterior logo, para não constranger nenhum fariseu dizimista, na esperança de que o interior mudasse em um dia também? Alcançaremos o mundo? Hmmmmm.
Não é a isso que nos referimos? Já saquei que essas palavras são bem vazias. Deus deve estar muito orgulhoso da gente. Estamos O representando perfeitamente, isso seria verdade se ele fosse um cão. Bacana as palavras que saem dos nossos púlpitos, palavras sem realidade, sem respaldo e sem nenhuma motivação para serem realizadas. Talvez essa nunca foi a razão de lançá-las, não esperam que elas se realizem. Pois aqueles que as lançam geralmente não fazem nada acerca do que pregam. Em defesa deles, talvez a gente possa usar a desculpa de que não é o chamado deles. Claro que não é. Me perdoe, o que eu estava pensando?! Estendendo a minha mão na direção do “ungido”. Eu quase cometi um erro gravíssimo tocando nele e mencionando sua hipocrisia. Parece que quem tem título hoje em dia tem também tem um direito de fazer o que quer sem ninguém questionar. Obviamente ninguém avisou o Apóstolo Paulo disso quando ele confrontou Pedro publicamente.
“Chamado” hoje quer dizer, “pregar e mostrar o caminho certo mas não necessariamente andar nele”. O “chamado” deles(pastores, evangelistas e CIA.) é de estimular a galera a alcançar o mundo enquanto eles tentam alcançar a grana da galera através da semeadura, do dízimo, da oferta, da oferta “especial”, das ofertas das primícias e etc. Estou me esqueçendo de alguma outra maneira enganosa que os “ungidos” usam hoje em dia para poder ter uma casa maior, um carro maior e uma barriga maior, mostrando o quanto Deus os “ama” enquanto passam por aqueles que estão jogados na rua e muitas das vezes na frente das suas próprias igrejas que Deus obviamente não “ama”? É entendido que não devemos perder nosso tempo tentando alcançar esses jogados(“vagabundos”, é o termo mais usado), pois eles não querem Deus. Mas, se o cara tem uma empresa, pode crer que o “anjo da igreja” daria até carona no seu carrão para ele, pois ele tem “potencial” (grana) e quer Deus, né?
Tiago 2:1-4; Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: “Este é o melhor lugar; sente-se aqui”, mas dizem ao pobre: “Fique de pé” ou “Sente-se aí no chão, perto dos meus pés.” Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.
É claro que isso nunca acontece no contexto da igreja moderna. A gente não dá o lugar melhor para ninguém por causa do seu estado financeiro. Sem dúvida nós não fazemos isso, só pedimos para eles fazerem parte do nosso 12 ou conselho de líderes. Até hoje nunca vi um cara desempregado e duro sendo apresentado pelo um pastor diante de uma galera como parte dos meus “12”. Por que será?
Tiago 2:9; Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.
Quem não é culpado disso, por favor, levante a sua mão limpa.
Tiago 2:15-17; Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.” Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta.
Imagine que um irmão não tem dinheiro para pagar a sua conta de luz. A igreja ajuda? Sim, de vez em nunca. Geralmente o que rola é algo do tipo: “Puxa, que coisa. Vou estar orando por você.” Ô seu safado! Ele não precisa da oração religiosa que você provavelmente nem ia fazer. Ele precisa que você meta a sua mão de vaca no bolso e tire uma nota que ajude a ele. Isso não seria Cristianismo de verdade? Isso não seria fruto de uma fé viva? Essa não seria a fé que alcançaria o mundo?
Tiago 5:1-5; Agora, ricos, escutem! Chorem e gritem pelas desgraças que vocês vão sofrer! As suas riquezas estão podres, e as suas roupas finas estão comidas pelas traças. O seu ouro e a sua prata estão cobertos de ferrugem, e essa ferrugem será testemunha contra vocês e, como fogo, comerá o corpo de vocês. Nestes últimos tempos vocês têm amontoado riquezas e não têm pago os salários das pessoas que trabalham nos seus campos. Escutem as suas reclamações! Os gritos dos que trabalham nas colheitas têm chegado até os ouvidos de Deus, o Senhor Todo-Poderoso. Vocês têm tido uma vida de luxo e prazeres aqui na terra e estão gordos como gado pronto para o matadouro.
Claro que não estou chamando ninguém de gordo. Foi o Tiago que chamou. Não gostou? Então, pode mandar seu e-mail reclamando a ele: tiago@to_nem_ai.com. Obrigado.
Ez. 34:1-10; O SENHOR me disse o seguinte: – Homem mortal, fale contra as autoridades que governam o meu povo de Israel. Profetize contra elas e diga que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo o seguinte: “Vocês, autoridades, são os pastores de Israel. Ai de vocês, pois cuidam de vocês mesmos, mas nunca tomam conta do rebanho! Vocês bebem o leite das ovelhas, usam a sua lã para fazer roupas e matam e comem as ovelhas mais bem tratadas, porém não cuidam do rebanho. Vocês não tratam as fracas, não curam as doentes, não fazem curativos nas machucadas, não vão buscar as que se desviam, nem procuram as que se perdem. Pelo contrário, vocês tratam as ovelhas com violência e crueldade. E, por não terem pastor, elas se espalharam. Animais ferozes mataram e comeram as ovelhas. As minhas ovelhas andam perdidas pelos morros e pelas altas montanhas. Estão espalhadas por toda parte. Ninguém busca essas ovelhas, ninguém procura encontrá-las. – Pois bem, pastores, escutem o que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo. Juro pela minha vida que é melhor vocês me escutarem. Por não terem pastor, as minhas ovelhas foram atacadas, mortas e devoradas por animais ferozes. Os meus pastores não foram procurá-las. Eles estavam cuidando de si mesmos e não das ovelhas. Por isso, vocês, pastores, prestem atenção. Eu, o SENHOR Deus, declaro que estou contra vocês. Tirarei de vocês as minhas ovelhas e não deixarei que vocês sejam os seus pastores. E não deixarei que continuem a ser pastores que só cuidam dos seus próprios interesses. Livrarei as minhas ovelhas do poder de vocês para que vocês não possam devorá-las.”
Opa, sei que um tosco vai me escrever para me adverter para não tocar nas auto-designadas, ou seja, os “ungidos do Senhor”. Mas por favor, poupe seu tempo. Se você estava prestando um pouco de atenção, não fui eu que falei isso, foi Deus. Então talvez você deva O adverter para não tocar nos “ungidos” Dele. O e-mail Dele é: eusou@to_nem_ai.com.
“Meu Deus, tenha misericórdia de nós!” Tenha misericórdia da sua igreja brasileira falsa, fria, afastada e desviada. Alcançaremos o mundo? Não sei. Acho que o mais da hora é perguntar: “Quem nos alcançará?”
Agora para terminar deixando todo mundo feliz, como que é de costume da igreja, vamos falar todo mundo junto: “Nós vamos alcançar o mundo para glória de Jesus!!!” Não faz mal sonhar, né?
Delegar para não desistir
11/06/10
O líder cristão está cercado de situações, pressões, eventos, crises, pressões e embates; nas palavras de Paulo em 2º Co 7:5: “antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro.” Não queremos desistir! Não podemos desistir! Por outro lado, carregamos um fardo que não estamos aguentando. Uma das grandes necessidades será sempre aprender a treinar novos líderes e formar discípulos. Para isso, precisamos melhorar nossa capacidade de delegar tarefas.
Contudo, antes que isso pudesse acontecer, Moisés precisava treinar e confiar nessas pessoas. Ele foi instruído assim: “oriente-os quanto aos decretos e leis (princípios), mostrando-lhes como devem viver e o que devem fazer (prática)” (Ex 18:20).
A delegação, em certo sentido, é a própria alma da gestão ministerial. Afinal de contas, gerenciar é conseguir que as coisas sejam feitas através das pessoas. No entanto, ela não é fácil e nem simples. Uma delegação inadequada pode resultar numa delegação para cima, ou seja, o líder acaba fazendo o trabalho que havia determinado para o seu subordinado. Ou a delegação pode se tornar apenas uma prática de soterrar o empregado. Quando tais práticas acontecem, a organização sacrifica a sua produtividade.
Em muitos cursos que ministro, faço duas perguntas aos participantes:
- O líder pode fazer mais rápido;
Não podemos fazer tudo sozinhos! Não devemos fazer tudo sozinhos! Precisamos compreender que a definição das responsabilidades é elemento essencial da delegação. A delegação deve definir claramente a tarefa a ser delegada para determinada posição ou ministério, antes de escolher a pessoa que vai realizá-la.
O superior deve garantir a compreensão e aceitação do auxiliar a respeito do resultado esperado e dos parâmetros de desempenho para se garantir tal resultado. Isso não significa que ele concorde com todos os detalhes, mas que ele saiba o que deve ser feito e como deve ser feito. Além disso, precisamos aprender a conceder autoridade.
Conceder autoridade é “dar poderes a outra pessoa para agir pelo gerente. É uma transmissão de direitos formais para que a pessoa atue em nome de outra” (Stephen Robbins). O seu auxiliar pode, de maneira legítima, exercer tais direitos e poderes ao realizar a tarefa delegada a ele.
Finalmente devemos estabelecer a prestação de contas. Ele deve prestar contas acerca da realização das suas tarefas para quem lhe delegou tal responsabilidade. Diz respeito à obrigação do auxiliar de realizar a sua responsabilidade compreendida e aceita dentro dos limites da sua autoridade.
A conscientização e correta aplicação da arte da delegação poderá ajudar você, meu amigo líder, a compartilhar sua carga ministerial, bem como sentir-se mais saudável física, emocional e espiritualmente. Experimente!
Autor: Rubens Muzio
Fonte: www.institutojetro.com
Repensando a Oração
11/06/10
“If there are millions down on their knees, among the many can You still hear me?”
(se há milhões ajoelhados, dentre tantos ainda podes me ouvir?)
- Michael W. Smith
Recentemente eu estava falando com alguém sobre um texto que ambos lemos. O autor do texto dizia que se você orar pedindo a Deus para abrir as portas de emprego para você ou alguém que você conheça, sua oração é ilícita. Lembro-me que minha primeira sensação ao ler o texto foi sentir-me imaturo, culpado, inexperiente… pagão. Naquele mesmo dia um amigo próximo que estava desempregado havia me pedido orações e eu tinha orado justamente por isso, inclusive usando as mesmas palavras da “oração ilícita” daquele texto. Então fiquei pensando sobre isso e cheguei à conclusão de que, por mais que a intenção do autor tenha sido boa ao denunciar as relações de barganha com Deus e os clichês vazios da religiosidade popular, seu texto está equivocado neste ponto específico da oração.
Se eu estivesse desempregado e meu melhor amigo pudesse me ajudar a encontrar um emprego, indicando uma vaga para mim na empresa onde ele trabalha, será que eu seria sincero em meu relacionamento se não falasse a ele sobre minha necessidade de emprego? Será que ele ficaria feliz em saber que eu estava passando necessidade e não tinha contado nada a ele? Seria esse um relacionamento próximo, de amigos de verdade? Ou será que minha hesitação em contar minhas necessidades para ele poderia ser vista como uma expressão de orgulho de minha parte?
Estas são algumas das perguntas que vieram à minha mente ao refletir sobre aquele texto da “oração ilícita” por emprego. O tipo de relacionamento com Deus proposto no texto torna-se completamente superficial (por mais que a intenção do autor tenha sido exatamente o contrário) ao não envolver todas as áreas da minha vida – inclusive minhas necessidades pessoais.
Não pretendo de maneira alguma fazer aqui um tratado sobre oração (há muitos bons textos por aí) e nem acusar o autor do texto de heresia (não se trata de uma heresia, apenas de um equivoco ou “escorregão”). Esta reflexão é uma resposta a mim mesmo e, talvez, àqueles que como eu possam ter se sentido culpados por orar por coisas tão insignificantes como… emprego.
Reconheço que oração é verdadeiramente um mistério. Afinal, por que orar se Deus já sabe tudo a nosso respeito? Para mim, a oração só faz sentido no contexto de relacionamento. Me parece que foi isso que Jesus quis ensinar aos seus discípulos quando disse-lhes que eles deveriam iniciar suas orações com a certeza de que estariam se dirigindo a alguém que é Abba (Papai). Ou seja, pressupõe-se um relacionamento entre aquele que ora e Deus (que além de ser Pai, é também Santo e Soberano Rei). Orar é se relacionar com Deus que habita nas alturas (Pai nosso que estás nos céus!), mas que também habita no coração do contrito e quebrantado. Orar é expressar fé não somente em que Deus existe (o Deísmo crê assim também), mas que Ele recompensa aqueles que o buscam (Ele se comunica, responde e intervêm).
Com certeza há milhões de desempregados ao redor do mundo. Mas este fato de maneira alguma torna minha oração por emprego ilícita. Ao contrário, quando oro por emprego estou reconhecendo minha dependência de Deus para que eu possa encontrar um emprego e sustentar minha família. E creio que Deus recompensa minha fé, embora nem sempre eu receba o emprego que estou desejando ou no momento em que espero recebê-lo.
É verdade que não devemos ser como crianças mimadas e buscar a Deus somente por nossas necessidades físicas e materiais, todavia não há nada de ilícito em orar por elas. A oração modelo do Pai Nosso nos ensina a buscar o Reino em primeiro lugar, mas demonstra que Deus também se interessa em ouvir-nos sobre a nossa necessidade de subsistência diária (dá-nos hoje o nosso pão de cada dia) e também sobre nossa necessidade de proteção (livra-nos do mal). Seguindo o raciocínio daqueles cuja fé é interpretada à luz das calamidades (e não o contrário como eu acredito que deveria ser), nem sequer deveríamos orar pelo pão de cada dia, visto que bilhões de pessoas ao redor do mundo passam fome. Será que Jesus estava equivocado quando ensinou seus discípulos a orar assim? Talvez ele não soubesse que um dia haveria bilhões de famintos… Mas ainda que isso fosse verdade (não creio que seja), haviam muitos contemporâneos de Jesus famintos. Por quê, então, orar por pão numa época em que muitos passam fome? Por que orar por emprego numa época de desemprego crescente? Por que orar por cura quando há tantos doentes morrendo? Por que, simplesmente, orar?
Creio que a resposta só pode ser encontrada por aqueles que entendem que oração é relacionamento com Deus. Um Deus que é Pai e que tem Aprazer em ouvir Seus filhos – muito embora Ele já saiba de todas as suas necessidades.
Você precisa de emprego, provisão, sabedoria, cura, etc.? O conselho das Escrituras é: Não fique ansioso; mas em tudo, pela oração e súplica [de olhos abertos ou fechados, em voz alta ou em silêncio], e com ação de graças, apresente seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus.
Autor: Sandro Baggio
Fonte: http://www.sandrobaggio.com/
Seja o seu sim, sim, e o seu não, não
11/06/10
Em primeiro lugar, toda mentira é procedente do Diabo. Ao mentir para o seu filho pequeno você estará agindo como um filho do Diabo. Em segundo, mais cedo ou mais tarde ele descobrirá que foi enganado e perderá a confiança em você. Em terceiro lugar, ele seguirá o seu exemplo mentindo para outras pessoas, porque julgará que essa é uma atitude normal. Por último, ele se tornará uma pessoa insegura em relação aos outros, desconfiando sempre de suas palavras. Portanto, vamos fazer direitinho a nossa lição de casa. Seja correto, e Deus certamente vai abençoar o seu lar.
Evangelização — definições protestantes
10/06/10
Evangelização é a proclamação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, por cuja obra o homem se liberta tanto da culpa como do poder do pecado, e se integra nos planos de Deus, a fim de que todas as coisas se coloquem sob a soberania de Cristo.1
René Padilla, 71 anos, equatoriano, presidente da Fundação Kairós e da Tear Fund, pastor e diretor da Editora Nueva Creación
Evangelização é a difusão por todo e qualquer meio das boas novas de Jesus crucificado, ressurreto e agora reinando.2
John R. W. Stott, 82 anos, o mais notável teólogo do século 20, por 32 anos capelão da rainha da Inglaterra
Evangelização é o anúncio da boa nova de que Deus está interessado na restauração dos seres humanos caídos e que esta restauração se dá mediante a fé na encarnação, na vida e na obra substitutiva, justificatória, vicária e representativa de Jesus na cruz e na ressurreição.3
Caio Fábio d’Araújo Filho, 48 anos, evangelista brasileiro
Evangelização é a tarefa de compartilhar Cristo a toda e qualquer pessoa com a qual nos encontramos.4
Joni Eareckson Tada, 53 anos, tetraplégica, há 36 anos presa a uma cadeira de rodas
A proclamação do evangelho inclui um convite para reconhecer e aceitar o senhorio salvador de Cristo em uma decisão pessoal, por intermédio do Espírito Santo, com o Cristo vivo, recebendo seu perdão e aceitando pessoalmente o chamado ao discipulado e a um novo estilo de vida de serviço.5
Declaração de Stuttgart, por ocasião da Conferência de Missão e Evangelização, em 1989
A melhor definição de evangelização que eu conheço me foi dada por Cannon May Warren, da Abadia de Westminster, em Londres: “Evangelização é a apresentação de Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, de tal maneira que os homens possam conhecê-lo como Salvador e servi-lo como Senhor, na comunhão da igreja e na vocação da vida comum”. Isso é evangelização.6
J. Edwin Orr (1912-1987), historiador e avivalista
A evangelização abrange todos os esforços no sentido de declarar as boas novas de Jesus Cristo, com o objetivo de que as pessoas entendam a oferta de salvação de Deus, tenham fé e tornem-se discípulos.7
Billy Graham, 85 anos, evangelista americano
Evangelização é o esforço extensivo da igreja, através de uma confrontação com o evangelho de Cristo, numa tentativa de conduzir os homens a um cometimento pessoal mediante a fé e o arrependimento em Cristo, como Salvador e Senhor.8
C.E. Autrey, professor de teologia
Evangelização é o ato de falar aos outros do evangelho da salvação em Jesus, com o alvo de que eles possam arrepender-se, crer e encontrar vida nova nele.9
Robin Keeley, editor de Fundamentos da Teologia Cristã
Notas
1. GRAHAM, Billy, PADILLA, C. René et al. A missão da igreja no mundo de hoje. São Paulo: ABU Editora, 1982. p. 139.
2. Id. p. 53.
3. Ultimato, Viçosa, p. 19. set. 1986.
4. Id. ibid.
5. STEUERNAGEL, Valdir, ed. A serviço do reino; um compêndio sobre a missão integral da Igreja. Belo Horizonte: Missão Editora, 1992.
6. Ultimato, Viçosa, p. 19. set. 1986.
7. Id. Ibid.
8. AUTREY, C.E. A teologia do evangelismo. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1980. p. 12.
9. KEELEY, Robin, org. Fundamentos da teologia cristã. São Paulo: Editora Vida, 2000. p. 337.
Fonte: http://www.ultimato.com.br
Gravidez antes da hora. Escândalo ou fruto?
10/06/10
Eu não sei o que mais me assusta hoje em dia: o fato que temos que lidar com essa situação na igreja ou que isso nem me pega mais de surpresa. Acho que, se há uns 10 anos atrás uma moça aparecesse grávida na igreja, eu ia levar um susto, mas hoje, sabendo do que está rolando no namoro (algo aprovado e abençoado pela maioria das igrejas) seria meio falso de fingir estar surpreso. Se eles namorando e beijando não estão errados, então o fruto disso não deve ser também. Mas hoje vivemos numa época sem igual em relação de ser hipócrita e falso na igreja. Recentemente eu fui obrigado a ser testemunho de uma situação dessa.
Durante uma das minhas viagens tive a oportunidade de ir a um casamento. Claro que eu não conhecia o casal, mas o fato que ia ter um buffet era razão suficiente. Então fui e, chegando lá, sentei e comecei a conversar com uns amigos meus (sim, eu tenho amigos) sobre a situação dos jovens na igreja e o êxodo de uma geração quando entramos no assunto de sexo fora do casamento, muito porque a moça casando já estava grávida. Ela e seu noivo fazem parte de uma igreja; uma igreja que abençoa namoro. O que fica esquisito é a nuvem preta que desce numa dessas situações. Todo mundo fica sem jeito e sem saber o que falar. Que tal, “Puxa cara, eu estou transando com minha namorada também. Acho que eu devo acordar logo né?” Na verdade, era um casamento lindo. Eu só fiquei triste ao pensar neles. Obviamente eles se amavam, mas com certeza esta não era a maneira que eles tinham sonhado em casar.
Um cara na mesa me fez uma pergunta: “jeff, se você fosse o pastor desse casal, você faria o casamento deles?”, sabendo da linha de santidade que eu prego. E sem pensar, eu respondi, “sim”. Se eles eram do meu rebanho, sem dúvida eu faria. Não tenho como amar um filho quando ele está agindo tudo certinho e colocar ele numa agência de adoção quando pisa na bola. E isto puxou um outro assunto, pois o pastor que estava celebrando a cerimônia não era o pastor deles. Aparentemente, o pastor deles recusou em fazer o casamento porque ela estava grávida. Eu não vou julgar esse homem porque eu não o conheço, e sei que existem muitos pastores, mesmos aqui no Brasil, que não celebram casamentos quando alguém já está grávida porque não querem sujar as suas mãos.
O fato real e ridículo é que a maioria dessas moças vem de igrejas onde “namoro santo” é promovido e até encorajado. Mas, de repente, quando a colheita vem um pouco antes do que a hora desejada, a gente endoida.
Meu amigo, se todo casal da igreja que já rolou na cama antes de casar a menina aparecesse grávida, o cristianismo seria a religião que mais cresceria no mundo. Nós sabemos disso e chegou a hora de parar de fingir nossa cegueira. Coisas sempre rolam no namoro. E não adianta discutir. É fato. Os pecados que rolam no namoro não é segredo pra ninguém. Mas o que eu acho mais errado ainda do que os próprios pecados, é que nós tratamos gravidez como se fosse um escândalo. Eu não estou dizendo que sexo fora do casamento é certo. Não é. É pecado e ponto final. E eu não estou aprovando a gravidez fora do casamento, mas se nós vamos deixar os nossos filhos brincar com fósforos, não devemos ficar surpresos ou irritados com eles se um dia nós irmos casa e nos depararmos com o fato de que ela não existe mais, porque tudo pegou fogo. O mais triste em tudo isso é ver que os pais que deixam seus filhos brincarem com fogo não querem associar-se com eles depois da casa pegar fogo.
E isto é o que está acontecendo com esses líderes hipócritas que passaram mão nas suas esposas (atuais pastoras hoje), e muitos até transaram com elas, só que eles tiveram a sorte de não engravidá-la antes de casar. Só que agora vem uma grávida e temos a maior vontade de gritar, “Crucifique! Crucifique!” Que hipocrisia! Gravidez é o fruto de algo que nós temos abençoado e liberado, e assim não pode ser rotulado como escândalo.
O pior de tudo é esse pensamento de não querer “sujar suas mãos”. Deixa eu perguntar: quantos casais estão transando antes de se casarem na igreja? Existe alguma diferença, além do fato de que um está carregando a evidência pra tudo mundo ver? Para Deus, não. E quantos desses casais, que talvez não estão transando, estão fazendo o suficiente para deixar qualquer um com o rosto um pouco mais vermelho, sem que seu pai ficasse sabendo do que realmente está rolando? É Isto nós chamamos de “namoro santo” e algo abençoado por Deus? Será que isto não ia sujar as mãos daquele que estão preocupado em manter sua aparência falsa? E quantos desses rapazes estão com problema de masturbação? Não venha me falar de mãos limpas.
Está me entendendo? Para Deus não há nenhuma diferença entre uma moça casar grávida com uma barriga inchada, do que um cara que casa com calo e uma mão inchada. Os dois são culpados de pecado e podem ser perdoados. Somos nós que fazemos a distinção entre o que é pior ou até aceitável (normal). E, com certeza, existem muitos casais lá dentro da própria igreja que estão fazendo bem mais, só que a colheita ainda não chegou, e esse fato não é um sinal de pureza ou benção de Deus. Tudo tem a sua hora e, pode crer, a colheita vem.
Se nós vamos continuar abençoando namoro dentro das nossas igrejas, nós também temos que nos preparar para o fruto dele que vem. Talvez não é sempre uma gravidez, tem muitas outras conseqüências ruins que vem, mas quando a moça aparece com mais do que deve na área da cintura, nós temos que estar prontos de recebê-la, amá-la e ajudá-la. Julgar ou condenar é exatamente o que os fariseus fizeram e Jesus falou para eles que o primeiro que estava sem pecado deveria atirar a primeira pedra. Seria bom se nós lembrássemos disso. Antes de atirar uma pedra, lembre de quando você era jovem ou estava namorando, e de como teria sido difícil atirar uma pedra enquanto o traseiro da sua atual esposa estava na sua mão.
Gravidez fora do casamento não é o que Deus quer ou sonhou para essa geração, mas é simplesmente um resultado de um pecado considerado comum e liberado pelas lideranças de algo chamado igreja, o corpo de Cristo. Jovens, vocês não estão obrigados a curtir os pecados dos seus pais ou pastores (e, pode crer, eles pecaram nessa área também). Você pode decidir de andar em santidade enquanto eles estão liberando pecado. A decisão é sua e o fruto também. Mas, se você decide seguir os passos de uma geração cheia de pecado, não leve susto na hora em que a colheita vem e ele te abandonar ou te condenar. Infelizmente é assim mesmo. O fruto vira escândalo se vem na hora “errada”.
Mas, lembre se: independente de qual é sua, seja coisas “normais” no namoro, masturbação ou uma gravidez antes da hora, você sempre pode achar misericórdia e perdão em Jesus Cristo. Ele é sempre fiel, e Ele te ama.
E agora?
Então, você já está grávida ou sua namorada está; o que fazer? Primeiramente, eu sei que você se acha num lugar que não planejava, mas isso não tira Deus do jogo. Ele sabe exatamente onde você está e até o que você fez e ainda assim, Ele te ama. O amor Dele não pára quando sua perfeição pára. Mas, ainda assim, você tem que consertar a parada com Ele; pedir perdão. O que você fez foi pecado; eu sei e você já sabe disso. E não, eu não estou atirando pedras. Sou um pecador que vive numa casa de vidros, então evito de jogar pedras nas casas dos outros. Nisso, quero te falar que o ato foi pecado, mas o fruto não é. Seu bebê é amado pelo Senhor e é uma benção. Isso a bíblia declara. Agora, você tem várias opções, sendo que a benção veio fora da hora esperava.
1. Casar – Dependendo da sua idade e lugar na vida; emprego, lugar onde morar (se fora da casa dos seus pais ou não), etc. Depende também saber se essa é a vontade de Deus para sua vida. Nem sempre é pra ter casamento quando alguém sai grávida. Existem muitos casos de “paixão” que acabaram em gravidez que se tornou em um casamento infernal. O melhor é continuar sozinho com um filho do que estar casado com a pessoa errada e complicar o que já é uma situação complicada. Casamento em si não resolve nada, além de esconder o pecado de alguns e tentar cobrir ele.
2. Continuar na sua vida sozinha na casa de seus pais criando seu filho e esperando a pessoa certa para casar contigo. Conheço vários exemplos disso. Ele vem.
3. Deixar alguém da sua família criar seu filho como se fosse dela. Você sempre estará por perto para ajudar, mas talvez você não esteja preparada de ser mãe.
4. Colocar seu filho para ser adotado. Existem muitos casais esperando um bebê para poder adotar por vários razões, seja problema em se engravidar ou querendo dar a uma criança uma chance na vida que talvez não teria.
E essas são suas escolhas para serem feitas orando e buscando a face de Deus com aqueles que te amam e estão te apoiando. Sua vida não acabou. Mas com certeza virou numa direção que não estava planejada. Não desista. E se você percebeu que eu nem falei em aborto, você está certo, porque aborto nunca é uma opção. Aborto é assassino, ponto final. Matar alguém inocente não vai ser o fim do seu problema, mas o começo de maiores.
Por que Deus permitiu que Salomão tivesse tantas mulheres, se ele condena a poligamia?
10/06/10
1 REIS 11:1
PROBLEMA: Em 1 Reis 11:3, lemos que Salomão tinha 700 mulheres e 300 concubinas. Mas as Escrituras repetidamente nos advertem contra manter mais de uma mulher (Dt 17:17) e violar o princípio da monogamia – um homem para uma mulher (cf. 1 Co 7:2).
SOLUÇÃO: A monogamia é o padrão de Deus para os homens. Isso está claro nos seguintes fatos: (1) Desde o princípio Deus estabeleceu este padrão ao criar o relacionamento monogâmico de um homem com uma mulher, Adão e Eva (Gn 1:27; 2:21-25). (2) Esta ficou sendo a prática geral da raça humana (Gn 4:1), seguindo o exemplo estabelecido por Deus, até que o pecado a interrompeu (Gn 4:23). (3) A Lei de Moisés claramente ordena: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Dt 17:17). (4) A advertência contra a poligamia é repetida na própria passagem que dá o número das muitas mulheres de Salomão (1 Reis 11:2): “Não caseis com elas, nem casem elas convosco”. (5) Jesus reafirmou a intenção original de Deus ao citar esta passagem (Mt 19:4) e ao observar que Deus “os fez homem e mulher” e os juntou em casamento. (6) O NT enfatiza que “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7:2). (7) De igual forma, Paulo insistiu que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3:2; 12). (8) Na verdade, o casamento monogâmico é uma prefiguração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32).
A poligamia nunca foi estabelecida por Deus para nenhum povo, sob circunstância alguma. De fato, a Bíblia revela que Deus puniu severamente aqueles que a praticaram, como se pode ver pelo seguinte: (1) A primeira referência à poligamia ocorreu no contexto de uma sociedade pecadora em rebelião contra Deus, na qual o assassino “Lameque tomou para si duas esposas” (GN 4:19,23). (2) Deus repetidamente advertiu ou polígamos quanto às conseqüências de seus atos: “para que o seu coração se não desvie” de Deus (Dt 17:17; cf. 1 Rs 11:2). (3) Deus nunca ordenou a poligamia – como o divórcio, ele somente a permitiu por causa da dureza do coração do homem (Dt 24:1; Mt 19:8). (4) Todo praticante da poligamia na Bíblia, incluindo Davi e Salomão (1 Crônicas 14:3), pagou um alto preço por seu pecado. (5) Deus odeia a poligamia, assim como o divórcio, porque ela destrói o seu ideal para a família (cf. Ml 2:16).
Em resumo, a monogamia é ensinada na Bíblia de várias maneiras: (1) pelo exemplo precedente, já que Deus deu ao primeiro homem apenas uma mulher; (2) pela proporção, já que as quantidades de homens e mulheres que Deus traz ao mundo são praticamente iguais; (3) por preceito, já que tanto o AT como o NT a ordenam (veja os versículos acima); (4) pela punição, já que Deus puniu aqueles que violaram o seu padrão (1 Rs 11:2); e (5) por prefiguração, já que o casamento de um homem com uma mulher é uma tipologia de Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:31-32). Apenas porque a Bíblia relata o pecado de poligamia praticado por Salomão, não significa que Deus a aprove.
Fonte: Geisler, Norman L.
Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia
Os Dez Mandamentos – Lutero
09/06/10
OS DEZ MANDAMENTOS – Martinho Lutero
Primeiro Mandamento
Eu sou o Senhor, seu Deus.
Você não deve ter outros deuses além de mim.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de tudo.
Segundo Mandamento
Não abuse do nome do Senhor, seu Deus, porque o Senhor não considerará inocente quem abusar do seu nome.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, em seu nome não amaldiçoar, jurar, praticar a magia, mentir ou enganar;
mas devemos pedir a sua ajuda em todas as necessidades, orar, louvar e agradecer.
Terceiro Mandamento
Santifique o dia de descanso.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar a pregação e a sua palavra;
mas devemos ter respeito por ela, ouvi-la e estudá-la com gosto.
Quarto Mandamento
Honre o seu pai e a sua mãe.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar nem irritar nossos pais e as pessoas que têm autoridade sobre nós;
mas devemos honrá-los, servir e obedecer-lhes, amar e querê-los bem.
Quinto Mandamento
Não mate.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não agredir nem ferir o nosso próximo;
mas devemos ajudá-lo para que tenha tudo de que precisa para viver.
Sexto Mandamento
Não cometa adultério.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, levar uma vida sexual responsável e disciplinada, amar e respeitar a esposa ou o marido.
Sétimo Mandamento
Não roube.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tirar o dinheiro ou os bens do próximo nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificadas ou negócios desonestos;
mas devemos ajudá-lo a conservar e melhorar seu meio de vida.
Oitavo Mandamento
Não fale mentiras a respeito do próximo.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não enganar o nosso próximo com falsidade, traí-lo, caluniá-lo ou fazer acusação falsa contra ele;
mas devemos desculpá-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.
Nono Mandamento
Não deseje possuir a casa do seu próximo.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tentar conseguir com esperteza a herança ou a casa do nosso próximo nem nos apoderar delas como se tivéssemos direito a isso;
mas devemos ajudar e cooperar para que possa conservá-las.
Décimo Mandamento
Não cobice a esposa ou o marido do seu próximo, nem as pessoas que trabalham com eles nem coisa alguma que lhes pertença.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não seduzir, desviar ou afastar a esposa ou o marido do próximo, nem as pessoas que trabalham com eles;
mas devemos aconselhá-los para que fiquem e cumpram o seu dever.
Que diz Deus de todos estes mandamentos?
Ele diz:
“Eu, o Eterno, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os netos e bisnetos.
Porém, sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençôo os seus descendentes por milhares de gerações.”
Deus ameaça castigar todas as pessoas que não cumprem estes mandamentos; por isso, devemos temer a sua ira e não deixar de cumpri-los;
mas ele promete graça e todo o bem às pessoas que os praticam.
Por isso, devemos amá-lo, confiar nele e guardar os seus mandamentos de boa vontade.
–
Fonte: Esse texto faz parte do Catecismo Menor escrito por Martinho Lutero
www.luteranos.com.br
Como sonhar grande – Rick Warren
09/06/10
Todos precisam ter um sonho. Quando qualquer um de nós iniciou sua vida no ministério, provavelmente iniciou com um grande sonho. Infelizmente, na medida em que o tempo de ministério vai passando, seus sonhos encolhem para o tamanho da situação que enfrenta. Provavelmente no início de seu ministério você pôde enxergar antecipadamente grandes coisas. Com o passar do tempo, as circunstâncias tendem a encolher seus sonhos.
Se você está se envolvendo com o ministério, precisa ser um sonhador. Precisa ter fé no que Deus vai realizar através de seu ministério. A Bíblia diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus…” (Hb 11.6). Fé começa no momento em que você sonha, tem uma visão.
Quando iniciei a Igreja de Saddleback, comecei com um sonho. De fato, no primeiro culto experimental em Saddleback, compartilhei esse sonho com as 60 pessoas que estavam presentes. Compartilhei um sonho audacioso naquele dia, o sonho de uma igreja de 20.000 membros para ministrar em todo Condado de Orange e ao redor do mundo, um sonho de uma comunidade que fosse um refúgio para os feridos, deprimidos, frustrados e confusos, e um sonho de compartilhar as Boas Novas a centenas de milhares de pessoas.
Quando me apresentei e compartilhei esse sonho com estas pessoas que nunca havia visto antes, alguns disseram: “Tolice! Como é que pode com 60 pessoas chegar a uma igreja desse tamanho? Como vamos comprar uma propriedade na área do Vale de Saddleback, onde a terra é tão cara?” E, em 27 anos, alcançamos esses alvos. Nos anos em que estou pastoreando esta igreja, nunca duvidei que conseguiríamos. Nem uma vez. Não sabia quando isso iria acontecer – mas sabia que aconteceria. Por quê? Esse sonho pertencia a Deus.
Então em abril de 2005, no Jubileu de Prata da igreja, compartilhei um novo sonho com Saddleback e com toda a Rede de ICPs. Falei para todos sobre o Plano P.E.A.C.E., meu sonho de mobilizar bilhões de cristãos para derrotar os gigantes globais de perdidos espirituais, liderança egocêntrica, pobreza, doença e ignorância. O primeiro sonho conduziu Saddleback nos seus primeiros 25 anos; este outro irá conduzir pelos próximos 25 anos. Tenho tanta convicção com esse plano como tive do primeiro.
Todas as pessoas, todos os ministérios e todas as igrejas precisam de um sonho. Se você não está sonhando, está morrendo. Não creio que exista essa idéia de uma pessoa grandiosa. Creio que existem pessoas comuns comprometidas com grandes sonhos. Quando uma pessoa comum está comprometida com um grande sonho, isso a faz grandiosa. Se deseja ser saudável, precisa ter um sonho nessa direção.
Talvez você esteja no ministério por tanto tempo que tenha se esquecido de como é sonhar. Ou talvez esteja apenas começando e não teve a chance de contemplar o que Deus deseja fazer através de sua vida. Ou talvez esteja entre os dois. A despeito disso, aqui estão oito passos para ajudá-lo a descobrir os sonhos de Deus para sua vida. São os mesmos passos que dei quando desenvolvi os sonhos de Deus para Saddleback.
1. Abra sua mente para Deus.
Se você for fazer isso, vai precisar se aquietar diante do Senhor. Agende momentos de silêncio, fique sozinho. Para muitos de vocês Deus não pode dar seu sonho porque você não consegue sentar e calar-se! Você precisa estar quieto diante de Deus. Comece por ter a perspectiva de Deus em sua vida.
2. Faça pesquisas.
Você não consegue tomar boas decisões sendo ignorante. Este é um ponto que muitos desconhecem quando têm um sonho. Oram por isso, mas não vão adiante, buscando os fatos. A Bíblia diz que é tolice não ter conhecimento e reflexão (Pv 18.13). Pense antes de agir. Leia livros, vá a conferências, visite outras igrejas – mas conheça os fatos.
3. Comece buscando conselhos.
Lembre-se, é melhor admitir sua ignorância do que prová-la na sua experiência. Você vai parecer tolo de todas as maneiras se não buscar conselhos sábios. Então, vá em frente e pergunte. Seja humilde. Seja ensinável. Líderes são aprendizes.
4. Estabeleça algumas prioridades.
Você não vai ter tempo para fazer tudo, assim, tem que aprender a diferença entre o importante e o urgente, o que auxilia e o que causa mudança de vida, ser eficiente e efetivo. Eficiência é fazer as coisas de maneira certa; efetividade é fazer as coisas certas. Você precisa se concentrar em fazer as coisas certas. Quando faz isso, você desenvolve um plano e realiza seus sonhos – e é isso que é essencial.
5. Avalie os custos.
Isso é o que chamamos de risco calculado. Provérbios 20.25 diz: “É uma armadilha consagrar algo precipitadamente e só pensar nas conseqüências depois que se fez o voto”. Você precisa perguntar três coisas quando estiver planejando sobre seu sonho:
* É necessário? (Posso atingir meu alvo de outra maneira?)
* Quanto vai custar? (Qual é o preço que está na etiqueta – em termos de tempo, energia, dinheiro e reputação?)
* Vale a pena? (Esta é a pergunta mais importante.)
Após ter o sonho para a Igreja Saddleback, precisei me fazer a seguinte pergunta: “Isso é bom para minha vida?”. E conclui: “Com certeza!”. Valia cada gota de suor que eu daria. Estamos falando de coisas para a eternidade aqui.
6. Planeje para enfrentar os problemas.
Seus planos devem visualizar os problemas. Coisas vão dar errado. Você estará preparado quando isso acontecer? Provérbios 22.3 diz: “O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências.” Pergunte-se: “O que pode dar errado com esse sonho?” E também “O que vai acontecer se for assim?”. Isso não é ser pessimista. A Bíblia diz que é apenas ser sensível.
7. Esteja pronto para arriscar. Enfrente seus medos.
A maioria das pessoas não enfrenta os riscos ministeriais porque têm medo. Provérbios 29.25 diz: “Quem teme o homem cai em armadilhas,mas quem confia no Senhor está seguro.” Odiamos ter que admitir isso quando estamos com medo. Deus diz para ir em frente e admitir o medo. Medo não é sinal de fracasso, é sinal de humanidade.
Mas o segredo de estar adiante do medo é saber quem lhe deu o sonho. Provérbios 14.26 diz: “Aquele que teme o SENHOR possui uma fortaleza segura…”. Quando você sabe que seu sonho provém de Deus, isso lhe dá segurança. Isso lhe dá confiança de ir em frente. Se você sabe de onde seu sonho vem, não vai dar tanto valor ao que os críticos dizem. Você não vai deixar que as pessoas lhe digam que isso não é possível. As leis podem ser mudadas. O dinheiro pode ser levantado. O que importa é que Deus disse para fazer.
8. Faça isso agora.
Aqui está o ponto de decisão onde você pára de falar e começa a agir. Você precisa começar. Uma vez decidido que vale a pena arriscar, precisa ir em frente. Vai chegar um momento em sua vida que você vai dizer: “Deus me chamou para fazer isso. E eu vou fazê-lo.”
Não custa nada sonhar. Sonhe grandes sonhos para seu ministério. Tudo que é possível hoje em nossa sociedade era impossível tempos atrás: carros, computadores, aviões, micro-ondas, Internet. As impossibilidades de hoje são os milagres de amanhã.
Fonte: http://www.rickwarrennobrasil.com.br
Autor: Rick Warren