Estudos Bíblicos
Estudos
Este usuário ainda não compartilhou nenhuma informação biográfica
Artigos por Estudos
Gálatas & Efésios
30/08/10
Gálatas (Gl)
Autor: Paulo
Data: Cerca de 55 – 56 dC
Destinatários
Gálatas é a única carta que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. A Galácia não era uma cidade, mas uma região da Ásia Menor, que incluía várias cidades. Seu nome originou-se no Séc. III aC, quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. No séc. I dC, o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor, onde os gálios tinha se estabelecido; politicamente, designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia, uma área que incluía as cidades de Antioquia, Icônia, Listra e Derbe.
Data
A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At. Embora o cap. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11.30, são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC, quando estava na Macedônia ou em Corinto, em sua terceira viagem missionária.
Conteúdo
Gálatas contém divisões biográficas, doutrinárias e práticas de dois capítulos cada.
Na primeira seção (caps. 1-2), Paulo defende sua autoridade apostólica.
Na segunda seção, doutrinária, (caps 3-4), Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei.
Na terceira, aplicação prática da doutrina ( caps. 5-6), Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. Ao invés de dar lugar ao pecado, o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige.
Cristo Revelado
Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1.16; 3.26) em uma posição de liberdade (2.4; 5.1), libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1.4; 6.14), do próprio eu (2.20) e da lei (3.12; 4.5). Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2.20), visivelmente retratada no batismo (3.28). Em relação à pessoa de Cristo, Paulo declara tanto sua divindade (1.1,3,16) quanto sua humanidade (3.16; 4.4), que ele próprio revelou a Paulo (1.12).
O Espírito Santo em Ação
Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação, bem como a forma de justificação. Uma passagem importante é 3.2-3, em que Paulo pergunta aos Gálatas, que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito, por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça.
Em 3.5, Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade, enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos, como os descritos em 1Co 12-14. A frase “a promessa do Espírito”, em 3.14, também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2.33).
Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé.
Em 5.16-25, Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne, a nossa natureza propensa ao pecado, e o Espírito que habita em nós. Somente o ES, quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele, pode nos permitir morrer pela carne (vs. 16-17), nos libertar da tirania da lei (v.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs.22-23).
Esta seção (5.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã. Separada da obra do ES de controlar e santificar, a liberdade certamente acabará em libertinagem.
Esboço de Gálatas
I. Introdução 1.1-10
Saudação 1.1-5
Deserção dos gálatas 1.6-7
Denúncia contras os judaizantes 1.8-9
Declaração da integridade de Paulo 1.10
II. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.11-2.21
A fonte de sua autoridade 1.11-24
O reconhecimento de sua autoridade 2.1-10
A manifestação de sua autoridade 2.11-21
III. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.1-4.31
Com discussão 3.1-4.11
Por apelo 4.12-20
Por alegoria 4.21-31
IV. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.1-6.10
Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.1-15
Para caminhar através do Espírito 5.16-26
Para carregar os fardos dos outros 6.1-10
V. Conclusão 6.11-18
advertência contra os legalistas 6.11-13
Centralidade da cruz 6.14-16
Marcas de um apóstolo 6.17
Bênção 6.18
Fonte: Bíblia Plenitude
Efésios (Ef)
Autor: Paulo
Data: Cerca de 60—61 dC
Antecedentes
Éfeso era um importante porto da Ásia Menor, localizado perto da atual Izmir. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3, um fato relevante para estudar esta epístola, uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas.
Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18.21), ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19.8-10), desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20.17-38).
Ocasião e Data
Enquanto estava preso em Roma, Paulo escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Confinado e aguardando julgamento (3.1; 4.1; 6.20), o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações. Efésios e, provavelmente, a mesma carta mencionada em Cl 4.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava.
Conteúdo
A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1.6,12,14). A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus, sua sabedoria e seu poder. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa, madura e de um ministério “sem mácula, nem ruga” (5.27).
Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra, ela deve andar; e 2) antes de andar, a igreja aprende onde ela está.
a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente, caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. 4-6.
Cristo Revelado
Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”, “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”, não somente por seu grande tema, mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. Cap. 1: Ele é o redentor (1.7), aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1.10); e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno, mas que reina como Rei, derramando sua vida através de seu corpo, a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1.15-23). Cap. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2.11-18); e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo, que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2.19-22). Cap. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3.8); e ele é o que habita nos corações humanos, garantindo-nos o amor de Deus (3.17-19); e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4.8-19). Cap. 5: Ele é o marido modelo, dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5.25-27, 32). Cap.6: Ele é o Senhor, poderoso na batalha, o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6.10).
O Espírito Santo em Ação
Como com Cristo, o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente. Em 1.13, ele é o selador, autorizando o crente a representar Cristo; em 1.17 e 3.5, ele é o revelador, iluminando o coração para aprender o propósito de Deus; em 3.16, ele é o doador, a quem Cristo dá força; em 4.3, ele é o Espírito da unidade, desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo; em 4.30, ele é o Espírito de santidade, que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais; em 5.18, ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios; em 6.17-18. Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória.
Esboço de Efésios
Saudação de abertura 1.1-2
I. A posição do crente em Cristo 1.3-14
Bênçãos de total redenção 1.3-8
Parceria no propósito de Deus 1.9-14
II. A oração do apóstolo por discernimento 1.15-23
Para corações que vêem com esperança 1.15-23
Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.19-21
A igreja: o copo de Cristo 1.22-23
III. O passado, presente e futuro do crente 2.1-22
A ordem passada dos mortos que vivem 2.1-3
A nova ordem da vida amorosa de Deus 2.4-10
A antiga separação e falta de esperança 2.11-12
A nova união e paz atual 2.13-18
A Igreja: Edifício de Cristo 2.19-22
IV. O ministério e mensagem do apóstolo 3.1-13
O ministério concedido a Paulo 3.1-7
O ministério que é dado a cada crente 3.8-13
V. A oração de poder do Apóstolo 3.14-21
Por força através do ES 3.14-16
Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.17-19
A igreja e glória de Deus 3.20-21
VI. A responsabilidade do crente 4.1-16
Para alcançar a unidade com diligência 4.1-6
Para aceitar a graça e dons com humildade 4.7-11
Para crescer no ministério como parte do corpo 4.12-16
VII. O chamado do crente para a pureza 4.17-5.14
Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.17-19
Ao tirar o velho e colocar o novo 4.20-32
Ao Brilhar como filhos da luz 5.8-14
VIII. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.15-6.9
Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.15-17
Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.18-21
Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5.22-6.9
IX. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.10-20
A realidade da batalha invisível 6.10-12
Armadura para o guerreiro 6.13-17
A Ação envolvida na batalha 6.18-20
Observações finais 6.21-24
Fonte: Bíblia Plenitude & Site Vivos
A mente do líder cristão
29/08/10
Mente tem a ver com o pensamento. A nossa mente é um milagre de Deus. As nossas faculdades mentais são uma obra magnífica de Deus. Somos o que temos na mente. Somos o que pensamos. Devemos pensar criativamente. Paulo nos ensina que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8).
É no campo da mente que acontecem batalhas violentas da carne contra o espírito, onde satanás faz sugestões escabrosas. Nos porões do nosso subconsciente é que ocorrem os maus pensamentos que obstruem a nossa comunhão com Deus e com o próximo. Como precisamos aprender com o Senhor Jesus a usar a nossa mente de maneira eficaz! Como necessitamos de mentes puras!
O líder cristão precisa ter uma mente criativa. Os grandes artistas a tiveram. O líder cristão comprometido cria metas e as cumpre. Ele cria sistemas de excelência. Estabelece padrões de desempenho. Ele persegue a excelência no planejar e no fazer as coisas. Ele busca fórmulas de melhorar a qualidade do seu serviço. A sua mente está voltada para criar modelos eficazes. Ele busca idéias novas. É motivado pela mente de Cristo. Ele estuda líderes que revolucionaram a sua época. Líderes que fizeram toda a diferença. Líderes que beneficiaram seus liderados e a sociedade de um modo geral.
O líder cristão necessita ter uma mente sonhadora. José a possuía. Ele foi incompreendido e perseguido pelos seus irmãos. Injustiçado na casa de Potifar. Esquecido pelo companheiro de cela, mas não pelo Senhor. O sonho de Deus em sua vida se cumpriu. Um líder sonhador que venceu, no Senhor, todos os obstáculos. Tornou-se um modelo de líder excelente, bem sucedido. Aquele escravo-sonhador foi transformado por Deus no primeiro-ministro do Egito, sendo judeu. Como precisamos sonhar os sonhos de Deus! José os sonhou. Deus fê-lo um homem respeitado dentro e fora do Egito. Um estrategista de excelência porque foi obediente e se colocou nas mãos de Deus para testemunhar na História.
O líder cristão deve ter uma mente revolucionária. Jesus tinha esta mente. Ele revolucionou a sua época e continua até a sua volta. Viveu e ensinou o amor. Viveu e ensinou o perdão. Estabeleceu a Justiça do Reino de Deus. Fez o trabalho de um escravo. Conversou com uma mulher adúltera (que era rejeitada pela sociedade) e a perdoou. Valorizou mulheres e crianças que não eram contados na sua época. Aplicou as Escrituras para mudar a sociedade. Hospedou-se na casa de um coletor de impostos que era marginalizado pela sociedade judaica. Chamou homens simples para revolucionarem o mundo com a mensagem do seu evangelho. Pregou que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela. Viveu e pregou que a verdadeira revolução é a espiritual, que começa no coração e abençoa tremendamente as pessoas.
O líder cristão precisa ter uma mente fotográfica. A sua mente registra as necessidades, detecta os problemas e os coloca na prioridade certa. Registra os aspectos positivos e negativos. Ela tem a capacidade de estruturação. Mente que registra para a história e produz uma bela história. Que lembra bem dos fatos ocorridos porque os registrou. Ela se utiliza de mecanismos inteligentes. Utiliza os registros positivos do passado para pensar o presente e planejar o futuro. É o líder que utiliza a sua mente para fotografar os talentos. Fotografar o potencial dos seus liderados. Registrar as oportunidades que surgem. Líder cuja mente prodigiosa registra as circunstâncias e as fatura para o beneficio dos seus liderados e da sua organização.
O líder precisa ter uma mente aberta ou flexível. Os princípios da Palavra são imutáveis, mas os métodos podem ser mudados. O líder deve ser aquele que vê mais longe. Sua mente geralmente é ampla e olha para os horizontes. As opiniões dos seus liderados são matérias-primas que ele usa para o crescimento de todos. Mente aberta para ouvir as críticas construtivas. Para aprender com os seus erros e os dos outros. Para entender o momento do liderado. Para desencadear um processo de aprendizado mútuo.
O líder cristão precisa ter uma mente centrada em Cristo. Paulo ensina: “Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16). Ter a mente de Cristo significa pensar como Ele pensou. Fazer como Ele fez. Quebrar paradigmas como Ele quebrou. Uma mente equilibrada. Mente ajustada à vontade do Pai. A mente que pensa com base numa fé autentica. A mente que trabalha para os pobres e necessitados. Mente que produz benefícios para os que confiam na Sua Palavra. Mente sóbria e justa. Brilhante e penetrante. Que trabalha e espalha a boa semente. Mente cujo pensamento é caracterizado pela paz do Salvador. Mente que pensa no bem estar do próximo.
O manual do líder cristão é a Palavra de Deus. Ali estão todos os pressupostos, todas as certezas, toda a direção e toda a segurança que ele necessita. O líder cristão bem-sucedido é aquele que busca inspiração na Bíblia como a leitura principal. Nela encontramos os líderes que, usados por Deus, mudaram a história de sua época e ainda continuam mudando.
Na Bíblia conhecemos o Líder-Servo, Jesus, que chamou doze homens comuns para um trabalho extraordinário. Nós e os irmãos do passado e do futuro somos o resultado da liderança do Mestre, o Líder que deu a sua vida por nós na cruz. Sejamos líderes cuja mente seja a de Cristo para fazermos toda a diferença neste tempo, para a Glória de Deus.
Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob – http://www.institutojetro.com
A oração da Igreja
28/08/10
Leia em sua Bíblia: João 16.23-33
“Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. (Tiago 5.16)
Ninguém acredita como é forte e poderosa a oração, e que ela é capaz de realizar, a não ser aquele que fez a experiência e o tentou… Eu bem o sei. Todas as vezes que orei com seriedade, perseverando de fato na oração, fui sempre ouvido em abundância, e sempre alcancei mais do que pedi! Por vezes, Deus demorou, é verdade. Mas sempre acabou ouvindo-me. Como é poderosa a oração verdadeira de um cristão piedoso! Como é poderosa perante Deus quando um pobre pecador fala assim com a excelentíssima majestade do céu, não precisando assustar-se, mas sabendo que Deus o recebe com sorriso amigável por causa de Jesus Cristo, seu Filho amado, nosso Senhor e Salvador! Não há necessidade que o coração e a consciência evoquem o passado, nem de ficar em dúvida por causa de sua indignidade, nem de apavorar-se. No coração podemos estar certos, concluímos e cremos que já fomos ouvidos no que oramos na fé em Cristo.
Por isso, amados irmãos, orem no coração e, por vezes, também com a boca, pois (por Deus!) a oração sustenta o mundo. Sem ela, as coisas seriam diferentes. Em casa não sou assim tão corajoso e animado, pois sempre tenho que admoestar antes; na igreja, porém, entre o povo, a prece vem do coração e tem penetração certa.
Textos gentilmente cedidos por: CIL – Comissão Interluterana de Literatura
Jesus em cada livro do Antigo Testamento
27/08/10
Em João 1.1-4 e 14 lemos a respeito dEle: “No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens… E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” Por isso encontramos o Filho de Deus já no Antigo Testamento:
Jesus em cada livro do Antigo Testamento
Em Gênesis, Ele é chamado de “semente da mulher”.
Em Êxodo, Ele é o cordeiro pascal.
Em Levítico, Ele é apresentado como sumo sacerdote.
Em Números, Ele é a coluna de nuvem de dia e a coluna de fogo à noite.
Em Deuteronômio, Moisés fala dEle como sendo profeta.
Em Josué, Ele é o líder da nossa salvação.
Em Juízes, Ele aparece como nosso juiz e legislador.
Em Rute, Ele é resgatador.
Em 1 e 2 Samuel vemos a Jesus como nosso verdadeiro profeta.
Em Reis e Crônicas, Ele é o nosso Senhor Soberano.
Em Esdras, Ele aparece como o homem que restaura os muros caídos de nossa existência humana.
Em Neemias, vemos o Senhor como nossa força.
Em Ester, Ele é o nosso Mordecai.
Em Jó, Ele é chamado de nosso Salvador eternamente vivo.
Nos Salmos, Ele é nosso bom pastor.
Em Provérbios e Eclesiastes, Ele brilha como nossa sabedoria.
Em Cantares, Ele é o noivo que nos ama.
Em Isaías, Ele é chamado de “Príncipe da paz”.
Em Jeremias, Ele aparece como o “renovo de justiça”.
Em Lamentações, Ele é nosso profeta que chora.
Em Ezequiel, Ele nos é apresentado como o homem maravilhoso “com quatro rostos”.
Em Daniel, Ele é o quarto homem na fornalha ardente.
Em Oséias, Ele aparece como o marido fiel, que é casado com uma infiel (Israel).
Em Joel, Ele é o que batiza com o Espírito Santo e com fogo.
Em Amós vemos Jesus como aquele que carrega nossos fardos.
Em Obadias, Ele é poderoso para salvar.
Em Jonas, Ele está diante de nós como o grande missionário para os gentios.
Em Miquéias, Ele é o Deus encarnado (Mq 5.1).
Em Naum, Ele é mencionado como o juiz escolhido por Deus.
Em Habacuque, Ele é o evangelista de Deus que clama: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos” (Hc 3.2).
Em Sofonias, Ele se manifesta como nosso Salvador.
Em Ageu, Ele é o restaurador da herança de Deus perdida.
Em Zacarias, Ele é apresentado como a fonte aberta da casa de Davi que purifica os pecados e as impurezas.
Em Malaquias, Ele se mostra como o “sol da justiça” com a “salvação nas suas asas” (Ml 4.2).
http://www.ajesus.com.br/mensagens/revelacaodejesus.shtml
Amar
26/08/10
Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.
10 Razões porque não tomo banho
25/08/10
(Paralelo a “10 razões porque não vou à igreja” )
Pessoas que não freqüentam os cultos sempre dão algumas desculpas razoavelmente interessantes para justificarem-se. Para mostrar a fraqueza dessas desculpas, alguém elaborou uma lista bem humorada chamada: “DEZ RAZÕES POR QUE NUNCA TOMO BANHO”.
1 – Fui forçado a tomar banho quando era criança.
2 – Pessoas que se banham são hipócritas – elas se acham mais limpas que as outras.
3 – Há muitos tipos de sabonete, eu nunca decidiria qual usar.
4 – Eu costumava tomar banho, mas tornou-se uma coisa chata.
5 – Nenhum dos meus amigos toma banho.
6 – Tomo banho apenas no Natal ou na Páscoa.
7 – Começarei a tomar banho quando ficar mais velho.
8 – Não tenho tempo.
9 – O banheiro é muito frio.
10 – Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.
A comparação é óbvia. A maioria das desculpas para não se ir à Casa de Deus, são furadas. Assim também são os motivos pelos quais as pessoas não dão atenção para os assuntos espirituais.
Pena que isso aconteça… Pena que muitos inventam tantas desculpas… Agora, pense um pouco: O que essas pessoas vão ouvir de Deus (O SENHOR; O criador do Céu e da terra) na hora da sua morte? ” Vinde benditos do meu Pai?”. Mesmo crendo no imenso amor, na graça e na misericórdia de Deus, creio também no seu juízo e creio que Deus não vai fechar os olhos para aqueles que se fizeram de surdos e de cegos durante a curta vida aqui neste mundo. Pense: “De Deus não se zomba, aquilo que uma pessoa plantar, isso colherá” (Gálatas 6.9). “HOJE SE OUVIRDES A VOZ DO SENHOR, NÃO ENDUREÇA O SEU CORAÇÃO” (Hb 4.7).
Autor: Desconhecido
Fonte: www.palavraprudente.com.br
A tentação da idolatria
24/08/10
No Antigo Testamento um dos maiores esforços dos profetas é para acabar com a idolatria em Israel. Na época de Amós, os israelitas são julgados porque “inclinam-se diante de qualquer altar” (Am 2.8).
Como é possível a um povo de propriedade exclusiva do Senhor, treinado durante mais de mil anos a não adorar outros deuses além do Senhor, calcado nos Dez Mandamentos e várias vezes severamente punido por ter praticado a idolatria — como é possível a esse povo inclinar-se mais uma vez a “qualquer altar”? Esse negócio de “qualquer altar” é vício das nações pagãs, e não de Israel.
A igreja do Novo Testamento, formada de pessoas convertidas no ambiente monoteísta de Israel e no ambiente politeísta de outras nações, estaria livre da tentação da idolatria?
Os apóstolos deixam bem claro que a idolatria era coisa do passado na vida dos crentes. Antes da conversão, os coríntios eram idólatras mas, depois, já não o são (1 Co 6.9-11). Todo mundo sabia que os tessalonicenses, depois de terem aceitado o evangelho, deixaram os ídolos “a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro” (1 Ts 1.9). Pedro lembra aos eleitos de Deus espalhados pela Ásia Menor que no passado eles viviam na “idolatria repugnante” (1 Pe 4.3).
Todavia, o perigo de inclinarem-se a “qualquer altar” continua ontem e hoje. Daí a exortação de Paulo — “Fujam da idolatria” (1 Co 10.14) — e a de João —“Guardem-se dos ídolos” (1 Jo 5.21).
Não se deve pensar que a palavra ídolo se refere exclusivamente às tais imagens que nem sequer falam, embora o artífice tenha moldado a boca, e nem sequer andam, embora o mesmo artífice tenha colocado as duas pernas no lugar certo (Sl 115.4-7).
É por isso que a palavra “Guardem-se dos ídolos” é traduzida para “Cuidado com os falsos deuses” (NTLH) e para “Afastem-se de qualquer coisa que possa tomar o lugar de Deus no coração de vocês” (BV). Segundo a nota de rodapé da Bíblia Pastoral, para o apóstolo, “ídolos são pessoas, coisas, estruturas e projetos que produzem escravidão e morte e se apresentam como absolutos, pretendendo substituir o projeto de vida e liberdade que Deus realizou em Jesus Cristo”.
O horror a “qualquer altar” deve ser mantido com muito cuidado, pois sobre ele não estão os repugnantes ídolos do passado, mas os atraentes ídolos do presente.
A sociedade de consumo está cheia de altares. O verdadeiro adorador não pode desalojar o verdadeiro Deus de sua verdadeira glória nem se inclinar a “qualquer altar”, sejam os altares da riqueza, da glória própria ou das paixões incontroláveis. Ele é adorador de altar único, pois só ao Senhor se deve prestar culto (Mt 4.10)!
Fonte: Editora Ultimato
Avivamento não é campanha de evangelização
23/08/10
Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, pessoas que já têm vida; evangelização é para o mundo, pessoas que estão mortas em delitos e pecados.
Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos. Na evangelização, a igreja trabalha para Deus; no avivamento, Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento, os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores apelam aos pregadores.
Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro AVIVAMENTO URGENTE, parte do estudo disponível no site www.monergismo.com
Filipenses & Colossenses
22/08/10
Filipenses (Fp)
Autor: Paulo
Data: Cerca de 61 dC
Antecedentes
At 16.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem, por volta de 51 dC. Desde o começo, a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4.15-16; 2Co 11.8-9). Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja.
Ocasião e Data
É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC, para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito, que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta.
Características
Em muitos aspectos, esta é a mais bela cara de Paulo, cheia de ternura, calor e afeição. Seu estilo é espontâneo, pessoal e informal, apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo.
A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Paulo, embora prisioneiro, era muito feliz, e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Para Paulo, Cristo era mais do que um exemplo; ele era a própria vida do apóstolo.
Conteúdo
A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. Para Paulo, a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. A alegria cristã é independente de condições externas, e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas, como sofrimento e perseguição.
A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. Por toda a carta, Paulo fala da alegria do Senhor, enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria, como ocorre com todas as outras graças cristãs. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo, baseada na experiência do poder de sua ressurreição. Devido essa convicção, a vida de Paulo ganhou sentido. Mesmo a morte tornou-se uma amiga, pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1.21-23)
A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1.6,10; 2.16; 3.20; 4.5).
Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. As ofertas, entretanto, são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão, ou como ele coloca em 4.17, “o fruto que aumente nossa conta”. Sendo assim, a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.
Cristo Revelado
Para Paulo, cristo é a soma e a substancia da vida. Pregar Cristo era sua grande paixão; conhece-lo era sua maior aspiração; sofrer por ele era um privilégio. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo. Para sustentar sua exortação de humildade, o apóstolo descreve a atitude de Cristo, que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2.5-11). Ao fazê-lo, ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência, à encarnação e à exaltação de Cristo. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo.
O Espírito Santo em Ação
A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. Primeiro, Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1.19). O Espírito Santo também promove unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3)
Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2
Ação de graças 1.3-8
Oração 1.9-11
I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18
Garantiram a bênçãos 1.19-21
Criaram um dilema para Paulo 1.22-26
II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4
Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11
Cultivar a vida espiritual 2.12-13
Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18
III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24
Epafrodito 2.25-30
IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6
Contra o sensualismo 3.17-21
Conclusão 4.1-23
Apelos finais 4.1-9
Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20
Saudações 4.21-22
Bênção 4.23
Fonte: Bíblia Plenitude
Colossenses (Cl)
Autor: Paulo
Data: Cerca de 61 dC
Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).
Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC.
Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.
Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.
Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas.
A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29).
Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16).
Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18)
Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20).
Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.
Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10)
O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito
Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2
Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8
Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14
II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17
Na igreja 1.18
Na reconciliação 1.19-23
No ministério de Paulo 1.24 –2.7
III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15
Contra o legalismo 2.16-17
Contra o louvor aos anjos 2.18-19
Contra o ascetismo 2.20-23
IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8
Em relação à igreja local 3. 9-17
Em relação à família 3.18-21
Em relação ao trabalho 3.22-4-1
Em relação à sociedade não cristã 4.2-6
V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9
Saudações finais 4.10-15
Exortações e bênçãos finais 4.16-18
Fonte: Bíblia Plenitude & Site Vivos
A entrada do pecado no mundo
21/08/10
TENTAÇÃO E QUEDA DO HOMEM (Gn 3.1-7).
Em porção alguma a Bíblia provê um relato filosófico ou especulativo sobre a raiz, a origem, do mal. Na qualidade de livro da redenção, a Bíblia descreve o modo pelo qual o pecado entrou na esfera da experiência humana. Trata-se de um relato histórico sobre a queda do homem. Alguns expositores invocam o conceito de mito ao explicarem essa passagem: mas mito, mesmo em seu sentido técnico e legítimo, não é requerido na narração de acontecimentos históricos. A idéia do fruto proibido é familiar nas histórias antigas, mas essas histórias podem ser consideradas como memórias sobre o modo como ocorreu a queda do homem. O ponto teológico importante, neste registro, é que ele ensina que a tentação veio do exterior e que o pecado foi um intruso na vida do homem. Portanto, o pecado não pode ser considerado como latentemente bom: pelo contrário estragou um mundo que foi criado como “bom” (Gn 1.31).
A serpente. Em parte alguma do relato do livro de Gênesis o tentador é chamado de diabo ou Satanás. É impossível, entretanto, não ver mais do que a serpente aqui, pois o evento envolve muito mais do que poderia ser praticado por uma criatura irracional sozinha. A identificação com o diabo é feita em Jo 8.44; 2Co 11.3,14; Ap 12.9; Ap 20.2. O maligno empregou o caráter excepcional da serpente para alcançar seu propósito destruidor. Astuta. Cfr. “prudentes como as serpentes” (Mt 10.16). Essa sagacidade já devia ter sido observada pela mulher, pois não demonstrou sinais de alarma quando a serpente realmente falou com ela. Disse. Cfr. Nm 22.28. O fato do jumento ter falado a Balaão foi um milagre divino; o fato da serpente ter falado à mulher foi um milagre diabólico. Deus disse…? Uma dúvida e uma insinuação. Sereis como Deus. No original hebraico, a palavra para “Deus” é ’ el que, na qualidade de substantivo comum, tem forma análoga em todas as línguas semíticas. O plural, ’ elohim, portanto, pode significar “deuses”, como em Gn 31.30, ou “Deus” (Gn 1.1).
A mentira incluía certo elemento de verdade, o que a tornava ainda mais enganosa (ver versículo 22). É verdade que o participar da fruta proibida levaria à fixidez moral, no qual estado, naturalmente, Deus existe; porém, a semelhança com Deus, nesse caso, era de espécie contrária àquela que Deus tencionava para o homem. Da posição de contrapeso moral, embora esta palavra seja um tanto insuficiente, visto que o homem foi criado em retidão e com tendências inclinadas para Deus, o homem, supostamente, avançaria para uma posição avançada de perfeição moral e seria confirmado em seu caráter, num caráter santo. Quanto a esse respeito, a intenção divina é que o homem fosse como Deus. Mediante o pecado, porém, o homem atingiu uma diferente espécie de fixidez moral: foi confirmado em caráter, mas esse caráter era mau em sua qualidade.
Fonte: O Novo Comentário da Bíblia Editado pelo Prof. F. Davidson. EDITORA VIDA NOVA