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Feliz Natal…
24/12/11
Estou escrevendo antes a mensagem de natal, pois estou na praia e talvez não tenha acesso à internet.
Realmente desejo um feliz natal para todos os que visitam os sites, mas caso alguém não goste do natal por algum motivo religioso cristão, sinta-se abraçado e ganhe um feliz ano novo!
Gostaria deixar aqui um recado:
Neste natal e fim de ano presenteie seus amigos que algum livro devocional ou algum livro do Max Lucado. Seja criativo e não presenteie com cuecas ou meias…
Evangelize neste final de ano seus amigos e conhecidos, mas deixe juntou algo como uma Bíblia ou algo que possa realmente demonstrar que você gosta dessa pessoa.
Gostaria realmente de agradecer a todos que visitam os sites. Em 2012 espero melhorar muitas coisas e espero alcançar novos objetivos.
Conto com as orações e com o apoio de todos vocês.
Um grande e forte abraço,
Leonardo Rodrigues Pereira
Sem, Cão e Jafé
28/11/10
SEM, CÃO E JAFÉ
Gênesis 9:1-10:8
Versículo para memorização ! Gênesis 9:18
Depois que o dilúvio terminou e a arca foi abandonada, Noé construi um altar e fez oferendas de animais limpos a Deus. Essas oferendas foram uma confissão simbólica do pecado de Noé e da sua fé de que um dia Deus mandaria Cristo para morrer por esse pecado. A verdadeira natureza pecaminosa de Noé é logo reconhecida, como veremos.
Nesse tempo Deus abençoou Noé e seus filhos, Jafé (o mais velho), Sem (o do meio) e Cão (o mais jovem). A eles foi dito o mesmo que a Adão, “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra”.
Foi-lhes dado domínio sobre todos os animais e permissão de matar e comer, mas foi-lhes avisado para não beber do sangue. Deus deu-lhes também a lei da pena de morte.
Depois disso, Noé plantou uma vinha, fez vinho e embebedou-se. Seu pecado trouxe grande tristeza sobre sua descendência, pois Cão pecou contra seu pai, durante a bebedeira. Isso trouxe uma maldição sobre Cão e sua descendência por todas as gerações vindouras.
Quando Cão olhou para a nudez de Noé e riu do seu pai velho, Jafé e Sem pegaram um cobertor e, andando de costas, cobriram-no. Noé então profetizou o julgamento de Deus sobre Cão. Disse que a descendência de Cão seja serva das descendências de Jafé e Sem (Gênesis 9:26-27). Cão teve 4 filhos. O mais velho se chamava Cuxe, que significa preto. Sua semente povoou a Etiópia. O segundo era Mizraim, que significa terra. Sua semente povoou o Egito. O terceiro filho era Pute, que significa um arco. Sua descendência povoou a terra dos fenícios e dos cananeus. Quando Noé disse que Canaã fosse amaldiçoada, não significava Canaã apenas, mas toda a extensão de Canaã, o filho mais novo de Cão, ou todos os filhos de Cão, até o próprio Canaã. Você pode ver da miséria em que essas nações se encontram hoje que isto é a maldição de Deus e que ainda esta se mantendo. Não podemos removê-la nem estamos autorizados a reforçar a miséria.
Perguntas ! SEM, CÃO E JAFÉ
1. Por que Noé construiu um altar depois do dilúvio?
2. Quem era o filho mais velho de Noé? (Gênesis 10:21)
3. Quem era o filho mais novo de Noé? (Gênesis 9:24)
4. Que obrigação foi dado a Noé, assim como a Adão?
5. Que domínio foi dado a ele, assim como a Adão?
6. O que foi ordenado que não bebessem?
7. Qual era a penalidade de Deus para o homicídio?
8. De que maneira a terra nunca mais será destruída?
9. Qual garantia Deus deu a Noé para afirmar isso?
10. Qual era a ocupação de Noé depois do dilúvio?
11. Qual é um cultivo que sabemos com certeza ele plantou?
12. Que pecado Noé cometeu?
13. Qual dos filhos o seguiu com outro pecado?
14. Qual foi o pecado de Cão?
15. O que os outros irmãos fizeram a respeito do pecado de Cão?
16. Como Noé reagiu ao pecado de Cão?
17. Quantos filhos Cão teve e o que são os seus nomes?
18. Quais são alguns dos efeitos que o pecado de Cão tem em certas pessoas hoje?
19. Quais são as alguns dos nações povoadas pelos filhos de Cão?
20. Quem era o filho mais jovem de Cão?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
Como o mundo pôde ser criado em seis dias?
27/11/10
PROBLEMA: A Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias (Êx 20:11). Mas a ciência moderna declara que isso levou bilhões de anos. As duas posições não podem ser verdadeiras.
SOLUÇÃO: Há basicamente duas maneiras para superar esta dificuldade.
Primeiro, alguns eruditos argumentam que a ciência moderna não está certa. Insistem em dizer que o universo tem apenas alguns milhares de anos e que Deus criou todas as coisas em seis dias literais (6 dias de 24 horas, ou seja, 144 horas). Para sustentar esta posição, eles apresentam os seguintes pontos:
1. Cada dia do Gênesis tem “tarde e manhã” (cf. Gn 1:5,8,19,23,31), o que é próprio do dia de 24 horas na Bíblia.
2. Os dias foram numerados (primeiro dia, segundo dia, terceiro dia etc), uma característica peculiar dos dias de 24 horas na Bíblia.
3. Êxodo 20:11 compara os seis dias da criação com os seis dias de uma semana (literal) de trabalho de 144 horas.
4. Há evidência científica que suporta uma idade jovem (de milhares de anos) para a Terra.
5. Não haveria como a vida sobreviver milhões de anos do dia três (1; 11) ao dia quatro (1:14) sem lua.
Outros eruditos da Bíblia afirmam que o universo pode ter bilhões de anos, sem que com isso se esteja sacrificando um entendimento literal de Gênesis 1 e 2. Argumentam que:
1. Os dias de Gênesis 1 podem ter tido um período de tempo antes da contagem dos dias (antes de Gênesis 1:3), ou um intervalo de tempo entre os dias. Há intervalos em outras partes da Bíblia (como em Mateus 1:8, onde três gerações são omitidas, em comparação com 1 Crônicas 3:11-14).
2. A mesma palavra hebraica para “dia” (yom) é empregada em Gênesis 1 e 2 como um período de tempo maior que 24 horas. Por exemplo, Gênesis 2:4 faz uso desta palavra no sentido do período total da criação de seis dias.
3. Às vezes a Bíblia emprega a palavra “dia” para longos períodos de tempo: “Um dia é como mil anos” (2 Pe 3:8; cf. SI 90:4).
4. Há alguns indícios em Gênesis 1 e 2 de que os dias poderiam ser períodos maiores que 24 horas:
a) No terceiro “dia” as árvores cresceram da semente à maturidade, e produziram semente segundo a sua espécie (1:11-12). Esse processo normalmente leva meses ou anos.
b) No sexto “dia” Adão foi criado, foi dormir, deu nome a todos os (milhares de) animais, procurou por companhia, foi dormir, e Eva foi criada de sua costela. Tudo isso parece exigir um tempo bem maior que 24 horas.
c) A Bíblia diz que Deus “descansou” no sétimo dia (2:2), e que ele ainda está no seu descanso da criação (Hb 4:4). Assim, o sétimo dia já tem tido uma duração de milhares de anos. Dessa forma, os outros dias bem que poderiam ter tido milhares de anos também.
5. Êxodo 20:11 pode estar fazendo simplesmente uma comparação de unidade por unidade dos dias de Gênesis com uma semana de trabalho (de 144 horas), e não uma comparação minuto a minuto.
Conclusão: Não se demonstra contradição alguma em fatos, entre Gênesis 1 e a ciência. Há apenas um conflito de interpretações. Ou os cientistas de hoje em sua maioria estão errados ao insistirem que o mundo tem bilhões de anos, ou então alguns dos intérpretes da Bíblia estão equivocados ao insistirem em dizer que foram apenas 144 horas que durou a criação, ocorrida há alguns milhares de anos antes de Cristo, sem intervalos de tempo correspondentes a milhões de anos. Mas, em qualquer dos casos, não se trata de uma questão de inspiração das Escrituras, mas de sua interpretação (em relação a dados científicos).
Fonte: Geisler, Norman L.
Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia .EDITORA MUNDO CRISTÃO
As sete dimensões da liderança
26/11/10
A liderança, portanto, não é algo que se transporta de grupo em grupo. Pode ser que algum grau de influência sim, mas o fenômeno completo deve ser desenvolvido em cada rede de relações humanas para conferir mais fidedignidade ao fato social de influenciar naquele grupo.
Portanto, ser líder é saber estar líder para irradiar a influência como finalidade desse fato social. Ser líder é saber que não se é imparcial, mas que se é parcial porque se pretende influenciar. É saber que a grande decisão ética é por que e para quê influenciar. É ter visão das necessidades e implicações dessa influência, escolhendo como posicionar-se aberta e conscientemente em prol do bem-comum. Isto é ética. O dever da liderança.
Autor: Marcelo Quirino
Fonte: http://www.institutojetro.com.br
Qual o problema em gostar um pouco de pornografia?
25/11/10
Afinal, o que é pornografia mesmo?
Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Essas definições não ajudam muito, pois conceitos como “obscenos” e “imorais” são bastante subjetivos no mundo de hoje. Classificar material pornográfico em “soft” (nudez e sexo implícito) e “hardcore” (sexo explícito contendo cenas de degradação, violência e aberrações) só ajuda didaticamente. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, a definição acima é mais que suficiente.
A popularidade da pornografia
É exatamente pela complexidade do assunto, agravado pela omissão de boa parte das igrejas no Brasil, que muitos evangélicos estão confusos quanto ao mesmo, e não poucos são viciados em alguma forma de pornografia. Aqui estão as minhas razões para essa constatação:
1) A tremenda popularidade da pornografia no mundo de hoje. Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Não é difícil de imaginar que a situação no Brasil não seria muito diferente. Até países antigamente fechados, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material pornográfico em seus limites, após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500 milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservam cada vez mais espaço nas prateleiras para esses vídeos. Segundo uma pesquisa, em 1992, 1 a cada 4 brasileiros assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em 1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres.
2) A imensa facilidade para se conseguir material pornográfico no mundo de hoje. Como na maioria dos demais países “civilizados” (uma conhecida exceção é o Irã) material pornográfico pode ser encontrado e consumido facilmente no Brasil em diversas formas: cinema, canais abertos de televisão, televisão a cabo e no sistema “pay-per-view”, internet, fitas de vídeo, CD-ROMs com material pornográfico, gravuras, exposições de arte erótica, livros, revistas e vídeogames, entre outros. Parece não haver fim à criatividade do homem em utilizar-se dos avanços tecnológicos para a difusão da pornografia. Como disse o escritor francês Restif de la Bretone no século 18, “La dépravation suit le progrès des lumières” (”A depravação segue o progresso das luzes”).
O que tem de mais em ver pornografia?
Muito embora os evangélicos em geral sejam contra a pornografia (alguns apenas instintivamente) nem todos estão conscientes do perigo que ela representa. Menciono alguns deles em seguida:
1) Consumir deliberadamente material pornográfico é violar todos os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. A própria palavra “pornografia” nos aponta esse realidade. Ela vem da palavra grega pornéia, que juntamente com mais outras 3 palavras (pornos, pornê e pornéuo) são usadas no Novo Testamento para a prática de relações sexuais ilícitas, imoralidade ou impureza sexual em geral. Freqüentemente essas palavras de raiz porn- aparecem em contextos ou associadas com outras palavras que especificam mais exatamente o tipo de impureza a que se referem: adultério, incesto, prostituição, fornicação, homossexualismo e lesbianismo. O Novo Testamento claramente condena a pornéia: ela é fruto da carne, procede do coração corrupto do homem, é uma ameaça à pureza sexual e devemos fugir dela, pois os que a praticam não herdarão o reino de Deus. A pornografia explora exatamente essas coisas — adultério, prostituição, homossexualismo, sadomasoquismo, masturbação, sexo oral, penetrações com objetos e — pior de tudo — pornografia infantil, envolvendo crianças de até 4 anos de idade.
2) Consumir deliberadamente material pornográfico é contribuir para uma das indústrias mais florescentes do mundo e que, não poucas vezes, é controlada pelo crime organizado. Segundo um relatório oficial em 1986, a indústria pornográfica nos Estados Unidos é a terceira maior fonte de renda para o crime organizado, depois do jogo e das drogas, movimentando de 8 a 10 bilhões de dólares por ano. Acredito que o quadro é ainda pior hoje. A indústria da pornografia apoia e promove a indústria da prostituição e da exploração infantil. O dinheiro que pais de família gastam com pornografia deveria ir para o sustento de sua família. Alguns podem alegar que consomem apenas material soft contendo somente cenas de nudez — esquecendo que esse material é produzido pela mesma indústria ilegal que produz e distribui a pornografia infantil.
Pornografia e a escalada da violência
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração infantil nos países “civilizados”. Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura, além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos consumidores é que quando a mulher diz “não” na verdade está dizendo “sim”, e que se o estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. A mulher é vista como objeto sexual a ser usado ao bel-prazer dos homens.
Uma outra forma de hardcore é a pornografia infantil. Esse material exibe cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Em alguns casos, crianças aparecem assistindo a cenas de sexo oral por adultos, em outras, são violentadas e estupradas por adultos. Já em outras, fazem sexo entre si. Esse material ilegal, mórbido, desumano e obsceno está disponível pela Internet até mesmo em servidores estacionados em universidades federais, conforme denúncias de jornais em dias recentes. Grandes provedores têm seções onde usuários podem bater papo sobre sexo e trocar imagens de sexo explícito com crianças, algumas delas tão degradantes, segundo uma denúncia feito pelo Instituto Gutemberg em Julho de 1997, que faz da revista “Penetrações Profundas” uma publicação para freiras.
Associado com a pornografia hardcore está o surto de violência sexual contra as mulheres e crianças nas sociedades modernas onde esse material pode ser obtido facilmente. Estudos por especialistas americanos mostram que existe uma estreita relação entre pornografia e a prática de crimes sexuais. Eles afirmam que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. O relatório oficial do chefe de polícia americano em 1991 diz: “Claramente a pornografia, quer com adultos ou crianças, é uma ferramenta insidiosa nas mãos dos pedofílicos [viciados em sexo com crianças]“. A pornografia está estreitamente associada ao crescente número de estupros nos países civilizados. Só nos Estados Unidos, o número conhecido pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, que corresponde ao aumento da popularidade e facilidade em se encontrar material pornográfico. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas pornográficas que assistiam regularmente.
Crentes “voyeurs”?
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil que são viciados em pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 10% dos evangélicos estão afetados. Considerando que no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma — ou até maior — que nos Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia, como acontece nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que provavelmente mais que 10% dos evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetre e se enraize.
Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens evangélicos adolescentes. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas revelou que 10% dos adolescentes havia aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disse que nunca aprendeu qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alarme.
O escândalo envolvendo o pastor Jimmy Swaggart em 1988 revelou abertamente uma outra face do problema, que há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Uma pesquisa feita em 1994 entre pastores evangélicos americanos revelou uma relação estreita entre o consumo de pornografia e a infidelidade conjugal. Por causa do receio de serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores optam por consumir pornografia como voyeurs a praticar o adultério de fato, embora alguns acabem eventualmente caindo na infidelidade prática. Quando eu me preparava para escrever esse ensaio, li diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de aconselhamento pastoral. Muitos deles são abertamente dirigidos para ajudar pastores viciados em pornografia.
Falta de decência
Infelizmente parece que estamos nos acostumando à falta de decência. Tornamo-nos como os pagãos. Temos a mesma atitude que eles têm para com a nudez e a exposição dos órgãos sexuais. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a queda (Gn 2:25; 3:7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais, ao ponto de que havia uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Dt 20:26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como “nudez” (Lv 18), “pele nua” (Ex 28.42), “membro viril” (Dt 23.1), “entre os pés” (Dt 28.57) e “parte indecorosa” (1 Co 12.23), só para citar alguns exemplos.
Podemos fazer alguma coisa, sim!
Acredito que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algumas coisas: ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente pelo problema.
Não estou pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igreja evangélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conseqüências espirituais e sociais embora não acredite que devamos fazer dela o inimigo público número 1, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afinal de contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem, que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em 4 anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.
Por: Rev. Augustus Nicodemus
estudo disponível no site www.ipb.org.br
Rebeca
24/11/10
Gênesis 24:10-31, 51-58; 27:6-17
Versículo para memorização: Gênesis 24:4
Quando Isaque tinha 40 anos e Abraão tinha 140, Abraão chamou Eliézer, seu principal servo. Disse-lhe que Isaque não se casaria com uma filha dos cananeus e que Deus havia designado uma donzela, da casa de Abraão, nas terras de Harão. Eliézer foi enviado para trazer a noiva de Isaque a ele. Deus e Abraão sabiam quem seria essa noiva, mas não Eliézer. Por isso foi orando para que Deus lhe revelasse, de uma certa maneira, quem era a donzela que Ele havia designado para Isaque. Deus operou segundo a oração de Eliézer e levou ao seu encontro a mulher certa, uma linda jovem chamada Rebeca.
Rebeca, é claro, nunca tinha ouvido falar de Isaque nem o tinha visto, então Eliézer falou-lhe tudo sobre ele. Contou sobre tudo o que Abraão tinha dado para Isaque, assim como os pregadores hoje contam ao pecador perdido tudo sobre a glória que Deus conferiu a Jesus Cristo, Seu filho.
O pai de Rebeca, Betuel, e seu irmão, Labão, concordaram que ela poderia ir com Eliézer se quisesse. A decisão foi deixada com ela. Quando lhe foi perguntado, escolheu ir e ser a noiva de Isaque. Sendo assim, deixou sua casa e família para nunca mais retornar, indo para uma terra estranha pela fé. Lá, tornou-se a esposa de Isaque e uma serva muito especial de Deus. Rebeca, assim como Sara, era estéril, por isso Deus a abençoou especialmente depois da oração de Isaque, e quando Isaque tinha aproximadamente 60 anos (cerca de vinte anos depois de terem se casado), Rebeca deu a luz a gêmeos. Foram chamados Esaú e Jacó. Esaú era o favorito de Isaque mas Jacó era o favorito de Rebeca.
Muitos anos depois, quando Isaque já era velho, estava se preparando para passar a benção de Abraão a seu filho mais velho. Rebeca ajudou e aconselhou Jacó a fazer um plano por meio do qual enganaram Isaque e ele abençoou Jacó pensando que fosse Esaú. Jacó recebeu a benção como era o propósito de Deus, mas o resultado disso foi Jacó ter que deixar a casa, e aparentemente Rebeca morreu antes de Jacó retornar. Devemos nos lembrar de fazer a obra de Deus à maneira de Deus e não ser desonestos.
Perguntas: REBECA
1. Quantos anos tinha Isaque quando casou?
2. Quem era Eliézer?
3. O que lhe foi dito que Isaque não devia fazer?
4. Eliézer foi para qual terra?
5. Como saberia quem era a noiva?
6. O que a Bíblia nos diz sobre a aparência de Rebeca?
7. De qual meio Rebeca conheceu Isaque?
8. Eliézer descreveu Isaque como sendo bonito ou rico?
9. Qual era o nome do pai de Rebeca?
10. Que outro membro de sua família é identificado?
11. Rebeca queria realmente ir com Eliézer?
12. Rebeca teve filhos logo?
13. Há quanto tempo ela estava casada quando os gêmeos nasceram?
14. Quais eram os nomes dos gêmeos?
15. Qual dos gêmeos era o mais velho?
16. Qual era o favorito da Rebeca? De Isaque? E de Deus?
17. Rebeca foi sempre honesta na sua conduta?
18. Diga tudo que pode sobre a desonestidade dela e o desapontamento decorrente disso.
19. Que animal Rebeca e Jacó usaram para enganar Isaque?
20. Que tipo de carne ele pensou que estava comendo?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
C.S. Lewis sobre ir à igreja
23/11/10
Estava conversando com alguém sobre igreja (para variar) e me lembrei de uma história envolvendo C. S. Lewis e um velho santo de botas de borracha. Como não conseguia achar essa história em nenhum dos livros do C. S. Lewis que possuo, decidi “googar” por ela e a achei no blog Mere Theology.
C. S. Lewis frequentou a mesma igrejinha durante trinta anos. A experiência não tinha nada de extraordinário a cada semana. A maior parte daqueles anos Lewis não se importava muito com os sermões; ele até mesmo sentava-se atrás de um pilar para que o ministro não visse suas expressões faciais. Ele ía ao culto sem música porque não gostava dos hinos. E saía logo após a comunhão da Ceia provavelmente porque não gostava de se envolver nas conversas com os outros membros depois do culto. Mas a longa obediência numa mesma direção moldou a vida de Lewis de um modo que nada mais poderia.
Uma vez perguntaram para Lewis: “É necessário frequentar um culto ou ser membro de uma comunidade cristã para um modo cristão de vida?”
Sua resposta foi a seguinte: “Esta é uma pergunta que eu não posso responder. Minha própria experiência é que logo que eu me tornei um cristão, cerca de quatorze anos atrás, eu pensava que poderia me virar sozinho, me retirando a meu quarto e lendo teologia, e não frequentava igrejas ou estudos bíblicos; e então mais tarde eu descobri que era o único modo de você agitar sua bandeira; e, naturalmente, eu descobri que isso significava ser um alvo. É extraordinário o quão inconveniente para sua família é você ter que acordar cedo para ir à Igreja. Não importa tanto se você tem que acordar cedo para qualquer outra coisa, mas se você acorda cedo para ir à igreja é algo egoísta de sua parte e você irrita todos na casa. Se há qualquer coisa no ensinamento do Novo Testamento que é na natureza de mandamento, é que você é obrigado a participar do Sacramento e você não pode fazer isso sem ir à igreja. Eu não gostava muito dos seus hinos, os quais eu considerava poemas de quinta categoria com música de sexta categoria. Mas à medida em que eu ia eu vi o grande mérito disso. Eu me vi diante de pessoas diferentes de aparência e educação diferentes, e meu conceito gradualmente começou a se desfazer. Eu percebi que os hinos (os quais eram apenas música de sexta categoria) eram, no entanto, cantados com tamanha devoção e entrega por um velho santo calçando botas de borracha no banco ao lado, e então você percebe que você não está apto sequer para limpar aquelas botas. Isso o liberta de seu conceito solitário.” (C. S. Lewis, God in the Dock, pp 61-62)
Autor: Sandro Baggio
Fonte: http://www.sandrobaggio.com
O evangelho na periferia
22/11/10
Normalmente, por motivos óbvios, não assisto televisão nos domingos. Ultimamente tenho conseguido ver a jornalista Regina Casé, no Fantástico, com suas reportagens sobre a periferia social do Brasil. Gosto dela. Seu jeito espontâneo de conversar e como valoriza os mais pobres, encantam meu coração. Ela não só apresenta a riqueza cultural dos mais miseráveis, como oferece uma rara oportunidade de integrar os excluídos sociais do camuflado aparthaid social brasileiro– que só se aprofunda em nossa perversa desigualdade.
Casé também consegue intrigar-me. Com seus programas, sinto-me confrontado com a distância que me separa dos marginalizados. Percebo também a facilidade com que os evangélicos se identificam com os valores da classe média burguesa. Noto que a espiritualidade cultivada entre os protestantes brasileiros se afastou anos luz do que Jesus viveu e praticou na Palestina.
Com a influência do “american way of life”, os crentes brasileiros sonham em ascender socialmente. Para subirem, porém, eles dependem de uma economia que funciona como peneira de malhas apertadas. Poucos privilegiados, que já nasceram em famílias privilegiadas, conseguem passar. Assim, a função religiosa se resumiu no esforço de pedir que Deus compense essas distorções, premiando o maior número de seus filhos com favores especiais. Repete-se nos cultos, ad nauseum, que Deus é bom e que ele não permitirá que seus filhos mendiguem o pão.
Infelizmente, a realidade cruel nega os sermões. Crianças, filhas de crentes, morrem nos corredores fétidos de hospitais públicos; nordestinos crentes esperam pelo assistencialismo dos coronéis para comerem; congregações evangélicas são construídas sobre palafitas na ribanceira de esgotos a céu aberto. Os excluídos continuam inalcançados pelos curtos braços da pátria gentil, e para eles, tarda a “bênção” da prosperidade.
A minoria sortuda, que já nasceu com larga vantagem sobre os demais, precisa apaziguar sua consciência, bem como “proteger” seus favores de eventuais ameaças circunstancias ou espirituais. Já que sobram textos bíblicos sobre o cuidado perene de Deus, basta citar os mais badalados: “Tudo posso naquele que me fortalece”; “Se Deus é por nós, quem será contra nós”. Resultado: com todos devidamente pacificados, solidifica-se o abismo que separa os crentes “melhor de vida” dos que dependem de narcotraficantes para entrarem e saírem em paz da favela onde vivem.
Vez por outra, os evangélicos de classe média percebem que existem pobres servindo o mesmo Deus que eles. Nessas horas, a teologia determinista da providência acalma eventuais angústias. “Deus sabe o que faz e dará aos seus filhos o cobertor do tamanho certo”. No caso dessas inquietações inoportunas continuarem, convém lembrar que a nobilíssima responsabilidade da igreja é salvar almas e que o autêntico missionário não precisa preocupar-se com a injustiça social – isso é coisa de comunista. Sempre será mais fácil fazer filantropia do que defender a justiça.
O rescaldo trágico disso tudo é que os cristãos precisam de uma Regina Casé para se inteirarem do que acontece nos lugares onde Jesus caminha e vive.
Soli Deo Gloria.
Que me falta ainda? Mateus 19.16-22
21/11/10
“E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19. 16-22).
Após impor as mãos sobre as crianças e abençoá-las, Jesus estava prosseguindo viagem pela Peréia, território além do Jordão, que naquele tempo, era dominado por Herodes Antipas. Ao longo do caminho, Jesus parava em várias cidades e aldeias, realizando sua obra. Em uma dessas paradas Jesus foi interpelado por um jovem que lhe fez uma pergunta interessante que chamou sua atenção: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”;. Quem era esse jovem? Qual a sua estratificação social? Lucas o descreve como sendo alguém de nível sócio-econômico elevado (Lc 18. 18). Sabe-se, a priori, que ele possuía tudo o que se podia desejar na terra em termos de bem estar social, conforto e segurança materiais. Marcos, por sua vez, menciona que este jovem, ao aproximar-se de Jesus, correu e ajoelhou-se aos seus pés (Mc 10. 17). Isso nos leva a concluir que aquele jovem tinha um forte sentimento religioso e estava muito preocupado com a expectativa da vida eterna. Ele havia recebido uma herança cultural dos seus progenitores cujo foco era direcionado para uma espiritualidade de preceitos, mas nunca havia cogitado acerca daquilo que era mais importante: a incompatibilidade entre amar o mundo e amar a Deus.
Seu sentimento religioso não passava de credulidade; sua religiosidade era legalista e sua alma era vazia. E por causa disso ele havia mergulhado em uma crise teológica sem precedentes que parecia insolúvel. Sua religiosidade não bastava. A última cartada de sua vida seria encontrar uma resposta para a pergunta que ninguém, além de Jesus, conseguiria responder: “Que me falta ainda?”. Esta pergunta continua sendo feita hoje. E respondê-la é o nosso maior desafio. A resposta é suficiente para completar todos os espaços vazios do coração e levar-nos a descobrir o sentido da vida. E na medida em que meditamos sobre a experiência daquele jovem, descobrimos também que a crise que você está vivendo agora não difere muito da situação daquele jovem. Mas como encontrar a resposta? Se por um lado, a crise que deu origem a esta pergunta está no seu coração, por outro lado, a resposta também só poderá ser encontrada no próprio coração. Dê uma olhada agora para dentro do seu coração. O que o primeiro olhar está te mostrando? O primeiro olhar para o interior do seu coração revela que uma das coisas que está faltando em você é converter o sentimento de amor em prática de amor. Aquele jovem rico havia dito para Jesus que amava o próximo como a si mesmo (Mt 19. 19b-20), mas ele tinha apenas o sentimento de amor ao próximo. A partir do momento que esse sentimento foi colocado à prova, submetido a teste, a uma comprovação prática, ele fracassou. E todo o seu esforço em amar havia sido inútil porque ele não havia convertido o sentimento de amor em prática de amor. Ele amava de palavra, de língua, mas não amava de fato e de verdade. O amor não se declara, se pratica. Neste caso, que me falta ainda?, você pergunta novamente. Um segundo olhar para o interior do seu coração revela que outra que está lhe faltando é compreender que só é possível alcançar o tesouro do céu quando se reparte o tesouro da terra. Aquele jovem foi orientado por Jesus a repartir o seu tesouro da terra; para conquistar o tesouro do céu. É óbvio que Jesus não está determinando que os nossos bens e propriedades sejam liberalmente distribuídos. Jesus trata individualmente com cada um de nós, e foi desta maneira que ele tratou com aquele jovem rico que queria ser perfeito. Lembra? Mas você não quer ser perfeito, e ainda que quisesse, sabe que isto é impossível! Portanto, Jesus não está exigindo a mesma coisa de você. Tudo o que Ele deseja é que você se dê conta que é um ser inacabado e longe da plenitude. Seu apelo sonoro é: Meu filho! Reparta os tesouros de amor e solidariedade e ajude aos necessitados ao seu redor. Divida com o próximo o que eu te dou com abundância!.
C. S. Lewis, com muita lucidez adverte: Façam do céu a sua meta, e a terra lhes será dada como brinde, fazendo da terra a sua meta, não receberão nenhum dos dois. Fazer do céu a principal meta é aproximar-se de Jesus de maneira tal que, cada dia, você se torne mais semelhante a ele. Fazendo isso, você estará colocando o seu coração naquilo que é mais precioso no universo: amor, compaixão, amizade… artigos não negociados nos mercados da vida, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração (Lc 12. 34). Para isso é necessário renúncia! E mais uma vez você se pergunta: “Que me falta ainda?” Um último olhar para o coração revela que uma das coisas que está lhe faltando é substituir o amor ao dinheiro pelo amor a Deus. Dois amigos conversavam sobre um terceiro que falecera há pouco tempo e havia sido um milionário. “Quanto ele deixou?”, perguntou um deles. “Deixou tudo. Até o último centavo”. Foi a sua resposta. Quem possui apenas bens materiais e neles confia parece ser rico, mas é a pessoa mais pobre e miserável do mundo. Alguém pode ter um bom emprego, um salário alto e fama, porém quando lhe falta a saúde, amigos verdadeiros, felicidade, amor, suas riquezas para nada servem, pois está fadado a viver uma vida solitária e morrer frustrado.
O dinheiro não compra sequer a afeição de um animalzinho de estimação! Quando se trata de sentimentos, o dinheiro é uma das coisas mais inúteis do mundo! Preste atenção numa coisa: As melhores coisas da vida são sempre de graça e não custam nada. Há pessoas que dizem que são espirituais, que amam a Cristo, mas se vendem por qualquer punhado de prata. Há outras que não medem esforços para tirar vantagem de tudo, ainda que seja às custas do prejuízo de alguém. Há outras que se enriquecem de modo fraudulento, desonesto. Neste caso são extremamente pobres porque vendem o seu caráter.
É melhor morrer a ser desonesto! É melhor perder tudo a perdermos a nós mesmos! Segundo a Bíblia, é a justiça de Deus que nos livra da morte. Os bens materiais nos abandonam, pois ao morrermos temos de deixar tudo, até o último centavo. Afinal, todas as nossas posses vêm de Deus. É a ele que devemos tudo o que honestamente possuímos. Cuidado! Quando você pensa que já chegou ao final da jornada, descobre, à semelhança daquele jovem, que a jornada está apenas começando. Quando menos esperar, você poderá ser surpreendido pela pergunta: que me falta ainda?, e a resposta será sempre um sinal de que você precisa recomeçar. Cecília Meireles diz o seguinte: “Aprendi com as árvores a me deixar cortar, e começar sempre de novo”.
Peça a Deus para ajudá-lo a preencher os espaços vazios de sua vida e não hesite em começar tudo de novo se for necessário.
Autor: Rev. Eurípedes da Conceição
Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil
Mais Estudo sobre Finanças no site www.curainterior.com.br
Moisés, guia de Israel
20/11/10
Êxodo 19:14-25; Números 20:1-13; Deuteronômio 34:1-12
Versículo para memorização: Números 20:12
Depois do anjo da morte ter passado pelo Egito, matando todos os primogênitos, o Faraó disse a Moisés para pegar Israel e deixar a terra, e assim a viagem começou. Por causa da grande libertação, Moisés se tornou grande aos olhos de Israel. Porém, logo depois, o Faraó mudou de idéia e saiu para procurá-los. O povo então se manifestou contra Moisés e o acusou de por suas vidas e as vidas de seus filhos em risco. Moisés os instruiu a serem calmos, quietos e a olhar para a salvação de Deus. Foi exatamente isso que viram quando Deus abriu o Mar Vermelho e os israelitas atravessaram o chão seco. Quando os egípcios tentaram atravessar, o mar se fechou e todos pereceram.
Uma coisa que marcou profundamente o ministério de Moisés foi que ele ouviu Deus e seguiu Deus. Nos anos seguintes, Israel rememoraria e se regozijaria com Moisés prometendo ser fies a ele. Mas nem sempre isto aconteceria. Resistiam Moisés continuamente, falavam mal dele, contendiam com ele e ameaçavam apedrejá-lo até a morte. Moisés permaneceu fiel, recebeu a lei de Deus e instruiu Israel nela. Recebeu instruções sobre o Tabernáculo e o construiu adequadamente. Instituiu o Sacerdócio Levita segundo o divino plano de Deus e todo o tempo conduziu Israel com os olhos em Deus e mão firme sobre o povo rebelde e desobediente.
Entretanto, Moisés nem sempre obedeceu. Lembra-se de uma vez em que Deus disse-lhe para falar à rocha (em fé) e Moisés golpeou a rocha (obras). Por isso não foi permitido que o próprio Moisés conduzisse Israel até a terra prometida.
Há uma grande doutrina bíblica expressa na inabilidade de Moisés conduzi-los até Canaã. Moisés representa a lei que nunca pode conceder descanso, porque sempre mostra o pecado. Josué os conduzirá até lá porque representa Cristo, o único que pode nos dar descanso.
Sua fé está na obediência à lei ou na graça de Deus? Se você está confiando em suas obras, nunca entrará na santa presença de Deus.
Perguntas: MOISÉS, GUIA DE ISRAEL
1. O que aconteceu na noite anterior a Israel deixar o Egito?
2. O Faraó queria que o povo fosse, quando saíram?
3. Por que o Faraó disse-lhes para sair?
4. Como Deus apareceu para Israel e o conduziu?
5. Qual foi o primeiro obstáculo de Israel depois de deixar o Egito?
6. Como foi que Moisés e Israel cruzaram o Mar Vermelho?
7. Israel foi bondoso e obediente a Deus?
8. Deus tratava Israel e os egípcios da mesma forma? (Explique)
9. Onde Moisés recebeu a lei?
10. Qual construção Moisés dirigiu?
11. Moisés era obediente aos desejos do povo?
12. Com qual violência Israel ameaçou Moisés?
13. O Sacerdócio foi designado de acordo com plano de quem?
14. Como Israel sabia quais eram os planos de Deus?
15. Moisés sempre obedeceu a Deus?
16. Se Moisés desobedeceu, foi em qual modo?
17. Qual o resultado do pecado de Moisés?
18. Para onde Moisés foi antes de morrer?
19. Qual a idade de Moisés quando morreu?
20. Qual era a condição física de Moisés quando morreu?
Autor: Pr Forrest Keener
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão: Daniel Aaron Gardner
Edição: Calvin Gardner 04/04
Fonte: www.palavraprudente.com.br
