Estudos Bíblicos
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Artigos por admin
A sementeira da Palavra
28/03/11
Referência: Lucas 8.4-8,12-15
1.O semeador
Entre os semeadores, há uns que saem sem semear e há outros que semeiam sem sair. Mas Jesus diz que o semeador saiu a semear, mas não diz que voltou, pois quem lança a mão do arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus.
2.O campo da semeadura
E se esse semeador quando saiu, achasse o campo tomado? E se se armassem contra ele os espinhos? E se se levantassem contra ele as pedras? E se se fechassem os caminhos, que havia de fazer?
Todos estes problemas enfrentou o semeador. Começou ele a semear, mas com pouca ventura. Uma parte caiu entre os espinhos e afogaram-no os espinhos. Outra parte caiu sobre as pedras e secou-se nas pedras por falta de umidade. Outra parte caiu no caminho e pisaram-no os homens e comeram-no as aves.
Ora vede como todas as criaturas do mundo se armaram contra esta sementeira. Todas as criaturas quantas há no mundo se reduzem a 4 gêneros:
1)Criaturas racionais – como os homens;
2)Criaturas sensitivas – como os animais
3)Criaturas vegetativas – Como as plantas
4)Criaturas insensíveis – Como as pedras.
Faltou algumas dessas que se não armasse contra o semeador? Nenhuma!
A natureza insensível, o perseguiu nas pedras.
A natureza vegetativa, o perseguiu nos espinhos.
A natureza sensitiva, o perseguiu nas aves.
A natureza racional, o perseguiu nos homens.
As pedras secaram-no, os espinhos afogaram-no, as aves comeram-no e os homens? Pisaram-no.
Quando semeamos a Palavra encontramos homens homens, homens pedra, homens que férem como espinho e homens secos como o chão da estrada. Houve aqui semente mirrada, semente afogada, semente comida e semente pisada.
Mas o semeador não desanimou nem desistiu porque a outra parte caiu em terra boa e produziu a 30, 60 e 100 por um.
“Os que com lágrimas semeiam, com júbilo voltarão trazendo seus feixes”. O semeador foi perseverante e viu a multiplicação da sementeira.
3.Os diversos tipos de solo – o significado da parábola
A semente que semeou o semeador é a Palavra de Deus. Os espinhos, as pedras, o caminho e a terra boa em que a semente caiu são os diversos tipos de coração dos homens.
a)Os espinhos – São os corações embaraçados com cuidados, com riquezas, com prazeres carnais. E nestes afoga-se a Palavra de Deus.
b)As pedras – São os corações que recebem com alegria, mas depois rechaçam a Palavra. São os corações duros e obstinados e nestes seca-se a Palavra de Deus, e se nasce, não cria raízes.
c)Os caminhos – São os corações inquietos e perturbados com a passagem e tropel das coisas do mundo, umas que vão, outras que vêm, outras que atravessam e todas que passam e nestes é pisada a Palavra de Deus.
d)A terra boa – São os corações que acolhem a Palavra e neles frutifica com tanta fecundidade e abund6ancia que se colhe cento por um.
4.Por que a Palavra prospera tão pouco hoje?
Se a Palavra de Deus é tão eficaz e poderosa, como vemos tão poucos frutos hoje? Se ela frutifica a cento por um, por que hoje não frutifica nem a um por cento? Na Igreja Primitiva, na Reforma, nos Reavivamentos multidões convertiam-se a Cristo. Vidas eram transformadas, lares eram reerguidos, cidades eram salvas, nações eram restauradas.
Hoje, a despeito de termos tantos pregadores e tantos sermões e tanta semeadura, porque há tão poucos frutos genuínos? Por que tão poucos homens se arrependem de verdade? Por que tão poucos resultados se Deus é o mesmo e se a Palavra é a mesma?
5.Identificando as causas
a)Será por parte de Deus? Por parte de Deus não pode ser. Ele é o mesmo eternamente. Ele tem poder para salvar. Ele não tem prazer na morte do ímpio. Ele quer que todos cheguem ao arrependimento. Ele tem prazer na misericórdia. Ele é rico em perdoar. As sementes perderam porque os espinhos a afogaram, as pedras a secaram, os homens a pisaram e as aves a comeram. Mas não diz que elas se perderam por causa do sol ou da chuva, pois estes são dádivas de Deus.
b)Será por parte do ouvinte? Desde que o homem caiu, ele sempre é o mesmo. Se Deus não lhe abrir o coração, não lhe conduzir ao arrependimento e não lhe plantar a fé salvadora não pode crer.
6.A verdadeira causa
A causa está no semeador. Cristo não o comparou ao que semeador, mas ao que semeia. Não diz Cristo: “Saiu a semear o semeador”, mas sim “saiu o semeador a semear”.
Entre o semeador e o que semeia há muita diferença. Uma coisa é o soldado outra é o que peleja. Uma coisa é o governador, outra o que governa. Uma coisa é o pregador, outra é o que prega. Semeador e pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação. As ações são as que dão ser ao pregador.
Ter nome de pregador ou ser pregador de nome não importa nada. As ações, a vida, o exemplo é que dão resultado.
Palavras sem vida são tiro sem bala, atroam mas não férem. O pregar que é falar, faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com as mãos.
Exemplo: Elias foi boca de Deus. A Palavra de Deus na sua boca era verdade. O bastão profético na mão de Eliseu tinha poder.
Precisamos pregar aos ouvidos e também aos olhos:
a)Jesus pregou aos ouvidos e aos olhos – Ide dizer a João o que estais ouvindo e vendo.
b)Felipe pregou aos ouvidos e aos olhos em Samaria.
c)Paulo pregou aos ouvidos e aos olhos – A minha pregação não consiste em palavras de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder.
Mas precisamos pregar também a Palavra com fidelidade:
a)Muitos pregadores pregam hoje não a Palavra de Deus, mas seus próprios sonhos, visões e revelações forâneos às Escrituras. Disse Deus por Jeremias: “O profeta que tem sonho conte-o apenas como sonho; mas aquele em quem está a minha Palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo?Diz o Senhor” (23:28).
b)Jesus defendeu-se do diabo no deserto citando a Palavra de Deus, então o diabo o levou ao pináculo do templo e também o tentou citando a Palavra de Deus. De sorte que Cristo se defendeu do diabo citando a Escritura e o diabo tentou a Cristo com a Escritura. Todas as Escrituras são palavra de deus, pois se Cristo toma a Escritura para se defender do diabo, como toma o diabo a Escritura para tentar a Cristo? A razão é que Cristo toma a Escritura no seu sentido, o diabo torce a Escritura. Pregar a Escritura no seu verdadeiro sentido é pregar a Palavra de Deus; pregar a Escritura no sentido em que Deus não a disse é pregar a palavra do diabo. A Palavra de Deus interpretada com fidelidade é Palavra de Deus, interpretada de forma errada é ferramenta do diabo. O pináculo do templo tem sido hoje o lugar onde a Palavra de Deus tem sido golpeada, torcida, adulterada pelo liberalismo, sincretismo e misticismo.
7.Que mensagem devemos pregar?
Muitos rejeitam, zombam e não querem ouvir a Palavra de Deus. Mas a doutrina de que eles zombam, essa é a que lhes devemos pregar, porque é a mais proveitosa.
A semente que caiu no caminho comeram-na as aves. Estas aves, como explicou Jesus são os demônios, que tiram a Palavra de Deus dos corações dos homens. Pois porque não comeu o diabo a semente que caiu entre os espinhos? Ou a semente que caiu nas pedras? Se não a semente que caiu no caminho? Porque a semente que caiu no caminho, PISARAM-NA OS HOMENS.
E a mensagem que os homens pisam, essa é a que o diabo teme, pois a mensagem que os homens aplaudem o diabo não se acautela, porque sabe que não são essas as pregações que hão de lhe tirar as almas das mãos.
Explicando Cristo a parábola diz que as pedras são aqueles que ouvem a pregação com gosto, mas depois viram pedras! O frutificar não se ajunta com o gostar, senão com o padecer. A pregação que frutica não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe produz a agonia do arrependimento. Quando o ouvinte a cada palavra do pregador treme. Quando o ouvinte vai do sermão para casa atônito com seus pecados, essa é a pregação que convém e que dará fruto.
Devemos esperar não que os homens saiam dos nossos cultos contentes de nós, mas descontentes de si. Devemos pregar o que convém à sã doutrina e não para entreter e agradar aqueles que estão desesperadamente precisando de ser salvos.
Que Deus nos ajude a semear, sabendo que a Palavra de Deus não volta vazia. Sabendo uma alma vale mais do que o mundo inteiro.
Fonte: Hernandes Dias Lopes
As glórias do Céu
27/03/11

Referência: Apocalipse 21.1-27 – 22.1-5
INTRODUÇÃO
1. A história já fechou suas cortinas. O juízo final já aconteceu. Os inimigos do Cordeiro e da igreja já foram lançados no lago do fogo. Os remidos já estão na festa das Bodas do Cordeiro.
2. Este texto é a apoteose da revelação. O paraíso perdido é agora o paraíso reconquistado. O homem caído é agora o homem glorificado. O projeto de Deus triunfou.
3. A pregação sobre o céu traz profundas lições morais para a igreja: 1) Jesus alerta para ajuntarmos tesouro no céu; 2) Paulo diz que devemos pensar nas coisas lá do alto; 3) Jesus ensinou que devemos orar: “seja feita a tua vontade na terra como no céu”; 4) O céu nos estimula à santidade (2Pe 3.14); 5) O céu nos ajuda a enfrentar o sofrimento (Rm 8.18); O céu nos livra do medo da morte (Fp 1.21).
I. NO CÉU TEREMOS A RESTAURAÇÃO DO PRÓPRIO UNIVERSO – V. 1
1. A redenção alcançou todo o cosmos – v. 1
A natureza escravizada pelo pecado (Rm 8.20,21), agora está completamente restaurada. Deus não cria um novo céu e uma nova terra, mas torna-os novo, como do nosso corpo, fará um novo corpo. Não é aniquilamento, mas renovação.
2. Não haverá mais nenhuma contaminação – v. 1
“E o mar não mais existirá”. Isso é um símbolo. Aqui o mar é o que separa. João foi banido para a Ilha de Patmos. Também o mar é o que contamina (Is 57.20). Do mar surgiu a besta que perseguiu a igreja. No novo céu e na nova terra não haverá mais rebelião, contaminação nem pecado.
II. O CÉU É CONHECIDO PELO QUE NÃO EXISTE LÁ – v. 4
1. No céu não haverá dor
A dor é conseqüência do pecado. A dor física, moral, emocional, espiritual não vai entrar no céu. Não haverá mais sofrimento, enfermidade, defeito físico, cansaço, fadiga, depressão, traição.
2. No céu não haverá mais lágrima
Não haverá choro nas ruas da nova Jerusalém. Este mundo é um vale de lágrimas. Muitas vezes alagamos o nosso leito com nossas lágrimas. Choramos por nós, pelos nossos filhos, pela nossa família, pela nossa igreja, pela nossa pátria. Entramos no mundo chorando e saímos dele com lágrimas. Mas Deus é quem vai enxugar nossas lágrimas. Não é auto-consolo.
3. No céu não haverá luto nem morte
A morte foi lançada no lago de fogo (Ap 20.15). Ela não pode mais nos atingir. Fomos revestidos da imortalidade. Tragada foi a morte pela vitória. No céu não há vestes mortuárias, velórios, enterro, cemitério. No céu não há despedida. No céu não há separação, acidente, morte, adeus.
III. O CÉU É CONHECIDO POR QUEM VAI ESTAR LÁ – V. 2
1. A cidade santa, a nova Jerusalém, a noiva adornada para o seu esposo
A igreja glorificada, composta de todos os remidos, de todos os lugares, de todos os tempos, comprada pelo sangue do Cordeiro, amada pelo Pai, selada pelo ES é a cidade santa, a nova Jerusalém em contraste com a grande Babilônia, a cidade do pecado.
Ela é a noiva adornada para o seu esposo em contraste com a grande Meretriz.
O Senhor só tem um povo, uma igreja, uma família, uma noiva, uma cidade santa.
2. Essa noiva foi adornada para o seu esposo
O próprio noivo a purificou, a lavou, a adornou. Ela será apresentada igreja santa, nova pura, imaculada, sem defeito. A noiva amada, comprada, amparada, consolada, restaurada e glorificada.
3. Essa noiva vai estar no céu pela graça – v. 6,7
Feito está! Deus já completou toda a obra da redenção (Jo 19.30; Ap 16.17; Ap 21.6).
Os sedentos bebem de graça da água da vida. Todos os que têm sede podem saciar. Todos os que buscam encontram. Todos os que vêm a Cristo, ele os acolhe.
IV. O CÉU É CÉU PORQUE LÁ ESTAREMOS EM COMUNHÃO COM DEUS – V. 2,3,7
1. Porque a vida no céu será como uma festa de casamento que nunca termina – v. 2
As bodas passavam por quatro fases: 1) O compromisso; 2) A Preparação; 3) A vinda do Noivo; 4) A festa. O céu é uma festa. Alegria, celebração, devoção. Deleitar-nos-emos em seu amor. Ele se alegrará em nós como o noivo se alegra da sua noiva. Esta festa nunca vai acabar.
2. Porque o céu será profundamente envolvido pela presença de Deus – v. 3
O céu é céu porque Deus está presente. Depois que o véu do templo rasgou, Deus não habita mais no templo, mas na igreja. O Espírito Santo enche não o templo, mas os crentes. Agora somos santuário onde Deus habita. Veremos Cristo face a face. Vê-lo-emos como ele é. Ele vai morar conosco. Não vai mais haver separação entre nós e Deus. A glória do Senhor vai brilhar sobre nós.
3. Porque no céu teremos profunda comunhão com Deus – v. 3b
Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus. Aqui caem as divisas não só do Israel étnico, como das denominações religiosas. Lá não seremos um povo separado, segregado, departamentalizado. Lá não seremos presbiterianos, batistas ou assembleianos. Seremos a igreja, a noiva, a cidade santa, a família de Deus, povo de Deus.
4. Porque no céu desfrutaremos plenamente da nossa filiação – v. 7
A igreja é a noiva do Cordeiro e a filha do Pai. Tomaremos posse da nossa herança incorruptível.
V. O CÉU É DESCRITO PELO FULGOR DA NOIVA, A NOVA JERUSALÉM – V. 9-27
1. A nova Jerusalém é bonita por fora, ele reflete a glória de Deus – v. 11
Quando João tentou descrever a glória da cidade, a única coisa que pôde fazer foi falar em termos de pedras preciosas, como quando tentou descrever a presença de Deus no trono (4.3).
A glória de Deus habita na igreja. Essa glória é indescritível, como indescritível é Deus. A igreja é bela por fora. Ela é como uma noiva adornada. Suas vestes são alvas.
2. A nova Jerusalém é bonita por dentro – v. 19,20
Ninguém coloca pedras preciosas no fundamento. Mas no alicerce dessa cidade estão doze espécies de pedras preciosas. Há beleza, nobreza, riqueza e esplendor no seu interior. Não há coisa feia nem escondida dentro dessa igreja.
3. A nova Jerusalém é aberta a todos – v. 13,25
A cidade tem 12 portas: ela tem portas para todos os lados. Isso fala da oportunidade abundante de entrar nesse glorioso e maravilhoso companheirismo com Deus.
Venha de onde vier, as pessoas podem entrar. Os habitantes dessa cidade são aqueles que procedem de toda tribo, povo, língua e nação. São todos aqueles que foram comprados pelo sangue do Cordeiro.
Não há preconceito nem acepção de pessoas. Todos podem vir: pobres e ricos; doutores e analfabetos; religiosos e ateus; homens e mulheres.
A cidade é aberta a todos: Há portas para todos os lados. O noivo convida: Vem! A noiva convida: Vem! Quem tem sede recebe a água da vida.
4. A nova Jerusalém não é aberta a tudo – v. 8,12,27
A cidade tem uma grande e alta muralha. Muralha fala de proteção, de segurança. Embora haja portas (v. 13) e portas abertas (v. 25), nem todos entrarão nessa cidade (v. 8,27). Embora as portas estejam abertas, em cada porta há um anjo (v. 12).
Os pecadores inconversos não podem entrar no céu (v.
– O universalismo está errado. A idéia de que toda religião é boa e todo caminho leva a Deus é um engano. NO céu só entrarão aqueles que se arrependeram de seus pecados, creram em Cristo e foram lavados em seu sangue. Só aqueles que têm o nome escrito no Livro da Vida podem entrar!
O pecado não pode entrar na Nova Jerusalém (v.27) – Embora a igreja é aberta a todos, não é aberta a tudo. Muitas vezes, a igreja tem sido aberta a tudo e não a todos (Pedro e Jesus: Arreda Satanás).
5. A nova Jerusalém está construída sobre o fundamento da Verdade – v. 14
Esse símbolo fala da teologia da igreja. A igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos. A igreja do céu está edificada sobre o fundamento dos apóstolos, sobre a verdade revelada, sobre as Escrituras.
6. A nova Jerusalém tem espaço para todos os remidos – v. 15-17
A cidade é quadrangular: comprimento, largura e altura iguais. A cidade tem doze mil estádios, ou seja, 2.200 Km de comprimento, de largura e de altura. Não existe nada parecido no planeta. É uma cidade que vai de São Paulo a Aracaju. Na Nova Jerusalém, a maior montanha da terra, o pico Everest, desaparece mais de 240 vezes. Essa cidade é um verdadeiro cosmos de glória e santidade.
É óbvio que esses números representam a simetria, a perfeição, a vastidão e a totalidade da Nova Jerusalém.
Não existem bairros ricos e pobres nessa cidade. Não existem casebres. Existem mansões, feitas não por mãos. Deus é o arquiteto e fundador dessa cidade.
7. A nova Jerusalém é lugar onde se vive em total integridade – v. 18,21b
Não apenas a cidade é de ouro puro, mas a praça da cidade, o lugar central, onde as pessoas vivem é de ouro puro, como vidro transparente. Tudo ali vive na luz. Tudo está a descoberto. Nada escondido.
8. A nova Jerusalém é o lugar de plena comunhão com Deus – v. 22
No Velho Testamento a presença de Deus estava no Tabernáculo, depois no Templo. Mas, agora, Deus habita na igreja. Na Nova Jerusalém não haverá templo, porque a igreja habitará em Deus e Deus habitará com a igreja. Isso é plena comunhão. A cidade será iluminada não mais pela luz do sol ou pela lua. A glória de Deus a iluminará.
9. A nova Jerusalém é o paraíso perdido, onde corre o rio da Vida – 22.1-2
A Nova Jerusalém é uma cidade, um jardim, uma noiva. O jardim perdido no Éden é o jardim reconquistado no céu. Lá o homem foi impedido pelo pecado de comer a árvore da vida, aqui ele pode se alimentar da árvore da vida. Lá ele adoeceu pelo pecado, aqui ele é curado do pecado. Lá ele foi sentenciado à morte, aqui ele toma posse da vida eterna.
No Jardim do Éden havia quatro rios. Nesse Jardim Celestial, há um único rio, o rio da Vida. Ele flui do trono de Deus. Ele simboliza a vida eterna, a salvação perfeita e gratuita, o dom da soberana graça de Deus. Por ele passa ele traz vida, cura e salvação.
10. A nova Jerusalém é onde está o trono de Deus – 22.3-5
O trono fala da soberania e do governo de Deus. O Senhor governa sobre essa igreja.
Na nova Jerusalém vamos ter propósito. “Os seus servos o servirão”. Nosso trabalho será deleitoso. Vamos servir àquele que nos serviu e deu sua vida por nós. Os salvos entrarão no descanso de Deus (Hb 4.9). Os salvos descansarão de suas fadigas (Ap 14.13), no porém do seu serviço.
Na ova Jerusalém vamos ter intimidade com o Senhor. “Contemplarão a sua face”. O que mais ambicionamos no céu não são as ruas de ouro, os muros de jaspes luzentes, nem as mansões ornadas de pedras preciosas, mas contemplar a face de Jesus! O céu é intimidade com Deus.
Na nova Jerusalém vamos reinar com Cristo eternamente – “e reinarão com ele para sempre”. Deus nos salvou não apenas para irmos para o céu, mas para reinarmos com ele no céu. Ele não apenas nos levará para a glória, mas também para o trono.
Nós seremos não apenas servos no céu, mas reis. Cristo vai compartilhar com sua noiva sua glória, sua autoridade e seu poder.
CONCLUSÃO
1. Você já é um habitante dessa cidade santa? Seu lugar já está preparado nessa cidade?
2. Onde você tem colocado o seu coração? Na nova Jerusalém ou na grande Babilônia?
3. A qual igreja você pertence: à Noiva ou à grande Meretriz?
4. Qual é o seu destino: o paraíso ou o lago de fogo?
5. Para onde você está indo: para o Casa do Pai, onde o Cordeiro é a lâmpada eterna ou para as trevas exteriores?
6. Onde está o seu prazer: em servir a Deus ou deleitar-se no pecado?
7. Hoje é o dia da sua escolha, da sua decisão. Escolha a vida para que você viva eternamente!
Fonte: Hernandes Dias Lopes
Timóteo, um líder digno de ser imitado
10/03/11
Timóteo foi um dos líderes mais destacado da igreja primitiva. Não que fosse forte em todas as áreas. Ele era jovem, tímido e doente, mas foi cooperador de Paulo e o continuador de sua obra. A esse jovem líder, o apóstolo Paulo escreveu duas de suas espístolas. Sua mãe era judia e seu pai grego (At 6.1). Timóteo tinha bom testemunho em sua cidade e também fora de seu domicilio (At 16.2). Timóteo foi educado à luz das Escrituras desde sua infância (2Tm 3. 14,15). Tanto sua avó Loide, como sua mãe Eunice eram mulheres comprometidas com Deus e com elas Timóteo aprendeu a ter fé sem fingimento desde a sua juventude (2 Tm 1.5).
Em Filipenses capítulo 2. 19 a 24, o apóstolo Paulo nos fala de algumas características desse importante líder espiritual.
Vejamos quais são essas marcas:
1. Timóteo, um líder que cuida dos interesses do povo. O líder é um sevo. Ele não visa seus próprios interesses, mas cuida dos interesses do povo de Deus. Timóteo não cuidava dos interesses do povo para alcançar com isso algum favor pessoal. Ele não usava as pessoas. Sua relação com as pessoas não era utilitarista. O apóstolo Paulo diz: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide dos vossos interesses” (Fp 2.20). Jesus foi o maior de todos os líderes e ele disse que não veio para ser servido, mas para servir. Quando seus discípulos disputavam entre si quem era o maior dentre eles, Jesus tomou a bacia e a toalha e lavou os pés dos dicípulos. Liderança cristã é influência por meio do serviço abnegado.
2. Timóteo, um líder de caráter provado. Timóteo era um homem de Deus. Sua vida estava centrada em Cristo. Ele era comprometido com as Escrituras, fiel a Cristo Jesus e dedicado à igreja. Timóteo não buscava glória para si mesmo. Ele não construía monumentos ao seu próprio nome. Ele buscava na igreja os interesses de Cristo. Paulo denuncia o fato de existirem na igreja homens que buscavam interesses próprios, porém Timóteo, diferente desses, buscava os interesses de Cristo. Leiamos o registro do apóstolo: “…pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus” (Fp 2.21).
3. Timóteo, um líder de caráter provado. Timóteo tinha zelo pela sua vida e também da doutrina. Ele era um homem consistente na teologia e na conduta. Seu caráter era provado.O apóstolo escreve: “E conheceis o seu caráter provado…” (Fp 2.22). Timóteo era um homem irrepreensível, que tinha bom testemunho dentro e fora da igreja. A vida do líder é a vida da sua liderança. Liderança não é apenas performace, mas sobre tudo, integridade. John Maxwell definiu liderança como influência. Um líder influencia sempre: para o bem ou para o mal. A liderança jamais é neutra. Um líder é bênção ou maldição. Timóteo era uma bênção, pois sua vida referendava seu ensino.
4. Timóteo, um líder consagrado à causa do evangelho. Timóteo não era um líder subserviente a homens. Ele servia ao evangelho. Paulo escreve: “…pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai” (Fp 2.22). Ele era servo de Deus, dedicado ao serviço do evangelho. Quem serve a Deus não se submete aos caprichos dos homens. Quem serve a Deus não depende de elogios nem teme as criticas. Quem serve a Deus não anda atrás de holofotes. Servir a Deus é servir ao evangelho, é colocar a vida a serviço do reino de Deus na proclamação e ensino do evangelho.
Estamos nos preparando para uma importante eleição de oficiais em nossa igreja. Que olhemos para o testemunho de Timóteo e busquemos em Deus a direção para a escolha da nossa liderança espiritual.
Fonte: Hernandes Dias Lopes
Neemias, um líder que mudou a história de uma nação
10/03/11
Neemias foi copeiro de Artaxerxes e governador de Jerusalém. Foi o reconstrutor da cidade de Davi, a cidade que passou mais de um século debaixo de escombros. Ele levantou os muros da cidade em apenas cinquenta e dois dias, apesar de escassez de recursos, do desânimo do povo e dos constantes ataques do inimigo. Qual foi o segredo desse grande líder?
1. Neemias conjugava piedade com estratégia. Quando soube que a cidade de Jerusalém estava assolada por grande miséria e o seu povo vivendo debaixo de opróbrio, Neemias chorou, orou, jejuou, mas também se dispôs a agir e ao agir, fê-lo com refinada sabedoria. Ele falou com Deus e com o rei da Pérsia. Ele buscou os recursos do céu e os tesouros da terra. Precisamos de líderes piedosos e de líderes sábios, líderes íntegros e também de líderes relevantes. Homens que tenham intimidade com os céus e sabedoria para lidar com os intrincados problemas da terra.
2. Neemias conjugava discrição com encorajamento. Quando Neemias chegou à devastada cidade de Jerusalém, nada disse ao povo até fazer uma meticulosa avaliação da situação. Somente depois, compartilhou seu plano e conclamou o povo para unir-se a ele na reconstrução da cidade. Antes de desafiar o povo para o trabalho, o líder precisa saber a dimensão da obra a ser feita. Antes de falar ao povo, o líder precisa ter uma estratégia clara em sua mente. Um líder sábio analisa os problemas discretamente antes de encorajar seus liderados publicamente. Quando o líder sabe o que precisa ser feito, e onde quer chegar e como chegar, seus liderados são encorajados a realizar a obra.
3. Neemias conjugava integridade com exortação. Os governadores que precederam Neemias exploraram o povo. Eram líderes que se serviam das pessoas em vez de servi-las. Neemias interrompe essa cultura de corrupção e exorta os abastados a socorrer os necessitados. Ele exortou com autoridade, porque sua integridade era a base da sua liderança. Por temor a Deus, não usou seu posto de liderança para auferir vantagens pessoais, mas para servir ao povo com maior abnegação. A vida do líder é a vida da sua liderança. A integridade do líder é a base da sua autoridade para exortar seus liderados.
4. Neemias conjugava oração com trabalho. Neemias foi um homem de oração e de ação. Ele orava e agia. Ele confiava em Deus e trabalhava. Ele orou ao saber do problema de Jerusalém. Ele orou ao falar com o rei Artaxerxes. Ele orou diante dos ataques do inimigo. A oração era a atmosfera em que realizava sua obra. Ele entendia que a obra de Deus precisava ser feita na força de Deus, de acordo com a vontade de Deus e para a glória de Deus. Neemias acreditava que Deus é quem abre as portas, provê os recursos, desperta o povo, livra do inimigo e dá a vitória. A intensa agenda de oração de Neemias, entretanto, não fez dele um líder contemplativo, mas um homem dinânimo, um gestor competente, um estadista que reergueu sua cidade dos escombros.
5. Neemias conjugava o ensino da Palavra com planejamento estratégico. Neemias foi um líder fiel às Escrituras. Ele convocou o povo para voltar-se para a Lei de Deus e fez não apenas uma reforma estrutural e política em sua cidade, mas também uma reforma espiritual. Por outro lado, Neemias foi absolutamente estratégico nesse projeto. Ele colocou cada pessoa no lugar certo, para fazer a coisa certa, com a motivação certa. Ele motivou e mobilizou todas as pessoas: homens e mulheres, pobres e ricos, sacerdotes e comerciantes, agricultores e ourives. Ninguém ficou de fora. No seu planejamento havia trabalho para todos e foi a união de todos, trabalhando na mesma direção, com a mesma motivação, que redundou em vitória tão esplêndida. Que Deus levante entre nós líderes da estirpe de Neemias!
Fonte: Hernandes Dias Lopes
Utilize Métodos, mas não confie neles, confie em Deus
27/02/11
Isto parece tão simples; e, como um princípio, é bastante simples. Mas, na prática, nós, pecadores, somos inclinados a confiar nos meios e não em Deus. Faço planos freqüentemente e percebo que meu entusiasmo cresce ou diminui, à medida que os planos são perspicazes ou não. Isto é confiar em planos e não em Deus. Sem dúvida, Ele deseja que utilizemos meios para realizar a sua obra. Todavia, é evidente que Deus não deseja que confiemos nestes meios. “O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor” (Pv 21.31). Portanto, nossa confiança deve estar no Senhor e não em cavalos. “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (Sl 20.7).
A vida de George Müller foi dedicada a comprovar esta verdade. Em certa ocasião, ele explicou como esta verdade se relaciona à nossa vocação. Devemos trabalhar para obter nosso sustento e suprir nossas necessidades. No entanto, não devemos confiar em nosso trabalho, e sim em Deus; pois, do contrário, sempre estaremos ansiosos pelo fato de que nossas necessidades não serão satisfeitas, se não pudermos trabalhar. Entretanto, se estamos confiando em Deus, não em nosso trabalho, e se Ele ordenar que percamos nosso trabalho, podemos estar certos de que Deus satisfará nossas necessidades; assim, não precisaremos ficar ansiosos. Eis a maneira como Müller apresentou o assunto:
Por que estou realizando este trabalho? Por que estou envolvido neste negócio ou nesta carreira? Em muitas instâncias, no que diz respeito à minha experiência, que reuni no ministério entre os crentes, durante os últimos 21 anos, creio que a resposta seria: “Estou envolvido em minha vocação terrena para que tenha meios de conseguir as coisas necessárias da vida, para mim e minha família”. No que se refere à vocação terrena dos filhos de Deus, este é o principal erro do qual resultam quase todos os demais erros nutridos por eles — não é bíblico nem correto estar envolvido em um negócio, uma profissão, uma vocação apenas para ter meios de conseguir as coisas necessárias à vida, pessoal e familiar. Mas, devemos trabalhar, porque é a vontade de Deus para nós. Isto é evidente das seguintes passagens bíblicas: 1 Tessalonicenses 4.11-12, 2 Tessalonicenses 3.10-12 e Efésios 4.28.
É verdade que o Senhor provê as necessidades da vida por intermédio de nossa vocação secular. No entanto, esta não é a razão por que devemos trabalhar; isto é bastante claro da seguinte consideração: se o possuirmos as coisas necessárias à vida dependesse de nossa capacidade de trabalhar, nunca ficaríamos livres de ansiedade, pois sempre teríamos de perguntar a nós mesmos: “O que farei quando estiver velho e não puder mais trabalhar? Ou quando, por causa de enfermidade, for incapaz de ganhar o pão de cada dia?” No entanto, se, por outro lado, estamos envolvidos em nossa vocação terrena, porque é a vontade de Deus que trabalhemos e que, fazendo isso, sejamos capazes de suprir nossas necessidades e de nossos queridos, bem como ajudar os fracos, os doentes, os idosos, os necessitados; assim, temos um motivo excelente e bíblico para dizermos: “Se agradar ao Senhor colocar-me na cama, por causa de enfermidade, ou impedir-me, por causa de doença, idade avançada ou falta de emprego, de obter o meu pão de cada dia, por meio do trabalho de minhas mãos, meus negócios ou minha profissão, Ele mesmo providenciará o necessário para mim”. (Uma Narrativa de Algumas das Realizações do Senhor para com George Müller — vol. 1, escrito por ele mesmo; Muskegon, Michigan, Dust and Ashes Publications.)
Esta verdade se aplica não somente à nossa vocação secular, mas a todas as áreas de nossa vida. Momento após momento, usamos meios para manter nossa vida e realizar os propósitos de Deus (comida, telefone, casa, remédios, carro, pedreiros, médicos, etc.). Temos de aprender a lição de não confiar nestas coisas, quando as usamos, e sim confiar em Deus. Isto se aplica também ao planejamento para a nossa igreja. Fazemos planos. Elaboramos orçamentos. Ensinamos e aconselhamos. A tentação permanente é a de confiarmos nestas coisas e não em Deus, para agir com, por intermédio de ou sem estas coisas. Portanto, enquanto sonhamos a respeito de missões e de nosso ministério, utilizemos meios, mas confiemos em Deus. As promessas dEle são as únicas coisas seguras. Todos os nossos meios são falíveis.
George Müller resumiu assim este princípio:
Este é um dos grandes segredos relacionados ao serviço bem- sucedido para o Senhor — trabalhar como se todas as coisas dependessem de nossa diligência, mas, apesar disso, não depender do menor de nossos esforços, e sim das bênçãos do Senhor” (Narrativa, vol. 2, p. 290).
Ou, conforme a Bíblia o diz: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12-13). E conforme Paulo também declara: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Co 15.10).
Que o Senhor nos conceda estarmos livres de toda ansiedade, enquanto confiamos nEle, em vez de confiarmos nos meios que utilizamos.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper
O Lugar da Pregação na Adoração
26/02/11
Por que a Palavra de Deus é tão Proeminente na Adoração Coletiva da Igreja?
Nesse artigo a respeito de adoração, precisamos fazer essa pergunta. Quase a metade do tempo de um culto é gasto na pregação da Palavra. Essa é uma proporção notável e exige uma explicação.
Por que eu devo gastar tempo ensinado-os sobre a pregação, se nem todos estão em um seminário preparando-se para serem pregadores? Há três respostas simples. Primeira: vocês saberão melhor o que fazer com a pregação, se entendem, de acordo com a Bíblia, porque a pregação ocupa esse lugar no culto. Segunda: vocês serão capazes de avaliar se estão realmente ouvindo o tipo correto de pregação, se compreendem, de conformidade com a Bíblia, o que deve ser uma pregação correta. Terceira: se vocês sabem o que é a verdadeira pregação, serão capazes de discernir e escolher o tipo certo de pregador, quando tiverem de convidar um pastor para ocupar o púlpito da igreja de vocês. Conseqüentemente, haverá implicações importantíssimas para a vida e para as famílias de vocês, bem como para o futuro de sua igreja — e de todas as igrejas —, se o povo de Deus souber o que é a verdadeira pregação bíblica e por que ela é tão proeminente na adoração coletiva.
Consideremos a pergunta: por que a Palavra de Deus é proeminente em nossa adoração coletiva?
Ora, essa pergunta, na realidade, está constituída de duas partes. Primeira: por que a Palavra de Deus é tão proeminente? Segunda: por que essa maneira de apresentar a Palavra possui tão grande relevância? Qualquer crente poderia simplesmente ler a Bíblia por meia hora, ao invés de ouvir a pregação da Palavra, e isto com certeza tornaria proeminente a Palavra de Deus. Ou alguém poderia apenas dirigir uma discussão sobre a Bíblia por meia hora. Ainda, outro poderia realizar uma análise acadêmica sobre o vocabulário, a gramática e as circunstâncias históricas da Bíblia. Portanto, não devemos apenas perguntar por que a Palavra de Deus é tão proeminente, mas também por que a pregação é tão relevante.
Deus se revela a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra
A primeira razão é por que Deus decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra. O apóstolo João disse: “No princípio era o Verbo [a Palavra]” (João 1.1). No princípio, não era a música, nem o teatro. Deus identifica seu Filho, que é Deus, como a Palavra. Isso é tremendamente importante. “No princípio, era o Verbo [a Palavra].” O Filho de Deus é a Palavra de Deus. Ele é a comunicação de Deus para o mundo; Ele é a Palavra de Deus.
Deus não somente decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra, mas também através da Palavra. Considere nosso texto-base: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16). Isto significa que Deus resolveu falar-nos, revelar a Si mesmo e interpretar suas realizações na História por meio da inspiração de palavras escritas. Isso é exatamente o que o vocábulo “escritura” significa — “escritos”. Toda a Escritura — todos os escritos do cânon judaico-cristão — é inspirada, ou seja, soprada por Deus; ou, conforme 2 Pedro 1.21 afirma: “Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a revelação de Deus mesmo para nós.
A primeira resposta à pergunta por que a Palavra é tão proeminente na adoração pública é esta: porque Deus revelou a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra. Se tem o alvo de ser uma comunhão espiritual com Deus e causar uma reação amorosa e reverente para com Deus, então a revelação de Deus mesmo tem de estar no âmago da adoração; e Ele determinou tornar-se conhecido principalmente por meio de sua Palavra.
Deus realiza suas obras através de sua Palavra
Poderíamos dizer mais: a adoração é uma resposta à obra de Deus, e a Palavra de Deus é o instrumento pelo qual Ele age no mundo. Esta foi a maneira pela qual Ele agiu no princípio, quando criou o mundo por intermédio de sua Palavra (Hb 11.3).
E esta tem sido a maneira pela qual, desde então, Deus realiza suas grandes obras — através de sua Palavra. Por exemplo, sabemos que Jesus simples- mente falou e as ondas se aquietaram (Mc 4.39), a febre retirou-se (Lc 4.39), demônios foram expulsos (Mc 1.25), pecados foram perdoados (Mc 2.10), cegos recuperaram sua visão (Lc 18.42) e mortos foram ressuscitados (Lc 7.14). Deus agiu por intermédio de sua Palavra!
Também sabemos que Deus continua agindo no mundo por inter- médio de sua Palavra. Considere novamente 2 Timóteo 3.16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Em outras palavras, é por meio da Palavra que Deus realiza as boas obras de seu povo. Essa é a razão por que Jesus disse que os homens verão nossas boas obras e glorificarão ao nosso Pai, que está no céu (Mt 5.16). Deus age por intermédio de sua Palavra, para realizar sua obra, através de seu povo, no mundo.
Você pode ver isto freqüente-mente na Bíblia. Por exemplo, o Salmo 1 afirma: o homem que medita na Palavra de Deus, de dia e de noite, será “como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (v. 3). Assim, a Palavra de Deus produz fruto e torna a pessoa bem sucedida na vontade dEle. Considere também Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. A Palavra de Deus é o grande agente na grandiosa obra de julgamento e convicção. Recorde, também, João 17.17, quando Jesus orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. A grande obra de santificação, Deus a realiza por meio de sua Palavra. E nossa listagem poderia continuar.
O fato mais importante é que adoração significa conhecer, admirar e desfrutar de Deus, por intermédio de suas obras. Todas essas obras são vistas em sua Palavra e realizadas por meio dela. Portanto, a Palavra de Deus é proeminente na adoração.
Deus realiza o novo nascimento através de sua Palavra
Preciso mencionar outra razão por que a Palavra é tão proeminente na adoração. A adoração depende completamente do milagre espiritual do novo nascimento e da obra contínua de vivificação da fé. Esses milagres Deus realiza por meio de sua Palavra. Por exemplo, citamos 1 Pedro 1.23: “Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”. O novo nascimento é realizado por Deus através de sua Palavra. Isto significa que a vida de que necessitamos para adorar a Deus com autenticidade surge por intermédio da Palavra. Se não há vida espiritual, não há adoração. Se não há pregação da Palavra, não há vida espiritual. E não somente isto; o contínuo reavivar da fé, domingo após domingo, se realiza por intermédio do ouvir a Palavra de Cristo (Rm 10.17) — não apenas uma vez, e sim por repetidas vezes.
A Igreja Protestante colocou a Palavra de Deus no lugar de maior proeminência na adoração coletiva, porque a adoração contempla e desfruta de Deus mesmo; e Ele se revela como a Palavra, por intermédio da Palavra. Em particular, Deus realiza sua obra no mundo através da sua Palavra; e, por meio dela, outorga vida nova e aviva a fé. Sem a Palavra de Deus, não haveria vida, nem fé, nem obra, nem revelação, nem adoração. A Palavra significa para a adoração o que o oxigênio significa para a respiração.
Por Que Pregação é tão Proeminente na Adoração Coletiva?
Nossa segunda pergunta deve ser: Visto que a Palavra de Deus deve ser tão proeminente na adoração, por que esse ministério específico da Palavra, chamado “pregação”, é tão importante?
Observe o que vem logo em seguida às palavras afirmativas de que toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3. 16.17). Paulo disse, com notável solenidade e elevada seriedade: Conjuro- te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Prega a palavra” (4.1-2). É claro que para este jovem ministro da Palavra (ver 2 Tm 2.15) a pregação tinha de ser uma atividade proeminente. E o contexto do capítulo 3 (vv. 16-17) parece transmitir a idéia de que a pregação não serve apenas para evangelizar nas praças ou nas esquinas; ela serve também para os crentes que necessitam de correção, repreensão, exortação e doutrina (conforme afirma 2 Timóteo 4.2).
Portanto, poderíamos dizer: nós pregamos porque 2 Timóteo 4.2 afirma que devemos fazê-lo. Gostaria de ir mais além e perguntar: Por que é tão adequado, no plano de Deus, que a pregação seja proeminente na adoração?
Os precedentes do Antigo e do Novo Testamento
Uma resposta é que existe precedentes bíblicos para esclarecer o lugar das Escrituras na adoração. Por exemplo, Neemias 8.6-8 afirma: “Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra. E… os levitas ensinavam o povo na Lei; e o povo estava no seu lugar. Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia”. Não houve apenas a leitura da Lei, houve também homens designados que davam “explicações, de maneira que entendessem o que se lia”. Tudo isso aconteceu em um contexto de louvor e de adoração ao Senhor.
No Novo Testamento, a sinagoga dos judeus era uma continuação desse modelo. Em Lucas 4.16 e os versículos seguintes, vemos Jesus dirigindo-se a Nazaré, entrando na sinagoga, no sábado, e lendo na profecia de Isaías um texto que se referia à vinda dEle mesmo. Em seguida, Jesus assentou-se e apresentou sua interpretação: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21). Este era o esquema habitual praticado na sinagoga: a Palavra de Deus era lida,e, em seguida, havia a sua interpretação e a sua aplicação.
Vemos isso também no livro de Atos dos Apóstolos. Conforme o relato neotestamentário, Paulo e seus colegas missionários chegaram à Antioquia da Pisídia e, “indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.14-15). Paulo se levantou e pregou a Palavra (vv. 16 a 31).
Por conseguinte, a primeira razão por que a Palavra de Deus se tornou central na igreja é esta: esse foi o padrão estabelecido no Antigo Testamento e na sinagoga do Novo Testamento.
Os dois aspectos essenciais da adoração
Há duas razões que justificam, ainda mais profundamente, o proeminente lugar da pregação na adoração. Essas duas razões estão relacionadas aos aspectos essenciais da adoração: compreender a Deus e deleitar-se nEle. Jonathan Edwards explicou o objetivo de Deus na adoração, utilizando as seguintes palavras:
“Há duas maneiras pelas quais Deus glorifica a Si mesmo para com suas criaturas: 1) por manifestar-se ao entendimento delas; 2) por comunicar-se ao coração delas, quando elas se regozijam, se deleitam e desfrutam das manifestações que Ele faz de Si mesmo. Deus é glorificado não somente por sua glória ser contemplada, mas também por nos rego- zijarmos nela. Quando aqueles que vêem a glória de Deus se deleitam nela, Deus é mais glorificado do que se eles apenas a contemplassem. Deste modo, a glória de Deus é recebida por toda a alma, ou seja, tanto pelo entendimento quanto pelo coração”.
Portanto, há sempre duas partes na verdadeira adoração. Podemos dizê-lo assim: existe o contemplar a Deus e existe o provar da pessoa de Deus. Não podemos separá-las. Temos de vê-Lo, para que dEle pro- vemos. E se não provarmos dEle, quando O contemplarmos, estaremos insultando-O. Outra maneira de afirmar isso seria a seguinte: na adoração existe sempre o entender com a mente e o sentir no coração. O entender tem de ser sempre o alicerce do sentir, pois, do contrário, o que teremos será apenas emocionalismo sem fundamento. O entendimento de Deus que não resulta em sentimentos para com Deus torna-se em mero intelectualismo e apatia. Esta é a razão por que a Bíblia, por um lado, nos convida constantemente a pensar, a meditar, a ponderar, a lembrar; e, por outro lado, ela nos convida a temer, a lamentar, a esperar, a nos deleitarmos e nos alegrarmos. Essas duas atitudes estão na essência da adoração.
A pregação é a forma que a Palavra de Deus assume na adoração, porque a verdadeira pregação é o tipo de discurso que une, de maneira consistente, esses dois aspectos da adoração, tanto na maneira como a pregação é realizada quanto em seus objetivos. Quando Paulo disse a Timóteo: “Prega a palavra”, o vocábulo grego traduzido pelo verbo pregar é uma palavra que significava “ser o arauto”, “anunciar”, “proclamar” (khêruxon). Não é apenas um vocábulo com a idéia de ensinar ou explicar. Significava o que o arauto da cidade clamava: “Ouvi! Ouvi! Ouvi! O Rei tem uma proclamação de boas-novas para todos os que prometerem fidelidade ao seu domínio. Seja conhecido que a vida eterna será dada a todos os que confiam e amam o Filho dEle”. Essa proclamação, eu a chamo de “exultação”. A pregação é uma exultação pública a respeito da verdade que ela anuncia. Não é algo desinteressante, frio ou neutro; é apaixonante naquilo que ela anuncia.
No entanto, essa proclamação contém ensino. Perceberemos isso, se considerarmos novamente 2 Timóteo 3.16 — a Escritura (que suscita a pregação) é proveitosa para o “ensino”. E podemos ver isso quando olhamos adiante e consideramos o restante de 2 Timóteo 4.2: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. Assim, verificamos que a pregação é expositiva; ela aborda a Palavra de Deus. A verdadeira pregação não é a expressão de opiniões de homens; é uma fiel exposição da Palavra de Deus.
Exultação expositiva
Em uma frase, a pregação é uma “exultação expositiva”.
Em conclusão, dizemos: a razão por que a pregação é tão proeminente na adoração é por que esta não consiste apenas do entender, mas também do sentir. Adoração não é apenas contemplar a Deus; é também provar dEle. Não é apenas uma resposta de nossa mente; é também uma resposta do coração. Por isso, Deus ordenou que a forma que sua Palavra deve assumir na adoração não seja apenas uma explicação à mente, nem apenas de uma simulação ao coração. Pelo contrário, a pregação da Palavra tem por objetivo ensinar a mente e alcançar o coração; tem de mostrar a verdade de Cristo e provar a glória de dEle; tem de expor a Palavra de Deus e exultar no Deus da Palavra.
Isto é o que significa a pregação. Esta é a razão por que ela é tão proeminente na adoração. A pregação não é uma
simples obra de um homem; é um dom e uma obra do Espírito Santo. Portanto, a pregação se realiza melhor quando os crentes estão orando e se encontram espiritualmente preparados para ela.
Orem por vocês mesmos e pelo(s) pastor(es) de sua igreja. Pro- curemos nos tornar pessoas que vivem e adoram no poder da Palavra de Deus — lida, memorizada, ensinada e pregada.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper
Jesus, os Fariseus e o Livre-Arbítrio
25/02/11
Para muitos, hoje em dia, é intrigante que Jesus coloque tal valor nos direitos soberanos da liberdade eletiva de Deus, a ponto de falar da maneira como o faz àqueles que O rejeitam. Ele fala de maneira a impedi-los de vangloriarem-se, como se pudessem anular os propósitos últimos de Deus. Em João 10.25-26, por exemplo, Jesus respondeu aos céticos que exigiam mais e mais provas: “Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas”. Pense nisto por um momento. Pense acerca do que significa e no fato que Jesus proferiu tais palavras a pessoas incrédulas.
Imagine-se como um fariseu ouvindo a mensagem de Jesus e dizendo a si mesmo: se Ele pensa que eu vou ser sugado para dentro desse movimento junto com coletores de impostos e pecadores, está louco. Eu tenho vontade própria e poder para determinar o meu próprio destino. Em seguida, imagine Jesus, sabendo o que se passa no seu coração e dizendo: “Você se vangloria em seu íntimo porque acha que tem o controle de sua própria vida. Você pensa que pode frustrar os planos máximos de meu ministério. Você imagina que os grandes propósitos de Deus na salvação são dependentes de sua vontade vacilante. Em verdade, em verdade eu lhe digo que a razão final pela qual você não crê é porque o Pai não o escolheu para estar entre as minhas ovelhas”. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “O orgulho final da incredulidade é destruído pela doutrina da eleição”. Aqueles a quem Deus escolheu, Ele também os deu ao Filho; e aqueles a quem Ele deu ao Filho, o Filho também os chamou; e para aqueles que foram chamados, Ele deu sua vida; e para esses Ele deu alegria eterna na presença de sua glória. Este é o prazer do Pai.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper
Estratégias Para Lutar contra a Lascívia
24/02/11
Estou pensando em homens e mulheres. Para os homens, isto é óbvio. É urgente a necessidade de lutar contra o bombardeamento de tentações visuais que nos levam a fixar-nos em imagens sexuais. Para as mulheres, isto é menos óbvio, porém tal necessidade se torna maior, se ampliamos o escopo da tentação de alimentar imagens ou fantasias de relacionamentos. Quando uso a palavra “lascívia”, estou me referindo principalmente à esfera dos pensamentos, imaginações e desejos que visualizam as coisas proibidas por Deus e freqüentemente nos levam a conduta sexual errada.
Não estou dizendo que o sexo é mau. Deus o criou e o abençoou. Deus tornou o sexo agradável e definiu um lugar para ele, a fim de proteger sua beleza e poder — ou seja, o casamento entre um homem e uma mulher. Mas o sexo tornou-se corrompido pela queda do homem no pecado. Portanto, temos de exercer restrição e fazer guerra contra aquilo que pode nos destruir. Em seguida, apresentamos algumas estratégias para lutar contra desejos errados.
Evitar — evite, tanto quanto for possível e sensato, imagens e situações que despertam desejos impróprios. Eu disse “tanto quanto possível e sensato”, porque às vezes a exposição à tentação é inevitável. E usei os termos “desejos impróprios” porque nem todos os desejos por sexo, alimento e família são maus. Sabemos quando tais desejos são impróprios, prejudiciais e estão se tornando escravizantes. Conhecemos nossas fraquezas e o que provoca tais desejos. Evitar é uma estratégia bíblica. “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça” ( 2 Tm 2.22). “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14).
Não — diga “não” a todo pensamento lascivo, no espaço de cinco segundos. E diga-o com a autoridade de Jesus Cristo. “Em nome de Jesus: Não!” Você não tem mais do que cinco segundos. Se passar mais do que esse tempo sem opor-se a tal pensamento, ele se alojará em sua mente com tanta força, a ponto de se tornar quase irremovível. Se tiver coragem, diga-o em voz alta. Seja resoluto e hostil. Como disse John Owen: “Mate o pecado, se não ele matará você”.1 Ataque-o imediatamente, com severidade. “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).
Voltar — volte seus pensamentos forçosamente para Cristo, como uma satisfação superior. Dizer “não” será insuficiente. Você tem de mover-se da defesa para o ataque. Combata o fogo com fogo. Ataque as promessas do pecado com as promessas de Cristo. A Bíblia chama a lascívia de “concupiscências do engano” (Ef 4.22). Tais concupiscências mentem. Prometem mais do que podem oferecer. A Bíblia as chama de “paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância” (1 Pe 1.14). Somente os tolos cedem a elas. “Num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro” (Pv 7.22). O engano é vencido pela verdade. A ignorância é derrotada pelo conhecimento. E tem de ser uma verdade gloriosa e um conhecimento formoso. Esta é razão por que escrevi o livro Vendo e Provando a Cristo (Seeing and Proving Christ — Crossway, 2001). Preciso de breves retratos de Cristo para me manter despertado, espiritualmente, para a sublime grandeza do Senhor Jesus. Temos de encher nossa mente com as promessas e os deleites de Jesus. E volvermo-nos imediatamente para tais promessas e deleites, depois de havermos dito “não”.
Manter — mantenha, com firmeza, a promessa e o deleite de Cristo em sua mente, até que expulsem a outra imagem. “Olhando firmemente para… Jesus” (Hb 12.2). Muitos fracassam neste ponto. Eles desistem logo. Dizem: “Tentei expulsar a fantasia, mas não deu certo”. Eu lhes pergunto: “Por quanto tempo fizeram isso?” Quanta rigidez exerceram em sua mente? Lembre: a mente é um músculo. Você pode flexioná-la com violência. Tome o reino de Deus por esforço (Mt 11.12). Seja brutal. Mantenha diante de seus olhos a promessa de Cristo. Agarre-a. Agarre-a! Não a deixe ir embora. Continue segurando-a. Por quanto tempo? Quanto for necessário. Lute! Por amor a Cristo, lute até vencer! Se uma porta automática estivesse para esmagar seu filho, você a seguraria com toda a sua força e gritaria por ajuda. E seguraria aquela porta… seguraria… seguraria… Jesus disse que muito mais está em jogo no hábito da lascívia (Mt 5.29).
Apreciar — aprecie uma satisfação superior. Cultive as capacidades de obter prazer em Cristo. Uma das razões porque a lascívia reina em tantas pessoas é porque Cristo não lhes é muito cativante. Falhamos e somos enganados porque temos pouco deleite em Cristo. Não diga: “Esta conversa espiritual não é para mim”. Que passos você tem dado para despertar sua afeição por Cristo. Você tem lutado por encontrar gozo? Não seja fatalista. Você foi criado para valorizar a Cristo — de todo o coração — mais do que valoriza o sexo, o chocolate ou o açúcar. Se você tem pouco desejo por Cristo, os prazeres rivais triunfarão. Peça a Deus que lhe dê a satisfação que você não tem. “Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias” (Sl 90.14). E olhe… olhe… e continue olhando para Aquele que é a pessoa mais magnificente do universo, até que você o veja da maneira como Ele realmente é.
Mover – mova-se da ociosidade e de outros comportamentos vulneráveis para uma atividade útil. A lascívia cresce rapidamente no jardim da ociosidade. Encontre algo útil para realizar, com todas as suas forças. “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11); “Sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co 15.58). Seja abundante em atividades. Faça alguma coisa: limpe um quarto, pregue uma tábua, escreva uma carta, conserte uma torneira. E faça tudo por amor a Jesus. Você foi criado para administrar e trabalhar. Cristo morreu para nos tornar zelosos “de boas obras” (Tt 2.14). Substitua as concupiscências e paixões enganosas por boas obras.
Pai de misericórdias, quão freqüentemente
Deixamos de lutar contra a lascívia.
Temos abraçado o inimigo que faz guerra contra a nossa alma.
Perdoa-nos, de acordo com tua promessa de ser
Tardio em ira e abundante em misericórdia.
Vem agora e dá-nos nova determinação
Novo poder e nova visão de tuas
Promessas e de teu supremo valor.
Sacia-nos de manhã com a tua benignidade
Destrói a raiz de nossa lascívia com um prazer superior.
Em nome de Jesus, oramos. Amém.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper
Dez Efeitos de Crer nas Doutrinas da Graça
23/02/11
Estes dez efeitos são um testemunho pessoal a respeito de crer nas Doutrinas da Graça, que podem ser resumidos através dos cinco pontos do calvinismo. Acabei de ministrar um seminário sobre este assunto. Os alunos me pediram que escrevesse um artigo sobre estas reflexões, ao qual eles teriam acesso. Sinto-me feliz por fazer isso. Na verdade, eles conhecem o conteúdo do curso, que está acessível no site do ministério Desiring God. Contudo, escreverei na esperança de que este testemunho estimule outros a examinarem, como os bereianos, se a Bíblia ensina o que chamo de “Calvinismo”.
1. As Doutrinas da Graça enchem-me de temor a Deus e levam-me à verdadeira adoração profunda centrada em Deus.
Recordo a época em que vi, pela primeira vez, enquanto ensinava Efésios no Bethel College, no final dos anos 1970, a afirmação concernente ao alvo de toda a obra de Deus — ou seja: “Para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.6, 12, 14).
Isso me fez perceber que não podemos enriquecer a Deus e que, por essa razão, sua glória resplandece mais esplendidamente não quando tentamos satisfazer as necessidades dEle, e sim quando nos satisfazemos nEle como a essência de nossas obras. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm 11.36). A adoração se torna um fim em si mesmo.
Isso me faz sentir quão insignificantes e inadequadas são as minhas afeições, de modo que os salmos de anseios se mostram vívidos e tornam a adoração intensa.
2. Estas verdades protegem-me de vulgarizar as coisas divinas.
Um dos caminhos de nossa cultura é a banalidade, a esperteza, a sagacidade. A televisão é o principal mantenedor de nosso desejo compulsivo por superficialidade e trivialidade.
Deus é incluído entre essas coisas. Por isso, existe hoje a vulgarização das coisas espirituais. Seriedade não está em excesso nestes dias. Foi abundante no passado. Sim, há desequilíbrios em certas pessoas que parecem não ser capazes de relaxar e falar sobre o clima.
Robertson Nicole disse a respeito de Spurgeon: “O evangelismo agradável [podemos dizer, o crescimento de igreja norteado por marketing] pode atrair multidões, mas lança a alma nas cinzas e destrói as próprias sementes do cristianismo. O Sr. Spurgeon tem sido reputado frequentemente, por aqueles que não conhecem seus sermões, como um pregador que utilizava humor. De fato, não havia nenhum outro pregador cujo tom era mais uniformemente sério, reverente e solene” (Citado em The Supremacy of God in Preaching, p. 57).
3. Estas verdades me fazem admirar a minha própria salvação.
Depois de descrever a grande salvação em Efésios, Paulo orou, na última parte daquele capítulo, para que o efeito daquela teologia fosse a iluminação do coração, a fim de que nos maravilhássemos com a nossa esperança, com as riquezas da glória de nossa herança em Deus e com o poder de Deus que opera em nós — ou seja, o poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos.
Todos os motivos de vanglória são removidos. Há muita alegria e gratidão.
A piedade de Jonathan Edwards começa a crescer. Quando Deus nos dá um vislumbre da sua majestade e de nossa impiedade, a vida cristã se torna uma coisa bem diferente da piedade convencional. Edwards descreveu isso, de maneira magnífica, quando disse:
Os desejos dos santos, embora zelosos, são humildes. Sua esperança é humilde; e sua alegria, ainda que indizível e cheia de glória, é humilde e contrita, deixando o cristão mais pobre de espírito, mais semelhante a uma criança e mais propenso a um comportamento modesto (Religious Affections,New Haven: Yale University Press, 1959, p. 339ss).
4. Estas verdades tornam-me alerta quanto aos substitutos centrados no homem que passam por boas-novas.
Em meu livro The Pleasures of God (2000), nas páginas 144 e 145, mostrei que, na Nova Inglaterra do século XVIII, o afastamento do ensino sobre a soberania de Deus levou ao arminianismo e, deste, ao universalismo e, deste, ao unitarismo. A mesma coisa aconteceu na Inglaterra do século XIX, depois de Spurgeon.
O livro Jonathan Edwards: A New Biography (Edinburgh: Banner of Truth, 1987, p. 454), escrito por Iain Murray, documenta a mesma coisa: “As convicções calvinistas empalideceram na América do Norte. No andamento do declínio que Edwards antecipara corretamente, aquelas igrejas congregacionais da Nova Inglaterra que tinham abraçado o arminianismo, depois do Grande Avivamento, moveram-se gradualmente ao unitarismo e ao universalismo, lideradas por Charles Chauncy”.
No livro Quest for Godliness (Wheaton, IL: Crossway Books, 1990, p. 160), escrito por J. I. Packer, você pode perceber como Richard Baxter abandonou estes ensinos e como as gerações seguintes tiveram uma colheita horrível na igreja de Baxter, em Kidderminster.
Estas doutrinas são uma proteção contra os ensinos centrados no homem que, sob muitas formas, corrompem gradualmente a igreja, tornando-a fraca em seu interior, enquanto parece forte e popular.
1 Timóteo 3.15 — “Para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”.
5. Estas verdades fazem-me gemer diante da indescritível enfermidade de nossa cultura secular que milita contra Deus.
Não posso ler o jornal, assistir a uma propaganda na TV ou ver um outdoorsem o intenso pesar de que Deus está ausente.
Quando Ele, a principal realidade do universo, é tratado como se não existisse, tremo ao pensar na ira que está sendo acumulada. Fico chocado. Tantos cristãos estão sedados pela mesma droga que entorpece o mundo. Mas estes ensinos são um antídoto poderoso.
Oro por um despertamento e avivamento.
Esforço-me para pregar tendo em vista criar um povo tão impregnado de Deus, que O mostrará e falará sobre Ele onde quer que esteja, em todo o tempo.
Existimos para afirmar a realidade de Deus e a sua supremacia em toda a vida.
6. Estas verdades tornam-me confiante de que a obra planejada e começada por Deus chegará ao final — tanto no que diz respeito ao universo como ao indivíduo.
Este é o argumento de Romanos 8.28-39: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
7. Estas verdades fazem com que eu veja todas as coisas à luz dos propósitos soberanos de Deus: dEle, por meio dEle e para Ele são todas as coisas; a Ele seja a glória para sempre e sempre.
Todas as coisas da vida se relacionam a Deus. Não há qualquer aspecto de nossa vida em que Ele não seja extremamente importante — Aquele que dá sentido a tudo (cf. 1 Co 10.31).
Ver os propósitos soberanos de Deus sendo desenvolvidos nas Escrituras e ouvir o apóstolo Paulo dizendo: Ele “faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11) faz-me perceber o mundo desta maneira.
8. Estas verdades enchem-me da esperança de que Deus tem vontade, direito e poder de responder as súplicas para que pessoas sejam mudadas.
A garantia da oração é que Deus pode irromper e mudar as coisas — incluindo o coração humano. Pode transformar a vontade. “Santificado seja o teu nome” significa faze as pessoas santificarem o teu nome. “Que a tua palavra se propague e seja glorificada” significa faze os corações abrirem-se para o evangelho.
Devemos tomar as promessas da nova aliança e rogar a Deus que sejam trazidas à realização em nossos filhos, vizinhos e todos os campos missionários do mundo.
“Ó Deus, remove deles o coração de pedra e dá-lhes um coração de carne” (Ez 11.19).
“Senhor, circuncida o coração deles para que Te amem” (Dt 30.6).
“Ó Pai, coloca dentro deles o teu Espírito e faze-os andar nos teus estatutos” (Ez 36.27).
“Senhor, concede-lhes arrependimento e conhecimento da verdade, para que fiquem livres das armadilhas do diabo” (2 Tm 2.25-26).
“Pai, abre-lhes o coração para crerem no evangelho” (At 16.14).
9. Estas verdades recordam-me que o evangelismo é absolutamente essencial para que as pessoas venham a Cristo e sejam salvas. Recordam-me também que há esperança de sucesso em levar as pessoas à fé e que, em última análise, a conversão não depende de mim, nem está limitada à insensibilidade do incrédulo.
Portanto, isso nos proporciona esperança na evangelização, especialmente em lugares difíceis e entre pessoas de coração empedernido.
“Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz” (Jo 10.16).
É a obra de Deus. Dedique-se a ela com resignação.
10. Estas verdades deixam-me convicto de que Deus triunfará no final.
“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is 46.9-10).
Reunindo todas estas verdades: Deus recebe a glória, e nós, o gozo.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper
Carne Forte para os Músculos de Missões
22/02/11
Estou cada vez mais convencido de que um movimento profundo e duradouro de missões precisará de uma doutrina de salvação que tenha raízes profundas. Em minhas férias, li algumas das memórias de Adoniram Judson. Você recorda que ele foi um Congregacional que se tornou Batista. Judson foi à Birmânia em 1812 e só retornou ao seu país depois de 33 anos.
Courtney Anderson conta a história emocionante e romântica em seu livro To The Golden Shore (Rumo à Praia Dourada). Mas, assim como muitos biógrafos de missionários, Anderson parece não saber o que motivava Judson. São as memórias que nos fazem ver as raízes teológicas. Hoje somos teologicamente superficiais e, por isso, não podemos imaginar quão apaixonados por doutrinas eram os primeiros missionários. O que motivava Judson era, simplesmente, um forte compromisso evangélico com a soberania da graça (um amor missionário intenso, humilde e reverente chamado calvinismo). Judson escreveu uma liturgia birmanesa e um credo que incluía as seguintes afirmações: “Deus, sabendo desde o princípio que a humanidade cairia em pecado e seria arruinada, por sua misericórdia, escolheu alguns da raça e deu-lhes o seu Filho, para salvá-los do pecado e do inferno… Adoramos a Deus… que envia o Espírito Santo para capacitar aqueles que foram escolhidos antes da fundação do mundo e dados ao Filho” O Breve Catecismo de Westminster, na Pergunta 20, atinge o âmago da fé exercida por Judson e acende o estopim de missões. Pergunta: Deus deixou todos os homens a perecerem na condenação do pecado e miséria? Resposta: Deus, motivado por seu beneplácito, desde toda a eternidade, tendo escolhido um povo para a vida eterna, entrou em um pacto de graça, para livrá-los da condição de pecado e miséria e trazê-los à condição de salvos por meio de um Redentor (Ef 1.3-4; 2 Ts 2.13; Rm 8.29- 30; 5.21; 9.11-12; 11.5-7; At 13.48; Jr 31.33). O termo “aliança da graça” está repleto de esperança agradável e preciosa. Refere-se à decisão e ao juramento espontâneo de Deus para empregar toda a sua onipotência, sabedoria e amor para resgatar seu povo do pecado e miséria. A aliança é iniciada e realizada completamente por Deus mesmo. E não pode falhar. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).
A aliança da graça é válida para todos os que crêem. Todos os que quiserem podem vir e desfrutar desta salvação. E, sendo este querer uma obra da graça soberana de Deus (Ef 2.5-8), aqueles que crerem e vierem são os eleitos — eleitos em Cristo “antes da fundação do mundo” (Ef 1.4). A aliança foi selada no coração de Deus antes que o mundo existisse (2 Tm 1.9).
Esta aliança da graça é o clamor de vitória sobre todos os conflitos no campo missionário. A graça de Deus triunfará. Ele tem um compromisso de aliança e de juramento para salvar todos os que estão predestinados para a vida eterna, de cada tribo, língua, povo e nação (At 13.48; Ap 5.9). “Jesus estava para morrer pela nação [de judeus] e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (Jo 11.51-52). O clamor da batalha de missões é: “O Senhor tem outras ovelhas, não deste aprisco. Ele as trará (um compromisso de aliança!); elas ouvirão (um compromisso de graça) a voz dEle” (Jo 10.16). Enquanto estava na Birmânia, Adoniram Judson pregou um sermão sobre João 10.1-18. Qual foi o objetivo de Judson? “Embora envolvidas no amor eletivo do Salvador, [as suas ovelhas] podem até vaguear nas montanhas obscuras do pecado.” Portanto, o missionário tem de chamar a todos com a mensagem de salvação, a fim de que, conforme disse Judson, “o convite de misericórdia e amor, que penetra nos ouvidos e coração apenas dos eleitos”, seja eficaz.
Se desejamos ver homens semelhantes a Adoniram Judson, William Carey, John G. Paton, Henry Martyn e Alexander Duff surgir entre nós, outra vez, devemos beber a mesma doutrina forte que os governou na causa de missões.
Fonte: Desiring God / Editora Fiel / John Piper






