São mais desejáveis que o ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces que o mel e o destilar dos favos. Salmos 19: 10

Os céus proclamam a glória de Deus, e as obras de Suas Mãos. Assim Davi, inicia o Salmos 19. Exulta a Deus em toda Sua sabedoria, através da Palavra e das obras das Mãos de Deus. Davi discursa, revela conhecimento da Palavra que com muita sabedoria lhe foi conferida e transmitida ao povo por vontade do Altíssimo.

Os céus, ou seja, o universo físico e visível, são uma prova da sabedoria, do poder, da glória e das leis de Deus. Porém, não são suficientes para declarar a vontade de Deus, Seus planos, Sua graça, Seu amor, que são coisas espirituais. Por demais profundas para a natureza morta, transcendentes para a mente humana. Por isso, esta revelação precisa ser completada pelas Escrituras ( vv. 7-11) e ainda pela experiência que a seus recebe diariamente de Deus intervindo na sua vida.

A profunda contemplação dos céus, das Escrituras, ou do próprio íntimo, revela algo da face de Deus. O céus revelam a glória de Deus, as Escrituras revelam Sua grandeza e a alma reflete Sua graça. Jesus Cristo é a plenitude de Deus visível entre os homens.

A palavra de Deus é um testemunho Universal, hoje são levados por missionários, anunciam a mensagem de Deus a cada País (Rm. 1:20). Esta palavra indispensável, é qualidade excelente, ela é superior, vai além do seu valor de sua extensão, vai além do que é natural, é essencialmente necessária para a vida, estabelecida. Alimento espiritual saudável e necessário para a alma.

A EXELENCIA DA PALAVRA

Ela nos traz o temor do Senhor. Acompanhando o referido salmo, o Cap. 19, do seu início ao final percebemos que ele recebe seis títulos sugestivos: lei, testemunho, preceitos, mandamento, temor do Senhor, juízos. Cada título recebe seu atributo perfeito, reto, puro, límpido, verdadeiro. Cada aspecto registrado no capítulo assim descrito produz seu resultado, restaurando a alma, concedendo sabedoria, alegrando o coração, iluminando os olhos, produzindo a justiça e permanecendo para sempre, revelando seu valor incalculável para o homem íntegro. Como relata o rei Davi, em belíssimo momento de sabedoria ligados aos preceitos de Deus. A tua palavra, os teus preceitos são retos, e refletem o coração, os Juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos. A tua palavra tem mais valor que o ouro, “mais que toneladas de ouro depurado”; a tua palavra são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. O povo desta época e momento, deposita sua total confiança no rei Davi, baseada não tanto nas qualidades do rei, mais muito mais no nome de Deus, que fizera Suas Promessas a Davi.

LEVADAS A SÉRIO

Se expressões bíblicas, verdadeiramente fossem levadas a sério, se os crentes, realmente, sem exceção alguma apreciassem o ensino que vem de Deus através da palavra! A excelência da Palavra, mais do que a glória, honra, sabedoria e sucesso, que são alguns dos homens, veriam descortinados novos horizonte de gozo, paz, confiança e vitória. Lá no Evangelho segundo João. 5:44, diz assim: Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros, e com tudo não procurais a glória que vem de Deus único? Aquele que sendo motivado pela soberba busca a honra dos homens perde a glória eterna ( Lc. 9:26 ).

A palavra de Deus é a receita correta para nossa vida. Vida cansada, desanimada, muitas vezes sem orientação alguma. Precisamos entender que neste momento, estar em comunhão espiritual com nosso Deus eterno é o alimento necessário, mais precioso que “Ouro” é o único caminho perfeito para o ser humano, para uma vida plena com o Senhor da glória.

Vivemos entre dificuldades e injustiças, mais precisamos compreender, que precisamos tomar posse definitivamente da Palavra do nosso Deus eterno “o Deus de Davi”. Tomemos o convite de Cristo, que é a “Palavra” verdadeira para a justiça divina. Diz assim lá em Mateus 11:28 a 30. Vinde a mim, todos que estais cansados e sobrecarregados, e eu vós aliviarei. Isto é o convite do Deus vivo a Palavra de Deus.

Nos alimentemos da Palavra.

Autor: Diác. Rilvan Stut. O autor é diácono em disponibilidade na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Estudo disponível no site da Igreja Presbiteriana do Brasil